Segunda-feira, 9 de Outubro de 2017

A RAZÃO SEPARA OS SERES HUMANOS DOS SERES DESUMANOS

 

Eis um comentário que vou responder com um texto que escrevi, no meu livro Manual de Civilidade, e espero que o Tomás Tudela entenda que não é o dono do mundo, mas simplesmente uma pequena partícula do Universo, que se a Mãe Natureza quiser esmagar, esmaga sem que ele nada possa fazer.

 

Nem sei como é possível existir alguém que pense como o Tomás Tudela, nos tempos que correm…

É de PASMAR!

 

 

Tomás Tudela, deixou um comentário ao post FEIRA MEDIEVAL NA FREGUESIA DE SÃO PEDRO DE SINTRA às 19:04, 2013-07-28.
 
Comentário:

A Isabel insiste em confudir seres humanos com os restantes animais e em colocá-los no mesmo patamar. Na comunidade internacional, a DUDA não tem o mesmo valor que a DUDH, e o mesmo se passa no nosso país e em muitos outros países. A DUDH é foi proclamada e aprovava pela ONU, com o apoio do nosso País. A DUDH consagra um conjunto de princípios que se impostos a todos os países pela comunidade internacional e está consagrada na nossa Constituição. Portugal não assumiu compromisso nenhum relativamente à DUDA. Eu não tenho o mesmo valor que um animal, por isso não faz sentido a Isabel tentar comparar a minha vida à vida dos animais. Os seres humanos não podem usar cavalos para o Hipismo, nem burros ou póneis para o trabalho? O entretenimento de crianças, neste caso, é o trabalho do dono do burro ou do pónei. Podemos ter cães em casa, ou isso é uma crueldade e um atentado à liberdade dos cães? Os animais não nascem com direitos invioláveis, dotados por qualquer entidade divina. Isabel, o facto de os animais nascerem selvagens ou livres não significa que tenham que o ser. Não significa que os seres humanos não os possam utilizar. Senão o ser humano também não podia utlizar as florestas, os campos, os mares ou os rios. Qual é o propósito desssa coisas? O propósito dessas coisas, tal como dos burros e dos póneis, é aquele que os seres humanos quiserem que seja. Os seres humanos são um fim em si próprios. Os animais têm o fim que os seres humanos lhes atribuam. A Razão separa-nos.

 

***

 

PRIMEIRA NOÇÃO: O RESPEITO

 

«Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti»

 

A primeira noção a reter é a do respeito.

 

O que é o respeito?

 

É a consideração pelo outro. Quem é o outro? É tudo o que existe à nossa volta. Tudo o que faz parte do nosso mundo, da nossa vida: pessoas, animais, plantas, águas, ar, terra, enfim, todas as coisas, o que é nosso, por exemplo, a chávena por onde tomamos o leite, e o que não é nosso, ou seja, a chávena por onde o nosso irmão toma o seu leite.

 

O Respeito está na base do equilíbrio de todo o Universo. Se o Sol não respeitasse a Lua, se a Lua não respeitasse as estrelas, se as estrelas não respeitassem os planetas, se os planetas não respeitassem o Sol, o Sol talvez não respeitasse a Terra e provavelmente morreríamos queimados, num dia em que ele – o Sol – acordasse mal disposto.

 

A noção de Respeito está intimamente ligada ao princípio: «não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti». 

 

Repara:

 

Se não gostas que te rasguem as carnes com um punhal ou com outra coisa qualquer, deves rasgar as carnes de outro ser com um punhal ou com outra coisa qualquer?

 

Se não gostas que cuspam no teu prato de sopa, deves cuspir no prato de sopa de quem contigo come à mesma mesa, ou na mesa ao lado?

 

Todas as pessoas têm Direitos. Todas as pessoas têm também Deveres. Só podes exigir que respeitem os teus direitos, se respeitares os direitos dos outros. E esse respeito que deves aos outros é apenas um dos teus muitos deveres.

 

Terás o direito de exigir respeito, se não respeitas o tudo que te rodeia?

 

Lembra-te de que não és a única criatura do mundo. Há os outros seres, com quem tens a obrigação de partilhar o Planeta, que não é apenas teu. Tu não és a medida de todas as coisas. O erro maior do homem foi um dia julgar-se o centro do mundo.   

 

Todavia, o homem não passa de mais uma criatura entre milhares de outras criaturas, que antes dele já existiam.

 

O equilíbrio do Universo depende também do teu equilíbrio.

 

Primeira condição para saberes respeitar: começa por te respeitar a ti próprio, dizendo: «Sou uma pessoa, não importa se feia, se bonita. O que importa é que sou uma pessoa, e devo respeitar o que sou, para ser digno de mim mesmo e, a partir daí, digno de todos os outros seres».

 

A noção de respeito aparecerá muitas vezes ao longo deste Manual, porque o respeito é a medida de todas as nossas atitudes.

 

in «Manual de Civilidade» © Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016

CRIANÇAS E TAUROMAQUIA – O PAN PRONUNCIA-SE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

Força, André Silva.

 

A maioria dos deputados da Nação não está interessada em ABOLIR a selvajaria tauromáquica.

 

O que aqui está em causa são DIREITOS de inocentes, inofensivos e indefesos seres humanos (crianças) e inocentes, inofensivos e indefesos seres não humanos, os ditos “animais”, afinal, o que todos nós somos também.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Domingo, 17 de Janeiro de 2016

ESTE É O PLANETA OCEANO

 

A crescente preocupação com a nossa saúde, o ambiente e o bem-estar de alguns animais não humanos é bem encarada por nós, mas como defensores dos direitos de todos os animais não nos satisfaz, pelo que nos cabe informar e sensibilizar o mais possível.

 

 

Os meios de comunicação têm dado relevância às consequências do consumo de carne na nossa saúde e no ambiente, descurando o impacto negativo do consumo peixe, o que tem vindo a causar um abrupto aumento deste. A partilha deste vídeo parece-nos bastante pertinente a fim de desconstruir alguns mitos, como o da “pesca sustentável”, dos supostos benefícios para a saúde do consumo de peixe e, sobretudo, alertar para o brutal sofrimento destes animais.

 

Não é audível o sofrimento dos peixes quando empalados em ganchos ou quando estes lhes são arrancados das suas bocas enquanto asfixiam mas, se estivermos dispostos a olhar, o seu sofrimento é claramente visível assim como o de qualquer outro ser senciente.

 

Link do vídeo original (sem legendas)

https://www.youtube.com/watch?v=MLgkrQSRy9E

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

NO PRÓXIMO DIA 4 DE OUTUBRO VOTEM COM INTELIGÊNCIA

 

 

Lembrem-se de que a abstenção só favorece os maus políticos

Não queremos que Portugal se afunde mais do que já está afundado.

É URGENTE EVOLUIRMOS…

 

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Pensem nisto.

 

Chega de mais do mesmo.

 

Não vou apelar ao voto deste ou daquele partido.

 

Só apelo para que não votem nos que já passaram pelo poder e nos deram razões mais do que suficientes para não confiarmos neles.

 

É necessário e urgente mudar o rumo político do nosso país.

 

Lembrem-se de que os ideais de Abril ainda não foram cumpridos.

 

Vivemos numa falsa democracia, constituída por um governo que foi eleito por uma minoria votante. Graças à abstenção, aos votos brancos e aos votos nulos.

 

Não queremos, não merecemos mais do mesmo.

 

Mudem o rumo do vosso voto.

 

Milhares de portugueses têm todas as razões para não votarem nos partidos que já passaram pelo poder e destruíram o país.

 

As sondagens (nas quais não acredito, de todo) dizem que milhares de portugueses, apesar de terem todas as razões para não votarem nos mesmos de sempre, vão escolhê-los para que fatalmente se continue a destruir Direitos e a esmagar a Honra de Portugal.

 

No próximo dia 4 de Outubro, sejam lúcidos.

 

Tenham bom senso.

 

Votem. Mas não nos dêem mais do mesmo.

 

Por favor!

 

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ESCLARECIMENTO SOBRE VOTOS BRANCOS E NULOS

 

Acerca dos votos em branco e nulos, a bem do esclarecimento público, esclarece-se em termos jurídicos o seguinte:

 

"É verdade que os votos em branco e nulos são contabilizados.

Porém, são à partida separados dos restantes votos: veja-se o art. 102.º, n.º 1, da Lei Eleitoral da AR, a respeito da “Contagem dos votos”:

 

"1 — Um dos escrutinadores desdobra os boletins, um a um, e anuncia em voz alta qual a lista votada. O outro escrutinador regista numa folha branca ou, de preferência, num quadro bem visível, e separadamente, os votos atribuídos a cada lista, os votos em branco e os votos nulos.”

 

O art. 103.º regula o destino dos boletins de voto nulos: “Os boletins de voto nulos (…) são, depois de rubricados, remetidos à assembleia de apuramento geral, com os documentos que lhes digam respeito.”

 

Isto significa que o voto nulo e o voto em branco nem sequer são englobados na percentagem, não contam em termos de eleger ou impedir a eleição de nenhum candidato:

 

  1. o voto nulo não elege ninguém: não ficam cadeiras vazias no Parlamento;
  2. o voto em branco não impede a eleição de ninguém."

 

Ler mais neste link:

http://www.publico.pt/politica/noticia/o-sentido-do-voto-em-eleicoes-parlamentares-1635335?page=-1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Terça-feira, 2 de Junho de 2015

RECONHECIMENTO DE DIREITOS DA NATUREZA

 

Assinem esta petição, por favor.

É fundamental.

E está absolutamente muito bem fundamentada, e escrita em Língua Portuguesa.

 

PETIÇÃO PÚBLICA.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/ReconhecimentoDireitosNatureza?notif_t=page_invite_accepted

 

Reconhecimento de Direitos Intrínsecos da Natureza e a Todos os Seres Vivos

Para: Presidente da Assembleia da República

 

Há hoje um amplo consenso em torno da gravidade do processo das alterações climáticas, fruto da modificação da estrutura química da atmosfera pelo Homem, pelo incremento da produção de gases com efeito de estufa, conforme evidenciam as conclusões do Quinto Relatório do Grupo II do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, da Organização das Nações Unidas, realizado entre 2013 e 2014. A velocidade e magnitude das mudanças climáticas em curso excedem a capacidade de adaptação dos organismos vivos e ameaçam a nossa existência interdependente. Alguns cientistas falam de uma nova era geológica, o Antropoceno, caracterizada pelo poder da acção humana alterar o frágil equilíbrio da rede de sistemas da estrutura do Planeta [Crutzen, P.J. e Stoermer, E.F. (2000) “The Antropocene”, Global Change Newsletter. 41, pp 17-18, citado por Viriato Soromenho-Marques no artigo “Entre a Crise e o Colapso. O Desafio Ontológico das Alterações Climáticas”, Dezembro de 2009].

 

Estudos científicos recentes demonstram que o aquecimento global da atmosfera e dos oceanos aumenta a uma velocidade maior do que se supunha; crescem as concentrações de CO2 e de metano, os mais importantes gases com efeito de estufa; o degelo polar continua; o nível das águas dos mares subiu; a erosão das zonas costeiras, a perda de biodiversidade e da floresta tropical são factos indesmentíveis, bem como o extermínio da vida nos oceanos; a maioria das mudanças observadas desde os anos 50 não tem precedentes na História da humanidade, tendo as Nações Unidas declarado que enfrentamos a maior catástrofe planetária jamais vista (The World Economic and Social Survey 2011: The Great Green Technological Transformation);

 

Na verdade, a demanda da satisfação das necessidades básicas de uma população em crescimento, dentro da finitude dos recursos da Terra, torna necessário criar um modelo de produção e de consumo mais sustentável, pois o actual coloca-nos em rota de colisão com a Natureza.

 

Desde a Revolução Industrial, a Natureza tem sido sempre tratada apenas como uma mercadoria (commodity) existente para benefício das pessoas no interior de uma economia de mercado e os problemas ambientais têm sido considerados passíveis de ser solucionados fragmentadamente e mediante o recurso à tecnociência. Contudo, tais sustentações devem ser reavaliadas e alteradas.

 

O paradigma mecanicista e antropocêntrico, que regula o modo de fruição da Natureza - concebida como objecto de direitos - , provou ser inadequado para a protecção efectiva do ambiente e dos recursos naturais e para alcançar a sustentabilidade, permitindo, ao invés, a sua continuada degradação, antevendo-se sérias repercussões se nada for feito.

 

Viver em harmonia com a Natureza é essencial à vida. A crise global do ambiente é o resultado da total desconsideração dos custos ambientais na tomada de decisões políticas e económicas.

 

Assim:

 

1) Considerando que todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender; que é tarefa fundamental do Estado defender a natureza e o ambiente e preservar os recursos naturais, bem como promover a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação das estruturas económicas e sociais (arts. 66.º e 9.º als. d) e e) da Constituição da República Portuguesa, doravante CRP);

 

2) Considerando que a integração das exigências de protecção ambiental na definição e execução das demais políticas globais e sectoriais é essencial para a redução da pressão sobre o ambiente, sendo expressão do princípio da transversalidade e da integração, com acolhimento na al. a) do art. 4.º da Lei de Bases do Ambiente, aprovada pela Lei n.º 19/2014, de 14 de Abril (doravante, LBA), constituindo também uma incumbência do Estado com consagração constitucional, na al. f) do art. 66.º da CRP;

 

3) Considerando que o princípio do conhecimento e da ciência, acolhido também no mesmo preceito da LBA, obriga a que o diagnóstico e as soluções dos problemas ambientais resultem da convergência dos saberes sociais com os conhecimentos científicos e tecnológicos provenientes de fontes fidedignas e isentas (al. c) do art. 4.º);

 

4) Considerando a manifesta inadequação do acervo normativo ambiental vigente para fazer face à crise global do ambiente que reclama uma nova abordagem holística, sistémica e inclusiva, promotora da protecção efectiva da Natureza, da qual são parte integrante todos os seres, humanos e não humanos, assente na visão da Terra como um organismo vivo (Gaia), e não como um “conglomerado de matéria inerte (os continentes) e água (os oceanos, lagos e rios)”, “um todo relacional, inter-retro-conectado com tudo e maior que a soma das suas partes” nas expressões significativas de Leonardo Boff;

 

5) Considerando que a actuação pública em matéria de ambiente se encontra subordinada aos princípios do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade intra e inter-geracional, visando a garantia da preservação dos recursos naturais para a presente e futuras gerações (art. 3.º, als. a) e b) da LBA);

 

6) Considerando que a degradação em curso dos componentes ambientais naturais que são objecto da política de ambiente (o ar, a água e o mar, a biodiversidade, o solo, o sub-solo, e a paisagem, de acordo com o estabelecido no art. 10.º da LBA) reclama dos poderes públicos novas soluções protectoras da sua integridade, de que dependem todos os seres para viver;

 

7) Considerando que o ordenamento jurídico ambiental vigente assenta numa concepção da natureza como objecto de direitos de propriedade (pública ou privada), regulando prima facie o seu uso ou fruição, ainda que lesivo da sua integridade, e que as alterações climáticas revelam o fracasso desta abordagem;

 

8) Considerando, ainda, que a União Europeia concordou em estimular a transição para uma economia verde, num contexto de desenvolvimento sustentável (Conclusões do Conselho de 11 de Junho de 2012);

 

Almejando instituir uma verdadeira Ética Ecológica ou Ética da Terra [expressão cunhada por Aldo Leopold], que torne possível a efectivação dos direitos ambientais, torna-se necessário que o ordenamento jurídico reconheça o valor intrínseco da Natureza e dos componentes ambientais naturais e que actue em conformidade, dando corpo a um novo paradigma assente no reconhecimento da Natureza como fonte de vida e da vida e, como tal, sujeito de direitos intrínsecos próprios merecedores de uma tutela jurídica robusta, garante da observância de um acervo de deveres legais de cuidado e respeito cuja imperatividade se imponha a todos os demais sujeitos de direitos;

 

Considerando também que esta visão já foi traduzida normativamente em diversos países, como o Equador, a Bolívia, o México e a Índia, apenas para citar alguns;

 

Considerando que existe uma convergência entre aqueles que defendem a necessidade do reconhecimento da Natureza como sujeito de direitos e aqueles que sustentam a urgência de dar expressão legal mais estrita e positiva aos nossos deveres para com ela, pois em ambos os casos a Natureza é compreendida como conditio sine qua non para que seja alcançada a sustentabilidade a longo prazo do ambiente e dos ecossistemas que constituem o suporte das actividades humanas, incluindo as actividades económicas, e a harmonia entre a humanidade, presente e futura, e o mundo natural, de que somos parte intrínseca;

 

Considerando que a consagração dos direitos da Natureza, ou dos nossos inadiáveis deveres para com ela, na ordem jurídica interna, mais não é do que a concretização dos princípios da Carta da Terra, fundada nos mais recentes e consolidados conhecimentos da ciência contemporânea, nos ensinamentos dos povos indígenas, na sabedoria perene das grandes tradições religiosas e filosóficas do mundo e nas declarações e relatórios das conferências Mundiais das Nações Unidas realizadas em 1972, 1992, 2002 e 2012, bases do movimento ético mundial dirigido à construção de um mundo sustentável baseado no respeito pela Natureza e pelos direitos humanos universais, fundamentos de uma cultura da fraternidade e da paz. [www.EarthCharter.org];

 

E na senda do exemplo pioneiro do Equador, que acolheu, no seu texto constitucional, em 2008, o denominado direito da Natureza, reconhecendo a Natureza como sujeito de direitos;

 

As cidadãs e os cidadãos abaixo assinados vêm peticionar à Assembleia da República o seguinte:

 

Que adopte medidas legislativas no sentido de reconhecer que a cabal defesa dos direitos humanos fundamentais, em especial o pilar do direito à vida, não só não é incompatível como, pelo contrário, exige o reconhecimento de direitos subjectivos à Natureza e aos componentes ambientais naturais, assente no seu valor intrínseco e não meramente utilitário, consagrando, nomeadamente, o direito ao respeito pela sua vida e integridade, que inclui o direito à manutenção e regeneração dos seus ciclos vitais ou ecossistemas, estrutura, funções e processos evolutivos; que legisle no sentido de investir o Estado e todos os cidadãos do dever de promover o respeito por todos os elementos integrantes de qualquer ecossistema, onde se incluem todos os seres vivos, dotados igualmente de valor intrínseco; que estabeleça o direito a que qualquer pessoa ou entidade exija de qualquer autoridade pública, nomeadamente dos Tribunais, a defesa dos direitos subjectivos da Natureza e de todos os seus componentes, tal como previstos na LBA, convocando todos à adopção de um código de conduta universal que não comprometa a integridade dos ecossistemas e das espécies com que coexistimos.

 

Petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=direitosdanatureza

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:22

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

É PRECISO UM FUTURO PARA AS NOSSAS CRIANÇAS, DOUTOR ARMANDO LEANDRO, PRESIDENTE DA CPCJ (COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS)

 

Faça o favor de olhar, com olhos de ver, para esta imagem.

 

Quantas crianças estão na assistência, ao colo de pais irresponsáveis, e quantas estão na arena vestidinhas à moda dos carrascos?

 

Ou estas crianças vivem à margem da sociedade portuguesa e podem ver os seus direitos a uma infância e a uma educação para a cidadania violados, sem que ninguém se importe?

 

É isto que a CPCJ pretende para o futuro destas e de todas as outras crianças que frequentam os 12 antros de selvajaria tauromáquica, com o aval dessa comissão?

 

428419_10150816688607076_1552051731_n[1] o futuro

 

Tem-se falado ultimamente na “requalificação” da SS (não, não é a Schutzstaffel nazista, mas quase) ou seja, da Segurança Social, e nos possíveis “problemas” que tal irá criar às comissões de protecção de crianças e jovens, espalhadas pelo país, as quais em vez de pugnarem pelo SUPERIOR INTERESSE dessas crianças e jovens, atiram-nos para as arenas, para que aprendam a profissão de carrascos de bovinos.

 

Não foi isso que andaram a discutir recentemente uns deputados aficionados de selvajaria tauromáquica, no parlamento português?

 

E o que fazem essas comissões que agora vêm a público dizer que essa “requalificação” vai colocar em causa o “trabalho” delas?

 

Qual trabalho?

 

O que é que as preocupam?

 

As crianças que ficam sem “apoio”, porque haverá menos gente para as apoiar, ou a diminuição de postos de um trabalho que não se realiza?

 

Como pode o Senhor Doutor Armando Leandro vir a público dizer que está preocupado com a diminuição de meios «mas há um intuito de procurar colmatar esta diferença de meios para garantir às crianças e à família a concretização dos seus direitos».

 

Quais direitos? O direito à prática da violência? Da tortura? Da crueldade contra bovinos bebés, indefesos, inocentes e inofensivos?

 

Como podem dizer que com a “diminuição de meios” as comissões vão funcionar mal, se nem com meios elas funcionam bem?

 

MOITA.jpg

 A propósito desta imagem vejamos o que se diz no Farpas:

«Muito entusiasmo e muitos rasgos de afición e querer, no passado domingo, na praça "Daniel do Nascimento", num festejo de entrada gratuita em que se exibiram os jovens alunos da Escola de Toureio da Moita na comemoração do 2º aniversário do seu renascimento.

Uma das mais antigas e mais produtivas do país - de onde nasceram três matadores de toiros, Luis "Procuna", Nuno "Velásquez" (entretanto passou a bandarilheiro) e Sérgio "Parrita" -, a Escola da Moita foi iniciada pelo Maestro Armando Soares, prosseguiu com Vitor Mendes e renasceu há dois anos tendo como professores o matador "Procuna" e o bandarilheiro Júlio André.

 

Ouvi falar na “dificuldade” da Comissão da Moita, aquela vila portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, onde a prática da selvajaria tauromáquica está implantada como uma doença de pele, e onde muitas crianças frequentam o antro de toureio a que chamam “escola”.

 

E a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Moita já alguma vez se debruçou sobre a existência deste antro onde se ensina a prática da violência a crianças e jovens? Ou a CPCJ da Moita confunde o ensino da violência com o ensino da Matemática ou da Língua Portuguesa?

 

Doutor Armando Leandro, ensinar a violência às crianças não constituirá uma forma de maus-tratos psicológicos e por vezes físicos (quando eles se magoam) e uma forma de negligência grave por parte dos progenitores que enviam os filhos para estes antros, para que aprendam a ser MATADORES de bovinos, por diversão?

 

Isto é coisa que se faça às crianças?

 

Não só o abuso sexual, ou atirar os filhos para água a ferver, queimá-los com pontas de cigarros, bater-lhes até ficarem estropiados ou mortos, constitui crime.

 

Os maus-tratos psicológicos, como é o caso de privar as crianças de uma infância saudável, para as atirar para a violência, também é crime. Ou não será?

 

Ou as famílias aficionadas gozam de alguma protecção especial nas leis portuguesas, para que não sejam penalizadas por este tipo de maus-tratos que impõem aos filhos?

 

Saberá a CPCJ o mal que esta negligência poderá causar ao desenvolvimento mental destas crianças e jovens, um desenvolvimento que se quer saudável, como é do direito delas?

 

E depois ainda há este absurdo, digno de um país quinto-mundista:

 

Dívidas do Estado fecham escola de música do Minho a partir de segunda-feira

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4373733

 

Academia de Música de Almada suspende aulas devido a dívida do Governo

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=797079&tm=8&layout=123&visual=61

 

Providências cautelares poderão travar fecho de escolas em pelo menos dez municípios

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/providencias-cautelares-poderao-travar-fecho-de-escolas-em-pelo-menos-dez-municipios-1661414?page=-1

 

E poderia colocar aqui muitas mais notícias da política educacional e cultural desastrosa deste governo, mas estas bastam para dizer o que gostaria de ver noticiado.

 

E o que gostaria de ver noticiado, para bem destas desprotegidas crianças do meu País (isto é, das que estão à mercê de progenitores aficionados de selvajaria tauromáquica), e de Portugal e de todos os portugueses lúcidos, era isto:

 

EM NOME DE «UMA DAS MAIS NOBRES E ELEVADAS ARTES DO AGIR HUMANO – A ARTE DA GRANDE POLÍTICA CIVILIZACIONAL, CULTURAL E ÉTICA *» – O GOVERNO PORTUGUÊS MANDA ENCERRAR TODAS AS “ESCOLAS” DE TOUREIO DO PAÍS, BEM COMO DECRETA A ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA

 

Esta seria a grande notícia do avanço civilizacional necessário em Portugal

 

(* A frase entre aspas é de autoria do Filólogo em Humanidades Clássicas, Fernando Paulo Baptista)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:20

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

UM CASO DE IRRESPONSABILIDADE DOS GOVERNANTES E VIOLAÇÃO DOS MAIS BÁSICOS DIREITOS DAS CRIANÇAS

 

INACREDITÁVEL!

 

Senhores deputados, senhores governantes, senhores responsáveis (?) pela educação e desenvolvimento físico e mental saudável de menores de idade, se o que se segue vier a concretizar-se, o Estado português poderá ser responsabilizado pelo maior retrocesso do século XXI, quando os países civilizados avançam para a construção de um futuro sem violência para as crianças.

 

Crianças na tourada (34)[1].png

 Estas imagens dispensam comentários

Origem da foto: http://pelostourosvivos.blogspot.pt/?view=sidebar)

 

Senhores governantes,

Ouvi dizer que a Assembleia da República Portuguesa está prestes a cometer a iniquidade de incluir menores de 16 anos numa lei em que lhes é permitido torturar bovinos para não só se divertirem a eles próprios, como para divertirem os que os geraram e mais uns poucos incultos e sádicos que ainda andam por aí a espalhar a sua podridão de espírito…

 

É verdade?

 

Ouvi dizer que os deputados da Assembleia da República Portuguesa vão permitir que crianças sejam “educadas” para a violência, para a crueldade, para a perversidade de considerarem os bovinos umas “coisas” que podem ser torturadas e dilaceradas cruelmente, sem dó nem piedade, fazendo delas os futuros monstros da sociedade.

 

É verdade?

 

Ouvi dizer também que os deputados da Assembleia da República Portuguesa andaram a ouvir em audiência, e a propósito de uma proposta de lei de um tal de acesso à “profissão” de “artista” tauromáquico, uns incultos que foram unânimes em dizer que o que chamam “profissão” de “artistas” tauromáquicos, ou seja, os carrascos tauromáquicos não devem ter limites de idade.

 

É verdade?

 

Se é verdade, e tendo em conta o que também ouvi dizer acerca de uns algozes portugueses, torturadores e matadores de seres vivos indefesos, inocentes e inofensivos, os quais começaram a sê-lo aos 7 anos de idade, estamos perante um caso gravíssimo de negligência dos progenitores, que a tão desprezível vida lançaram os filhos, e de irresponsabilidade e ignorância dos governantes que o permitiram.

 

Em vez de os deputados da Assembleia da República Portuguesa andarem a dar ouvidos a gente inculta, primitiva e ignorante, leiam, por favor, o que diz o psicólogo Vítor Rodrigues acerca desta violência cometida contra crianças, a quem esmagam a inocência e aniquilam o direito à infância, para as transformarem em monstros.

 

«Da Violência nas Touradas à Educação Violenta: uma perspectiva psicológica».

 

Abram o link e leiam, por favor:

http://vitorrodriguespsicologo.weebly.com/uploads/3/5/9/1/3591670/touradas-psi.pdf

 

Com a minha mais veemente indignação e estupefacção, por em pleno século XXI, ainda andarem a discutir algo com contornos bastante nefastos para as crianças, e que devia estar banido da legislação portuguesa, há muito.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:58

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Domingo, 22 de Junho de 2014

«TOURADAS E OUTRAS PARVOÍCES»

 

Um excelente texto que diz tudo o que hoje me apetece dizer sobre a imbecil iniciativa da Vaca das Cordas que se vê na imagem...

 

Fotografia de Luís Rodrigues ©

 

Vinho, crueldade, estupidez e ignorância eis os ingredientes da Vaca das Cordas.
***

 

«TOURADAS E OUTRAS PARVOÍCES»

 

 Por antoniopprocha

«Chegaram as festas populares, chegaram (infelizmente) também os mais diversos eventos de desrespeito aos animais em prol da “diversão”. Entre música pimba e bebedeiras há sempre espaço para pegar em seres indefesos e usar e abusar dos mesmos. Estamos em 2014, quantos mais anos terão de passar para começarmos a realmente respeitar os animais?

Artigo 10º

 

1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

 

2.As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

 

Este é um dos artigos que consta na Declaração Universal dos Direitos dos Animais proclamada pela UNESCO em 1978. 36 anos depois, continuam em Portugal a haver mil e uma situações em que esta declaração não é respeitada.

 

Triste, não é?

 

Entristece-me, principalmente, ver uma geração que esteve ou ainda está há anos a estudar, que tem acesso a tudo e mais alguma coisa, não conseguir perceber que eventos em que se maltratam animais não são dignos de um país e de uma sociedade dita desenvolvida.

 

Há sempre aqueles que dizem: “Isto? Isto não é maltratar, ninguém mata o animal”. Vamos a ver uma coisa, puxar pelo rabo, dar pontapés e palmadas, agarrar de forma bruta, entre muitos outros, não é maltratar? Já para não falar de meter o animal numa situação de desvantagem, em que não se pode claramente defender.

 

Qual é o objectivo? Subirmos um bocadinho o nosso ego porque nos estamos, supostamente, por momentos a sentir superiores? Superioridade de merda.

 

Depois há também os iluminados que dizem àqueles que criticam a “bendita” tradição: “Vocês devem ser todos vegetarianos”.

 

Vamos a ver outra coisa, usar e abusar de um animal para entretenimento e matar um animal para comer são coisas distintas. Sim, também pode existir abuso dos animais no matadouro, e isso está completamente errado, mas uma coisa errada não leva a que possamos fazer outra igualmente errada.

 

O ideal seria não termos de matar animais para comer (eu não tenho prazer na morte de outro ser e ninguém deveria ter), mas isso é algo praticamente impossível de acontecer. Desde pequenos que a nossa dieta consiste em comer animais, contrariar isso na idade adulta é extremamente difícil. Ainda assim, reforço a ideia de que matar para comer nunca pode ser posto ao mesmo nível de usar um animal para entreter, são simplesmente coisas incomparáveis.

 

Também existem os Afonsos e as Tétés que, com o melhor polo Sacoor e calça bege, se revoltam contra aqueles que não tiveram o prazer de ter uma educação tão requintada e com tanto nível, nem tiveram sorte de viver numa herdade. Estes geralmente são aqueles que defendem que “o animal é criado para isso mesmo” e que acham que os defensores dos animais são hippies de rastas que cheiram mal dos sovacos. Acho que nem preciso de gastar palavras para este tipo de gente. (Achei importante referir esta “espécie” porque, apesar de tudo, dão sempre para rir).

 

Há ainda aqueles que falam dos pássaros nas gaiolas, dos cães em apartamentos, e tantas mais coisas absurdas como forma ridícula de tentar defender tradições que não têm defesa, principalmente com tais argumentos.

 

Meus caros, volto a repetir uma ideia anterior de outra maneira, para ver se vos entra na cabeça: não é por haver muitas coisas más a acontecer no mundo que podemos fazer uma que na nossa cabecinha é “menos má”.

 

Existem cães que não devem estar em apartamentos? Sim, mas isso é por acaso motivo para então se poderem cometer atrocidades com outros animais para gáudio popular? Não faz sentido.

 

O caminho a percorrer parece longo, ainda há muitas mentalidades que precisam de mudar. Se este texto não servir para mudar nenhuma ao menos que sirva para alimentar (ainda mais) a vontade de mudança dos que são contra todas as práticas em que não haja respeito pelos animais e pelos seus direitos.»

 

«A grandeza de uma nação e seu progresso moral podem ser medidos pela maneira como trata os seus animais» (Mahatma Gandhi)

 

Fonte:

http://maumariamag.wordpress.com/2014/06/21/touradas-e-outras-parvoices/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014

«A REDUÇÃO DO SOFRIMENTO»

 

Um magnífico texto a propósito do programa da RTP «Prós e Contras» sobre touradas, publicado no Blog Anima Sentiens, um lugar onde se respira sensibilidade, bom senso e fina ironia, da autoria de Filomena Marta

 

Por Filomena Marta

 

Uma redução, em termos culinários, é algo que se deixa ferver até que a humidade evapore e fiquem os ingredientes reduzidos e concentrados. Foi precisamente isto que se passou no programa “Prós e Contras” sobre a “Festa Brava”, que passou a 12 de Maio na RTP1. O sofrimento a que um animal é sujeito foi reduzido. Mas ao sê-lo foi também concentrado.

 

Um debate triste de tristes figuras. Fugiu-se do tema “sofrimento” como o diabo da cruz e até se vestiu o touro como um super-herói.

 

Desculpem, é mentira. Estou a faltar à verdade. Falou-se de sofrimento sim, do sofrimento comovente e tocante daquelas pobres famílias, dizem que são umas cinco mil, que quase de lágrima ao canto do olho contam a grande beleza, a estética e a ética que a tourada tem. A ética ninguém nunca lhes explicou o que significa e é usada abusivamente, agora a estética é uma coisa discutível: aqueles riquíssimos e caríssimos fatos são francamente bonitos… o sangue a escorrer nas costas do boi é que já me deixa dúvidas.

 

A teoria dos toureiros, dos aficionados e de uma coisa vagamente parecida com um veterinário é a de que o touro não sente dor. Ficamos a saber que o touro não faz parte dos mamíferos, classe a que o ser humano também pertence, não tem uma anatomia e morfologia comum a todos os mamíferos e é uma espécie de ser supra-terrestre que tem a capacidade de ter um ferro enterrado no lombo sem sentir dor. Pressupomos também que é um mestre em efeitos especiais e que aquela coisa vermelha que lhe escorre pelo lombo não é sangue, mas uma qualquer espécie de molho de tomate apenas para dar emoção aos aficionados.

 

Na sequência de afirmações supremamente científicas como estas temos, obrigatoriamente, de ir mais longe. Existe uma outra classe de seres no planeta à margem dos vulgares mamíferos. São seres especiais e também eles não sentem dor. É perfeitamente aceitável que no recinto de brincadeira, festa e confraternização onde se encontram para jantaradas touros e toureiros haja umas picardias mais atrevidas e ora agora te enfio eu um ferro, ora agora te enterro eu um corno. Tudo bons amigos e que ninguém se preocupe nem com uns, nem com outros, porque são ambos seres especiais. Nem o touro sente dor, nem o toureiro sofre com a cornada. É tudo a fingir.

 

Pois a verdade é que até ontem não se tinha a certeza que há quatro divisões diferentes no reino animal: os Homens, os Animais, os Touros e os Toureiros. Ah, mil perdões, esqueci-me de uma quinta divisão! Aquela divisão referida por uma toureira ao dizer “os meus cavalos divertem-se”.

 

Óbvio! Mas existem dúvidas que seja divertido ter uma criatura montada no lombo, a bater com esporas na barriga e a fazer avançar contra o perigo?! Nenhumas! É de rir até às lágrimas de tanto prazer e alegria.

 

Portanto está estabelecido: os touros não sentem dor, os cavalos divertem-se, os toureiros são um ramo paralelo dos humanos com capacidades especiais e os outros todos, gente e bichos, são umas aberrações que por aqui andam neste mundo a sentir dor, medo e a ter sentimentos.

 

Mas uma coisa é certa, ainda bem que os tauromáquicos não precisam de ajuda para denegrir a sua imagem, porque se os touros dependessem dos “amigos dos animais” estavam francamente “feitos ao bife”. Houve três intervenções com substrato, a de Rita Silva, a de uma veterinária e a de uma jurista. Mas isso nem sequer se tornou importante, porque um rufia sentado no painel encarregou-se de enterrar a Festa Brava com bravura e dar um belo exemplo do que é realmente um aficionado… mas eu, se fosse aficionada, não tinha gostado nada daquela representação. A menos que gostem de ser conotados com expressões pouco simpáticas.

 

Houve duas alturas muito interessantes no debate:

 

1. Um toureiro acesamente defendia a sua liberdade. Porque a liberdade dos abolicionistas terminava onde começava a dele… pois é, tal como a dele termina onde começa a dos abolicionistas. Mas ó criaturas!!!! E onde fica a liberdade do touro?!

 

2. Aquela coisa vagamente parecida com um veterinário, um senhor de ar “grave” e idade suficiente para pensar antes de falar, entre muitas outras pérolas de sabedoria arrancou um “os animais não têm direitos, porque não têm deveres”. Ora bem, como é que se escreve uma gargalhada…? É que já cansa ter de explicar que uma criança de dois anos também não tem deveres e tem direitos… mas como isto tem matéria para uma crónica inteira, passando pelos trabalhos forçados de todos os animais ao “serviço” do Homem, terá de ficar para outra altura.

 

Mas ver homens feitos a dizer disparates como “o touro não sente dor” e a queixarem-se de ser coitadinhos porque não os deixam fazer a sua “Festa” e os chamam de “assassinos” seria bastante triste, se não fosse primeiramente ridículo.

 

Depois há a tradição. Ah… a tradição! Um toureiro, aquele que defendia a sua liberdade, mostrou-se chocado com a comparação feita com a escravatura e a menção ao filme “12 anos escravo”. Um choque incompreensível, de facto, pois tratava-se de tradição. O negro não era considerado sequer um ser humano, não sentia dor como os seres humanos e não tinha alma. E era uma tradição. Tal como era tradição o circo romano, os gladiadores (geralmente escravos) e os cristãos na arena com os leões. Como é ainda hoje tradição a mutilação genital feminina, a lapidação e o casamento infantil.

 

As outras “tradições” inevitavelmente terminaram e duvido que houvesse alguém naquele programa, tauromáquicos incluídos, que defendesse a tradição da lapidação e da mutilação e do casamento infantil.

 

O ser humano tem evoluído. Nem sempre no bom sentido, também a maldade tem ganhado requinte, mas sem evolução ainda viveríamos em cavernas. Se calhar… ainda há quem viva, num plano mental e civilizacional. Mas estes são perigosos, pois andam por aí disfarçados de “gente moderna” e muitos até têm “cursos superiores”. O que nunca ninguém lhes disse é que na Faculdade não se ensina nem se aprende carácter, sensibilidade, humanidade ou sensatez.

 

***

Fadgen era um touro de lide até Christophe Thomas, um activista anti-touradas, o salvar. Fadgen era um touro de lide, até se tornar um animal de estimação. Todos os seres vivos têm direito a uma vida sem tortura e sem sofrimento, o touro não é uma excepção.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

ESTE SENHOR, SENDO UM EXEMPLAR DO REINO ANIMAL, NÃO É TITULAR DE QUALQUER TIPO DE DIREITOS…

 

Paulo Rangel – Um político desajustado dos tempos modernos que quer continuar a representar Portugal na Europa! Um indivíduo que demonstrou um profundo desrespeito pelos animais numa entrevista, que é oportuno ser recordada, ao semanário "Sol" e que só lendo!

 

[Nota: Este indivíduo é uma péssima escolha para eurodeputado, independentemente de estar ligado seja a que partido político for.]

 
Fonte:
publicado por Isabel A. Ferreira às 19:06

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