Domingo, 18 de Maio de 2014

A FORÇA DA LINGUAGEM É A MOLA MESTRA QUE FAZ AGITAR AS CONSCIÊNCIAS ESTAGNADAS NUM TEMPO ANTIGO E PRIMITIVO

 

O Tomás T. decidiu fazer uma crítica ao Arco de Almedina e ao modo como utilizo as palavras. Até aí nada a dizer. É aceitável.

 

Mas quando pretendeu ir um pouco mais além, entrando pelo caminho “da lição de moral”, estendeu-se ao comprido. 

 

 

Eis como estavam os defensores das touradas e seus acólitos antes do Arco de Almedina

 

 

Eis como estão os defensores das touradas depois do Arco de Almedina

 

(Sem falsa modéstia)

 

***

 

Tomás T. disse sobre PRÓS E CONTRAS – A RTP (AINDA) DISCUTE SE A CORRIDA DE TOUROS É UM “PATRIMÓNIO” OU UM ACTO DE BARBÁRIE? na Terça-feira, 13 de Maio de 2014 às 21:27:

     

«A Isabel coloca muito esforço e muitas horas neste blog e luta por uma causa que entende ser nobre e justa. A intenção é de louvar, e muito pouca gente em Portugal tem o espírito e a força de vontade para colocar o seu próprio bem-estar em segundo plano para lutar por aquilo que acredita ser certo, como a Isabel o faz.»

 

-Tomás, eu não entendo que a causa pela qual luto é nobre e justa. Ela É nobre e justa.

 

E o que eu faço com o meu esforço, o meu tempo, o meu bem-estar não diz respeito a ninguém, senão a mim. E não faço qualquer esforço, nem perco tempo, nem sequer abdico do meu bem-estar para fazer o que tenho de fazer.

 

O Arco de Almedina é apenas a ponta do iceberg das minhas actividades. Tenho uma vida muito activa fora da Internet, onde cabem a leitura, a música, as viagens e muito mais.

De onde tirou essas conclusões sem o mínimo fundamento?

 

«Acho, no entanto, que durante este longo e duro percurso, tem tentado atacar o problema de uma forma que frustra os seus objectivos, devido à força da linguagem que utiliza

 

- Como está enganado, novamente. Tomás. De onde tirou que a forma como “ataco o problemafrustra os meus objectivos, se já os atingi quase todos, faltando apenas UM, para dar esta luta por terminada? E o tempo que resta já encurtou substancialmente.

 

Além disso, foi precisamente a força da linguagem que utilizo, e que ninguém antes de mim se atreveu a utilizar (por isso tanto incomodo os aficionados e afins) que revolucionou a maneira de estar na tauromaquia. Aqueles que pensavam que eram “heróis”, agora sabem que não passam de cobardes. O que se dizia em surdina atrevi-me eu a dizer alto. Qual o problema?

 

As revoluções também se fazem com as palavras adequadas às circunstâncias.

«Apesar das boas intenções, acho ofende as pessoas cujas ideias tenta mudar, o que torna a discussão inútil, porque mais ninguém vai querer discutir isso, se já sabe que vai ser ofendido, e afasta aqueles que, apesar de não terem opinião formada, acabam por se sentir repelidos pela agressevidade das publicações e a negatividade que sentem ao ler as publicações

 

- Primeiro: as coisas não se passam assim. Como posso ofender quem tortura, ou quem aplaude a tortura, ou quem apoia e defende a tortura de bovinos inocentes e indefesos? É um contra-senso. Certo? Os ofendidos somos nós, com as atitudes anti-sociais, desumanas e bárbaras com que os torcionários esmagam a nossa sensibilidade e a sensibilidade dos seres não humanos, que torturam.

 

Segundo: eu não tento mudar ideias. Eu tento mudar atitudes nocivas á humanidade e aos seres vivos, e que são rejeitadas por todos os seres humanos, que é o que aqui está em causa. Estou-me nas tintas para as ideias das pessoas. Já não posso dizer o mesmo em relação aos actos delas, quando está em causa o bem-estar de seres sencientes, que não têm como defender-se dos seus carrascos.  

 

Terceiro: só quem não tem uma cultura geral, mínima que seja, vê nas minhas publicações agressividade, pois não tem a capacidade mental de diferenciar agressividade de indignação, que é aquilo que sinto quanto à barbárie da tauromaquia, em todas as suas diabólicas vertentes. Até as pedras se indignam, quanto mais alguém que tem a sensibilidade à flor da pele, e é capaz de arriscar a vida para salvar animais de tenra idade, e é esmagada diariamente pela insensibilidade dos brutos.

 

Quarto: Se alguém se sente repelido… o problema não é meu. Se querem afastar-se, que se afastem. Ao contrário da tortura, que é permitida por lei, a leitura do que escrevo não é obrigatória para ninguém. Quando recebo comentários de determinados aficionados, leio-lhes o nome e arquivo-os imediatamente. Nem sequer chego a ler o que escrevem, por saber que só dizem disparates. Façam o mesmo.

 

«Percebo que queira apelar às emoções das pessoas relativamente ao sofrimento animal, mas por vezes temos que reconhecer os limites que não podemos ultrapassar sob pena de passarmos outra mensagem que não aquela que queremos passar. Chega um ponto em que as pessoas que não são a favor nem contra ficam mais incomodadas com os insultos e as ofensas na linguagem do que com os argumentos que apelam à evidência do sofrimento, ou até do que com as fotografias onde demonstra esse sofrimento

 

- Aqui enganou-se novamente. Eu não pretendo “apelar a emoções” nenhumas. Eu apenas pretendo apresentar os factos tais como eles são, nua e cruamente, para não haver qualquer dúvida.

 

Há dos tipos de pessoas que vêm ler o que escrevo: aquelas que sabem ler e interpretar um texto, e as outras, que lêem, mas não sabem interpretar o que está escrito, daí tomarem as palavras adequadas às circunstâncias (para isso elas existem) por insultos, quando o insulto é outra coisa completamente diferente.

 

Como posso insultar alguém a quem chamo “bronco”, se a palavra adequada é bronco? Não chamaria bronco ao Nuno Markl ou à Rita Blanco, por exemplo. Porque simplesmente eles não são broncos. Entendeu a diferença?

 

«Percebo que não goste dos aficionados, mas precisa de mudar a opinião deles se quer que as coisas mudem. É preciso fazê-los ver que aquilo que consideram uma arte está errado, e para isso é preciso saber ser tolerante e respeituoso

 

- Primeiro: do que eu não gosto é das atitudes dos aficionados. Deles, nem tenho de gostar ou não gostar. São-me indiferentes, porque não pertencem à espécie de seres humanos que possam merecer a minha consideração e respeito. 

 

Quanto ao mudar a opinião deles, não é isso que me move, pois sei que pau que nasce torto, torto morrerá. 

 

Agora ser tolerante ou respeitar um torturador de seres sencientes… nunca! Como poderia? Seria trair a minha causa e a quem emprestei a minha voz: Bovinos e Cavalos.

 

Não sou tolerante nem com torturadores, nem com pedófilos, nem com violadores, ou assassinos ou corruptos, ou raptores, porque todos estes predadores não têm o direito de violentar a vida dos outros seres vivos, sejam eles humanos ou não humanos. Certo?

 

Queria vê-lo a ser tolerante com um pedófilo que violasse o seu filho. Tomás.

 

«Podemos odiar uma pessoa, mas continuamos a ter que respeitar os seus direitos. E não vale a pena fazer acusações acerca daquilo que eles fazem a animais para justificar o contrário, porque dois errados não fazem um certo e, mais ainda, afasta-a do seu verdadeiro objectivo. Por vezes, temos que nos saber controlar, afastar as emoções por um bocado e debater, sem ofender.»

 

- Pois aqui está a ver-se ao espelho. Eu não odeio pessoas, porque o ódio é um sentimento baixo, que nada tem a ver com o meu carácter. Eu apenas rejeito e desprezo os inumanos, os homens predadores, os que andam no mundo a espalhar o mal e a fazer a vida negra a seres indefesos e inocentes, e a destruir o Planeta. Esses podem até ter direitos, mas têm o sagrado dever de não destruir a vida dos outros (sejam humanos ou não humanos). E esses, eu desprezo, e nem tenho sequer obrigação de reverenciar.

 

Eu sou uma guerreira. Defendo os meus protegidos com as garras de fora. E ai de algum predador humano se meter no meu caminho! E isto não tem nada a ver com “ofender”. Tem a ver com um instinto de defesa, elevado ao máximo. O que não quero para mim, também não quero para outros como eu.

 

E que me desculpem os aficionados e afins, esses não são como eu, nem como os animais que defendo.

 

«Se uma pessoa utiliza comentários insultuosos e ofensivos contra as pessoas que não partilham as suas convicções, e é intolerante, mesmo que possa estar certa, nunca vai conseguir mudar a opinião de ninguém porque ninguém a vai querer ouvir com essa atitude

 

- Repito: o que defendo não são as minhas convicções. Defendo seres indefesos e inocentes. Empresto-lhes a minha voz para os defender dos seus carrascos.

 

Não faço comentários insultuosos e ofensivos contra ninguém. Digo apenas o que tenho a dizer de acordo com as circunstâncias. E como já disse, não tenho a obrigação de ser tolerante com torturadores de seres vivos, ou com quem os aplaude e apoia. Pelo contrário, tenho o dever cívico de os combater. É o que faço.


«Se queremos mudar a opinião das pessoas e convencê-las de que nós temos razão, não se atacam pessoas, ataca-se ideias contrárias e defende-se as nossas, sempre com respeito pelas diferenças da outra parte, por muito que estas nos repugnem, com ou sem razão. A tolerância e o respeito têm que fazer parte da base do debate. E o probema é que nesta página, acontece exactamente o oposto

 

- Pois é, Tomás, mas aqui não se trata de opiniões, trata-se de atitudes primitivas, grosseiras e sanguinárias, reprováveis no mundo civilizado.

 

Com torturadores não podemos respeitar as “diferenças”, porque essas “diferenças” implicam o massacre de seres vivos.

Aqui não estamos a debater nada, para haver tolerância e respeito. Que tolerância e respeito merecem os sanguinários torturadores de seres sencientes?

 

O problema é que nesta página, diz-se o que nunca ninguém disse claramente. Andavam todos a pensar que a tauromaquia era cultura, era tradição, era arte, era algo digno de seres humanos. Mas não é. A tauromaquia é uma psicopatia social, que fere e esmaga a alma dos seres humanos e não humanos.

 

Eu, simplesmente, limitei-me a desfazer equívocos, utilizando a força das palavras. E é isso que vos incomoda.

«Posto isto, este blog acaba por ser mais:

(i) um diário onde possa desabafar toda a frustração e revolta (muitos diriam justificada) que sente devido a uma realidade, a seu ver, injusta, mas também um meio que as pessoas vão evitar devido ao negativismo que há aqui»

 

do que:

(ii) uma plataforma de desenvolvimento através do debate de ideias e valores, obtendo conforto na ideia de que está a contribuir para um futuro melhor
;

 

- Posto isto, o Tomás deixa muito a desejar nas suas apreciações.

 

Primeiro: se vê no meu Blogue um “diário” para desabafar frustrações e revolta, precisa de óculos bem graduados, pois não estou aqui a desabafar coisa nenhuma. E se depois do que já expliquei, não entendeu… o problema será seu. Tomás.

 

Segundo: que estou a contribuir para um futuro melhor, não tenho qualquer dúvida. Que esta página é uma plataforma de diálogo, não é, digo-lhe já. Porque não é possível um diálogo com quem não sabe argumentar e fazer raciocínios racionais e com lógica.

 

Os aficionados que aqui vêm comentar (e já os desafiei várias vezes) não argumentam, porque não há argumentos para defender o indefensável, ou seja a tortura. Limitam-se a dizer obscenidades, utilizando a linguagem mais rasca que existe à face da Terra, mas o que me incomoda mais é a estupidez, a enorme estupidez dos raciocínios irracionais e ilógicos que eles fazem.


«Estou a dizer isto porque acho que a Isabel tem boas intenções, tem muito para contribuir para todos nós e para a nossa sociedade, mas está a optar pelos meios errados e por isso não está a conseguir fazê-lo.

Por favor considere uma mudança, no sentido da moderação nas ofensas aos aficcionados (por muito que a Isabel e outros os odeiem), de não fazer ataques pessoais através de insultos, acusações, etc.

E boa sorte.
»

 

- Aí é que se engana. Tomás. Tenho boas intenções, tenho contribuído bastante para estender ao comprido a tauromaquia e quem a apoia, através de uma linguagem que, não sendo a mais politicamente correcta, é a mais adequada às circunstâncias do tema, ou seja, da tortura.

 

E não, não vou considerar mudanças, porque não ofendo os aficionados, que não odeio, porque odiar (como já disse) não está no meu carácter. Nem faço acusações, nem insultos.

 

Os aficionados é que me ofendem e insultam a mim, ao mundo e aos Touros e aos Cavalos, com a barbárie deles.

 

Se alguém aqui tem de mudar não sou eu. São os torturadores.

 

Mudem de vida. Dediquem-se às hortas, aos pomares, aos milheirais… Deixem os Touros e os Cavalos em paz, só então mudarei o meu discurso.

 

E para que veja quem insulta quem, aqui deixo uma pequena amostra (porque o número é enorme) neste link:

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/358058.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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