Domingo, 21 de Fevereiro de 2016

I MATANÇA DO PORCO DOS FORCADOS DE ARRONCHES FOI PROIBIDA

 

A GNR compareceu ao local e a lei foi cumprida.

Nem sempre acontece, neste país onde tudo anda à balda. Mas, por vezes, a lei cumpre-se.

As queixas que fizemos foram muitas. Matar um porco para consumo alimentar de uma família é algo que ainda se tolera… se a lei for respeitada.

 

Mas matar um porco para DIVERTIR COBARDES ((porque é da cobardia torturar seres indefesos)  é algo intolerável no mundo civilizado...

 

Fazer da morte uma festa é coisa de “gente” mais primitiva do que o venerável Homem das Cavernas, que só matava animais (sem crueldade) para se alimentar

HAJA EVOLUÇÃO!

 

PORCO.jpg

Alegre, esperto, curioso, independente e muito, muito inteligente, o porco possui uma inteligência ao nível de uma criança humana de três anos de idade.

 

Vale a pena continuar a lutar pelos nossos irmãos animais não humanos, seres sencientes tal como nós.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:32

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015

SAUDAÇÃO À MÃE NATUREZA

 

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Ouço-te, Grande Espírito,

Faço-o através dos ouvidos do meu Espírito Lobo.

Ouço-te, Grande Espírito, nas árvores, como o vento entre a tua folhagem, pela noite, ao redor do meu povo.

Ouço a Tua voz nas águas, correndo sobre as pedras.

Ao lado da minha família e da minha gente, ouço o Teu Espírito em todas as coisas…

Vejo-te, Grande Espírito.

Vejo-te através dos olhos do meu Espírito Falcão.

Encontro o teu rosto, ao olhar os olhos das crianças do meu povo.

Vejo-te quando olho as estrelas,

No manto da noite que cobre o meu lar.

Grande Espírito, vejo o teu labor nas pinceladas da paisagem, pintando no deserto que me rodeia, vejo o Teu Espírito em todas as coisas…

Encontro-te, Grande Espírito,

Saboreio-te através da língua do meu Espírito Serpente.

Experimento a tua ânsia pela minha sabedoria, deleito-me na Tua tolerância perante a minha aprendizagem.

Encontro-te, Grande Espírito,

Aprecio a Tua compaixão pela minha alma, saboreio o Teu Espírito em todas as coisas…

 

Oração Hopi

 

(Os HOPI são uma nação nativa norte-americana que vive principalmente na Reserva Hopi no noroeste do Arizona, rodeada pela Reserva Navajo. Alguns Hopi vivem na reserva indígena do Rio Colorado, no Oeste do Arizona).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:27

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

NÃO FAZ SENTIDO

 

«Os que criticam aqueles que lutam por uma causa são os parasitas da sociedade, os inúteis que, além de não fazerem nada por ninguém, andam no mundo só por ver andar os outros… São uns tristes, uns apoucados, uns pobres diabos…»

(Isabel A. Ferreira)

 

SHUT UP.jpg

 

Há uns dias encontrei várias publicações, tanto de indivíduos como de organizações, a criticarem quem defende os animais: segundo eles, quem defende os animais não se interessa pelas pessoas, os animais são inferiores aos seres humanos e não merecem a ajuda que recebem, mas-que-estupidez-vem-a-ser-esta e sou-tão-bom-a-argumentar-que-preciso-de-insultar. Para ratificar ainda mais a indignação, adicionaram à declaração furiosa uma montagem com duas imagens: a de Aylan Kurdi, a criança síria-curda de três anos que morreu afogada, e a de uma baleia encalhada a ser ajudada por dezenas de pessoas.

 

Primeiramente, preciso de referir como é barbaramente execrável utilizar um registo trágico para criticar uma causa: é uma falta de respeito atroz para com a vítima exposta, visto que estão a aproveitar-se do sucedido para ganhar atenção suficiente e conseguir expor massivamente a sua visão negativa em relação à defesa dos animais. Pelo que eu sei uma causa não prejudica outras, bem como nenhuma causa deve sobrepor-se às outras. As causas não servem para alimentar egos - algo que, infelizmente, não é levado a sério e pode ser perfeitamente visualizado neste tipo de atitudes.

 

Para além disso, quem está a criticar deve conhecer, e muito bem, todos os defensores dos animais deste planeta: é a conclusão que eu tiro, visto que só desta maneira é que pode regurgitar afirmar, com toda a segurança, o que diz em relação aos supracitados.

 

O que vale é que ninguém, mas mesmo ninguém, fica satisfeito quando alguém milita por alguma coisa. Encontra sempre defeitos, torce o nariz, a causa não é nobre o suficiente, mas há coisas mais importantes, e por aí fora.

 

Se luta contra a desflorestação e planta novas árvores é porque não se interessa pelos animais;

 

Se ajuda animais é porque não se importa com as pessoas;

 

Se participa na distribuição de alimentos e roupas para os sem-abrigo é porque despreza as mulheres vítimas de violência doméstica;

 

Se ajuda as mulheres é insensível com as crianças, porque as crianças são mais indefesas do que as mulheres;

 

Se ajuda as crianças é porque esqueceu-se dos órfãos, e esses sim, é que precisam verdadeiramente de atenção;

 

Se vai cuidar de crianças que perderam os pais é porque está a lixar-se para as crianças com cancro;

 

Se visita crianças com cancro é porque deixou a própria família de parte;

 

Se passa algum tempo com a família é porque não quer saber dos outros;

 

Se quer saber dos outros, porque não dá o raio de um rim para alguém que precisa de um para sobreviver;

 

E, francamente, porque diabos deu um rim a um desconhecido quando, sabe-se lá, alguém da sua família poderá futuramente precisar;

 

Isto assim não pode ser;

 

E isto assim também não pode ser;

 

E blá blá blá...

 

Moral da história: preso por ter cão e preso por não ter.

 

Segunda moral da história: nenhuma causa é mais importante do que a outra. Isto não é uma competição para ver quem merece mais a nossa solidariedade.

 

Os animais têm os seus direitos e as suas necessidades, bem como os seres humanos têm os seus direitos e as suas necessidades, e ninguém tem o privilégio divino de dizer o contrário e de menosprezar um, ou outro, ou ambos, só porque possui um determinado juízo de valor.

 

As causas não se movem por esses juízos: movem-se porque há quem sinta compaixão, quem sinta amor e quem se preocupe genuinamente - e quem não compreende e não aceita isso, pura e simplesmente, não empate. Não concorda com a causa, seja ela pelas pessoas, pela natureza ou pelos animais? Então fique sossegado e não arrelie. Vá ler um livro, jogar ping-pong, lavar a loiça, mas deixe de ser troll nas redes sociais e pare de atacar pessoas que não conhece de lado nenhum.

 

É que já não há paciência.

 

Fonte: http://grito-silenciado.blogspot.pt/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

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Domingo, 18 de Janeiro de 2015

«SERMÃO DE PAZ PARA OS ANIMAIS»

 

Publico este texto sublime “dedicando-o” àqueles que se dizem católicos, e vão a todas as missas, confessam-se, comungam, rodeiam os templos, andam sempre com a palavra “Deus” na ponta da língua, mas nada sabem de Cristianismo, de misericórdia, de piedade, de compaixão, de humanidade, e agem como os carrascos que cruxificaram Jesus Cristo.

 

“Dedico-o” aos que dizem ser representantes de Deus na Terra, mas não têm o “toque divino” para poderem fazer um sermão de paz como este, proferido a 22 de Dezembro de 2014, em Amsterdam, por Hans Bouma.

 

HANS BOUMA.jpg

Hans Bouma (pastor e poeta, Amsterdam, Maarten Lutherkerk)

 

«No que respeita à relação entre animal humano e animal não-humano - especialmente os animais moralmente excluídos, humilhados e escravizados - a inevitável pergunta que se coloca é: que tipo de homem queres tu ser, e até onde vai a tua humanidade?

 

No decurso da história, seguramente temos progredido no nosso caminho humano, de respeito e compaixão para com os outros seres. Nós expandimos o sentido das nossas responsabilidades e percebemos que, como seres humanos, formamos uma comunidade global. Os maiores exemplos da evolução da nossa consciência ética são a Amnistia Internacional e Médicos Sem Fronteiras.

 

Embora estes organismos sejam, certamente, dignos de reconhecimento, não são ainda o nosso objectivo final. Até agora a preocupação deles tem sido as pessoas, os seus semelhantes, os representantes da mesma espécie. Mas os animais estão também aqui. É claro que eles não pertencem à nossa espécie, mas isso não é motivo para excluí-los da nossa moralidade. Eles também participam do mistério chamado “Vida”.

 

Que tipo de homem queres tu ser? Segues o caminho escolhido do respeito e da compaixão? O caminho para o moralmente correcto, mas ainda ignorando os animais não-humanos? Interpretarás a humanidade tão generosamente para nela incluíres os animais não-humanos?

 

O próximo passo é mais difícil: a etapa do companheiro humano ao companheiro creaturety (uma palavra que inventei) criaturidade; mas o que podemos fazer se a língua ou a cultura nos falha, neste ponto? Se nós não dermos este passo, se não dermos ao animal não-humano nenhum lugar na nossa agenda moral, então seguramente estaremos a ser incoerentes. Então teremos de falar de uma humanidade degradada e, consequentemente, desonesta e incredível. Nós chamamos a isso, discriminação.

 

O próximo passo.

 

Se tu és humano, por favor, sê benévolo, sê homem ou mulher plenamente. Se valores como a justiça, a compaixão, a solidariedade, o respeito e amor tiverem apenas significado para a espécie humana, então pouco ou nada compreendemos do mundo. Estes valores são de natureza universal e devem, portanto, ser aplicados universalmente e não restritamente à nossa própria espécie.

 

Que tipo de homem queres tu ser? Podes dizer que apenas um arrogante sentimento de superioridade pode levar-te a manter os animais fora da ética. Mas é diferente. As pessoas que se recusam a dar o próximo passo têm uma baixa auto-estima e estão sujeitas a sentimentos pungentes de inferioridade.

 

Que tipo de homem poderias tu ser? Poderias ser tão maravilhoso, porque tens tudo para tratares todos os seres viventes com respeito e compaixão. Se ficares preso ao desenvolvimento da tua humanidade, mantendo os animais não-humanos fora do teu horizonte moral, então vendes-te barato, vivendo claramente abaixo do teu nível. É isso que queres?

 

É irracional dizerem às pessoas que defendem os animais que ao defendê-los estão a trair os da própria espécie. Mas se eu excluísse os animais não-humanos da minha humanidade, aí sim, estaria a trair-me a mim próprio e a abandonar-me. Então estaria a agredir a minha própria humanidade.

 

O próximo passo.

 

É uma questão de pertença, uma crescente consciência de afinidade. Os animais não-humanos começam a fazer parte da tua família, parte da tua vida. Estas são expressões preciosas do mesmo mistério que te envolve na tua própria maneira de ser. E tu não comes a tua família, nem fazes experiências com ela. E Família é o que tu respeitas, o que tu valorizas e o que tu amas.

 

União e afinidade. Além de acontecer entre as pessoas, as situações de reconhecimento mútuo podem desenvolver-se entre um ser humano e um ser não-humano. Aquilo que o filósofo judeu Martin Buber chama: «Eu e Tu». É possível um diálogo íntimo entre um ser humano e um ser não-humano. «Os olhos de um animal», escreveu Buber, "têm uma imensa força comunicativa». Uma vez que sejas capaz de ser sensível à linguagem dos olhos dos animais não-humanos, o teu mundo torna-se cada vez mais rico. O quanto poderás ver, ouvir e partilhar!

 

É comovente, ou de cortar o coração, quando olhas nos olhos dos animais encerrados num laboratório, ou nos olhos de um animal num matadouro.

 

Eu tive oportunidade de olhar nesses olhos, de entender a linguagem deles, e fiquei destroçado. Aquela «imensa força comunicativa» foi a de uma queixa, de uma acusação. Por que estás a fazer isto connosco? O que deu em ti? Que tipo de pessoa és tu?

 

Está longe de mim minimizar o sofrimento das pessoas, mas também penso no sofrimento dos animais não-humanos. O sofrimento deles tem uma profundidade, uma dimensão desconhecida para nós. Quando sofremos, podemos tirar proveito de todos os tipos de escapes culturais, sociais e religiosos. Nós temos a bênção da fuga espiritual. Nós podemos dar ao nosso sofrimento um sentido, situá-lo numa qualquer perspectiva, sublimá-lo ou transcendê-lo.

 

Temos inúmeras maneiras de aliviar o nosso sofrimento. Só o facto de podermos verbalizá-lo é já um privilégio.

 

Mas os animais não-humanos não têm palavras para o sofrimento. Eles não conseguem verbalizar o seu sofrimento. Nunca poderemos explicar aos animais que são maltratados pela indústria ou laboratórios o motivo por que eles estão a sofrer.

 

Eles nunca entenderão os nossos argumentos e desculpas. Eles enfrentam o mistério de um tempo de vida ou de morte sem o mínimo sentido. Numa interminável tristeza, sem esperança que se funda com o sofrimento que os deprime. Eles vivem num grotesco inferno.

 

Tu não tens de ser um crente para defender vigorosamente o direito dos animais não-humanos de serem criaturas com um valor absoluto. A partir do simples ponto de vista da tua humanidade tens todos os motivos para agir. Se és religioso, se és cristão, judeu, muçulmano, hindu ou budista, então tens uma razão acrescida para incluir os animais não-humanos na tua consciência ética.

 

Sejam quais forem as suas diferenças, todas as religiões assumem que a Terra teve uma origem divina. Concebida por um criador, um Deus muito criativo. Um Deus que é tão poderoso e generoso que se deu a conhecer na realidade física deste planeta. O facto de que a Terra é uma criação divina dá-lhe uma característica particular. Tudo e todos têm o seu próprio propósito e o seu próprio segredo. Quer se trate de uma árvore, um animal não-humano ou um homem, tudo o que vive possui o seu próprio direito exclusivo de existir.

 

Todas as religiões estão centradas na criação de relações e fazer a ponte entre as distâncias em três direcções: horizontal, a respeito de outros seres humanos; vertical, em relação a Deus ou ao divino; e para baixo, em relação à Terra. A palavra religião deriva do latim “religare”: tem o significado de religação, uma nova ligação entre o homem e Deus. Todas as religiões são religiões de salvação.

 

Salvação significa o todo.

 

As pessoas precisam de ser reintegradas na sua relação com o mundo. O homem isolado é apenas um fragmento. Para ser completo, ele deve agregar três vertentes: os outros homens, a Terra, e Deus ou o divino.

 

Como lidas com as criações, com toda a vida que te foi confiada pelo Criador? Essa é a questão vital, inevitavelmente proporcionada por todas as religiões. A tua relação com a vida e a criação de Deus só é salutar se o teu relacionamento com os teus semelhantes e a Terra for ideal. Na tua benevolência para com a vida no seu todo, está o âmago da tua própria vida.

 

O filósofo e teólogo, músico e médico Albert Schweitzer compreendeu isto perfeitamente. A sua crença é a seguinte: «Eu sou vida que quer viver, rodeada de vida que quer viver». Ele define a religião como «o respeito pela vida posto em prática».

 

Para Schweitzer religião não é teoria, mas prática. Por exemplo, tu és crente com garfo e faca: comendo carne estás a comer o sofrimento. Que gosto tem isto? Durante décadas Albert trabalhou como médico na selva africana, em Lambaréné; foi um homem extremamente benevolente para com o povo, não apenas para com as pessoas, mas também para com os animais não-humanos. A religião coloca-te na realidade terrena.

 

Um conceito-chave na tradição judaica e cristã é: êxodo, viagem. Em muitas circunstâncias, tanto os seres humanos, como os seres não-humanos podem ser levados a situações de cativeiro. Eles não têm a liberdade de viver a vida como deve ser vivida, ou em relação aos não-humanos, como é da natureza deles.

 

Pensa nos animais utilizados na indústria da carne ou em laboratórios. O êxodo em massa é um projecto de libertação, um objectivo de reabilitação moral, assente directamente nas intenções do criador. É um plano que tem um carácter intrínseco. Nada nem ninguém é excluído. Assim como as pessoas devem ser libertadas de situações desumanas, os animais não humanos devem ser libertados de situações degradantes.

 

Então ponha-se um fim à exploração animal na indústria, nos laboratórios e em todas as situações degradantes em que o homem os coloca. Estou a lembrar-me da morte horrível de 2/3 triliões de animais mortos anualmente pelas indústrias da pesca. Isso é terrível e repugnante.

 

Não só o Judaísmo e o Cristianismo, mas também outras religiões seguem a chamada «regra de ouro»: «Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti». O outro pode ser um ser humano, mas também um ser não-humano que, tal como tu, é um ser vivo com emoções e desejos, um ser que pode sofrer e chorar, que pode brincar e festejar. Todos carecem de bem-estar e felicidade, de desenvolvimento e harmonia que podes conceder a ti mesmo, ou a um teu semelhante, mas também a um animal não-humano. Ou vice-versa: tu proteges os outros, pessoas e animais não-humanos, contra tudo o que também queres ser protegido: a violência, a injustiça, a prisão, a humilhação ou a exploração.

 

Para os crentes, o compromisso com os animais não-humanos, respeito e compaixão por tudo o que vive deve ser uma questão da maior urgência; isto deve ser nada menos do que um acto de fé. Para tudo o que te rodeia, encontras as mesmas razões para partilhar com os animais não-humanos a tua humanidade.

 

Se a religião não te inspira a compaixão, a respeitar a vida, então ela perde toda a sua relevância. O que resta do Deus criativo quando Ele só pode ser o Deus das pessoas? Pobre Deus, esse!

 

Agora estamos a comemorar o Natal, a festa da paz. Mas só teremos algo para celebrar, se pudermos olhar, olhos nos olhos, além dos seres humanos, também os animais não-humanos. Aqueles olhos, como diz Martin Buber, com um imenso poder comunicativo.

 

Mas neste momento, quantos animais – e apenas para esta festa - fecham os olhos depois de uma vida que não foi mais do que um processo de morte lenta? Para eles, não houve saída, nem paz.

 

Agora, milhões e milhões de animais estão à nossa espera.

 

À espera de pessoas que também serão verdadeiramente humanas.

Religiosos ou não, nós sabemos o que temos de fazer.

 

A libertação dos animais não-humanos.

 

Temos razões suficientes para o fazer.

 

(Traduzido da versão inglesa por Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:43

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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

O CORAÇÃO DE VIDRO DOS ANIMAIS

 

Uma comovente história sobre a vida em família de animais humanos e animais não humanos

 

Recomendo, especialmente àqueles que praticam, aplaudem e promovem a tortura de seres vivos  

 

É que, afinal, todos nós somos animais

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:43

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Sábado, 7 de Junho de 2014

NO campo pequeno, AS BORLAS E MUITOS CONVIDADOS E MUITOS FAMILIARES DOS TORCIONÁRIOS E OS MESMOS DE SEMPRE E REDUÇÕES NOS BILHETES ENCHERAM A ARENA, E AS CRIANÇAS MENORES DE IDADE QUEBRARAM A LEI…

 

 

A verdade é só uma: a tourada está podre, mas para que pareça de boa saúde, usam artimanhas, que todos conhecem, e depois dizem que a “casa esgotou”.

 

É a ilusão dos decadentes.

 

 

A revista Flash contribui para as borlas, daquela gente de plástico de má qualidade, que nem sequer sabe para onde vai.

 

De resto, a tourada foi um autêntico fiasco, segundo rezam as crónicas tauromáquicas.

 
 

 

Origem das fotos: http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/06/famosos-ontem-no-campo-pequeno-i.html

 

Para cúmulo, por muito que se tenha escrito sobre a matéria, os responsáveis políticos, autoridades e comissões de protecção a menores fazem letra morta da legislação existente e do mais comum bom senso (é que isto nem precisava de leis) e permitem que crianças menores de idade assistam a espectáculos de violência, como se o colo das procriadoras (mães não serão) tornasse menos violentos os actos sanguinários que se cometem na arena.

 

Por muito menos já vi retirarem os filhos aos pais.

 

Não são os procriadores os responsáveis por esta inconsciência, mas sim as autoridades que, negligentemente, não fazem cumprir as leis do País.

 

E não se escudem na ambiguidade dessas leis, feitas já com esse propósito.

 

Existe uma lei maior do que as que cestão no papel, a lei da consciência, e é essa de deve prevalecer.

 

O que estão a fazer às crianças portuguesas que vivem no meio tauromáquico, sem lhes darem opções educativas válidas e evoluídas?  

 

A prepará-las para serem os futuros biocidas?

 

Pela enésima vez aqui deixo este alerta:

 

"A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura" (UNESCO, 1980)

 

O que é que as autoridades portuguesas ainda não entenderam?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:00

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Segunda-feira, 2 de Junho de 2014

MONTADORA TAUROMÁQUICA VENDE PARTE DA SUA FAMÍLIA!

 

«Esta montadora tauromáquica disse no “Prós e Contras” que desde pequena ouvia conversas lindas acerca da tortura de animais. Cresceu nesse ambiente de violência e hoje o dia-a-dia dela é lindo…»

 

 

ERA COMO UM FILHO, TENDO CONSUMADO A VENDA POUCOS DIAS APÓS ESTE TER FICADO FERIDO, E, POR MERO ACASO, NÃO TER MORRIDO!

 

Publicação efectuada com base nas declarações de Ana Batista durante o Prós e Contras (RTP1) de 12/05/2014: “OS MEUS CAVALOS SÃO COMO OS MEUS FILHOS; SÃO A MINHA FAMÍLIA" e “O MEU CAVALO DIVERTE-SE, PORQUE O MEU CAVALO FOI CRIADO PARA TOUREAR”...

  

Na notícia sobre a venda do Xique a um colega (que treina cavalos para morderem em touros). 

 Links:

  Programa Prós e Contras, início aos 71:00 - http://www.rtp.pt/play/p1099/e153836/pros-e-contras

  Notícia sobre a venda do Xique - http://farpasblogue.blogspot.pt/2012/06/ventura-compra-cavalo-ornellas-de-ana.html

 

***

  Gostaríamos também de deixar aqui um acesso a umas imagens em vídeo, mas o indivíduo que foi vendido divertiu-se tanto, mas tanto, no momento retratado na foto desta publicação, que os vídeos cujos links gostaríamos de aqui deixar foram removidos do Youtube!

http://tourada-portugal.blogspot.pt/2012/05/video-da-colhida-de-ana-batista-na.html

 

 Fonte:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/760794793954086/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:46

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Domingo, 18 de Maio de 2014

O CANTO DO CISNE DA TORTURA DE BOVINOS ENCHEU O campo pequeno NO PASSADO DIA 15 DE MAIO COM BORLAS, CONVIDADOS, FRETADOS, FAMÍLIA DOS TORCIONÁRIOS E UM OU OUTRO BILHETE VENDIDO

 

E o que parece verdade é apenas ilusão.

Mas os aficionados ficaram contentes.

 

Precisaram de encher a arena da morte, para mostrarem que ainda estão “vivos”. À custa de quê? De um prejuízo descomunal.

 

Com o campo pequeno à beira da insolvência, e depois de o formidável banho de água fria que os aficionados tomaram no Prós e Contras, que os estendeu ao comprido, era preciso mostrar que ainda estão de pé.

 

Foi deste modo, que parece grandioso mas é apenas falácia, que Roma se despediu dos “espectáculos” bárbaros no Coliseu de má memória.

Assim será com o campo pequeno.

 

 

A chusma, sedenta de sangue, aplaude a tortura de bovinos, bem à maneira dos Homo Obtusus Primarius da Roma antiga. O que mudou desde então? Apenas o vestuário e os penteados. De resto, a mentalidade e a atitude é a mesma. Não é vergonhoso em pleno século XXI, depois de Cristo, ainda existir uma tal incultura?

 

***

A primeira tortura de bovinos, do ano de 2014, levou ao campo pequeno a habitual minoria inculta e marialva, que de facto encheu o recinto.

 

Mas ninguém se iluda: a esmagadora maioria de quem lá esteve não pagou bilhete, e só assim (os torcionários sabem disso) é que arena encheu. De outro modo, seria um fiasco, como têm sido as touradas e garraiadas e vacadas realizadas este ano.

 

É o fim.

 

Não pintem os lábios a um cadáver já apodrecido. Podem ficar com restos putrefactos nas mãos.

 

Fonte da foto: http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/05/momentos-de-gloria-ontem-no-campo.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:07

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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

A PROPÓSITO DO LIXO DA TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA

 

A verdade dita por alguém que (também) sabe o que diz

 

«Tudo se resume a um bando de alcoolizados a puxar um animal que anda a lidar outro bando de embriagados…»

 

 

Um comentário ao meu texto, tão criticado pelos terceirenses.

 

Leiam este testemunho:

 

 

 

Alberto Garcia disse sobre O LIXO DA TOURADA À CORDA NA ILHA TERCEIRA na Terça-feira, 21 de Maio de 2013 às 12:37:

 

 

 

 

«...agora imagine o lixo que vai dentro destas cabeças...

 

 

Eu, infelizmente, por razões profissionais, já fui obrigado a deslocar-me às São Joaninas por diversas vezes, e desiludam-se as descrições românticas do povo em festa, da limpeza do lixo, da festa dos toiros...

 

 

Tudo se resume a um bando de alcoolizados a puxar um animal que anda a lidar outro bando de embriagados...

 

 

O lixo, tropeça-se nele por onde se passa...

 

 

Fica uma nota sobre os vários turistas desconcertados (e aos quais fiz questão de explicar o que estavam a ver), que fui encontrando em frente às montras das lojas do aeroporto onde passam os vídeos das marradas, que seria de resto o programa recomendado para qualquer família com uma taxa de alcoolemia acima de 1 grama...»

 

 

***

 

 

Mais coisa, menos coisa, foi o que EU DISSE, ó gente terceirense, especialmente ó desconhecido que (ARRE!) tem cabeça dura, e que andam por aqui a tentar vender gato por lebre.

 

 

Mas nós não somos da Ilha Terceira. Nós sabemos distinguir divertimento culto de divertimento medíocre.

 

 

E eu, pessoalmente, elejo e aconselho a Festa das Flores, na Ilha da Madeira, como uma verdadeira festa. Eu, e os milhares de turistas que lá vão.

 

 

E esses não vão à Terceira ver rituais pré-históricos protagonizados por bêbados (podia ter dito alcoolizados, embriagados, mas não tenho de ser politicamente correcta. Não neste tipo de narrativa).

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:05

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