Do PACMA - Partido Animalista Com o Meio Ambiente, pelos Animais, o Meio Ambiente e Pessoas – partido político espanhol, fundado em 2003 na cidade de Bilbau, cujo presidente é Javier Luna Sánchez, recebi um comunicado, dando conta do HORROR que é o festejo do “Toro Júbilo” ou “Toro de Fuego”, algo completamente inconcebível, desumano, cruel, e não sei como o governo de Espanha consente em tal barbaridade, em pleno século XXI depois de Cristo.
Olá, Isabel
Como em todos os anos, a nossa equipa arriscou a sua integridade física em Medinaceli (Sória) para registar o terrível festejo do "Toro Júbilo": o último Touro de Fogo de Castela e Leão, que aconteceu novamente este ano após o levantamento da suspensão cautelar que o Partido Animalista conseguiu no ano passado.
O que testemunhámos foi, uma vez mais, um espectáculo de extremo sofrimento. O Touro suportou mais de duas horas de agonia: 19 minutos a ser puxado entre gritos, e mugidos, num absoluto caos, até finalmente ser levado ao curral. O recinto ficou quase vazio, com parte do público — alguns agitando símbolos franquistas — indo embora antes do fim.
Apesar disso, também vimos algo importante: a cada ano, somos mais a levantar a voz. Horas antes, manifestámo-nos na Praça do Município, sendo mais do triplo do que nos anos anteriores, apesar do frio, do vento e da chuva.
Sabemos que este festejo tem os seus dias contados, apesar dos esforços do Município de Medinaceli e da Comunidade Autónoma de Castela e Leão para mantê-la. A pressão social está a aumentar, o apoio ao maltrato animal está a diminuir e a nossa luta está a avançar. Mais cedo ou mais tarde havemos de conseguir.
Preparámos um vídeo com tudo o que documentámos.
Convidamos-vos a vê-lo e partilhá-lo nas redes sociais: cada pessoa informada é um passo mais para acabar com o "Toro Júbilo".
O texto foi traduzido do Galego para o Português pela autora deste Blogue.
Ponham o som alto para ouvir os gemidos desesperados do Touro.
Como é que isto ainda é permitido, é algo que está no segredo dos deuses de todos os olimpos!
Como é possível alguém DIVERTIR-SE com tamanha crueldade!!!!!!! Deixo aqui o meu PROTESTO e o meu contributo para a divulgação desta coisainominável, que só a índole desumana da besta humana pode executar.
As touradas são uma prática tão bárbara, tão cruel, tão absurda, tão nojenta, que não há como segurar o sentimento de repulsa por quem as pratica, as aplaude e as apoia.
Não é da natureza humana divertirem-se com o sofrimento de um animal indefeso, inocente e inofensivo. Daí ser natural que os ânimos aqueçam quando se trata de falar sobre os cobardes, metidos a valentes, quando atacam um Touro moribundo. É inevitável.
A tourada é uma prática selvática, sangrenta, primitiva. Basta olhar para esta imagem:
Falar de um torturador de Touros é o mesmo que falar de pedófilos, violadores e gente quejanda.
Não podemos premiar esta gente, com a nossa benevolência, só porque morreram.
Também não podemos aplaudir a morte dos maus, de nenhum mau, ainda que sejam os Bid Ladens do mundo ou um hediondo traficante de drogas, assassinos...
Estes criminosos estão para nós, como os cobardes forcados e tauricidas estão para os Touros, seres vivos indefesos, inocentes e inofensivos, animais como nós, com um ADN maioritariamente semelhante ao nosso, que sofre a dor, o medo, a angústia da arena, tal como nós.
Não devemos aplaudir a morte dos cobardes torturadores de Touros moribundos, mas é um pouco demais elogiar o que eles fazem na arena, num dos mais cruéis actos da criatura humana.
No entanto, eles são aplaudidos na arena, pelos sádicos e psicopatas e trogloditas quando um Touro moribundo, motivado pelo ataque cobarde de um forcado, investe contra ele, e ele morre. Os aplausos enchem a arena.
A tauromaquia é o resultado de uma doença do foro psiquiátrico, comprovada pela Ciência.
Além disso, é um costume bárbaro, de sádicos e psicopatas, introduzido em Portugal pelo alienado Rei Filipe I de Portugal, II de Espanha.
O falecido forcado escolheu estar na arena. O Touro foi forçado a ir para arena, e defendeu-se com toda a legitimidade. Eu faria o mesmo.
Aplaudir a morte do forcado, nós que combatemos a tauromaquia, deixamos para os seus comparsas, e elogiar sub-repticiamente a actividade dele, não é da racionalidade.
Li num comentário de uma aficionada que as touradas não são para fazer sofrer os animais. Não são para outra coisa. Ela que sinta nos seus costados aquelas farpas, o sangue a escorrer, a dor nas carnes esfaceladas. É preciso lembar que um Touro é um a animal como NÓS: sente dor, fome, sede, sono, urina, defeca, tem órgãos internos tal como nós...
Os aficionados, sádicos e psicopatas, que assistem às touradas, aplaudem com grande regozijo quando os torturadores de Touros são mortos na arena. Isto não incomodará ninguém? Eles gostam de ver sangue e morte, seja do animal não-humano, seja do animal humano, sim, porque somos todos animais. Eles babam-se de delírio, chegando mesmo ao orgasmo. Isto não sou eu a dizer. São eles que o dizem em público.
O mundo da tauromaquia é asqueroso em todos os sentidos
A morte desse forcado, de 22 anos, no campo pequeno, em 23 de Agosto de 2025, foi consequência do acto hediondo que estava a cometer. Era jovem, era. Deixou família sofredora, deixou. Poderia morrer de uma maneira mais digna, poderia.
Mas foi educado para torturar cobardemente Touros moribundos.
E é isto que tenho a lamentar.
A morte dele poderia fazer dele um herói se estivesse a combater incêndios, a doar órgãos, a dar sangue, a salvar outra vida, como diz o Pedro Almeida, no Facebook, e muito bem.
Mas não estava. Estava a torturar um Touro que sangrava por dentro e por fora, em grande sofrimento.
A morte dele foi aplaudida pelos sádicos e psicopatas que assistiam a esta prática bárbara.
Desses aplausos ninguém fala? Não incomodam os hipócritas?
Essa gente adora a morte de Touros, Cavalos e tauricidas nas arenas.
Dorso de um Touro a sangrar com as farpas com que trespassaram as suas carnes. Isto não dói? Então os torturadores de Touros experimentem. Afinal são também animais. Se não dói num, não deve doer no outro.
"Se há algo inequívoco é que, nos próximos anos, o comboio do progresso arrasará as demências sangrentas que ainda persistem. Porque fazer sofrer e fazer espectáculo disso não tem, não pode ter, justificação ética." (Alexandra Reis Moreira)
O que vão ler é muito triste, mas é a realidade dos filhos dos aficionados. É isto que fazem às crianças da comunidade da selvajaria tauromáquica, e as CPCJ (otas) nada fazem, apesar das muitas denúncias que fazemos.
Esta carta é uma acto de reflexão para os que podem acabar com esta barbárie moral, social e cultural.
Queridos adultos,
Vocês dizem que a tourada é bonita. Dizem que é cultura, que é tradição. Mas eu só vi sangue.
Vi um touro entrar forte e sair ferido. Vi um cavalo tremer, com medo nos olhos. Vi pessoas baterem palmas enquanto eles sofriam.
E eu não entendi. Porque sempre me disseram que não se deve magoar os animais. Que os cães e os gatos lá de casa merecem carinho. Então por que é que, na arena, o sofrimento vira festa?
Eu fiquei confuso. Se a dor deles é motivo de aplauso… será que a dor não importa? Se todos riam e gritavam felizes… será que a crueldade é normal? Vocês chamam-lhe tradição, mas para mim parecia pesadelo.
À noite, quando fechei os olhos, não pensei em cultura. Pensei no touro a sangrar. Pensei no cavalo a tentar fugir. Pensei que talvez um dia alguém também ache bonito ver-me sofrer.
Queridos adultos, eu só sou uma criança. Quero crescer a acreditar que a vida é sagrada, que a empatia é força, que o respeito é caminho. Mas como posso acreditar nisso se me ensinam aplaudir a dor?
Vocês dizem que querem dar-me futuro. Então dêem-me futuro sem arenas de sangue. Porque na tourada não morre só o touro, nem sofre só o cavalo. Na tourada, morre também a minha inocência.
Assinado, Uma criança que nunca devia ter visto aquilo
A tauromaquia é, por definição, um exercício de violência. Uns escolhem estar ali, outros não. Nenhum ser deveria ser exposto à dor, à humilhação ou à morte por entretenimento.
Rita Silva
Presidente da ANIMAL. Co-fundadora e co-coordenadora da Rede Internacional Anti-Tauromaquia.
in Jornal PÚBLICO
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Perante o recente acontecimento de um forcado morto, numa situação que ele próprio escolheu, e na sequência do que a jornalista Tânia Laranjo publicou no seu mural sobre o assunto, partilho, aqui, o texto comentário que lhe enderecei:
"Tânia Laranjo, por favor leia este meu texto que lhe dirijo: Já que nunca assistiu a uma tourada, desloque-se ao espaço onde ela vai decorrer.
-- Veja, com olhos de ver, os touros descarregados e encarcerados para, no dia seguinte ou horas depois serem torturados;
-- Acompanhe a tourada e ouça, com ouvidos de ouvir e veja com olhos de ver (não esqueça os do coração) - constate os gritos de horror dos touros golpeados até aos pulmões, veja o sangue a jorrar na terra, receptáculo de dor, que fica, para sempre, guardada.
-- Veja e ouça os gritos dos cavalos horrorizados com o medo, eles próprios sujeitos à dor. Muitos perecem na arena com ataques cardíacos. Todos estes gritos são abafados pela música que embebeda espíritos propícios ao gozo perante a tortura; 3- No final, sim, no final do GRANDE ESPECTÁCULO DE TORTURA, dirija-se aos curros e sinta os touros agonizantes com as farpas ainda cravadas nos seus dorsos e assista à retirada das farpas LONGAS, com uma faca e, claro, a sangue frio. Muitos morrem ali mesmo. Outros seguem para o matadouro. Tânia Laranjo, é uma mulher corajosa, VÁ! VEJA! SINTA!"
Madalena Oliveira, in Facebook
Publicação de Tânia Laranjo, que deu origem ao texto de Madalena Oliveira:
Do PACMA (Partido Animalista Contra o Maltrato Animal) de Espanha, recebi a seguinte notificação:
Ola, Isabel:
Hoxe temos un notición deses que nos recordan por que seguimos aquí, loitando polos animais contra vento e marea.
A pelexa contra a salvaxada do Torneo do "Toro de la Vega", ao que ata fai pouco alanceaban ata morrer en Tordesillas (Valladolid), foi unha das máis importantes que desempeñamos neste Partido, marcando un gran período da nosa historia.
Olá, Isabel:
Hoje temos uma notícia que nos recorda por que ainda estamos aqui, a lutar pelos animais, contra ventos e marés.
A luta contra a selvajaria do Torneio "Toro de la Vega", o qual até há pouco tempo era lancetado até à morte em Tordesilhas (Valladolid), foi uma das mais importantes que travámos neste Partido [PACMA], marcando um grande período da nossa história.
Foron anos, moitos anos de protestas, manifestacións, enfrentamentos e batalla legal.
Hoxe, por fin, podemos decirche que ¡¡¡A XUSTIZA DEUNOS A RAZÓN!!!: as bases do Torneo do "Toro de la Vega" son ilegais. O festexo, a día de hoxe, non pode celebrarse.
Isto significa unha sentencia de morte para o máximo expoñente do maltrato animal en España.
Estamos de celebración!
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Foram anos, muitos anos de protestos, manifestações, confrontos e batalhas judiciais.
Hoje, finalmente, podemos dizer que a JUSTIÇA DEU-NOS RAZÃO!!!: as bases do Torneio "Toro de la Vega" são ilegais. Este festejo, a partir de hoje, não pode realizar-se.
Isso significa uma sentença de morte para o expoente máximo de maus-tratos a animais na Espanha.
Estamos a comemorar!
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Gracias, PACMA. Muchas gracias, por los Toros.
Obrigada, PACMA. Muito obrigada , pelos Touros.
Lutei convosco, acompanhei a vossa luta, para que este momento fosse uma realidade. E eis-nos, hoje, vencedores! Vale a pena lutar por eles, que não têm voz!
Como pertenço ao grupo dos “técnicos de lazer”, minha mulher, democraticamente, só decidiu que eu devia colaborar na elaboração dos serviços culinários de casa. Assim, tocou-me preparar uma caldeirada de peixe e uma sopa. Meti pés ao caminho e já na rua liguei à minha comadre Ortelinda para me dar umas dicas sobre a caldeirada, p’ra fazer figura perante minha mulher, como jeitoso cozinheiro.
Deslocado à peixaria, disse à “técnica da carne do Mar” – assim se intitulou – que pretendia peixe para caldeirada e que chegasse para dois. “Pois sim senhor” – respondeu a técnica.
- “Pode levar um pouco de Perca do Nilo, que é do Uganda e também uma rodela de pescada do Chile; posso-lhe cortar uma lasca desta Dourada grande, que é da Grécia e, também fica divinal a caldeirada se lhe juntar uns cinco ou seis camarões e uma pernita de polvo, que são de Marrocos. Também tem aqui truta salmonada, embora não ligue bem, mas é portuguesa, ali para os lados de Paredes de Coura”.
A “técnica da carne do Mar” deu-se conta que eu estava absorto, olhando para o gelo que envolvia o peixe e alertou para que me decidisse. E trouxe toda a peixeirada que seleccionou.
Nas compras para a sopa, não deixei de pensar que sou pouco apto. Vou comer caldeirada com peixe de vários países e não os conheço, pensei. O Uganda, o Chile, Marrocos aqui tão perto e a Grécia… hei, caramba, a Grécia!!! E Portugal, país que vou conhecendo, onde nasci, que amo, que tive várias ocasiões para ter de dar a vida por ele, não me dá peixe para a minha caldeirada a não ser a truta de Paredes de Coura!
Frente aos expositores que continham os legumes para a sopa, podia escolher couve-galega, alho e batata franceses, grelos, nabos portugueses e, melão para sobremesa, de Espanha.
Melão de Almeirim ou melão “casca de carvalho” do Minho, zero! Procurei tomates para a caldeirada, havia alguns de tamanho normal e muitos dos pequeninos, mas tomates portugueses não. Permaneci triste e pensativo dentro do híper.
Sem me aperceber da sua chegada, tocou-me o Abrantes no ombro e perguntou se estava perdido. Que não, que pensava em nabos.
Foi-se o Abrantes e ruminando a situação de semiperdido no híper dizia a mim mesmo: convidam na televisão ao consumo de bens nacionais. E onde estão os pescadores, os barcos e o mar para termos peixe como os outros? Tem de ser mesmo uma caldeirada internacional ou então feita com os velhos chicharros e tirones (verdinhos).
Mas então a sopa também ter de ser internacional? Pois tem, uma vez que os donos dos híperes não têm tempo de ouvir na televisão o “consuma o que é nacional”. Então, comprei apenas nabos para a sopa e calda de tomate para a caldeirada.
Nabos, pois cheguei à conclusão de que nabos em Portugal é o que mais háe têm mau aspecto. A calda de tomate, porque tomates a valer é o que menos temose sãopequeninos e, os tomates grandes que existiam, eram estrangeiros, muito berrantes, de pouco miolo e de aspecto duvidoso.
Quanto ao grelo havia-os em todos os corredores. Não sei donde eram, mas muitos, maltratados, e o grelo fresco que se podia adquirir já outros o tinham em seu poder. Assim, para além do problema de não termos mar para pescar, temos também um problema agrícola.
Voltei a ligar à comadre Ortelinda para me dar os retoques finais. Fiz a caldeirada e a sopa e disse à mesa que iríamos um dia aos países que pescaram o peixe que estávamos a comer. Era nossa obrigação fazê-lo.
Quanto à sopa, se a agricultura estivesse organizada, é verdade que teríamos nabos a menos no país, mas controlados, teríamos mais tomates e os grelos escusavam de se ver maltratados.
Ainda procurei bananas da Madeira, que são pequeninas e muito saborosas e ananás dos Açores. As bananas eram do Equador, grandes como pepinos e, o ananás da Costa Rica, mais caro do que o nosso açoriano. Nada disto trouxe, pois eram já internacionalizações a mais.
Logo, é importante que haja mar e agricultura organizados no país, para que os peixes grandes não comam a raia miúda e para que nabos, tomates e o grelo existam com equilíbrio.
Artur Soares
(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)
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[O que só demonstra ser um cidadão português inteligente, ao cumprir a Lei vigente - Isabel A. Ferreira]
A sondagem contou com a participação de 7500 pessoas, 2500 das quais portuguesas. 77% diz-se contra as touradas por ser uma forma de maus-tratos a animais que é financiada com o dinheiro dos impostos.
A maioria dos portugueses, franceses e espanhóis que participaram num inquérito sobre tauromaquia disse ser contra esta “tradição” que, defendem, é uma forma de maus-tratos financiada com o dinheiro dos impostos.
A sondagem, realizada pela empresa de estudos de mercado Ipsos I&O Public, contou com a participação de 7500 pessoas (2500 em cada país). Portugal, Espanha e França foram escolhidos porque são os únicos países europeus que continuam a permitir touradas, incluindo em festas religiosas.
Feitas as contas, 77% dos participantes declarou ser contra esta prática que inflige dor e sofrimento aos animais; 58% são a favor da proibição e apenas 11% apoiam a tauromaquia, evento que descrevem como “agradável”, lê-se no comunicado enviado ao P3.
O inquérito realizado a pedido da ONG dos Países Baixos CAS International, salienta ainda que apenas uma em cada cinco pessoas consideram que as touradas são uma “tradição valiosa”. No entanto e de uma forma geral, 74% acredita que a União Europeia deveria proteger o bem-estar dos animais, inclusive nas chamadas “tradições culturais”, como é o caso das touradas, em vez de deixar o tema à responsabilidade dos Estados-membros.
Depois dos espectáculos, acrescenta o estudo, os touros morrem de forma “lenta e dolorosa” e a carne destina-se ao consumo humano. Além do sofrimento animal, grande parte dos participantes do estudo disse ser contra as touradas porque são financiadas com dinheiros nacionais ou europeus resultantes do pagamento de impostos. De acordo com o inquérito, “cerca de 200 milhões de euros por ano” destinam-se, sob a forma de subsídios agrícolas, às touradas.
Maus-tratos preocupam esquerda e direita
Segundo a Ipsos I&O Public, a sondagem inclui eleitores de esquerda, direita e do centro. Os participantes, lê-se no comunicado, foram questionados sobre o partido em que votaram nas últimas eleições de cada país. Os temas sobre os maus-tratos a animais e as responsabilidades da União Europeia em relação ao bem-estar dos mesmos são preocupações transversais aos eleitores de todas as facções políticas.
“De um modo geral, as mulheres foram mais críticas em relação às touradas do que os homens”, acrescentam.
Outra das críticas apontadas à tauromaquia é o facto de os eventos permitirem a entrada de crianças. Para 65% dos inquiridos, os menores de 18 anos deveriam ser proibidos de assistir a touradas por entenderem que se trata de violência.
Sobre isto, o inquérito recorda que, em 2014, o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas pediu aos Estados-membros para recusarem a entrada de menores de 18 anos nas touradas. Portugal foi o único país que aprovou um decreto-lei com a medida, em 2021, durante um Conselho de Ministros do Governo de António Costa, mas que nunca chegou a ser publicado.
A idade mínima para assistir a eventos tauromáquicos passaria de 12 para 16 anos, “contudo, até hoje, esta mudança de classificação etária ainda não foi promulgada”, declarou Rita Silva, Presidente da ANIMAL, membro fundador e coordenador da Rede Internacional Anti-Tauromaquia, citada pelo comunicado.
“Lamentavelmente, continuamos a desrespeitar a recomendação da ONU e a classificação continua a ser de 12 anos”, acrescentou.
No início de Maio, o Ministério da Cultura de Espanha decidiu suspender, pelo menos este ano, o Prémio Nacional de Tauromaquia, mas o objectivo é acabar definitivamente com a distinção. A medida foi anunciada pelo ministro da Cultura do país, Ernest Urtasun, que afirmou antes de assumir o cargo que privilegiaria a protecção e o bem-estar dos animais à tauromaquia.
Segundo o estudo, em Espanha realizam-se 18 mil espectáculos por ano.
Dias depois da suspensão do prémio, escreve oGuardian, a empresa Pages, que gere a praça de touros de Sevilha, ofereceu bilhetes gratuitos a crianças com menos de 8 anos por acreditar ser “a melhor forma de introduzir as touradas aos mais pequenos”.
Em Portugal, 2023 foi o ano com menos touradas de sempre. No total, conforme noticiou o P3, foram realizados 166 eventos tauromáquicos neste ano. Em 2014 foram 221.
Além dos três países europeus do inquérito, México, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela também permitem touradas.
Rezam as crónicas que há precisamente 524 anos, no dia 22 de Abril de 1500, Pedro Álvares Cabral e a sua Armada aportaram a terras de um continente, que viria a ser chamado América (do Sul), habitado por indígenas com uma Cultura própria. Os Portugueses não sabiam, mas aportaram a um território a que os indígenas chamavam Pindorama, ao qual os Portugueses deram o nome de Terra de Vera Cruz, e só em 1527 passou a ser designado como Brasil, que passou a fazer parte do Reino de Portugal e dos Algarves. Com a transferência da Corte de Dom João VI para o Brasil, em 1808, o Brasil ficou integrado no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 16 de Dezembro de 1815.
Em 07 de Setembro de 1822, Dom Pedro I, nas margens do Rio Ipiranga, gritou lá do alto do seu Cavalo: «Independência ou morte». E o Brasil, nesse dia, deixou de pertencer à Coroa Portuguesa.
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Costumava-se (tempo passado) dizer que de Espanha,nem bons ventos, nem bons casamentos.
Mas HOJE nada temos a lamentar sobre os ventos e os casamentos que vêm de Espanha, pois nós e os de Espanha soubemos encontrar o nosso lugar na História, e o espírito de fraternidade sobrepôs-se a malquerenças antigas. E é deste modo civilizado que devemos estar no mundo, e não cegos por vinganças, que só inferiorizam quem as quer levar a cabo.
Isto para dizer que o mesmo já não podemos dizer em relação ao Brasil, pois é de lá que actualmente vêm os maus ventos e os casamentos de conveniência, passados que são 524 anos desde a descoberta de um território que viria, mais tarde a chamar-se Brasil, um país que, se existe, aos Portugueses o deve. Os Portugueses fizeram do Brasil um país com um enorme território, situado na América do Sul, e que se estende desde a Bacia Amazónica, no Norte, até às gigantescas Cataratas do Iguaçu, no Sul.
O que fizeram dele, ou melhor, o que NÃO fizeram dele os Brasileiros, os Portugueses nada têm a ver com isso, desde 07 de Setembro de 1822. Quinhentos e vinte e quatro anos já não seria tempo mais do que suficiente para terem cortado o cordão umbilical com os senhores do antigo Reino, ao qual pertenceram?
E, inexplicavelmente, hoje, os de cá aceitam ser vassalos do Brasil, muito servilmente, diria até, muito sofregamente, como bons sedentos de uma grandeza que NÃO existe.
Como é lamentável o espírito de vassalagem que assentou arraiais em Portugal!
E pensar que Portugal, já foi um País de bravos navegadores, que deram a conhecer novos mundos ao mundo, e que hoje não passa de um país pequeno, cheio de servis vassalos dentro.
E isto é caso único no mundo.
Eu, por mim, fazendo os dois Países parte da minha História, não posso deixar de assinalar esta data, que poderia ser festiva, se a relação Brasil/Portugal não estivesse manchada por um obscuro sentimento de vingança de um lado, e, de uma vergonhosa submissão, do outro.
Os motivos deste desprezo que o Filho (Brasil) dedica ao Pai (Portugal), são bem visíveis no Mundo da Cibernética. E não se vê ninguém com lucidez, para pôr ordem na casa, e dizer a essa gente que estão a apoucar o Brasil, com essa desmedida sede de vingança.
Temo que tudo se encaminhe para que venhamos a LAMENTAR que Pedro Álvares Cabral não estivesse a dormir a sesta, em Belmonte, naquele dia 22 de Abril de 1500...
No entanto, tenho esperança de que o Brasil ponha a mão na consciência, e decida deixar Portugal e a sua Língua Portuguesa, para os Portugueses, e vá tratar da sua vida, para poder construir um Grande País, com real importância no mundo, sem precisar da muleta do Pai Português. Os filhos que com 524 anos de existência ainda não conseguiram separar-se do Pai, é porque não têm maturidade nem capacidade suficientes para caminharem pelo próprio pé.
Por enquanto, o Brasil é apenas um País grande, passados que são 524 anos desde a chegada dos Portugueses ao que é hoje o território de Porto Seguro, no estado da Bahia (na altura o Brasil NÃO existia), onde, conforme a imagem documenta, foram recebidos por indígenas, em alvoroço.
Desembarque dos Portugueses em território ocupado por indígenas, os verdadeiros donos das terras que vieram a ser designadas como Brasil. Pintura a óleo sobre tela (acabado em 1900) do artista brasileiro Óscar Pereira da Silva.
Este sábado, 11 de Novembro, o PACMA (Partido Animalista Con el Medio Ambiente) foi até Medinaceli (Soria) para protestar in situ contra ofestejo del Toro Jubilo: um dos toros de fuego mais cruéis de Espanha e o único actualmente autorizado em Castilla Y León.
Num comunicado que me foi dirigido o PACMA referiu que «Fizemos isso, porque tal como tu, estamos fartos desta situação. De que quem organiza estas actividades vergonhosas tenham carta branca com as administrações e que, acima de tudo, muitas vezes, recebam financiamento público. Portanto, para acompanhar o nosso recurso judicial, apresentado na semana passada e que ainda está em tramitação, decidimos posicionar-nos e, de forma pacífica, dar conhecimento a todo o mundo que nesta cidade permite-se o maltrato animal.»
Canais de âmbito nacional como Cuatro e LaSexta fizeram eco desta vergonha, além de inúmeros media digitais de todo o tipo de alcance. Até ao dia em que proíbam o Toro Júbilo, que será em breve, o PACMA continuará a defrontar quem legitima esta forma de violência.
E este Partido Animalista termina com uma questão: «Neste vídeo, documentado pela equipa do PACMA, podes ver o que fazem ao Touro. Qual a tua opinião? Isto é normal num País que se diz civilizado?»
A minha opinião PACMA, é que isto não é normal. Não é coisa de um País que se diz civilizado. Isto é algo que apenas criaturas de muito má índole, cobardes da pior espécie, e com uma elevada deformação mental, do foro da psicopatia, podem fazer com um ser senciente, inofensivo, inocente e, sobretudo, indefeso.
Todas as variantes tauromáquicas são bárbaras, cruéis, violentas, mas esta rasga-me a alma.
Pedrito de Portugal está a ser muito criticado e é alvo de chacota depois das declarações polémicas que fez num podcast do Expresso, onde defendeu as touradas, referindo que “o touro não sofre”.
Com 48 anos de idade, Pedrito de Portugal, o nome artístico com o qual o toureiro ficou conhecido, está a viver em Espanha, onde trabalha no ramo imobiliário.
A sua carreira de toureiro está, neste momento, em stand-by depois da morte do seu treinador, Fernando Camacho. Mas Pedrito sai desse “exílio” em Espanha, para voltar a ser notícia em Portugal pelas declarações que fez ao podcast “Geração 70” do Expresso e da SIC Notícias.
“O touro não sofre. Eu já tive 6 cornadas, as pernas todas abertas, e não morri de dor. Naquele momento, nem se sente“. Esta é uma das posições do toureiro que está a causar polémica.
“As pessoas não vão a uma praça de touros para se alegrarem ou para satisfação com o sofrimento do animal. Isto não são os gladiadores da época romana. O toureiro põe a sua vida em risco e o animal também está a cumprir a sua missão. Não existiria a espécie de touro bravo se não existissem as corridas“, diz ainda Pedrito.
“Enquanto Deus entender que a tauromaquia tem um benefício [(***)] seja ele qual for, para a sociedade, vai continuar a existir. Quando não for assim, acaba naturalmente como acabou o Muro de Berlim”, continua o toureiro.
Pedrito ainda diz que as manifestações anti-touradas “são um negócio” e resultam de “interesses políticos”.
“Nós sabemos porque é que essas manifestações no Campo Pequeno existem. Há interesses políticos, nomeadamente do PAN. Todas as pessoas que vão a essas manifestações cobram 25 euros para lá estar, se fosse grátis não estariam”, acusa o toureiro.
“Ninguém está preocupado com o sofrimento do animal, isso é pura hipocrisia“, acrescenta.
“É falso que o touro não sofre”
O PAN já reagiu às posições de Pedrito, repudiando as suas declarações e acusando-o de “mentir” e de “desrespeitar” o trabalho do partido e dos activistas que lutam pela causa animal.
Num comunicado, o partido diz que é “absolutamente falso” que pague 25 euros a manifestantes que participem nos protestos junto ao Campo Pequeno, em Lisboa. “Não existe qualquer valor envolvido na presença dos manifestantes contra a tauromaquia”, reforça.
“[Pedrito de Portugal] possui uma carreira incompreensível à luz dos valores éticos e morais do nosso tempo: a de torturar e matar touros na arena“, atira ainda o PAN que se reporta directamente à posição do toureiro quanto à capacidade de estes animais sentirem dor.
“É falso que o touro não sofre, nem sente qualquer dor durante uma tourada. Esta afirmação nega um consenso existente na comunidade científica”, salienta o comunicado do partido.
A terminar, o PAN sublinha também que “se Pedrito de Portugal está tão preocupado com o bem-estar das pessoas e das finanças públicas, não deveria ignorar os milhões de euros que são gastos anualmente na perpetuação da actividade tauromáquica em Portugal”.
Pedrito toureado nas redes sociais
As palavras do toureiro estão a ter muito eco nas redes sociais, onde a líder do PAN, Inês de Sousa Real, reforça as críticas do partido.
“Pedrito de Portugal, em pleno Séc. XXI, orgulha-se e defende a morte e a tortura de um animal na arena”, salienta a deputada, frisando que “para tentar justificar o injustificável, nega a ciência e que o touro não sofre”.
Também o presidente da concelhia do Chega em Matosinhos e deputado municipal naquela autarquia, Álvaro Costa, critica o toureiro, falando em “pura estupidez” e notando que Pedrito o deixa “perplexo”.
Num tom mais irónico, há quem fale de Pedrito como o “grande filósofo de todos os tempos”. Ou ainda quem nota que o mais chocante na entrevista “não é a cena dos direitos dos animais”, mas “ver um maduro de 50 anos a usar os termos “mamã” e “papá””.
“Chamas-te Pedrito de Portugal mas, *claramente*, já tens idade para te chamares só Pedro“, atira outro utilizador do Twitter, agora designado por X.
Quanto à ideia defendida por Pedrito de que “para haver direitos, tem de haver deveres e os animais não têm deveres”, também há várias considerações. E se alguns falam do “neurónio solitário de Pedrito de Portugal”, outros são mais criativos.
“O Pedrito tem razão. Nunca vi o meu cão fazer os TPC. Logo, é porque nunca tem deveres. Logo, não tem deveres”, atira um utilizador do Twitter.
Já outro diz que “Pedrito de Portugal tem toda a razão” porque “a abstenção entre os touros é de 100%“. “Não votam, mas depois querem direitos… vão mas é trabalhar”, sublinha.
Portanto, no fim de contas, é o toureiro Pedrito de Portugal que acaba toureado, ou chacoteado.
(***) Como é possível a igreja católica permitir que um torturador de Touros diga esta barbaridade: «Enquanto Deus entender que a tauromaquia tem um benefício»!!!!! Por que haveria Deus de entender que a tauromaquia tem um benefício? Para quem? Para os ganadeiros e tauricidas? Que falta de respeito pelo Deus que é o criador também dos Touros, e que eles dizem adorar!
Outra coisa: NÃO existem Touros bravos na Natureza. Qualquer pessoa instruída sabe disto. Além de toda a outra ignorância o Pedrito nada sabe de Touros. Empinou a lavagem cerebral que os aficionados fazem aos filhos desde pequeninos, meteu-se na bolha tauromáquica e nada mais sabe do mundo.
Nos dois dias seguintes, nada mais ouvi do velho e regressei ao país. Mas, em toda a viagem, não deixei de pensar porque é que o senhor Yanekang não deu seguimento à Clínica do pai, uma vez que na hora que passa em Portugal, se justificava mais uma remessa de portugueses que fossem em busca de aumento de inteligência para melhor servirem e descorromperem Portugal.
Um amigo de longa data, que há uns anos constituiu família com uma jovem chinesa que conheceu em Moçambique, aquando da sua participação na guerra colonial, contactou-me por escrito. Mudada a situação política no país devido ao derrube da segunda república em Portugal, pelas Forças Armadas, o meu amigo Santix partiu para a China, cidade de Shenyang, com a mulher, e terra natal dos seus sogros.
Devido à nossa amizade, convidou a deslocar-me à China a fim de ser padrinho de baptismo dum seu neto, uma vez que tinha tudo organizado para – à revelia dos Católicos do Estado – se iniciar a cerimónia por um Diácono acreditado pelo Vaticano.
Organizei a viagem, dei instruções prévias aos criados que me acompanharam e segui para a China, ao encontro do ex-companheiro de guerra. Então, num clima de medo e num local com várias cavernas - onde se reúnem os católicos pro-Vaticano - procedeu-se ao baptismo do bebé.
O senhor Yanekang, avô da mulher do Santix, é um homem de noventa anos, magro, de olhos-tremoço, lúcido e bom poliglota.
- Sabe – dizia-me o senhor Yanekang – sinto-me feliz por a minha neta ter casado com um português. Portugal tem na minha vida grande influência, pois deve-se a muitos portugueses o sucesso da fortuna que recebi do meu pai, de gente doutras nações, mas, sobretudo de portugueses.
- Mas, desculpe interrompê-lo, senhor Yanekang. Não estou a entender como herdou de seu pai fortuna, graças a muitos portugueses?!
- Eu explico: meu pai, que lhe circulava nas veias sangue russo e chinês, foi um cientista na área da medicina, grande investigador e, conquistou, através de alguns anos, fama, na experiência de beneficiação de inteligência de chimpanzés. Anos depois, sabedor das fragilidades cerebrais dos Primatas e dos sucessos então obtidos, iniciou a experiência de aumentar a inteligência a humanos, embora se viesse a provar anos mais tarde que o aumento de inteligência em pessoas era temporário. Isto é, um estúpido, um incapaz, regressaria sempre ao seu estado normal. Então meu pai, que começou a ganhar muita fama, solicitavam-lhe famílias de grande peso económico, melhoramentos cerebrais nos filhos e conseguiu fazer de, praticamente todos, bons políticos, economistas, médicos, advogados, etc..
Como sabe – continuou o filho do cientista – tivemos cérebros que dominaram a Rússia, a China, França, Itália, Espanha, Alemanha, mas, de Portugal, foi a grande avalanche: o maior número de cérebros melhorados, foram do seu país. Meu pai, a portugueses, melhorou idiotas, pasmados, imbecis, pretensiosos, cretinos e, em todos, fez sucesso! Uns eram maus alunos e deram advogados; outros, eram introvertidos e deram políticos bem-falantes; outros ainda, eram militares de carreira banais e deram coronéis e generais.
- Mas pelos meus apontamentos - continuou o senhor Yanekang – neste momento, os benefícios desse aumento de inteligência nas gentes do seu país, terminou-lhes o prazo. Verifico que, os que eram imbecis e idiotas regressaram à imbecilidade e à idiotice e, como deve calcular, essa é a razão por que no seu país ninguém se entende: as crises não se resolvem e o povo sofre, porque a inteligência então ministrada/aumentada, caducou.
- Mas, senhor Yanekang – pode dizer-me quem foram os homens do meu país que se submeteram a essa alteração para aumento de inteligência?
- Bem. Eu não vou quebrar o sigilo profissional de meu pai, uma vez que ele nunca o quebrou. Apenas lhe digo que a Clínica de Melhoramentos de Cérebros, tinha a sua sede aqui em Shenyang e uma filial em Pevek, na Rússia. Os interessados foram melhorados ao cérebro, portanto, na China e na Rússia. Agora dizer-lhe quem foram os portugueses que recorreram a tais serviços, não posso, mas, se o amigo for de inteligência afiada como penso que é, não deve ter dúvidas quanto aos imbecis, pasmados e pretensiosos que se vêem em Portugal. Se dúvidas tiver veja mais televisão, pois esses, quase todos passam no ecrã.
Nos dois dias seguintes, nada mais ouvi do velho e regressei ao país. Mas, em toda a viagem, não deixei de pensar porque é que o senhor Yanekang não deu seguimento à Clínica do pai, uma vez que na hora que passa em Portugal, se justificava mais uma remessa de portugueses que fossem em busca de aumento de inteligência para melhor servirem e descorromperem Portugal.
Em comunicado à imprensa o PAN - Pessoas-Animais-Natureza deu hoje entrada de uma iniciativa que visa o fim progressivo do abate de animais para fins de extracção de peles e da importação de peles em Portugal, bem como a criação de uma rotulagem mais transparente para os consumidores.
Inês de Sousa Real porta-voz e deputada do PAN afirmou que “Os impactes ambientais e em termos de protecção animal do sector têxtil não podem ser descurados, particularmente num contexto de recursos escassos e de agravamento das alterações climáticas, de perda de biodiversidade e de crescente preocupação das pessoas para com o bem-estar animal. Assim, é preciso continuar a aprofundar o caminho e a dar sinais económicos claros para uma transição verde deste importante sector de actividade, que vem ele próprio mostrando evidências de que a inovação pela sustentabilidade é o caminho a seguir”.
Inês de Sousa Real defende que “neste momento, no plano da União Europeia (UE), está em curso uma oportunidade única para que se limite o uso de métodos de produção e/ou a importação de produtos de fora da União Europeia, que recorrem à crueldade animal por via do uso de produtos de origem animal e Portugal não deve ficar à margem desta mais do que necessária e justa mudança de paradigma”, até porque os dados demonstram que muito há ainda a fazer, como seja na Europa, onde em média cada pessoa compra anualmente cerca de 26 quilos de têxteis e deita fora uma média de 11 quilos/ano, sendo que apenas 1% das roupas descartadas globalmente é reciclada.
Com efeito, desde Março de 2021, está em discussão uma estratégia da UE para os têxteis sustentáveis e circulares, a qual prevê um conjunto de acções concretas para garantir que, até 2030, os produtos têxteis colocados no mercado europeu sejam de longa duração e recicláveis, feitos tanto quanto possível de fibras recicladas, isentos de substâncias perigosas e produzidos no respeito dos direitos sociais e do ambiente. Contudo, apesar de o uso de produtos de origem animal pela indústria têxtil ser um factor que, para além de promover práticas cruéis, tem preocupantes impactes ambientais que podem comprometer o cumprimento dos objectivos europeus de neutralidade carbónica, este é um aspecto que não merece qualquer menção na estratégia da UE para os têxteis sustentáveis e circulares.
A deputada do PAN acrescenta que “é neste contexto que o PAN, procurando suprir estas insuficiências, avança com a presente iniciativa que visa que o Governo assegure que, no âmbito da discussão da estratégia da UE para os têxteis sustentáveis e circulares, são incluídas medidas de limitação do abate de animais para fins de produção de peles e da importação de peles pela União Europeia”, explica. “Pretendemos ainda que o Governo actue no sentido de vir a ser garantido que se classificam como intrinsecamente insustentáveis os produtos têxteis de origem animal por comprometerem o bem-estar destes seres, e que aposte na criação de apoios à investigação e ao desenvolvimento de alternativas sustentáveis de origem não animal.
“É preciso ainda, por outro lado, que, tendo em conta que os artigos de peles e de couro são muitas vezes rotulados de forma deliberadamente errada e em termos que induzem em erro o consumidor, Portugal, através do Governo, defenda no quadro da União Europeia a revisão do Regulamento sobre Rotulagem de Têxteis, de forma a assegurar uma rotulagem transparente de todas as partes não-têxteis de origem animal”.
Para o PAN, Portugal deve pôr-se ao lado de países como a França, Itália, Irlanda e Estónia ou - em fase de discussão - Bulgária, Letónia, Polónia e Espanha, e caminhar para a proibição do abate de animais para fins de produção de peles e a importação de peles de criação no nosso país.
A presente iniciativa do PAN procura dar resposta à Iniciativa de Cidadania Europeia “Europa sem peles”, que até ao momento já recolheu mais de 1,5 milhões de assinaturas, exortando a União Europeia a proibir a criação de peles e a importação de produtos de peles de criação, uma iniciativa apoiada e difundida por várias organizações de protecção animal em Portugal.
Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, nem publica textos acordizados, devido a este ser ilegal e inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais. Caso os textos a publicar estejam escritos em Português híbrido, «O Lugar da Língua Portuguesa» acciona a correcção automática.
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