Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

Um significado da palavra “toureiro”, que diz tudo da repugnância que tal “actividade” provoca nas pessoas dotadas de empatia

 

Algo que nos vem de Espanha, o berço desta prática medievalesca.


«Não existe palavra mais repugnante, odiosa suja, nauseabunda, repulsiva, fétida, imunda,  que provoca vómitos, vilã, fedida, boçal, horrível, endemoninhada, conspurcada, nojenta, sarnenta, bárbara, asquerosa, selvática, infecta, sanguinária, vil, miserável, nociva, cobarde e rastejante, do que a palavra TOUREIRO.»

 

Toreiro.jpg

Origem da imagem: https://www.pinterest.ca/pin/708472585110730031/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

Esta monstruosidade acontece numa França que tem a pretensão de se considerar “civilizada”

 

 

Em Portugal e Espanha também temos desta barbárie. Isto não faz parte da Modernidade Europeia.

Três países que deviam estar desincorporados da restante Europa, onde estas práticas cruéis e sanguinárias não têm lugar.

 

[Todos a Rodilhan em 27 de Outubro!]

-  A partilhar -

A uma hora de Montpellier, no Gard, perto de Nîmes, oferecemos-vos RDV para denunciar a barbárie das touradas.

Esse encontro, altamente simbólico na luta contra as touradas, às vezes é violento, mas é possível evitar o gás lançado pelas forças policiais, que defendem a ignomínia ainda legalizada ... (reconhecida como crime no Código Penal, mas isenta de penalização, por derrogação à lei).

O presidente da Câmara desta localidade, condenado várias vezes, insiste na organização de sacrifícios de animais e a submeter a localidade a um estado de sítio.

 A um ano das próximas eleições municipais, vamos pressionar, de uma vez por todas, para que ele não seja reeleito e, definitivamente, virarmos esta página sombria da nossa história e da nossa humanidade.

(Tradução do comunicado em Francês)

 

MONSTRUOSIDADE.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/alliance.ethique/photos/a.199585260406271/932920400406083/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:39

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Terça-feira, 1 de Outubro de 2019

Em Algemesí (Espanha): Touro, que só pretendia escapar à tortura, foi barbaramente abatido pela polícia local, com 27 tiros

 

O animal esteve mais de uma hora tentando fugir pelas ruas de Algemesí (…)

O touro, que fugiu da praça foi abatido com 27 disparos da arma de um polícia local. Uma atrás da outra: 27 balas, em todas as partes do corpo

Foram várias as pessoas que rodearam e encurralaram o animal, que somente estava assustado e exausto, depois de uma hora a fugir dos seus carrascos.

O vídeo, filmado por um vizinho, mostra a polícia local encurralando o animal com o veículo oficial, o que levou o novilho a fugir para o rio, fora da cidade, onde foi finalmente cercado por agentes e abatido com mais de 20 tiros. A execução do animal foi filmada num outro vídeo que incendiou as redes sociais pela dureza e pelos aplausos de celebração que são ouvidos ao fundo, enquanto o animal é cravado de balas.

Que selvajaria é esta? Que tipo de políticos o consentem? Em que sociedade doentia vivemos?

 

Vinte e sete tiros no corpo do animal,  provocou-lhe 27 espasmos de dores atrozes. O que me apetece dizer é que quem isto fez sofra as mesmas dores que este indefeso, inofensivo, inocente e infeliz novilho

(Isabel A. Ferreira)

 

O PACMA já denunciou estes factos à polícia.

 

A polícia local, em duas ocasiões, cedeu a arma a outra pessoa, que disparou também. Uma terceira, que tinha uma arma branca, esfaqueou o touro, na medula repetidamente, até deixá-lo imobilizado.

 

Que selvajaria é esta? Que tipo de políticos o consentem? Em que sociedade doentia vivemos?

Denunciámos o sucedido, esperamos que as pessoas que intervieram na agonizante morte do animal sejam condenadas, e continuaremos a trabalhar para todos os festejos taurinos sejam proibidos.

 

O touro, que fugiu da praça foi abatido com 27 disparos da arma de um polícia local. Uma atrás da outra: 27 balas, em todas as partes do corpo.

 

Foram várias as pessoas que rodearam e encurralaram o animal, que somente estava assustado e exausto, depois de uma hora a fugir dos seus carrascos.

 

PACMA.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2019

UMA PRÁTICA CRUEL QUE MANTÉM ESPANHA NA IDADE DAS TREVAS

 

«Em Espanha, o "toro de fuego" é uma prática bastante cruel que consiste em revestir os chifres de um touro em alcatrão e envolvê-los com panos embebidos em óleo, depois atear-lhes fogo.

O touro, louco de dor, lança-se contra as fachadas das casas, enquanto os habitantes lhe lançam tijolos e garrafas.

"Toro de fuego" significa "touro de fogo". Todos os anos os habitantes celebram este ritual, uma prática em que eles incendeiam os chifres de um touro, por vezes adicionando-lhes fogo de artifício.

O animal assustado, é queimado e fica cego, se não morrer em sofrimento atroz ... Uma verdadeira tortura para o animal.

Nos últimos anos, essa prática foi substituída por um estratagema, em que se carrega às costas um touro de madeira, com falsos chifres a arder.

Porém, em algumas províncias espanholas, esta prática ainda existe com um touro vivo!»

 

Touro de fogo.jpg

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Proteccionanimalespa/photos/a.395618770929989/655084201650110/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:17

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2019

«A MORTE NATURAL DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL»

 

Quem o diz é Aitor Hernández-Morales, (correspondente em Portugal do Jornal El Mundo). Aitor refere que em 2018 realizaram-se apenas 173 touradas no país vizinho, ou seja, em Portugal, num novo mínimo histórico. O texto está escrito em Castelhano, num site espanhol.

Traduzi-o para Português, e o original vem indicado num link mais abaixo.

 

Nem tudo o que Aitor Hernández-Morales escreve corresponde à verdade. Por isso, decidi apensar umas NOTAS repondo os factos tal como são.

 

TOROS1560868236_101781_1560868694_noticia_normal_r

 

Texto de Aitor Hernández-Morales

(Traduzido do Castelhano por Isabel A. Ferreira)

 

«Houve um tempo em que a cidade portuguesa da Póvoa de Varzim era conhecida pela sua afición tauromáquica. No século XVIII, as touradas eram realizadas na praça principal da fortaleza da cidade, e nos anos 40 do século passado, a popularidade da lide entre os habitantes locais era tal que eles exigiram a construção de uma grande praça no centro da cidade.

 

No entanto, setenta anos depois, as touradas já não entusiasmam os poveiros, e a monumental praça tem os seus dias contados. Durante anos, realizaram-se touradas na cidade, e a arena, construída para acolher os grandes toureiros de então, tem estado meio abandonada. Com a finalidade de melhor aproveitar o recinto (…) a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim anunciou que em poucos meses a praça será demolida; no seu lugar será construído um pavilhão municipal multiusos, com instalações que a autarquia considera ser de maior interesse para os residentes locais.

 

O destino da Praça de Touros da Póvoa de Varzim é idêntico ao de muitas outras que desapareceram nos últimos anos em Portugal, onde a tauromaquia parece estar em vias de extinção. De acordo com o mais recente relatório da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), entidade estatal encarregada de supervisionar a tauromaquia em terras lusas, em oito anos os eventos tauromáquicos perderam quase metade do seu público, passando dos mais de 680.000 espectadores em 2010, para os 379.000 registados no ano passado. Em 2018, o número de eventos tauromáquicos em Portugal também caiu para mínimos históricos: das mais de 300 touradas realizadas em 2006, apenas 173 ocorreram no ano passado.

 

O ocaso de uma actividade histórica

 

Durante séculos a actividade tauromáquica foi um elemento fundamental da cultura portuguesa. Documentos históricos mostram que as touradas já foram realizadas em Portugal no século XII (1), e no século XVI o rei português exigiu a interferência do Papa quando um inquisidor de Lisboa tentou abolir a actividade. No século XIX, surgiu o factor que hoje em dia continua a diferenciar a lide portuguesa da espanhola: as autoridades proibiram a morte do Touro em público, de maneira informal, e assim nasceu a “tourada portuguesa”, na qual o touro morre nos curros da praça, ou directamente no matadouro. (2)

 

As touradas fascinavam os Lusos do século passado, e em algumas cidades portuguesas a obsessão pelas touradas abeirava a loucura (3). No Porto, havia 11 praças a funcionar ao mesmo tempo e, na cidade vizinha de Espinho, a praça primitiva acolhia um público de mais de 5.000 espectadores. Quando assumiu o poder, o ditador António de Oliveira Salazar reconheceu a força deste sector e decidiu dar-lhe apoio oficial (4). Ao longo do seu regime do Estado Novo (1933-1974) o Governo (Salazar) apoiou a tauromaquia e subsidiou a construção de praças não só em Portugal, mas também nas então colónias portuguesas de Angola e Moçambique (5).

 

No entanto, a Revolução dos Cravos, em 1974, pôs fim a tudo isso. Tal como o fado, a luta também foi rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Sem apoio institucional, as touradas passaram a depender de um público cada vez mais desinteressado em um sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. (6)

 

Actualmente existem alguns locais activos nas regiões centro e sul, nas regiões agrárias do Alentejo e Ribatejo, em lugares como Vila Franca de Xira, Évora, Estremoz e Montijo. A praça mourisca do campo pequeno em Lisboa - o equivalente português de Las Ventas em Madrid - foi parcialmente convertida num centro comercial e actualmente acolhe mais concertos e convenções do que touradas.

 

Um tema apolítico

 

No país vizinho (Portugal) a tourada não tem cores ideológicas: onde há menos touradas é na região Norte, reduto dos conservadores portugueses, enquanto o Alentejo - feudo tradicional dos comunistas portugueses - foi onde se realizou o maior número de touradas, no ano passado. Ao contrário de Espanha, onde comunidades autónomas como as Ilhas Canárias e a Catalunha promoveram a abolição da tauromaquia, e onde outras como Madrid e Múrcia financiam a lide - em Portugal os políticos têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas (7).

 

Na Assembleia da República, os deputados rejeitam a proibição das touradas - há um ano a grande maioria votou contra uma proposta que teria abolido a lide em terras lusas - mas também não mantêm a lide com subsídios. A nível local, menos de 10% dos municípios portugueses destinam fundos à prática de actividades tauromáquicas (8).

 

Desta forma, o futuro do sector é decidido pela lei do mercado, e o desinteresse do público tem um papel determinante no resultado da situação. Embora a tourada portuguesa não desapareça completamente amanhã, a cada ano que passa é menos viável realizar touradas em praças meio vazias.

 

Embora lamente a tendência, o sociólogo Luís Capucha, presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), clama que «o futuro de um evento popular está nas mãos do povo» e não nas mãos de políticos.

 

«Lamento que desapareça, porque para os aficionados o Touro é um animal sagrado, que nós respeitamos pela sua bravura, e é uma lástima que se proíba o motivo pelo qual foi criado, ou seja, para lutar pela sua morte digna».

 

«No entanto, não há necessidade nem que o Parlamento, nem que um autarca proíba as touradas; já existem muitas pessoas para quem os Touros não lhes dizem nada. Se uma cidade quer realizar touradas, que paguem para vê-las. E se não, então não as tenham». (9)

 

Texto original em Castelhano neste link:

https://cadenaser.com/ser/2019/06/18/internacional/1560868236_101781.html?fbclid=IwAR0bwlN3-gu7B3aiXbRjBUYUXweihJUNkBuz1t91TEiWewra1_N_Comj6K4

 

***

 

NOTAS:

 

(1) As touradas foram introduzidas em Portugal, pelo Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, na segunda metade do século XVI.

 

(2) O que na realidade acontece, é que os Touros não morrem nos curros das praças, porque deixam-nos ficar ali a morrer lentamente, sem qualquer lenitivo, dois ou mais dias, até que os levem para o matadouro. Alguns morrem com grande sofrimento, antes de os levarem.

 

(3) Ainda hoje podemos comprovar essa loucura nas localidades   mais atrasadas, onde a tauromaquia está ainda arreigada, como no Ribatejo e Alentejo, em algumas ilhas dos Açores, nomeadamente ilha Terceira, e Ponte de Lima.

 

(4) Apesar de se ter realizado a Revolução de Abril, que pretendeu acabar com as políticas salazaristas, todos os que vieram substituir Salazar, na dita “democracia”, continuaram, porém, com algumas políticas do ditador, entre elas esta de apoiar a selvajaria tauromáquica institucionalmente.

 

(5) Que no entanto e entretanto, abandonaram essas práticas bárbaras, levadas pelo colonizador. No que Angolanos e Moçambicanos só mostraram elevação de espírito.

 

(6) Repondo a verdade: com a Revolução dos Cravos, em 1974, não se pôs fim a tudo isto. Tal como o Fado (que foi declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2011) a Tauromaquia NÃO FOI rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Pois tal actividade continua com APOIO INSTITUCIONAL, e as touradas AINDA EXISTEM, devido a esse apoio institucional. De resto, É VERDADE que existe um público cada vez mais desinteressado num sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. Apenas o PS, o PSD, o PCP e o CDS/PP NÃO consideram ÚTIL esta actividade monárquica e salazarista e reaccionária e cruel e desonesta, por isso, mantêm o apoio institucional.

 

(7) Os políticos NÃO têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas. Os políticos portugueses, ou melhor, o PS e PCP (que se dizem de esquerda) e o PSD e CDS/PP (da direita) têm-se mantido UNIDOS a favor dos apoios às touradas, enquanto o BE, o PEV e o PAN se têm pautado pelo FIM dos apoios às touradas.

 

(8) Na Assembleia da República, graças aos deputados do PS e PCP (que se dizem de esquerda) e do PSD e CDS/PP (da direita) os subsídios às touradas mantêm-se, e não fosse isso, as touradas já teriam acabado. Duas dezenas de ganadeiros vivem à tripa forra, à custa desses subsídios, oriundos do erário público. Constituem um grupo de pressão económica aos quais aqueles partidos são completamente subservientes. E, na verdade, dos 308 municípios portugueses, apenas 40 mantêm esta prática bárbara, se bem que em franca decadência.

 

(9) O “sociólogoaficionado de touradas, Luís Capucha, considera que um “evento popular” como a tortura de touros está nas mãos de que povo? De uns poucos trogloditas que não evoluíram, e não nas mãos de políticos? Como se engana, o “sociólogo” Capucha. Aliás, fica-lhe bastante mal, como “sociólogo” proferir tamanhas patacoadas, como as que proferiu, chamando SAGRADO ao Touro que vão estraçalhar e matar lentamente, achando que o Touro foi criado para LUTAR por ESSA MORTE LENTA e INDIGNA.

Realmente não há necessidade de se proibirem as touradas, porque elas extinguir-se-ão, naturalmente, pelas mãos de aficionados como o “sociólogo” Capucha, com argumentos tão irracionais, como os que proferiu.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:13

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

EM ESPANHA, TOUREIRO LIMPA LÁGRIMAS DE UM TOURO ANTES DE O MATAR NA ARENA

 

Isto é o expoente máximo da psicopatia, do sadismo e de uma descomunal deformação mental. Algo que deveria servir de exemplo, para se acabar de vez com esta doença do foro psiquiátrico, que se chama TAUROMAQUIA.

Em Espanha, como em Portugal.

 

image.jpg

 

O toureiro espanhol Morante de la Puebla limpou as lágrimas de um touro já moribundo, numa arena de Sevilha, para depois lhe espetar a estocada final com o que matou, na última sexta-feira.

 

Se para alguns, se tratou de um gesto bonito e de respeito pelo animal com quem tinha travado uma batalha na Maestranza, em Sevilha, para outros foi um gesto de sadismo, depois de momentos de tortura do animal na arena.

 

"Somente uma mente retorcida e perversa seria capaz de torturar um animal até que o sangue lhe escorresse pelas suas perna,s e depois limpasse, com um lenço de mão, as lágrimas a escorrerem pela cara do Touro», escreveu no seu Twitter, Silvia Barquero, presidente do Partido pelo Bem-Estar dos Animais, PACMA.

 

Tal gesto macabro foi aplaudido pelos sádicos que se encontravam no recinto da arena, porém, nas redes sociais, isto está a ser rejeitado repulsivamente, como o acto de um psicopata. E outra coisa não é.

 

Este acto psicopata pode ser visto neste link:

https://www.jn.pt/mundo/interior/toureiro-limpa-lagrimas-de-animal-antes-de-o-matar-na-arena-10891750.html?fbclid=IwAR28j6obi-na92tFaCFsyLt9-Ztii_doAnVEI-G4FDL9M9hNJ8OEEtq10Ds

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

REJEITADO O VOTO DE CONGRATULAÇÃO DO PAN PELO FIM DA PRÁTICA BÁRBARA ESPANHOLA DO “TORO DE LA VEGA”

 

Fiquei completamente PERPLEXA! Porque o torneio do “Toro de la Vega” era uma prática absolutamente crudelíssima, indigna da mais vil de todas as criaturas, quanto mais de seres que são designados como seres humanos.

 

«Era um voto simples: de congratulação ao Estado Espanhol pelo fim da tortura de animais no torneio do Toro de la Vega. Mas o CDS-PP e o PCP votaram contra e o PS e PSD abstiveram-se. Resultado: REJEITADO. (Considera o PAN).

 

Que grandes trogloditas, para recusarem este voto! (Considero eu).

 

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«Poderemos presumir, então, que estes partidos continuam a validar a violência?

 

Nesta celebração, os touros eram perseguidos até às margens do Rio Douro, recebendo golpes violentos de lanças pontiagudas até à sua morte em público, provocada pelos ferimentos infligidos durante longas horas!

 

Em Maio de 2016, a Junta de Castela e Leão tinha aprovado um Decreto de Lei no qual se proibia a celebração do Toro de la Vega nestes termos, não permitindo nem os golpes desferidos com as lanças nem a morte dos animais neste ou noutros eventos semelhantes, documento validado pelo Tribunal Superior de Justiça desta Comunidade Autónoma. Respondendo a um recurso interposto pela Cidade de Tordesilhas contra a decisão, o Supremo Tribunal espanhol validou finalmente o Decreto de Lei em questão, apresentando a seguinte fundamentação: "a tradição não é um argumento para justificar a persistência de certos ritos que a actual sensibilidade social pode rejeitar. (...) Não é necessário citar aqui tradições de tempos passados cuja admissão agora é impensável".

 

Esta resolução e a sua fundamentação vêm não só confirmar o posicionamento dominante de cidadãos e Organizações Não Governamentais que, seguindo o princípio da evolução civilizacional em curso, reivindicam que a tradição não pode mais justificar práticas de violência.

 

Mas o Parlamento deve continuar a achar que a Península Ibérica está bem assim. Não entendemos. Até quanto?

 

Consulta do voto completo aqui: http://bit.ly/2HNhldI

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANaveiro/photos/a.873331856086636/2129051310514678/?type=3&theater

***

Não, não entendemos. Ninguém, no seu juízo perfeito, entende.

 

E sim, podemos concluir que o CDS/PP, o PCP, o PS e o PSD continuam a validar a violência. Em nome de quê, é algo que ultrapassa a racionalidade humana.

 

Meus amigos, votar nestes partidos é votar na BRUTALIDADE.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Terça-feira, 26 de Março de 2019

ADEUS AO TORO DE LA VEGA EM TORDESILHAS

Na passada semana, tive de me deslocar a Castilla y León (Espanha) a trabalho, e de passagem por Tordesilhas, resolvi visitar a localidade, para confirmar (ou não) a ideia horrorosa que eu tinha daquele lugar, onde Touros são (eram) torturados barbaramente.

 

A realidade ultrapassou as minhas mais péssimas expectativas.

 

Ao percorrer aquelas ruas por onde os desventurados Touros são (eram) massacrados, fui ter a uma praça antiga e logo deparei com o cartaz que se vê na imagem, que me impressionou pela negativa, porque o direito dos trogloditas acaba quando começa o direito dos outros seres.

 

Tordesilhas, aliás, como todas as localidades em que estas práticas primitivas se mantêm, é uma terra suja, com um património antigo (talvez do tempo do Tratado de Tordesilhas, ali assinado, e que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha) completamente ao abandono, e em nada do que vi havia beleza.

 

Tordesilhas.png

 

Qual não foi o meu espanto, quando, chegada a Portugal, no meu e-mail tenho uma mensagem da AnimaNaturalis, uma organização internacional de Direitos dos Animais sem fins lucrativos, cuja missão é estabelecer, promover e proteger os direitos de todos os animais na Espanha e na América Latina, e com a qual colaboro, a dar-me a boa notícia de que o Supremo Tribunal rejeitou o último recurso do Município de Tordesilhas para que se continuasse a torturar os Touros.

 

«Adeus ao Toro de la Vega».

 

O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça confirmou a legalidade do decreto da Junta de Castilla y León que, em 2016, proibiu a tortura e morte de Touros, em público, com lanças. Algo extremamente cruel e bárbaro.

 

TORO DE VEGA.jpg

Acabaram-se todos os recursos, para que esta barbaridade possa regressar às ruas de Tordesilhas.

 

Acabou-se o Toro de la Vega. Pode ser que agora Tordesilhas possa civilizar-se e tornar-se num belo minicípio.

 

Acabou-se a monstruosidade e a estupidez que se vê neste vídeo:

 

 

Fonte:

https://www.animanaturalis.org/n/45127/adios-al-toro-de-la-vega?utm_source=Boletin_informativo_marzo&utm_medium=email&utm_campaign=boletin_marzo&utm_content=toro_vegas

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

NA SECÇÃO DE “CULTURA”, DO CORREIO DA MANHÃ LÊ-SE: «TOUREIRO ENRIQUE PONCE COM LESÕES MUITO GRAVES APÓS COLHIDA DE TOURO»

 

Então isto não faz parte da CULTURA e da ARTE tauromáquicas?

Esperar o quê? Quem vai para uma arena atacar ferozmente, cruelmente, um animal sensível e dotado de instinto de sobrevivência e defesa, está sujeito a estas artes de dá e leva.

 

O protagonista deste acto altamente cultural e artístico é um MATADOR DE TOUROS, uma profissão das mais cultas, existentes à face da Terra, quiçá do Universo, e que tem como objectivo divertir os sádicos, que tanto aplaudem os ataques dos matadores como as acometidas dos Touros, em legítima defesa, porque quanto mais sangue, melhor, para os vampiros tauromáquicos.

 

Enrique Poce.jpg

Momento em que o matador é colhido pelo matado (a ser)...

 

A notícia refere que se confirma o cenário mais duro para o matador espanhol Enrique Ponce, de 47 anos, colhido pelo touro 'Declamador', de 532 kg, na corrida das Fallas de Valencia, na passada segunda-feira.

 

O Touro, muito legitimamente, ao defender-se do seu carrasco, deixou-lhe duas roturas de ligamentos no joelho, a tíbia e uma costela fracturadas e duas perfurações no glúteo. O matador estava ainda a recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, que ficou completamente torcido na queda, após ter sido projectado pelo Touro. O seu apoderado e também sogro, Victoriano Valência, disse que o «Enrique tem a perna destroçada e está destroçado também».

 

Está a perna, está o matador e está também o Touro, que foi abatido, depois de barbaramente torturado, não esquecer.

 

Mas isto faz parte da cultura e arte tauromáquicas. Ou não faz? É disto que os sádicos gostam. Gostam de ver o matador torturar o Touro até à morte, e gostam de ver o Touro defender-se e deixar a sua marca nos seus torturadores. Tudo muito cultural e artístico.

 

Para quê tanta estranheza à volta disto?

 

O Touro é torturado barbaramente, e qualquer animal, incluindo o homem, quando se vê atacado por feras, instintivamente faz tudo para se defender. Umas vezes consegue. Outras, não. Este “Declamador” conseguiu. E uma vez que estava condenado a uma morte inglória, ainda teve forças para deixar a sua marca no carrasco.

 

Mas agora vem o mais insólito: diz a notícia que, ontem, Dia do Pai, este MATADOR DE TOUROS deveria receber do rei de Espanha o Prémio de Cultura (isto não é engano) para celebrar o dia do pai na companhia dos seus filhos e da família. Mas, coitado, foi obrigado a viajar para Madrid, onde deverá ser sujeito a uma intervenção cirúrgica, que o fará perder a maior parte da temporada tauromáquica. É menos uns Touros que tortura e mata.

 

Será que o rei de Espanha já se lembrou de conceder o Prémio de Cultura a Arturo Pérez-Reverte, ou a Carlos Ruiz Zafón, ou a Javier Cercas, ou a Almudena Grandes, grandes escritores espanhóis da actualidade? Ou a Literatura não será Cultura para o rei de Espanha? Se me quisessem dar a mim tal coisa, recusá-la-ia.

 

A falta que faz o Senso Comum!

 

Quando se dá o Prémio de Cultura a um matador de touros, não ficará tudo dito sobre a incultura de um povo?

 

(Nós cá também temos disto)

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/toureiro-enrique-ponce-com-lesoes-muito-graves-apos-colhida-de-touro?fbclid=IwAR1cMiquST9-bqHnWWe_04PcZKpSLkx0IXWDSfeFuiDc8Ozv1SbvaIRPhQE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2019

«HISTÓRICO, ISABEL, PACMA SUSPENDE A CAÇA EM CASTELA E LEÃO» (ESPANHA)

 

«Escrevo-te hoje, Isabel, para dar-te uma notícia histórica».

 

CAÇA.png

 

Do Partido Animalista PACMA, recebi a boa notícia, que aqui transcrevo (traduzida para Português), esperando que faça eco em Portugal.

Porque EVOLUIR é preciso. Tanto em Espanha, como cá.

E eu estou com o PACMA, assim como estou com o PAN.

 

PACMA.png

 

O recurso que o PACMA interpôs para impugnar o Regulamento de Caça de Castela e Leão, levou o Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão a emitir um auto sem precedentes, que suspende, como medida cautelar, qualquer actividade cinegética até nova ordem. Isso, além de salvaguardar a vida de dezenas de milhares de animais, é um ensaio geral de como será viver num país sem caça. Os caçadores terão que pendurar as suas espingardas, o que é um grande alívio para os animais e para as pessoas que desfrutam do campo, de maneira pacífica, sem a ameaça de balas.

 

Para o PACMA, esta conquista, sem precedentes até ao momento, é também um golpe para aqueles que fizeram bandeira do apoio a uma actividade violenta, como a caça, para ganhar votos. Se conseguimos estes êxitos estando fora das instituições, imagine-se o que conseguiremos quando estivermos dentro!

 (...)

O resultado dessas acções legais contra a caça em Castela e Leão pode constituir um precedente. Neste momento, estudamos a possibilidade de repetir essa acção noutras comunidades. É claro que continuaremos a reivindicar a implementação da Lei Geral de Bem-Estar e Protecção Animal que apresentamos ao Congresso, e que definitivamente acabaria com a caça em todo o país.

 

Sabemos que temos o teu apoio para continuar defendendo os animais.

 

Recebe as minhas mais cordiais saudações,

Sylvia barquero.jpg

 

Sílvia Barquero

Presidente do PACMA

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:22

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