Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

«ISTO É CULTURA?»

 

… só se for de Brutos & Tolos!!!

 

CULTURA DE TOLOS.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2160349924021380&set=a.107657785957281&type=3&theater

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

 

Num momento em que a Cultura e a Civilização foi posta em causa por um poeta, recordemos este magnífico texto de Duarte Belo, fotógrafo, filho do Poeta Ruy Belo

 

TOURO.jpg

E pensar que este magnífico Touro

é transformado nisto:

TOURO2.jpg

 …por “gente” como esta:

TOUREIRO.png

«O problema destas criaturas é que lhes falta mundo, educação, cultura. A única realidade que conhecem é mesmo esta, dos costumes bárbaros, da brejeirice. Muitos, só conhecem, e mal, o mundinho onde vivem ou quanto muito foram a Badajoz comprar caramelos. Não evoluem, porque não podem. Não têm capacidade. Pararam no tempo. São uns pobres de espírito. São empedernidos, fossilizados. A única esperança é que entrem em extinção, brevemente» (Judite Corte-Real)

 

***

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

«Numa viagem recente atravessei Portugal de norte a sul. Já em terras alentejanas paro o carro para fotografar animais a pastar. Quando me aproximo da cerca, as vacas e os bois levantam a cabeça e olham-me fixamente. Por breves momentos como que se estabeleceu ali um diálogo entre duas espécies biológicas diferentes. Fiz algumas fotografias. Haveria de recordar, mais tarde, outros encontros com animais, outras imagens, num percurso mental pelo meu arquivo fotográfico.

 

Não posso negar que tenho dificuldade em compreender que espectáculo é esse em que se amputa a principal arma de defesa de um animal, os seus chifres, e se o empurra para o centro de uma arena, onde, do alto de um cavalo leve, rápido e ágil, é proporcionada ao cavaleiro a posição dominante e segura para espetar bandarilhas no seu dorso. O sangue não tardará a escorrer pelo seu corpo negro, musculado e pujante. O animal, longe dos horizontes vastos em que cresceu, vai revelar um sofrimento crescente.

 

As touradas são a exibição pública de um confronto entre duas espécies em que há uma que sai sempre derrotada. A aparente manifestação de bravura dos toureiros é o símbolo arcaico de sociedades desiguais em que um macho dominante simbolizava a defesa contra os inimigos da comunidade, fossem eles de tribos rivais ou as próprias intempéries vindas do céu ou os abalos da terra.

 

O mundo mudou. Terá passado o tempo em que as touradas eram elogiadas em páginas de bela literatura. Hoje há enormes problemas ambientais com a que a humanidade se defronta. É o aquecimento global ou a extinção acelerada de numerosas espécies. Está em risco um equilíbrio planetário do qual dependemos para a nossa própria sobrevivência. Poderá parecer que as touradas nenhuma relação têm com os problemas ambientais com que nos deparamos na actualidade, mas têm tudo em comum. É a continuidade de uma atitude arrogante perante a Natureza. Assumamos a nossa condição animal. Será quando nos soubermos reintegrar, regressar, em certa medida, à Natureza, respeitar as outras espécies que connosco partilham esta casa comum, a Terra, que daremos um passo em frente num processo civilizacional que não tem regresso.

 

Há muitas coisas que estão mal na nossa sociedade, há tradições profundamente nefastas que urge ultrapassar. Uma tomada de consciência sobre aquilo que realmente podemos ser como espécie biológica, no contexto desta contemporaneidade, poderá conduzir-nos a uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

 

Talvez apenas o conhecimento nos transporte a estados clarividentes de consciência de tempo, de espaço, de vida. O conhecimento do mundo baseado nessa fascinante narrativa que a ciência nos tem vindo a desvendar, tão sabiamente acompanhada pelas leituras da arte, da poesia, das intuições disruptivas, é uma estrada fascinante. Olhemos longe o horizonte. Projectemos viagens que não signifiquem a anulação, a destruição do outro, seja ele humano ou não. Já nos podemos libertar dessa cruel e bárbara dimensão que ao longo de milénios fez de nós a mais poderosa máquina de sobrevivência e destruição. A extinção das touradas será bom sinal para uma humanidade mais livre, para um mundo melhor.

Duarte Belo»

 

(AVISO: este texto foi corrigido para a grafia portuguesa, via corrector automático, visto a aplicação do AO90 ser ilegal em Portugal).

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

«SER UM INTELECTUAL CULTO NÃO É PARA TODOS…»

 

A propósito do alarido que por aí anda por causa das touradas...

 

PSEUDO-INTELECTUAL.jpg

 

 

Recebi da Maria Helena Capeto este comentário, que me apraz destacar, porque vem ao encontro do que eu penso acerca dos “intelectais”, e por ser uma descrição primorosa desses tais …

  

Maria Helena Capeto comentou o post A TOURADA DO MIGUEL SOUSA TAVARES às 12:02, 08/11/2018 :

Há criaturas que pese embora pretenderem fazer-se passar por intelectuais, não passam, na minha humilde opinião, de meros broncos, coitados, trazidos para as supostas luzes da ribalta pelos que tremem de medo que os verdadeiros intelectuais e pessoas de cultura possam, ao ocupar o espaço mediático, pôr em risco a estrutura de incultura vigente. Daí termos estes personagens a debitar alarvidades que a maior parte das vezes são dignas, e somente, das maiores gargalhadas tal não é a enormidade do que dizem. Não, não costumo ouvir nem ler tais criaturas. Tenho demasiado apreço pelos meus olhos e ouvidos para me permitir submeter-se a tais avalanches de poluição. Já basta o que basta. Em terras de gente pequena e mentalidade tacanha, realmente o usual é os broncos e ignorantes terem tempo de antena enquanto os cultos intelectuais são silenciados o mais possível, não vá o diabo tecê-las e ao fazerem-se comparações a "bronquice" comece a evidenciar-se em demasia... É verdade que ser um intelectual culto não é para todos. Dá muito trabalho, é preciso ler muito, estudar muito, deixar a tacanhez de lado e permitir que a mentalidade se abra à evolução natural das coisas. O intelectual culto não gosta de viver, e muito menos de se colocar em bicos de pés, à sombra de ninguém. O intelectual culto sabe que cultura não é um processo genético que passa de pais para filhos, o que é uma pena pois talvez não assistíssemos a tão tristes e ridículas figuras. Já agora, e como tal criatura se permite chamar de ignorantes quem defende o fim das touradas e outras barbáries, não vou deixar-lhe aqui nenhuma lição instrutiva (como fez o senhor do texto citado nesta publicação), até porque lições são para quem quer aprender e não para aqueles que, pese embora a ignorância reine soberana, estão convencidos que tudo sabem, mas o simples conselho de que cuide da flagrante ignorância tanto neste assunto como em outros. Ser-lhe-ia deveras salutar e pouparia muita poluição auditiva e visual, o que num momento em que o planeta (que se encontra a atravessar uma agressiva extinção em massa) precisa de toda a nossa atenção qualquer medida anti-poluição é uma excelente medida.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

«GENTE CIVILIZADA TEM DE DEFENDER A EXTINÇÃO DAS TOURADAS…»

 

«… a bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade». 

 

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Por

Joana Amaral Dias

 

A tourada deve ser proibida porque cravar ferros num touro é torturar um animal por entretenimento. Pois, pois é, há uma tradição. Mas se a tradição fosse escritura em pedra, ainda hoje havia escravatura, etc. Tesourar o lombo de um bicho por diversão não é cultura. É sadismo. Que, ainda por cima, vive à conta dos dinheiros públicos, dos cofres dos municípios, da RTP que transmite e que a promove em horário nobre. Se os contribuintes não pagassem esta arena, possivelmente ela já teria desaparecido. Aliás, o Estado não pode nem deve patrocinar a violência, seja ela qual for. Portanto, a Ministra da Cultura não tem nada que manter ou deixar de manter o IVA desta barbárie. O Bloco não tem que pugnar pelo aumento do imposto. Gente civilizada tem é que defender a extinção dessas corridas. Mais nada. A bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade. Por fim, não deixa de ser incrível que o deputado do PAN vote favoravelmente este orçamento quando ele mantém a normalização e a institucionalização da tourada.

 

 

Contudo, não esquecer de que o PAN caminha sobre estilhaços de vidro. Tem de ter cuidado. Os sedentos não devem ir demasiado depressa ao pote da água.
O PAN, com esta atitude de uma no cravo, outra na ferradura, tem dado um grande avanço à causa animal.
E isso é o que mais sobressai, e também importa...
 
 
"Que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo.
O tempo vale ouro para os que tem vontade de viver."

(Miriam Lewer)
 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

UMA SÓ MOSCA BASTA PARA INCOMODAR UMA MANADA DE ELEFANTES

 

Ontem, decidi ouvir, no Jornal da Noite da TVI, o que Miguel Sousa Tavares tinha a dizer sobre o IVA das touradas e sobre a corajosa atitude da actual Ministra da Cultura, que considera que evoluir faz parte da Civilização (este é um recado para a Manuela Moura Guedes).

Os trogloditas acham que existe uma perseguição à tauromaquia.

O termo não é perseguição, é acção, acção em prol da evolução.

E já não é sem tempo! Basta de tanta incultura!

 

SOUSA TAVARES.png

 

Na sua intervenção, Miguel Sousa Tavares começou por dizer: «Se calhar aquilo que a Ministra entende por civilização e civismo não é o mesmo que eu entendo».

 

Não é com toda a certeza. Nem pouco mais ou menos.

 

Sugiro a leitura deste texto, bastante actual, escrito em 2009, embora não seja acessível a mentes fechadas, para que se possa aferir o conceito hodierno de Cultura e Civilização:

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

Na sua intervenção, no Jornal da Noite na TVI, a alturas tantas, Miguel Sousa Tavares disse que «o PAN mete mais medo do que um Touro selvagem, na arena», disse que «o PAN aterroriza a Assembleia da República. AH! Grande André Silva!

 

Bem, que o PAN (sempre o disse eu) é a mosca que incomoda o elefante, na Assembleia da República, é uma verdade incontestável.

 

Meterá medo, sim, porque as ideias inovadoras, que conduzem à evolução das sociedades, sempre assustaram as mentes medíocres.

 

Porém, que meta mais medo do que um Touro selvagem na arena!!!

 

Selvagem???

 

Como se os Touros fossem animais selvagens, por natureza! Como se os Touros não fossem bovinos, animais ruminantes, pacíficos, que gostam de pastar tranquilamente nos prados. E que, por ventura, se tornarão “selvagens”, em situação de legítima defesa, quando atacados por animais-humanos selváticos, tal como acontece a qualquer um de nós. Quem já não foi de meigo a selvagem diante do ataque de um animal-homem selvático? Eu já.

 

Estarreceu-me ouvir o Miguel dizer que nós, que pugnamos pela abolição das touradas, temos medo de que as crianças ao verem torturar touros na RTP, fiquem a gostar de touradas, como se as crianças fossem muito parvas, elas, que gostam de animais e ainda não têm as mentes deformadas, ficam horrorizadas com tais cenas sangrentas e brutais. E dizer que elas vêem coisas muito mais horríveis, por exemplo, nos videojogos, absolutamente impróprios para crianças, (e esta parte é verdade), comparando bonecos animados, que são esborrachados e mortos sem dó nem piedade, com touros vivos,  que são torturados e sangrados ao vivo, é de uma falta de clarividência descomunal.

Mas o que não dizem os aficionados de selvajaria tauromáquica para defender o indefensável!  

 

Para concluir, recomendo também a consulta do seguinte texto, para aferir o conceito de incultura, aquela da qual faz parte a tauromaquia:

 

TODA A VERDADE SOBRE AS TOURADAS

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/toda-a-verdade-sobre-as-touradas-840355?utm_source=posts&utm_content=1541517313

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2018

O CAÇADOR MANUEL ALEGRE FICOU MELINDRADO PORQUE A MINISTRA DA CULTURA DEFENDEU A CIVILIZAÇÃO

 

Pois é! É que a caça está no mesmo patamar das touradas, ou seja, ambas são práticas bárbaras, onde se tortura e mata animais indefesos, por mero divertimento.

 

Os caçadores matam animais e dizem que fazem muito por eles (animais) e pela Natureza, como se nós fôssemos muito estúpidos.

A etapa de caçador, no percurso evolutivo do homem, é a etapa mais primitiva. De caçador passou a colector, de colector a agricultor, e hoje o Homem vai à Lua.

Manuel Alegre é caçador. Não seria preciso dizer mais nada.

Mas vou dizer, porque me repugna os poetas que gostam de matar ou ver matar e torturar animais indefesos, algo que não faz parte da Cultura e da Civilização do Homem Contemporâneo.

 

alegre.jpg

Origem da imagem: Internet

 

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre manifestou-se esta quinta-feira muito incomodado com as declarações da ministra da Cultura, Graça Fonseca, sobre as touradas no Parlamento. "É este tipo de intolerâncias que cria os Bolsonaros", disse Manuel Alegre ao jornal PÚBLICO.

 

Contudo, de acordo com Leonardo Boff, com o qual estou completamente de acordo, «tudo tem limites, também a tolerância, pois nem tudo vale neste mundo. Os profetas de ontem e de hoje sacrificaram as suas vidas porque ergueram a sua voz e tiveram a coragem de dizer: "não te é permitido fazer o que fazes". Há situações em que a tolerância significa cumplicidade com o crime, omissão culposa, insensibilidade ética ou comodismo. Não devemos ter tolerância com aqueles que têm poder de erradicar a vida do Planeta e de destruir grande parte da biosfera

 

Não devemos ter tolerância com aqueles que se divertem a matar e a torturar animais indefesos, porque tal não faz parte da Ética, da Civilização, da Evolução Humana.

 

Não podemos ser tolerantes com gente que não respeita a Vida. A vida de qualquer ser vivo é tão importante para ele, como a nossa vida é importante para nós. Daí que não possamos ser tolerantes com gente que mata e tortura animais apenas para se divertir ou passar o tempo.

 

Não podemos ser tolerantes com os trogloditas, sejam eles caçadores/poetas, ou escritores, ou pintores, ou presidentes da República, ou tauricidas.

 

Incomodado com a posição defendida pela ministra da Cultura relativamente às touradas, Manuel Alegre assume que "atitudes como" a de Graça Fonseca "colocam a democracia em causa".

 

Mas qual democracia? Torturar e matar animais não-humanos é uma atitude antidemocrática, porque não farás aos outros (sejam esses outros animais humanos ou não-humanos) o que não gostas que te façam a ti. E este é um princípio democrático, que remonta quase ao início dos tempos. Um preceito universal já conhecido dos povos muito antigos.

 

Ao explicar que o Governo não pretende recuar no fim da isenção do IVA para toureiros, Graça Fonseca disse: "Quanto à tauromaquia não é uma questão de gosto, é de civilização e manteremos como está". O CDS logo se indignou, no hemiciclo e fora dele, mas agora também os socialistas estão a mostrar o seu desagrado.

 

Eu direi: estão a mostrar o seu IMO. Não estão a demonstrar o seu desagrado. Os socialistas (não serão todos, mas como não se manifestam, são medidos pelo mesmo alqueire) estão de conluio com as máfias tauromáquica e da caça. Os socialistas apoiam estas políticas carniceiras de direita, e que já foram monárquicas.

 

E Manuel Alegre diz ao PÚBLICO, esta coisa espantosa: «O que está aqui em causa com as suas (da Ministra da Cultura) declarações é a liberdade de uma grande tradição ibérica reflectida por muitos escritores e artistas de todas as áreas. (…) Agora são as touradas, depois há-de ser a caça e depois o livro que podemos ou não ler ou o filme que podemos ou não ver".

 

Pois. O problema aqui é que a caça pode vir a ser atingida pela flecha certeira da Civilização. O que vale é que os caçadores são uma espécie em extinção. A nova geração é feita de outro barro. Jamais a Cultura Culta, da qual fazem parte os livros e os filmes, estarão no mesmo saco da caça e das touradas.

 

Como é possível aliar um costume bárbaro, introduzido em Portugal pelo rei espanhol Filipe I (II de Espanha, e que não regulava lá muito bem da cabeça) a uma tradição ibérica, reflectida por muitos escritores e artistas de todas as áreas, como se os tais escritores e artistas, que os trogloditas tanto gostam de citar, fossem deuses intocáveis ou gente de boa índole, e não tivessem grandes pancas, ou não fossem cruéis como Picasso, ou com graves problemas psicológicos, como Hemingway (que se suicidou) e Garcia Lorca. Além disso, na época dessa gente não se sabia o que hoje se sabe sobre a senciência animal. Mas a dúvida persistirá: uma vez bárbaro, bárbaro para sempre. Os contemporâneos têm toda a informação, e continuam aficionados, porque pau que nasce torto nunca se endireita (são raros os que se endireitam), e o facto de serem artistas ou escritores ou frequentarem universidades não implica que tenham boa índole. Os maiores assassinos da História da Humanidade foram (e são) gente com cursos e cargos dos mais superiores. Porque isto da boa índole, do carácter, do IMO forma-se no berço.

 

Manuel Alegre diz que a introdução do IVA agora decidida "é uma perseguição aos toureiros e a uma actividade que mexe com milhares de pessoas". Mas que milhares de pessoas? Talvez umas centenas. Contudo, uma actividade sangrenta, brutal, irracional, inculta, estúpida, cruel e desumana, ainda que mexa com centenas de pessoas, não pode justificar a sua existência. Essas pessoas que vão plantar batatas, porque plantar batatas também alimenta bocas. Poderá não dar para comprar Ferraris e Porches, mas alimenta bocas.

 

E Manuel Alegre não se contentou a fazer uma triste figura com estas declarações anti-civilização. Teve o desplante de deixar um aviso a Graça Fonseca e a outros políticos, como se ele fosse o dono do mundo, e disse esta coisa incrível: "Falar de touradas pode dar muita visibilidade, mas há problemas mais graves de que os deputados e governantes não falam, como por exemplo o desaparecimento dos cavalos marinhos da Ria Formosa ou a proliferação de eucaliptos por todo o país".

 

Pois o governo da geringonça não fala desses problemas e de muitos outros mais, aliás muito cabeludos, como o da ilegalidade do acordo ortográfico de 1990, por exemplo, porque não lhes convém, o que não tira que a actual Ministra da Cultura, confrontada com a pergunta da deputada do CDS/PP, não tivesse o direito e o dever de lhe responder adequadamente, colocando a questão no plano da Civilização.

 

Era o que mais faltava, um caçador vir admoestar uma Ministra da Cultura, a mais culta que já tivemos desde há longos, longos anos, apenas porque esta defendeu a Civilização!

 

E Manuel Alegre conclui, de um modo, inacreditável, apenas condizente com mentalidade da direita: «Isto não é uma questão de gostar ou não gostar. Isto não pode ser uma questão de natureza filosófica como a ministra quer fazer crer».

 

Pois esta coisa das touradas só é uma questão filosófica, uma questão social, uma questão cultural, uma questão moral, uma questão civilizacional, que a senhora Ministra da Cultura, sendo uma senhora culta, teve a lucidez e a coragem de levar para um hemiciclo que, na sua maioria, pugna pela incultura e pela incivilização.

 

E nós, a esmagadora maioria dos Portugueses, estamos com a senhora Ministra da Cultura, e vaiamos o poeta da carnificina.

 

Faço inteiramente minhas as palavras do Comandante Manuel Figueiredo, um dos muitos portugueses que enviaram à senhora Ministra Graça Fonseca, o seu apoio:

 

DECLARAÇÃO.png

 

Para terminar, diz a notícia que o primeiro socialista a mostrar a sua indignação foi o deputado Luís Moreira Testa, que escreveu no Facebook: «Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Ernest Hemingway ou Federico García Lorca. É desta civilização que eu faço parte, mas também da de Goya, Dalí ou Picasso e de tantos outros, como Jorge Sampaio ou Manuel Alegre».

 

Pois o senhor Luís Moreira Testa tem todo o direito de expressar o que lhe vai na alma, e os seus gostos literários e de amizade. Contudo, é preciso dizer que a todos os cidadãos citados, falta-lhes o sentimento maior que faz de um ser, um verdadeiro Ser Humano: a empatia. Dir-se-á, igualmente, que todos esses senhores ficarão para a História, quando a bárbara tauromaquia estiver extinta, como ficaram os imperadores romanos, apoiantes do bárbaro Circo Romano, ou seja, serão lembrados como seres incivilizados, incultos, primitivos, dotados de instintos cruéis, ou seja, ficarão lembrados como seres desumanos.

 

Todos esses nomes já constam do Livro Negro da Tauromaquia, facto que não dá prestígio a nenhum deles.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.publico.pt/2018/11/01/politica/noticia/manuel-alegre-tipo-intolerancias-touradas-cria-bolsonaros-1849611#comments

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

TORTURADORES DE TOUROS PERDEM ISENÇÃO E PASSAM A PAGAR 13% DE IVA

 

Dizem-me que esta medida foi arrancada a ferros!

Só num país com laivos terceiro-mundistas isto acontece assim: arrancado a ferros!

A inutilidade da tauromaquia é tal que o IVA tinha de ser 23%, ou muito mais.

Porque os torturadores de Touros não são artistas de coisa nenhuma, a tortura de Touros não é cultura, e a tauromaquia, sendo a “arte” da cobardia, não se enquadra nas actividades ditas humanas, que dignificam a Humanidade.

Porque há-de uma tal prática medievalesca, cruel, violenta, praticada por psicopatas, para divertir sádicos, ter privilégios fiscais, ficando pela taxa média do IVA?

 

HOMO TAURINUS.jpg

 

Os torturadores de Touros são uma espécie de marionetas, de collants cor-de-rosa, trajes justinhos e reluzentes, para disfarçar todo o horror que se passa dentro das arenas, aquando das investidas contra animais sencientes, indefesos e previamente enfraquecidos.

 

Tudo na tauromaquia é farsa, é crueldade, é violência, é cobardia, é anormalidade, é psicopatia, é sadismo, é estupidez assente na maior ignorância.

 

A tauromaquia já devia estar extinta há muito, mas uma vez que não está, deve pagar impostos dos mais altos, para atenuar o grave prejuízo moral, social e cultural que provoca ao País.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:50

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

A INEVITÁVEL EXTINÇÃO DA TAUROMAQUIA

 

Este ano, tal como nos anos anteriores, o público de touradas escasseou substancialmente, num inequívoco sinal de decadência, que, inevitavelmente, conduzirá à sua extinção, evidente e garantida.

 

Em contrapartida, a estupidez, que já era infinita, dos que andam por aí a tentar salvar a morta (ou seja, a tauromaquia) aumentou para o infinito elevado ao infinito.

E já não há pachorra para tanta estupidez!

 

Basta olhar para esta imagem, para comprovar que a tauromaquia é, na verdade, uma doença do foro psiquiátrico, e que de arte e cultura nada tem.

E só os ignorantes e aldrabões afirmam o contrário, parafraseando o amigo Dr. Vasco Reis, médico-veterinário.

 

PSICOPATAS.jpg

 Quando te disserem que isto é Arte e Cultura, pensa nestas fotos! (Arsénio Pires)

 

Origem da foto

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1861906227223039&set=a.110640459016300&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2018

FEITIÇO VIROU-SE CONTRA O FEITICEIRO E FORCADO FOI ATINGIDO POR UMA BANDARILHA

 

De acordo com a notícia, um forcado amador da tertúlia tauromáquica do Montijo foi ferido com uma bandarilha na tourada que teve lugar no passado dia 16 em Arruda dos Vinhos, onde a civilização ficou a milhas...

Pois o que há a dizer sobre isto? É que apesar da cara lastimosa do forcado e do sumo de tomate que lhe escorre pelas mãos, isto não doeu nada (não é sumo de tomate que os aficionados acham que sai do corpo dilacerado do Touro, ao não reconhecerem que ele sofre tanto como nós, e que o que lhe corre nas veias é um sangue, com um ADN semelhante ao humano?) 

Se não dói aos Touros, que é um animal mamífero, tal como nós, também não há-de doer a um forcado que também é um animal mamífero.

 

forcado-bandarilhado.jpg

 O que se vê na imagem faz parte da arte e da cultura tauromáquicas, apoiadas pelo governo português e pela igreja católica. O forcado está abençoado. Podia ter morrido, mas não morreu. Mas se morresse, a turba iria delirar, do mesmo modo que delira com a morte dos Touros. Faz parte dessa arte e dessa cultura.

 

Lamento pelo Touro, que estava moribundo, e lamento que o meu dinheiro sirva para pagar a despesa hospitalar de quem foi para a arena, por livre vontade; e se foi espetado por uma bandarilha, pode ser que lhe sirva de lição, porque as bandarilhas rasgam as carnes e as carnes sangram, de facto, sejam carnes de Touros, sejam carnes de forcados.

 

E quem não consegue entender isto, anda no mundo só por ver andar os outros. São uns pobres coitados, condenados à escuridão.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://protouro.wordpress.com/2018/08/20/touro-moribundo-bandarilha-forcado/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:53

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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018

E ASSIM SE DIVERTEM OS BRONCOS NOS AÇORES

 

E chamam a isto “cultura”…

Coitados! Não têm a mínima noção do que é a verdadeira CULTURA.

 

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 19:15

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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