Quinta-feira, 20 de Outubro de 2022

Aos governantes do Planeta Terra, que desprezam as Crianças, sujeitando-as às mais hediondas iniquidades, para satisfazerem a sua ambição de poder

 

As crianças NÃO interessam aos que governam por ambição. Elas não votam.

 

Para esses governantes, tanto faz, como tanto fez, que elas morram de fome, que elas sejam trucidadas ou mortas nas guerras insanas, que governantes insanos alastram pelo mundo. Que elas sejam exploradas em trabalho escravo. Que sejam usadas e abusadas como escravas sexuais.

 

Para esses governantes, com zero nível de empatia, o sentimento mais nobre do Ser Humano, as crianças NÃO existem. São cartas fora do baralho.

 

No entanto, quando esses governantes, que não servem nem para estrume, apodrecerem na terra, sem que nenhum verme lhes pegue, se não houver crianças, o mundo será um lugar completamente estéril.

 

Aqui deixo um recado de criança, ao Homem do Planeta Terra, para que se saiba que as Crianças são a Luz que desofusca a Humanidade.

Criança cósmica.png

 

Ao Homem do Planeta Terra

Copyright © Isabel A. Ferreira 2009

 

         Começo por dizer-te

         Que ser criança é natural.

         Ninguém nasce já adulto.

         Repara,

         É como qualquer coisa que começa…        

         Nunca viste nascer seja o que for

         Já na sua forma definitiva.

         Tudo começa por ser pequenino,

         E depois lentamente

         Vai crescendo… crescendo… crescendo…

         Olha para ti.

         Dizem que quando nasceste

         Eras pequenino também.

         Não te lembras?

         Usaste fraldas, chupeta e biberão

         E brincaste com carrinhos, bolas e bonecas…

         Despreocupadamente...

         Eu, porém,

         Tenho outras preocupações:

         Preocupo-me contigo, que dizes ser homem...

         Diz-me:

        Até onde pretendes ir?

        Repara:

        Eu sou uma criança,

        Nada sei, preciso de aprender tudo.

        Queres ensinar-me?

        Mas rogo-te:

        Não me ensines tudo o que sabes,

         Ensina-me só o necessário.

         Ensina-me a respeitar o meu irmão

         E a Natureza.

         Preciso deles para viver,

         Por isso, não deves destruí-los.

         Ensina-me também a ser poeta

         Para poder cantar os sentimentos bons

         Que sei estarem escondidos dentro de ti.    

         Ensina-me a cantar as belezas da Natureza,

         A Paz, o Sonho…

         É isso!

         Ensina-me a sonhar, se souberes...

         Quanto a mim,

         Acho que não sei sonhar.

         Vivo apenas a vida que para mim escolheste,

         E não sei o que é sonhar…

         Às vezes,

         Penso que estou num lugar

         Onde o ar é puro para respirar;

         Onde há crianças que brincam

         Riem e são felizes…

         Onde há gente grande que se entende

         E sorri, inclusive para mim…

         Num lugar onde os animais vivem em paz,

         As flores são mais coloridas,

         As árvores mais frondosas,

         E não há poluição,

         Nem armas nucleares,

         Nem ladrões, nem assassinos,

         Nem fome, nem guerra,

         Nem terrorismo,

         Nem torturadores,

         Nem escravatura de crianças...

         Um lugar onde tudo está em perfeita harmonia.

         Então pergunto-te:

         Será isto sonhar?

         É possível?

         Eu não sei…

         Mas se é,

         Gostaria de te pedir que transformasses

         Este meu sonho em realidade,

         Pois sei que, se quiseres…

         Consegues realizar todos os sonhos.

         Um dia sonhaste que podias ir à Lua.

         E foste.

         Se pudeste ir à Lua,

         Por que não podes construir

        Também um mundo

        Onde eu possa viver tranquilamente?

        Digo viver, sim,

        Porque o que faço actualmente

        É apenas respirar.

        Se não respiro, sufoco…

        Mas penso que viver não é apenas respirar,

        Viver,

        Para mim, que sou criança,

        É amar, ser amada, brincar,

        Sentir, pensar, sonhar, acreditar,

        Aprender, construir, ter sentido crítico

        E ser feliz em liberdade…

        Reparaste que eu não disse

        Odiar, desaprender, desacreditar ou destruir...

         Penso que essas coisas são indignas dos Homens.

         De ti,

         Que dizes ser homem, que tens um cérebro

         Diferente do dos macacos;

         De ti,

         Que tens umas mãos concebidas para construir;

         Uns pés que te permitem caminhar erecto

         E não rastejar, como um verme,

         Pelo chão que tu próprio sujas.

         Então por que te comportas

         Como um animal rastejante?

         Repara,

         Eu sou uma criança.

         Sei que um dia serei grande como tu.

         É a lei da Natureza.

         Mas confesso: tenho medo de crescer.

         Quero ficar sempre menino,

         Porque hoje,

         (apesar de ser criança)

         Penso na paz, no amor, na liberdade…

         Com esperança...

         Penso apenas em ser feliz, um dia...

         E tenho medo de que, crescendo, como tu,

         Eu me torne igual a ti,

         Que só pensas em guerra, em odiar, em escravizar,

         Que planeias a tua felicidade

         À custa da infelicidade dos outros...

         Mas… Não!

        Tenho de dizer não!

         Nunca serei como tu. Nunca!

         Porque vou aprendendo com os teus erros,

         E vejo que o teu comportamento

         Só leva à destruição.

         E eu,

         Que ainda sou criança,

         Não quero que o mundo seja destruído,

         Porque preciso de viver o meu futuro.

         Tu que não sabes viver a vida,

         Deves aceitar agora as minhas condições:

         Quero um mundo

         Onde eu,

         Criança,

         Possa amar, ser amada, brincar, sentir,

         Pensar, sonhar, acreditar,

         Aprender, construir, ter sentido crítico

         E ser feliz em liberdade…

         No entanto…

         Vê o que fizeste:

         Transformaste tudo o que era simples,

         Inocente e verdadeiro, num autêntico caos.

         Destruíste a confiança que eu depositei em ti.

         Sabes o que pensam as crianças?

         Pensam que a infância existe em todos,

         E é para ser vivida.

         Ela está dentro de nós.

         Crianças,

         Abri os braços e gritai comigo:

         Também temos direitos!

         Crianças,

         Ponham os pés firmes no chão,

         Não imitem aqueles que se dizem Homens,

         E sede aquilo que eles não são.

         … E o menino sonhava…

         E sonhava o menino…

         Mas o que de belo no seu peito existia

         Logo à nascença morria…

         Conheces estes versos?

         Não! Claro! Só pensas em guerras!

         Já não acreditamos em ti,

         Nem queremos ser como tu,

         Porque tu só sabes destruir

         Os sonhos das crianças,

         Do menino que eu sou.

         Olha para mim de frente:

         Tens coragem de me negar

         A vida?

         Sabes do que estou a falar?

         Compreendes-me?

         Tens ideia do que quero?

Do que imploro?

         Quero que inventes coragem

         E comeces a mudar o mundo

         Para que todos os dias

         O Sol possa brilhar

         No jardim da minha infância…

 

       Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:32

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2022

Que República celebramos hoje? Sem qualquer dúvida, a República DOS Bananas, uma República cheia de políticos hipócritas, políticas desonestas e cidadãos servis

 

Lê-se na Wikipédia que república das bananas é um termo pejorativo para um país, normalmente latino-americano, politicamente instável, submisso a um país rico e frequentemente com um governante corrompido e opressor, revolucionário ou não.

 

Portugal não estará incluído totalmente nesta definição, mas anda por lá perto.

 

Portugal não será uma república DAS bananas, mas é com toda a propriedade a República DOS Bananas, tendo em conta que um banana é um indivíduo sem iniciativa, um indivíduo indiferente, um indivíduo que revela falta de determinação, um indivíduo que não demonstra coragem, um indivíduo servil.

 

E indivíduos com estas características temos que chega e sobra na governação, na política e na sociedade portuguesas. Então vejamos:



-  A Constituição da República Portuguesa está a ser VIOLADA, e ninguém faz nada.

- Os políticos e governantes portugueses servem interesses alheios aos interesses dos Portugueses, e ninguém faz nada.

- Uma grande parcela dos cidadãos portugueses está a ser comida por lorpa, e ninguém faz nada.

 

No meio de tudo isto, algumas VOZES se levantam, mas são DESPREZADAS pelos governantes, pelos políticos e pelos cidadãos, que estão a ser comidos por lorpas, mas não se importam.

 

Digam-me:  Portugal é ou não é uma República DOS Bananas?

 

Isabel A. Ferreira

 

Portugal - República dos Bananas.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:42

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Domingo, 11 de Setembro de 2022

«A diplomacia tem limites» - título da carta ao director do Jornal Público, a propósito da colaboração de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia do Bicentenário da Independência do Brasil

 

A notícia pode ser lida aqui:

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Na rubrica «Cartas ao Director», do Jornal Público, um cidadão escreveu uma carta com a qual concordo inteiramente, até porque a subserviência também tem limites.

A carta diz o seguinte:

 

«A diplomacia tem limites»


«Mas parece que não os terá. Pelo menos a avaliar pelo comportamento dos Presidentes das Repúblicas de Portugal e do Brasil, embora com diferentes leituras por parte de cada um deles.

 O nosso, Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), ateve-se até à exaustão no dever que Portugal tinha em participar - através da presença in loco da sua pessoa/cargo - na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil. O deles, Jair Bolsonaro (JB), atem-se ao “direito”, que reclama, de dizer e fazer tudo o que lhe apetece pois “ele é como é, pensa o que pensa e está na terra dele”. Pois é, quanto ao último, isso é com os brasileiros.

Agora o que não tem o direito é de usar o nosso Presidente da República “na lapela” para cometer todos os desmandos e este tem todo o direito e dever de não “comer e calar” como, infelizmente, fez. Foi patético assistir à feitura dum comício travestido em cerimónia de Estado, em que desde a auto-afirmação de virilidade de JB, até à adulteração da bandeira do Brasil, passando pela companhia dum celerado vestido a preceito (!), e ver a presença, na primeira fila, dum “assarapantado” MRS, que nada ouviu e nada viu.

Senhor Presidente da República do meu país, a diplomacia tem limites.

Fernando Cardoso Rodrigues, Porto

 

Fonte da Carta:   https://www.publico.pt/2022/09/11/opiniao/opiniao/cartas-director-2020019

 

Marcelo colaborando com Bolsonaro.PNG

 

Fonte da imagem e do comentário de Armando Antunes (mais abaixo):

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Ainda a propósito desta cena, o Armando Antunes diz o seguinte (algo que subscrevo inteiramente):

Comentário MRS - 1.PNG

 

O que o Fernando Cardoso Rodrigues e o Armando Antunes escreveram corresponde ao que milhares de Portugueses, que têm os neurónios a funcionar, PENSAM (eu incluída), e, igualmente,  muitos dos Portugueses das Comunidades na Diáspora, que me escrevem, manifestam a tristeza deles, a vergonha deles por serem, por aí, representados por uma personagem com um EGO do tamanho do mundo, que, no entanto, não tem brio próprio, e ainda que seja menosprezado, como já o foi por Bolsonaro, verga-se ao menor aceno que lhe façam, porque é preciso aparecer, para alimentar esse EGO.


Na verdade, todos sabemos que a diplomacia tem limites, porém, Marcelo Rebelo de Sousa não conhece esses limites.

 

É o único chefe de Estado do mundo que se presta a estas cenas (como sói dizer-se actualmente) e que sai todos os dias nas televisões, a comentar tudo e mais alguma coisa, o que deve e o que não deve, contudo, RECUSA-SE a responder a uma questão que, há muito, muitos portugueses lhe põem: por que é que sendo o AO90 ilegal e inconstitucional, ele, que jurou DEFENDER a Constituição da República Portuguesa,  VIOLA-A tão descaradamente, e se recusa a dar uma resposta ao Povo Português, como é do seu DEVER, uma vez que se diz Chefe de um Estado de Direito, isto é,  de um sistema institucional, no qual, desde o mais comum dos cidadãos, até ao PODER público, todos estão sujeitos ao império do direito, que significa que o Estado de Direito está ligado ao respeito às normas e aos direitos fundamentais. O Estado de Direito é, pois, aquele no qual até mesmo os políticos e os governantes, que são eleitos democraticamente, estão sujeitos à legislação vigente.

 

Sua excelência, o presidente da República Portuguesa, parece ser a excePção, porque passa por cima da Lei, viola a Constituição da República Portuguesa, e permite que o País, que diz representar, esteja a perder a sua identidade linguística, cultural e histórica, sendo, por aí, já  considerado a colónia brasileira da Europa, e ainda vai para o Brasil ajudar à missa...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:30

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Terça-feira, 6 de Setembro de 2022

Quantos dos pensionistas, que estão agora a ser enganados no “pacote de apoio às famílias”, anunciado por António Costa, deram a maioria absoluta ao actual governo?

 

Serão muitos? Serão poucos? Serão nenhuns?

 

Eu é que não fui. Não sinto culpa alguma, pelo que está a passar-se em Portugal, cheio de gente rastejante, que está a levar o País para o abismo.

 

Os pensionistas consideram que vão receber menos do que os aumentos que estavam previstos na lei. Isto é verdade. E foi um golpe do mestre. Como é possível os governantes acharem que todos os portugueses são parvos? Alguns serão, mas NÃO aqueles que NÃO deram maioria absoluta a um partido que esteve no Poder durante quatro anos, e deu provas de uma incompetência assustadora, e uma fatia de um povo, pouco esclarecido, entregaram-lhe novamente o Poder.


Os interessados podem consultar o link, para a notícia que nos trama a todos:

https://sicnoticias.pt/economia/2022-09-06-Pensionistas-dizem-estar-a-ser-enganados-e-exigem-a-reposicao-do-poder-de-compra-6bd2fa8c

 

Tendo o primeiro-ministro dado provas da sua incompetência, em todos os cargos que, há longos anos, vem ocupando na governação, como foi possível dois milhões e tal da população portuguesa terem-lhe dado a maioria absoluta, para fazer políticas que não servem ao País nem aos Portugueses, e para nomear ministros também sem competência alguma?

 

Quem é incompetente como pode saber o que é a competência e distinguir o trigo do joio, para poder nomear ministros que não façam figura de lacaios de libré, mas saibam pensar pela própria cabeça, e levem o exercício do seu cargo com honestidade política?

 

Portugal não merece tais governantes.

A começar logo pelo viajante-mor e beijoqueiro-mor da República DOS Bananas!

 

Como foi possível chegar a um estado tão caótico, tão calamitoso, tão vergonhoso?!!!!

 

As coisas estão muito más, mas um País não se aguenta muito tempo dentro do MAU!

Os raios estão a formar-se. Vem aí um tempo de temporal!
Aproveitemos para limpar a Casa Grande!

 

A imagem abaixo mostra o sentir de milhares de Portugueses.
EU incluída.

 

Isabel A. Ferreira

 

Ministros a demitir.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

“Reles Portugal”, por Isabel Rosete

 

A publicação é de 23 de Novembro de 2017. Mas, desde então, o que mudou neste nosso desventurado País, desgovernado por gente que não sabe o que faz, nem tem a noção do MAL que está a provocar?

Hoje já não se fazem HOMENS com letras maiúsculas! E quem diz homens, diz MULHERES!

Os gritos da Isabel Rosete são os meus gritos também.

Um texto que subscrevo com excepção do título, que eu diria: RELES GOVERNANTES que destruíram Portugal. Portugal não tem culpa alguma de quem mal o governa.

Isabel A. Ferreira

 

Assírio e Alvim.jpg

 

"RELES PORTUGAL"

 

Por Maria Isabel Rosete


«PORTUGAL é um país CULTURALMENTE DEVASTADO, porque nivelado pela MEDIOCRIDADE das mentes pequenas, mesquinhas, politiqueiras, RELES politiqueiras, em vivências de APARÊNCIAS que, pelo SABER que faz CRESCER, NÃO LUTAM.


Poucos são hoje os analfabetos literais. Porém, proliferam os ANALFABETOS FUNCIONAIS encontrados, inclusivamente, dentro de algumas Universidades nacionais.


QUANTA MISÉRIA!
QUANTA ESCUMALHA!
URGE INOVAR EDUCACIONAL e CULTURALMENTE. A FALÊNCIA DESTE POVO JÁ ESTÁ À VISTA e HÁ MUITO!


- ONDE REINA A "ARTE DE SER PORTUGUÊS", de que falava/fala o Mestre Teixeira de Pascoaes na sua obra como o mesmo título?


- ONDE REINA A PORTUGALIDADE de um POVO/NAÇÃO (não Estado) de AVENTUREIROS, NAVEGANTES PELOS MARES DA NOSSA e de OUTRAS CULTURAS em intercâmbio que, outrora, também foram as nossas (não obstante a tragédia da colonização da triste África)?
MALDITA MASSIFICAÇÃO DA CULTURA, que CULTURA JÁ NÃO É!


MALDITOS POLÍTICOS que mandam EMIGRAR os poucos ILUMINADOS - OS REALMENTE ILUMINADOS - que ainda restam nesta Pátria ASSOMBRADA, REDUZIDA à ECONOMIA!


QUANTA MISÉRIA!
QUANTA ESCUMALHA!


SÓ O SABER, surgido da EDUCAÇÃO/CULTURA, pode ser o FUNDAMENTO do PODER, a sua FORTIFICAÇÃO GENUINAMENTE VÁLIDA e SÓLIDA.

O PODER sem O SABER é VAZIO!


Isabel Rosete

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10208595782327083&set=a.1016096737753

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2021

Quando se nasce no meio tauromáquico…

 

Um texto de cortar a respiração, sobre a realidade tauromáquica, por quem já a viveu…

 

Um texto que dedico a todos os governantes e parlamentares e membros da igreja católica que permitem esta barbárie, indigna de seres humanos, em pleno século XXI d. C..



E vós, Povo que me ledes, na hora de VOTAR, tenham esta DESUMANIDADE em conta.

 

Isabel A. Ferreira

 

Vista panorâmica de abeça de aficionado.jpg

TOURO TORTURADO.jpeg

 


«Não me venham com a treta de argumento que "quando se nasce num meio tauromáquico" entende-se a nobreza do cavaleiro ou do forcado e o sofrimento do Touro passa a segundo plano em relação à demonstração de coragem por parte do homem...

 

Não me venham dizer que "odeio" os que fazem vida dos touros e que considero que são todos más pessoas porque isso é falso - ninguém é perfeito.

 

O que já não consigo tolerar, para que fique claro, é que em 2015 se manifeste tamanho desrespeito pela vida animal, que se permita um "espectáculo" nas televisões públicas que passa pela tortura de um animal numa praça, e que a cada ferro que entra no corpo de um animal confuso e tornado bravo com os ataques que sofre em "palco" exista uma multidão a gritar "bravo" e "olé".

 

Coragem?

 

Coragem é tirar o cu da cadeira e ir alimentar uma família carenciada; coragem é tirar um animal da rua e arranjar-lhe um lar; coragem é agarrar não um touro mas a vida pelos cornos para mudar o mundo para melhorar nem que seja no nosso prédio ou rua ou bairro; coragem é dizer "basta" quando todos parecem cegos pela barbárie deixando os seus sentimentos controlarem a razão de que todos somos dotados.

 

Eu quero um mundo sem touradas sim, acredito num mundo sem touradas e pessoalmente vou fazer o que estiver ao meu alcance para que um mundo sem touradas exista - ponto.

 

Como em quase tudo na vida há os que sem estratégia por vezes fazem mais mal que bem, por muita razão que possam ter, há os que insultam quando deviam falar e os que discutem quando deviam ouvir, se alguém é contra o que acreditamos - que seja por capricho ou ignorância - não é por partir o assunto aos bocados que ele melhor lhe vai passar na garganta, errado está o tolo que acha que é com ira que se conquista algo - nunca foi, nunca será.

 

Tive familiares toureiros que infelizmente já não se encontram neste mundo, um deles com problemas, grande parte da sua vida devido a uma cornada que o deixou em coma 6 meses.

 

Não sou um ignorante das touradas, sei o que é uma choça, um ferro violino, uma bandarilha e um capote, um Condessa de Sobral e um cavalo Lusitano, passaria melhor não sabendo mas contra isso nada posso fazer.

 

Fui a touradas, vi ao vivo, abstraía-me olhando os cavalos, chocava-me o ódio latente pelo animal negro no meio da tourada e não me venham com as merdas do costume que existe respeito pelo animal porque até gajos a espumar da boca vi como se possessos estivessem a pedirem mais ferros, mais tortura e até morte ali na praça mesmo em Portugal onde é ilegal.

 

Para o sofrimento que vem a seguir onde os ferros são arrancados e muitas vezes dois dias são passados antes do abate, eu se fosse touro, preferia morrer na praça com uma muleta espetada até ao coração e se isso não bastasse com o descabelo no cérebro, é mais digno do que o que não se vê após a saída do touro de praça - mas uma vez mais, a nossa hipocrisia leva-nos a fechar os olhos com uma viga enquanto apontamos para o cisco do vizinho.

 

Lembro-me de uma saída de touro numa praça pequena e desmontável para dentro do transporte onde já se encontravam se não estou em erro outros dois animais - o touro não se conseguia mexer, creio que tinha algum membro partido, os homens de cima da carrinha picavam o touro que ficava a meio da rampa recusando-se a entrar...quando digo picar estou a falar de varas com ferros na ponta que fazem uma bandarilha passar por alfinete...tanto picaram o animal que ele lá arranjou forças para conseguir subir os dois metros da rampa…"sobes ou não sobes grande cabrão" e os restantes riram-se a caminho de irem buscar mais um monte de carne viva para carregar... isto não é cruel!?!?

 

É o quê então?

 

Sei que tudo isto se assimilou na nossa cultura e descaradamente passou por debaixo do inexistente radar da moral e se passou a denominar de tradição - mas terão que arranjar um argumento melhor para continuar a montar um circo baseado no divertimento de muitos com o sacrifício de um boi, chamem-lhe toiro as vezes que quiserem, é um animal ruminante, um mamífero, um ser vivo e não, não foi certamente criado para isto.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/MonsantoACavalo/photos/a.298789390232383.65666.298771186900870/827582994019684/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:31

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Terça-feira, 2 de Novembro de 2021

Quando os progenitores se transformam em carrascos dos próprios filhos…

 

… e as autoridades e os governantes não se importam, significa que essas autoridades e esses governantes são cúmplices dos crimes de lesa-infância que se cometem contra estas desventuradas crianças, que não tiveram culpa de nascer no seio de tais carrascos.

 

E que ninguém diga que isto é um exagero...

Iaabel A. Ferreira

 

Crianças felizes.jpg

Quem estiver interessado na transcrição deste filme de terror cliquem neste link:

https://infocul.pt/criancas-felizes-na-corrida-de-touros-em-evora/?fbclid=IwAR1APHMdH1xURHxjOCbCisCGZ9ukvKU6YQk-hDMfNKOrlXeFs2no8-fcedU

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2021

Quando falamos da Moita, falamos de selvajaria, estupidez e atraso civilizacional

 

Um texto de 2018, que poderia ter sido escrito HOJE, porque em Portugal, no que respeita à  tauromaquia, vai-se a 00000,1 à hora, a caminho da evolução. Nem os caracóis andam tão lentamente... 

 

Este ano [2018), a MOITA, uma vilinha portuguesa, muito, muito atrasada civilizacionalmente, cheia de gente atrasada, foi palco de mortos e feridos entre touros e pessoas, e torturaram-se Touros, na arena vazia, que nem as moscas lá voaram...

 

E chamaram a isto “festa”.

 

E é esta “festa”, bruta e imbecil, que o PS, o PCP, o PSD e o CDS/PP, com a bênção da igreja católica, teimam em manter, num Portugalinho quinto-mundista, como se isto fosse muito cultural. E andam por aí a mostrar os dentes nas televisões, como se neste nosso país tudo fosse um  mar de rosas...

 

moita-12-9-2018[1].jpg

  Sacrificando Touros na Moita, para o cimento da arena assistir... Repare-se nas expressões destes  torturadores de Touros, e nos enchumaços caracterizador da inviliridade...

 

 Nesta Moita selvática, este ano, morreram dois Touros. O que se vê no vídeo partiu a coluna. E ajuízem, se sofre ou não sofre.

 

 O outro, um bando de bêbados, para se vingar, matou-o à paulada numa largada efectuada às duas horas da madrugada, do dia 10 para 11, depois de um troglodita ter sido corneado. O crime foi denunciado às autoridades. E o que fizeram as autoridades? O vídeo desta chacina, que circulava na Internet, como prova do crime, foi eliminado.

 

E como se isto não bastasse, para demonstrar a brutalidade disto a que os da Moita chamam “festa”, um outro bêbado (sim, porque esta “festa” da Moita é de bêbados para bêbados) atropelou CINCO jovens numa estrada interditada ao trânsito, e uma rapariga morreu.

 

Entretanto, o mentor de tudo isto, Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, pela CDU, numa entrevista a um site que pugna pela selvajaria tauromáquica, disse esta coisa muito significativa da incultura que para ali vai: “Eu penso que ninguém em Portugal pensa na Moita sem a associar à tauromaquia. A tauromaquia faz parte da nossa identidade. O município que suporta as festas e, portanto, suporta todos os encargos relativos às festas, incluindo, portanto, os encargos das largadas e de tudo o que está associado. E para além disso, alguns apoios que damos aos nossos grupos de forcados, à escola de toureio. A tauromaquia continua a ser e tem de continuar a ser uma fonte de afirmação da Moita.”

 

Bem, quem assim fala, enterra a Moita num buraco cheio de lama fétida. Diz tudo do atraso civilizacional da terra e da gentinha que nela vive (com excepções, obviamente). E o PCP a apoiar esta política retrógrada de direita e monarquista. E diz-se um partido de esquerda. O que seria se fosse da direita!

 

Mas na Moita, bem como em todos os outros (felizmente poucos no Universo de 308) municípios portugueses civilizacionalmente atrasados, a selvajaria tauromáquica ainda existe, graças aos dinheiros públicos, provenientes dos impostos que os Portugueses pagam com grande sacrifício, para estes trogloditas andarem a divertir-se a matar touros e pessoas.

 

E para finalizar, faço minhas as palavras do Grupo Prótouro:

 

«Este é o país em que vivemos, onde com a conivência dos políticos de trampa que nos governam, se permite que em vários lugarejos habitados por seres mais primitivos que os homens das cavernas se torturem touros com fogo nos cornos e se matem touros à paulada.

Este é o país no qual os torcionários são glorificados e os activistas pacíficos que invadem uma tourada são algemados e violentamente agredidos por tauricidas nas barbas da GNR sem que até hoje ninguém tenha sido acusado!»

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/09/15/moita-uma-praca-cheia-de-ar-e-todos-nos-a-pagar/

 

Nem Portugal, nem os Portugueses merecem isto. Não merecem os governantes que têm. Por isso, faço um apelo: vamos correr com eles do Parlamento para fora, nas próximas eleições legislativas.

 

Os partidos políticos que apoiam esta SELVAJARIA devem ir picar pedra para uma ilha deserta. A pão e água.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Sábado, 26 de Junho de 2021

Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, e já estávamos atrasados 200 anos, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos, com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, nas legendas de filmes, no rodapé das notícias, em todos os canais televisivos,  imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas, de bradar aos céus, que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolasm para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e de todo o Ensino, desde o básico ao superior! Mas quando temos "peixe graúdo" como um presidente da República, um primeiro-ministro, ministros e deputados da nação a falar e a escrever tão mal, nas páginas oficiais e nas suas redes sociais, e que deveriam dar o exemplo da boa escrita e da boa oralidade, esperar o quê  dos "mexilhões"? Poderiam, ao menos, ter vergonha, mas não têm.  

 

Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém!

Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:51

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Terça-feira, 1 de Junho de 2021

A HIPOCRISIA do mundo, neste Dia Mundial da Criança

 

violncia-infantil-1-638.jpg

 

Hoje, dia 01 de Junho, comemora-se o Dia Mundial da Criança, assinalado pela primeira vez, em 1950 nas Nações Unidas, com o objectivo de chamar a atenção para os problemas que as crianças então enfrentavam, ou seja, os mesmos problemas que, passados 71 anos, ainda enfrentam.

 

Oficialmente, o dia é assinalado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 20 de Novembro, data em que no ano de 1959 foram aprovados pela Assembleia-Geral da ONU os Direitos da Criança. Na mesma data (20 de Novembro), mas no ano de 1989, foi adoptada pela Assembleia-Geral da ONU a Convenção dos Direitos da Criança, que Portugal ratificou em 21 de Setembro de 1990.

O que fez o mundo, desde então, pelas crianças? Festas e festinhas, prendas e prendinhas, para as que já têm tudo.

E as outras? As que realmente interessam?

O que os governos fizeram ou  estão a fazer por elas?

 

Sabemos, que em pleno século XXI .d. C.:

guerras insanas matam e mutilam centenas de crianças todos os dias; todos os dias crianças são vítimas de abusos sexuais, de violência doméstica, de pedofilia, são assassinadas, demasiadas vezes, pelos próprios progenitores; são obrigadas a trabalhar horas a fio; são traficadas, usadas e abusadas; são mandadas para as guerras, transformadas em carne para canhão.

 

E o que é que os governos têm feito para acabar com todos estes crimes de lesa-infância?

 

Existe uma Declaração Universal dos Direitos da Criança, proclamada pela Resolução 1386 (XIV) da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 20 de Novembro de 1959, também conhecida como a Declaração de Genebra dos Direitos da Criança, um documento internacional que difunde os Direitos da Criança, elaborado por Eglantyne Jebb, adoptado pela Liga das Nações em 1924.

 

Recordemos o que diz a Acta da Criação da Declaração dos Direitos da Criança:

 

Preâmbulo



Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, a sua fé nos direitos fundamentais, na dignidade do homem e no valor da pessoa humana e que resolveram favorecer o progresso social e instaurar melhores condições de vida numa liberdade mais ampla;

Considerando que as Nações Unidas, na Declaração dos Direitos do Homem, proclamaram que todos gozam dos direitos e liberdades nela estabelecidas, sem discriminação alguma, de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, fortuna ou outra situação;

Considerando que a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem
necessidade uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento;

Considerando que a necessidade de tal protecção foi proclamada na Declaração de Genebra dos Direitos da Criança de 1924 e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos do Homem e nos estatutos de organismos especializados e organizações internacionais preocupadas com o bem-estar das crianças;


Considerando que a Humanidade deve à criança o melhor que tem para dar,

A Assembleia Geral Proclama esta Declaração dos Direitos da Criança com vista a uma infância feliz e ao gozo, para bem da criança e da sociedade, dos direitos e liberdades aqui estabelecidos e com vista a chamar a atenção dos pais, enquanto homens e mulheres, das organizações voluntárias, autoridades locais e Governos nacionais, para o reconhecimento dos direitos e para a necessidade de se empenharem na respectiva aplicação através de medidas legislativas ou outras progressivamente tomadas de acordo com os seguintes princípios:

 

Princípio I – Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade. A criança desfrutará de todos os direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão outorgados a todas as crianças, sem qualquer excepção, distinção ou discriminação por motivos de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, nacionalidade ou origem social, posição económica, nascimento ou outra condição, seja inerente à própria criança ou à sua família.

 

Princípio II – Direito a especial protecção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
A criança gozará de protecção especial e disporá de oportunidade e serviços a serem estabelecidos em lei e por outros meios, de modo que possa desenvolver-se física, mental, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade.

 

Princípio III – Direito a um nome e a uma nacionalidade.
A criança tem direito, desde o seu nascimento, a um nome e a uma nacionalidade.

 

Princípio IV – Direito a alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.
A criança deve gozar dos benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e desenvolver-se em boa saúde; para essa finalidade deverão ser proporcionados, tanto a ela, quanto à sua mãe, cuidados especiais, incluindo-se a alimentação pré e pós-natal. A criança terá direito a desfrutar de alimentação, moradia, lazer e serviços médicos adequados.

 

Princípio V – Direito a educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.
A criança física ou mentalmente deficiente ou aquela que sofre de algum impedimento social deve receber o tratamento, a educação e os cuidados especiais que requeira o seu caso particular.

 

Princípio VI – Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
A criança necessita de amor e compreensão, para o desenvolvimento pleno e harmonioso de sua personalidade; sempre que possível, deverá crescer com o amparo e sob a responsabilidade de seus pais, mas, em qualquer caso, em um ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo circunstâncias excepcionais, não se deverá separar a criança de tenra idade de sua mãe.

 

Princípio VII – Direito a educação gratuita e ao lazer infantil.
O interesse superior da criança deverá ser o interesse director daqueles que têm a responsabilidade por sua educação e orientação; tal responsabilidade incumbe, em primeira instância, a seus pais.

A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.
A criança tem direito a receber educação escolar, a qual será gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares. Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita – em condições de igualdade de oportunidades – desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral, chegando a ser um membro útil à sociedade.

 

Princípio VIII – Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.
A criança deve – em todas as circunstâncias – figurar entre os primeiros a receber protecção e auxílio.

 

Princípio IX – Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono, crueldade e exploração. Não será objecto de nenhum tipo de tráfico.

Não se deverá permitir que a criança trabalhe antes de uma idade mínima adequada; em caso algum será permitido que a criança dedique-se, ou a ela se imponha, qualquer ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde ou a sua educação, ou impedir o seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

 

Princípio X – Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa, ou de qualquer outra índole. Deve ser educada dentro de um espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universais e com plena consciência de que deve consagrar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.

 

***

 

Princípios que não estão a ser cumpridos pela maioria dos governos do mundo, incluindo Portugal, onde os maus-tratos, a fome, a pobreza, as violações, a violência doméstica, a pedofilia, assassinatos, na maioria das vezes, perpetrados pelos próprios progenitores, ainda vitimizam milhares de crianças, e se a estes crimes, juntarmos o crime também de lesa-infância, que está a ser cometido nas escolas portuguesas, obrigando as nossas crianças a escreverem incorrectamente a Língua Materna delas, fica-se com uma visão bem NEGRA da actuação dos governantes portugueses, no que respeita ao respeito a ter pelos DIREITOS de todas as Crianças, em Portugal.

 

***

Posto isto, deixo-vos com imagens que nos esmagam, permitidas pelos governantes deste mundo enlouquecido, onde umas crianças são mais crianças do que outras, e nada se faz para que todas as crianças do mundo, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade, tenham o DIREITO a uma infância vivida na sua plenitude, conforme consta da Declaração dos Direitos da Criança.  

 

Isabel A. Ferreira

(Imagens retiradas da Internet)

 

 © Reuters.png

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publicado por Isabel A. Ferreira às 09:46

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