Sábado, 5 de Setembro de 2015

Argumentos: Touradas II (touro bravo)

 

Texto exemplarmente completo e detalhado sobre todas as questões que se levantam nos debates sobre tourada, incluindo a ideia de que as touradas evitam a extinção do touro "bravo"

 

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CAPT - Campanha Abolicionista da tauromaquia em Portugal

 

«Não vamos entrar pelos argumentos, porque aí, lamento, mas espalham-se os aficionados. O único argumento legítimo e verdadeiro que têm, é o de a tourada ser um espectáculo legalizado e, como tal, terem todo o direito a participar. Ponto final porque acabam aí os argumentos válidos.

 

O Sr. que fala em adrenalina ou no sangramento para alívio do touro obviamente não entende nada de biologia, de fisiologia ou de comportamento animal; percebe apenas da sua adrenalina quando assiste a espectáculos de violência. Essa do sangramento para alívio dos humores foi uma prática médica muito em voga na Idade Média mas abandonada posteriormente.

 

O que está na base do movimento anti-touradas não é claramente uma questão de gostos. Os gostos não se discutem. O pior é quando os nossos gostos colidem com a vida ou a integridade física de outros. Gostar é diferente de amar ou respeitar. É por demais evidente que os pedófilos gostam crianças; mas é uma maneira de gostar que passa pela exploração dos menores e pela negação dos seus direitos. Os que vivem da indústria tauromáquica cuidam dos touros porque vivem da sua exploração; se eles não lhes trouxessem rendimento, duvido que tratassem deles em regime pro-bono. Mas fica o desafio: vamos ver quantos aficionados amam verdadeiramente a raça taurina e se dispõem a cuidar dos exemplares existentes quando acabarem as touradas. Como fazem, por exemplo, as associações de animais por este país fora, que abnegadamente se dedicam a cuidar de cães e gatos abandonados.

 

Outra falácia comum para fugir à discussão séria sobre ética é comparar a vida em liberdade que precede a tortura na arena à vida dos animais em criação intensiva. É claro que a criação intensiva é uma ignomínia, mas não invalida que as corridas de touros não constituam também uma ignomínia. Aqui podemos cair na questão de comparar coisas parvas como campos de concentração, por exemplo: seria melhor acabar em Auschwitz ou em Treblinka? É melhor morrer à nascença ou aos 4 anos? Com uma facada no peito ou afogado? Tudo isto são questões absolutamente laterais e cujo único objectivo é desviar a atenção de uma pergunta muito simples:

 

É eticamente aceitável criar um animal para o massacrar publicamente e ganhar dinheiro assim?

 

Se respondermos sim, abrimos a porta para as lutas de cães, de galos, e até de indivíduos que, por grande carência financeira ou mesmo falta de neurónios, se disponham a entrar num recinto e participar numa luta de morte em jeito de espectáculo. Há quem goste de ver. E se vamos pela quantidade de público a assistir, nada batia os linchamentos públicos nos pelourinhos. Mas isso também acabou; houve uma altura em que passámos a considerar isso um espectáculo incorrecto e imoral.

 

Vi agora que ainda há mais uns pseudo-argumentos: comparar injecções ou vacinas com as bandarilhas. Parece uma brincadeira comparar uma agulha fina com o objectivo de tratar uma doença ou evitar outra - no caso das vacinas - com a introdução de 9cm em metal grosso, cujos 3cm finais são em forma de arpão para não sair e continuar a rasgar os músculos e os ligamentos durante a lide. Das duas, três: ou está a brincar, ou não usa o raciocínio ou quer enganar os outros.

 

Depois vem mais uma das bandeiras frequentemente agitadas: a da extinção do touro bravo. Como muitos dos que lutam contra a existência das touradas são pro-ambientalistas, este parece ser um argumento forte. Parece, mas obviamente não é. O que os ecologistas defendem é a não interferência nos ecossistemas porque há equilíbrios frágeis cuja totalidade das varáveis são desconhecidas e as rupturas imprevisíveis. Não tem nada a ver com o touro bravo.

 

A extinção do touro bravo teria o mesmo impacto ambiental que a extinção do caniche. Podemos lamentá-la, claro, por razões sentimentais, mas não afectam em nada os ecossistemas. E se falamos de ambiente, as herdades onde se faz a criação extensiva de touros podiam dar lugar a montados de sobro e plantação de oliveiras. Temos um clima e um solo excelentes para a produção de azeite e cortiça e não somos autónomos na questão do azeite, o que nos traria ganhos financeiros e mais independência económica. Os toureiros, se quisessem reconverter-se, podiam ir para a apanha da azeitona com as suas calcinhas justas e a jaqueta de lantejoulas; não seria prático mas dava uma nota de cor aos campos nessa altura do ano."

 

Fonte:

Texto escrito por uma Amiga e publicado em 2009 no Fórum MATP - Movimento Anti-Touradas de Portugal

http://abolicionistastauromaquiaportugal.blogspot.pt/2012/08/touradas-ii.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:03

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Terça-feira, 15 de Julho de 2014

VITÓRIA! TAUROMAQUIA A CAMINHO DA EXTINÇÃO!

 

A localidade asturiana de Llanes suspendeu os festejos taurinos desta temporada, devido à pressão dos Defensores dos Animais, nas redes sociais.

 

 Mais uma, entre muitas, no corrente ano.

 

De grão a grão enche a galinha o papo.

 

Neste caso, de localidade para localidade a tortura de bovinos vai se esvaziando…

 

A EXTINÇÃO TOTAL DESTA DOENÇA MENTAL É O NOSSO OBJECTIVO PRIMORDIAL

ooo

ooo

Quem é capaz de torturar estes inocentes e indefesos seres vivos, não merece a designação de ser humano. São simplesmente MONSTRUOSAS ABERRAÇÕES DA NATUREZA, desde os ganadeiros aos torcionários dançadores de ballet, passando pelos cobardes forcados.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/161879460567994/photos/a.162225220533418.39077.161879460567994/665475383541730/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:49

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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

Perseguição ilegal ao Lobo Ibérico

 

«Até os magníficos lobos-ibéricos estão à mercê do homem predador? Mas o que andam a fazer as autoridades portuguesas? Para que servirá a legislação? Que gente é esta que nos (des) governa?»  - Isabel A. Ferreira

 

 

Comunicado de Imprensa

 

«Perante a situação de ameaça da espécie, organizações exigem mais protecção, mais fiscalização e punições exemplares

 

O recente caso do abate da loba “Bragadinha” dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês reflecte a impunidade com que se está a matar ilegalmente o lobo-ibérico em Portugal. As organizações subscritoras juntam-se num apelo público à acção contundente em relação aos crimes contra esta espécie ameaçada e protegida na legislação nacional e internacional.

 

A fêmea adulta “Bragadinha” foi encontrada morta a 30 de Outubro de 2013 e os resultados da sua necrópsia foram claros: abatida a tiro de caçadeira e simultaneamente atacada por uma matilha de cães. Este episódio, ocorrido dentro da Zona de Caça Associativa da Gavieira, Arcos de Valdevez, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, é o quinto abate ilegal de lobo-ibérico de entre os 15 lobos seguidos por telemetria no Alto Minho.

 

Esta fêmea era uma jovem reprodutora da alcateia existente na área, tendo tido a sua primeira ninhada em Maio deste ano.

 

O Sistema de Monitorização dos Lobos Mortos, implementado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), indica que para os 80 registos de mortes de lobos identificados entre 1999 e 2011, 71% tiveram como causa a acção humana, muitas das vezes em circunstâncias de perseguição ilegal, como por exemplo o tiro, laço e veneno. Dados do CIBIO, obtidos por telemetria no Noroeste de Portugal, revelam que anualmente 45% dos lobos da zona são mortos por acção humana e de forma ilegal. Esta mortandade é insustentável e levará, se não for travada, ao rápido desaparecimento dos 300 exemplares que ainda sobrevivem em Portugal.

 

Na mesma zona de caça onde foi abatida a loba “Bragadinha”, no ano passado deu-se a morte a tiro de um lobo adulto durante uma batida ao javali. O indivíduo responsável pelo crime foi apenas punido com uma multa de 300€, um valor que se considera irrisório e sem qualquer efeito dissuasor.

 

LPN - Liga para a Protecção da Natureza | www.lpn.pt | Telf: 217 780 097 | 217 740 155

217 740 176

 

Estrada do Calhariz de Benfica, n.º 187 , 1500-124 Lisboa;

 

O lobo, pelo seu estatuto de protecção, não é espécie cinegética em Portugal e estes abates ilegais com arma de fogo, que nada têm a ver com a caça e com a exploração sustentada dos recursos cinegéticos, não podem continuar a ocorrer. Por esta razão urge sensibilizar e dialogar com as Organizações do Sector da Caça, envolvendo todas as partes no esforço de conservação do lobo, erradicando tais actos criminosos e encontrando formas de mitigação das motivações que estão na sua base.

 

As organizações subscritoras deste comunicado exigem às autoridades competentes, nomeadamente ao ICNF, ao SEPNA/GNR e em especial ao Ministério Público, uma acção urgente e contundente no que diz respeito a estes casos:

 

- Os ataques dos lobos a animais domésticos, que constituem uma das principais motivações para a perseguição ilegal a este carnívoro, deverão ser minimizados através da eficaz vigilância do gado e indemnizados atempadamente ao abrigo da Lei de Protecção do Lobo-Ibérico;

 

- Tem de haver um reforço dos meios de fiscalização (existem no total apenas 15 Vigilantes da Natureza no Parque Nacional da Peneda-Gerês, menos de metade do que seria necessário, e sem as armas necessárias para a fiscalização);

 

- Os processos-crime têm de ser julgados exemplarmente – a aplicação de sentenças ligeiras nestes casos é um autêntico incentivo à prossecução da ilegalidade e do crime impune, consumando-se um extermínio que aproxima cada vez mais o lobo-ibérico da extinção.

 

As organizações subscritoras deste apelo compreendem e reconhecem o complexo conflito entre o Homem e a Natureza, em particular o lobo, mas insistem na utilização plena das ferramentas desenvolvidas para mitigar as consequências desta realidade. O reforço destes instrumentos é crucial para a conservação a longo prazo desta e de outras espécies protegidas.

 

Às autoridades públicas competentes cabe promover todas as iniciativas necessárias para inverter a tendência perversa, que conduz à destruição do nosso património natural e cultural. O lobo-ibérico é o expoente máximo da biodiversidade da região, sendo a Peneda-Gerês o único parque nacional do país, razão pela qual é absolutamente inaceitável que se possam reproduzir em anos sucessivos situações de ilegalidade impune como esta.

 

Lisboa, 8 de Novembro de 2013

 

Para mais informações:

 

João Camargo (963367363)

Helena Rio-Maior (965749092)

 

As organizações subscritoras:

ALDEIA – Acção Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação, Ambiente

ANPC – Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade

APGVN – Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza

ASCEL – Asociación para la Conservación y Estudio del Lobo Iberico

Associação Transumância e Natureza

CARNIVORA – Núcleo de Estudos de Carnívoros e seus Ecossistemas

FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens

Grupo Lobo – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema

LPN – Liga para a Protecção da Natureza

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza»

 

Fonte:

http://lobo.fc.ul.pt/docs/CI%20Lobo.pdf

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:02

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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

TOUREIROS EM PERIGO DE EXTINÇÃO


 

 

Como é triste ver estes rostos jovens de olhar perdido num mundo sangrento e sem valores humanos...

Um dia, arrepender-se-ão amargamente de terem escolhido o lado errado da Vida: o da maldade.

Pobres rapazinhos!

 

 

Não tenho qualquer dúvida. São uma raça em extinção que não faz falta nenhuma à Humanidade e à Natureza.

 

Não respeitam a Humanidade.

 

Não respeitam os animais não humanos.

 

Não respeitam a Natureza.

 

É triste, não é? Não fazer falta nenhuma ao Planeta!

 

Que a extinção venha definitivamente o mais depressa possível.

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:23

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