Quinta-feira, 14 de Agosto de 2025
Como é possível o governo português não tomar qualquer medida eficaz e definitiva contra este crime ambiental, perpetrado ano após ano, (e 2025 foi dos piores), nas barbas das autoridades, sem tomar medidas concretas, que possam dissuadir os incendiários de cometer tal crime? Ficam-se por penas de pintassilgos, quando deviam ir para a cadeia os 25 anos (escassos) atribuídos a crimes graves. Atear fogo a florestas, matando animais e, por vezes, pessoas (estou a lembrar-me do fatídico ano de 2017, mais de cem pessoas mortas) e queimando casas e os bens das pessoas atingidas por esses fogos postos a mando de negociantes não será um crime gravíssimo?
É bem verdade que há muito mato seco que não foi cortado. A floresta não foi limpa. Ainda se houvesse guardas florestais, cantoneiros, profissões que já não existem e fazem falta. Vigilância. Fiscalização. E pena máxima de 25 anos para os incendiários e seus mandantes, talvez houvesse esperança...
O Norte de Portugal está NEGRO, e milhares de animais foram mortos. E casas, culturas agrícolas, pomares, hortas, pastos, tudo, tudo queimado. E os governantes a banhos!!!!
Talvez os governantes acordassem para esta desgraça, se algum dia estivessem na situação de atingidos pelos criminosos fogos postos! A falta de empatia pela desgraça do povo, por parte de quem nos governa é algo que me incomoda, como cidadã portuguesa.
Isabel A. Ferreira

Incêndio de Arouca, em 29 de Julho de 2025/ Foto: ESTELA SILVA
José Gomes Ferreira dá série de soluções para acabar com os fogos
José Gomes Ferreira, director-adjunto de Informação da SIC, acredita que há uma “indústria dos incêndios”, que colapsaria se não existissem incêndios todos os anos. «As evidências estão aos olhos de toda a gente», diz o jornalista, que dá exemplos do que pode ser feito para contrariar o problema.
Como em todos os Verões, os incêndios estão a atingir várias regiões do país, sobretudo no Norte. Em 11 dias, a Polícia Judiciária (PJ) deteve 10 pessoas suspeitas de fogo posto, a principal causa das ignições. Mas, afinal, a quem é que interessa os incêndios em Portugal?
«Interessam a muita gente. Como eu costumo dizer, os incêndios rurais em Portugal dão de comer a muita gente», responde José Gomes Ferreira.
«Não vou acusar nenhuma pessoa, empresa ou sector em concreto. Mas se não houvesse incêndios num ano, o que é que acontecia no mercado de aluguer de aviões de combate, de helicópteros, de venda de veículos de combate, de adaptação e reparação de veículos, das empresas de mangueiras, fatos e outros materiais? Se não existirem incêndios, não há mercado para estes negócios», diz o jornalista.
José Gomes Ferreira revela ainda que falou com um “alto responsável da Protecção Civil, que já não está em funções”, que admitiu a relação entre os incêndios e o comércio de madeira para aglomerados.
«Muita madeira que foi queimada dá para cortar a preço zero e os proprietários até pagam para libertar o terreno. O valor económico da matéria prima é praticamente zero e o valor final do produto é igual.O valor económico da matéria prima é praticamente zero e o valor final do produto é igual»,explicou, antes de propor uma série de medidas que, na sua opinião, poderiam ajudar a combater os incêndios, nomeadamente quando têm intervenção humana.
O que pode ser feito?
José Gomes Ferreira propõe um modelo de incentivos «contrário ao que existe hoje», que «não esteja do lado da ocorrência do fogo, mas do lado dos proprietários que querem manter a floresta verde».
«A sociedade devia pagar, através de estruturas do Estado, subsídios a quem mantém a floresta verde. Não é impossível. Pode ser com créditos de carbono que se estendam aos pequenos proprietários», frisa o jornalista, que dá outros exemplos.
«O Estado devia assumir, através da Força Área, a maior parte dos meios de combate aos incêndios. Os privados não deviam dominar completamente esse mercado (…) Militares do exército deviam fazer campanhas de três meses no meio da floresta, para aumentar a fiscalização», diz José Gomes Ferreira, que também defende o aumento das penas para os incendiários.
Fonte: https://sicnoticias.pt/especiais/incendios-em-portugal/2025-08-13-video-os-incendios-em-portugal-interessam-e-dao-de-comer-a-muita-gente-3b4a66ae
Nota: texto corrigido automaticamente para a ortografia de 1945, em vigor, de jure, em Portugal.
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Domingo, 15 de Junho de 2025
Durante o mês de Maio e este de Junho, vários órgãos da Comunicação Social têm vindo a alertar dos perigos dos fogos para este ano de 2025, das formas de os combater, dos meios de combate e muitos mais comentários/avisos se fizeram.

Até já se avisou que o ministro da presidência, António Leitão Amaro, ministro deste Governo de Montenegro, era familiar de uns empresários que possuíam helicópteros para combater fogos e que o contracto se aproximava dos 18 milhões de Euros a expensas dos cofres do Estado.
Por mim, qualquer empresa que ganhe dinheiro sem pisar caminhos criminosos, não me cria invejas. Todavia, tanta publicidade contra os fogos de 2025, até me parece que tais “preocupações” apenas visam recordar os pirómanos de que se aproxima o tempo deles e que preparem as botas de cano alto.
Como se sabe os pirómanos nunca estão sós no terreno a incendiar as florestas. Há, como não podia deixar de ser, criminosos/invejosos, madeireiros interessados nos fogos florestais, empresas de celulose, políticos e até bombeiros, por vingança, ateiam os fogos.
Os criminosos das florestas em Portugal, actuam como e onde querem e a justiça é excessivamente branda contra esta gente! Quem não recorda o flagelo dos fogos no ano de 2017 e o destino da madeira queimada?
Foi público que a “geringonça” de António Costa, criou mais de trinta parques para receberem um milhão de toneladas de madeira queimada e apenas apareceram cerca de cento e setenta mil toneladas nos referidos parques. A madeira queimada, “entenderam certos políticos especialistas, não servia para as indústrias de transformação nacionais” – anunciaram - e acabaram por vender à China as cerca de setecentas mil toneladas de toros que não chegaram a entrar nos referidos parques.
E assim, verificamos que os Governos que temos tido, não se importam de disponibilizar milhões para helicópteros e aviões Cannadair que passam o tempo a refrescar o país onde as labaredas aparecem, porque os criminosos não dão tréguas e serão, quem sabe, bem pagos.
Ora, a maioria dos nossos governantes, que nem remendos novos cozem em calças velhas, têm-se limitado pelo banal, pela política normose e sempre põem interesses pessoais e partidários em primeiríssimo lugar. O povo, apenas o vêem (imediatamente) antes dos actos eleitorais.
No tempo do Estado Novo, do fascismo como sempre disseram, raramente aconteciam fogos, mesmo na canícula dos meses de Julho e Agosto. E se acontecessem, eram devidamente averiguados e os criminosos – se fosse o caso – de imediato, perdiam o “vício” de atear fogos: a prisão era bem longa.
Mas o progresso e a democracia que agora vivemos, vieram modificar usos e costumes. Acabaram com os guarda-rios que patrulhavam as bermas e estavam atentos à pesca ilegal dos oportunistas; acabaram com os guardas florestais que vigiavam as respectivas zonas, vigiavam os turistas pedonais, os turistas do garrafão e das fêveras assadas nas bouças; e acabaram com os cantoneiros que limpavam as bermas da estrada e que denunciavam queimadas perigosas.
Também nas regiões autónomas, cometeram o erro ou os disparates do continente, ao acabarem com os guardas florestais. E logo na Madeira, região de montanha, que nunca devia dispensar estes serviços em defesa e gestão da sua floresta.
Sendo assim, e fazendo um pouco de humor com coisas sérias e graves, este Governo e os próximos, ao continuarem a ser políticos de política normose, ao abdicarem dos guarda-rios, dos cantoneiros, dos guarda florestais e de secções de militares a patrulharem zonas perigosas de fogos, só têm uma hipótese: ministrar um curso a incendiários e criminosos, devidamente preparados, e fazer deles profissionais de fogo posto. Seleccionavam-se os bem constituídos e que fossem invejosos.
Assim, os formandos deste curso em pirologia, evitariam infernais labaredas, dispensavam-se piquetes de vigia, observatórios, aviões e helicópteros. Estes pirómanos e criminosos, agora profissionais, programavam os fogos, os lucros ao Estado da venda dos barrotes queimados e seriam todos funcionários públicos com sindicato, horário de trabalho, folgas e sob a tutela das forças armadas, que justificariam, desse modo, os salários dos soldados, os ordenados dos sargentos e os vencimentos dos oficiais.
E continuando a fazer humor, se não for assim, não havendo cursos de pirologia, todas as vozes falam e nada fazem, e o povo, evidentemente, terá de aceitar, chorar e rir perdidamente, da incompetência de quem dispensa serviços imprescindíveis, porque políticas sem travões, sem inteligência e sem carácter político.
(Artur Soares)
(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2020
Ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados Mariana Silva e José Luís Ferreira, do Partido Ecologista “Os Verdes” solicitaram ao Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte questão, para que o Ministério do Ambiente e da Acção Climática possa prestar os seguintes esclarecimentos:
Teve o Ministério do Ambiente conhecimento da organização e ocorrência da referida montaria na Quinta da Torre Bela na Azambuja? Quando e de que forma?; A concessão da presente Zona de Caça Turística foi feita por que período?; Tem o ministério, ou o organismo responsável feito o acompanhamento e fiscalização da actividade cinegética nesta ZCT ao longo da sua concessão, e é feita a contabilidade do número de animais abatidos por ano nesta como nas restantes Zonas de Caça Turísticas?; No plano de ordenamento e exploração cinegética da Zona de Caça Turística da Quinta da Torre Bela não há um limite para o número de animais abatidos por caçador e por jornada de caça? E nas restantes Zonas de Caça Turística?; Numa actividade desta natureza qual é a o procedimento que é feito nomeadamente em: autorização, acompanhamento e fiscalização, inspecção veterinária dos animais abatidos, censo das populações dos animais abatidos?; Como está a ser feito o censo anual das populações cinegéticas e que impacto tem tido a caça nestas populações?; Quantos efectivos do corpo de Vigilantes da Natureza e ou Guardas Florestais estão afectos à zona onde se localiza a Zona de Caça Turística da Quinta da Torre e que condições têm para monitorizar as actividades cinegéticas que aí decorrem?; Que outros espaços no país têm condições para que aconteçam situações semelhantes sem o conhecimento público?
Questões que também todos nós, que lutamos pela defesa dos Direitos de TODOS os Animais, queremos ver respondidas.


Os rostos destas crianças pintados de sangue dos animais mortos, diz da imoralidade desta actividade.
Fonte das imagens:
https://www.facebook.com/photo?fbid=3384483391648990&set=pcb.3384483481648981
De acordo com o requerimento enviado pelo “Os Verdes” ao presidente da Assembleia da República, a organização de batidas e montarias à caça grossa, num acto de tamanha dimensão, chocou aquele Partido Ecologista, tal como chocaram igualmente a opinião pública as notícias e imagens que vieram a público dando conta de uma massiva matança de ungulados na Zona de Caça Turística da Quinta da Torre Bela, no Concelho da Azambuja, pela violência e exibicionismo do acto, pela ostentação das imagens e, sobretudo, pela sensação de impunidade associada ao acto e nítida ausência de uma autoridade monitorizadora e fiscalizadora da actividade cinegética.
A “Os Verdes” também chocou o facto de que as autoridades competentes tivessem tido conhecimento deste massacre através da comunicação social, sem que tenha sido dado qualquer parecer ou autorização pelo organismo que tutela a caça, para que esta actividade pudesse ter tido lugar. Ao que tudo indica nem antes nem depois da contabilidade feita ao número de animais abatidos, refere o requerimento.
De acordo com as várias notícias saídas a público, nos órgãos de comunicação social, a montaria ou batida terá tido lugar no passado dia 17 de Dezembro, na quinta feira, na Zona de Caça Turística da Quinta da Torre Bela, na qual terão participado 16 caçadores, que terão abatido na jornada de caça, cerca de 540 animais, entre javalis (Sus scrofa) veado europeu (Cervus elaphus) e gamos (Dama dama).
De acordo com “Os Verdes” «a enormidade de indivíduos abatidos torna esta ocorrência de facto condenável, podendo mesmo ser apelidado de um verdadeiro massacre de veados e javalis.»
Para os deputados ecologistas, se é um facto que há uma percepção que as populações de javali e até mesmo de veado, estão a aumentar em Portugal, por variadas razões, seria fundamental conhecer em concreto o estado das populações, e conhecer o impacte que esta acção irá ter nesta mesma população nacional. Por outro lado, interessa saber se no plano de ordenamento e exploração cinegética da referida Zona de Caça consta a possibilidade de abater tantos animais e se a autoridade responsável, nomeadamente o ICNF, aprovou este plano.

A caça e a sua prática são cada vez menos, na nossa sociedade, um assunto consensual. Este acto condenável, que agora veio a público gera a sensação de que de facto o exercício da caça ocorre no nosso país sem o devido acompanhamento e monitorização. Este facto, bem como os montantes envolvidos nestas caçadas, que são públicos no sítio da Internet da empresa concessionária, levanta ainda a questão de saber se não haverá outros locais no país, com a descrição suficiente para acontecimentos deste tipo terem lugar sem que isso chegue a público.
***
Conclusão:
Parece que NADA, em Portugal, é fiscalizado e que TUDO, em Portugal, anda à balda.
Isabel A. Ferreira
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2017
Todos os anos, há uns anos a esta parte, o inconcebível acontece.
Mas desta vez, perderam-se demasiadas vidas (humanas e não humanas), para podermos calar a desgraça.
E a culpa foi da trovoada seca?
Desde que o mundo é mundo, a trovoada seca é tão natural como a chuva, a tempestade, o calor, o frio, o fogo, a neve, o vento, os terramotos, as erupções vulcânicas, os tsunamis, enfim, é tão natural como todas as grandiosas manifestações da Mãe Natureza, contra as quais o homem, que se julga o todo poderoso dono do mundo, nada pode.
E quando a Mãe Natureza se manifesta desta forma tão poderosa, é porque alguma coisa vai mal. E o homem chora, mas não aprende nada com estes sinais tão claros, de um Poder maior do que todos os poderes humanos.

Origem da imagem:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-06-18-Fogo-em-Pedrogao-Grande-mantem-quatro-frentes-ativas-de-grande-intensidade
Desta vez, perderam-se demasiadas vidas (humanas e não humanas), floresta, habitações, pomares, searas, bens materiais, como se a fauna e a flora portuguesas, e tudo o resto não merecessem o olhar dos governantes.
Culpa-se o clima, as trovoadas secas, o vento, mãos criminosas, a falta de chuva, a falta de bombeiros, a falta de meios (terrestes e aéreos), culpa-se tudo, excepto a falta de uma Política Florestal e Ambiental, apta a minimizar as consequências naturais das Forças da Natureza, que o homem não pode evitar, mas pode atenuar.
Dispensaram-se os Guardas Florestais, os Engenheiros Florestais, os Biólogos Ambientais, como se Portugal não tivesse uma mancha florestal considerável. E dispensaram-se os guardiães das Florestas por causa da inexistência de verbas que são desviadas para o que é completamente dispensável, porque inútil?
Portugal arde. Extingue-se em várias frentes. E não só devido aos fogos florestais. Estamos a perder muito mais do que fauna e flora.
Todos os anos, há uns anos a esta parte, Portugal vai perdendo floresta e fauna autóctone, debaixo das barbas dos irresponsáveis políticos que, mal acaba o perigo, e depois de prometidas medidas, esquecem-se de que as prometeram e tudo volta à estaca zero.
Este ano, a reacção da Mãe Natureza contra a ineficácia humana foi implacável. Este ano, a Mãe Natureza fez lembrar ao homem de que quem manda nestas coisas é uma Força maior do que a força humana, por isso há que abrandar os desmandos dos homens.
E Pedrógão Grande incendiou-se, e demasiadas vidas (humanas e não humanas) foram ceifadas. Esperemos que não inutilmente.
Esperemos que todos, todos, políticos e povo, tivessem lido nas entrelinhas desta tragédia, o grande recado que a Mãe Natureza nos enviou.
O próprio povo, tem-se estado nas tintas para o que deve fazer. Acredita piamente nas falsas promessas que lhe fazem os políticos, e não actua como devia actuar.
A trovoada seca, que dizem estar na origem desta tragédia, poderia ser evitada? Obviamente que não. Os homens não têm poder para tal.
Porém, a tragédia poderia ser minorada? Poderia, se houvesse uma Política Florestal e Ambiental séria e coordenada.
Incêndios florestais sempre existiram desde o início dos tempos. São naturais. São necessários.
O que não é natural, nem necessário é a perda das vidas humanas e não humanas provocadas pelo desleixo a que as nossas florestas estão votadas.
Que esta tragédia possa servir para mudar a política. Para mudar a atitude do povo. Para abrir os olhos dos que se julgam “poderosos”.
Os meus mais sentidos pêsames a todos os que perderam os seus familiares e amigos e vizinhos, nesta tragédia.
E o meu mais veemente apelo aos governantes do meu País: mudem de atitude. Prendam-se ao que é essencial. Dediquem os vossos esforços a políticas de VIDA, não a políticas de MORTE.
Isabel A. Ferreira
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