Terça-feira, 20 de Março de 2018

AS ORIGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA NÃO NOS CONDUZEM AO BRASIL

 

Atentem nesta imagem: nada do que se vê nesta árvore genealógica das Línguas Cultas do Mundo, nos conduz à América do Sul.

 

LÍNGUASillustrated-linguistic-tree-languages-minn

 Vejam o mapa em alta definição neste link:

https://static.boredpanda.com/blog/wp-content/uploads/2017/09/illustrated-linguistic-tree-languages-minna-sundberg-high-res.jpg

 

Impor-nos uma madrasta mutilada, quando temos a Mãe ainda viva e íntegra é uma violação dos direitos humanos dos Portugueses.

 

O actual governo português liderado pelo Partido Socialista, acolitado pelo BE, pelo PSD, e pelo CDS/PP, e aliado a um presidente da República que sobrevaloriza as exibições públicas, que apenas servem o seu próprio ego e não o País, estão a violar a Constituição da República Portuguesa, no que diz respeito à defesa da nossa Identidade, do nosso Património Linguístico, e dos superiores interesses de Portugal.

 

Porventura, os constitucionalistas não estarão a ser cúmplices desta violação, porquanto não os vemos a tomar medidas, no sentido de processar o Estado Português por esta transgressão grave à soberania portuguesa? Eu assinarei a queixa, mas não percebo nada de termos jurídicos.

 

Porque, meus amigos (não há necessidade de dizer e amigas, segundo a moda idiota que por aí corre), não tenhamos a mínima dúvida de que, ao implantar-se em Portugal o acordo ortográfico de 1990, que descaradamente favorece o dialecto brasileiro, em detrimento da Língua Portuguesa, Portugal perderá o símbolo maior que o distingue dos demais países do mundo.

 

E se eu estiver errada, corrijam-me, por favor.

 

Não é o cozido à portuguesa, ou as tripas à moda do Porto, ou a chanfana que nos diferencia dos restantes países. Não é.

 

Porém, quando vamos a um qualquer país estrangeiro e dizemos que somos portugueses, ninguém nos diz que não sabe falar Francês, ou outra qualquer língua. O que nos dizem? Dizem que não sabem falar Português. É ou não é? A não ser que seja alguém muito inculto.

 

Para quem estiver interessado em informar-se melhor sobre a genealogia das Línguas da família indo-europeia, consultem este link:

https://positivr.fr/arbre-genealogique-langues-monde-minna-sundberg/

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:45

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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015

UMA BOA DECISÃO: PRÉMIO SAHKAROV 2015

 

PRÉMIO SAHKAROV.jpg

Raif Badwi foi condenado a 10 anos de prisão e 1000 chicotadas pelo crime de PENSAR e DIZER A VERDADE

 

O prémio sobre a liberdade de pensamento do Parlamento Europeu, conhecido pela designação de Prémio Sakharov, reconhece, cada ano, uma personalidade que se tenha destacado na luta pelos direitos humanos. É um reconhecimento cheio de simbolismos políticos. Uma decisão política. O próprio nome do prémio tem um profundo significado político: lembra-nos a ditadura na União Soviética e o papel que Andrei Sakharov, um cientista nuclear russo, desempenhou na luta pelas liberdades e os direitos das pessoas, na parte final do regime comunista.

 

Este ano, a escolha recaiu no activista saudita Raif Badawi, um blogger que está preso desde 2012 na Arábia Saudita e que, entre outras coisas, foi condenado ao castigo público de 1 000 chicotadas. Badawi tivera a coragem de apontar o dedo à Universidade Islâmica Imam Muhammad ibn Saud como sendo um viveiro de extremistas religiosos e de terroristas.

 

Na verdade, o caso de Raif Badawi permite que nos lembremos que a política externa da Europa e do Ocidente em relação à Arábia Saudita é um enredo de ambiguidades e de jogos de dupla linguagem. A preocupação tem sido a de não ofender o regime de Riade. Ora, esse regime precisa de uma Europa que lhe fale a verdade e que lhe diga, nomeadamente, que as suas práticas legais e sociais estão em profunda contradição com os valores universais. São, de facto, inaceitáveis. E que não há desculpa alguma, incluindo na área religiosa ou dos costumes, que possa justificar as absurdidades e as violências praticadas pela liderança da Arábia Saudita.

 

Por isso, para além de felicitar a coragem de Raif Badawi, há igualmente que reconhecer o mérito da decisão deste ano do Parlamento Europeu.

 

in:

http://victorangelo.blogs.sapo.pt/uma-boa-decisao-premio-sakharov-2015-684186

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:34

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

MENINOS QUE SONHAM SER TOUREIROS E QUANDO FOREM GRANDES QUEREM MATAR TOUROS

 

Esta é uma realidade anormal, felizmente abrangendo poucas crianças, em Portugal. Mas as poucas que abrangem fazem com que uns poucos mundos se despedacem contra o rochedo da ignomínia.

 

A estas crianças roubaram a infância. E elas nunca terão a oportunidade de dizer como as crianças normais: eu quero ser barbeiro, ou bombeiro, ou padeiro, ou engenheiro, ou atleta, ou aviador, ou médico, ou agricultor, tudo profissões dignas de um adulto que se desenvolveu dentro dos parâmetros saudáveis de um ser humano.

 

E dizer que estes “sonhos” de meninos, que querem transformar em monstros, são acalentados por progenitores irresponsáveis e por governantes incompetentes!

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Jovens alunos da Escola de Toureio da Moita em tourada na praia, com (cobardes) “garrochistas”

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Aposento da Moita: uma pega à beira-rio...

Fotos D.R., @João Ribeiro Telles, @João Moura Jr. e aficionadosdamoita.blogspot.com

 

O que vemos nestas imagens aconteceu no dia 7 de Março de 2015 (portanto há pouco tempo) em pleno areal da Praia do Rosário, na Moita do Ribatejo, um lugarejo onde ainda não chegou a civilização.

 

Sim, no areal de uma praia pública, que o SEPNA e a autoridade marítima consideram um local muito adequado para se protagonizar uma animadíssima "tourada", com montadores de cavalos, toureiros a pé, forcados e garrochistas.

 

Garrochistas não são mais do que uns cobardes montados em cavalos, agarrados a umas lanças compridas com pontas aguçadas a que chamam “garrochas”, para “picar” os indefesos bovinos, todos muito novinhos, porque ali há crianças, menores de idade, a aprenderem estas práticas bárbaras e cruéis, a aprenderem a ser monstros como os adultos.

 

Esta funçanata de broncos foi organizada pelo clube taurino da Moita, que é a “coisa” mais “cultural” lá da terra.

 

E é este tipo de “divertimento” que os mui ilustres autarcas da Moita têm para oferecer às indefesas crianças, a quem não dão oportunidade de evoluir.

 

E depois não querem que se diga que fazer “isto” a uma criança é um crime, ou seja, é cometer uma transgressão ao direito delas a uma vida mentalmente sã e íntegra.

Fonte:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/03/inedito-figuras-em-tourada-na-praia-do.html

 

***

Agora leia-se com atenção este ESPANTOSO texto, publicado na revista VISÃO.

(Os bolds e os itálicos são da lavra da autora deste Blogue, e a correcção do texto em AO/90 é automática.)

 

Meninos que sonham ser toureiros

 

O Parlamento aprovou uma lei - já contestada na ONU - que prevê o acesso à profissão de artista tauromáquico aos 16 anos. Mas começa-se bem mais cedo. Há miúdos que ainda nem sabem ler e já dominam as bandarilhas.

 

Gonçalo Alves tem nove anos e frequenta a Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita desde os seis. Ao final do dia, três vezes por semana, só tem olhos para o capote. O seu sonho? "Quero ser veterinário e matador de touros", declara, convicto. A sua afición surgiu por influência do progenitor, que é toureiro a cavalo. "A minha mãe só me deixou vir para aqui porque já estava habituada ao meu pai", diz, de forma rápida mas tímida. Com o seu corpo franzino, já enfrentou bezerros, e jura que não teve medo.

 

O treino é feito ao som de música sevilhana, que toca bem alto num rádio portátil antigo. "Mestre! Está bem se fizer assim?", ouve-se, vezes sem conta, durante as quase três horas em que os 30 alunos da Moita praticam os passos de capote, de muleta na mão, ou correndo atrás da tourinha, uma espécie de bicicleta com uns cornos na ponta e um fardo de palha, ou assento almofadado, onde se espetam as bandarilhas.

 

O mestre destes aspirantes a toureiros é Luís Vital Procuna, matador de touros há uma década. Também a sua paixão pelo toureio a pé começou bem cedo, quando tinha sete anos. "Sempre gostei deste mundo, cresci aqui, em frente à praça de touros". Foi na arena da Moita que toureou a primeira bezerra. Matou o primeiro touro em Barrancos, aos 11 anos.

 

A participação de menores em touradas sempre foi polémico, mas o assunto voltou à ribalta após a aprovação, em Março, na Assembleia da República, de uma nova lei que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de artista tauromáquico, permitindo a profissionalização aos 16 anos.

 

A participação de amadores na festa brava é, contudo, possível a crianças de idade inferior, desde que a sua participação seja comunicada à Comissão de Protecção de Menores (embora não seja necessária a sua autorização). Além disso, a frequência de escolas de toureio permanece sem idade mínima definida para o acesso, sendo usual haver iniciados a partir dos seis anos.

 

O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, que já havia dedicado um relatório a Portugal no ano passado, insurge-se contra a legislação aprovada, considerando que a participação de menores em touradas "constitui uma violação de Direitos Humanos". Até mesmo a assistência do espetáculo tauromáquico deveria, no entender do organismo da ONU, ser apenas para maiores de 18 anos - a nova lei estabelece os 12 anos como idade mínima.

 

"O comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas" e "exorta o Estado português a empreender medidas de sensibilização e consciencialização sobre a violência física e mental associada às touradas e o seu impacto nas crianças". Também o grupo de Direitos das Crianças da Amnistia Internacional pede que "sejam tomadas as devidas diligências para anulação ou rectificação" do diploma agora aprovado.

 

A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Prótoiro) considera infundadas as recomendações das Nações Unidas, acusando esta organização de ter cedido ao lóbi antitouradas: "Querem retirar-nos a liberdade de escolher o modo como devemos viver e educar os nossos filhos."

 

Medo sempre presente

 

Os treinos dos meninos que sonham ser toureiros prosseguem na praça da Moita, indiferentes a esta discussão. Entre eles, destaca-se uma figura feminina, com um casaco do Benfica vestido. Paula Santos tem 15 anos, frequenta o 8.º ano e é a única rapariga inscrita. Diz que sempre foi aficionada e que tudo começou "com uma brincadeira". Mas gostou tanto que ficou. Agora ambiciona ser uma "figura" do toureio, ou seja, conquistar fama e reconhecimento no meio tauromáquico.

 

A seu lado, João Gomes, com a mesma idade, conta que foi o pai quem o incentivou a ir experimentar um treino. Já toureou um novilho e diz que a sensação "não dá para explicar". Sonha tourear em Espanha e quer ser matador. Quando não está na escola ou nos treinos, está mergulhado em vídeos de toureiros, "para aprender mais".

 

Luís Procuna dedica-se totalmente a formar estes alunos, uma vez que está afastado das arenas por lhe ter sido diagnosticada paramiloidose, uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso. O professor de toureio é tratado com carinho e respeito pelos alunos. A maioria tem dificuldades económicas e, por isso, a escola não cobra mensalidade aos alunos (as despesas são suportadas pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, com os apoios da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal da Moita). Os fatos necessários para se apresentarem em corridas são oferecidos pelo mestre e por outros toureiros.

 

Além disso, a maioria tem problemas de comportamento na escola. Na praça, nada disso se nota. E o "mestre" acredita que não lhes ensina apenas a arte do toureio, mas também a serem melhores pessoas e a focarem-se em percorrer um caminho, a alcançarem um objetivo. Concede que estas crianças correm riscos ao escolherem esta profissão. O medo está sempre presente, garante, independentemente da idade. "Enfrentar um touro de 500 ou 600 quilos é enfrentar dois cornos que nos podem tirar a vida."

Fonte:

http://visao.sapo.pt/meninos-que-sonham-ser-toureiros=f815886

***

Isto acontece em Portugal.

 

Isto é uma forma perversa de maus tratos psicológicos a crianças.

 

Aqui, algumas crianças não têm o direito de serem crianças.

 

Aqui, algumas crianças vivem o “sonho” dos outros, de gente que ficou parada num passado obscuro e assente na ignorância.

 

Aqui, algumas crianças já nasceram velhas e permanecerão eternamente velhas se o governo português e as suas instituições de protecção aos indefesos meninos continuarem a comportar-se como seus algozes.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Sexta-feira, 13 de Março de 2015

O QUE ME TIRA O SONO É A TRISTEZA DE VER O MEU PAÍS ATOLADO NA LAMA DA IGNOMÍNIA

 

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Sono

(E eu nem sabia)

 

Dizem que, a partir de hoje, os portugueses com problemas de sono vão ter uma nova ferramenta de apoio que visa melhorar a qualidade do sono. A Linha do Sono é assegurada por psicólogos especializados durante 5 horas por dia, 5 dias por semana.

 

Mas para o que me tira o sono, a mim, nenhum psicólogo terá paliativo…

 

TRISTEZA.jpg

Origem da imagem: http://www.isleep.pt/wp-content/uploads/2015/01/Tristeza.jpg

 

São tantas as coisas que me tiram o sono, que nem sei por onde começar.

 

Talvez seja melhor começar pela coisa mais óbvia: pela tristeza profunda que me causa o estado caótico a que chegou o meu País, governado por uma classe política totalmente desacreditada e desqualificada, talvez a pior que Portugal já teve nos últimos 40 anos.

 

Não há sector nenhum da sociedade portuguesa que esteja bem ministrado e em que possamos confiar.

 

Começando pelos Ministérios das Finanças, da Justiça, da Saúde, da Economia, do Ambiente, da Agricultura e Mar, da Educação e Ciência (porque da Cultura nem sequer existe), da Solidariedade, Emprego e Segurança Social…

 

Qual destes Ministérios funciona plenamente e dá segurança aos portugueses?

 

Que credibilidade têm os ministros ou os deputados da Assembleia da República e os autarcas portugueses que andam a “brincar” aos políticos, e fazem-que-fazem, obrigando os jovens mais qualificados a sair de Portugal, e mergulhando o País em constantes crises financeiras, económicas, culturais, educacionais, morais?

 

Não existe nenhum órgão do poder em quem possamos confiar plenamente.

 

Não confiamos no poder judicial, nem no poder legislativo, nem no poder local, nem no poder policial.

 

Não confiamos no presidente da República.

 

Não confiamos nas leis, porque elas não funcionam, nem há quem as faça cumprir.

 

Até a Língua Portuguesa estão a tentar destruir, por decreto, obrigando, ditatorialmente, a função pública e os estudantes a utilizarem uma aberração que dá pelo nome de Acordo Ortográfico 1990, que além de estropiar a Língua, apenas interessa àqueles que não têm capacidade de aprendizagem e aos bolsos de alguns editores.

 

É o descalabro total.

 

A corrupção e a ladroagem são o prato do dia em todos os sectores da sociedade portuguesa, atingindo os cargos de topo. Não vemos operários da construção civil ou sapateiros (profissões muito mais dignas do que as de “político”) envolvidos em fraudes fiscais, actos de corrupção ou branqueamento de capitais.

 

E o maior corrupto e ladrão dos últimos tempos anda por aí à solta, porque se o prenderem terão de prender muita gente “graúda” e não convém…

 

Para além de tudo isto, que já daria para tirar o sono a uma manada de milhares de elefantes, acrescente-se a onda de violência, ignorância e insanidade mental que arrasta o mundo para a demência total, onde a Vida Humana não tem qualquer valor; onde as crianças são lançadas a uma brutalidade insana, e roubadas da infância a que têm direito; onde todos os dias os Direitos Humanos são violados, nas barbas das autoridades e ninguém faz nada; onde milhões de mulheres ainda vivem sob o jugo de mentecaptos; um mundo onde se mata em nome de nada; onde se tortura e mutila em nome de tradições…

 

Que mundo será este?

 

O meu País e o Planeta estão nas mãos de doidos.

 

O meio ambiente está a ser destruído por doidos.

 

Os seres vivos, humanos e não humanos, estão a ser massacrados por doidos, em nome de absolutamente nada.

 

Senhores psicólogos da Linha do Sono… é tudo isto que me tira o sono.

 

O que podem fazer por mim?

 

O que podem fazer pela Humanidade?

 

O que podem fazer pelo mundo?

 

O que podem fazer pelos dementes que governam o mundo?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

NA GOLEGÃ AS AUTORIDADES MUNICIPAIS AO PRETENDEREM REACTIVAR A ESCOLA DE TOUREIO SERIAM ACUSADAS POR CORRUPÇÃO MORAL DE MENORES SE ESTIVÉSSEMOS NA COLÔMBIA…

 

Mas a Golegã, uma terrinha onde a evolução ainda não chegou, infelizmente, pertence a Portugal, onde as autoridades não cumprem o que está consignado na Constituição da República Portuguesa no que respeita ao respeito pelos Direitos das Crianças.

 

Todos os portugueses cultos sabem que a cultura da violência é inconstitucional, uma vez que põe em risco o desenvolvimento harmonioso da personalidade das crianças.

 

Apenas as autoridades não sabem, e continuam a permitir esta INCONSTITUCIONALIDADE IMPUNEMENTE.

 

*****

Pois… Clint Eastwood tem toda a razão, mas não é intenção de quem pode e manda em Portugal, deixar filhos melhores para o nosso futuro… Pelo contrário, querem fabricar monstrinhos violentos, a coberto do que dizem ser uma “tradição” e que não passa de um costume bárbaro, a cair de podre…

 

A violência selvagem (no mau sentido da palavra selvagem) anda nas ruas, nas escolas, dentro das famílias (com filhos a matarem os pais), em cada beco, em cada esquina… nas televisões, enfim… em todo o lado…

 

Sabemos os estragos morais e psicológicos que a violência provoca na vida de uma criança, de um adolescente, de um jovem, que ainda estão a formar as personalidades deles.

 

É absolutamente criminoso o que estão a fazer com estes menores de 18 anos, que frequentam as várias escolas de toureio que existem no país.

 

O Senhor Provedor de Justiça estará a par desta situação?

 

Desta inconstitucionalidade?

 

E o Senhor Procurador Geral da República?

 

Na Golegã, uma terra taurina, existe uma escola de toureio desactivada, e agora que a tauromaquia está morta, as autoridades municipais, munidas de uma inconsciência colectiva, querem reactivar esse antro de violência, de tortura, de crueldade, de sementeiras de sadismo e de psicopatia, contrariando o que está consignado na Constituição da República Portuguesa.

 

Lê-se no Jornal O Mirante:

 

«Queremos reactivar a Escola de Toureio

 

No global os documentos foram bem aceites por todas as bancadas, registando-se alguns pedidos de esclarecimentos sobre as verbas inscritas em algumas rubricas. A CDU aludiu à inscrição de uma verba de cerca de três mil euros para a Escola de Toureio, que está desactivada, e quatro mil euros para actividades taurinas, tendo ficado esquecida a Instituição Olé Golegã. O que mereceu um comentário mais assertivo do presidente da câmara.

 

«Não olvidamos o Olé Golegã. Reconhecemos o bom trabalho efectuado pelo grupo e vamos continuar a apoiar as suas organizações. Mas também queremos reactivar a Escola de Toureio da Golegã, queremos que volte a trabalhar para que se mantenha a nossa tradição taurina», garantiu Rui Medinas.

 

Também o presidente da assembleia, Veiga Maltez interveio para saudar a vontade de reactivar a escola e também para informar que, apesar de desactivada, existem cerca de três mil euros no banco que podem ser colocados à disposição de quem fizer a reactivação. Veiga Maltez é também presidente da assembleia geral da Escola de Toureio

Fonte:

http://semanal.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=634&id=97178&idSeccao=11074&Action=noticia

 

Depois não querem estes senhores que se denuncie publicamente estas transgressões aos mais elementares direitos de cidadãos indefesos, tão indefesos e inocentes como os bezerros que são utilizados nessas escolas onde se ensina a torturá-los barbaramente sem razão alguma.

 

Esperamos que as autoridades judiciais ponham cobro a estes antros de violência, para salvaguardar a saúde mental de muitas crianças portuguesas, que não têm quem as defenda, estando à mercê de gente absolutamente inconsciente.

 

Não parece impossível?

 

Pois parece-me que esta será uma matéria para ser denunciada ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

 

Sim, porque as crianças são SERES HUMANOS e têm DIREITOS que Portugal tem o DEVER de defender, até porque assinou a Convenção referente a esses direitos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013

JOSÉ ANTÓNIO PINTO RECUSA MEDALHA NUM GESTO MAIOR QUE ARRASOU A HIPOCRISIA REINANTE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Este, sim, é um verdadeiro Ser Humano!

Merece a nossa consideração e respeito e todas as medalhas de heroísmo do mundo

 
(Jose António Pinto)

«O assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto, que foi hoje homenageado na Assembleia da República propôs trocar a medalha de ouro por políticas que não causem mais estrago na vida dos que deixaram de dar lucro.


José António Pinto foi um dos homenageados no âmbito do Prémio Direitos Humanos, anualmente entregue pela Assembleia da República, tendo aproveitado para dedicar a medalha de ouro dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos seus utentes e aos seus pobres.


Perante uma plateia de várias dezenas de pessoas, entre a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o júri do prémio e vários deputados, o assistente social disse estar disposto a trocar aquela medalha de ouro por outro desenvolvimento económico.


«Deixo ficar esta medalha no Parlamento se os senhores deputados me prometerem que, futuramente, as leis aprovadas nesta casa não vão causar mais estragos na vida daqueles que, por terem deixado de dar lucro, são hoje considerados descartáveis», disse José António Pinto, tendo recebido um forte aplauso.


Aproveitou para lembrar que enquanto fala, mais de 120 mil pessoas deixaram já Portugal, cerca de meio milhão de crianças perdeu o abono de família, 140 mil jovens estão desempregados e a maior parte dos idosos recebem uma reforma «miserável».


«Quero emprego com direitos para criar riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada do que os mercados, quero que o interesse colectivo e o bem comum tenham mais força do que os interesses de meia dúzia de privilegiados», defendeu, tendo sido novamente muito aplaudido.


O outro homenageado com a medalha de ouro, Farid Walizadeh, um jovem refugiado afegão que chegou sozinho a Portugal, disse que a medalha representa a sua vida e todo o caminho que fez.


«Neste país encontrei pessoas que me ajudaram muito. Sonho reunir toda a minha família em Portugal e sonho também ter um clube que me apoie a nível profissional no boxe para poder ir aos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil», pediu.

 

O Prémio Direitos Humanos foi este ano atribuído à Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci), cuja presidente defendeu que, mais do que falar, importa convergir esforços para que as pessoas com deficiência tenham igualdade de oportunidade.


«Reconhecer os direitos não chega, é preciso que as pessoas os possam exercer e, para que isso aconteça, é fundamental que sejam previamente garantidas condições para que a cidadania esteja ao alcance de todas as pessoas sem excepção», sublinhou Julieta Sanches.


O presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias disse, por seu lado que «a pobreza continua a ser uma realidade que atenta contra os direitos humanos».


«Simultaneamente, este é também um tempo de mais solidariedade, de mais generosidade e de busca por mais justiça social, em que o exemplo de quem milita por estes valores deve ser destacado», disse Fernando Negrão, em nome do júri.


A presidente da Assembleia da República aproveitou para homenagear «aqueles que levam o coração a toda a parte» e lutam contra o conformismo e a desistência».


Vejam meste link o discurso de José António Pinto:



publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

«DIREITOS HUMANOS VERSUS DIREITOS DOS ANIMAIS»

 

Um texto a enviar aos deputados da Nação, para que possam reflectir (se é que a maioria consegue fazer esse exercício mental) sobre este assunto, antes do próximo dia 25 de Outubro, quando terão de decidir se querem pertencer ao rol dos animais humanos racionais, ou ao rol dos animais humanos irracionais

 
 

Por PRÓTOURO

 

«Se bem que o mundo tenha evoluído desde o aparecimento do animal humano no planeta Terra, ainda assistimos hoje em dia a resquícios de primitividade próprios da era cavernícula. Resquício, esses, que se traduzem, na forma como os chamados seres racionais se comportam face aos chamados seres irracionais, ou seja os animais não humanos.

 

A arrogância de certos humanos não conhece limites. E se no passado, consideravam certos animais humanos seres inferiores devido por exemplo à cor da sua pele, hoje em dia classificam como seres inferiores aqueles que não têm voz.

 

É comum, ler enormidades, tais como os animais não têm direitos porque não têm deveres!

 

Se a questão passa pelo facto de que para ter direitos é imperativo ter deveres, então, pessoas em coma profundo só para citarmos um exemplo, não podem ter direitos: é um facto e afirmar o contrário é uma falácia dos que se julgam superiores.

 

Os abusadores de animais, tentam por todos os meios intoxicar a opinião pública com argumentos quer patéticos, quer obscenos tais como os animais existem para nos servir, não experienciam dor, não têm sentimentos, etc.

 

Entre duas gerações, novos e velhos, os primeiros, estão hoje em dia dotados de conhecimentos que os segundos, nunca tiveram oportunidade de ter.

 

As gerações mais velhas, foram nadas e criadas acreditando que os animais existem para os servirem, que não sofrem e por aí fora e se bem que existam excepções, muitos deles nunca irão mudar a sua maneira de pensar ou os seus hábitos.

 

Já os mais novos, com toda a parafernália de informação ao alcance de um clique, só podem acreditar nessas barbaridades por dois motivos: quer porque são animais humanos irracionais ou porque têm instintos cruéis.

 

Enquanto que os outros animais matam por uma questão de sobrevivência, alguns animais humanos matam por prazer e divertimento (touradas, caça, etc.).

 

Estes animais humanos são aqueles, que a todo o custo, tentam impedir a evolução porque a mesma, retirar-lhes-ia os lucros que lhes advêm da exploração de animais não humanos.

 
 

São eles, que tentam a todo o custo, impedir que se legisle no sentido de dar direitos aos animais e são eles que compram políticos para garantir o status quo e fazem-no porque sabem que neste mundo de trampa em que vivemos, qualquer político sem escrúpulos está à venda!

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

Fonte:

http://protouro.wordpress.com/2013/10/21/direitos-humanos-versus-direitos-dos-animais/comment-page-1/#comment-1919

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:20

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Quarta-feira, 27 de Março de 2013

«UMA SALVA DE PALMAS PARA OS TOUROS E CAVALOS (OS ÚNICOS SERES PRESENTES NUMA TOURADA QUE A MERECEM)…»

 

 

 

 

 

Jose Dores, deixou um comentário ao post «ESTÁ NOS DIREITOS HUMANOS QUE TODAS AS PESSOAS TÊM O DIREITO À CULTURA» … às 13:11, 2013-03-27.

Comentário:

 

«Gosto especialmente deste ponto 2 do artigo 13º: "2. As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal."

 

Penso que está na hora das associações internacionais em defesa da abolição da tourada lerem este parágrafo e enviarem ao Google. Porque não é isto que o Youtube vai fazer, mas é isto que tem de fazer, não permitir vídeos de promoção, mas permitir vídeos de sensibilização para o sofrimento vivido pelo touro durante a lide, seja em que momento for.

 

Para os aficionados isto representa uma injustiça, uma ditadura da nossa parte, mas isso é porque não leram com atenção este post da Isabel e têm um Transtorno da Conduta que lhes afeta a capacidade de perceber que os touros sofrem.

 

Quanto ao resto do post espero que os Sr. Luis Soares tenha percebido que um touro tem estes direitos e que além disso ele pertence à família dos mamíferos como nós, pelo que a maioria do seu corpo é composto por estruturas que são idênticas em composição e funcionamento às nossas. Este facto torna completamente ridículo considerar que o touro não sofre e se trata de um direito do homem viver experiências culturais através do seu sofrimento.

 

Imaginemos, Sr. Luís Soares, que o touro tem uma maior tolerância à dor que o homem, coisa que não sabemos com toda a certeza, será que temos o direito de o fazer sofrer porque ele sente "pouca" dor?

 

A partir de que grau de dor é que podemos fazê-lo sofrer? Como é que avaliamos o grau de dor do touro? Penso que ninguém sabe responder a estas perguntas, o que sabemos é que ele tem terminações nervosas, que manifesta a dor em cada ferro cravado, mais nos primeiros e menos nos últimos (como era de esperar), por isso ninguém tem o direito de causar esse sofrimento, que existe mesmo, para experienciar sensações de alegria... só pode ser um transtorno de facto!

 

Mais ainda, no ano de 2012, provou-se cientificamente que os mamíferos são seres conscientes, todos eles, não apenas o homem, lembro-o que o touro é um mamífero. Por isso ele sabe que está preso, que o estão a atacar, que lhe está a doer e que vai morrer, no meio disso investe sobre o cavalo no sentido de se defender, o que é entendido, e bem, pelos doentes mentais (aficionados) como nobreza e bravura... sim o touro é nobre e bravo, porque perante um bando de doentes mentais humanos que se divertem com o seu sofrimento não desiste de lutar pela sua vida, até ao seu último fôlego, no caso de Espanha.

 

Os doentes mentais (aficionados) vêem o heroísmo do toureiro, que usa os "enganos" para se superiorizar ao touro, nós que não temos nenhum transtorno vemos um ser (des)humano que usa a sua inteligência para torturar um ser inferior mas heróico que é o touro que no fim da lide merece, ele sim, uma ovação de pé, pela sua coragem em se defender até ao fim de um ser (des)humano prepotente que o usa para ganhar estatuto social e dinheiro.

 

UMA SALVA DE PALMAS PARA OS TOUROS E CAVALOS (os únicos seres presentes numa Tourada que a merecem)!»

 

***

 

José Dores, falou quem sabe das coisas.

 

Eu escrevi o texto «ESTÁ NOS DIREITOS HUMANOS QUE TODAS AS PESSOAS TÊM O DIREITO À CULTURA» com uma certa metodologia, com a intenção de que o Luís Soares pudesse reflectir e ver as imagens, e ler as palavras e os direitos, e perceber, e até o desafiei a convencer-me de que a aberração de uma tourada era “cultura e arte”.

 

Pois foi tempo perdido. Queimei neurónios inutilmente.

 

Quem nasce aficionado, morrerá aficionado, se não tiver massa cinzenta suficiente para conseguir desatolar-se.

 

O Luís Soares é o exemplo típico do aficionado, que num cardo vê uma rosa, como podemos verificar neste seu comentário:

 

Desconhecido disse sobre «ESTÁ NOS DIREITOS HUMANOS QUE TODAS AS PESSOAS TÊM O DIREITO À CULTURA» … na Terça-feira, 26 de Março de 2013 às 19:24     

 

"Cultura significa cultivar, e vem do latim colere. Genericamente a cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro dela que é."

"Arte é a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objectivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente."

"(...) aquele complexo (...)"; "(...) os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem (...)"; "(...)actividade humana(...);"(...)com o objectivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores(...)"

Não vejo a dificuldade em enquadrar a tourada aqui. Mas é como se costuma dizer, "Pior cego é aquele que não quer ver".

Quanto ao final, para bom entendedor meia palavra basta. Bem, tendo em conto o meu nível de cultura, que aqui foi tão badalado. Gostaria de perceber melhor aquele titulo.

Com os melhores cumprimentos,
Luís Soares»

 

***

 

«Não vejo a dificuldade em enquadrar a tourada aqui. Mas é como se costuma dizer, "Pior cego é aquele que não quer ver".»

 

José Dores, pois eu tenho grande dificuldade em enquadrar a TORTURA de um animal no panorama que o Luís Soares apresentou.

 

Não sei se o José Dores consegue fazer alguma ligação.

 

Eu não. Será defeito meu.

 

***

Luís Soares, quem não percebe que tortura não é cultura nem arte, não percebe o título que tanto o incomoda. Mas já lhe disse que terá de perguntar ao Ricardo.

 

E NUNCA ENTENDERÁ o que quer que seja.

 

A sua missão falhou por completo.

 

E eu não vou perder mais o meu precioso tempo a mostrar o óbvio, a quem não tem capacidade de o ver.  
 
***

 

Jose Dores disse sobre «UMA SALVA DE PALMAS PARA OS TOUROS E CAVALOS (OS ÚNICOS SERES PRESENTES NUMA TOURADA QUE A MERECEM)…» na Quarta-feira, 27 de Março de 2013 às 16:46:

 

«Pronto vamos perguntar ao Sr. Luís Soares:

Para si a Legislação que mantem os animais ao nível de coisas está correta e não precisa de alterações?

Para si o touro não sofre?

Para si considera saudável crianças com menos de 6 anos irem a touradas?

Para si considera a idade de 6 anos a idade correta para que por lei as crianças possam começar a ir a touradas?

Para si é idiota impedir atividades económicas humanas para respeitar o bem-estar animal?

Para si os animais não humanos não têm sentimentos?

Começou a ir a touradas antes dos 9 anos?

Se respondeu que SIM a todas as perguntas está deslocado da realidade atual, vive num mundo que pertence ao passado.

Caro Luís Soares até a cultura é uma coisa mutável, as expressões culturais mudam em função dos conhecimentos científicos, dos valores sociais e das condições de vida de um povo. Eu não sou os meus pais (os meus pais e toda a minha família é aficionada), eu cresci num mundo que promove um relacionamento saudável com os animais e a natureza. Em todos os países civilizados o material educativo e audiovisual para crianças não pode conter situações de crueldade para com animais, muitas vezes até representados com características humanas para promover a empatia pela natureza. Num mundo desses é natural que expressões culturais como a Tourada simplesmente deixem de fazer parte integrante da verdadeira cultura do povo em que ela está inserida.

Dai a Prótoiro andar a acenar com Patrimónios Culturais Imateriais, dai se Criarem Escolas ou Ateliers de Expressões Tauromáquicas... porque senão a tourada qualquer dia será uma cultura de ninguém... esse dia, se não é amanhã, é depois de amanhã, a nossa ideia de cultura mudou.»

***

Luís Soares, aqui fica o repto.

 

Se acha que tem assim tanta razão responda, por favor, às perguntas do José Dores.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Terça-feira, 26 de Março de 2013

«ESTÁ NOS DIREITOS HUMANOS QUE TODAS AS PESSOAS TÊM O DIREITO À CULTURA» …

 
 
 
 

Até o meu querido amigo Burro, que é um animal inteligentíssimo, se ri do facto de chamarem “cultura” e “arte” à tortura de Touros… E com toda a razão!

 

 

Luis Soares disse sobre «ELES PAVONEIAM-SE COBARDEMENTE EM ARENAS, OSTENTANDO UMA COMBINAÇÃO DE COLLANTS COR-DE-ROSA E LANTEJOULAS…» na Terça-feira, 26 de Março de 2013 às 02:09:

 

«Boa noite!

Li o comentário do Sr. Ricardo e gostei bastante, não só da maneira como escreve mas também como expõe a sua perspectiva.

 

Não foi de todo desagradável, ao contrário de muitos. Nao sabia é que estava à espera de uma resposta minha. Peço desculpa, mas acho isto muito repetitivo.

 

Vocês So dizem o mesmo... Eu claro, respondo o mesmo também. São pontos de vista. Está nos direitos humanos que todas as pessoas têm direito à cultura.

 

Vocês não apreciam por uma questão de sensibilidade. São muito sensíveis, bem, (lá está a repetição), não vão! Arte está aos olhos de quem vê. E não são poucos os países com esta tradição e cultura! Mas isso Ja vocês ouviram muita vez...

 

Nada que eu diga vos Vai fazer respeitar esta tradição e arte. O mesmo digo de vocês. Não vão mudar a forma de viver a aficion.

 

No entanto, talvez seja do meu baixo nível de cultura, não percebo o título \"eles pavoneiam-se cobardemente em arenas, ostentando uma combinação de collants cor-de-rosa e lantejoulas...\".

 

Hum, qual é o mal disso?
Com os melhores cumprimentos,
Luís Soares
»

 

***

 

Luís Soares, está na declaração Universal dos Direitos Humanos que todas as pessoas têm direito à Cultura. Até aqui estamos de acordo. Certíssimo.

 
 
 
 

Mas repare agora nesta imagem, por favor, e diga-me com toda a sinceridade: isto é o resultado da lide de um Touro, certo?

 

Vemos o enorme sofrimento estampado no semblante deste ser que se esvai em sangue, moribundo, que sofreu os horrores da tortura, e que é tão animal como eu ou como o Luís Soares, certo? (Lá estamos a repetir-nos).

 

Sabendo nós que Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização, fazendo parte da cultura de um povo as seguintes actividades e manifestações: música, teatro, cinema, literatura, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, dança, arquitectura, invenções, pensamentos, formas de organização social, ONDE CABE AQUI A TORTURA DE TOUROS?

 

Não sendo cultura, também não é arte, e para ser tradição, teria de estar assente na ética e na moral, e beneficiar a evolução da humanidade. O que não é o caso.

 

Gostaria que me respondesse e que JUSTIFICASSE RACIONALMENTE os termos CULTURA e ARTE aplicados a esta imagem.

 

Se conseguir essa façanha, garanto-lhe que MUDO DE IDEIAS.

 

***

 

Agora, Luís Soares, está também na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO, em sessão realizada em Bruxelas, a 27 de Janeiro de 1978, e posteriormente aprovada pela ONU, e (o mais incrível) subscrita por Portugal, o seguinte:

(Eu apelo para que se leia TUDO, não custa nada, e atentem nos sublinhados, para se ajuizar da NULIDADE da ATITUDE DOS GOVERNANTES PORTUGUESES).  

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

 

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

 

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

 

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

 

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.

 

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

 

7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

 

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais.

 

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

 

10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

PREÂMBULO:

 

Considerando que todo o animal possui direitos;

 

Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;

 

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;

 

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;

 

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;

 

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

 

PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

 

Artigo 1º

 

1. Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

 

Artigo 2º

 

1. Todo o animal tem o direito de ser respeitado.

 

2. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito. Tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.

 

3. Todos os animais têm direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

 

Artigo 3º

 

1. Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a actos cruéis.

 

2. Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

 

Artigo 4º

 

1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.

 

2. Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

 

Artigo 5º

 

1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.

 

2. Toda a modificação do dito ritmo ou das ditas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.

 

Artigo 6º

 

1. Todo o animal que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural.

 

2. O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

 

Artigo 7º

 

1. Todo o animal de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

 

Artigo 8º

 

1. A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, cientificas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.

 

2. As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

 

Artigo 9º

 

1. Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor.

 

Artigo 10º

 

1. Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem.

 

2. As exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.

 

Artigo 11º

 

1. Todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.

 

Artigo 12º

 

1. Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie.

 

2. A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

 

Artigo 13º

 

1. Um animal morto deve ser tratado com respeito.

 

2. As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

 

Artigo 14º

 

1. Os organismos de protecção e salvaguarda dos animais devem ser representados a nível governamental.

 

2. Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.

 

***

 

Como vê, Luís Soares, essa “cultura” e “arte” que
defende, não é assim tão linear, e nada tem a ver com “não gosta, não vai».

 

Os governantes portugueses são uns HIPÓCRITAS, no que diz respeito aos Direitos Humanos e aos Direitos dos Animais.

 

Mas também o são a UNESCO e a ONU, que nada fazem para fazer valer esses direitos que proclamaram. Ora bolas! Não servem a Humanidade, como apregoam.

Não se cumpre absolutamente nem um parágrafo sequer, destes direitos.

 

NADA.

 

***

 

Quanto aos torcionários “pavonearem-se cobardemente em arenas, ostentando uma combinação de collants cor-de-rosa e lantejoulas...» Qual é o mal disso, Luís Soares? Terá de ser o Ricardo a responder, pois a frase é dele.

 

Mas… para bom entendedor meia palavra basta!

 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 17:17

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