Quinta-feira, 1 de Abril de 2021

«Tempos de Páscoa»

 

Cristo incendiou a História

Uma outra perspectiva acerca de Jesus Cristo, da autoria de Artur Soares.

 

Jesus Cristo.jpg

(Desenho da autoria de Agonia Sampaio,  premiadíssimo autor de Bandas Desenhadas, oriundo da Póvoa de Varzim)

 

Por Artur Soares

 

«Filho de pais bondosos e justos nasceu entre quatro paredes grosseiras, em pavimento (talvez) sujo e malcheiroso; de limpo só a manjedoura onde o dono dispôs o feno e a aveia.

 

Cresceu como qualquer criança e bem cedo aprendeu a trabalhar na madeira, crescendo em “grande sabedoria”. Analisava atitudes e conhecia como ninguém o ambiente ao redor, ao ponto de deixar estupefactos os intelectuais daquele tempo, pelo que afirmava aos doze anos.

 

Sua Mãe, atenta e justa com tudo que ao filho respeitava, “guardava para si” os actos, acções e a sua maneira de ser. Já homem, senhor absoluto da humanidade, fisicamente forte e alto, rude de aspecto como qualquer homem do seu tempo, inteligente e conhecedor dos sofrimentos e anseios de quem o rodeava, mete pés ao caminho e põe em acção a missão para o que veio: “servir e não ser servido” e o chocar com os ensinamentos do amor àqueles que eram feras, levando sempre tudo até às últimas consequências: morrer pelos testemunhos que dava e pelo plano que ia expondo: este Homem chamou-se Jesus Cristo.

 

Este Homem é! Alma aberta e profunda; Homem de recolhimento e voltado para a vida. O mundo exterior existe para Ele: as aves que debicam os grãos, as que fazem os ninhos nos ramos, as que são apanhadas e se vendem por alguns dinheiros, as crianças que brincam, que lutam, que amuam, os desempregados que esperam na praça por um contrato, a dona de casa que busca a moeda perdida, o amigo importuno que vai de noite bater à porta… tudo isto é cheio de vida, é cheio de humanidade!

 

Alma capaz de admirar ouve a voz da natureza. Nunca se extasia e sente-se à vontade em todas as coisas. Fala dos assuntos mais extraordinários e, às vezes, lê os pensamentos mais dramáticos através duma imagem familiar ou de imagens da natureza.

 

Ensina como só Ele é capaz, cura e ama os doentes, alimenta os famintos, dá esperança aos estáticos e até acalma os ventos e as tempestades. Ele é verdadeiramente Deus!

 

Perseguem-no: dizem que é profeta dos fracos e, afinal, deu força aos definhados e colocou-os mais alto que aos reis; disseram (dizem) que é anunciador duma mensagem doente ou moribunda, mas cura e ressuscita; disseram (dizem) que é anarquista e ensina e pratica a justiça elevando os infelizes!

 

E este Homem, Jesus de Nazaré, tem coração e fala aos corações; é espírito puro e quer purificar espíritos; ama e quer inflamar a todos com amor; tem alma grande e pretende dilatar todas as pequenas almas abandonadas.

 

Este Homem, quando falava às multidões, aos fariseus, homens de letras e comerciantes, muitos abanavam a cabeça com ar de mau agouro e erguiam-se torcendo a boca e fazendo sinais uns aos outros entre irritados e escandalizados e, mal saíam, um murmúrio de prudente desaprovação brotava das grandes barbas negras ou brancas. Mas nenhum ria.

 

Escolheu companheiros, nunca se preocupou com o que havia de vestir e de comer, formou a primeira Igreja e anunciou o Reino de Deus, quando pensavam que vinha para ser o rei da matéria. Por isso o mataram.

 

Mas Cristo está sempre vivo entre os cristãos e em todos que o admiram. Há quem o ame e quem o odeie; há uma paixão pela sua paixão e outra pela sua destruição. Os mercenários não acabam. Estes, geralmente, detestam o que foram, choram o que não têm, receiam o que poderão perder e esquecem-se de viver. Vivem inconformados, rapam o que não lhes pertence, julgam-se únicos nas cadeiras do poder, defendem-se com a mentira e hipocrisia e não conhecem os seus. E o encarniçarem-se contra Cristo, prova que vive.

 

Na verdade, Cristo foi uma fagulha que nasceu entre animais, cresceu numa região desprezada, mas incendiou a história de toda a humanidade! E os que foram pasto para feras e os que tombaram ao fio da espada, bem como aqueles que ainda hoje tombam por causa do Seu Nome, sempre serão adubo para cultivar novas safras de sementes.»

 

(Artur Soares)

 

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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Terça-feira, 16 de Março de 2021

«Urge que os nossos políticos se consciencializem de que qualquer incentivo à crueldade contra animais é também um incentivo à criminalidade contra pessoas»

 

Tradição, Cultura e Arte são o que o Homem cria para tornar a Humanidade mais sensível, mais inteligente, mais civilizada, mais evoluída, mais bela…

 

Tradição, Cultura e Arte nada têm a ver com as grosseiras e cruéis actividades tauromáquicas, que apenas os toscos praticam, apoiam e aplaudem.

 

Vejamos o que nos diz a Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Touros no campo.jpeg

Origem da imagem:  https://olhares.com/touros-no-pasto-foto3442125.html

 

«Nenhuma tradição que se alicerce na crueldade e sofrimento de seres sencientes, como o são todos os animais, porque sentem e sofrem como nós, é aceitável, quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista ético e moral. Urge que os nossos políticos se consciencializem de que qualquer incentivo à crueldade contra animais é também um incentivo à criminalidade contra pessoas.

 

Os Touros são animais muito pacíficos que passam a maior parte da sua vida nos pastos; são sujeitos a uma situação de extrema brutalidade que não só lhes inflige muito sofrimento, mas também os obriga a comportarem-se de uma forma muito diferente da habitual (pois têm todo o direito de se defenderem dos seus algozes), o que lhes dá a falsa reputação de “bravos”.

 

É inegável que os Touros sofrem antes, durante e após as touradas (sejam de que modalidade forem). Desde a deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo no qual não se consegue mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres (a sangue frio) e as agressões de que é vítima para o enfurecer, a perfuração do corpo, tudo isto representa sem quaisquer dúvidas (e não é necessário ser-se muito culto, qualquer analfabeto sensível sabe disto) um sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível.»

 

Associação Amigos dos Animais da Ilha Graciosa

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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Domingo, 31 de Janeiro de 2021

«Holodomor, um dos maiores crimes da humanidade quase totalmente esquecido a nível mundial»

 

Para que não se esqueça este HORROR!

Que espécie de HOMO é o homem?

 

HOLODOMOR.jpg

 

Por Arsénio Pires

 

A palavra ucraniana HOLODOMOR significa “deixar morrer de fome”, “morrer de inanição”.


HOLODOMOR, assim como o holocausto nazista contra judeus, cristãos, ciganos, homossexuais, etc., consistiu num GENOCÍDIO de milhões de ucranianos vitimados pela fome por causa da política económica de Estaline, entre 1931 e 1933, para colectivizar, à força, as terras agrícolas da Ucrânia.


Muitas pessoas foram presas e condenadas a trabalhos forçados simplesmente por comerem batatas ou colherem espigas de milho para consumo.


Entre 1931 e 1933, o número de mortos era tão grande que os cadáveres espalhavam-se pelas ruas e pelos campos. O odor dos corpos apodrecidos dominava regiões inteiras. (Basta procurar na internet em Holodomor, imagens). O historiador Thomas Woods relata-nos esse facto:


Em 1933, Estaline pôs em marcha uma nova meta de produção e colecta, a qual deveria ser executada por uma Ucrânia que estava agora à beira da mortandade em massa por causa da fome, que tinha começado em Março daquele ano. Vou poupar o leitor às descrições mais gráficas do que aconteceu a partir daqui. Mas os cadáveres estavam por todos os lados e o forte odor da morte pairava pesadamente sobre o ar. Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados.” (Woods, Thomas. "A fome na Ucrânia".


Estipula-se que o número de mortos nesses três anos tenha sido de 5 MILHÕES. Porém, se tivermos em conta os efeitos prolongados dessa política económica perversa e os ucranianos que foram levados para trabalhos forçados e lá morreram, esse número pode ser superior a 14 MILHÕES. 

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Este é o paraíso terrestre que o irracional “homo predator” está a destruir a um ritmo assustador…

 

É  urgente uma mudança radical de atitude perante o  Planeta  Terra.

Não nos esqueçamos que a Mãe Natureza é a medida de todas as coisas.

 O "homo predator" é o responsável-mor pela degradação do meio ambiente.

Aprendam a ser racionais como os restantes animais, que connosco partilham a Terra. Eles sabem como a preservar.

Que espécie de "homo" é o homem? 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Domingo, 10 de Janeiro de 2021

Vitorino Silva (Tino de Rans) um candidato à Presidência da República, a não desperdiçar

 

Vitorino Silva.png

 

Genuíno. Inteligente. Trabalhador. Perspicaz. Um Humanista de primeira água, para quem as pessoas importam. Um verdadeiro filósofo popular. Tem a sabedoria do Povo. Adoro as suas metáforas e parábolas. Conhece o Portugal profundo. Não tem os vícios nocivos dos políticos “profissionais”, que nada têm de novo, para nos dizer. É alguém em quem se pode confiar.

 

Como cidadão português tem todo o direito de se candidatar a Presidente da República. Afinal, não são os canudos universitários que fazem um bom presidente. Já todos tivemos oportunidade de o comprovar. Ser calceteiro não seria o impedimento maior.

 

Não sei se aderiu ao AO90. Não sei o que pensa sobre isso e sobre as touradas, mas sei que gosta de animais e é bastante carinhoso com eles. Não tive tempo de lhe escrever, e questioná-lo sobre estes dois temas, que, para mim e milhares de Portugueses, são cruciais, e ninguém debate. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: de todos os candidatos, o Vitorino Silva seria o único a dar-me a honra de uma resposta, algo que Ana Gomes e Marcelo Rebelo de Sousa não fizeram.

 

Tenho visto todos os debates televisivos, e querem saber? O Vitorino Silva, com a sua genuína humildade, tem sido o candidato que mais me tem cativado. É o único que representa o Povo – a Democracia, no seu significado mais puro. E isto para mim é o que importa. Os outros representam INTERESSES.  Gosto do que ele diz e de como o diz. Não se arrasta atrás daqueles lugares-comuns cansativos e vazios e hipócritas que os outros repetem até à exaustão, e que, espremidos, não têm a força de me CATIVAR.

 

Vitorino Silva imprime uma força cativante aos seus discursos, sem ódio pelo adversário, sem segundas intenções.

 

E querem saber? Estou tão desiludida com os outros candidatos que tinha decidido votar em branco, até aparecer Vitorino Silva. Vou votar nele. Não, não será um voto útil. Nem um voto de protesto. Será um voto por convicção. O voto num Homem para o futuro, porque o futuro precisa de Homens, não de robots. 

 

Tenho certeza de que daria um bom presidente, se o preconceito não fosse maior do que a condescendência.  

 

Não, não estou a brincar. Estou a falar muito a sério.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:11

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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2020

Votos para 2021: é urgente que as consciências despertem, para que haja futuro…

 

O ano de 2020 trouxe-nos uma mensagem muito clara:

 

O Homem é apenas um peão no xadrez da Vida. 

O Planeta sucumbe. A Natureza reage. E o Homem concentra-se no seu muito  insignificante umbigo.

 

No passado dia 21 de Dezembro, entrámos na Era de Aquário, a era do conhecimento e do poder da consciência.  Diz quem sabe que esta força trará mudanças nas esferas política, social e espiritual. Como toda a Humanidade está debaixo da sua influência, será possível ver cada vez mais o poder da mente sobre a matéria.

 

Acredito nas forças cósmicas, que tudo comandam, no Universo.

E eu, como aquariana, filha de aquariana, sendo também um ser cósmico, e sentindo em mim a energia positiva que a Era de Aquário já começou a espargir pelo mundo, penso que as coisas vão mudar, não digo de hoje para amanhã, mas vão mudar. Além de que é a partir das camadas mais jovens que essa consciência, a que me refiro, actuará.

O capitalismo e os interesses [ainda] falam mais alto, e a ignorância e estupidez são imensuráveis, e o ser humano está a destruir-se, porém, os novos tempos trarão um Novo Homem.  É isto que diz o meu aquariano instinto.

 

Tenham esperança! Não esmoreçam.

Para que haja futuro é urgente que as consciências despertem e que a mediocridade e a irracionalidade, que avassalam as sociedades humanas, sejam banidas da face da Terra.

 

Se queremos um futuro, é urgente que a Humanidade desperte para a Inteliência, Racional e Emocional.

 

“Ouçam” agora o «Prelúdio para uma Nova Terra», da poetisa e escritora portuguesa Idalete Giga.

Isabel A. Ferreira

 

Votos de  2021.png

 

«Prelúdio para uma Nova Terra»

 

A Mãe-Terra descansa

 E não deve ser perturbada

Não há tufões

Não há tsunamis

Não há tempestades

Não há ruido

O silêncio tudo invadiu

O céu está mais azul

O ar mais puro

As águas mais cristalinas

Os peixes nadam tranquilamente

As flores desabrocham

Os pássaros cantam alegremente

Louvando a Primavera

Os animais selvagens

Regressam aos seus habitats

Não perturbemos a Mãe-Terra

E soframos com coragem

O nosso karma colectivo.

 

Idalete Giga

Paço de Arcos, 16/ Abril/2020

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:10

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020

«Brilhante reportagem sobre touradas em Portugal»

 

Recordemos este texto de 2016. Infelizmente actualíssimo, comprovando-se que, em Portugal, a EVOLUÇÃO é algo que custa a encaixar, nomedamente, nas mentes dos governantes e dos parlamentares, os quais mantêm acesa a chama desta prática selvática, sem se aperceberem de que não têm lugar no pódio de gente civilizada

 

Reportagem espectacular sobre touradas. Todos os argumentos, todos os factos, todas as razões num brilhante trabalho.

"O Touro é um animal que, quando uma mosca pousa no seu dorso... ele afasta-a com a cauda. Ele é hipersensível".

 

COBARDE.jpg

 

Por Cláudia Vantacich

 

«O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia. A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães. Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos. Por vezes, os Touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem. Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais os que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.»

 

Cláudia Vantacich

***

As touradas: Violência, Crueldade, Ignorância, Futilidade

A vergonha de Portugal

 

 

Fonte:

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/05/brilhante-reportagem-sobre-touradas-em.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:00

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2020

«O touro pode ser o melhor amigo do homem!»

 

Será que o touro é um animal selvagem? Este touro foi criado como um animal de estimação e o resultado está à vista.

 

Palavras para quê? Este vídeo deita por terra os argumentos usados pelos defensores da barbárie tauromáquica, que dizem que os Touros são "bravos".  São bravos no sentido de VALENTES quando enfrentam, ainda que debilitados pelos maus-tratos pré-lide,  os ataques dos COBARDES tauricidas que os torturam barbaramente.

 

O Touro não só pode ser o melhor amigo do homem, tal como o é um cão, como é muito mais DIGNO do que o bicho-homem-predador, que o tortura por prazer.

 

Estamos a falar de BOVINOS, herbívoros, animais sencientes, meigos e mansos.

 

Vão estudar BIOLOGIA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Domingo, 5 de Abril de 2020

A Liberdade não é um conceito exclusivo do Ser Humano – Uma reflexão ao redor do nosso confinamento

 

 

Esta bem-apanhada “Visita à Cidade” diz-nos o quanto o Homem está errado, no que respeita ao modo como trata os animais não-humanos.

 

Visita à cidade.jpg

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3053870421301048&set=a.502947543060028&type=3&theater

 

Esta imagem bem poderia ser uma imagem possível, nos tempos que correm, se os animais não estivessem confinados a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, privados da sua liberdade de correr nos campos, na selva, nos matagais, nas florestas, nos desertos, nas montanhas, nas serras, nas planícies, nas savanas; de voar pelo espaço, de deslizar pelos rios, pelos mares, pelos oceanos…

 

A Liberdade é algo inerente a todos os seres vivos. Nenhum animal não-humano deve ser privado da sua liberdade, porque a liberdade é pertença da Vida. Viver sem liberdade não é viver, é arrastar-se no tempo.

 

Que o digam os animais-humanos que cometeram crimes e, por esse motivo, mereceram ser privados da sua liberdade.

 

Contudo, porque nenhum animal não-humano jamais cometeu, comete ou cometeria os crimes hediondos que os animais-humanos cometem, não merecem ser privados da sua liberdade e da razão de ser da própria vida.

 

Todos os seres vivos que nascem, nascem por algum motivo. Nenhum animal-humano ou não-humano nasce por acaso. TODOS (humanos e não-humanos) fazem parte do TODO que mantém (ou deveria manter) o Planeta Terra em perfeita harmonia. E essa harmonia só não existe devido aos desmandos do animal-homem, e jamais do animal não-humano.  

 

Daí que aproveitemos esta imagem para fazer uma reflexão: não é por acaso que o mundo dos homens está a passar por esta privação de liberdade. Reparem que o coronavírus não ataca os não-humanos, pelo contrário, vivem neles. Saibamos dar-lhe valor, e compreender a tristeza profunda (porque eles sentem-na) dos nossos irmãos planetários, que os homens confinam a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, por motivos absolutamente irracionais.

 

Espero que tenham aprendido a lição, porque este vírus, que hoje nos mantém confinados, não veio por acaso, mas com uma finalidade bem definida, e só os cegos-mentais não a entenderá.



O Homem não é o dono do mundo. É apenas o seu guardião. E quem não entender isto, nada sabe da Vida, mas também da Morte, a certeza maior e única de toda a nossa existência.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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Quarta-feira, 25 de Março de 2020

«Estatutos do Homem», de Thiago de Mello

 

 

Enfrentamos um dos momentos mais difíceis da Vida dos Povos, desde a Segunda Guerra Mundial.

Atravessamos um tempo em que o Homem precisa de parar para reflectir que Vida pretender viver, depois deste pungente alerta, que a Mãe Natureza nos lançou, depois de nos ter mandado sinais menos intensos, aos quais o Homem se fez cego, surdo e mudo, julgando que era ele o dono do mundo.

Mas ainda existem oásis.

Deixo-vos com os “Estatutos do Homem” para que vigorem logo que o coronavírus entenda deixar-nos respirar em liberdade.

 

  

 

Tenho por hábito coleccionar papeladas, textos, coisas antigas, que passados uns anos volto a encontrar nas gavetas, e surpreendo-me.

 

Foi este o caso.

 

Encontrei um belo documento, feito poema, escrito por Thiago de Mello, poeta brasileiro, que continua tão actual como outrora: «Estatutos do Homem».

 

Ora leiam:

 

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
Que agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais de 
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
a qualquer hora da vida,
o uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Thiago de Mello


Santiago do Chile, Abril de 1964

 

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:26

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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