Domingo, 4 de Outubro de 2015

«O AMOR É UNIVERSAL»

 

Hoje, dia 4 de Outubro, celebra-se o

Dia Mundial dos Animais.

 

Embora todos os dias sejam dias para todas as celebrações, infelizmente, ainda precisamos do dia 4 de Outubro para lembrar ao mundo que os animais ditos não humanos, são animais como nós, logo, merecem todo o nosso respeito, porque o amor, na verdade, é universal e engloba todas as criaturas…

 

AMOR UNIVERSAL.jpg

«O Amor é Universal» (2008) - Pintura poderosa, da autoria da Artista Plástica Vila-condense Isabel Lhano, e que diz desse maravilhoso amor universal que devemos a todas as criaturas…

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207384000019382&set=a.1374048192415.54379.1268108332&type=3&theater

 

***

 

Tudo começou em 1931, em Florença, Itália, numa convenção de ecologistas.

 

Decidiu-se celebrar a vida animal em todas as suas formas.

 

O dia 4 de Outubro foi escolhido para o Dia Mundial dos Animais, em honra de São Francisco de Assis, um amante da Natureza e padroeiro dos animais e do meio ambiente, o qual morreu no dia 3 de Outubro de 1226, e foi a enterrar no dia seguinte, 4 de Outubro.

 

Diz-se que as Igrejas de todo o mundo reservam o domingo mais próximo desta data para abençoar os animais…

 

Diz-se…

Mas…

 

Em Portugal, Espanha e nos outros seis países onde ainda é permitida a prática da selvajaria tauromáquica, entre outros costumes bárbaros, os Santos católicos são celebrados com tortura de Touros e Cavalos, contrariando o exemplo e o amor que o “poverello de Assis” dedicava a todas as criaturas não humanas.

 

Num livro belíssimo, intitulado «O Irmão de Assis – Vida profunda de São Francisco», da autoria do espanhol Ignacio Larrañaca, Ed. Paulinas, nas páginas 367/368, lê-se esta passagem extraordinária, pela sublime e profunda mensagem que nos transmite, seja-se ou não crente, e que aqui transcrevo para levar até aos padres católicos, algo que talvez eles desconheçam, e que seria primordial que aprendessem, para que transmitissem aos seus “fiéis desgarrados” caçadores, tauricidas e todos os outros abusadores de animais para divertimento, algo que é um dever dos que se dizem representantes de Deus na Terra, transmitir:

 

«O Irmão jazia por terra. Não voltou a mover-se.

Tudo estava consumado.

 

Nesse momento formou-se espontaneamente, sem qualquer plano premeditado, um cortejo triunfal que acompanharia o Pobre de Deus até á porta do paraíso.

 

Abriam a marcha os anjos, arcanjos, querubins, serafins, principados e potestades. Ocupavam o firmamento dum extremo ao outro e cantavam Hossanas ao Altíssimo e ao seu servo Francisco.

 

A seguir vinham os javalis, lobos, raposas, chacais, cães, pumas, bois, cordeiros, cavalos, leopardos, bisontes, ursos, burros, leões, paquidermes, antílopes, rinocerontes. Todos eles avançavam em ordem, compacta. Não se ameaçavam nem se atacavam uns aos outros. Pelo contrário, pareciam velhos amigos.

 

Atrás voavam os morcegos, borboletas, abelhas, colibris, cotovias, moscas, andorinhas, rolas, tentilhões, estorninhos, perdizes, pardais, rouxinóis, melros, galos, galinhas, patos. Havia tanta harmonia entre eles como se toda a vida tivessem convivido no mesmo curral na melhor camaradagem.

 

Por fim iam os golfinhos, hipopótamos, peixes-espadas, baleias, peixes-reis, douradas, peixes voadores, trutas. Era espantoso: os peixes grandes não comiam os pequenos, Pareciam irmãos duma mesma família. Fechavam o cortejo as cobras, anacondas, víboras, lagartos, lagartixas, dinossauros, plectosáurios e cascavéis.

 

Enquanto no bosque da Portiúncula não cessava de ressoar o Cântico do Irmão Sol, todos estes irmãos cantavam, gritavam, piavam, grasnavam, zurravam, assobiavam, bramavam, uivavam, ladravam, rugia, bailam, mugiam.

 

Desde o princípio do mundo que não se ouvia semelhante concerto. Todas as criaturas, segundo a sua natureza, cantavam aleluias ao seu amigo e irmão Francisco.

(…)

 

O Pobre de Deus arrastava consigo toda a criação ao paraíso.

Tinha reconciliado a terra com o céu, a matéria com o espírito. Era uma chama liberta do lenho. Era a piedade de Deus que regressava a casa.

 

Lentamente, muito lentamente, o Irmão foi-se internando pelas órbitas siderais. Foi-se afastando como um meteoro azul até que se perdeu nas profundezas da eternidade».

 

***

É fundamental para a Humanidade este amor universal.

 

É fundamental para a Humanidade compreendermos a mensagem de São Francisco de Assis, independentemente de se ser crente ou não.

 

É fundamental para a Humanidade que os homens comecem a comportar-se como HOMENS.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:10

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