Segunda-feira, 13 de Maio de 2019

EM ESPANHA, TOUREIRO LIMPA LÁGRIMAS DE UM TOURO ANTES DE O MATAR NA ARENA

 

Isto é o expoente máximo da psicopatia, do sadismo e de uma descomunal deformação mental. Algo que deveria servir de exemplo, para se acabar de vez com esta doença do foro psiquiátrico, que se chama TAUROMAQUIA.

Em Espanha, como em Portugal.

 

image.jpg

 

O toureiro espanhol Morante de la Puebla limpou as lágrimas de um touro já moribundo, numa arena de Sevilha, para depois lhe espetar a estocada final com o que matou, na última sexta-feira.

 

Se para alguns, se tratou de um gesto bonito e de respeito pelo animal com quem tinha travado uma batalha na Maestranza, em Sevilha, para outros foi um gesto de sadismo, depois de momentos de tortura do animal na arena.

 

"Somente uma mente retorcida e perversa seria capaz de torturar um animal até que o sangue lhe escorresse pelas suas perna,s e depois limpasse, com um lenço de mão, as lágrimas a escorrerem pela cara do Touro», escreveu no seu Twitter, Silvia Barquero, presidente do Partido pelo Bem-Estar dos Animais, PACMA.

 

Tal gesto macabro foi aplaudido pelos sádicos que se encontravam no recinto da arena, porém, nas redes sociais, isto está a ser rejeitado repulsivamente, como o acto de um psicopata. E outra coisa não é.

 

Este acto psicopata pode ser visto neste link:

https://www.jn.pt/mundo/interior/toureiro-limpa-lagrimas-de-animal-antes-de-o-matar-na-arena-10891750.html?fbclid=IwAR28j6obi-na92tFaCFsyLt9-Ztii_doAnVEI-G4FDL9M9hNJ8OEEtq10Ds

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

REJEITADO O VOTO DE CONGRATULAÇÃO DO PAN PELO FIM DA PRÁTICA BÁRBARA ESPANHOLA DO “TORO DE LA VEGA”

 

Fiquei completamente PERPLEXA! Porque o torneio do “Toro de la Vega” era uma prática absolutamente crudelíssima, indigna da mais vil de todas as criaturas, quanto mais de seres que são designados como seres humanos.

 

«Era um voto simples: de congratulação ao Estado Espanhol pelo fim da tortura de animais no torneio do Toro de la Vega. Mas o CDS-PP e o PCP votaram contra e o PS e PSD abstiveram-se. Resultado: REJEITADO. (Considera o PAN).

 

Que grandes trogloditas, para recusarem este voto! (Considero eu).

 

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«Poderemos presumir, então, que estes partidos continuam a validar a violência?

 

Nesta celebração, os touros eram perseguidos até às margens do Rio Douro, recebendo golpes violentos de lanças pontiagudas até à sua morte em público, provocada pelos ferimentos infligidos durante longas horas!

 

Em Maio de 2016, a Junta de Castela e Leão tinha aprovado um Decreto de Lei no qual se proibia a celebração do Toro de la Vega nestes termos, não permitindo nem os golpes desferidos com as lanças nem a morte dos animais neste ou noutros eventos semelhantes, documento validado pelo Tribunal Superior de Justiça desta Comunidade Autónoma. Respondendo a um recurso interposto pela Cidade de Tordesilhas contra a decisão, o Supremo Tribunal espanhol validou finalmente o Decreto de Lei em questão, apresentando a seguinte fundamentação: "a tradição não é um argumento para justificar a persistência de certos ritos que a actual sensibilidade social pode rejeitar. (...) Não é necessário citar aqui tradições de tempos passados cuja admissão agora é impensável".

 

Esta resolução e a sua fundamentação vêm não só confirmar o posicionamento dominante de cidadãos e Organizações Não Governamentais que, seguindo o princípio da evolução civilizacional em curso, reivindicam que a tradição não pode mais justificar práticas de violência.

 

Mas o Parlamento deve continuar a achar que a Península Ibérica está bem assim. Não entendemos. Até quanto?

 

Consulta do voto completo aqui: http://bit.ly/2HNhldI

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANaveiro/photos/a.873331856086636/2129051310514678/?type=3&theater

***

Não, não entendemos. Ninguém, no seu juízo perfeito, entende.

 

E sim, podemos concluir que o CDS/PP, o PCP, o PS e o PSD continuam a validar a violência. Em nome de quê, é algo que ultrapassa a racionalidade humana.

 

Meus amigos, votar nestes partidos é votar na BRUTALIDADE.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Terça-feira, 26 de Março de 2019

ADEUS AO TORO DE LA VEGA EM TORDESILHAS

Na passada semana, tive de me deslocar a Castilla y León (Espanha) a trabalho, e de passagem por Tordesilhas, resolvi visitar a localidade, para confirmar (ou não) a ideia horrorosa que eu tinha daquele lugar, onde Touros são (eram) torturados barbaramente.

 

A realidade ultrapassou as minhas mais péssimas expectativas.

 

Ao percorrer aquelas ruas por onde os desventurados Touros são (eram) massacrados, fui ter a uma praça antiga e logo deparei com o cartaz que se vê na imagem, que me impressionou pela negativa, porque o direito dos trogloditas acaba quando começa o direito dos outros seres.

 

Tordesilhas, aliás, como todas as localidades em que estas práticas primitivas se mantêm, é uma terra suja, com um património antigo (talvez do tempo do Tratado de Tordesilhas, ali assinado, e que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha) completamente ao abandono, e em nada do que vi havia beleza.

 

Tordesilhas.png

 

Qual não foi o meu espanto, quando, chegada a Portugal, no meu e-mail tenho uma mensagem da AnimaNaturalis, uma organização internacional de Direitos dos Animais sem fins lucrativos, cuja missão é estabelecer, promover e proteger os direitos de todos os animais na Espanha e na América Latina, e com a qual colaboro, a dar-me a boa notícia de que o Supremo Tribunal rejeitou o último recurso do Município de Tordesilhas para que se continuasse a torturar os Touros.

 

«Adeus ao Toro de la Vega».

 

O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça confirmou a legalidade do decreto da Junta de Castilla y León que, em 2016, proibiu a tortura e morte de Touros, em público, com lanças. Algo extremamente cruel e bárbaro.

 

TORO DE VEGA.jpg

Acabaram-se todos os recursos, para que esta barbaridade possa regressar às ruas de Tordesilhas.

 

Acabou-se o Toro de la Vega. Pode ser que agora Tordesilhas possa civilizar-se e tornar-se num belo minicípio.

 

Acabou-se a monstruosidade e a estupidez que se vê neste vídeo:

 

 

Fonte:

https://www.animanaturalis.org/n/45127/adios-al-toro-de-la-vega?utm_source=Boletin_informativo_marzo&utm_medium=email&utm_campaign=boletin_marzo&utm_content=toro_vegas

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

NA SECÇÃO DE “CULTURA”, DO CORREIO DA MANHÃ LÊ-SE: «TOUREIRO ENRIQUE PONCE COM LESÕES MUITO GRAVES APÓS COLHIDA DE TOURO»

 

Então isto não faz parte da CULTURA e da ARTE tauromáquicas?

Esperar o quê? Quem vai para uma arena atacar ferozmente, cruelmente, um animal sensível e dotado de instinto de sobrevivência e defesa, está sujeito a estas artes de dá e leva.

 

O protagonista deste acto altamente cultural e artístico é um MATADOR DE TOUROS, uma profissão das mais cultas, existentes à face da Terra, quiçá do Universo, e que tem como objectivo divertir os sádicos, que tanto aplaudem os ataques dos matadores como as acometidas dos Touros, em legítima defesa, porque quanto mais sangue, melhor, para os vampiros tauromáquicos.

 

Enrique Poce.jpg

Momento em que o matador é colhido pelo matado (a ser)...

 

A notícia refere que se confirma o cenário mais duro para o matador espanhol Enrique Ponce, de 47 anos, colhido pelo touro 'Declamador', de 532 kg, na corrida das Fallas de Valencia, na passada segunda-feira.

 

O Touro, muito legitimamente, ao defender-se do seu carrasco, deixou-lhe duas roturas de ligamentos no joelho, a tíbia e uma costela fracturadas e duas perfurações no glúteo. O matador estava ainda a recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, que ficou completamente torcido na queda, após ter sido projectado pelo Touro. O seu apoderado e também sogro, Victoriano Valência, disse que o «Enrique tem a perna destroçada e está destroçado também».

 

Está a perna, está o matador e está também o Touro, que foi abatido, depois de barbaramente torturado, não esquecer.

 

Mas isto faz parte da cultura e arte tauromáquicas. Ou não faz? É disto que os sádicos gostam. Gostam de ver o matador torturar o Touro até à morte, e gostam de ver o Touro defender-se e deixar a sua marca nos seus torturadores. Tudo muito cultural e artístico.

 

Para quê tanta estranheza à volta disto?

 

O Touro é torturado barbaramente, e qualquer animal, incluindo o homem, quando se vê atacado por feras, instintivamente faz tudo para se defender. Umas vezes consegue. Outras, não. Este “Declamador” conseguiu. E uma vez que estava condenado a uma morte inglória, ainda teve forças para deixar a sua marca no carrasco.

 

Mas agora vem o mais insólito: diz a notícia que, ontem, Dia do Pai, este MATADOR DE TOUROS deveria receber do rei de Espanha o Prémio de Cultura (isto não é engano) para celebrar o dia do pai na companhia dos seus filhos e da família. Mas, coitado, foi obrigado a viajar para Madrid, onde deverá ser sujeito a uma intervenção cirúrgica, que o fará perder a maior parte da temporada tauromáquica. É menos uns Touros que tortura e mata.

 

Será que o rei de Espanha já se lembrou de conceder o Prémio de Cultura a Arturo Pérez-Reverte, ou a Carlos Ruiz Zafón, ou a Javier Cercas, ou a Almudena Grandes, grandes escritores espanhóis da actualidade? Ou a Literatura não será Cultura para o rei de Espanha? Se me quisessem dar a mim tal coisa, recusá-la-ia.

 

A falta que faz o Senso Comum!

 

Quando se dá o Prémio de Cultura a um matador de touros, não ficará tudo dito sobre a incultura de um povo?

 

(Nós cá também temos disto)

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/toureiro-enrique-ponce-com-lesoes-muito-graves-apos-colhida-de-touro?fbclid=IwAR1cMiquST9-bqHnWWe_04PcZKpSLkx0IXWDSfeFuiDc8Ozv1SbvaIRPhQE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2019

«HISTÓRICO, ISABEL, PACMA SUSPENDE A CAÇA EM CASTELA E LEÃO» (ESPANHA)

 

«Escrevo-te hoje, Isabel, para dar-te uma notícia histórica».

 

CAÇA.png

 

Do Partido Animalista PACMA, recebi a boa notícia, que aqui transcrevo (traduzida para Português), esperando que faça eco em Portugal.

Porque EVOLUIR é preciso. Tanto em Espanha, como cá.

E eu estou com o PACMA, assim como estou com o PAN.

 

PACMA.png

 

O recurso que o PACMA interpôs para impugnar o Regulamento de Caça de Castela e Leão, levou o Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão a emitir um auto sem precedentes, que suspende, como medida cautelar, qualquer actividade cinegética até nova ordem. Isso, além de salvaguardar a vida de dezenas de milhares de animais, é um ensaio geral de como será viver num país sem caça. Os caçadores terão que pendurar as suas espingardas, o que é um grande alívio para os animais e para as pessoas que desfrutam do campo, de maneira pacífica, sem a ameaça de balas.

 

Para o PACMA, esta conquista, sem precedentes até ao momento, é também um golpe para aqueles que fizeram bandeira do apoio a uma actividade violenta, como a caça, para ganhar votos. Se conseguimos estes êxitos estando fora das instituições, imagine-se o que conseguiremos quando estivermos dentro!

 (...)

O resultado dessas acções legais contra a caça em Castela e Leão pode constituir um precedente. Neste momento, estudamos a possibilidade de repetir essa acção noutras comunidades. É claro que continuaremos a reivindicar a implementação da Lei Geral de Bem-Estar e Protecção Animal que apresentamos ao Congresso, e que definitivamente acabaria com a caça em todo o país.

 

Sabemos que temos o teu apoio para continuar defendendo os animais.

 

Recebe as minhas mais cordiais saudações,

Sylvia barquero.jpg

 

Sílvia Barquero

Presidente do PACMA

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:22

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2019

O SUBMUNDO DA TAUROMAQUIA

 

E isto vai ser comemorado em Lisboa no próximo dia 23 de Fevereiro

Eles bem querem fazer crer que a tauromaquia é uma prática aceitável, notável, agradável, formidável; uma prática de gente normal, de gente fina; uma prática cultural, artística…

Eles bem tentam impingir à sociedade a selvajaria tauromáquica pintada de ouro, mas as imagens não deixam qualquer margem para dúvidas: a tauromaquia é uma prática macabra, cruel, violenta, sangrenta, grosseira, boçal; uma prática de gente anormal, de gente bronca; uma prática incivilizada, antiartística…

Atente-se nesta imagem  e nos vídeos que se seguem:

 

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Um animal sangrando e assustado é arrastado com uma corda para o matadouro. Isso acontece todos os anos em Benavente.

Ver o vídeo neste link:

https://www.facebook.com/PartidoAnimalista.PACMA/videos/10155119118386685/?v=1015511911838 

 

Aqui há tempos, o matador "El Cid" ficou seriamente ferido durante o Festival de San Isidro, em Madrid, Espanha.

 

Mata-se o Touro e mata-se o matador do Touro. Mas quem se importa? O que interessa aos sádicos é ver muito sangue e sofrimento, seja do Touro, seja do carrasco do Touro.

 

E no final, ainda que o carrasco morra na arena, ouve-se aquele OLÉ vibrante e em coro colossal, exprimindo entusiasmo e apoio.

 

E não me digam que isto é coisa de quem regula bem da cabeça.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2019

PORTUGAL EM CONTRA-CORRENTE EM RELAÇÃO AO QUE SE PASSA NA EUROPA QUANTO À DEFESA DOS IDIOMAS LOCAIS COMO AFIRMAÇÃO DE SOBERANIA

 

Um magnífico texto de António Vieira que aponta o atraso de vida que se vive em Portugal, e diz do abandono a que os actuais governantes estão a votar a Língua Portuguesa.

Uma vergonha.

Acordem, Portugueses!

Acordem, professores: eles não podem instaurar processos disciplinares a todos os que ousem rejeitar o ilegal AO90.

 

PORTUGAL EM FUGA.png

 

Texto de António Vieira

 

«Agora que a iniciativa ILCAO acabou de dar entrada na A.R.- e conforme se previa - o”plenário” (?) foi deliberadamente reduzido a umas escassas dezenas de deputados “carneiristicamente” alinhados com as ordens provenientes das direcções partidárias, a fim de não “agitar” muito nem “fazer ondas” em demasia, dado que a obediência cega, com reflexos possíveis na manutenção do “tacho” de deputado fala sempre mais alto, e porque precisamente por esse motivo, ainda mais se justifica o empenho na continuidade das “Operações Pelourinho”, algumas outras considerações ocorrem.

 

Em primeiro lugar, surge bem patente a comprovação de que a aberração “A”O 90 se acha em pleno contra-ciclo com as actuais tendências que se registam no Continente Europeu, que caminham no sentido da manutenção e reforço, até, das identidades linguísticas e culturais em alguns países.

 

Como exemplos e começando aqui ao lado, por Espanha, que conforme se sabe, é um mosaico de diversos países com idiomas regionais específicos: na Galiza, onde em tempos ainda não muito atrasados, o Castelhano se procurava impor ao dialecto local, a tendência parece ter-se invertido, a fazer fé pelo menos em alguns casos concretos: onde se lia em tempos idos, La Guardia (do outro lado do Rio Minho, em frente a Caminha), agora lê-se A Guarda, onde dantes se lia Orense (no Rio Límia) agora pode ler-se Ourense (no Rio Lima).

 

E se se analisar o mapa, outros casos do mesmo teor surgem, ou seja, o Povo Galego tem batalhado, e conseguido, afirmar a sua identidade linguística, impondo o seu dialecto próprio (de raíz galaico-duriense, de onde também derivou o nosso Português).

 

Quem atravessar a Espanha, a caminho de França, encontra o idioma Basco (Euskera) em todas as placas rodoviárias, a par da denominação “oficial” castelhana, quando entra nas Comunidades que enformam o País Basco (Vitória, Álava, Guipuzscoa); as palavras que ali se vêem são “intragáveis”, de certo que ninguém de fora as consegue entender (incluindo uma pequena faixa já em território francês) e poder-se-ia pôr a questão: será que os próprios habitantes locais o conseguem (?!);, aliás os peritos em Etimologia ainda não conseguiram identificar a família linguística de onde aquele idioma proveio, e repito, ninguém de fora conseguirá por certo ler aquela “algavariada”, só que, o idioma em questão…está lá! aquela afirmação de Identidade de um Povo …está lá!

 

Para não falar já do mais do que conhecido caso da Catalunha (e da Língua catalã), tão evidente se nos afigura, dentro do mesmo espectro de análise.

 

Outro caso, o da Irlanda: por motivos de carácter histórico, em que refulge o ódio visceral e histórico aos Ingleses, a tentativa de ressurgimento do Gaélico - que parece não ter conseguido vingar, apesar das tentativas encetadas nesse sentido - tem feito com que algumas designações oficiais que têm sido escritas oficial e tradicionalmente em Inglês, têm passado a ser redigidas naquele Idioma que, repete-se, não tem passado de uma iniciativa inglória, ao que parece, só que….a afirmação da Identidade nacional assim o tem imposto: por exemplo: a par de “Republic of Ireland”, surge já em instâncias internacionais a palavra “Eireann” (!), e quem vir o mapa do País, nomeadamente, as duas principais partes que o enformam (Leinster e Munster), encontra por debaixo de muitos nomes de localidades, em Inglês, e entre parêntesis, a correspondente e muito recente denominação em Gaélico.

 

Para além de que o nome oficial do Chefe do Governo - tradicionalmente “Prime-Minister” (e que é assim que continua a ser tratado pela generalidade da população) - passou a ser o “Taosiaech” (será que alguém consegue pronunciar este vocábulo?!), mas essa opção foi adoptada por corresponder a um desígnio forte de afirmação identitária.

 

Finalmente, e para rematar esta pequena “incursão” por algumas fortes manifestações de afirmação de identidade linguística que se podem observar na Europa, vejamos o caso da Bélgica: conforme é sabido, existem “duas Bélgicas”, “Belgie” na Língua Flamenga (“Hoog Vlaams”) maioritariamente protestante e a de Língua Francesa “Belgique” (a Wallonie), maioritariamente católica.

 

 

As duas comunidades degladiam-se desde há mais de dois séculos - aliás, a formação deste País constituiu o resultado de uma iniciativa diplomática britânica, a seguir ao Congresso de Viena em 1815 e à derrota final de Napoleão, com o objectivo de criar um espaço “tampão” entre as duas maiores potências europeias da ocasião, a França e a Prússia (a futura Alemanha) - e continuam a não se entenderem em termos de afirmação linguística, sendo este facto atestado pela destruição frequente de placas de identificação de localidades, por norma durante a noite, por activistas de ambos os lados; mas o facto é que a “facção” flamenga tem vindo a impor-se; se não vejamos: onde hoje se situa a cidade de Kortrijk (junto à fronteira com a França) “estava” a “antiga” Courtrai (quem se lembrará de tal facto?).

 

E mesmo em relação a Liège - centro importante da cultura e língua francesas - já vem a ser “ameaçada” pela menção de “Luik”; basta consultar os mapas mais recentes e as quatro letrinhas em flamengo surgem já entre parêntesis.

 

Nada disto surge por acaso, só não vê isto quem não quiser ver, e mesmo o rio que ali passa, o Mosa (“Meuse”) também aparece já em flamengo (“Maas”), precisamente o rio de Maastricht, cerca de 30 Klm. acima, na Holanda, no Limburgo.

 

É evidente que tudo tem uma intenção clara em concordância com o predomínio avassalador, em termos económicos, da parte flamenga, que até se pode constatar em Portugal: basta para isso ler as inscrições nas cobertas em lona dos camiões TIR que provêm daquele país, por exemplo, Vander Brugge, VandenBergh, VanderElst, Vanden…, Vander.. e, apenas por simples curiosidade, a única referência que consigo detectar, em francês, é da empresa “Laffitte” precisamente de Liège.

 

Entre as tentativas da Comunidade Internacional para tentar evitar a secessão final deste pequeno país, contam-se a implantação de grandes Organizações na sua capital, Bruxelas (NATO e União Europeia-Comissão Europeia) mas não é nada seguro que a citada dupla afirmação de nacionalidade e identidade linguística não acabe por vir a prevalecer.

 

Mas estas referências servem para, e voltando ao tema de início, frisar o facto de o nosso País, estar em contra-corrente relativamente ao que na Europa se constata um pouco por toda a parte, na defesa dos idiomas locais, como uma forte afirmação de soberania.

 

A iniciativa ILCAO deve continuar com a recolha e validação de assinaturas e devemos aguardar que, na sequência da sugestão que aqui deixei, uma vaga de fundo de professores e autarcas, numa acção concertada, através de redes sociais imponha a abolição deste “A”O90, de uma vez por todas, dado eu não acreditar que se possam instaurar processos disciplianres a tantas pessoas.

 

Ou então, mas sempre em termos de complementaridade, aguardar pelo “peso” crescente de Angola, no contexto do universo de utentes da Língua Portuguesa, a fim de que a sua posição oficial de não-ratificação, já assumida oficialmente, resolva a situação de uma vez por todas.

 

António Vieira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:26

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Terça-feira, 27 de Novembro de 2018

MINISTRA DA CULTURA RESPONDE AOS JORNALISTAS PORTUGUESES EM GUADALAJARA O QUE QUALQUER OUTRA PESSOA LÚCIDA RESPONDERIA

 

GRAÇA FONSECA.jpg

Graça Fonseca, Ministra da Cultura de Portugal, deslocou-se a Guadalajara (México) para inaugurar a já famosa Feira do Livro, em que Portugal foi o convidado de honra.

 

Pois não é que ali mesmo, aos jornalistas portugueses, mais preocupados em dar visibilidade aos trogloditas socialistas, do que à Cultura Literária, em Guadalajara, deram-lhes para perguntar à Ministra o que pensava sobre a proposta, ainda a ser (ainda a ser) dos socialistas, para mudar a selvajaria tauromáquica de cruelmente bárbara, para simplesmente bárbara, com a introdução do tal de velcro, como se isso resolvesse o problema da tortura dos desditosos Touros. Ao que a Ministra respondeu lucidamente que «uma coisa óptima de estar em Guadalajara é não ver jornais portugueses».

 

Grande resposta. Merecida resposta. Um bom jornalista não vai a Guadalajara falar de propostas trogloditas, num evento Cultural, que nada tem a ver com barbárie. Um bom jornalista, iria à Feira do Livro de Guadalajara, perguntar à senhora Ministra se a Literatura Portuguesa está no bom caminho, quando se sabe que a Língua Portuguesa está um caos, com a aplicação ilegal da grafia brasileira; ou se existe alguma política para a ajuda da tradução e divulgação de autores portugueses, para línguas estrangeiras; enfim, algo que condissesse com o que ali estava a passar-se. Porém, ir para ali falar das propostas de trogloditas foi a coisa mais a despropósito e parva que se possa imaginar. E a resposta só dia ser aquela.

 

E veja-se a tinta que corre por aí a este propósito, distorcendo o que Graça Fonseca quis dizer.

 

Só s de má-fé interpretariam o que se interpretou da declaração da senhora Ministra.

 

Na realidade, não ter de ver os jornais portugueses quando se está fora do País, é a melhor coisa do mundo, para quem, por ossos do ofício, diariamente tem de ler os jornais portugueses e de ver os noticiários televisivos.

 

Mas isto que a Ministra disse, qualquer pessoa diz quando vai para o estrangeiro. É o que eu digo quando vou para Espanha, para as minhas tertúlias literárias e artísticas, que alívio, estar longe dos noticiários televisivos e dos jornais portugueses, com as suas polemicazinhas alienantes, que têm como objectivo afastar o povinho dos grandes problemas que afectam o País.

 

E quando Graça Fonseca disse o que disse, compreendia-a perfeitamente. E o que entendi da declaração dela, foi que ela estava em Guadalajara numa missão CULTURAL, e como era bom estar, por uns dias, longe da INCULTURA, difundida exaustivamente pelos jornais e canais televisivos portugueses, aliás, quase todos descaradamente defensores da barbárie tauromáquica e mortinhos por ajudar os aficionados na sua cruzada de atirar a Ministra para a fogueira, visando a sua demissão.

 

Como a compreendi. Para mim, que não sou ministra, mas que também, por ossos do meu ofício, tenho de ver, ouvir e ler o que dizem os jornalistas portugueses, quando saio do país, é um alívio, não ter de os ver, ouvir e ler. É um alívio poder FUGIR à mediocridade instalada na comunicação social, que nos entra casa dentro diariamente. E isto é tão óbvio! E se os jornalistas enfiaram carapuças, o problema é deles, não é da senhora Ministra.

 

Uma vez mais, a senhora Ministra da Cultura, Graça Fonseca, esteve à altura do seu cargo, respondendo à letra, o que os jornalistas portugueses mereceram ouvir.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:04

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

BARBÁRIE EM ESPANHA: “TORO DE JUBILO DE MEDINACELI”

 

Uma equipa de investigação da AnimaNaturalis conseguiu infiltrar-se este fim-de-semana na cidade de Medinaceli (Soria), evitando um forte dispositivo de segurança e alcançando a praça onde embolaram o Touro Palomero.

 

Ataram-no pela cabeça com uma corda, cercaram-no, e cerca de 20 indivíduos imobilizaram-no pela força bruta e incendiaram a estrutura arcaica atada nos seus chifres: e assim foi o polémico Toro deJubilo de Medinaceli que, contra todas as probabilidades, pudemos testemunhar, para proporcionar imagens aos meios de comunicação social.

 

O Toro Jubilo de Medinaceli é um dos “festivais” populares mais aterrorizantes que ainda existem no nosso país, mas em várias outras regiões de Espanha, mais de 3.000 touros são embolados com fogo todos os anos, e faz parte da missão da AnimaNaturalis acabar com todas as “festividades” que incluam maltrato animal.

www.animanaturalis.org/apoyanos

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:00

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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018

DE FRACASSO EM FRACASSO AS TOURADAS VÃO-SE FINANDO…

 

... em Espanha, tal como em Portugal.

Nem de borla o povo lá vai!

Fracasso em Las Rozas (Madrid).

Era o dia das famílias e as crianças entravam de graça. O preço da entrada para adultos: 15 Euros.

Ontem, em Las Rozas (Madrid) realizou-se uma corrida de Touros, com os matadores Garrido Lorenzo e Galbós.

Resultado: assistência média, não mais do que 1.600 pessoas, das quais pelo menos 225 foram convidadas pelo município, que subsidia a parte tauromáquica das festas com 165.000 Euros. (José Henrique Zaldívar)

 

LAS ROZAS.jpg

 Veja-se como se "educa" as crianças também em Espanha: com tortura, violência, crueldade...

 

Fracaso en Las Rozas (Madrid). Era el día de las familias y los niños entraban gratis. Precio de la entrada para adultos: 15 euros.

Ayer, en Las Rozas (Madrid), se celebró una corrida de toros con los matatoros, Garrido, Lorenzo y Galdós.

El resultado: media entrada, es decir, no más de 1.600 personas, de las que por lo menos 225 fueron invitadas por el ayuntamiento, que subvenciona la parte taurina de las fiestas con 165.000 euros. (José Enrique Zaldívar)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215099854001089&set=a.1051496819012&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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