Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

PORTUGUESES E ESPANHÓIS PÕEM POPULAÇÃO DE TUBARÕES EM RISCO, ALERTA GREENPEACE

 

 

Ou não fossem os Portugueses e Espanhóis dois povos com “tradição” predadora, quando se trata de animais não-humanos, que eles usam e abusam e maltratam em nome do LUCRO e do DIVERTIMENTO.

A destruição das espécies, do meio ambiente e do Planeta soma e segue impunemente...

 

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A organização ambientalista Greenpeace alertou para a pesca excessiva de tubarões no Atlântico Norte, por parte de barcos portugueses e espanhóis, considerando que tem consequências “devastadoras” para algumas espécies.

 

O alerta partiu do director para os Oceanos da Greenpeace no Reino Unido, Will Mccallum, um dos activistas que esta semana confrontaram um barco espanhol a 200 milhas do arquipélago dos Açores que estava a pescar tubarões.

 

O protesto foi pacífico, explicou à agência de notícias espanhola Efe, precisando que apenas exibiram uma mensagem onde se lia “tubarões sob ataque”, e documentaram as capturas que estavam a ser feitas. O barco, disse, devia dedicar-se à pesca sustentável do peixe espada, mas tinha mais captura de tubarão.

 

O caso não é uma excepção, já que, segundo uma informação hoje divulgada pela organização ambientalista, numa recente travessia do Atlântico Norte o “Esperanza”, o maior barco da Greenpeace, documentou que as capturas de tubarão quadruplicavam em peso as de peixe-espada.

 

Os tubarões são especialmente cobiçados pelas suas barbatanas, consideradas uma iguaria em algumas culturas asiáticas.

 

A Greenpeace estima que os barcos espanhóis e portugueses estão a capturar anualmente cerca de 25.000 tubarões anequim, nome comum das espécies ‘Isurus oxyrinchus’ e ‘Isurus paucus’. Os tubarões anequim estão classificados na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza como em risco de extinção.

 

“Fazem-no às claras, não é algo que escondam. A ciência é muito clara, não estamos a fazer o suficiente para proteger os tubarões. Não há limites para estes barcos quando estão no mar”, disse McCallum.

 

Num relatório recente da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ORGP-ICCAT, na sigla original) afirmava-se que mesmo que as capturas de tubarão anequim cessassem há apenas 50% de hipóteses de a população recuperar até 2040.

 

“Pode ser que tenhamos ido longe de mais”, disse o responsável da Greenpeace, acrescentando que quanto ao tubarão azul (‘Prionace glauca’) não há dados sobre o tamanho das populações, pelo que “não faz sentido” pescar tanto de uma espécie sobre as quais não se sabe quantos exemplares existem. Os tubarões azuis estão na Lista Vermelha com o estatuto de espécie “quase ameaçada”.

 

No relatório, a Greenpeace pede limites rígidos para a pesca de tubarões e quer um tratado global para a criação de santuários em 30% das grandes áreas oceânicas até 2030, para permitir a recuperação das espécies.

 

Actualmente apenas 1% dos oceanos está protegido, de acordo com a Greenpeace, que afirma que algumas populações de tubarões foram reduzidas em até 99% devido à actividade humana.

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2019/06/27/portugueses-e-espanhois-poem-populacao-de-tubaroes-em-risco-alerta-greenpeace/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:52

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Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE EXTINÇÃO DE TOURADAS…

 

… e a associação internacional de tauromaquia ameaça com tribunais… como se leis idiotas pudessem ter validade “ad aeternum”…

«As pessoas não querem, a cidade não quer, a câmara não quer, quem é esta gente para impor touradas? De todas as vezes que os tribunais espanhóis foram chamados a pronunciarem-se ficou claro que o povo é quem mais ordena. NÃO ÀS TOURADAS!» (CAPT)
in https://www.facebook.com/groups/CampanhaAntitouradasPortugal/permalink/2276297532409013/

 

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A associação internacional de tauromaquia apresentou uma comunicação formal à cidade de Oviedo, discordando do projecto de reforma da praça de touros Buenavista que visa abolir a tauromaquia.

 

Diz-nos a notícia que «de acordo com as informações públicas emitidas pela sessão e as investigações feitas por entidades amadoras do Principado das Astúrias envolvidas, a Praça de Touros de Oviedo poderia ser usada para diferentes actividades artísticas, desportivas e culturais, excluindo e proibindo a celebração de mostra tauromáquica, para a qual foi construído

 

E a esta atitude chama-se evolução.

 

E vêm os outros e dizem:

«A este respeito, o alcaide foi avisado como presidente da corporação, que as três leis que estão em vigor na Espanha, não só previnem este suposto saque cultural, mas forçam por mandato expresso aos Poderes Públicos Centrais, Autónomos e Municipais, como é o caso, para a conservação e enriquecimento da tauromaquia.»

 

A esta atitude chama-se atraso civilizacional.

 

Portanto, a Praça de Touros Buenavista de Oviedo, pode e deve ser objecto de uma reforma que exclui o uso habitual para o qual foi construído, ou seja, a realização de uma prática bárbara, desadequada aos tempos modernos que, em parte alguma, a não ser nas atrasadas localidades onde ainda se pratica esta barbárie, é considerada património cultural imaterial, mas a tauromaquia não passa de património imaterial da estupidez, nos tempos que correm.

 

A associação internacional de tauromaquia acha que lá por existirem leis idiotas que legitimam esta prática medievalesca, ela (a prática hedionda da tauromaquia), está protegida e não é censurável. Como se enganam!

 

É da racionalidade rejeitar leis que vão contra a Ética e insultam a Humanidade.

 

Torturar animais não faz parte das actividades éticas humanas. São um insulto ao Bom Senso e ao Senso Comum, logo, têm de ser extintas.

 

E queira ou não queira, goste, ou não goste a tal associação internacional de tauromaquia, esta prática será extinta. E já faltou mais tempo.

Fonte da notícia:


https://infocul.pt/cultura/oviedo-propoe-extincao-de-touradas-associacao-internacional-de-tauromaquia-ameaca-com-tribunais/?unapproved=18675&moderation-hash=d568e329e124d59b108ae338380ae778#comment-18675

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2019

CORRENTES D’ESCRITAS NA PÓVOA DE VARZIM ESVAZIADA DO CONCEITO ORIGINAL DE “EXPRESSÃO IBÉRICA”

 

O Correntes d’Escritas, que já vai na sua 20ª edição, realizar-se-á de 16 a 27 de Fevereiro do corrente ano (2019), na Póvoa de Varzim, com a presença de mais de140 escritores de expressão castelhana, de expressão luso-africana (Língua Portuguesa), de expressão cabo-verdiana (Crioulo Cabo-Verdiano oriundo do Português) e de expressão brasileira (oriundo do Português. 

 

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O objectivo inicial deste evento foi aglomerar escritores de expressão ibérica, vindos de todo o mundo, onde as Línguas Portuguesa e Castelhana eram veículos de comunicação. Duas línguas nascidas na Península Ibérica, e espalhadas pelo mundo, na época dos Descobrimentos, encetados por Espanhóis e Portugueses, que chegaram a dividir o mundo, através de um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas, fora da Europa, e assinado na povoação castelhana de Tordesilhas, em 7 de Junho de 1494, e que ficou conhecido por Tratado de Tordesilhas.

 

Acontece que, na Península Ibérica, actualmente, só resta intacta a Língua Castelhana que, apesar de espalhada pelo mundo, nomeadamente América do Sul e América Central, jamais teve necessidade de se “adaptar” às várias formas do Castelhano que é falado nos territórios descobertos ou colonizados pela Espanha. São mais de 500 milhões de pessoas, falantes do Castelhano. O Castelhano é o segundo idioma mais falado no mundo, depois do Mandarim; é uma das seis línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU); e é usado como língua oficial da União Europeia, do Mercosul e da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL). E jamais ouve necessidade de acordos ortográficos, para unificar esta Língua, tão espalhada pelo mundo, e com tantas e preciosas variantes.

 

A outra Língua Ibérica, a Portuguesa, já não é portuguesa, já não é ibérica. Já não se encaixa no Correntes d’Escritas. E a maior prova é o que se vê nesta imagem, que agride, que esmaga, que  insulta a alma portuguesa:

 

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O Cine Teatro Garrett, localizado junto do Largo David Alves, na Póvoa de Varzim, é um dos palcos onde decorrerão as actividades deste evento. E decidiu-se enfeitar o local com estes cartazes suspensos, com algumas palavras escritas em Português, como criatividade (em Castelhano creatividad), escrita (em Castelhano escritura), amor (em Castelhano amor); e o que é que ali está a fazer, pendurado, aquele vocábulo, afeto, e que qualquer criança do segundo ano da escola básica lê “âfêtu”, que é como isto deve ser lido, e os espanhóis também lerão e não o reconhecerão como um vocábulo ibérico? Ah! Sim, é um vocábulo importado do Brasil, da grafia brasileira, que os políticos portugueses, nos querem impingir. E daí? O que é que este evento de expressão ibérica tem a ver com a Língua que será a Brasileira, que tanto se distanciou da expressão ibérica? Ah! Sim, o acordo ortográfico. Mas que acordo? Quem acordou o quê?

 

Em Língua Portuguesa, na tal língua de expressão ibérica, o vocábulo escreve-se afeCto, tal como em Castelhano: afecto.



Na Península Ibérica, nos países sul-americanos e centro-americanos de expressão castelhana, nos países africanos de expressão portuguesa, e em Portugal, ninguém reconhece este AFETO como sendo da família: Indo-europeia, Itálica, Românica, Ítalo-ocidental, Românica ocidental, Galo-ibérica, Ibero-românica, Ibero-ocidental, Galaico-portuguesa, Português, do qual o Brasil se distanciou, criando outra língua: a brasileira.

 

Tal como a família do Castelhano: Indo-europeia, Itálica, Românica, Ítalo-ocidental, Românica ocidental, Galo-ibérica, Ibero-românica, Ibero-ocidental, Castelhano, que todos os países de expressão castelhana respeitaram.

 

AFETO é um vocábulo brasileiro, que faz parte de uma infinidade de vocábulos, a que os Brasileiros suprimiram as consoantes mudas, em 1943, e que os malaqueiros decidiram adoPtar, menosprezando os vocábulos ibéricos, apenas porque lhes deu na veneta, e porque acham que em 273 milhões de falantes de Português, 205 milhões são Brasileiros, isso é o suficiente para transformarem uma Língua Ibérica numa língua sul-americanizada, cheia de brasileirismos, e esvaziarem a Língua Portuguesa das suas raízes europeias.

 

Entre os escritores que participarão neste evento, contam-se alguns nomes que constam da lista dos anti-acordistas. Deles esperamos que aproveitem a oportunidade para exigirem ao presidente da República, que presidirá à cerimónia de abertura do Correntes, em 19 de Fevereiro, pelas 11h30, no Casino da Póvoa de Varzim, que cumpra a Constituição da República Portuguesa, e devolva a Portugal a grafia portuguesa.

 

A conferência de abertura, contará com a presença do director da CPLP, Jorge Carlos Fonseca que, obviamente, juntamente com os editores acordistas, que enchem a Feira do Livro com edições acordizadas e traduções dos autores de Língua Castelhana em acordês, estão ali para promoverem não as duas Línguas de expressão ibérica, mas tão-somente fazer propaganda a um acordo que o Brasil já considerou um desacordo.

 

Ainda hoje, um brasileiro meu amigo, Wilson Raiano, me questionou: «Isabel A. Ferreira, o que a política tem a ver com a língua? Filmes e novelas brasileiras são exportadas para todo o mundo, inclusive China. A língua e costumes fazem parte do pacote».

 

E eu respondi-lhe: «Em princípio, a Língua nada deveria ter com a política. Mas, infelizmente, os políticos brasileiros e os políticos portugueses deram-lhes para meter o bedelho onde não eram chamados, e estão a negociá-la como se ela fosse uma NOVELA. E a Língua Portuguesa não é uma novela, não é samba de uma nota só. É o Património Cultural Imaterial mais precioso que um País pode ter, e como tal deve ser intocável e preservado. E que o Brasil exporte novelas e samba, inclusive para a China, nada contra. Porém, os costumes e a Língua de cada país não são produtos exportáveis para consumo, mas apenas para o conhecimento do outro.

 

E pensar que nunca perdi uma edição, até ao ano em que trocaram a Língua Portuguesa pela sul-americana e começaram a vender gato por lebre e a encher a Feira do Livro com obras acordizadas! E autores que jamais consentiriam ser acordizados, e estão a ser desonrados. Deste modo, perderam uma leitora, que gastava cerca de 200 Euros nesta Feira do Livro, todos os anos.

 

E para concluir deixo-vos com esta RADIOGRAFIA DO AO90 que recebi via e-mail, e que seria bom ser lida em voz alta numa das sessões que integrarão o Correntes d’Escritas, que já perdeu a sua essência, e hoje não passa de um logro:

 

O AO90:

 

  • agride barbaramente a etimologia das palavras, com o propósito de tornar a ortografia portuguesa numa autêntica “mixordice”;

 

  • tecnicamente é insustentável, juridicamente é inválido, politicamente é inepto e materialmente é impraticável;

 

  • é uma autêntica vigarice, está cheio de incongruências e excepções, é mentiroso, criminoso, completamente inútil, patético, e acima de tudo é ilegal;

 

  • o tratado original garante que o mesmo só entraria em vigor quando todos os intervenientes o ratificassem na sua ordem jurídica;

 

  • não é preciso ser um génio da jurisprudência para detectar que   Portugal agiu de má-fé e abuso de poder, ao permitir que o 2º protocolo tivesse força de Lei, uma vez que este protocolo não foi ratificado por todos os países segundo o tratado original;

 

  • os professores sob coacção, ensinam nas escolas portuguesas uma ortografia baseada na "Cartilha Brasileira", que é ilegal. (NÃO EXISTE LEI NENHUMA QUE A SUSTENTE);  

 

  • na ordem jurídica internacional a Resolução do Conselho de Ministros (RCM) Nº 8/2011, que “obrigou” à aplicação do AO90, não tem qualquer valor de lei;

 

  • não existe Lei nenhuma que o torne obrigatório, a única existente que está em vigor em Portugal e na ordem jurídica internacional é o Decreto-Lei Nº 35/228, de 25 de Novembro de 1945;

 

  • sujeita-nos à vergonha de Angola, Moçambique, Timor, Guiné Bissau, S. Tomé e Príncipe não aceitar o acordo porque têm mais respeito pela Língua Portuguesa do que nós portugueses sendo os políticos os principais responsáveis por estar instalado o caos ortográfico em Portugal.
  •  

Não podia estar mais de acordo.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:37

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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2018

O QUE CONCLUIR QUANDO UM CIDADÃO CONFUNDE INDIGNAÇÃO COM ÓDIO, E ESPÍRITO CRÍTICO COM NEGATIVIDADE?

 

Recebi um comentário curioso, que me proponho esmiuçar e divulgar, para servir de LIÇÃO a todos os que pensam com a cabeça do dedo mindinho do pé, e vêm ao meu Blogue fazer “discursos” machistas.

 

Se querem argumentar comigo sejam racionais e tenham um mínimo de conhecimento sobre as matérias que pretendem comentar.

 

É que já não há pachorra para tanta ignorância optativa, uma doença social que, no entanto, tem cura.

 

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Vicente Dias comentou o post MONSARAZ - A INACEITÁVEL, INACREDITÁVEL E CONDENÁVEL RESPOSTA DA PRESIDENTE DA CNPDPCJ às 07:22, 06/09/2018 :

Achei muito engraçado o comentário da "harmonia entre os seres", vindo de uma pessoa que odeia o Brasil e os Brasileiros, tem preconceito não apenas contra o Brasil mas contra tantas outras coisas, como demonstra o seu facebook e este mesmo blogue. Quanto ódio, quanta negatividade. Que horror. Isabel A. Ferreira é uma pessoa triste, ou pelo menos é isso o que eu sinto após ter lido este blogue.

 

Senhor Vicente Dias, agradeço o seu comentário, porque ele vai dar-me a oportunidade de lhe dar uma LIÇÃO (gratuita), uma vez que o seu problema, e o de todos aqueles que “pensam” como o senhor, é a grande ignorância que vos avassala; é a iliteracia, que vos faz ler “alhos” quando escrevo “bugalhos”; é um desconhecimento total da Língua Portuguesa, que vos faz confundir INDIGNAÇÃO ou REVOLTA (um direito que me assiste, consignado na Constituição da República Portuguesa) com ÓDIO; é não ter capacidade intelectual para discernir entre SENTIDO CRÍTICO e SEGUIDISMO (qualidade de quem segue ou é defensor incondicional de alguma ideia, teoria ou partido, sem NUNCA SE QUESTIONAR OU FAZER JUÍZOS DE VALOR); e finalmente é aquele complexo de inferioridade que esmaga os do sexo masculino, quando estão diante de uma MULHER que PENSA, que CONTESTA, que DENUNCIA sem papas na língua.

 

Aconselho-o a ouvir, até ao fim, esta grande mulher, de nome CIDINHA CAMPOS, neste vídeo, porque ela e eu temos a mesma GARRA, e quando uma mulher desta qualidade moral e cultural fala, os homens CALAM-SE. Ouça principalmente o silêncio dos homens quando a Cidinha começou a falar, e que perdurou durante todo o seu discurso.

 

 

 Nesta brilhante e assertiva intervenção, Cidinha Campos não demonstrou ódio pelos seus parceiros políticos, demonstrou, isso sim, uma legítima REVOLTA igual à minha, quando tenho de abordar as indignidades cometidas por ignorantes do mesmo calibre dos que são “atacados” neste vídeo.

 

Posto isto, passo a responder às suas considerações, às considerações de alguém que olha para os meus textos como um boi para um palácio.

 

1.

Achou muito engraçado o comentário da "harmonia entre os seres", vindo de uma pessoa que odeia o Brasil e os Brasileiros? Pois não me surpreende que tivesse achado engraçado, porque como já referi acima, ao senhor falta-lhe capacidade intelectual para interpretar o que escrevo, sobre Portugal e os Portugueses, sobre o Brasil e os Brasileiros, sobre Espanha e os Espanhóis, o universo em que deambulo, nas minhas mais visíveis causas, e os quais apresentam atitudes bastante censuráveis.

 

Agora preste atenção: uma pessoa de Bem e do Bem não odeia pessoas, nem povos, nem países; eventualmente poderá odiar as atitudes prejudiciais às sociedades humanas, e acções abomináveis contra a VIDA e o Planeta, perpetradas pelos pobres de espírito, (não confundir com pobres em espírito) que deambulam pelo mundo e vivem num nível de evolução ainda muito primitivo, e são, obviamente, passíveis de críticas, para que possam evoluir. De contrário, achariam que as barbaridades que cometem são a coisa certa.

 

2.

A sua incapacidade para compreender as coisas é tanta que não sabe o significado da palavra negatividade e aplica-a incorrectamente. Não sei se já reparou que a negatividade está nos indivíduos que andam neste mundo a praticar acções que prejudicam as sociedades humanas e a VIDA do Planeta, incluindo os outros seres vivos.

 

A negatividade não está em quem DEFENDE a sociedade, a VIDA e o Planeta dos seus predadores.

 

3.

Que horror! digo eu, senhor Vicente Dias! Horrorizo-me com a falta de discernimento e senso comum que infestam a sociedade portuguesa e aqueles portugueses seguidistas, que não têm o mínimo sentido critico, e que se recusam a evoluir. E que se recusam a curar-se da doença social, denominada ignorância optativa.

 

O Professor Pedro Domingos diz que «quem tem falta de senso comum é idiota». Concordo plenamente. E são esses idiotas, que andam por aí a idiotar, que combato veementemente, exercendo o meu direito de cidadania.

 

4.

O senhor também não tem capacidade nem conhecimentos suficientes para avaliar psicologicamente a minha pessoa, por isso, errou no diagnóstico, até porque nem sequer sabe o significado da palavra triste, quando diz que a Isabel A. Ferreira é uma pessoa triste (taciturna, sinistra, trágica, sombria).

 

A Isabel A. Ferreira é tão-só uma pessoa indignada com a ignomínia dos maus, que dilaceram a harmonia entre os seres, e com a incompetência e inércia de governantes que fazem de Portugal o quintal deles, e nos envergonham perante o mundo civilizado.

 

A Isabel A. Ferreira é também insubmissa, tem espírito crítico, é dotada de senso comum, e não anda no mundo só por ver andar os outros.

 

Não é obrigado a ler o que escrevo, mas se lê e isso o incomoda, dou por cumprida a minha missão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:55

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Sábado, 23 de Junho de 2018

A FACCIOSA ERC DIZ QUE A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA É «PARTE INTEGRANTE DA HERANÇA CULTURAL LUSA»?

 

Têm a certeza? Sabem o que é herança cultural?

Acham mesmo que o que se vê nas imagens mostradas neste vídeo tem a ver com herança cultural lusa? Uma prática selvática herdada dos monarquistas espanhóis é herança lusa? E cultural?

Só mentes deformadas podem ver nestas imagens uma “herança cultural” instrutiva.

 

Aprendam com Narciso Machado:

https://www.publico.pt/2018/06/23/opiniao/opiniao/povoa-de-varzim-um-concelho-antitouradas-1835596

 

 

As personagens insólitas e macabras que fazem parte da ERC (entidade reguladora para a comunicação social) deram parecer negativo ao projecto de lei do Bloco de Esquerda para que a transmissão televisiva de touradas se faça em horário tardio, por causa das crianças, mas a ERC considera que esta selvajaria é "parte integrante da herança cultural lusa".

 

Contudo, a ERC não se fica só por esta ignorância. Diz mais. A ERC considera que as práticas selváticas, cruéis e violentas inerentes à tauromaquia não são sequer susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade das crianças e de adolescentes, não havendo por isso "quaisquer impedimentos legais à sua transmissão.

 

Bem, esta afirmação de uma ignorância descomunal, só por si, classifica as personagens insólitas que fazem parte da ERC.

 

Mas quem é a ERC para ter capacidade de dar pareceres do foro psicológico e psiquiátrico?

 

Os da ERC vivem na Idade Média, são tremendamente obscurantistas, como podem ter discernimento para dar pareceres racionais e adequados à modernidade, em relação a uma matéria que causa REPULSA ao mundo civilizado?

 

Vivem entocados, são uns parasitas da sociedade, e andamos nós a pagar salários a estas personagens retrógradas e antiquadas, para darem pareceres idiotas, baseados nas mais descomunais ignorâncias!

 

A ERC devia ser simplesmente extinta. Não é um organismo imparcial. Existe para servir lobbies, e não os verdadeiros interesses dos Portugueses, que na sua esmagadora maioria REPUDIAM esta prática selvática. Enquanto o mundo avança, estes retrógrados afundam-se em tempos medievalescos, e passam, ao mundo, uma mensagem troglodita.

 

A mediocridade marca pontos não só na ERC como na Assembleia da República, onde todas as ignorâncias, que amarfanham o nosso País, são forjadas.

 

O Bloco de Esquerda bem poderia ter apresentado um projecto mais ousado, propondo o fim das transmissões de tal selvajaria na televisão pública. Já chega de tanta estupidez! De tanta crueldade! De tanta violência! De tanta falta de discernimento!

 

E andamos nós a pagar impostos para serem esbanjados deste modo vil e anacrónico.

 

Tudo isto merece a nossa maior REPUGNÂNCIA.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO, QUER SABER O QUE DIZEM OS ESTRANGEIROS SOBRE A SUBMISSÃO DE PORTUGAL AO BRASIL NA QUESTÃO DO AO90?

 

Sei que não quer saber. Não está interessado. Se estivesse, não faria orelhas moucas aos numerosos apelos dos mais eminentes intelectuais dos países lusófonos que, energicamente, rejeitam o AO90, por este ser a maior fraude de todos os tempos.

 

Mas ainda assim, vou contar-lhe o que se passou no passado fim-de-semana… em Espanha…

 

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Origem da imagem: Internet

 

… quando participei numa espécie de “tertúlia”, realizada num lugar frequentado por escritores, poetas, jornalistas, artistas plásticos, cineastas (sendo o mais famoso que por lá passou, o genial Mel Gibson) actores e também pessoas absolutamente comuns, com as mais diversas profissões, enfim, um lugar onde se discute e se troca Culturas, Artes, Literaturas, Ideias, Ideais e Políticas comuns, ou menos comuns… enquanto fazemos as refeições.

 

Como sempre acontece, sou a única cidadã de nacionalidade portuguesa, que pára por aquelas paragens, com a frequência possível. Nunca encontrei lá as mesmas pessoas.

 

Desta vez estava representado o México, Suíça, várias regiões de Espanha e Portugal (eu). E adivinhe, senhor primeiro-ministro, qual foi o teor de uma das conversas: Portugal e a sua Língua, que nenhum dos presentes dominava. Comunicámo-nos em Castelhano e Inglês.

 

Então, aproveitei a ocasião para sondar aquelas pessoas, viajadas, cultas e conhecedoras do mundo, acerca do que pensavam sobre um país, que foi colonizador (tal como Espanha), vergar-se ao ex-colonizado (Brasil) adoptando a ortografia brasileira, destruindo, por completo, as raízes latinas, e a integridade de uma das mais belas línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

A estupefacção foi enorme!

 

Os Mexicanos, que se encontravam presentes, e que foram colonizados por Espanha, consideraram rara esta submissão; os Espanhóis, que colonizaram parte das Américas do Sul e Central, disseram que era raríssimo o ex-colonizador absorver a língua alterada do ex-colonizado, a Espanha jamais o faria; da Suíça veio uma interrogação que me deixou surpreendida, porque existe a ideia de que os Brasileiros têm uma língua, e os Portugueses têm outra língua  «Portugal está a adoptar o brasileño?» Assim mesmo: o brasileño.

 

Exactamente. Portugal está a adoptar o brasileño. Disse eu. E acrescentei: «Mas isto nem é raro, nem é raríssimo. Isto é caso único na História de toda a Humanidade. Conhecem algum país (ex) colonizador que tivesse adoptado a Língua do (ex) colonizado?»

 

Ninguém conhecia. Bem puxámos pela memória. Mas não há memória de uma coisa assim…

 

Pois é, senhor primeiro-ministro. Não tive como defender o governo de Portugal e esta sua política de vassalagem. Nem podia. Deixei bem vincada a minha repulsa, e o descontentamento de milhares de Portugueses, o qual, doravante, aquelas pessoas terão agora oportunidade de espalhar por onde passarem…

 

Desta vez, não pude salvar Portugal de ser amesquinhado.

 

Por vezes, acontece estar eu naquele lugar, onde predomina o multiculturalismo, e Portugal vem à baila, e alguém se lembra de o apoucar, então eu, imbuída de um patriotismo à la Padeira de Aljubarrota, defendo-o com as garras de fora.

 

Mas no que respeita à desveneração que o actual governo português e o presidente da República consagram ao símbolo maior da nossa identidade, a Língua Portuguesa, eu nada posso fazer.

 

Envergonho-me deles (do governo e do PR que temos). E disse-o lá, bem alto...

 

De resto, faço o que posso e sei, para que Portugal possa regressar à sua origem linguística europeia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

TOURADAS NÃO DÃO MAIS AUDIÊNCIA À RTP

 

 

O que consta por aí não passa de uma falácia.

 

As audiências até podem ter aumentado minimamente, mas o que está por trás deste aumento é o seguinte: muitos aficionados já evitam ir às arenas para que ninguém saiba que são SÁDICOS, PSICOPATAS e PAROLOS, e, deste modo, não ficam expostos à estigmatização.

 

Porque hoje em dia, só os SÁDICOS, os PSICOPATAS e os PAROLOS vão ver touradas ao vivo, e expõem-se ao ridículo, porque lhes falta juízo crítico.

 

Sentem “orgulho” de ser broncos, e isso já diz muito do atraso mental desta “gente”.

 

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 (Origem da imagem: Internet)

 

O Director de Programas da RTP 1, Daniel Deusdado, disse há dias, em entrevista ao DN, ser sua convicção de que “as touradas representam maus tratos aos animais”. Afirmou ainda que “está fora de questão” aumentar o número de touradas televisionadas e que, “a haver mudanças, será para diminuir o número de transmissões”.

 

Essa diminuição já aconteceu. Agora o próximo passo deveria ser transmissão zero, porque ainda que se diminua as transmissões de três para duas ou uma, seis ou doze Touros serão torturados em direCto para os sádicos, os psicopatas e os parolos que não querem expor-se ao ridículo, nas arenas.

 

E isto não é serviço público, que deva ser pago com os impostos dos Portugueses. Ponto final.

 

Apreciamos a posição de Daniel Deusdado, mas não basta.

 

Cada vez mais este tipo de “diversão” está a ser rejeitado e repudiado pela sociedade que, lentamente (é certo), vai evoluindo e deixando as práticas medievalescas que já não combinam com os festivais de música de Verão, a que milhares de jovens aderem.

 

Às arenas vão sempre os mesmos e poucos, em excursões pagas pelas autarquias, com dinheiros do povo.

 

Às que as RTP 1 transmite vão os marialvas, os betinhos e as betinhas e os da casa do pessoal da RTP e respectivas famílias.

 

Nem as moscas querem lá por os pés.

 

Ainda bem que assim é.

 

As touradas só ainda existem, porque o PS, o PSD. o CDS/PP e o PCP, partidos que fomentam políticas de direita e cujos deputados estão ao serviço do poderoso lobby tauromáquico, que enche os bolsos à custa dos impostos que o povo paga com sacrifício, e, portanto, podem “pagar para ter”.

 

Não fosse esse servilismo rastejante, as medievalescas touradas, que nasceram para entreter uma realeza decadente, na vizinha Espanha, e que os reis Filipes espanhóis implantaram em Portugal com todos os seus defeitos, já não existiriam há muito.

 

Mas em Portugal há esta mentalidade pobre de copiar o que de mau se faz no estrangeiro, apenas porque é estrangeiro. E os políticos portugueses e administradores disto e mais daquilo, que, vá-se lá saber porquê, adoram ser servis e vergam-se com muita facilidade ao poderio torpe estrangeiro, infantilmente dizem que sim a tudo, como aqueles bonecos que abanam a cabeça sempre para a frente.

 

Só não dizem que sim aos apelos da Razão, da Lucidez, da Evolução, da Civilização, e isto porque adoram viver no passado, a rastejar na lama.

 

Há que dizer BASTA a esta vergonhosa situação, que não dignifica a Nação Portuguesa e os Portugueses, que sentem orgulho em ser Portugueses.

 

Está mais do que na hora de o governo português, liderado por um Partido Socialista de direita, rejeitar esta política a cheirar à monarquia decadente de outrora.

 

Está mais do que na hora de evoluir, e de caminhar com a espinha dorsal bem erecta à maneira do Homo Sapiens Sapiens.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:40

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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

MISSÃO: MILHARES EM MADRID PELA ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA

 

Aconteceu em Madrid (Espanha). No passado sábado, milhares de pessoas (mais de 100 mil) manifestaram-se contra a selvajaria tauromáquica, numa iniciativa do Partido Animalista PACMA (com o qual tenho a honra de colaborar) e que contou com a presença de André Silva, do PAN.

 

O PACMA agradece a todos os que deram a sua voz aos que não têm voz.

 

Este vídeo mostra ao mundo o que se passou nessa grandiosa manifestação: os espanhóis, mas também o mundo, estão contra o maltrato animal.

Em Portugal, a esmagadora maioria dos Portugueses também está. Apenas os portuguesinhos, atrasados civilizacionalmente, mantém acesa esta chama medieval.

 

Contudo, o sucesso de Espanha será também o nosso sucesso, porque no dia em que Espanha se libertar destas trevas que ainda a  cobrem, Portugal, que sempre seguiu servilmente os passos (“dobles”) de Espanha, libertar-se-á também.

 

 

NOTÍCIA EURONEWS:

http://www.euronews.com/2016/09/11/thousands-rally-in-madrid-against-bullfighting

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:48

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

SOBRE A DIFICULDADE EM ABANDONAR TRADIÇÕES: O CASO DAS TOURADAS

 

(Um texto bastante interessante e elucidativo, recebido via e-mail)

 

TRADIÇÕES.jpg

Nesta lista de tradições portuguesas, elaborada para publicitar Portugal lá fora, não consta a tourada. Nem podia, pois a tourada não é uma tradição, e muito menos portuguesa. É tão-só um costume bárbaro herdado do povo espanhol, aquando da implantação das dinastias dos três reis Filipes espanhóis, em Portugal.

(Origem da imagem: http://pt.slideshare.net/DuarteScia/portugal-e-a-cplp-geografia)

 

Texto de José Serrote da Vila

 

As tradições, quer sejam boas quer sejam más, exercem uma indiscutível influência sobre as pessoas, de tal modo que, apesar de toda a evolução científica e cultural existente, tolhem os pensamentos e levam por vezes a que sejam mantidas práticas bárbaras e anacrónicas. Sobre este assunto, a seguinte frase de Karl Marx* é bastante elucidativa: «A tradição das gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos».

 

Mas se o peso das tradições é plúmbeo, por que razão na nossa terra há tradições que desaparecem e outras que persistem e expandem-se?

Para tentar responder à questão, vamos dar dois exemplos: as batalhas de flores que eram comuns pelo menos em São Miguel, no início do século passado e que caíram no esquecimento e as touradas que estiveram confinadas à ilha Terceira e que se expandiram para outras ilhas.

 

Tal como outras tradições que foram desaparecendo, as batalhas das flores não tinham a montante nenhuma indústria organizada que necessitava que o seu “consumo” aumentasse para poder viver, daí terem caído no esquecimento sem que houvesse alguém que lutasse pela sua continuidade.

 

No caso das touradas, vamo-nos restringir às touradas à corda, para além do vício que cria o dito espectáculo, que anda intimamente associado ao consumo de álcool, há a indústria tauromáquica que para sobreviver precisa que a tradição se mantenha e, por causa da concorrência entre ganadarias, necessita que a tradição se expanda. Para exemplificar o exposto, com o apoio indirecto da hipócrita Comunidade Europeia e directa dos Governos Regionais e das autarquias, em quarenta anos o número de touradas à corda quase duplicou na ilha Terceira, passando de 121, em 1975, para 226, em 2015.

 

Para além do referido, se não se tratasse de um negócio “sujo”, pois envolve maus tratos a animais e ferimentos e mortes a outros animais que se dizem superiores e racionais, que interesse teria o lóbi das touradas na sua expansão para outras ilhas?

 

Por que razão os aficionados terceirenses das touradas não se esforçam por alargar as famosas danças e bailinhos da sua ilha ao resto do arquipélago? Por que razão não se esforçam por classificar as danças e bailinhos como Património Cultural e Imaterial e andam a pressionar para que sejam as touradas classificadas como tal?

 

Por último, uma nota de humor. Embora sabendo que há outros critérios para a classificação de uma tourada como tradicional, o que obriga a que a mesma se realize há pelo menos 15 anos leva-me a pensar se deve ser tradicional tudo o que se repete.

 

Assim, é mais do que provado que desde que foi construído o edifício dos Paços do Concelho de Vila Franca do Campo há a tradição de durante os arraiais das festas religiosas utilizar as traseiras do mesmo como mictório.

 

Será que por já ocorrer há algumas centenas de anos, o urinar contra as paredes daquele edifício poderá ser considerado tradição e como tal, embora a contragosto dos moradores, uma acção a ser devidamente protegida e acarinhada?

 

*Como se trata de um autor polémico e com muitos críticos sobretudo entre os que nunca o leram, aqui vai uma citação de um autor mais consensual, Albert Einstein: «A tradição é a personalidade dos imbecis».

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Sábado, 26 de Setembro de 2015

CARTA ABERTA À ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESÁRIOS TAUROMÁQUICOS

 

APET.jpg

 

"Empresários" tauromáquicos:

 

Li este comunicado e pasmei.

 

Não que me surpreendesse que ele viesse a público, pois num país onde a selvajaria tauromáquica é permitida, e a crueldade e a violência e a maldade, nuas e cruas, têm uma legislação própria, tudo é possível.

 

Pasmei apenas pelo desplante de se arvorarem em “empresários” e entenderem que podem insultar, assim, despudoradamente, a inteligência dos portugueses.

 

O PAN (Pessoas – Animais – Natureza) é um partido político com legitimidade para solicitar à Assembleia da República que clarifique por via legislativa e de forma incontestável, as atribuições municipais à proibição de actos de violência contra animais, incluindo touradas, sabem porquê?

 

Porque os Touros e os Cavalos, utilizados nessa actividade primitiva e bárbara, a que vocês chamam obtusamente “cultura”, são ANIMAIS, não sabiam? E o que fazem a esses animais nas touradas são actos de violência extrema proibidos por lei.

 

Por isso, todos os portugueses, sejam militantes de partidos ou apartidários, têm toda a legitimidade de não só exigirem que a lei seja cumprida, como de questionar essas leis tortas que são a vergonha dos legisladores, e que existem apenas para que duas dezenas de “empresários” da tortura de seres vivos vivam à tripa forra à custa dos dinheiros públicos. À custa dos nossos impostos.

 

E isto é ilegítimo. É imoral. É roubar o povo.

 

E mais. Os fundamentos em que se baseia o PAN para fazer valer os Direitos dos Animais (de todos os Animais) consignados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, ratificada pelo governo português, que descaradamente nunca cumpriu esse compromisso, são a mais incontestável verdade.

 

E quem é a APET para não consentir “atropelos” à liberdade cultural dos aficionados garantida pela Constituição no seu artigo 78, que consagra a todos o direito à «fruição e criação cultural»?

 

Por acaso sabem o que é criação cultural? Não sabem. Se soubessem estavam caladinhos, para não fazerem esta má figura.

 

Aprendam alguma coisa sobre Cultura e Civilização abrindo este link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

 

Os torturadores de bovinos passaram séculos a transmitir ignorância de geração em geração, e a chamar “cultura” à tortura de seres vivos, para divertir sádicos, mas agora, simplesmente CHEGA! Porque a época da ignorância já passou. Agora só é ignorante quem quer. Só se é ignorante por opção.

 

Hoje, essa ignorância está limitada a um punhado de aficionados que se recusam a ver o óbvio e a evoluir, com o aval de um governo também ele aficionado e culturalmente paupérrimo.

 

Vocês até poderiam ter razão se estivessem a referir-se à criação cultural propriamente dita.

 

Mas a tauromaquia não passa disto:

 

VENAL ARTE.png

 

A APET não tem legitimidade nenhuma de relembrar em parte alguma ao Estado Português o que quer que seja.

 

Os interesses da APET são meramente económicos, e baseados na venal arte de torturar e matar animais em público, para divertir sádicos. Portanto, o que pretendem é ganhar dinheiro á custa do sofrimento de seres vivos indefesos, e a isso não se chama criação cultural. A isso chama-se carnificina.

 

E se não sabem o que é um sádico, deixo aqui a definição oficial, para que não digam que estou a insultar: «Que ou quem gosta de fazer sofrer ou humilhar = MAU»

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

http://www.priberam.pt/dlpo/s%C3%A1dico

 

 

 

Ora os aficionados gostam de ver sofrer e de fazer sofrer e humilhar inocentes, inofensivos e indefesos bovinos. Vejam:

 

 

E isto não é criação cultural, em parte alguma do Universo.

 

E por fim, a tauromaquia poderia eventualmente ter sido de norte a sul, parte integrante do “património da cultura popular portuguesa” mas apenas do povo bronco, porém jamais o foi do povo instruído, do povo culto, do povo erudito.

 

Mas isto FOI em tempos idos. Num tempo coberto pelo negrume da mais cavernosa ignorância.

 

Hoje, essa “cultura dos broncos” está restringida apenas a um punhado de criaturas que já nasceram velhas, com raízes podres, enterradas num passado tão remoto, tão remoto, que já se perdeu no tempo…

 

E para que saibam, a tauromaquia não é um “espectáculo cultural”. Nunca foi, nem nunca será. É simplesmente um costume bárbaro herdado de espanhóis bárbaros . E nada mais do que isso. A tauromaquia é uma actividade nauseabunda.

 

Só têm razão numa coisa: a tauromaquia é uma prática legal, o que não significa que seja moralmente admitida numa sociedade humana e civilizada.

 

E hoje, mais do que nunca, ela é uma prática inconstitucional.

 

Quanto à IGAC é uma inspecção que não cumpre a função para a qual foi criada, porque permite que se façam touradas completamente ILEGAIS em Portugal.

 

Isto é público. Isto é vergonhoso. Isto só acontece porque existe um governo cuja governação é submissa ao lobby tauromáquico.

 

As denúncias destas ilegalidades caem em saco roto, e todos nós sabemos muito bem porquê.

 

Por isso, “empresários” tauromáquicos, este vosso comunicado não tem qualquer razão de ser. É simplesmente ridículo.

 

No entanto, nós sabemos que foi escrito com a única intenção de “avisar” os 226 deputados da Nação, eleitos para darem cobertura à tauromaquia (os restantes 24 rejeitam este costume bárbaro) que estarão “atentos” a qualquer movimentação contrária ao vosso “desejo”.

 

Mas não pensem que isto vai durar muito mais tempo.

 

Tudo o que nasce morre. É a lei natural.

 

E a tauromaquia já resistiu demasiado tempo, está demasiado velha, carcomida, apodrecida, a cheirar mal, e no tempo que corre, está a escorregar lentamente para o abismo onde será para sempre enterrada.

 

Disso podem ter a mais absoluta certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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