Quinta-feira, 22 de Março de 2018

CÂMARA APROVA LEI QUE ACABA COM CORRIDAS E ACTIVIDADES TAURINAS NA COLÔMBIA

 

O que se passou na Colômbia foi um acto verdadeiramente democrático: o Congresso havia já declarado os animais não-humanos como seres sencientes, a esmagadora maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade, logo, não se justificava mantê-la.

 

Na Colômbia vive-se em Democracia.

 

Em Portugal, não. Em Portugal a esmagadora maioria do povo português também rechaça esta actividade medievalesca, mas os governantes portugueses não cedem à vontade do povo, logo, o regime vigente em Portugal não é democrático, nem pouco mais ou menos.

 

Em Portugal, vive-se numa ditadura socialista.

 

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 Imagen de ilustración | AFP

 

A Câmara de Representantes da Colômbia, através da sua conta do Twitter, informou que aprovou, em segundo debate, um projecto de lei que pretende pôr fim às actividades taurinas, no país, por serem consideradas uma tortura para os animais.

 

Trata-se de um projecto «pelo qual se eliminam as práticas taurinas em Território Nacional e se determinam outras disposições», e que foi aprovado por 70 votos a favor e 18 contra, sendo considerada uma grande satisfação que o Congresso da República tenha se pronunciado positivamente pela eliminação das corridas de Touros, bem como as novilhadas, as lides, as bezerradas e as tentas.

 

«Todo aquele que cause a morte, dilaceração e tortura aos animais, depois de ter sido o Congresso a declará-los seres sencientes, será incoerente com a realidade» explicou Nicolás Echeverry, um dos defensores do projecto.

 

Este congressista disse ainda que «uma grande maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade», e acrescentou que é a primeira vez na História da Colômbia que um projecto anti-taurino passa no seu segundo debate em plenário da Câmara.

 

Por sua vez, o representante e autor do projecto, Óscar de Jesús Hurtado, explicou à RCN Rádio que a norma «visa proibir a prática de actividades de entretenimento e de expressão cultural com animais, porque o clamor do povo pede-lhes para eliminá-las

 

E isto sim, é Democracia.

 

Brevemente retiraremos, com prazer,  a Colômbia da lista dos oito países terceiro-mundistas que ainda mantém esta prática medievalesca como forma de divertimento.

 

Fonte da notícia:

http://www.pulzo.com/nacion/camara-aprueba-proyecto-para-eliminar-corridas-toros-PP458379?utm_source=change_org&utm_medium=petition

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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Quinta-feira, 15 de Março de 2018

QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA SEM GARRAIADAS EM 2018

 

O falso movimento “Coimbra dos Estudantes”, que não é um “movimento de alunos” mas uma usurpação da identidade do “ser estudante de Coimbra,” pois sabemos que são prótoiros e não representam a Academia Coimbrã, mas tão só a máfia tauromáquica, anda por aí a “garantir” que vai manter o costume bárbaro da garraiada (isto jamais foi tradição) e pondera realizá-la em Coimbra, e não na arena de tortura da Figueira da Foz, porque (e agora vem o mais delirante) valores democráticos da academia devem garantir que alunos possam escolher participar na tal actividade selvática, visivelmente em decadência.

Como disseram prótoiros?

Valores democráticos? Sabem lá o que isso é! Sabem lá o que é Liberdade! Democracia! Nada disso tem a ver com a selvática prática tauromáquica.

Veja-se neste vídeo, que mostra a garraiada coimbrã, de 2017, os milhares de estudantes na assistência…

 

 

Então não é que, democraticamente, 70.71% dos verdadeiros estudantes de Coimbra votou contra a continuidade da barbárie, contra 26.69% a favor, e os protóiros vêm falar em “valores democráticos a garantir, para a banda errada? Para a minoria? ACORDEM!

 

Isto em DEMOCRACIA significa que os estudantes trogloditas PERDERAM, logo, os valores democráticos estão assegurados, pela esmagadora maioria, que votou contra a selvajaria.

 

É assim que funciona a DEMOCRACIA, ó prótoiros!

 

Ficaram tão vesgos com a derrota que não conseguem ver um palmo adiante do nariz!

 

E os protóiros andam por aí a dizer mais esta coisa fantástica: vão organizar a garraiada durante a Queima das Fitas, mesmo que o Conselho de Veteranos decida excluir dela esta selvajaria que, há 115 anos, conspurca a Academia Coimbrã.

 

A isto chama-se “democracia à protoiros”.

 

Vão estrebuchando! A morte tem destas coisas: estrebucha-se como os Touros nas arenas, quando levam a estocada final.

 

As garraiadas em Coimbra levaram a estocada final, e os seus mentores contorcem-se à beira dos estertores da morte.

 

E como se estes delírios de moribundos já não chegassem, atiram-nos com irregularidades inexistentes, coisas que eles têm por hábito fazer e acham que todos são iguais a eles, como se todos fôssemos muito estúpidos. Além disso, não aceitam a evolução, e apesar da esmagadora VITÓRIA do NÃO a esta selvajaria, eles acham que num universo de 5.638 alunos 70.71% é a minoria, e 26.69% é que é a maioria.

 

Se bem que não concorde que se referende a tortura de um ser vivo para divertir um bando de beberrões, este Referendo como diz a minha amiga Amália Carrilho, foi óptimo para aferir a quantidade de parvos que ainda acham que garraiada é sinónimo de Cultura Culta e Identidade de Coimbra.

 

Ainda bem que que a verdade veio ao de cima: aferiu-se que afinal, num universo de 5.638 estudantes, apenas 26.69% são parvos.

 

Dizem os protóiros que estão duas opções em cima da mesa deles: continuar a realizar a garraiada na Figueira da Foz ou o regresso da garraiada à cidade de Coimbra.

 

Pois… O regresso da garraiada a Coimbra implica algumas licenças. E então há duas opções em cima da outra mesa: ou violam a lei, ou não realizam a garraiada. Mas se ainda assim a realizarem, será à revelia, e esta não será incluída no Programa da Queima das Fitas, nem em nome da Academia de Coimbra, porque, pura e simplesmente e inequivocamente, esta declarou-se CONTRA esta prática selvática.

 

Acordem para a nova realidade.

 

Coimbra livrou-se do cancro que vocês, prótoiros, representam para a sociedade. E uma coisa é certa, os estudantes poderão continuar a viver a Cultura Culta inerente à Universidade de Coimbra, com a exclusão das garraiadas.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte do estrebucho dos derrotados:

http://www.touradas.pt/noticia/queima-das-fitas-de-coimbra-vai-ter-garraiada-em-2018

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:06

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Domingo, 4 de Março de 2018

«NÃO SE APROVEITA NADA NESTE ACORDO ORTOGRÁFICO»

 

No site da Renascença, sob o título «Acordo Ortográfico: Há marcha-atrás possível?», diz-se que o cineasta António Pedro Vasconcelos, um dos primeiros subscritores de um manifesto de cidadãos contra o acordo ortográfico, e Ana Margarida Oliveira, produtora da RFM e ex-professora de Português, que não é 100% favorável ao acordo, discutiram o tema.

 

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António Pedro Vasconcelos defendeu que “não se aproveita nada neste acordo ortográfico (…) e que «se se admite que alguma coisa está mal, que se corrija o quanto antes».

 

Totalmente de acordo. Este acordo ortográfico, que está a gerar o mais monumental desacordo de todos os tempos, se fosse bom, não seria tao contestado, nem precisaria de ser discutido e todos andávamos aqui muito felizes com a novidade.

 

Mas, infelizmente, este acordo é a coisa mais parva de que há memória, e que nos está a ser imposta ditatorialmente, apesar de o actual governo dizer-se de esquerda e pretender ser uma democracia… Pois aqui perdeu-se a força do demo (povo) e ficou apenas a cracia ou a força do poder, transformada em ditadura.

 

Por sua vez, Ana Margarida Oliveira não acredita que se possa voltar atrás. E deu este triste exemplo: "Isto é como o escudo e o euro. Teria dificuldade em fazer contas em escudos. Já teria dificuldade em voltar à grafia antiga”.

 

Pois se Ana Margarida Oliveira teria dificuldade em fazer contas em escudos e voltar à grafia portuguesa (nem pouco mais ou menos é antiga), isso seria problema exclusivamente dela. E o mundo não pára (com acento) só por causa das dificuldades desta senhora.

É mais fácil aprender o lógico do que o ilógico

 

É que as crianças e os jovens têm uma capacidade mental superior à dos adultos, para aprenderem e desaprenderem o que quer que seja, e aqui o que está em causa é o "fabrico" dos analfabetos do futuro, por isso, os erros corrigem-se, e assim como aprenderam a escrever incorreCtamente, mais facilmente aprenderão a escrever correCtamente, porque a Língua Portuguesa é uma língua com lógica, e o AO90 não tem lógica nenhuma, e é mais fácil aprender o lógico do que o ilógico.

 

Pela enésima vez vou repetir isto: eu, que não serei mais inteligente do que todos os outros, e que aprendi a ler e a escrever no Brasil, aos seis anos, precisamente na ortografia agora imposta às nossas crianças, quando regressei a Portugal, com oito anos, tive de desaprender a grafia brasileira sem os cês e os pês e o modo de dizer (eu "chutava" flores para dentro das jarras, porque no Brasil "chuta-se" tudo, e, à conta disso, levei uns bolos nas mãos, para não "chutar" tanto - e isto não se esquece, mas agora nenhuma criança corre o risco de "levar bolos"), e apreendi a escrever com os cês e os pês, num ápice. E quando tive de regressar novamente ao Brasil, com os meus 12 anos, deixei novamente os cês e os pês para trás, e aqui estou eu, com a bagagem linguística de cá e de lá, e consegui. Por que não conseguirão as nossas crianças? Serão mais estúpidas do que eu? Não são. Com toda a certeza.

 

Deixemo-nos de tretas: os erros CORRIGEM-SE. Não se PERPETUAM.

 

Fonte:

http://rr.sapo.pt/noticia/106818/acordo-ortografico-ha-marcha-atras-possivel

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:38

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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2017

1910/2017 – HOJE, CELEBRA-SE QUE REPÚBLICA?

 

Em 107 anos o que não mudou?

 

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(Imagem: Internet)

 

A Implantação da República explicada ao Povo

 

Em 5 de Outubro de 1910, fez-se uma revolução para mudar o statu quo instituído pela Monarquia, a saber (assim por alto, e apenas para referir o mais evidente): muito esbanjamento de dinheiros públicos, em benefício dos nobres, muitos pobres, muitos analfabetos, muitos semianalfabetos, uma classe rica e poderosa, em minoria, que dominava e fazia de Portugal o seu quintal.

 

Então, um grupo de cidadãos, revoltados com esta situação, e porque queriam também mandar e não podiam, a 1 de Fevereiro de 1908, decidiu matar o rei D. Carlos, que então reinava, e o seu filho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança, no então Terreiro do Paço, hoje, Praça do Comércio, durante um cortejo.

 

A partir deste regicídio, inaugurou-se uma escalada de violência que o impreparado Príncipe D. Manuel II, de apenas 18 anos, filho mais novo do falecido Rei D. Carlos, e que ocupou o trono, não conseguiu travar, culminando essa escalada de violência na implantação de uma República cheia de boas intenções, a 5 de Outubro de 1910.

 

Pretendia-se uma nova era, liberta do domínio monárquico e da incómoda sucessão do poder, passando de pais para filhos, fossem eles competentes e sensatos ou não. O Povo não era para ali chamado. Tinha de aceitar com submissão e muitas vénias esta imposição dinástica.

 

Ora os republicados acabaram com esta situação. Agora já se podia escolher os governantes, já não se passava o Poder de pais para filhos. No entanto, a disputa pelo Poder acabou por trazer muitos inconvenientes, partidarismos, lutas, invejas, ódios, muita pancadaria, enfim, o anseio de mandar sempre perturbou as mentes e gerou intermináveis lutas internas, entre os que se dispunham a disputar o trono republicano, lutas essas que nunca beneficiaram o Povo, que continuou pobre, desgraçado, analfabeto e com fome… até aos dias de hoje.

 

Resumindo (é que não estou aqui propriamente a dar uma aula de História): desde aquele não muito longínquo dia 5 de Outubro de 1910, muita água suja passou por debaixo de todas as pontes de Portugal, indo embocar numa ditadura, que durou 41 anos sem interrupção, período em que Portugal continuou a ser o quintal de António de Oliveira Salazar, até ao dia de outra revolução, ocorrida a 25 de Abril de 1974, denominada “dos cravos” que pretendeu libertar Portugal dessa ditadura. Contudo, a ditadura tem muitos disfarces.

 

Então o que aconteceu depois da Revolução dos Cravos?

 

Aconteceu que uma outra República, disfarçada de Democracia, lá foi cantando e rindo, levada, levada sim… por homens não muito diferentes dos que mandavam durante a monarquia e a ditadura, e que continuaram e continuam a fazer de Portugal o seu quintal, com uma diferença: agora fazem lotes do quintal para vendê-los a quem dá mais.

 

E o Povo, como fica o Povo português no meio disto tudo?

 

Bem, o Povo português, hoje, dia 5 de Outubro de 2017, continua a ser maioritariamente o peão, submisso, servil, que se deixa enganar facilmente, acreditando nas falsas promessas que os novos republicanos lhe fazem; uns, continuam pobres, uns mais paupérrimos do que outros; ainda muitos analfabetos, outros semianalfabetos, desdotados de espírito crítico e selados por uma descomunal iliteracia; os nobres, esses, continuam instalados nos Palácios de São Bento e de Belém, quais reis sem coroa, a reinar, a desgovernar, a impor uma ditadura disfarçada de democracia, onde o Povo interfere apenas no acto de os colocar no Poder. Mas logo que, democraticamente, lá chegam (ao Poder) abandonam os interesses do Povo que os elegeu, e abraçam os interesses dos grupos económicos, que são os que verdadeiramente mandam em Portugal.

 

E há os outros, os livres pensadores, os que têm espírito crítico, os insubmissos, os que não aceitam ditaduras, censuras, imposições absurdas, os que lutam por um Portugal evoluído, civilizado, ético e culto, os que emigram para se tornarem grandes, os que dizem NÃO ao statu quo, não apenas porque sim, mas porque Portugal está a ser descaradamente entregue a interesses estrangeiros.

 

A 5 de Outubro de 1910, o Regime Monárquico deu lugar ao Regime Republicano que, apesar das boas intenções, continuou o despique da dualidade de poder até aos dias de hoje, com interregno nos 41 anos da ditadura salazarista. E o ora agora governas tu, ora agora governo eu, lá continua, como na Dança do Vira.

 

Sim, houve um certo progresso. Mas nem só de pão e circo vive um Povo. Nem só de crescimento económico, nem só de política partidária, nem só de turismo e de Madonna, nem só de boas intenções, misturadas com mentiras, vive um País.

 

É que de boas intenções está o inferno cheio.

 

E o que aconteceu depois da Revolução dos Cravos?

 

Bem, depois da Revolução dos Cravos, que também se fez com muito boas intenções, implantou-se uma ditadura disfarçada de democracia, marcada pela corrupção, pelo abuso do poder, pela desonestidade, por interesses obscuros, por imposições absurdas, por uma descomunal falta de senso político, moral, ético, cultural e social.

 

Que República celebramos hoje?

 

Sem dúvida nenhuma a República Portuguesa das Bananas, onde se continua a esbanjar dinheiros públicos, em benefício dos nobres, onde existem muitos pobres, muitos analfabetos, muitos semianalfabetos, muitos interesseiros e mercenários, muitos traidores da Pátria, e uma classe rica e poderosa, em minoria, que domina e faz de Portugal o seu quintal, dividido em lotes, que se vendem a quem dá mais…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2017

AUTÁRQUICAS 2017

 

A Democracia só funciona em pleno, num país em que o povo é maioritariamente instruído, esclarecido e imbuído de espírito crítico.

Não sendo assim, a democracia será uma democracia manca.

E obviamente que é essa democracia manca que predomina em Portugal.

 

PAN4.png

 

Os órgãos de comunicação social mais visíveis (as televisões) atulharam-nos com os resultados de Lisboa (cujo candidato PS perdeu a maioria); do Porto (cujo candidato independente ganhou a maioria); de Oeiras (a maior demonstração da falta de espírito crítico do povo); e Coimbra (cujo candidato PS ganhou sem maioria).

 

Depois era só falar da vitória do PS, com os melhores resultados de sempre; da derrota do PSD, a nível nacional; no bom resultado do CSD/PP em Lisboa; da perda de mandatos da CDU para o PS; do Bloco de Esquerda que consegue um deputado para a CM de Lisboa e mais alguns, por aí… mas não consegue a Câmara de Salvaterra de Magos, e ainda bem, pois assim temos menos uma aficionada de touradas (sem que o BE, que se diz anti-tourada, se importasse com isso) no poder; dos independentes que se destacaram nestas eleições; e do PAN? Ninguém dizia nada. Era como se não existisse.

 

No entanto, pela primeira vez, o PAN quintuplicou os seus resultados, conseguindo 26 deputados municipais e uma freguesia, tendo chegado a ficar acima do CDS/PP em vários concelhos, mas para sabermos disto, tivemos de andar a procurar informação.

 

E isto é muito significativo. Significa que a mosca continua a incomodar o elefante. E o elefante não gosta. E como não gosta passa a palavra: é proibido falar no PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza nas televisões. E as televisões obedecem... servilmente...

 

Bem… safou-se Cascais, que rejeitou a aficionada de touradas do Partido Socialista, Gabriela Canavilhas;

 

Safou-se a Golegã, do candidato PSD, grosseirão e também aficionado assumido da selvajaria tauromáquica;

 

Em Viana do Castelo um candidato tauricida levou um grande banho de água gelada;

 

Em Ponte de Lima foi mais do mesmo, nem eram necessárias eleições, CDS/PP levou a melhor, mas não haverá mal que sempre dure…

 

Nos restantes municípios, onde o atraso civilizacional é evidente, onde ainda existe a ultrapassada prática medievalesca da diversão assente no sofrimento animal, a saber: Lisboa, Albufeira, Moita, Seixal, Vila Franca de Xira, Póvoa de Varzim, Montijo, Leiria, enfim, nestes lugares obscurantistas o PAN será a mosca que incomodará os elefantes.

 

A abstenção foi enorme, 45,5%; os votos nulos, 1,9%, e os brancos 2,6, e isto tudo somado dá 50%.

 

Assim sendo, metade dos eleitores portugueses não disse de sua justiça. Azar o deles. Agora não têm autoridade nenhuma para protestarem sobre o rumo que o país vai levar, se esse rumo não lhes agradar. Terão de aceitar servilmente o que lhes impingirem.

 

Sei que as leis estão feitas assim. Mas fazendo bem as contas, somando e tirando percentagens dos 50% que votaram, é tudo tão insignificante…!

 

Resumindo: num país em que o povo é maioritariamente desinstruído (temos a mais alta taxa de analfabetismo da União Europeia), é desiluminado e não tem o mínimo espírito crítico, para saber distinguir o trigo do joio, e não acreditar nos mentirosos, ainda não é desta que o nosso país dará um passo em direcção à evolução.

 

Continuará mais ou menos tudo na mesma, com tendência para piorar, uma vez que PS, PSD, CDS/PP  e CDU tirando um ou outro detalhe, tocam sambinhas de uma nota só. 

 

Contudo, espero com muita fé e esperança que eu esteja redondamente enganada.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:23

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

O POVOS TÊM O QUE MERECEM… NOMEADAMENTE O POVO PORTUGUÊS…

 

Reflictamos neste curto, mas precioso texto de Maria Helena Capeto

 

POVO.jpg

Origem do texto: Internet 

 

O texto da Maria Helena Capeto é um comentário a um excelente texto publicado no Facebook, por Maria João Gaspar Oliveira, intitulado «CETA – a lei do mais forte…» ou seja, um tratado de livre comércio entre o Canadá e a UE, que é uma grave ameaça à soberania e democracia nacionais, e que recomendo lerem neste link:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1126055524178379&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

«Maria João Gaspar Oliveira, tem toda a razão no comentário e críticas que faz. Tem toda a razão no seu apelo. No entanto, tenho a dizer, uma vez mais, que os povos têm o que merecem, nomeadamente o povo português que é aquele a quem este post é dirigido particularmente.

 

Quem enche as ruas aos milhares por causa do futebol, quem enche os centros comerciais nos dias do "sem iva" ou "promoção especial", quem enche as praças para assistir aos concertos de uma qualquer pop star e não se rala com mais nada, merece o que tem. Por isso continuo a dizer: p'ra baixo que ainda mexe. Os governantes são a imagem dos povos que representam. Os governantes só tomam as decisões que os povos permitem que tomem. Tão culpados são os governantes como os povos por tudo o que se passa no mundo, para o bem e para o mal.

 

Eu faço a minha parte não consumindo o que não me parece consumível. Faço a minha parte fazendo o que está ao meu alcance para um mundo melhor. Faço o que está ao meu alcance para abanar consciências. Mas se querem continuar a permanecer homo parvus, cada vez mais parvus, como muito bem os apelida a amiga Isabel A. Ferreira, força! Pode ser que entrem em extinção e se acabe o inferno na Terra. A minha especial preocupação são os animais das outras espécies que não têm culpa nenhuma da imbecilidade e boçalidade humanas e sofrem as consequências.

 

Se o humano continua a ser ignorante é porque quer, não por que isso lhe seja imposto. O conhecimento está, hoje em dia, ao alcance de todos. Não é difícil perceber que se me dói picar-me numa agulha, certamente dói igualmente aos outros. Menos televisão e mais leitura e procura de informação certamente traria outros resultados. Mas cada um faz as suas próprias escolhas, convém é não se esquecer que, queira ou não, terá que viver com elas.»

 

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2016

TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ANULA PROIBIÇÃO DE TOURADAS NA CATALUNHA, MAS OS CATALÃES NÃO OBEDECERÃO A ESTA IMPOSIÇÃO RETRÓGRADA

 

 

Os aficionados espanhóis são como os aficionados portugueses: vivem na Pré-Idade da Pedra Lascada sem a mínima capacidade mental para ver o óbvio, evoluir e levar adiante a prática da Democracia e da Justiça.

 

A selvajaria tauromáquica está condenada à extinção, bem como os seus capachos. Só eles é que não vêem… E resistem, nem que para isso tenham de ser ridículos…

 

E assim se descredibiliza um tribunal constitucional…

 

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Esta arena de tortura, a Monumental de Barcelona, continuará assim: vazia, como estão destinadas todas as arenas dos oito países que ainda mantém estas práticas cruéis, grosseiras e medievais…

 

Lê-se nas notícias que por aí circulam que o Tribunal Constitucional Espanhol anulou a proibição das touradas na Catalunha, respondendo deste modo retrógrado a um recurso apresentado pelo não menos retrógrado Partido Popular espanhol, à decisão do Parlamento Catalão tomada em 2010 e que proibia a selvajaria tauromáquica na Catalunha.

 

Em Espanha, tal como em Portugal, a tauromaquia ainda se mantém em alguns poucos municípios e regiões, graças a mentes primitivas que ocupam cargos de decisão, e subsídios que ambos os governos esbanjam nesta actividade medieval protagonizada por psicopatas, sádicos e broncos.

 

E pensar que seres vivos são barbaramente torturados apenas para satisfazer os desejos mórbidos de um pequeno núcleo populacional portador de graves deformações mentais, bastamente comprovadas pelos estudos realizados por cientistas de várias especialidades!

 

Mas nem assim os partidos populares de ambos os países ibéricos são capazes de ver e aceitar o óbvio: a esmagadora maioria do povo espanhol e português não se revê nestas práticas bárbaras, assentes na mais profunda ignorância.

 

Os promotores da proibição das touradas na Catalunha, dizem que decisão do Tribunal Constitucional foi uma “decisão política” e disto ninguém tem a menor dúvida.

 

COMUNICADO DA PLATAFORMA PROU

 

A Plataforma PROU, impulsionadora da Iniciativa Legislativa Popular que originou a Lei aprovada pelo Parlamento Catalão em 2010, e que aboliu as touradas na Catalunha, emitiu o seguinte comunicado:

 

«Hoje, seis anos depois de se ter conseguido um avanço tão importante quanto à protecção animal e à não violência na Catalunha, no sentido de fomentar a cultura da paz, o Tribunal Constitucional espanhol decide que a dita lei é inconstitucional e que deve ser anulada, alegando motivos débeis e infundados, tendentes a retirar competências às regiões autónomas, impondo-nos, deste modo, um vergonhoso regresso ao passado, e à obrigatoriedade de continuar a autorizar a tortura pública de touros, nas arenas.

 

A Iniciativa Legislativa Popular utilizada foi um mecanismo de democracia participativa, que mobilizou centenas de milhares de pessoas se organizaram civicamente, num exemplo de exercício democrático rigoroso, transparente, aberto e com todas as garantias para o debate e a liberdade de expressão, e esta é a primeira vez na história que se revoga, sem as garantias acima indicadas, uma Lei aprovada através deste recurso.

 

É impossível acreditar que esta sentença responde a normas meramente jurídicas, tratando-se tão só de uma decisão política, que os antecedentes e a História corroboram.

 

Recordamos que o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, incluiu no seu manifesto eleitoral a defesa intransigente das touradas, aprovando durante o seu mandato uma lei que definiu a tauromaquia como "património histórico e cultural comum a todos os espanhóis”, com a única finalidade de tentar anular a Lei catalã.

 

Recordamos que o presidente do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, foi notícia pela sua filiação e militância no Partido Popular, ainda que, todavia, continue em funções.

 

Recordamos que nos últimos anos vários magistrados foram fotografados em praças de touros, desfrutando da cruel e sangrenta tortura dos animais.

 

Recordamos que o Partido Popular acumula centenas de casos de corrupção, que inclusive afectam o próprio partido e que vinculam o nome de diversos presidentes deste partido e do Estado espanhol. Recordamos que nos últimos anos foram descobertos casos de corrupção também no mundo tauromáquico, desde a evasão fiscal, até à gestão danosa de corridas de “beneficência”, associadas a crianças deficientes, entre muitos outros.

 

Enquanto na Catalunha se abriu uma brecha de distanciamento social em relação à tauromaquia, essa tendência estendeu-se a todo o Estado espanhol, onde actualmente a sociedade considera as touradas uma terrível forma de maltrato animal; e em 2013, a ONU considerou que esta actividade viola os direitos humanos.

 

Acreditamos firmemente que por trás desta decisão disfarçada de “poderes judiciais” há uma conspiração que só pode ter explicação no momento político que o Estado espanhol está a viver.

 

Negamos rotundamente que esta sentença corresponde aos interesses que diz corresponder.

 

Vamos denunciar, jurídica e moralmente, à opinião pública internacional estes abusos.

 

A Plataforma PROU começará, desde hoje, a trabalhar na denúncia internacional desta violação dos direitos democráticos que a nossa sociedade civil, organizada e mobilizada, sofreu, ao mesmo tempo que apresentará queixas nos tribunais especializados na persecução de atentados contra os direitos políticos. Estes direitos foram claramente violados como consequência da rede existente do relacionamento entre poderes e interesses pessoais, por parte de quem os utilizam.

 

Espera-nos um longo trabalho em toda a Europa e nas instituições jurídicas internacionais.

 

Da mesma forma, a Plataforma PROU também anuncia uma série de acções internas na Catalunha, com o Governo e o Parlamento, para assegurar que a tirania legislativa desta sentença não acabe por ter efeitos práticos e as touradas não voltem a realizar-se.

 

Do mesmo modo, esta Plataforma orgulha-se de partilhar este cenário com outras leis que foram revogadas por este mesmo tribunal, como a que defendia a igualdade de género; a lei que garantia que uma família não pode ficar sem abrigo; a disponibilidade para acolher refugiados na Catalunha; a lei de participação e consulta; a lei de emergência de energia; todas destinadas a melhorar a qualidade da democracia, justiça e igualdade.

 

Tanto quanto a nossa indignação por este atentado contra a democracia e a participação da cidadania legislativa, queremos tornar público o nosso entusiasmo, ao entender que este debate nos permitirá avançar para uma sociedade mais justa, menos violenta, mais civilizada.

 

 

Longe de aceitar o regresso das touradas à Catalunha, a Plataforma PROU acredita que chegou o momento de discutir as práticas violentas que nos envergonham como sociedade.

 

Por isso pedimos:

 

- À comunidade internacional que nos acompanhe.

 

- Ao Parlamento da Catalunha, uma nova Lei adaptada a esta sentença, mas que para efeitos práticos não permita o regresso das touradas.

 

- Ao Governo da Catalunha, que faça tudo o que estiver ao seu alcance para evitar qualquer tipo de actividade proibida pelo nosso Parlamento.

 

- Ao Governo da cidade de Barcelona, que mantenha firme a sua postura e não permita que a praça de touros volte a ser utilizada para actividades tauromáquicas.

 

- E muito especialmente, à comunidade da Catalunha que mantenha o seu apoio firme à causa da protecção animal, algo que orgulha, dignifica e é um importante reconhecimento internacional a este povo excepcional.»

 

Texto traduzido do original, publicado no blogue El Caballo de Nietzsche, em El Diário, neste link:

http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Comunicado-PROU-Tribunal-Constitucional-Cataluna_6_571202886.html

***

O Blogue Arco de Almedina apoia a Catalunha

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

«SALTANDO A LEI!»

 

 

Há algumas leis em Portugal que não são para cumprir.

 

Há algumas autoridades em Portugal que não cumprem, nem fazem cumprir as leis.

 

E se questionamos os governantes sobre estas matérias, simplesmente não respondem, como se ao povo não se devesse dar satisfações da governação.

 

Será que vivemos num país onde a Democracia é uma ilusão?

 

É deste “saltando a lei” que fala o magnífico texto de Teresa Botelho, publicado no seu Blogue Retalhos de Outono

Fazemos minhas todas as suas palavras.

 

 

Lisboa%20-%20Praça%20de%20Touros%20do%20Campo%20P

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Hoje apetece-me falar de falta de vergonha, negligência, compadrio, ou quem sabe se até de corrupção, protegida por propositados silêncios!

 

A conivência escandalosa das instituições portuguesas no que toca à Natureza e aos animais, não tem mais justificação, tocando descaradamente o evidente!

 

Claro que falo do Ambiente de um país primitivo que se encolhe nos recantos mais sombrios da incúria e do laxismo, sem argumentos que justifiquem claramente seja o que for...

 

Mas hoje apetece-me falar de uma Instituição que saltita impunemente sobre certas leis e não responde a quem, com os seus impostos, a sustenta: - A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC).

 

Mais uma vez, falo de touros, aquele espectáculo degradante que coloca Portugal ao nível dos países menos evoluídos da Europa e quem sabe se do Mundo!

 

Foi tarde e a más horas que saiu o RET (Regulamento dos Espectáculos Tauromáquicos) e que proíbe o funcionamento de praças de touros amovíveis desprovidas de curros, ou seja, de espaços onde os animais permanecem antes e depois de serem torturados e onde deverão depois ser abatidos na presença de um veterinário, para que o seu sofrimento não se prolongue até ao matadouro, o que pode demorar, em caso de fim-de-semana.

 

Considerando que qualquer pessoa evoluída e consciente, não aceita o nome de "espectáculo" a estas actividades sádicas e menos ainda culturais, este novo Regulamento trás algumas regras que antes não eram concebidas, mas que pelo menos, demonstram o que há muito se sabe, mas que o Ministério da Cultura sempre pretendeu ignorar: - O atroz sofrimento dos animais, os cortes a sangue frio para retirar os ferros, etc.!

 

Nos tempos áureos da tauromaquia, estas praças pré-fabricadas eram instaladas em várias terriolas, para "alegrar" os famintos de sangue nas suas festas tradicionais e geralmente em honra de Santos que nunca foram ouvidos nem achados, mas que aos padres das Paróquias rendiam alguns tostões e até o prazer de ver jorrar o sangue de inocentes, ignorando assim, as sábias palavras papais sobre "maus tratos a animais".

 

Hoje, essas armações obsoletas e ultrapassadas, sem a legal e devida acomodação para os animais, continuam a ser armadas em povoações, zonas protegidas e até no meio de prédios, como aconteceu recentemente no Carregado, sob o ignorado protesto de alguns moradores incomodados.

 

Perante esta notícia, divulgada por um órgão de informação e largamente partilhada nas redes sociais, várias pessoas acharam por bem, avisar o IGAC*, para que a devida inspecção fosse feita e a lei se cumprisse, mas se as respostas chegaram a alguns sob uma ridícula desresponsabilização, atribuindo esses deveres à Direcção-Geral de Veterinária que pelos vistos, não só tem que verificar os animais, como também lhes são agora espantosamente atribuídas funções urbanísticas, num vai e vem de desculpas esfarrapadas e incoerentes, como aliás convém...

 

Aos contactos e pedidos de esclarecimentos que solicitei ao IGAC, sobre o caso concreto do Carregado, até hoje aguardo resposta, talvez porque não tenham sido ainda informados pelas Finanças que os meus impostos estão em dia, ou quem sabe, se me consideram cidadã de 2ª que não merece explicações, mas o que é certo, é que as leis se fizeram, os touros continuam a servir de gozo a psicopatas em recintos ilegais, protegidos por entidades omissas, cuja omnipotência os engasga pela falta de válidos argumentos e sujeitas a manipulações ilegais e culposas.

 

A tourada aconteceu no Carregado, sem qualquer inspecção, mas com a infalível bênção do padre da paróquia, à qual nem a Câmara de Alenquer nem qualquer outra entidade se atreveu a opor. Aconteceu este ano e voltará a acontecer em várias terrinhas deste país para os protegidos pelo sistema e implacável para quem se verga sob o peso das sua consciências, porque a Democracia se tortura em praça pública e o povo esmagado pelos atropelos, se manifesta sem ser ouvido!»

 

* Inspecção-geral das Actividades Culturais partilhou recentemente com a AMA – Agência de Modernização Administrativa, um conjunto de dados que agrega informação dos recintos de espectáculos de natureza artística activos em Portugal Continental, que se encontra publicada em:

http://www.dados.gov.pt/PT/CatalogoDados/Dados.aspxname=RecintosdeEspetaculosdeNaturezaArtistica#sthash.kIUVKOUA.dpbs...

 

(Infelizmente o link em anexo está desactivado)

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/09/saltando-lei.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

PS, PSD, CDS/PP E PCP CONTINUARÃO A USAR OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES PARA FINANCIAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

 

O BE, o PEV e o PAN consideram que os dinheiros públicos não deveriam financiar a violência e a crueldade destas actividades.

 

Mas os restantes partidos, com os pés fincados na Idade da Pedra, voltaram as costas à vontade do povo, e uma vez mais perderam a oportunidade de apanhar o comboio da Evolução.

 

 

 

 

 

(Estas foram as vozes que representaram o Povo Português)

 

«Não queremos financiamentos públicos para a Tauromaquia!

 

A tauromaquia transformou-se num sorvedouro de dinheiro público, que retira oportunidades a áreas bem mais determinantes na nossa sociedade como a saúde, a educação ou a investigação.

 

Devemos ser equidistantes o suficiente para saber que não deve ser o dinheiro público a suportar uma actividade que é controversa, que implica violência e sofrimento gratuitos sobre animais apenas por entretenimento, que contraria a mais recente legislação europeia e o desenvolvimento uma sociedade sadia e que, de resto, a maioria dos portugueses não aceita e não apoia.» (André Silva in Facebook.)

Hoje, pudemos constatar que Portugal não vive num regime democrático, pois se vivesse, a vontade de mais de 30 mil Portugueses, expressa numa petição, onde se pedia o fim de subsídios, desviados dos impostos que todos pagamos, para a tauromaquia, tinha sido levada em conta. Pois numa democracia, o que conta é a vontade do povo, e não a vontade de uma minoria inculta e inútil, que comanda esses partidos.

 

Prevaleceu a ditadura do lobby tauromáquico instalado num órgão do governo. Um lobby, representado pelo PS (salvo uma e outra excepção), PSD, CDS/PP e PCP.

 

O lobby tauromáquico esteve no melhor do seu pior, ao mostrar ao mundo o seu especismo, a sua falta de sensibilidade e bom senso, a sua assustadora e terrífica vocação para a violência e crueldade gratuitas.

 

Perdeu-se uma batalha mas não a guerra.

 

Esses partidos estão a ficar cada vez mais isolados.

 

As vozes de protesto crescem, e cresce também o apoio aos partidos evolucionistas BE, PEV e PAN.

 

O PS, PSD, CDS/PP e PCP estão a fazer a cama onde irão deitar-se desconfortavelmente, mais dia, menos dia.

 

E isto não é uma profecia.

 

É uma certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:24

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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

COMUNICAÇÃO SOCIAL ELEGE PR ANTES DAS ELEIÇÕES

 

Esta manhã, ao pretender ouvir as notícias do dia, fui surpreendida ao ler em letras garrafais (mas muito garrafais) no rodapé, na TVI24 “Marcelo Presidente”…

O quê???? As eleições já se realizariam? Dormi durante três dias, e hoje será segunda-feira, dia 25 de Janeiro?

Tive de averiguar.

 

PR.jpg

 

Mas não. Hoje é sexta-feira, dia 22 de Janeiro.

 

Que susto! Que alívio!

 

Pensei que tivesse perdido a oportunidade de não votar em quem a comunicação social quer que os Portugueses votem.

 

Assim, descaradamente. À margem da Ética jornalística. Por encomenda.

 

A manipulação é demasiado evidente. Vergonhosa.

 

A imparcialidade é escandalosa.

 

A Democracia em Portugal terá sido substituída pela Prelocracia, ou seja, pelo governo da imprensa?

 

É triste reconhecer que quem governa realmente Portugal não é o povo. Mas os lobbies a quem governantes e órgãos de comunicação social se vergam descaradamente.

 

A verdade é que Marcelo, de todos os candidatos, é o mais popular, o mais conhecido, porque andou anos a fazer campanha política na TVI. Mas isso não significa que Marcelo seja PR antes das eleições, até porque em todas as sondagens online, Marcelo está atrás de Sampaio da Nóvoa.

 

Não haverá nenhum português que não conheça os tremoços, mas isso não significa que os tremoços sejam a iguaria mais presente na mesa dos portugueses.

 

Nem tudo o que reluz é ouro.

 

A campanha eleitoral pecou pela imparcialidade dos jornalistas.

 

Perguntas cruciais que deveriam ter sido feitas aos candidatos não foram feitas.

 

Um candidato a qualquer cargo público deveria comportar-se na campanha do mesmo modo que se comportaria se já tivesse sido eleito e já ocupasse esse cargo.

 

O que se viu foi muita imposturice. Atitudes muito popularuchas que, uma vez ocupado o Palácio de Belém não se repetirão, porque quem o ocupar será o Presidente da República, e não o candidato que quer ser o Presidente da República, e para isso faz qualquer coisa para enganar o povo, como engraxar sapatos na praça pública, andar de comboio, comer e beber nas tascas…

 

Faria tal coisa depois de eleito?

 

Mas a imposturice não foi transversal a todos os candidatos. Nem sequer as atitudes popularuchas. Houve quem se apresentasse num jeito popular, mas genuíno. E isso não é defeito É feitio. Se serve ou não para ocupar palácios… é outra história.

 

Só espero que o Povo Português não vá atrás das fanfarronices de fanfarrões, e saiba distinguir o trigo do joio, para que não tenhamos no palácio de Belém o bobo de uma corte que já não é corte.

 

Está nas mãos do eleitorado português votar no candidato que mais lhe parece conveniente, e não naquele que a comunicação social elegeu antes das eleições.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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