Proposta foi aprovada no Parlamento
in Diário do Distrito [Setúbal]
O Governo aprovou esta sexta-feira uma lei que passa a proibir o uso da burca e do niqab em espaços públicos, à semelhança do que já foi feito em vários países europeus, como a França e a Dinamarca.
A proposta foi apresentada pelo Chega, e teve o apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS-PP, ao passo que PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda votaram contra.
Já o PAN e JPP abstiveram-se.
A legislação passa a proibir «especificamente roupas destinadas a ocultar o rosto», visando questões de segurança pública e identidade visual, argumentando o Chega que «a burka representa uma forma de opressão às mulheres e uma ameaça à segurança pública».
Por outro lado, partidos como PS e Bloco de Esquerda defenderam que a proibição pode infringir direitos individuais, como a liberdade religiosa e de expressão.
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Em Portugal não se usa burka nem niqab, logo, quem para cá vem deve seguir as leis de Portugal. É por isso que jamais emigraria para um país onde tivesse de usar a burka ou o niqab, ou não me ser permitido sair à rua sozinha e ir lanchar a uma pastelaria, porque tudo isso não faz parte da MINHA cultura.
Esta proibição nada tem a ver com liberdade religiosa e de expressão. Apenas as senhoras NÃO podem cobrir-se, dessa maneira, em público. De resto têm toda a liberdade religiosa e de expressão, desde que cumpram as leis portuguesas, e não venham para cá impor as suas.
Cá pelos meus lados existe uma senhora que usa burka. Ao sair à noite, para pôr o lixo no contentor, quem me garante, nos tempos que correm, que debaixo daqueles panos, não está um homem, um bandido, um violador, um assaltante?
Isto tem a ver com aquela máxima «em Roma sê romano», e se não estamos dispostos a seguir as leis do País para onde emigramos, o mais inteligente é procurar um país que tenha os mesmos valores e costumes que nós.
Isabel A. Ferreira
Por Carmo Torres

Fotos: DR - Crianças lutam pelas árvores do Cabedelo
Vários desenhos de crianças foram colocados esta manhã nas árvores da Avenida do Cabedelo, em Viana do Castelo.
Este poderia ser um simples exercício escolar, mas é muito mais que isso, porque estas crianças responderam a um apelo dos adultos para, com os seus desenhos, tentarem impedir o corte destas majestosas árvores.

«Cada um de nós pediu a crianças conhecidas para fazerem um desenho para tentar salvar as árvores. Hoje apareceram todos estes e lá andámos a colocar», explicou ao Diário do Distrito Ana Macedo, uma das promotoras dos protestos contra o abate destas árvores.
Os moradores estão em luta contra a decisão da Câmara Municipal de Viana do Castelo em abater várias árvores para a construção de uma rotunda de acesso ao novo parque industrial, e já o demonstraram com protestos no local, bem como através de várias providencias cautelares, a última através do PAN – Pessoas, Animais, Natureza.
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