«O Dia de Portugal e as guerras culturais»

Quando se chega ao ponto de considerar que qualquer homem branco europeu é, por defeito, um potencial opressor, é natural que surja repulsa.
A importação das guerras culturais dos Estados Unidos para a Europa nunca fez verdadeiro sentido. E foi a esquerda mais radical a fazê-lo primeiro em Portugal, procurando mimetizar narrativas e discursos oriundos da ala mais à esquerda dos Democratas americanos, tendo Ocasio-Cortez como figura inspiradora central de uma esquerda que mais tarde passou a ser designada como “woke” ou “identitária”.
Esta esquerda identitária apropriou-se de causas justas e fundamentais – como a defesa do clima, os direitos das mulheres, das comunidades LGBT+ e das minorias étnico-raciais – para as comprimir numa narrativa extremista e maniqueísta, de “bons contra maus”. Nessa lógica, quem se desviasse da ortodoxia discursiva, ainda que partilhasse os mesmos ideais, era imediatamente rotulado de misógino, homofóbico, racista ou xenófobo.
Nos casos mais extremos, houve tentativas de destruição de carácter e até de prejudicar profissionalmente os visados. A estas práticas passou a chamar-se “cancelamento”. Na maioria dos casos, felizmente, sem grande sucesso. Ainda assim, nos EUA, muitas figuras públicas, sobretudo na área artística, continuam marcadas por rótulos dos quais dificilmente conseguem libertar-se.
Esta cultura espalhou-se pelas redes sociais e passou a ser usada como arma contra pessoas comuns. Diariamente assistimos a tentativas de linchamento moral a quem ouse manifestar opiniões fora da cartilha mais radical da ideologia identitária, que parte da esquerda abraçou, afastando-se das suas causas históricas: os direitos dos trabalhadores e o combate às desigualdades. Esse afastamento ajudou a esquerda radical a perder boa parte do seu eleitorado tradicional.
A ascensão da extrema-direita na Europa tem causas profundas e estruturais, muito para além da mera reacção ao discurso identitário. Mas esse discurso contribuiu, e muito, para a sua consolidação. A maioria dos cidadãos que valorizam a democracia não quer viver permanentemente acusada por uma esquerda moralista, que julga o pensamento dos outros – e até o passado dos seus países. Quando se chega ao ponto de considerar que qualquer homem branco europeu é, por defeito, um potencial opressor, é natural que surja repulsa.
Tudo isto a propósito do discurso de 10 de Junho de Lídia Jorge. O que a escritora disse é factual: Portugal é uma mistura de povos e tons de pele, algo que qualquer português com escolaridade básica reconhece. Mas por que o disse no Dia de Portugal? Precisamente porque vivemos um clima polarizado, alimentado por guerras culturais importadas dos EUA. De um lado, uma esquerda identitária a impor a sua moral restritiva; do outro, uma extrema-direita que quer recuperar uma visão retrógrada e perigosa do mundo.
Para além da polarização, esta importação é desajustada da realidade europeia. O modelo esclavagista dos EUA foi profundamente distinto do europeu. O racismo na América do Norte tem origem e expressão muito diferentes do europeu. Ambos são condenáveis e devem ser combatidos, mas importar as soluções e discursos norte-americanos para a Europa é ignorar realidades distintas. Só para dar um exemplo, a maioria dos afro-americanos desconhece a sua origem africana e sente-se profundamente enraizada nos EUA. Já os afro-europeus conhecem, regra geral, a sua origem familiar e mantêm ligações culturais e sociais aos países dos seus ascendentes.
O discurso de Lídia Jorge, num contexto de radicalização crescente, ainda que bem-intencionado, acabou por acentuar divisões num dia simbólico de unidade nacional. E sugeriu, mesmo que implicitamente, que devíamos ter vergonha da nossa História, especialmente da época dos Descobrimentos. Ao fazê-lo, adoptou novamente a narrativa importada de “bons e maus”, colocando os portugueses do lado errado da História. Era o que menos precisávamos em tempos de crescimento da extrema-direita.
Os portugueses podem – e devem – ter orgulho na sua História e nos seus heróis, de D. Afonso Henriques a Salgueiro Maia, passando por Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral ou Diogo Cão. Mesmo os que chegaram a terras que viriam a ser colonizadas. Muitos actos do passado são hoje inaceitáveis – mas à época eram comuns e considerados legítimos. Ter orgulho na História, com tudo o que teve de épico e de trágico, não é um acto ideológico. Não nos torna mais de esquerda ou de direita, nem mais ou menos racistas.
Portugal é, desde a sua génese, fruto de mestiçagens, cruzamentos e influências diversas. Que os portugueses possam viver em paz com a sua herança histórica e com orgulho na sua portugalidade, seja ela expressa e vivida de que forma for.
Escreve no SAPO quinzenalmente à quinta-feira // Tiago Matos Gomes escreve com o antigo acordo ortográfico
A AD – Coligação PSD-CDS/PP ganhou estas eleições, sem qualquer dúvida.
O PS igualou o CHEGA em número de deputados (mas pode ainda ser ultrapassado pelos votos dos emigrantes, o que fez Pedro Nuno Santos engolir uma manada de hipopótamos, e o André Ventura subir aos píncaros.
A maior derrota foi a do Bloco de Esquerda que, de cinco deputados passou para um: Mariana Mortágua. Nem os da velha guarda lhe valeu.
O IL de oito passou para nove.
O LIVRE, de quatro passou para seis.
A CDU perdeu um deputado.
O PAN manteve a líder do partido: Inês Sousa Real.
E o JPP da Madeira, conseguiu eleger um deputado, acrescentando mais um Partido ao já partido Parlamento.
Quem esperava este resultado?
O mais do mesmo aconteceu, para pior, mas desta vez, para muito pior.
A extrema-direita e a extrema-esquerda tocaram-se, porque lá no fundo, no fundo, os extremos tocam-se, quando há que implementar políticas extremistas. E as políticas extremistas são nocivas, e tanto faz ser da esquerda como da direita. Hitler, o nazista, foi ultrapassado por Estaline, o comunista, nos milhões de pessoas que morreram a mando deles.
E por que é que a extrema-direita está a subir em Portugal?
Porque os que se dizem da esquerda são medíocres.
Andamos aqui há cinquenta anos, a mudar do PS para o PSD, do PSD para o PS, do PS para o PSD/CDS, depois para uma geringonça, que misturou alhos com bugalhos e não resultou, e foi por aqui que o PS, o Bloco de Esquerda e o PCP começaram a sua decadência.
Passados que são 50 anos, depois de uma ditadura, pura e dura, era altura de Portugal estar, já não digo, na dianteira da Europa, porque somos pequenos e pobres para tal, mas ao menos a meio da tabela, e o que acontece? Estamos na cauda da Europa, em quase, quase tudo, e cada vez há mais pobres, a FOME continua a aumentar, custo de vida caríssimo, salários baixos, insatisfação laboral, em todos os sectores, um ensino de má-qualidade, porque perdemos o seu maior PILAR, a Língua Portuguesa, inexistência de uma política habitacional, agravada com a entrada desregrada de imigrantes, saída de Portugueses para o estrangeiro, cada vez mais a aumentar, um SNS que nos deixa a morrer sentados em cadeiras de hospital...
Vivemos tempos caóticos no mundo, mas também em Portugal.
E num contexto destes, se aparece uma personagem com o dom de atrair a atenção dos menos privilegiados, com discursos certeiros, daqueles que um povo infeliz quer e precisa de ouvir, é certo e sabido que esse povo seguirá quem assim o defende, de uma modo arrebatado, com astúcia, e atirando flechas aos corações magoados, pela falta de políticas que tirem esse povo do chão onde se arrastam, sem esperança.
O que tem feito a dita esquerda senão andar a lutar pelo próprio ego, sem que nenhuma medida tivesse sido tomada, concretamente, em defesa do povo?
Por fim, há que referir que foram as não-políticas do Partido Socialista, liderado por António Costa que, puseram Portugal na lona, e logo que António Costa viu a coisa mal parada, pôss a andar e agora está onde sempre quis estar, ocupando um alto cargo na União Europeia, enquanto Portugal se arrasta na lama, levando à ascensão do CHEGA, que soube aproveitar a fraqueza dos que não souberam governar.
Agora choram?
O que se passou nestas Legislativas de 2025 foi absolutamente previsível.
Os extremistas, sejam da esquerda ou da direita, alcançam o poder através da vontade do Povo. Se o povo está deprimido, por algum motivo, é certo e sabido que seguirão um líder que seja bom a usar de toda a sua lábia.
A mim, não me surpreendeu este resultado invulgar.
Era expectável. Bastava estar atento, muito atento a todas as manobras de todos os Partidos Políticos, e àquele vazio nas mensagens que quiseram passar, principalmente no que respeita ao PS, com uma ideia fixa (Spinumviva, Spinumviva, Spinumviva!) apontando mal as suas flechas, não cativando o Povo, avaliando mal a astúcia de André Ventura.
Agora, aguentem!
Não vale a pena chorar sobre o leite derramado.
E se por todo o mundo, os partidos de direita e extrema-direita estão a dar cartas, é porque a esquerda e a extrema-esquerda esvaziaram-se de ideias, que possam solucionar os problemas que o mundo enfrenta.
Concluindo:
A esquerda faz políticas assustadoras, que amedrontam o Povo, e este não sabe que a direita pode ser ainda mais assustadora.
A política quer-se a direito. Nem para a esquerda, nem pada a direita, porque do que o Povo precisa é que os seus problemas mais prementes sejam resolvidos, e enquanto os políticos andam com isto de esquerda, direita, um, dois, as políticas falham.
Há que mudar de paradigma, se quisermos fazer evoluir Portugal.
Isabel A. Ferreira

Esta é a Bandeira de Portugal. Aquela que representa os Portugueses e a Língua Portuguesa = Português = Língua de Portugal, que anda por aí a ser usurpada, bem nas barbas dos que se dizem governantes portugueses, mas NÃO são. São servos do país que anda a usurpar a NOSSA Língua.
Já repararam que os candidatos, todos eles, não trouxeram para a campanha eleitoral um tema crucial que está a pôr em causa o futuro de Portugal: a questão do AO90, o tabu dos tabus, unida à questão do Ensino, que está a fabricar os analfabetos funcionais do futuro, sem que nenhum dos que se sentarão naquelas cadeiras magnetizadas do Parlamento Português tenha a mínima ideia do mal que está a fazer ao País, aos Portugueses e às gerações futuras?
É que nem só de pão vive o homem, e o que aqui está em causa é a perda da Identidade Portuguesa. Portugal era um país livre e soberano. ERA. Já não é mais, porque perdeu o seu maior pilar identitário: a sua Língua Materna, estando a ser trocada pela Variante Brasileira do Português, apenas porque eles são milhões. E isto o que interessa aos candidatos que se apresentam às eleições legislativas de 2025? Nada. Não lhes interessa nada. Porém, isto não é coisa pouca.
Prometem tudo e mais alguma coisa, que diga respeito a encher os bolsos dos eleitores, até os transvazar, para depois de conquistado o Poder, mantê-los vazios, ou quase vazios, por incumprimento das promessas que nunca tiveram a intenção de cumprir. Foi assim sempre, até chegarmos ao que chegámos: ao caos em todos os sectores da sociedade portuguesa! E tanto é que cada vez temos mais pobres e a FOME espreita a cada esquina. Os salários são dos mais baixos da Europa, e o custo de vida, dos mais caros. E as promessas que os candidatos fazem em cada eleição, ficam por cumprir. Sempre.
Em vez de evoluirmos, estamos a regredir cada vez mais, em quase todo os sentidos.
Sou adepta de que mais vale ter alguns tostões no bolso, que nos garanta o necessário para vivermos condignamente, todos nós, do que andar à deriva, sob o comando estrangeiro, sem Língua própria, sem bandeira, vergados aos senhores feudais do século XXI d. C.
Não votarei em nenhum candidato que não saiba escrever correCtamente a Língua Portuguesa, e que não a defenda dos predadores furtivos que a querem destruir, estando incluídos nesses predadores portugueses traidores e apátridas.
Preocupada, como estou, com a possibilidade de os meus netos virem a engrossar o rol dos analfabetos funcionais, que já existem ao mais alto nível, e do Futuro, sem saberem escrever correCtamente a sua Língua Materna, fui à Google pesquisar sobre o tema.
Surpreendi-me, porque agora a informação vem através da Inteligência Artificial (IA), e não da desinteligência humana. Ao menos isso.
Transcrevo o que disse a IA:
Vista geral de IA:
Um analfabeto funcional é uma pessoa que, apesar de saber ler e escrever, tem dificuldades em aplicar esses conhecimentos em tarefas práticas do dia a dia, como entender instruções simples, interpretar textos e realizar cálculos básicos. Em outras palavras, é alguém que não consegue utilizar o conhecimento da leitura e escrita de forma eficaz para resolver problemas ou interagir com o mundo.
Em termos mais detalhados:
O analfabeto funcional pode reconhecer letras e palavras, mas não consegue compreender o significado de frases mais longas ou textos complexos.
Mesmo com algum nível de escolaridade, não consegue aplicar a leitura e escrita para resolver problemas cotidianos, como entender um manual de instruções, interpretar um gráfico ou realizar um cálculo simples.
O analfabetismo funcional pode limitar o desenvolvimento profissional e social, dificultando o acesso a oportunidades de emprego e a uma participação plena na sociedade.
A dificuldade em compreender e aplicar a leitura e escrita pode afectar diversos aspectos da vida, desde o desempenho escolar até à capacidade de entender notícias, contratos ou documentos importantes.
***
É isto tal e qual, aliás, o que todos já sabem, e podemos comprovar facilmente. Será por estarem nesta situação de analfabetos funcionais que as entidades para as quais escrevemos não nos respondem, por não conseguirem perceber o que escrevemos?
Usando a informação da IA quero mostrar que tudo o que ela diz eu também já me fartei de dizer antes dela, mas hoje não sou eu que o digo.
É nisto que os candidatos a primeiro-ministro nas Eleições Legislativas 2025 querem transformar as nossas crianças e os nossos jovens?
A responsabilidade será toda dos que forem ocupar as cadeiras magnetizadas do Parlamento Português, na próxima legislatura, de entre eles, da direita para a esquerda:
Inês Sousa Real (PAN); Paulo Raimundo (CDU); Rui Tavares (Livre); Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda); Pedro Nuno Santos (PS); Luís Montenegro (AD- Coligação PSD-CDS/PP); Rui Rocha (Iniciativa Liberal); e André Ventura (Chega)

Posto isto, nada mais há a dizer, a não ser, repito, que me recuso a votar em quem NÃO sabe escrever correCtamente a Língua Portuguesa e NÃO a defende.
Isabel A. Ferreira
Querem saber porquê?...
Porque ninguém gosta de emigrar.
Se vivermos bem no nosso país, não precisamos de ir penar para o país dos outros. É o que está a acontecer aos imigrantes, em Portugal, aos quais acenaram com o El Dorado português, e disseram-lhes venham, venham para o país do Sol, onde escorre leite e mel e há trabalho, habitação e assistência social para todos, todos, todos...
E eles vieram em massa, sem saber que Portugal é um país pequeno e pobre, onde nem todos cabem e o que há para repartir não dá para todos. É por isso que os nossos cidadãos activos e os jovens mais qualificados emigram, estando espalhados pelo mundo, com perspectivas de um futuro muito melhor do que aquele que poderão encontrar em Portugal, onde não existem políticas que os prendam ao torrão natal, por isso, existem numerosas comunidades portuguesas na diáspora, em todos os continentes.
Os desventurados imigrantes vieram em massa, e entre o caos e a esperança, entraram os que procuravam trabalho e vieram por bem, e os que vislumbraram em Portugal um território sem rei, nem roque onde podiam montar os seus negócios obscuros e reinar e é fartar, vilanagem...
Os políticos portugueses, movendo-se pela política de destruir Portugal, talvez a mando de forças ocultas (é por demasiado evidente que quem manda em Portugal NÃO é o governo português) deixaram entrar livremente o trigo, mas também o joio. Houve tempo em que para se emigrar era necessária uma carta de chamada, onde constasse uma fonte de trabalho e uma residência, só assim poderiam entrar num país de acolhimento.
Em Portugal, entrou-se à balda, sem trabalho, sem residência, sem luz ao fundo do túnel. E o resultado não podia ter sido pior.
Os que para cá vêm, que perspectivas de futuro têm, num país entregue a estrangeiros, e em vias de desaparecer do mapa? Porque é essa a política que está em curso. A destruição de Portugal. Basta estarem atentos às não-políticas, e a esta pouca vergonha de andarmos sempre a eleger os mesmos governantes, sem terem cumprido os mandatos completos, derivado a uma atávica incompetência.
Na campanha eleitoral, a decorrer, o que se vê? As mesmas caras, mais do mesmo, discursos já gastos pela estagnação, só ouvimos insultos uns aos outros, berros e mais berros, sem ideias novas para tirar Portugal do fosso em que se encontra. Os Portugueses pensantes estão fartos disto.
Não há perspectivas de futuro para Portugal. Perdemos a nossa Identidade, já não somos um País livre e soberano. Vivemos num país que faz-de-conta que é um país. Quem manda em Portugal são os estrangeiros: brasileiros, chineses, espanhóis, franceses, e já há quem esteja de olho neste pedaço de terra, que nos deixaram os nossos valorosos antepassados, à custa de grandes sacrifícios, muito sangue, suor e lágrimas, para que outras culturas venham agora para aqui instalar-se. E hoje já não temos guerreiros audazes que possam livrar-nos de investidas inadequadas! Como foi possível que em tão poucos séculos, a garra portuguesa tivesse desaparecido até à extinção.
Em Portugal não há políticas para nada, por isso o caos instalou-se por todo o lado: saúde, habitação, educação, cultura, fauna e flora. Somos um país sem Língua própria, sem rei nem roque, com governantes que não pugnam pelos interesses de Portugal, prestando vassalagem aos estrangeiros, com a maior das latas.
Qual o motivo que deu origem à chamada Expansão Portuguesa? Por que é que Portugal deu novos mundos ao mundo? Não foi porque o povo tinha vida boa, em Portugal. Além de que o rectangulozinho, chamado Portugal, situado na parte mais ocidental da Europa, banhado por um mar imenso, estava cheio de gente pobre e sem futuro, não podendo expandir-se por terra, com os espanhóis à porta, tiveram de expandir-se por mar.
E agora, desculpando-se com um Portugal envelhecido, dizem que precisam de imigrantes.
Dêem uma vida decente aos portugueses com idades activas e não os incentivem a ficar a viver à custa de subsídios de desemprego (conheci um casal que ele e ela (não tinham filhos) viviam de subsídios do Estado, mas ela vendia louças nas feiras, e ele fazia biscates de carpintaria, não pagavam impostos, e viviam a fazer pouco dos outros. Quantos ainda vivem deste modo em Portugal?).
Reduzam na despesa do Estado, não precisamos de tantos deputados, de tantos secretários de Estado, de tantos secretários de secretários e motoristas e carrões, em vez de carros (já nem digo carrinhos), e manjares dos deuses e andarem por aí a fazer viagens “turísticas”, à custa dos impostos dos portugueses, enfim, o despesismo estatal é uma vergonha, se lhe acrescentarmos o esbanjamento de dinheiros públicos na selvajaria tauromáquica, uma actividade bárbara, desadequada à civilização.
Gerem mal os dinheiros disponíveis para a despesa do Estado, e depois falha para pagar salários, para as infra-estruturas, para o SNS, para habitação social, enfim, para tudo e mais alguma coisa, que é necessário para uma vida estável.
Não há futuro para os jovens portugueses, em Portugal, e estes têm emigrar. E quem cá fica? Os velhos e os de meia idade. E depois dizem que precisam dos imigrantes, para ocuparem as vagas de trabalho que os parasitas portugueses, que vivem de subsídios, não querem. Permitem que eles entrem em Portugal à balda, e depois exploram-nos e deixam-nos a viver em condições sub-humanas, e não dão vazão às papeladas necessárias para se fixarem no País.

Marcelo Rebelo de Sousa ousou alertar para o colapso da economia portuguesa sem imigração. Preferia que Marcelo alertasse para a falta de políticas que possam fixar os nossos jovens no País.
Onde eu resido, existe um troço de passeio, numa rua, onde numa extensão de pouco mais de 100 metros, existem NOVE lojas de Indianos, Chineses e Bengalis cheias de quinquilharias e sempre vazias de clientes (!?).
No lugar onde eu moro, existem várias famílias estrangeiras com bons carros, e a viver em bons apartamentos, a fazer uma vida luxuosa mas não trabalham. De que viverão?
Um determinado tipo de violência instalou-se entre os que vivem mal, vivem nas ruas, sem emprego, sem perspectiva alguma de um futuro melhor, e continua-se a dizer venham, porque são precisos. Os que tiveram mais sorte, já têm a nacionalidade portuguesa, médico de família, já podem votar (!?). Uns são enteados e outros são filhos.
Alguma coisa vai mal na política imigratória.
Não é justo deixar entrar imigrantes em Portugal, para que vivam ao Deus dará...
A recente notícia de que milhares de imigrantes receberam uma notificação para abandonarem voluntariamente o País, gerou alguma perplexidade. Porém tal procedimento administrativo sempre existiu, ocorre todos os anos, pelos mais variados motivos, e é algo que está previsto na Lei.
As estatísticas indicam-nos que em 2016, o total foi de 6.305 pessoas abrangidas por estes procedimentos; em 2017, foram 5.699; em 2018, 4.391; em 2019, 5.529; em 2021, ano estigmatizado pela pandemia e forte desaceleração administrativa, houve 1.534 pessoas abrangidas por estas medidas; igualmente em 2022, 2023 e 2024.
Portanto, em 2025 não será diferente.
Varrer a questão da imigração para debaixo do tapete e dizer que não há problemas é pretender enganar os ceguinhos.
Não existe uma política de imigração em Portugal. Uma política com regras, que sejam justas para quem vem e para quem cá está.
Alguém me dizia, aqui há dias, que Portugal precisa de regras claras, para a imigração, de prazos céleres, de combate às redes ilegais e protecção dos direitos humanos, de regulamentação e organização responsável, de garantir que quem vem para Portugal o faz com dignidade e dentro da lei. A gestão da imigração deve ser firme, mas humana. Rigorosa, mas sensata.
Dizer que não se passa nada e está tudo a correr às mil maravilhas é mentira.
O que faz falta em Portugal são políticas racionais.
Como podem dizer que sem imigração Portugal se desmorona, quando em Portugal existem mais de dois milhões de pobres, com tendência para aumentar, e milhares deles sem habitação condigna e a passar fome?
- Nos últimos 20 anos saíram de Portugal 2,1 milhões de portugueses, sendo que em 2023 saíram cerca de 75 mil portugueses?
- O número total de imigrantes com processos de regularização em dia já ultrapassa os 1,5 milhões.
- Em 2023 entraram em Portugal 328.978 imigrantes.
- O número de imigrantes residentes em Portugal em 2023, segundo dados provisórios da AIMA era de 1,044 milhões.
- A AIMA estima que o número de imigrantes em Portugal, no final do ano passado, possa ter chegado a 1,6 milhões.
- Tendo em conta que a população residente natural de Portugal, actualmente é de cerca de 10,6 milhões, número que representa a população que tem cidadania portuguesa por direito de nascimento e que reside em território nacional;
- Tendo em conta que a população residente em Portugal tem aumentado nos últimos anos, com um aumento de cerca de 46.000 pessoas em 2022, comparado com 2021;
- Tendo em conta que o número de portugueses com cidadania por direito de nascimento é substancialmente maior do que o número de pessoas que possuem cidadania portuguesa por outros meios, como naturalização ou descende de judeus sefarditas;
- Tendo em conta que a população estrangeira residente em Portugal representa cerca de 5% do total da população residente;
- Tendo em conta que Portugal é um território pequeno e pobre, onde ainda se passa fome, como pode aguentar a pressão de tantos imigrantes a entrar, quando milhares de portugueses são obrigados a sair por NÃO haver condições para se viver razoavelmente no próprio País?
Há aqui alguma coisa que não bate certo.
E o que há é falta de políticas racionais para fixar os Portugueses no seu próprio País, e falta de políticas racionais nos países de origem dos imigrantes para os fixar nos seus países.
Perguntem ao imigrantes se tivessem condições razoáveis nos seus países eles emigrariam para um país pequeno e pobre como Portugal, onde se tem os salários mais baixos da Europa, e tudo o resto é o mais caro da Europa.
Só dirão que preferem viver em Portugal do que nos seus países de origem aqueles que, de alguma forma, gozam dos privilégios que muitos autóctones não têm.
OBS.: ousei ousar escrever este texto realista, sem medo de que me apodam de racista e xenófoba, e sem a hipocrisia de tentar tapar o sol com uma peneira, simplesmente, porque sei que NÃO sou nem uma coisa nem outra, e não uso palas. E isso basta-me.
Isabel A. Ferreira
«Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que ajudei a construir».
Salgueiro Maia, Capitão de Abril.

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Passados são já 51 anos, sobre aquela madrugada, na qual, todos os Portugueses pensantes e livres, dotados de Sentido de Cidadania e de Espírito Crítico, depositaram todas as esperanças de ver um Portugal finalmente livre da ignominiosa política despótica que o sufocava.
Por tudo o que aqui abordarei, repetindo o que ainda não foi alcançado e o que se destruiu, depois daquele primeiro 25 de Abril, o que teremos para celebrar hoje?
Seria da racionalidade que o próximo governo (que terá as mesmas caras e, pelo que vemos, ouvimos e lemos, as mesmas políticas do anterior) deputados da Nação, presidente da Assembleia da República, presidente da República, autarcas e partidos políticos, fizessem um acto de contrição e pedissem desculpa aos Portugueses, por pouco terem feito pelos ideais de Abril, mantendo Portugal num vergonhoso banho-maria.
Portugal é um país que se encontra em franca decadência moral, social e cultural e, em quase tudo, está na cauda da Europa, quiçá do Mundo. E disto não nos livra nem o clima, nem as belas paisagens, os monumentos, a gastronomia e a relativa segurança na vida quotidiana, que ultimamente tem-se agravado substancialmente. Porque tudo isto é apenas para estrangeiro ver e viver.
O “25 de Abril” trazia a esperança que os jovens, a caminho do Futuro, depositaram na Revolução dos Cravos, sonhando com uma sociedade onde pudessem estudar, tirar um curso, exercer a profissão, na qual tanto investiram, viver debaixo de um tecto acessível e educar os filhos em liberdade… Quantos deles se arrastam por aí, desempregados, ou com empregos precários? A viver na casa dos pais, depois dos 30 anos? Quantos deles foram obrigados a emigrar? E não foi para isto que se fez o 25 de Abril.
Que 25 de Abril celebramos hoje?
Há que ter espírito crítico, e não ver apenas por cima das saias de renda.
Bem, no que me diz respeito, celebro o facto de poder escrever nas linhas, o que até ao dia 25 de Abril de 1974 escrevia nas entrelinhas, para ludibriar a PIDE.
Celebro também poder participar em eleições não-manipuladas (por enquanto) pelo Poder, para ajudar a escolher a governação do meu País. Só que foram pouquíssimas as vezes em que os candidatos, que eu tinha como honestos e incorruptíveis, para poderem exercer o Poder, e em quem votei, chegaram ao Poder. Mas não será esta uma particularidade da Democracia? Não será o Poder o espelho do Povo?
Celebro algumas outras coisas que foram adquiridas, mas logo que adquiridas, deterioraram-se por falta de políticas racionais.
Contudo, NÃO celebro a LIBERDADE de que tanto se fala, quando se fala de Abril, porque LIBERDADE sempre a tive, mesmo com a PIDE a rondar os meus calcanhares; mesmo com a censura a tentar travar-me o PENSAMENTO, porque, para mim, LIBERDADE não é poder fazer ou dizer tudo o que me apetece. Para mim, LIBERDADE é poder PENSAR, ter SENTIDO DE CIDADANIA e ESPÍRITO CRÍTICO, algo que nenhum algoz, por mais autoritário que seja, jamais poderá arrancar de mim: “Não há machado que corte a raiz ao pensamento (…) porque é LIVRE como o vento (…)», como escreveu Manuel Freire, para a canção “Livre”, e que também cantei, num tempo em que não podíamos cantá-la.
E este é o verdadeiro espírito da LIBERDADE, que deveria ser celebrada no 25 de Abril, e não é celebrada, porque o conceito de Liberdade foi amputado, e a tão ansiada DEMOCRACIA PLENA (aquela em que os governantes servem o Povo e o País, e NÃO os lobbies e os seus interesses particulares, e também os desígnios dos estrangeiros.
Aquela em que o Povo é quem mais ordena está ainda por cumprir, porque esmagada por governos autoritários, por um Parlamento ao serviço de interesses lobistas, e por presidências da República sem o mínimo sentido de Estado (exceptuando a do General Ramalho Eanes).
Se o 25 de Abril trouxe à sociedade portuguesa significativos benefícios, os malefícios estão a superar esses benefícios, e Portugal retrocede a olhos vistos nas conquistas que o 25 de Abril lhe trouxe. Em 51anos desconstruiu-se o País que a Revolução dos Cravos, com boas intenções, tentou construir.
Como podemos celebrar a Revolução dos Cravos, se estamos atolados em corrupção, vigarice, hipocrisia, subserviência, servilismo, ganância, negociatas, enriquecimento ilícito, ignorância optativa, irresponsabilidade, negligência, incompetência, condutas terceiro-mundistas, fraudes, vassalagem a países estrangeiros e imposições prepotentes?
Portugal serve de motejo a países que, apenas por mero interesse, lhe finge amizade, algo que uma cegueira mental acentuada não permite vislumbrar.
Já não somos Portugal. Perdemos a nossa IDENTIDADE e a nossa DIGNIDADE de País livre e independente, ao descartarmos a Língua Portuguesa, substituindo-a por uma mixórdia, cada vez mais bizarra e funesta, que nos envergonha a todos.
Eis o que, passados 51anos, Portugal continua a ser:
- Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome, com bairros de lata às portas de Lisboa, e centenas de sem-abrigo, sem esperança alguma.
- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.
- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, dizendo do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí, morrendo-se à espera de cuidados médicos,
- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.
- Um país que mantém o trabalho precário e salários miseráveis, enquanto que para a “cultura” da morte (touradas e caça), os subsídios são obesos.
- Um país cheio de gritantes desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.
- Um país onde ainda há populações que vivem sem água encanada, sem electricidade, sem esgotos, sem telefone, sem Internet; onde a exploração das habitações merecia ser penalizada.
- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões, que sugam o dinheiro do Povo.
- Um país com governos que se dizem de esquerda a fazer políticas de direita.
- Um país com uma Comunicação Social submissa e servilista.
- Um país onde a Justiça anda de rastos, com processos que demoram tempos infinitos; uma justiça extremamente cara, desigual, lenta, injusta, e, em muitos casos, nomeadamente no que respeita ao MP, anda ao sabor de interesses políticos.
- Um país onde a Constituição da República é violada por quem a deveria defender.
- Um país com uma política e políticos desacreditados.
- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos; um país que os mantêm acorrentados, enjaulados, torturados em público, para gáudio de sádicos e psicopatas.
- Um país com um elevado índice de violência doméstica.
- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.
- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento que se quer saudável, o que constitui um crime de lesa-infância. Impunível.
- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho; de secretários; de secretários de secretários; de assessores; de secretários de assessores; de comissões; de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam; de deputados a declararem moradas falsas para receberem subsídios ilícitos; de deputados a declararem habilitações falsas; deputados que roubam malas; e ex-presidentes da República com gabinetes e outras mordomias (à excepção do General Ramalho Eanes).
- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, o Meio Ambiente, as Florestas, mantendo tudo ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.
- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a cair de podres, e com falta de quase tudo.
- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem; e com tribunais, como o de Monsanto, que parece um galinheiro abandonado.
- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook; e onde a droga é traficada, descaradamente.
- Um país cheio de leis e leizinhas inúteis e retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.
- Um país que não promove a Cultura Culta, e apoia a tortura de Touros e Cavalos, a que muitos querem, porque querem, que seja arte e cultura.
- Um país que apoia chorudamente a caça, assente em premissas falsas e exterminadoras.
- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais desqualificados e caóticos, desde a implantação da República, onde falta quase tudo, e com a agravante de se estar a enganar as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que NÃO é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância. Impunível.
- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de línguagem, uma inconcebível Língua de Ninguém, imposta ditatorialmente por políticos pouco ou nada esclarecidos e muito subservientes, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia.
- Um país onde os governantes não sabem escrever correCtamente, a Língua oficial do País que dizem servir: a Portuguesa. E como referiu Maria Alzira Seixo: «Ao menos, Salazar sabia escrever».
- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas, amigos e amigas, portugueses e portuguesas”, como se esta linguagem, dita inclusiva, viesse resolver as disparidades sociais. Uma desmedida parolice.
- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies (agora não tanto, e ainda bem) e primeiros-ministros que não têm capacidade de ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.
- Um país, constantemente marcado por contestações sociais, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa.
- Enfim, um País que perdeu a sua identidade linguística (algo de que ninguém se atreve a falar) e está à mercê de estrangeiros; um país sem rumo, que faz de conta que é um país.
- E ainda há a questão da imigração desregrada, que arrasta os que para cá vêm a pensar num futuro melhor, nuns meros desgraçados, que vivem aos Deus dará.
Os 51 anos da Revolução dos Cravos não foram ainda suficientes para acabar com todas estas nódoas negras que mancham a Democracia Plena que deveria ter nascido do 25 de Abril?
Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar em mais este 25 de Abril?
Como disse Manuel Damas, num texto escrito no Facebook, por esta altura:
Não foi para isto que se fez Abril. Falta cumprir Abril, porque falta:
- Recuperar a Honestidade;
- Recuperar a Seriedade;
- Recuperar a Dignidade;
- Recuperar o Pudor;
- Recuperar o Sentido de Estado;
- Recuperar o Sentido de Missão no exercício da Política para o Povo e pelo Povo;
E acrescento eu:
- Falta também recuperar a vergonha na cara.
Isabel A. Ferreira
O que espero para 2025?
Embora não interesse a ninguém, vou dizer o que penso, porque é a única coisa que ainda me permitem fazer, neste meu lugar de luta.
Espero que uma luz radiante passe nos céus de Portugal e ilumine todos aqueles que têm nas suas mãos a solução para os graves problemas que estão a arruinar o nosso desditoso pedaço de terra, à beira-mar plantado, há quase 900 anos, e que más políticas e a falta delas estão a fazer desaparecer do mapa da Península Ibérica.
E isto não é uma hipérbole. Um exagero.
É apenas o sentimento de alguém que quando olha, vê a realidade, não a escamoteando para parecer que somos um povo europeu civilizado, quando parte da população portuguesa e os decisores políticos nem sequer sabe falar e escrever correctamente.
Isto pode parecer um facto de pouca monta, mas não é.
É algo que nos retira o direito de sermos um Povo com identidade própria, culto, civilizado, instruído, senhor da sua História, da sua Cultura, da sua própria Língua, das mais antigas da Europa.
Sem este direito protegido, por quem de direito, nada somos como Povo.
Regresso em Janeiro.
Até lá, Boas Festas e o meu muito obrigada a todos os que por aqui passam...
Isabel A. Ferreira

(Imagem retirada da Internet)
Concordo com António Silva Melo melo

A minha ira vai para a incompetência de todos os governos desde o 25 de Abril, que ainda não conseguiram tirar Portugal de todas as misérias. A esta pobreza, acrescente-se a pobreza cultural, a pobreza moral, a pobreza comportamental, a pobreza política, a pobreza do ensino, pobreza na saúde, enfim, estamos a bater no fundo, porque NÃO existem políticas adequadas para que Portugal saia da cauda da Europa.
Os governantes deviam ter vergonha, sim, mas para ter vergonha é preciso ter cara. E eles usam uma máscara para disfarçar os homens e as mulheres que não são.
Isabel A. Ferreira
Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=8871504179537959&set=a.1120432487978539
Por Gustavo Carona

Uma enormíssima vitória do egoísmo, do isolacionismo, do pós-verdade, e da autêntica javardice política.
Ser um javardo machista… compensa.
Ser um narcisista patológico que pense mais em si do que no país…. compensa.
Dizer mais mentiras do que palavras… compensa.
Descredibilizar por completo a imprensa… compensa.
Negar a democracia, negando resultados de 2020, tentar fraude eleitoral… compensa.
Tentar um golpe de estado como o 6 de Janeiro… compensa.
Abusar sexualmente de mulheres… compensa.
Fazer fraude fiscal roubando o seu país… compensa.
Negar a ciência… compensa.
Negar as alterações climáticas…. compensa.
Tratar pretos, hispânicos, árabes como lixo… compensa.
Sair dos tratados do clima… compensa.
Deixar a Rússia fazer o que quiser da Europa… compensa.
Legitimar, ainda mais (!), o genocídio na Palestina… compensa.
Ser supremacista branco… compensa.
Ser corrupto até à ponta dos cabelos… compensa.
Caminhar para destruir a democracia… compensa.
Inventar histórias tipo dos imigrantes comerem cães e gatos… compensa.
Encostar-se às franjas mais fanáticas das religiões… compensa.
Ter um discurso favorável a Hitler… compensa.
Fazer elogios a ditadores… compensa.
Destruir cuidados de saúde acessíveis… compensa.
Ir contra a vontade das mulheres de decidir sobre o seu corpo… compensa.
Ser culpado de 34 crimes e acusado de muitos mais… compensa.
Achincalhar com todos os limites da moral e da ética… compensa.
Que é uma catástrofe para a Europa, é evidente.
Que é um desastre para os USA é uma opinião.
Para o mundo, basta pegar na questão das alterações climáticas para se ter a garantia que é um criminoso contra a humanidade.
Mas, temo que a pior mensagem que isto manda ao mundo… é que a mentira, o narcisismo, o racismo e o crime… compensam.
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(fotografia de quando foi preso, de onde nunca de via ter saído)
Fonte: https://www.facebook.com/photo/?fbid=10162478424192160&set=a.10151435621332160
Eu também amo Portugal, o meu País, que podia ser um paraíso, não fosse a maioria dos decisores políticos, de outrora e, particularmente, os hodiernos, tão incompetente, por vezes, tão irracional.
Reflictamos nas palavras de Eduardo Amarante e tentemos fazer tudo o que possa estar ao nosso alcance para ajudar Portugal a ERGUER-SE, porque, infelizmente, o País bateu no fundo. Vergonhosamente.
E, tal como Eduardo Amarante, os que se orgulham de ser Portugueses, também AMEM Portugal
Isabel A. Ferreira

«AMO PORTUGAL»
Amo a sua história, as suas gentes hospitaleiras, a sua cultura e tradições, os seus monumentos, as suas paisagens, as suas montanhas e vales, o seu mar e o seu céu profundo e luminoso, o seu sol e o seu clima ameno e temperado. Amo as suas flores, os seus frutos e os seus legumes, o seu azeite e o seu vinho. Amo a sua gastronomia, para mim a melhor do mundo.
Temos recursos naturais infindáveis, temos paz, temos a protecção de Santa Maria, do Divino Espírito Santo e do Arcanjo São Miguel. Temos todos os motivos para nos sentirmos felizes e orgulhosos.
E porque não nos sentimos nem felizes nem orgulhosos? Porque trocámos o Ser pelo Ter, a amizade pelo interesse egoísta, a humildade pela arrogância, a simplicidade pela ostentação, o trabalho pelo ócio, o espírito de missão pelo conformismo e a inércia. Trocámos o espírito de conquista e de realização pessoal pela caça aos subsídios, a maior armadilha que nos pregaram nos últimos séculos. Como se o abandono dos campos, da agricultura, das pescas, da indústria não implicasse mais tarde a perda de emprego… e da soberania!
Portugal tem tudo para se voltar a erguer. Há que inverter a situação que nos levou ao descalabro. Há que substituir o Ter pelo Ser, a esmola pela dádiva, a mentira pela verdade, a apatia e a inércia pela vontade de realização. Há que dar um futuro aos nossos filhos e netos. Há que nos mostrarmos dignos de termos nascido em Portugal.
Para os Antigos, aqui neste extremo ocidental da Europa situava-se o mítico Jardim das Hespérides, uma espécie de Paraíso na Terra.
Aos legionários mais condecorados do Império Romano era-lhes dado o maior prémio a que podia aspirar um cidadão de Roma: reforma com inúmeras benesses na Lusitânia, o que lhes permitia viver num pequeno paraíso os seus últimos anos de vida.
E é esse paraíso que temos ao alcance das nossas mãos, sem nos consciencializarmos disso.
É hora de nos mostrarmos gratos à natureza por tudo o que ela, generosamente, nos deu.
É hora de trocarmos o cifrão pelo coração, símbolo da união, da paz e do amor, mas também — e não por acaso — o símbolo de Portugal.
Eu AMO Portugal.
Eduardo Amarante
https://www.apeiron-edicoes.com/autor-eduardo-amarante/»
Fonte:
O que aqui se vai tratar nada tem a ver com racismo ou xenofobia de parte a parte: de cá para lá, ou de lá para cá, mas tão-só com bom senso, aquele bom senso que faz evoluir um País, não fazendo dele um território cheio de gente infeliz.
Tem a ver com regras, que deverão ser cumpridas, para que não se ande a meter o Rossio na Betesga, obrigando os que vêm para Portugal, com boas intenções, procurar uma vida melhor AQUI, a dormir em tendas pelas ruas e jardins, porque não há casa para todos, e as que existem custam os olhos da cara, os empregos até vão existindo para os que vêm de fora, porque os de dentro preferem viver à custa dos subsídios de desemprego, pagos com o dinheiro de todo os portugueses que se esfalfam a trabalhar, para outros andarem, por aí, à boa-vida.
Há os que vêm de fora, com a intenção de receberem a nacionalidade portuguesa, para terem privilégios , ou saltarem borda fora para a Europa dos sonhos deles. E isto não é bonito.
Portugal sempre foi um país territorialmente pequeno, tão pequeno que motivou os portugueses a virarem-se para o mar e procurar outros mundos. E que nós saibamos, o território português não esticou, e Portugal já não tem colónias, e cá dentro não cabe um mar de gente...
Querer encher Portugal de gente para lhes dar o desconforto das ruas, migalhas e maus-tratos, não é algo de um País que preze os direitos humanos.
Daí que Portugal, não sendo a casa da mãe joana, não pode escancarar as portas e convidar uns e outros para virem para cá, apenas porque são bem-vindos. Bem-vindos até poderão ser, mas depois é que são elas: não há lugar para todos.
Por isso é tão importante que haja regras na imigração. E os que não gostam de regras, porque lhes atrapalham as intenções, melhor será pensarem duas vezes antes de darem um passo no escuro.
E os governantes têm de saber gerir esta onda de imigrantes que vêm quase todos de países gigantescos. O que se precisa é de boas-políticas nos países de origem, para que os autóctones não tenham de emigrar, e possam viver com qualidade de vida na terra deles, porque nenhum país, por mais rico que seja (o que nem sequer é o caso de Portugal) e mais acolhedor que também seja, é melhor do que o nosso próprio País, quando este tem governantes com capacidade para dar felicidade ao seu Povo.
Eis aqui um link para a
e vejam o que falha em Portugal e nos Países dos imigrantes que para cá vêm a sonhar com o Eldorado.
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Ouvir aqui as preocupações do Brasil:

Melhor faria o governo Brasileiro oferecer condições a todos os Brasileiros, para que estes possam viver tranquilamente e com qualidade de vida no imeeeeeeenso Brasil cheio de riquezas, que Portugal lhes deixou. E quem diz Brasileiros, diz todos os outros imigrantes que deixaram os seus países devido às más-políticas dos respectivos governantes.
Melhor faria o governo português dar aos Portugueses, que emigraram, melhores condições para que regressem a Portugal e possam cá viver com qualidade de vida, e deixem de estar a sustentar malandros, com os subsídios de desemprego.
Afinal, NÃO falta emprego em Portugal. O que falta é dar condições a quem quer trabalhar, e penalizar quem não tem vontade de trabalhar.
Isabel A. Ferreira