Terça-feira, 10 de Maio de 2016

AFICIONADOS DE LUXO OU LIXO SOCIAL?

 

Francamente, esta “gente” acha que ser aficionado dá estatuto social a “individualidades” que se divertem à custa do sofrimento de seres sencientes. Só isto demonstra a falta de lucidez e de carácter dos intervenientes.

 

E, obviamente, não é lá por uns quantos colunáveis serem aficionados, que a selvajaria tauromáquica vá ser considerada algo moralmente, culturalmente e socialmente admissível.

 

AFICIONADOS DE LIXO.jpg

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.175438099165520.37999.175436649165665/1139111489464838/?type=3&theater

 

Esquecem-se de que o divertimento à custa da tortura de seres vivos  pertence ao foro dos sádicos. Está mais do que provado.

 

Também está mais do que provado que um curso superior, um cargo político superior ou uma profissão superior não faz ninguém ser moralmente e mentalemente superior.

 

Recorde-se que os mais bárbaros e cruéis assassinos, sádicos, ditadores, usurpadores, torturadores, psicopatas, empaladores da História da Humanidade, desde tempos remotos, saíram das classes altas, de imperadores, de políticos, de governantes, de monarcas, de indivíduos que frequentaram cursos superiores e exerceram os mais altos cargos políticos e sociais.

 

É que só existe uma superioridade: a superioridade mental, e esta não se aprende nas universidades, nem se ganha ocupando cargos de relevo.

 

E definitivamente, estas personagens, que vão para uma arena aplaudir a tortura de um ser vivo, são moralmente, socialmente, culturalmente, intelectualmente e mentalmente de muito baixo nível e com graves desvios comportamentais e de carácter. Está mais do que provado cientificamente.

 

Portanto, não venham falar em aficionados de luxo, porque não passam de lixo social, assim como lixo é a tauromaquia.

 

«A tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relacção entre o Homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura.» Esta é uma verdade universal, seja lá quem a proferiu. Uma verdade irrefutável.

 

E quem não percebe isto, rasteja na lama da ignomínia, achando que a selvajaria tauromáquica é um diploma que se tira numa qualquer universidade.

 

Nenhum escritor, político, artista plástico, governante, presidente da república, professor universitário, seja lá quem for, fugirá ao estigma de sádico, quando vai a uma arena aplaudir a tortura de um ser senciente indefeso.

 

Estas “individualidades” esquecem-se de que ficarão no caixote de lixo da História. Não nos pedestais. Não perpetuados em estátuas de pedra ou de bronze para toda a eternidade.

 

E mais… terão de enfrentar, inevitavelmente, a infalível Lei do Retorno. Mais tarde, ou mais cedo.

 

O jornal i pôs a nu as fraquezas mentais de alguns aficionados a que chamou de “luxo”

 

No próximo dia 1 de Junho o tema da selvajaria tauromáquica será levado (uma vez mais) à Assembleia da Republica, onde se encontram de atalaia bastantes aficionados a ganhar salários pagos com o nosso dinheiro, para, quase exclusivamente, defenderem a tortura de seres vivos, desprestigiando, de um modo aviltante, aquele órgão do Poder.

 

Diz o “i” que Jorge Sampaio e Vera Jardim, dois aficionados assumidos, nados e criados entre a barbárie, viajavam até Madrid para assistir a touros de morte. Não esqueçamos que Jorge Sampaio, enquanto presidente da República, levou os “touros de morte” para Barrancos, uma das mais atrasadas localidades portuguesas, talvez para não ter de ir tão longe satisfazer os seus mais mórbidos instintos. 

 

Moita Flores, Elísio Summavielle, Maria Alzira Seixo, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, João Soares, Daniel Oliveira, entre outros “colunáveis”, desde pequenos assistem à tortura de Touros. E quando tal desgraça acontece na vida de uma criança, enraizasse nela os maus instintos, a apetência para a crueldade e, quando crescem, tornam-se sádicos, ávidos de ver sangue e sofrimento, sem o menor escrúpulo, sem a menor compaixão. Típico da síndrome da apetência para a crueldade que neles se desenvolve.

 

Todos eles, uns mais, outros menos, perdendo o sentido crítico e a noção do ridículo, do bom senso e da auto-estima, devido à patologia de que sofrem, assumem que gostam da “festa brava”, com a mesma naturalidade que dizem adorar ir ver um concerto da Maria João Pires, estando-se nas tintas para o prestígio que perdem, para as críticas de que são alvo, para o epíteto de sádicos que recebem e para a exposição pública da patologia deles.

 

E isso é já uma demonstração da total alienação mental que uma infância vivida em antros tauromáquicos (como Vila Franca de Xira, Moita, Santarém entre outros) lhes provocou. É inevitável.

 

Todos aqueles que cresceram a ver torturar Touros e Cavalos criaram uma carapaça de insensibilidade e incompaixão pelo outro, transformando a crueldade em algo normal, plausível e praticável, não concebendo outra alternativa, e esses, mais do que outros, são os mais arreigados aficionados de selvajaria tauromáquica.

 

Contudo, há uns que nascem com genes evolutivos e evoluem, independentemente do meio onde foram criados. Outros, nascem esvaziados desses genes e não conseguem ultrapassar a linha do horizonte que lhes é mostrada.

 

Ainda recorrendo ao jornal “i”, este referiu que andando Jorge Sampaio em campanha eleitoral para a Presidência da República, em Vila Franca de Xira (um outro antro de selvajaria tauromáquica) um jornalista perguntou-lhe se gostava de touradas. Os que o rodeavam esperaram dele uma resposta politicamente correcta, mas Sampaio deixou falar mais alto a sua carga genética involutiva e os seus instintos mais mórbidos e disse “Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes.” Esta resposta realmente diz bastante da fragilidade mental de alguém que, por incrível que pareça, já ocupou o mais alto cargo político da Nação.

 

O “i” acrescenta ainda que João Gabriel, assessor de imprensa, confessou que, naquele momento ficou “gelado” e correu atrás dos jornalistas para tentar desvalorizar a revelação feita pelo futuro presidente da República. Não haverá aqui algo incongruente? Então a tourada, para eles, não é considerada “arte”?

 

Se a tourada fosse “arte” e “cultura” estudá-la-íamos nas disciplinas de História de Arte e Cultura Portuguesa, nas Universidades. Fiz estas duas disciplinas e jamais, nem de passagem a tourada nelas foi abordada.

 

Quanto a Elísio Summavielle, actualmente presidente do Centro Cultural de Belém (para vergonha de Portugal) e ex-secretário de Estado da (in)cultura, como o avô era da Moita, um dos maiores antros tauromáquicos portugueses (e estaria tudo dito), ele “desde muito cedo” começou a frequentar as arenas de tortura na Moita e em Vila Franca de Xira, e diz sem pejo algum: “Toda a vida vi corridas e toda a vida vivi com as pessoas ligadas à festa brava.”

 

Pois… O contacto com a violência e a crueldade praticada contra indefesos Touros moldou-lhe um carácter totalmente desprovido de sensibilidade e compaixão, desvirtuando-lhe a noção dos valores humanos, ao ponto de se embevecer com o combate (desigual) de vida e morte entre um cobarde torturador (vulgo toureiro) e um Touro indefeso, e considerar esta barbárie como “património cultural”, não podendo ser abolido por decreto.

 

Se não for por decreto, esse impatrimónio incultural será abolido pela evolução.

 

Fará este aficionado a ideia do descomunal disparate que diz? Pensará este ex-governante que todos os Portugueses são idiotas?

 

O mesmo acontece com Moita Flores que desde “puto” está enfronhado na prática da violência e da crueldade, e o seu carácter também foi moldado pela selvajaria tauromáquica, ao ponto de, enquanto presidente da Câmara de Santarém, ter esbanjado mais dinheiros públicos com a tortura de seres vivos, do que com as infra-estruturas necessárias à terra.

 

É que, para estes aficionados, pode faltar tudo, excepto o cheiro a sangue, a urina, a bosta e a álcool que uma tourada proporciona, para satisfazer o prazer mórbido deles, através da masturbação mental.

 

Refere ainda o jornal “i” que Daniel Oliveira, comentador e ex-dirigente do BE, confessou que a grande maioria das pessoas com quem convive acha “inacreditável” que ele goste de ir a corridas de touros.

 

Será “inacreditável” para alguns, porque para a maioria dos portugueses não é, pois esta patologia aberrante da selvajaria tauromáquica apanha indivíduos de todo o género, enfronhados nas trevas, desde os ditos de direita e esquerda, aos monárquicos, a professores catedráticos, escritores, pintores, enfim… e o que os torna iguais é o terem tido uma infância perversa e vivida a louvar a crueldade e a violência como ladainhas a santos. Sim, porque a igreja dita católica tem aqui uma culpa indesculpável.

 

Diz ainda o “i” que todos recusam o rótulo de “agressores” dos animais. Moita Flores diz, sem ajuizar o alcance do que diz: “Eu tenho animais. Tenho a maior estima pelos animais. Não reconheço a ninguém autoridade para me dizer que gosta mais de cavalos ou touros do que eu”.

 

Esta afirmação já diz da alienação mental de quem a profere. Ninguém mais do que ele gosta de Touros e de Cavalos e, no entanto, aplaude vê-los ser torturados barbaramente numa arena? O que seria se não gostasse deles!...

 

Aliás, para os aficionados, os Cavalos e os Touros nem animais são. São apenas coisas que se podem espetar como se fossem almofadas de alfinetes.

 

São tão alienados que perdem totalmente a noção da realidade e acabam por não saber o tamanho das parvoíces que proferem.

 

Só nos resta que este governo, dito de esquerda, esteja à altura de políticas evolutivas, retire o pé que tem especado num passado que vem desde a monarquia, dê um salto para o futuro e coloque Portugal no caminho da evolução.

 

Isabel A. Ferreira

Fonte:

http://www.ionline.pt/509784

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 28 de Março de 2016

VAMOS MUDAR DE IDEIAS, SR. PRESIDENTE MARCELO REBELO DE SOUSA?!

 

marcelo-rebelo-sousa-1_dr.png

 

Autor:

Filomena Marta

Fonte:

http://animasentiens.com/vamos-mudar-ideias-sr-presidente-marcelo-rebelo-sousa

 

Estávamos em 2013, mais propriamente em Janeiro desse ainda não muito distante ano, pelo menos não tão distante que nos leve a esquecer palavras (mal)ditas. (1)

 

Estava instalada a polémica sobre a exigência da morte de um cão por ter mordido uma criança pequena em circunstâncias obscuras e mal explicadas, cheias de contradições, numa questão que infelizmente terminou na tragédia da morte da criança. Vai daí, algumas pessoas incivilizadas e desinformadas desataram aos berros a clamar pela morte do cão.

 

Factos. A criança muito pequena entrou numa cozinha às escuras onde o cão dormia, tropeçou no cão e o animal reagiu instintivamente mordendo. O cão era (é) um animal de potente força mandibular. A criança era muito pequena e supostamente a mordida foi na zona do crânio. A autópsia não foi conclusiva sobre ferimentos derivados de mordedura de um cão, mas sim por traumatismo craniano. O animal, quando foi retirado pelas autoridades para ser lançado para um canil tão abjecto como são os canis municipais, demonstrou uma atitude submissa e dócil. Enquanto muitos clamavam histericamente pela morte do cão, alguns mantiveram a inteligência e consciência intactas e fizeram tudo ao seu alcance para travar a morte do cão. O cão, felizmente, foi salvo e entregue à guarda de uma Associação de Protecção Animal.

 

Mais factos. Milhares de cães e gatos (e uma imensidão de animais selvagens e de criação) são diariamente espancados, abusados e vítimas das mortes mais requintadamente terríveis, em actos perpetrados por humanos, sem que haja qualquer comoção e castigo.

Ainda mais factos. Na supradita data dois indivíduos com voz activa como comentadores de televisão diziam, com as devidas diferenças de vocábulos entre o boçal e o erudito, que “o ser humano mais asqueroso/hediondo vale mais do que o animal mais amado”. O autor do “asqueroso” é o igualmente Daniel Oliveira. O autor do “hediondo” é o senhor que hoje é Presidente desta nossa triste República e que, espantemo-nos, recebeu de presente da Força Aérea um cachorro Pastor Alemão de 3 meses!

 

Ao princípio pensei que teria sido a Força Aérea a cometer um deslize ao oferecer um cão a quem tem em tão rudimentar conta um animal, mas depois disseram as notícias que tal surgira da vontade demonstrada pelo Presidente em ter um cão. Por que será, é um mistério. Porque Obama também tem? Porque as Casas Reais geralmente têm vários animais de estimação? As dúvidas sobre as nobres intenções desta “adopção” são obviamente muitas e justificadas pela barbaridade já dita.

 

Será para ficar bem “na fotografia”? Ou será que este homem, que até é inteligente (e a quem relutantemente dou o benefício da dúvida, aceitando que é um Ser Humano imperfeito como todos os outros e que pode dizer coisas impensadas – não retiradas de contexto, como alguns já tentaram aventar, pois basta aceder à gravação do programa -, destituídas de sensatez) vai mudar de ideias? Será que o Sr. Presidente vai aprender que o animal mais amado vale mesmo muitíssimo mais do que o “ser humano mais hediondo”?

 

Sim, porque seres humanos hediondos não são seres humanos, são coisas que andam a poluir o planeta e a gastar oxigénio e água preciosos. São pedófilos (pior do que isso, são monstros que violam bebés!), são assassinos em série, são escória sem humanidade ou sentimentos. Qualquer cão, mesmo o mais sarnento, vale mais do que essas criaturas deformadas. O animal mais amado, então, não tem sequer comparação.

 

Mas nem é preciso ir tão longe. O animal mais amado vale tantas vezes mais do que o vulgar vizinho malformado e sem carácter.

 

E então? Vamos mudar de ideias, Sr. Presidente Marcelo Rebelo de Sousa?!

 

Vai o pequeno Asa dar-lhe asas para outros voos de consciência?

 

(1)

http://animasentiens.com/duplamente-triste

http://animasentiens.com/tragedia-bebe-cao-beja

http://animasentiens.com/desilusao

http://animasentiens.com/humanos-asquerosos  

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Domingo, 13 de Janeiro de 2013

DIREITO DE RESPOSTA - OPINIÃO DANIEL OLIVEIRA: «O CÃO QUE MATOU A CRIANÇA E AS COMPARAÇÕES GROTESCAS»

 

UM TEXTO QUE SUBSCREVO INTEIRAMENTE

 

 

A tragédia do bebé e do cão de Beja

 

por Filomena Marta

 

Os ânimos têm estado ao rubro, entre os que além da tragédia humana querem ver a tragédia do animal, e entre os que advogam a superioridade inquestionável e inabalável do Ser Humano sobre todas as criaturas que povoam a Terra.

 

Daniel Oliveira foi até autor de uma frase que me arrepia: “Resumo assim: a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos.” Ler mais:

http://expresso.sapo.pt/o-cao-que-matou-a-crianca-e-as-comparacoes-grotescas=f778636#ixzz2HfQ7UnkK

 

 

 

 

Para mim, "o mais asqueroso ser humano" é precisamente isso e não merece o ar que respira. Qualquer cão ou gato vale mais do que o ser humano mais asqueroso. Não é apenas e só por ser “Ser Humano” que o seu valor se altera. Esta tragédia, infelizmente, não tem retorno, porque uma criança morreu. Mas ao contrário de um Ser Humano, este animal não matou por crueldade, por maldade, por terrorismo. Um trágico desfecho pela soma de negligências, contra a criança e contra o animal.

 

 

 

 

Até pode muito bem ser que em breve se saiba a verdade sobre o assunto, que o cão tenha realmente ferido mortalmente a criança... sem ignorar a dor dos pais e a tragédia da morte da criança, sem esquecer a negligência de deixar um bebé entrar num quarto escuro onde está um cão a dormir, caindo o bebé em cima do cão, já que nos conseguimos pôr no lugar dos humanos, que tal conseguirmo-nos pôr também no lugar do cão: estamos a dormir num quarto escuro e caem-nos em cima... não se trata de desculparmos ou não desculparmos, não se trata de defendermos ou não defendermos, trata-se de usarmos o raciocínio (que pessoas que acham o ser humano superior a todos os outros animais têm a obrigação de usar!).

 

 

 

A tragédia é só uma, com duas realidades: actos de negligência levaram à morte de uma criança.

Isto é incontornável: a morte da criança.

Também é incontornável a inocência do animal.

 

 

 

Comentei um comentário no Facebook, sem saber que estava a comentar uma pessoa que eu conhecia. Essa pessoa dizia algo como “pena do cão é a última coisa que tenho”, e confesso que o meu comentário, não sendo ofensivo, não foi agradável. Pouco depois o meu telefone tocava… dizia-me, então, a minha conhecida, que conhecia o médico que tinha atendido a criança que morreu e que o cão tinha atacado a criança, e pedia-me que retirasse o meu comentário de resposta ao dela.

Algumas considerações sobre esta informação.

 

 

 

Compreendo o radicalismo desta minha conhecida, a morte de uma criança impressiona qualquer um. Compreendo-o, também, porque as posições de maior fanatismo tenho-as encontrado em comentários de pessoas que desejam a morte do cão, tout court.

Nesta sequência, dizia a minha conhecida que estes cães tinham de ser todos abatidos.

 

 

 

Nesta sequência, sinto-me obrigada a dizer que todos os seres humanos “mais asquerosos” também têm de ser todos abatidos. Os violadores de crianças, muitas delas apenas bebés, os violadores em grupo, os assassinos em série, os seres “asquerosos” que torturam até à morte animais indefesos (como os que se entretêm a fazer os nojentos “crush vídeos”, onde pequenos animais são esmagados pelos pés de mulheres doentias para deleite de pervertidos sexuais). Infelizmente, há muitas perversões entre os seres ditos humanos, nomeadamente as perversões morais.

 

 

 

Volto a repetir que assistimos a uma tragédia e que a morte de uma criança é muito triste.

Mas é também triste a violência e o assassinato cometido todos os dias contra animais indefesos, e de que ninguém fala, ninguém quer saber, ninguém condena.

 

 

 

Um animal sem historial de agressividade se ataca fá-lo por medo, por protecção ou por defesa. Não o faz por maldade. Não o faz premeditadamente. Qualquer caniche que seja assustado pelo próprio dono se pode voltar para morder, geralmente detendo-se quando se apercebe que se trata do dono.

 

 

 

Infelizmente, os danos que podem advir de um ataque por defesa de um cão de grande porte e grande força mandibular são obviamente graves e muito diferentes da mordidela de um Chihuahua. Mas convido todos aqueles que acham que os cães são maus porque nascem maus a ler opiniões de grandes especialistas em comportamento canino, como o veterinário Ian Dunbar.

Só há uma espécie que é má porque nasce má: o Homem. E mesmo esse teve como defensor o Padre Américo, que dizia que “não há rapazes maus”, a sociedade é que os torna maus.

 

 

Paz a esta criança que, vítima de negligência, encontrou a morte.

Paz a todos os inocentes que são violentados e mortos, sejam humanos ou não-humanos.

 

 

 

 

 

FOTOS

 

São muitos milhares de imagens de crueldade extrema, que acontece todos os dias, todas as horas, em todo o mundo… perante o silêncio, a cegueira e a indiferença dos Seres Humanos justos.

E para que “o mal impere, basta que os bons nada digam”.

 

NOTA: Este artigo é acompanhado de importantes fotografias, que seguem em anexo. Para poder aceder às legendas destas fotografias, por favor aceda a www.animasentiens.org -- crónica "A tragédia do bebé e do cão de Beja"

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:51

link do post | Comentar | Ver comentários (12) | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

«A TOURADA E O BOM SENSO» - DUAS PALAVRAS QUE SÃO COMO A ÁGUA E O AZEITE, NÃO CONSEGUEM UNIR-SE...

 

 

O QUE É O CASO DOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

 

Vou aqui transcrever um texto do Daniel Oliveira, que muito me decepcionou (os sublinhados são meus).

 

Não podemos pretender BOM SENSO quando a TORTURA DE UM SER VIVO PARA DIVERSÃO está em causa.

 

Isto é algo que CUSTA A ENTRAR APENAS NOS CÉREBROS QUE NÃO EVOLUÍRAM.

 

A TORTURA jamais PODE ESTAR NA BERLINDA e ser conotada com CULTURA ou com IDENTIDADE. JAMAIS.

 

Os autarcas, normalmente senhores doutores e engenheiros, deveriam ser os primeiros a dar o exemplo de BOM SENSO. E são os PIORES.

 

A única solução inteligente para esta questão é a ABOLIÇÃO TOTAL DE ESPECTÁCULOS QUE SACRIFIQUEM ANIMAIS NÃO HUMANOS. Faz parte da MORAL e da ÉTICA HUMANAS.

 

Sacrificam-se Touros e Cavalos em nome de um deus menor, chamado DINHEIRO, a única mola mestra que move este ritual sanguinário, que os nossos governantes promovem.

 

Daniel Oliveira, não há debate possível, nem soluções equilibradas quando se trata da VIDA, um valor absoluto, comum a todos os ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS.

 

Ou se é pela VIDA ou se é pela MORTE.

 

A MORIBUNDEZ não existe.

 

Fique com os meus pêsames.

 

***

 

«A TOURADA E O BOM SENSO»

 

Por DANIEL OLIVEIRA

 

Não vou aqui, mais uma vez, discutir o que penso da tourada, do que ela significa para as culturas raianas e do sul do País e que têm na relação com o touro um elemento fundamental da sua identidade. O debate fica quase sempre demasiado quente e irracional para ser produtivo.

 

O Bloco do Esquerda (pela mão de Catarina Martins, uma das deputadas que mais respeito pelo excelente trabalho que tem feito na área da cultura) e os "Verdes" propuseram a proibição da transmissão de tourada na RTP e o fim dos apoios públicos - de autarquias incluídas, imagino eu - aos espetáculos tauromáquicos. Discordo. E a minha discordância é independente do que penso sobre a tourada que, como já escrevi mais do que uma vez, é diferente da posição destes dois partidos. A minha discordância tem a ver com a forma como penso que devem ser dirigidos os serviços do Estado.

 

Primeiro: não penso que a programação da RTP deva ser determinada, avulso, pelo Parlamento. Cabe ao poder político definir objetivos genéricos para o que deve ser o serviço público de televisão e criar novas regras para a nomeação do conselho de administração da rádio e televisão do Estado. Como, aliás, o Bloco de Esquerda tem defendido. Ir enxertando na lei da televisão esta e aquela proibição (ou ir alargando proibições que já existem), esta e aquela recomendação, é um mau princípio legislativo que vai contra as posições que o próprio Bloco de Esquerda tem defendido para a autonomia da RTP face ao poder político.

 

Segundo: deve o poder local manter uma relação próxima com as suas populações. É impensável que as câmaras municipais de Barrancos ou de Vila Franca de Xira, só para pegar em dois exemplos, não se envolvam nas principais festas locais. Qualquer lei que assim o determinasse seria naturalmente contornada por estas autarquias. Porque a uma lei não bastam as suas intenções. É preciso que seja minimamente aceitável para a maioria da população a que se aplica.


Quem, por forte convicção, quer acabar com a tourada - demanda que não acompanho, mas aceito como legítima - tem de seguir um caminho mais difícil, mas mais seguro: o do confronto cultural. Qualquer lei que a proíba, diretamente ou através de outro tipo de constrangimentos - de divulgação ou financiamento -, está condenada ao fracasso enquanto para partes significativas da população de algumas regiões do País a tourada faça parte da sua identidade cultural.

 

A França, ao que sei, encontrou uma solução inteligente: tem legislação específica para o sul do país, onde a tourada está fortemente enraizada. Parece-me um compromisso aceitável.

 

Escrito isto, acho lamentável que o debate sobre este assunto acabe quase sempre, como acabou numa recente audição pública promovida pelo Bloco de Esquerda (por comportamento desrespeitoso dos defensores da tourada), em insultos. Nem a tourada pode, como já vi num inenarrável anúncio de um movimento de defesa dos animais, ser comparada a maus-tratos a mulheres praticados em alguns países, nem as propostas do Bloco de Esquerda e dos "Verdes" são "fascistas", como disse uma associação de aficionados. Com um debate um pouco mais sereno sobre este assunto poderiam ser encontradas soluções equilibradas. Ainda não parece ter chegado esse momento.

 

Nota final: o único argumento que nunca aceito é o de que "há outros assuntos mais importantes". A natureza deu aos humanos a capacidade de se preocuparem e resolverem vários os problemas ao mesmo tempo. A crise não suspende toda a realidade que exista para além dela.


 http://expresso.sapo.pt/a-tourada-e-o-bom-senso=f737392#ixzz1zqcBekmT

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Setembro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
15
16
24
25
26
27
28
29
30

Posts recentes

AFICIONADOS DE LUXO OU LI...

VAMOS MUDAR DE IDEIAS, SR...

DIREITO DE RESPOSTA - OPI...

«A TOURADA E O BOM SENSO»...

Arquivos

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt