Terça-feira, 26 de Março de 2019

ADEUS AO TORO DE LA VEGA EM TORDESILHAS

Na passada semana, tive de me deslocar a Castilla y León (Espanha) a trabalho, e de passagem por Tordesilhas, resolvi visitar a localidade, para confirmar (ou não) a ideia horrorosa que eu tinha daquele lugar, onde Touros são (eram) torturados barbaramente.

 

A realidade ultrapassou as minhas mais péssimas expectativas.

 

Ao percorrer aquelas ruas por onde os desventurados Touros são (eram) massacrados, fui ter a uma praça antiga e logo deparei com o cartaz que se vê na imagem, que me impressionou pela negativa, porque o direito dos trogloditas acaba quando começa o direito dos outros seres.

 

Tordesilhas, aliás, como todas as localidades em que estas práticas primitivas se mantêm, é uma terra suja, com um património antigo (talvez do tempo do Tratado de Tordesilhas, ali assinado, e que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha) completamente ao abandono, e em nada do que vi havia beleza.

 

Tordesilhas.png

 

Qual não foi o meu espanto, quando, chegada a Portugal, no meu e-mail tenho uma mensagem da AnimaNaturalis, uma organização internacional de Direitos dos Animais sem fins lucrativos, cuja missão é estabelecer, promover e proteger os direitos de todos os animais na Espanha e na América Latina, e com a qual colaboro, a dar-me a boa notícia de que o Supremo Tribunal rejeitou o último recurso do Município de Tordesilhas para que se continuasse a torturar os Touros.

 

«Adeus ao Toro de la Vega».

 

O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça confirmou a legalidade do decreto da Junta de Castilla y León que, em 2016, proibiu a tortura e morte de Touros, em público, com lanças. Algo extremamente cruel e bárbaro.

 

TORO DE VEGA.jpg

Acabaram-se todos os recursos, para que esta barbaridade possa regressar às ruas de Tordesilhas.

 

Acabou-se o Toro de la Vega. Pode ser que agora Tordesilhas possa civilizar-se e tornar-se num belo minicípio.

 

Acabou-se a monstruosidade e a estupidez que se vê neste vídeo:

 

 

Fonte:

https://www.animanaturalis.org/n/45127/adios-al-toro-de-la-vega?utm_source=Boletin_informativo_marzo&utm_medium=email&utm_campaign=boletin_marzo&utm_content=toro_vegas

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

PARLAMENTO DE BRUXELAS APROVA LEI QUE RECONHECE OS ANIMAIS NÃO-HUMANOS COMO SERES SENCIENTES

 

(Há cerca de três semanas)

Com a nova legislação, aprovada por unanimidade, eles passam a ser considerados como “seres vivos dotados de sensibilidade, interesses próprios e dignidade". Até agora, os animais não humanos eram considerados objectos e, legalmente, propriedades e bens móveis… Também são reconhecidos como um grupo específico que reclama um elevado grau de protecção legal, de acordo com o comunicado oficial da secretária de Estado, Bianca Debaets.

ANIMAIS.jpg

Origem da imagem:

http://estadodedireito.com.br/wp-content/uploads/2016/02/animais.jpg

 

É muito triste saber que passados milhões de anos, desde o aparecimento da vida animal na Terra, se chegue a esta conclusão que, desde ao advento do Homo Sapiens Sapiens, sempre foi TÃO ÓBVIA às mentes mais iluminadas. A Humanidade avança rapidamente nas técnicas, mas a mentalidade humana é algo que se desenvolve muito, muito devagar. Desproporcionalmente à evolução da restante fauna do Planeta.

De qualquer modo, antes tarde do que nunca.

 

Enviaram-me esta notícia via e-mail. Curiosamente, numa busca pela Internet, para comprovar a sua veracidade, não a encontrei em nenhum jornal online português. O título levou-me para este site brasileiro:

https://vegazeta.com.br/parlamento-de-bruxelas-reconhece-senciencia-animal/?fbclid=IwAR0xyf_qhblfQjqqbpYOrGGGOoQiFuqGLQWTmie0pfs-xB1a8ASkttmM3og

 

***

 

Notícias mais relevantes, relacionadas com a defesa dos direitos dos animais

 

2016
– Colômbia altera o Código Civil e animais passam a ser considerados seres sencientes. (Link 1) (Link 2)
– O colégio de advogados de Terrassa criou uma Comissão de Direito Animal, sendo o quarto colégio catalão a dispor de uma comissão dedicada a este ramo do Direito, após Barcelona, Tarragona e Girona. (Link)
– Os colégios de advogados e de procuradores da província de Biscaia, Espanha, criam seções de Direito Animal. (Link)
– Madeira é a primeira região de Portugal a proibir o abate de cães e gatos nos canis municipais. (Link 1) (Link 2)
– Centro de Investigação de Direito Privado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promove 2º curso pós-graduado em Bioética, com um módulo dedicado aos Direitos dos Animais. (Link)
–  Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promove 2º curso de Direito Animal. (Link)
– Barcelona declara-se a primeira cidade veg-friendly do mundo. (Link)
– O colégio de advogados de Valência cria uma Seção de Direitos dos Animais. (Link)
– Universidade de Oxford publica numa importante revista científica estudo que diz que a dieta vegana é aquela que evita a morte de mais pessoas. (Link)
– Ministra da Justiça defende que animais deixem de ser “coisas” no Código Civil. (Link)
– Direção-Geral da Saúde lança manual de alimentação vegetariana para crianças. (Link)
– O Observatório do Direito do Consumo da Ordem dos Advogados promove umas Jornadas dedicadas ao tema “Os Animais no Direito”. (Link)

2015
– França altera o Código Civil e animais passam a ser considerados “seres vivos e sensíveis”. (Link)
– Na Alemanha, magistrados promovem seminário de 4 dias sobre Direitos dos Animais. (Link)
– Madrid proíbe o abate de animais abandonados. (Link)
– Nova Zelândia proíbe testes de cosméticos em animais. (Link)
– Ordem dos Advogados e associação AMOVER assinam protocolo que visa a formação de entidades sobre a legislação animal. (Link)
– Nos EUA, o FBI passou a considerar os abusos contra animais um crime grave “contra a sociedade”. (Link)
– South African Airways baniu o transporte de troféus de caça. (Link)
– Noruega cria brigada de polícia dedicada à defesa dos animais. (Link)
– Madeira proíbe abate de animais de companhia na região. (Link)
– Nova Zelândia reconhece que os animais são seres sencientes. (Link)
– Universidade de Estrasburgo cria novo curso de Direito Animal. (Link)
– Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa acolhe colóquio luso-brasileiro que aborda a temática dos Direitos dos Animais não Humanos, “Hermenêutica e Ética Ambiental”.  (Link)
–  Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa promove 1º curso de Direito Animal. (Link)
– A Assembleia Municipal de Évora aprovou uma recomendação com vista à proibição dos circos com animais. (Link)
– Direção-Geral da Saúde lança um manual vegetariano. (Link)
– Trigueros del Valle é o primeiro município espanhol a atribuir o estatuto de cidadãos a cães e gatos, garantindo-lhes o direito de coexistência com os seus companheiros humanos. (Link)
– Depois de Holanda, Bélgica e Noruega, a Bulgária é o quarto país europeu a ter uma polícia dedicada à defesa dos animais. (Link)
– Rússia e Argentina aprovam leis que proíbem os testes de cosméticos em animais. (Link)
– Aprovada em Portugal a Lei n.º 110/2015, de 26 de agosto, que estabelece o quadro de penas acessórias aplicáveis aos crimes contra animais de companhia previstos nos artigos 387.º e 388.º do Código Penal e estipula que quem maltratar ou abandonar os animais domésticos passa a ficar privado do direito de ter animais num período que pode ir até cinco anos. (Link 1) (Link 2)
– Assembleia da República aprova a Resolução n.º 93/2015, que recomenda ao Governo garantir um novo paradigma de controlo da população de animais. (Link)
– Catalunha proíbe animais selvagens em circos. (Link)
– O Colégio de Advogados de Madrid cria seção de Direito Animal. É já a terceira seção do género, após Barcelona e Tarragona. (Link)
– O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) elege um deputado para a Assembleia da República, na sequência das Eleições Legislativas de 2015. (Link)
– Honduras aprova Lei de Proteção dos Animais, que proíbe a utilização de animais em circos e as lutas de cães. (Link)
– TAP deixa de transportar troféus de caça e animais para laboratórios. (Link)
– Primeira edição do curso de Direito Animal organizado pelo Ilustre Colégio de Advogados de Valência, Espanha. (Link)
– Parlamento Europeu aprova resolução sobre o bem-estar dos animais. (Link)

2014
– Criada a Jus Animalium – Associação de Direito Animal, é uma associação portuguesa que tem por objectivo a defesa e proteção dos animais sencientes por via do Direito. (Link)
– Estudo demonstra que 10% dos suecos são vegetarianos. (Link)
– Cientistas americanos criam corpo humano para acabar com testes em animais. (Link)
– A Câmara dos Deputados federais do Brasil aprovou diploma que proíbe o uso de animais em testes para desenvolver produtos de uso cosmético. (Link)
– A Cidade do México proibiu o uso de animais silvestres ou domésticos nos circos. (Link)
– Aprovada em Portugal a Lei n.º 69/2014, de 29 de Agosto, que altera o Código Penal no sentido de criminalizar os maus-tratos e o abandono de animais de companhia. (Link)
– Supremo Tribunal de Justiça da Argentina reconheceu que os animais não-humanos são sujeitos de direito e concedeu o habeas corpus a uma orangotanga. (Link 1) (Link 2)
– México vai proibir circos com animais. (Link)
– Holanda aprova a proibição da utilização de animais selvagens nos circos. (Link)
– Malta proíbe o uso de animais em circos. (Link)
– Conferência The Animal Turn and the Law (Basileia) (Link)
– 2nd Global Animal Law Conference (Barcelona) (Link)

2013
– United Airlines deixa de transportar primatas para experiências. (Link)
– Estudo demonstra que vegetarianos têm menor risco de doenças cardiovasculares. (Link)
– Criado o “EuroGroup for Animal Law studies” (EGALS),  grupo de trabalho europeu de estudos em Direito Animal. (Link 1) (Link 2)
– Espanha: Vigo proíbe circos com animais selvagens. (Link)
– Eslovénia proíbe produção de peles e animais selvagens em circos. (Link)
– União Europeia proíbe comercialização de cosméticos testados em animais. (Link 1) (Link 2) (Link 3) (Link 4)
– No Reino Unido serão proibidos os grandes felinos nos circos. (Link)
– A Universidade de Harvard anunciou o encerramento do seu laboratório de investigação em primatas em 2015. (Link)
– Índia baniu os espetáculos com cetáceos, considerando-os pessoas não humanas. (Link)
– Senado aprova a proibição de animais em circos na Colômbia. (Link)
– Índia proíbe testes em animais na indústria cosmética. (Link)
– Apresentação de circos com animais é banida no Chipre. (Link)
– Bélgica proíbe animais selvagens em circos. (Link)
– Costa Rica anuncia planos de fechar zoológicos e libertar animais do cativeiro. (Link)
– Israel prestes a banir o foie gras. (Link)
– El Salvador proíbe o uso de animais em circos. (Link)
– Israel proíbe comercialização de cosméticos testados em animais. (Link)
– Marbella proíbe os circos com animais. (Link)
– A Amazon UK deixou de vender foie gras. (Link)
– São Paulo proíbe a produção e a comercialização de foie gras e artigos de vestuário feitos com pele animal. (Link)
– Coreia do Sul vai iniciar a construção do seu primeiro centro para o desenvolvimento de alternativas aos testes em animais para cosméticos. (Link)
– O exército norueguês aderiu à iniciativa “Segundas Sem Carne”. (Link)
–  International Conference of Alternatives to Animal Experimentation 2013 (Almada, Janeiro) (Link)

2012
– Publicada a nova estratégia da União Europeia (2012-2015) para o bem-estar animal. (Link)
– Partido Socialista apresenta projeto de lei que visa alterar o Código Civil, estabelecendo um estatuto jurídico dos animais. (Link)
– Grécia proíbe o uso de animais em circos. (Link)
– San Sebastian sem touradas a partir de 2013. (Link)
– O Great British Circus, um dos quatro únicos circos do Reino Unido que ainda utilizam animais selvagens, anunciou o seu encerramento. (Link)
– Assembleia Municipal de Évora rejeita reconhecer a tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal. (Link)
– Portugueses criam testes para evitar experiências com animais. (Link)
– A maior cadeia de supermercados italiana, a “COOP”, anunciou que vai deixar de vender Foie gras. (Link)
– Estudo finlandês conclui que bebes podem beneficiar com a convivência de animais de estimação. (Link)
– Panamá proíbe touradas. (Link)
– Costa Rica aprova lei que proíbe caça desportiva. (Link 1) (Link 2)
– Holanda proíbe apresentação de animais selvagens em circos. (Link)
– Aprovada a eliminação progressiva da produção de peles na Holanda, levando a uma proibição total em 2024. (Link)
– Entra em vigor a obrigação de socorrer animais atropelados em Itália. (Link 1) (Link 2)
– Inglaterra retira “foie gras” do menu do parlamento. (Link)
– A Faculdade de Direito da Universidade de Zurique cria o Programa de Doutoramento “A Lei e os Animais”.

2011
– Assembleia da República aprova por unanimidade a Resolução n.º 69/2011, que recomenda ao Governo uma nova política de controlo das populações de animais errantes. (Link 1) (Link 2)
– Holanda terá polícia para animais. (Link)
– Perú proíbe animais selvagens nos circos.
– Universidade Autónoma de Barcelona cria mestrado em Direito Animal e Sociedade. (Link)

2009
– Bolívia proíbe o uso de animais em circos. (Link)

Fonte:

http://www.vidanimal.org/noticias/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:24

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Terça-feira, 19 de Junho de 2018

PÓVOA DE VARZIM LIVRE DE TOURADAS (PETIÇÃO)

 

Para: ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM

 

Assinar Petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT89848

 

PETIÇÃO PÓVOA.png

 

Preâmbulo

 

Miguel Torga lembra-nos pelo conto Miúra que o toiro prefere a tranquilidade da campina e não existe para ser cercado numa arena de tortura física e psicológica.

 

No entanto, para tentar justificar a tourada, falam-nos de tradição como se fosse valor absoluto e de uma espécie de urgência de exprimir a coragem do homem e da sua superioridade, como se a elevação humana estivesse fora da sua inteligência e da sua sensibilidade, e precisasse de ser cruel e de se habituar ao sangue derramado.

 

Na Póvoa de Varzim sabemos que verdadeira coragem é o que leva os nossos pescadores a enfrentar um ser imensamente mais forte que eles, sem fingimentos nem ilusões, o mar. Coragem não é preparar traiçoeiramente nos bastidores escuros dos curros um animal não humano para um sacrifício irracional como divertimento de uma multidão eufórica.

 

Dos curros (qual caverna), de olhos quase cegos pela escuridão, picam o toiro que sai impetuoso para explodir no sol da arena. Eles não sabem, mas o toiro corre com o desejo irreprimível da liberdade, adivinhando que vai para indigna antecâmara da morte. Segue-se a agressão das bandarilhas que lhe dilaceram a carne e lhe roubam o sangue e a força para que o possam dominar facilmente até ao fim com o risco calculado. Às vezes, num último arremedo, há um toiro que se revolta e que magoa os que o magoam. Mas é sempre o animal não humano que é vencido cobardemente. De fora, nas bancadas circulares tudo parece irreal. Há quem se engane a si próprio chamando arte ao que é mera e evidente tortura, e a frieza da loucura colectiva não sente as dores que rasgam a carne do animal não humano, aprendendo melhor a indiferença em cada lide.

 

No nosso tempo não há Ética que possa tolerar a alegada estética que alguns insistem em ver na dor e no sangue que os seus cúmplices, falsos artistas de falsa coragem, fazem escorrer no dorso de um toiro.

 

Somos da Póvoa de Varzim de algum modo: porque aqui nascemos, porque escolhemos aqui viver ou porque aqui vimos ou gostaríamos de vir e de estar. Queremos que a nossa cidade seja um lugar que não eduque para a violência gratuita, mas que tenha em todos os seus momentos e expressões uma ética de paz, de respeito pela Vida que partilhamos em festa e não em dor com os animais não humanos.

 

POR ISSO, CONSIDERANDO QUE:

 

1 - o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo, e que o homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais;

 

2 - os Direitos dos Animais estão consagrados pela Organização das Nações Unidas - ONU através da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela Unesco, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978), que neles se inclui o direito de nenhum animal ser explorado para divertimento do homem (v. Artigo 10º n.º 1);

 

3 - a Ciência reconhece inquestionavelmente a maioria dos animais, incluindo cavalos e touros, como seres sencientes, com memória e capazes de emoções e de sentir dor e prazer, físicos e psicológicos, bem como sentimentos de medo, angústia, stress e ansiedade

 

4 - uma cidade moderna e civilizada não admite espectáculos públicos de tortura de animais como as touradas;

 

5 - o Estado português já reconheceu o carácter violento das touradas ao tornar obrigatória a inclusão na publicidade aos espectáculos tauromáquicos de uma advertência alertando o público para que "o espectáculo pode ferir a susceptibilidade dos espectadores";

 

6 - vários estudos e especialistas concordam que a prática e a aceitação da violência contra os animais predispõe os homens para a prática e a aceitação da violência contra outros homens;

 

7 - nas observações finais sobre as terceira e quarta avaliações periódicas feitas pelo Comité das Nações Unidas Sobre os Direitos das Crianças, de 25 de Fevereiro de 2014, sobre Portugal, afirma-se a enorme preocupação com o impacto na saúde mental das crianças quanto expostas a espectáculos de tauromaquia. O mesmo documento recomenda ao estado português a adopção de medidas legislativas e administrativas no sentido de proteger as crianças envolvidas nestas situações, ao mesmo tempo que recomenda que sejam feitas campanhas de sensibilização sobre a violência física e mental associada à Tauromaquia e ao seu impacto nas crianças;

 

8 - o progressivo abandono de tradições retrógradas, contrárias a um sentido humanista de cultura como aquilo que contribui para nos tornar melhores seres humanos, é o que caracteriza a evolução mental e civilizacional das sociedades e melhor corresponde à sensibilidade contemporânea;

 

9 - massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa, tendo sido banidos paulatinamente em praticamente todos os países europeus e, das quase duas centenas de países no Mundo, apenas oito têm actividade tauromáquica".

 

10 - pela Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro - Protecção aos Animais (ver ponto 1 do Artigo 1.º ) "são proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal", que é objectivamente o que acontece nas touradas, mesmo que, em contradição e estranha e incompreensivelmente, a mesma Lei as considere lícitas;

 

11 - não faz sentido fazer corresponder os espectáculos tauromáquicos à condição de cultura e que, num país em que, dos seus 308 municípios, apenas 44 têm actividade taurina (14,8%), é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e civilizacional forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa;

 

12 - o povo português tem, nos últimos anos, afirmado uma forte posição de condenação das Touradas e de defesa do seu fim, posição que se tem manifestado de modo especialmente expressivo no Norte do país, particularmente na região do Grande Porto;

 

13 -  em Portugal, desde 2010, os espectáculos de tauromaquia perderam mais de 53% do seu público, atingindo em 2017 um número de espectadores com um peso cada vez mais insignificante no panorama dos espectáculos ao vivo em Portugal superados em número de eventos de Folclore, que, segundo dados do INE, contabilizavam mais 100.000 espectadores que as touradas (no ano passado realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 em Albufeira e 13 em Lisboa, enquanto nas em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, se realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano);

 

14 - é muito clarificadora de uma nova mentalidade a sondagem feita pela Universidade Católica à população de Lisboa entre 5 e 20 de Maio de 2018, em que se concluiu que, desde a reabertura do renovado Campo Pequeno em 2006, onde passaram a realizar diversos tipos de eventos, só 11% dos lisboetas foi à tourada, que 79% não concorda com a utilização de dinheiros públicos para apoiar/financiar as touradas e que 96% dos cidadãos concorda com a realização de outros eventos não relacionados com as touradas;

 

15 - em Espanha, país considerado berço da tradição tauromáquica, segundo uma sondagem Gallup feita no país em Outubro de 2006, já 72% dos espanhóis declaravam não ter qualquer interesse nas touradas, existindo mais actualmente mais de 40 cidades e vilas anti-touradas;

 

16 - a Póvoa de Varzim é uma cidade que se pretende mais moderna, desenvolvida e progressista, para a qual o Turismo é um elemento-chave para a economia local, ganhando muito em imagem e oportunidades promocionais do ponto de vista turístico livrando-se da permissão e realização de espectáculos cruéis envolvendo animais como as touradas;

 

17 - a existência de touradas no século XXI constitui um embaraço para Portugal e para a Póvoa de Varzim perante a comunidade internacional, configurando a imagem de um país e de uma cidade com pessoas e práticas bárbaras;

 

PROPOMOS

que o MUNICÍPIO DA PÓVOA DE VARZIM adopte as seguintes DECISÕES:

 

Primeira

 

Declarar a PÓVOA DE VARZIM LIVRE DE TOURADAS, assumindo-se oficial e simbolicamente oposta à promoção e realização de corridas de touros e de quaisquer actos de violência ou de tortura contra animais que lhes possam causar ansiedade, angústia, medo ou sofrimento físico ou psicológico e emocional de alguma ordem.

 

Segunda

 

No âmbito dessa decisão, expressar a vontade institucional do Município da Póvoa de Varzim de que não sejam promovidas ou realizadas quaisquer corridas de touros na cidade e no concelho, tudo fazendo para a proibição de qualquer espectáculo tauromáquico, não atribuindo licenças a qualquer actividade ou evento deste tipo em espaços públicos do concelho, no âmbito das suas competências e atribuições e convertendo a Praça de Touros da Póvoa de Varzim ao uso exclusivo para actividades que provam a valorização dos cidadãos e que não envolvam a inflação de sofrimento físico ou psicológico e emocional a animais.

 

Terceira

 

Expressar, junto do Parlamento e do Governo, a vontade do Município da Póvoa de Varzim de ver as corridas de touros proibidas em todo o país através de uma Lei da República, a bem de Portugal enquanto país que se quer moderno e continuamente progressista, a bem da sociedade portuguesa, que não admite a violência contra animais, e a bem dos animais.

 

Póvoa de Varzim, 2018. Junho. 19

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:14

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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2017

O DONO DO CIRCO CHEN TEM RAZÃO

 

Será amanhã debatido na Assembleia da República um projecto-lei que visa acabar com os espectáculos de circo com animais não-humanos em Portugal

O dono do Circo Chen, Miguel Chen, considera uma “palhaçada” debater sobre o fim de espectáculos com animais…

Pois é, é que “palhaçada” é o que há mais no Parlamento, quanto á questão da Defesa dos Direitos dos Animais, quando a maioria parlamentar (ou pralamentar?) considera uns animais mais animais do que outros…

 

CIRCO.jpg

 

Miguel Chen considera que os circos que usam e abusam de animais não-humanos, que pertencem à savana e à selva, ao mar e os domésticos, são o “elo mais fraco” em relação a outros lugares onde são mantidos animais selvagens em cativeiro, como por exemplo o Zoomarine, o Jardim Zoológico, e acrescenta, «e nas touradas ninguém toca».

 

Nunca se deve justificar uma estupidez (circos que usam e abusam de animais não-humanos) com outra estupidez (zoomarines e jardins zoológicos).

 

Numa coisa o senhor Chen tem toda a razão: se vão mexer nos circos, que mexam também nas touradas. É que leões, tigres, macacos, cães, elefantes, piranhas e golfinhos são tão animais como os cavalos e os touros.

 

Mas o PS, o PSD, o PCP e o CDS/PP acham que os touros e os cavalos NÃO SÃO ANIMAIS, por isso e pelos euros, não “tocam nas touradas”.

 

Agora, o senhor Chen não tem razão nenhuma quando questiona “onde é que há dinheiro para construir os santuários para esses animais selvagens, indicando que associações pelos direitos dos animais prometeram trabalhar para os conseguir, mas ainda nada existe».

 

Quem disse que não existem santuários para recolher os animais dos circos? Em Portugal há alguns (pouquíssimos), mas existem santuários no mundo que reabilitam animais que estiveram em cativeiro, para os devolver ao seu habitat natural. Existe um preço? Existe. Mas em tudo na vida há um preço a pagar.

 

O senhor Chen lamenta que «o circo não pode lutar contra ninguém”, e que todos os animais que o circo Chen tinha, excepto sete tigres, foram doados a parques naturais onde podem viver. Os tigres, o senhor Chen não os deu, porque não havia lugar para os pôr, por isso, continua a mantê-los em instalações próprias.

Pois, os tigres. Belíssimos felinos, que jamais deviam ter deixado a selva.

 

Os homens nunca gostaram de viver encarcerados, mas adoram encarcerar animais tão animais como eles, para os servir,

 

E isto não é da essência humana.

 

O Circo Chen tem um protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa para não usar animais, e desde há três anos que o Circo trabalha sem animais. Miguel Chen garantiu que “o circo também é um espectáculo sem animais, mas que se perdeu a magia para as crianças, a quem os animais encantam, e o circo não é para os pais, é para as crianças”.

 

Grande falácia!

 

Engana-se senhor Chen: as crianças NÃO GOSTAM de ver animais encarcerados e maltratados, e se lhes explicarmos isso mesmo irão ao circo ver os palhaços e as outras artes circenses com alegria redobrada. Isso podemos garantir. E os circos não perderão a magia, nem a clientela. Também é garantido.

 

Todos os países EVOLUÍDOS proibiram os Circos com animais não-humanos, porque é do senso comum que os animais não-humanos não nasceram para palhaços de circo.

 

Também é do senso comum que as verdadeiras ARTES CIRCENSES não incluem animais não-humanos, mas sim ARTISTAS humanos.

 

As ARTES CIRCENSES requerem muito talento (temos o exemplo do Cirque du Soleil - o expoente máximo das Artes Circenses) e como nos cirquinhos de meia tigela os talentos não existem, de todo, usam e abusam dos animais não-humanos, que NINGUÉM de bom senso aprecia, muito menos as crianças.

 

É lamentável que Portugal não esteja no rol dos países evoluídos.

 

Ah! e a propósito, quem tem falta de senso comum é idiota. Quem o diz é o Professor Pedro Domingos, o português que Bill Gates recomenda que se conheça, para se perceber os caminhos do futuro da Inteligência Artificial.

 

E quando este Professor diz que quem tem falta de senso comum é idiota, quem sou eu para dizer o contrário. É que também sou da mesma opinião.

 

 

Fonte da imagem e da notícia:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/dono-do-circo-chen-considera-palhacada-debate-sobre-fim-de-espetaculos-com-animais

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Quinta-feira, 14 de Setembro de 2017

MISSÃO ABOLIÇÃO!

À atenção dos animalistas portugueses!

 

Só faltam dois dias para a manifestação que realizaremos na Porta do Sol (Madrid), no próximo sábado, 16 de Setembro, pelas 17 horas.

MANIFESTAÇÃO.png

 

Sentimo-nos especialmente agradecidos às mais de 60 organizações que este ano se juntaram à manifestação. Protectoras dos animais, associações dos direitos dos animais, médicos  veterinários e santuários que com o seu esforço diário estão a criar um novo futuro para os nossos companheiros do Planeta.

 

Passai a palavra entre os vossos amigos, familiares e companheiros de trabalho!

 

Estou convencida de que no sábado daremos um grande passo nesse caminho que todos estamos a construir.

 

Esta será a manifestação pelos direitos dos animais mais multitudinária na história do nosso país (Espanha).

 

 Além disso, se vocês quiserem participar do “tiro de partida” que dará início à manifestação, em que distribuiremos milhares de lenços da campanha MISSÃO ABOLIÇÃO devem comparecer uma hora antes, pelas 16 horas.

 

ABOLIÇÃO.png

 

VEMO-NOS NO SÁBADO!

Sílvia Barquero

(Presidente do PACMA)

(Traduzido do original por Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2016

NO DIA EM QUE A TAUROMAQUIA TREMEU EM PORTUGAL…

 

FAZ HOJE UM ANO QUE A TAUROMAQUIA ESTEVE NA BERLINDA EM ONZE TRIBUNAIS PORTUGUESES

 

Eu (como arguida) e mais vinte defensores da Abolição de Touradas (como minhas testemunhas) fomos chamados a onze tribunais, espalhados de Norte a Sul do país, para defendermos os Direitos das Crianças Portuguesas que são lançadas para as arenas, por adultos irresponsáveis (pais e professores de toureio) e também os Direitos dos Bezerros, Touros e Cavalos.

 

TOUREIRINHO.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Eu, por imposição da justiça, tive de me deslocar ao Tribunal de Fronteira (no coração do Alentejo profundo) para responder a um processo que um professor de toureio (mas não só) me instaurou, por não ter gostado dos adjectivos que utilizei para descrever o que a imagem, que aqui publico, sugere às pessoas mais sensíveis e evoluídas.

 

Este processo começou logo por ter uns meandros insólitos. Arranjaram-me um advogado oficioso, “a meu pedido” quando não pedi coisa nenhuma. Dada a natureza urgente do processo este estava a decorrer durante as férias judiciais, (facto que eu desconhecia). Entretanto, esqueceram de me notificar que deveria requerer a abertura de instrução dentro de um determinado prazo. Simplesmente assim. Não notificaram. E a mais não eram obrigados… porque há quem possa esquecer-se. Mas os arguidos não podem. E eu tinha de cumprir o prazo.

 

Portanto, foi por mero, mas por muito mero acaso, que o meu advogado, numa sexta-feira, se deslocou ao tribunal de Fronteira para consultar o processo, e saber do que me acusavam, quando para grande surpresa dele, reparou que só tínhamos até à segunda-feira seguinte, para apresentar as papeladas e o rol das testemunhas.

 

Foi um Deus que nos acuda!

 

Eu e ele, distanciados a quase trezentos quilómetros, um do outro, passámos o fim-de-semana a trabalhar como doidos. Para podermos cumprir o tal prazo.

 

Valeu-me o Facebook, onde lancei um pedido de S.O.S. para arranjar (o advogado queria quarenta) testemunhas. E foi então que aconteceu o milagre da solidariedade que existe entre os que defendem esta causa, e consegui, em dois dias, que 39 (trinta e nove) amigos se dispusessem a testemunhar.

 

Contudo, uma lei recente, só permite que se apresente vinte testemunhas, e tive de prescindir de 19. Restaram as vinte, os verdadeiros heróis deste processo, a quem fico eternamente grata, pois apresentaram-se nos tribunais de espada em riste, para  desfazerem em pedaços o mito da "cultura" e da "arte" tauromáquicas.

 

Foi então que naquele dia 9 de Setembro de 2015, dezanove abolicionistas se deslocaram aos tribunais de Guimarães, Viana do Castelo, Vila do Conde, Valongo, Setúbal, Seixal, Sintra, Loures, Cascais e Lagos, todos a postos para prestarem declarações e arrasarem com a tauromaquia, através de videoconferência.

 

Eu estava em pleno coração do Alentejo, acompanhada do meu advogado e de um amigo (minha testemunha), que fez questão de me “escoltar” até Fonteira, terra do inimigo.

 

Rui, muito, muito obrigada, por este gesto tão solidário, que muito me sensibilizou.

 

Eu tinha vinte testemunhas e uma defesa bastante bem fundamentada, assente em bastantes elementos e documentos e depoimentos de especialistas e argumentos e definições, enfim, tudo o que é necessário para a defesa não falhar.

 

Estava calma, até porque, ora como arguida, ora como testemunha, ora como queixosa (e aqui consegui a prisão, com pena suspensa, para os indivíduos, por serem réus primários), e jamais como ré, ou seja nunca fui a julgamento, já perdi a conta das vezes que fui a tribunal. Portanto, estava como um peixe na água.

 

Quando entrámos no tribunal de Fronteira, pelas 14 horas, na sala de espera, ampla e bem arejada, já lá estava o queixoso (que nunca teve a coragem de me olhar nos olhos) e a sua advogada, que por coincidência se reconheceram, pois já haviam estado juntos num julgamento.

 

Entretanto, os dois foram chamados pelas magistradas (a juiz e a delegada do Ministério Público, duas senhoras, ainda muito, muito jovens) para conferenciarem.

 

Algum tempo depois, o meu advogado vem dizer-me que o queixoso pretende desistir da queixa.

 

Como disse? Fiquei estupefacta. Desistir porquê? Logo agora que eu e as minhas testemunhas estávamos preparadas para dar um golpe na tauromaquia, o queixoso ia desistir? Por alma de quem?

 

Vacilei. Mas entretanto obtive uma informação preciosa, que mudaria o rumo da minha decisão: eu já havia feito mossa através dos textos que tinha publicado. Já havia conseguido uma vitória: um processo disciplinar sobre o queixoso. A segunda vitória era a da desistência.

 

Fui aconselhada, então, pelo meu advogado e pelo meu amigo a aceitar. Eu já havia alcançado um dos meus objectivos. Sabia que, ainda que ganhasse este processo, a tauromaquia não iria ser abolida. Não já. Mas vai ser.

 

Mas isto de aceitar uma desistência tem os seus quês.

 

Era preciso fazer uma negociação. E aí é que a porca torceu o rabo. Nem eu aceitei as condições do queixoso, nem o queixoso aceitou as minhas condições, logo à primeira, e passámos a tarde a fazer e a desfazer tratos, até que, já a caminho das 17 horas, e a saber (porque um funcionário veio contar) que as minhas dezanove testemunhas desesperavam nos vários tribunais em que se encontravam, e o Rui na sala ao lado, também desesperava aguardando ser ouvido, sem saberem o que estava a passar-se.

 

Eu havia embirrado com uma exigência do queixoso, que não tinha qualquer importância, mas eu entendia que não devia ceder. As magistradas diziam que se não chegasse a acordo, teríamos de recomeçar tudo… noutro dia.

 

Foi este “ter de recomeçar” que me fez ceder. Não podia permitir que as minhas testemunhas tivessem de se deslocar novamente aos tribunais, depois de tanta “seca” naquela tarde, e eu teria de voltar a Fronteira, localidade que me deixou arrepiada, de tanto tresandar a tauromaquia. Até no restaurante, onde tivemos de almoçar, as paredes estavam cobertas com fotos de touros e touradas e havia uma cabeça de touro empalhada numa das paredes. Foi horrível!

 

Então cedi. Coisa sem importância: tinha de publicar em dois pequenos jornais da terra um pequeno anúncio a dizer que não tive a intenção de difamar o queixoso.

 

E na realidade não tive.

 

As minhas denúncias só tiveram um objectivo: defender os direitos dos animais humanos (as Crianças daquela região) e os direitos dos animais não humanos (Bezerros, Touros e Cavalos), sacrificados nas arenas para divertir os sádicos.

 

O motivo da desistência da queixa, ao certo, ao certo não o soube.

 

Porém, quando no final da sessão, e ainda dentro da sala de audiências, sem a presença das magistradas, me dirigi ao queixoso para lhe dizer os motivos que me levaram a escrever o que escrevi, tive de parar no porque… porque ele começou a tremer, de queixo enfiado no peito, e olhos baixos, sem coragem de me olhar nos olhos, e tremia e dizia…esteja calada… não diga mais nada…esteja calada…esteja calada… e tremia… e tremia... cada vez mais… Tive até a impressão de que lhe ia dar um ataque qualquer… Então pediram-me para eu o deixar ir em paz…

 

E eu deixei.

 

Foi então que, naquele preciso momento, percebi por que um homenzarrão daqueles (eu meço 1m 70cm, considero-me altinha, mas ele, ele era mais alto e forte do que eu) tremeu diante de mim e não teve a coragem de me olhar nos olhos, e ouvir o que eu tinha para lhe dizer.

 

É que eu não era propriamente um Touro bebé.

 

Diante dele também não estava um Touro com os cornos embolados, enfraquecido, drogado, perdido, assustado, ferido, desesperado…

 

Diante dele, estava uma mulher que olha nos olhos os seus inimigos e os enfrenta de cabeça bem erguida… sem medo e sem o mínimo sentimento de culpa…

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Para comemorar o triunfo da afabilidade sobre a crueldade, convido-vos a ouvir, mas sobretudo a ver este vídeo. Estejam atentos à criança que nele aparecerá várias vezes, e quase no final, reparem na expressão dela, e comparem essa imagem, com a imagem da criança a tourear o bezerrinho, e entenderão com mais clareza o sentido da última frase do meu texto…

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:33

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Domingo, 7 de Agosto de 2016

TORTURA DE TOUROS E CAVALOS DEMONSTRAM O GRANDE ATRASO CIVILIZACIONAL DOS SERES PRÉ-HUMANOS

 

É urgente rever o conceito de Ser Humano. Os que evoluíram não podem ser metidos no mesmo saco dos que não evoluíram.

 

Existe uma abismal diferença moral, cultural e humana entre uns e outros

 

CORRIDAS DE TOUROS À CORDA

 

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É a ignorância (e não o sonho da poesia de António Gedeão) que comanda a pobre e podre vidinha desta gentinha que assim brinca aos parvos com um ser senciente amarrado a uma corda...

 

«Estão do lado dos que erram os que afirmam que os touros utilizados nas corridas à corda não são vítimas de maus-tratos. Claro que o são pela ansiedade e pânico que sofrem na captura e afastamento do campo e da manada; pela violenta contenção da corda; pela excitação provocada pelo ruído e pela multidão ululante; pelo esgotamento e frequentes quedas e ferimentos e até mortes que acontecem aos touros» (Dr. Vasco Reis – Médico Veterinário)

 

É deplorável a ignorância e a irracionalidade dos que defendem a cruenta corrida de touros à corda.

 

***

OS CAVALOS NÃO PRECISAM DE MEDALHA!

 

«Obviamente, até o mais inculto dos homens concluiria que o cavalo, ou qualquer outro animal explorado, nunca escolheria, por vontade própria, uma vida de subserviência aos humanos» (Direitos dos Animais)

 

 

Esta é outra barbaridade, outro crime, outra imbecilidade da criatura pré-humana.

 

A subjugação e exploração animal são eticamente erradas. Os animais não existem para servir o animal humano.

 

***

ASSIM DEVEM VIVER OS MAGNÍFICOS SERES QUE SÃO OS CAVALOS: LIVRES NA NATUREZA

 

 

 


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:23

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

«CADA PEDAÇO DE CARNE QUE COMEMOS É UMA BOFETADA NA FACE MANCHADA DE LÁGRIMAS DE UMA CRIANÇA COM FOME»

 

Magnífico, magnífico, magnífico…

 

Corroboro o que este senhor diz: depois que deixei de comer carne, também deixei de precisar da medicina. Só vou ao médicopara controle de análises, uma vez por ano. E tudo está sempre bem.

 

Este discurso de 10 minutos poderá mudar alguma coisa nas consciências das pessoas que ainda a têm... Não deixem de ver, ouvir e partilhar…

 

(Isabel A. Ferreira)

 

(As legendas contém erros de Português que devem ser desvalorizados, em nome da excelência deste discurso)

 

Philip Wollen, filantropo australiano, patrocinador de diversas ONG´s designadamente GREENPEACE, SEA SHEPARD entre outras, financiou a produção do filme "A trilogia dos Terráqueos".

 

Num discurso brilhante, aquando de uma conferência que decorreu no St James Ethics Centre and the Wheeler Centre, em Melbourne (Austrália), fez um apelo emocionante pela defesa dos animais, pedindo às pessoas que os tirem dos seus pratos.

 

***

DEZ MINUTOS PARA MUDAR O MUNDO (PHILIP WOLLEN)

 

«A carne mata animais, mata-nos e vai matando as nossas economias (a título de exemplo, a MEDICARE já levou à falência os EUA, necessitando de 8 triliões de dólares investidos em títulos do Tesouro só para liquidação de juros)... As Universidades de Cornell e Harvard afirmam que a quantidade ideal de carne numa dieta saudável é precisamente "ZERO".

 

A água é o novo petróleo; em breve as nações irão iniciar guerras por ela. As reservas subterrâneas que demoraram milhões de anos para encher estão agora secas; são necessários 50.000 litros de água para produzir um quilo de carne.

 

Actualmente, há 1 bilião de pessoas famintas e 20 milhões morrerão de má nutrição; se diminuíssemos o consumo de carne em 10%, seria possível alimentar 100 milhões de pessoas. Eliminando totalmente a carne do nosso cardápio, a fome seria erradicada para sempre.

 

Se toda a população mundial seguisse o tipo de dieta ocidental, seriam necessários 2 planetas para suprir as nossas necessidades alimentares, mas só temos um planeta e está a morrer.

 

Os países pobres vendem os seus grãos ao ocidente enquanto as suas crianças morrem de fome nos seus braços e o ocidente dá esses grãos ao gado para que nós possamos comer um bife? Será que mais ninguém vê isto como um crime?

 

A Terra pode produzir o suficiente para suprir as necessidades de todos mas não o suficiente para alimentar a ganância de cada um.

 

As armas de destruição em massa são as nossas facas e garfos.

 

Os animais não são apenas uma outra espécie; são outra nação! E nós? Somos assassinos que apenas nos preocupamos com a nossa vontade e satisfação.

 

A Paz não é apenas ausência de guerra; é a presença da justiça. A justiça tem de ser cega à raça, cor, religião ou espécie. Se não for cega, será uma arma de terror. E hoje à noite há terror inimaginável nesses "Guantánamos" horríveis a que nós chamamos de fábricas de animais ou matadouros.

 

Retiremos os animais dos menus e destas câmaras de tortura. Defendamos aqueles que não têm voz.

 

Desafio:

A carne causa um amplo leque de cancros e doenças cardíacas. Será que alguém pode enumerar uma doença causada por uma dieta vegetariana?

 

«Os animais têm de sair do cardápio... porque esta noite gritam aterrorizados em matadouros e jaulas ... Eu ouvi os gritos de desespero do meu pai enquanto o cancro o consumia e tomei consciência de que já tinha ouvido aqueles gritos antes... no matadouro. Olhos arrancados com facas, os tendões cortados... nos navios para o Oriente Médio com uma baleia a bordo que agoniza enquanto um arpão japonês desfaz o seu cérebro enquanto ainda grita pela sua cria; esses gritos eram os gritos do meu pai.

 

Os direitos dos animais são hoje o maior assunto de justiça social, desde a abolição da escravatura. Sabiam que existem no mundo mais de 600 milhões de vegetarianos? São mais do que a população dos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Se fossemos uma nação, seríamos do que os 27 países da União Europeia. Apesar desta enorme pegada, ainda somos tidos como imperceptíveis pelas vozes estridentes dos cartéis da morte e da caça, que acreditam que a violência é a resposta quando esta nem sequer deveria ser a pergunta.

 

Plínio Moreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:09

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

MINI CONFERÊNCIA EM VIANA DO CASTELO SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS

 

Carta da activista Ana Macedo enviada a várias entidades, a propósito da mini conferência realizada em Viana do Castelo, sobre os Direitos dos Animais

 

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Exmos. Srs.

 

Na sequência da realização a conferência “Direitos dos Animais”, no passado dia 10 de Abril de 2016, que teve lugar no Auditório do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo, os presentes acordaram nos seguintes pontos:

 

1.º Um agradecimento à Câmara Municipal de Viana do Castelo pela cedência do espaço para este exercício de cidadania activa, bem como às senhoras funcionárias do Museu de Artes Decorativas pela cooperação e gentileza.

 

2.º Os presentes, enquanto cidadãos e munícipes empenhados nas temáticas relacionadas com Direitos dos Animais e bem-estar animal, manifestaram a sua viva preocupação com o facto do fim das políticas de abate nos canis municipais se configurar como muito próximo sem que se esteja a preparar caminho para que essa realidade se torne possível sem sobressaltos.

 

É certo que são sacrificados anualmente (números conhecidos, que poderão enfermar de cifras negras) 100.000 animais de companhia nos canis municipais. Tal opção legislativa obrigará as autarquias a encontrar opções válidas e adequadas para animais errantes ou abandonados. Em conformidade, faz todo o sentido criar / reforçar parcerias com as instituições que estão há anos no terreno, abnegadamente e com puro espírito de missão.

 

As associações presentes manifestaram a sua preocupação e pretendem reforçar desde já a sua recusa de que a crueza do abate seja substituída pela incerteza do que virá a ser feito, nomeadamente, possíveis futuros depósitos / abandonos dos animais em locais insalubres, sem quaisquer apoios ou fiscalizações.

 

3.º As associações de protecção animal presentes e representadas na conferência (Associação Vila Animal, Associação Gatos de Ninguém e Associação Selva dos Animais Domésticos) promovem as melhores práticas de protecção dos animais, intervindo nas políticas urbanas e ambientais que se centrem no bem-estar dos animais e na qualidade da sua convivência com os seres humanos, prestam cuidados e apoio a animais de colónia, assegurando-lhes a qualificação de "animal comunitário", dão guarida a animais idosos ou inadoptáveis, promovem activamente a adopção de animais abandonados ou errantes e estão profundamente empenhadas em campanhas CED – Capturar, Esterilizar, Devolver – em animais de rua, para reduzir a população de animais abandonados, negligenciados e carenciados. Pretendem ser reconhecidas como interlocutores privilegiados na gestão destas problemáticas.

 

4.º Em conformidade, foi também reconhecida a necessidade de reforçar o pedido de disponibilização, pelo Município de Viana do Castelo, de instalações dignas às Associações Vila Animal e Gatos de Ninguém.

 

5.º Das autoridades convidadas a comparecer, para promoção dos necessários esclarecimentos das competências de cada uma delas, apenas o SEPNA se fez representar, na pessoa do Senhor Sargento Chefe Martins (em representação também do Senhor Comandante da GNR de Viana do Castelo). O Senhor Sargento Chefe foi incansável no esclarecimento de todas as dúvidas suscitadas quanto a leis de protecção animal, procedimentos a adoptar em queixas, legitimidade, cadeias de comando e responsabilidades. Foram também esclarecidas dúvidas relativas a protecção da natureza e ambiental.

 

O nosso muito obrigada à GNR/SEPNA.

 

A lamentar a não comparência de um representante da PSP, DGAV e CMVC uma vez que cada uma destas entidades tem funções a desempenhar nesta matéria.

 

6.º Foi manifestado pelos presentes a convicção e expectativa de que a Veterinária Municipal deveria disponibilizar algum tempo do seu horário para prestar serviços de esterilização de animais de companhia a munícipes com necessidades económicas especiais, ou reforçando o apoio a esses encargos das associações.

 

7.º Foi ainda manifestado total empenhamento e apoio à luta anti tourada em Viana do Castelo, que se gostaria de ver reforçada em regulamentos camarários que permitissem o afastamento definitivo do anátema que anualmente se abate sobre o município, por alturas da festa maior da cidade.

 

8.º Mais apreciaram os presentes que a cidade se declarasse como não permitindo ou tolerando espectáculos que recorram a animais. Falamos concretamente dos circos que demandam as nossas cidades e que mantêm animais em cativeiro em – geralmente - péssimas condições e unicamente com fins de exploração económica. É essa uma diversão que não é digna, nem sequer pedagógica, pois nenhum comportamento exibido pelos animais nos espectáculos de circo é um comportamento natural, construindo, sobretudo nas crianças, uma imagem dos animais que não corresponde à realidade da sua natureza.

 

9º Alguns dos presentes manifestaram a sua preocupação relativamente às condições do Canil de Ponte de Lima (Canil Intermunicipal) uma vez que 80 lugares para um Canil que serve 14 municípios é, manifestamente, insuficiente. Para além deste facto, e após visita ao local, constataram que os animais estão num estado de extrema magreza pelo que se constata que a ração que lhes é atribuída é insuficiente. Sendo a CMVC uma das câmaras que contribuí para este canil intermunicipal gostaríamos de apelar a que sejam verificadas as condições em que são mantidos os animais.

 

10.º E por último, em reforço da imagem de Viana do Castelo como Cidade saudável, a implementação e continuação de políticas de protecção animal que continuem a conotar a cidade como exemplo de boas práticas a seguir no âmbito nacional e internacional.

 

Sem outro assunto de momento, enviamos os melhores cumprimentos.

Atentamente

Ana Macedo

 

***

Resposta da Veterinária do Canil de Ponte de Lima, à referência feita na carta anterior:

 

«Boa tarde

 

Relativamente ao que manifestamente se refere ao Canil Intermunicipal tenho a informar o seguinte:

 

- O Canil Intermunicipal tem vindo a manter desde sempre uma boa relação com as Associações, nomeadamente e neste caso em concreto, com a D. Maria José da Associação Vila Animal e a D. Idalina da Selva;

 

- Já foram e continuam a ser agilizados, processos de adopções dos nossos animais com ambas as Associações, nomeadamente e ultimamente, com a Associação Vila Animal;

 

- É nossa pretensão que essa colaboração se mantenha, desde que continue a constituir uma mais-valia, no que respeita ao objectivo primordial: conseguir o máximo de adopções responsáveis no mais curto espaço de tempo, colaborando para que o Canil, seja cada vez mais, um local de breve passagem de animais e que culmine num final feliz para todos eles;

 

- O Canil Intermunicipal pode não ser o ideal, até porque o ideal, seria não ter a necessidade de existir, no entanto, o nosso Canil continua a ser referenciada como um dos melhores. Não sou eu que o digo, e sim quem nos visita, nomeadamente particulares, Associações de Protecção Animal, Entidades Policiais, PSP, GNR, GNR-SEPNA, FAP, GOC, PAN, etc..... . Como tal, não falem mal sem saber do que falam, ou do que se passa na realidade, até porque, nós não merecemos essa desconsideração!

 

- Temos frequentemente alguns animais magros, não porque a ração não seja equilibrada ou suficiente e sim porque nos chegam constantemente animais debilitados e como é do conhecimento de todos, não recuperam de um dia para o outro! Outros, por estarem à demasiado tempo confinados à espera de um dono, que nunca chega, ou de uma decisão judicial, que se prolonga, relativamente ao seu destino. Daí a grande necessidade de parques de lazer para todos eles e que por diversas vezes foram, e continuam a ser, solicitados à CIM Alto Minho, quer pela minha parte, quer pelo Executivo do Município de Ponte de Lima.

 

Aproveito, desde já, para convidar todos, a participar na VI CÃOminhada do Canil Intermunicipal, a realizar dia 28 de Maio e cuja informação segue em anexo. Agradeço a divulgação e conto com a V. participação, para que, mais um ano, nos ajudem a deixar o Canil deserto de animais e conseguir boas adopções Piscar de olho.

 

Com os melhores Cumprimentos

A Médica Veterinária Responsável pelo Canil Intermunicipal

Natália do Campo

 

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático)

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 19:05

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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

«MALTRATAR ANIMAIS É DEMONSTRAR COBARDIA E IGNORÂNCIA» (LEON TOLSTÓI)

 

(Escritor russo, autor do bestseller “Guerra e Paz”)

 

Uma reflexão magnífica de sábios, sobre a condição animal, matéria tão descurada por aqueles que se consideram seres “racionais”.

 

Vale a pena ler, e depois de ler, nunca mais poderão dizer que não sabiam…

 

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A defesa dos direitos dos animais ou da libertação animal, também chamada simplesmente abolicionismo constitui um movimento que luta contra qualquer uso de animais não-humanos que os transforme em propriedades de seres humanos, ou seja, meios para fins humanos.

 

Eis uma visão humanista e sábia sobre os animais não humanos.

 

***

«Pensei mais de uma vez que, quando se trata de animais, todo o homem é um nazista.» - Isaac Bashevis Singer in «O Penitente»

 

«O que todos esses pretensos sábios, filósofos e líderes mundiais sabem a seu respeito? Eles convenceram-se de que o homem, o pior transgressor dentre todas as espécies, é o ápice da criação. Todos os outros seres foram criados somente com o propósito de servirem a humanidade, podendo, com isso, serem atormentados e exterminados. Em relação a eles, todas as pessoas são nazistas; para os animais o mundo é uma eterna Treblinka.» - Isaac Bashevis Singer in The Letter Writer)

 

«Concedei aos animais um vislumbre de razão, imaginai que pesadelo apavorante é, para eles, o mundo: um sonho de homens de sangue-frio, cegos e surdos, que lhes cortam a garganta, abrem-lhes o peito, esventram-nos, cortam-nos em pedaços, cozinham-nos vivos, às vezes rindo-se deles e de suas contorções enquanto padecem em agonia. Há coisa mais atroz entre os canibais?» - Romain Roland

 

«Quanto mais completamente a criação inferior se encontra submetida à nossa força mais responsáveis deveremos ficar pelo seu mau governo; por maioria de razão se deve considerar esta responsabilidade, visto que a própria natureza dos animais inferiores os torna incapazes de receberem em outro mundo qualquer recompensa dos maus tratos que sofrerem neste.» - Alexander Pope, in The Guardian

 

«Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, ideias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.» - Voltaire, in Dicionário filosófico.

 

«Responde-me maquinista, teria a natureza ajustado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.» - Voltaire, in Dicionário filosófico.

 

«Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.» - Leonardo da Vinci, citado em "Pantanal‎.

 

«Mentem todos os que afirmem que os animais nasceram para servir de sustento ao homem ou para servirem de nossos escravos… Se assim fosse teríamos de aceitar como perfeitamente lógica a asserção, condenada actualmente, de que a exploração do homem pelo homem é uma coisa imprescindível e que existe todo o direito do homem sacrificar os seus semelhantes, visto que, como os animais, nós possuímos inteligência, vida, percepção, e somos também sensíveis ao sofrimento.» - J. Fontana da Silveira em Almanaque Vegetariano.

 

«Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou... É nosso dever protegê-los e promover o seu bem-estar.» - Madre Teresa de Calcutá.

 

«Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais.» Abraham Lincoln.

 

«Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.» - Albert Schweitzer (Recebeu o Prémio Nobel da Paz de 1952).

 

«A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos civilizados.» - Victor Hugo,

 

«As pessoas se sentem ofendidas com campanhas pelos direitos dos animais. Isso é um absurdo. Não é tão ruim quanto a indústria de assassinato em massa de animais.» - Richard Gere .

 

«Como zeladores do Planeta, é nossa responsabilidade lidar com todas as espécies com carinho, amor e compaixão. As crueldades que os animais sofrem pelas mãos dos homens estão além da nossa compreensão. Por favor, ajudem a parar com esta loucura.» - Richard Gere.

 

«Eu dei minha beleza e minha juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e minha experiência aos animais.» - Brigitte Bardot - Actriz francesa, sobre a instituição de protecção aos animais que fundou na década de 80.

 

«Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos. Não há bons ou maus combates, existe somente o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos, que não podem defender-se.» - Brigitte Bardot.

 

«Quando o assassinato de um animal, especialmente com requintes de perversidade, for na verdade punido como crime hediondo, aí o homem terá justificada a sua condição de racional.» - Geuza Leitão.

 

«É uma barbárie, horrível, medieval. Não posso imaginar-me por um momento sequer, a cantar lá.» - Paul McCartney, revoltado com cenas de matança de cães e gatos num mercado chinês.

 

«Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer». - Jeremy Bentham.

 

«Enquanto matarmos e torturarmos animais, vamos continuar a torturar e a matar seres humanos - vamos ter guerra. Matar precisa ser ensaiado e aprendido em pequena escala; enquanto prendermos animais em gaiolas, teremos prisões, porque prender precisa ser aprendido em pequena escala; enquanto escravizarmos os animais, teremos escravos humanos, porque escravizar precisa ser aprendido em pequena escala.» - Edgar Kupfer- Korberwitz.

 

«O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas.» - Axel Munthe.

 

«Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida.» - Julia Allen Field.

 

«O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflecte claramente a falta de humanidade das pessoas projectada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos.» - Olegario Schmitt (escritor brasileiro) em No Pé da Letra (1999).

 

«Matar um animal para fazer um casaco é um pecado. Nós não temos esse direito. Uma mulher realmente tem classe quando rejeita que um animal seja morto para ser colocado sobre os seus ombros. Só assim ela será verdadeiramente bela.» - Doris Day.

 

«A pessoa que eu amo nunca usaria pele de animais. Pele faz-me pensar em mulheres rasas, que não têm consciência. A indústria de peles pertence a uma época em que as pessoas eram inacreditavelmente egoístas. Se você fosse uma espécie de chefe de organização tribal e não existisse uma loja de departamentos, 350 anos atrás, eu entenderia. Mas hoje em dia temos fibras sintéticas e usar peles não é mais uma necessidade. O elitismo das peles deixa-me com vontade de vomitar.» - Gavin Rossdale, em entrevista à revista Grrr!

 

«A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos.» - Victor Hugo

 

«Todos os seres vivos buscam a felicidade; direccione a sua compaixão para todos.» - Mahavamsa (Budista)

 

«Os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para humanos, assim como negros não foram feitos para brancos ou mulheres para os homens.» - Alice Walker

 

«... vários vivisseccionistas ainda alegam que o que eles fazem ajuda a salvar vidas humanas. Eles estão a mentir. A verdade é que as experiências em animais matam pessoas, e os que investigam em animais são responsáveis pelas mortes de milhares de homens, mulheres e crianças a cada ano.» - Dr. Vernon Coleman (Membro da Sociedade Real de Medicina, Inglaterra)

 

«Crueldade é algo que está presente em famílias humanas por incontáveis eras. É quase impossível alguém que é cruel com os animais ser generoso com as crianças. Se se permite às crianças a crueldade contra os seus animais de estimação ou outros que cruzem os seus caminhos, elas aprenderão facilmente a ter o mesmo prazer com a miséria dos seus semelhantes. Essas tendências podem facilmente levá-las ao crime». - Fred A. McGrand (1895)

 

«Se eu tivesse outra vida, dedicá-la-ia inteiramente à luta contra a vivissecção.» - Bismark

 

«Até que tenhamos coragem de reconhecer a crueldade pelo que ela é - seja a vítima um animal humano ou não humano - não podemos esperar que as coisas melhorem neste mundo...não podemos ter paz vivendo entre homens cujos corações se deleitam em matar criaturas vivas. Para cada acto que glorifica o prazer de matar, estamos atrasando o progresso da humanidade» - Rachel Carson

 

«A civilização de um povo se avalia pela forma como 0os seus animais são tratados.» - Humboldt

 

«Mutilar animais e chamar isso de “Ciência” justifica a condenação da espécie humana ao inferno moral e intelectual... Essa repugnante Idade das Trevas da tortura impensada dos animais tem que ser superada.» - Grace Slick (Músico)

 

«Se fôssemos capazes de imaginar o que se passa, constantemente, nos laboratórios de vivissecção, não poderíamos dormir em paz e em nenhum dia estaríamos felizes e tranquilos.» - Dr. Ralph Bircher

 

«Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais (...) os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento» - Charles Darwin  

 

«Os animais dividem connosco o privilégio de ter uma alma» - Pitágoras

 

«Pergunte aos vivisseccionistas por que eles experimentam em animais e eles responderão: «Porque os animais são como nós». Pergunte aos vivisseccionistas por que é moralmente 'OK' experimentar em animais e eles responderão: «Porque animais não são como nós». A Experimentação animal apoia-se em contradição de lógica.» - Professor Charles R. Magel (1920)

 

«Incêndios deliberados e crueldade contra animais são dois dos três sinais de infância que sinalizam o potencial de um serial killer» - John E. Douglas

 

«Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que os meus próprios semelhantes.» - Émile Zola

 

«Não há crueldade pior do que pensar e acreditar que os animais existem para servir o Homem.» - Gabriela Toledo

 

«A Vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho ao progresso científico.» - Dr. Werner Hartinger (Cirurgião)

 

«Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores, 118 admitiram que quando eram crianças queimaram, enforcaram ou esfaquearam animais domésticos.» - Ogonyok (Soviet anti-cruelty magazine; citado em "The extended circle: a dictionary of humane thought‎”.

 

«Respeitem os mais velhos e celebrem os jovens. Mesmo os insectos, as ervas e as árvores não devemos nunca maltratar.» - Ko Hung  Confucionista - Taoista

 

«Não sou basicamente um conservacionista. Quando a última baleia for massacrada, como certamente um dia acontecerá, o sofrimento delas vai acabar. Essa não é uma perda para a baleia, mas para a espécie humana. Não estou preocupado com a extinção de espécies - isso é loucura dos homens - Eu tenho uma única preocupação: o sofrimento que nós deliberadamente infligimos aos animais enquanto estão vivos.» - Clive Hollands

 

«O erro da ética até ao momento tem sido a crença de que só se deve aplicá-la em relação aos homens» - Albert Schweitzer  

 

«Jamais creia que os animais (não humanos) sofrem menos do que os (animais) humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos» - Dr. Louis J. Camuti  

 

 Fonte do texto:

https://pt.wikiquote.org/wiki/Direitos_dos_animais

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:28

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