Terça-feira, 30 de Abril de 2019

PARA RECORDAR: UMA ENTREVISTA ANTIGA E RETRÓGRADA DE PAULO RANGEL, CANDIDATO DO PSD ÀS “EUROPEIAS”

 

É preciso saber em quem não se deve votar, por recusar a evolução de Portugal.

Só um animal inferior se sente superior aos outros animais.

Superior em quê? Nas iniquidades que comete?

 

«Caso o passar do tempo tenha apagado de algumas memórias a famosa entrevista do Paulo Rangel ao Jornal Sol no dia 25 de Outubro de 2008, quando era Líder Parlamentar do PSD, aqui vão algumas das afirmações deste Euro Candidato onde ele se revela no seu melhor…» (Rui Silva)

 

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"Não faz sentido haver um Dia dos Animais."

 

"Os animais merecem protecção, mas não são titulares de direitos."

 

"Não são eles que têm esse direito de ser bem tratados e protegidos. Nós é que temos essa obrigação."

 

"Para mim essa é uma concepção errada (a de que os animais devem ter direitos). Acho que só as pessoas devem ser titulares de direitos."

 

"Os animais sofrem, mas não sofrem como nós."

 

"A caça ou as touradas, enquanto tradições com determinadas características e determinados limites, são toleráveis. Fazem parte da Cultura."

 

"Muitas tradições não acabaram e estas (caça e touradas) são daquelas que para mim não devem acabar."

 

"Faço uma separação ontológica entre as pessoas e os animais."

 

"Num contexto cultural devidamente integrado, certas tradições (como a caça e as touradas) – ainda que possam chocar algumas pessoas – são admissíveis. É a minha posição."

 

"Não sou contra a exibição de touradas na RTP."

 

"Desde que devidamente contextualizado, a transmissão de touradas pela RTP (ainda que expondo crianças às imagens de violência), não vejo nisso qualquer problema."

 

"A menos que esteja em causa a extinção de espécies, não acho mal a utilização de peles para confecção de vestuário."

 

"A dignidade humana é um valor superior ao da dignidade dos animais. O Homem é ontologicamente diferente dos restantes animais."

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1265841763562820&set=a.254396101374063&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:32

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Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

E ASSIM VAI O INADMISSÍVEL E ARRUINADO ENSINO EM PORTUGAL

 

Ao cuidado de todos os que estão envolvidos no sistema de (des)ensino português, incluindo pais e encarregados de educação.

 

A imagem que aqui reproduzo (tive o cuidado de esconder o nome do Agrupamento, por motivos óbvios) chegou-me via-email, destinada a uma querida aluna, a meu cargo, nestas férias de Páscoa.

 

4º ano de escolaridade.

 

Fotocopiei a mensagem, e dei-a a ler à aluna. Só lhe pedi para ler alto o que a professora escreveu. E aguardei o resultado, esperando que a criança (de 10 anos) tivesse a mesma reacção que eu (porque as crianças não são as estúpidas que os governantes querem que sejam), quando me vi diante deste documento timbrado, do Governo de Portugal, Ministério da Educação e Ciência.

 

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Marquei a vermelho os trechos com os quais a aluna esbarrou e me questionou, com os olhos esbugalhados (e não estou a inventar), e reproduzo fielmente as falas da menina (em sublinhado) que se seguiram.

 

Primeira linha: o trabalho de féria é importe. Hã? Não é assim, pois não?

Não, não é. Então como será?

Imediatamente a menina disse: o trabalho de férias é importante.

Muito bem.

Mas a professora não sabe escrever?

Saberá, mas está baralhada. Continua.

 

Segunda linha: agradeço que percam um pouco do vosso de tempo. O quê? Do vosso DE tempo? É do vosso tempo, não é?

Exactamente.

Mas o que é isto? A professora não sabe escrever?

Estaria distraída.

Sim, sim, ela é muito distraída. Às vezes ela escreve mal no quadro e temos de a corrigir.

Isso acontece. Vá, continua a ler.

 

E fomos parar à sexta sugestão onde se fala de treinar os algoritmos e (…) a subtração (que a aluna leu subtrâção, e muito bem).

 

E mais adiante os números fraccionários (frácionárius), inclusive a (…) subtracção (que a aluna leu subtráção, e muito bem)…

O quê? É subtracção ou subtração?

Não havia como enganar a criança. Jamais o faria.

Expliquei: subtracção (subtráção) é grafia portuguesa, é Português. Subtração (subtrâção) é grafia brasileira, é Brasileiro.

Mas nós somos portugueses!

Pois somos.

Então porque querem que se escreva à brasileira? Isto só me baralha!

 

Como responder a esta pergunta? Com a verdade, evidentemente. Às perguntas das crianças sempre devemos responder com a verdade, para que elas possam desenvolver o espírito crítico que falta aos governantes, a muitos pais e encarregados de educação, e aos próprios professores, que se entregam a esta missão desonrosa de enganar as crianças.

 

E a verdade é que os governantes portugueses, desde Cavaco Silva a Marcelo Rebelo de Sousa, todos eles, primeiros-ministros, ministros e deputados da ex-Nação Portuguesa, e professores e jornalistas servilistas e todos os outros marias-vão-com-as-outras, dotados de coluna vertebral cartilaginosa, trocaram a Língua Portuguesa pela Língua Brasileira, pelos motivos mais vis:  mania de grandeza e dinheiro.

 

A aluna bem sabe o que é a Língua Brasileira, porque tem uma colega brasileira na turma, que fala diferente e diz coisas diferentes das nossas. Não fala Português.

 

Não fala.

 

Esta “carta aos alunos” escrita atabalhoadamente (sem revisão) em mixordês (mistura de português com brasileiro) é inadmissível.

 

Não será a única.

 

Os maiores exemplos da mixórdia ortográfica vêm de cima, da presidência da República, do gabinete do primeiro-ministro, dos restantes ministros, de todos os grupos parlamentares. Dos próprios professores que, nas páginas do Facebook, escrevem as maiores barbaridades, incluindo palavrões.

 

Os manuais escolares são uma autêntica mina de disparates, desde as águias com grandes dentes, às invasões francesas para prender Dom João VI, e cheios de desenhos e desenhinhos, como se as crianças fossem muito estúpidas, não dando qualquer oportunidade à imaginação.

 

O que pretendem os governantes com este tipo de ensino idiota? Formarem os analfabetos funcionais do futuro, para que sejam tão submissos como os analfabetos funcionais da actualidade?

 

E há mais: é proibido dar más notas ou chumbar os alunos, para mostrar ao mundo que o sucesso escolar em Portugal existe. Quando isto não passa de uma grande aldrabice!

 

Alunos que escrevem gatafunhos, que ninguém entende, têm MUITO BOM a Português, ou melhor, a Brasileiro. Intolerável.

 

É inadmissível o que está a passar-se em Portugal no que respeita à Educação, ao Ensino, à Cultura.

 

DEMITA-SE senhor ministro da Educação e Ciência. Permitir uma tal balbúrdia no Ensino é um postura terceiro-mundista.

 

E os pais e encarregados de educação deviam tomar uma atitude drástica e EXIGIR um ensino de qualidade para os seus filhos, como está consignado na Constituição da República Portuguesa.

 

 

Com esta “carta” fiquei tão escandalizada e indignada quanto a aluna, que apesar dos seus dez anos, tem algo que falta aos actuais governantes: inteligência para ver as coisas tal como elas estão, ou seja, MAL. Muito MAL.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Quinta-feira, 21 de Março de 2019

JOVEM DE 16 ANOS EM ESTADO GRAVE APÓS COLHIDA DE TOURO EM SANTARÉM

 

Em plenas festas de São José. E nem São José valeu a este jovem, que ficou gravemente ferido, quando um Touro, em legítima defesa, o colheu, no recinto da picaria, provocando-lhe um traumatismo crânio-encefálico.

Mas isto não faz parte da tão apregoada ARTE e CULTURA tauromáquicas? Que importa que morram, que fiquem feridos ou estropiados! O que interessa é a ARTE e a CULTURA que “isto” representa, e soma e segue… sempre...

Lamento pelo rapaz, que foi OBRIGADO à força (e ao bofetão, na maioria das vezes) a expor-se a estes perigos, com a conivência dos progenitores, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, da igreja católica, e, consequentemente, com o apoio explícito do ESTADO PORTUGUÊS, que nada faz para acabar com estas tragédias. E ninguém aprende nada com elas.

 

Este é o Portugal pequenino, medíocre, troglodita, que existe dentro do outro Portugal: do Portugal para “inglês ver”.

 

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«O jovem foi transportado para o Hospital Distrital de Santarém tendo sido depois transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde está internado e a realizar exames.

 

A vítima foi socorrida pelos Bombeiros Municipais de Santarém que estiveram de prevenção nas festas. Os bombeiros assistiram ainda outras duas pessoas no local também devido a colhidas».

 

E nós todos a pagarmos para isto.

Os tauricidas não estão propriamente a trabalhar em prol da Humanidade e do Planeta, quando estas tragédias acontecem.

Então porquê os contribuintes portugueses têm de pagar estas contas? Além da REVOLTA que tudo isto provoca a quem é dotado de EMPATIA, e sofre com o sofrimento dos Touros, e lamenta o que acontece a quem adora torturar seres vivos.

 

Quanta miséria moral, social e cultural vai em Santarém!

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://correiodoribatejo.pt/jovem-de-16-anos-em-estado-grave-apos-colhida-nas-festas-de-s-jose/?fbclid=IwAR1dRN2KERwSmpO34ySQvz1J0Tz3DgiK9Ca_jckr04Z16dail2LeszEDjdw

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:54

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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

NA SECÇÃO DE “CULTURA”, DO CORREIO DA MANHÃ LÊ-SE: «TOUREIRO ENRIQUE PONCE COM LESÕES MUITO GRAVES APÓS COLHIDA DE TOURO»

 

Então isto não faz parte da CULTURA e da ARTE tauromáquicas?

Esperar o quê? Quem vai para uma arena atacar ferozmente, cruelmente, um animal sensível e dotado de instinto de sobrevivência e defesa, está sujeito a estas artes de dá e leva.

 

O protagonista deste acto altamente cultural e artístico é um MATADOR DE TOUROS, uma profissão das mais cultas, existentes à face da Terra, quiçá do Universo, e que tem como objectivo divertir os sádicos, que tanto aplaudem os ataques dos matadores como as acometidas dos Touros, em legítima defesa, porque quanto mais sangue, melhor, para os vampiros tauromáquicos.

 

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Momento em que o matador é colhido pelo matado (a ser)...

 

A notícia refere que se confirma o cenário mais duro para o matador espanhol Enrique Ponce, de 47 anos, colhido pelo touro 'Declamador', de 532 kg, na corrida das Fallas de Valencia, na passada segunda-feira.

 

O Touro, muito legitimamente, ao defender-se do seu carrasco, deixou-lhe duas roturas de ligamentos no joelho, a tíbia e uma costela fracturadas e duas perfurações no glúteo. O matador estava ainda a recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, que ficou completamente torcido na queda, após ter sido projectado pelo Touro. O seu apoderado e também sogro, Victoriano Valência, disse que o «Enrique tem a perna destroçada e está destroçado também».

 

Está a perna, está o matador e está também o Touro, que foi abatido, depois de barbaramente torturado, não esquecer.

 

Mas isto faz parte da cultura e arte tauromáquicas. Ou não faz? É disto que os sádicos gostam. Gostam de ver o matador torturar o Touro até à morte, e gostam de ver o Touro defender-se e deixar a sua marca nos seus torturadores. Tudo muito cultural e artístico.

 

Para quê tanta estranheza à volta disto?

 

O Touro é torturado barbaramente, e qualquer animal, incluindo o homem, quando se vê atacado por feras, instintivamente faz tudo para se defender. Umas vezes consegue. Outras, não. Este “Declamador” conseguiu. E uma vez que estava condenado a uma morte inglória, ainda teve forças para deixar a sua marca no carrasco.

 

Mas agora vem o mais insólito: diz a notícia que, ontem, Dia do Pai, este MATADOR DE TOUROS deveria receber do rei de Espanha o Prémio de Cultura (isto não é engano) para celebrar o dia do pai na companhia dos seus filhos e da família. Mas, coitado, foi obrigado a viajar para Madrid, onde deverá ser sujeito a uma intervenção cirúrgica, que o fará perder a maior parte da temporada tauromáquica. É menos uns Touros que tortura e mata.

 

Será que o rei de Espanha já se lembrou de conceder o Prémio de Cultura a Arturo Pérez-Reverte, ou a Carlos Ruiz Zafón, ou a Javier Cercas, ou a Almudena Grandes, grandes escritores espanhóis da actualidade? Ou a Literatura não será Cultura para o rei de Espanha? Se me quisessem dar a mim tal coisa, recusá-la-ia.

 

A falta que faz o Senso Comum!

 

Quando se dá o Prémio de Cultura a um matador de touros, não ficará tudo dito sobre a incultura de um povo?

 

(Nós cá também temos disto)

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/toureiro-enrique-ponce-com-lesoes-muito-graves-apos-colhida-de-touro?fbclid=IwAR1cMiquST9-bqHnWWe_04PcZKpSLkx0IXWDSfeFuiDc8Ozv1SbvaIRPhQE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2019

VEJA-SE ONDE OS AUTARCAS PORTUGUESES GASTAM OS DINHEIROS DOS CONTRIBUINTES: NA TORTURA DE TOUROS

 

E depois dizem que não há dinheiro para a Saúde, para a Educação, para a Habitação, para a Cultura, sim, porque, como o mundo inteiro sabe, a selvajaria tauromáquica não é coisa da Cultura.

Para apoiar uma tourada, a realizar a 17 de Março, integrada nas Festas de São José (mais uma, para celebrar o Pai adoptivo de Jesus Cristo), a Câmara Municipal de Santarém comprou (com os dinheiros dos contribuintes), 10 mil euros em bilhetes (cerca de 1.300 entradas), que serão distribuídos pela população através das juntas de freguesia. Outras duas touradas a realizar durante a temporada taurina, terão apoio de 5 mil euros, cada (...), diz a notícia.

Isto é imoral, mas demonstra que a tauromaquia está "tuberculosa", em último grau... diz a minha amiga Maria João Gaspar Oliveira, no Facebook. E eu concordo com ela, porque, na verdade, só deste modo, conseguem povo na assistência, e mesmo assim, sempre os mesmos, em todos os antros,  onde se realizam estas práticas desadequadas aos tempos modernos.

 

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E chamam "valentia" pegar um Touro moribundo, mais morto do que vivo, a sangrar por dentro e por fora, com dores atrozes... Valentes são os Touros que, mesmo em grande sofrimento, por vezes, conseguem reunir as derradeiras forças e mandar os forcados desta para melhor. E dizer isto não é aplaudir, porque aplaudir, aplaudem, em júbilo, os sádicos na arena. Isto é simplesmente dizer a verdade nua e cruamente, como estas verdades devem ser ditas.

 

Esta notícia está na Categoria: Cultura. Esqueceu-se o órgão de tal informação, do prefixo IN, na categoria de cultura. E reza assim:        

 

Bilhetes à borla para a tourada de 17 de Março em Santarém nas juntas de freguesia…

 

É que (diz também a notícia), a Câmara de Santarém quer que os habitantes do concelho continuem a sentir a Praça de Touros Celestino Graça como um factor determinante para o município e essa é uma das razões principais do apoio que a autarquia vai dar à associação Praça Maior, que gere os destinos do espaço desde o início do ano.

 

E quem o disse foi a vice-presidente e vereadora com o pelouro da (in)cultura na Câmara Municipal de Santarém, Inês Barroso, que muito (in) culturalmente, salientou a importância da festa brava, para se compreender a história do concelho e da região. E isto até se compreende: é uma região com um atraso civilizacional muito acentuado, e a explicação está dada, senhora vereadora. Não podia ser mais clara.

 

E isto é que é dar a um povo-marionete um entretenimento de elevadíssima qualidade, para o manter obtuso. É que um povo obtuso é mais submisso e fácil de manobrar.

 

Mas esta gente não tem culpa deste atraso. É que isto, por mais incrível que pareça, é legal, e apoiado pela esmagadora maioria do Parlamento português e pela igreja católica, ambos ao serviço da tauromáfia.

 

E viva a INCULTURA instalada em Portugal!

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://www.rederegional.com/index.php/cultura/24972-bilhetes-a-borla-para-a-tourada-de-17-de-marco-em-santarem-nas-juntas-de-freguesia?fbclid=IwAR0h7EzFA6Lt0-u4IUSIoOHm6RyeIS5Nc8P6tXsdbkHBBLN0LI10CLNtVIw

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019

QUE COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA É A CPLP?

 

 

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A CPLP é uma comunidade constituída por Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste. O que unia estes países era a Língua Portuguesa mais ou menos uniformizada na sua essência e diversificada na sua especificidade, à excepção do Brasil, que criou uma outra língua, distanciando-se do Português, na fonética, na ortografia, na sintaxe, no léxico, na acentuação e até na semântica.

 

A dada altura, foi introduzida nesta comunidade de países de Língua Portuguesa, a Guiné-Equatorial, que não fala Português, mas passou a integrar (à pressão) a Língua Portuguesa (que ninguém fala) nas línguas oficiais dom país, a Castelhana e a Francesa, apenas para se entranhar na CPLP.

 

E Portugal, um país que se diz democrático, permitiu unir-se por laços fantasmas, a um país que vive numa terrível ditadura militar, e cujo presidente foi apontado pela revista Forbes como o oitavo governante mais rico do mundo, apesar do seu país ser considerado um dos mais pobres da Terra, e onde se usa o canibalismo como arma psicológica de guerra.

 

Depois temos Cabo Verde, um país aparentemente lusófono, mas onde a maioria do povo nunca deixou de falar os seus dialectos, nomeadamente o Crioulo Cabo-Verdiano, uma língua crioula, de base lexical portuguesa. Como os restantes outros países ditos lusófonos, Cabo Verde aderiu ao AO90, com bastantes benefícios para a mais importante editora local: a do escritor Germano Almeida.

 

No entanto, em 2017, a Língua Portuguesa passou a ser ensinada em Cabo Verde como segunda língua (língua estrangeira) e o Crioulo Cabo-Verdiano passou a ser a língua oficial de Cabo Verde. Pela lógica das coisas, Cabo Verde está fora da lusofonia.

 

No entanto o chefe do Estado cabo-verdiano, José Carlos Fonseca, preside a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

É bem verdade que a CPLP não gira apenas ao redor da Língua Portuguesa, gira essencialmente ao redor de negócios, onde, no entanto, também está incluída a negociata da Língua, através da qual uns tantos mercenários enchem os bolsos.

 

Nesta negociata do AO90, que está a destruir a Língua Portuguesa, em Portugal, e apenas em Portugal, não colaboraram Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Timor Leste. E embora São Tomé e Príncipe tivesse assinado o dito, e dito que aderiu, na verdade, naquele País, a língua mais falada e utilizada é a Língua Francesa, e percebe-se bem porquê: os seus vizinhos não são Portugueses. São Franceses.

 

Dito isto, que espécie de Comunidade de Países de Língua Portuguesa é a CPLP? Terá razão de existir? Há quem diga que não. E eu sou uma delas.

 

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas já teve uma ALMA GRANDE. Agora não tem mais. E mais pequeno fica, quando se verga aos interesses dos estrangeiros, porque não tenhamos dúvidas: todos estes países (à excepção da Guiné-Equatorial, que nem sequer é para aqui chamada) são nossos irmãos. São. Mas até entre irmãos deve reinar a máxima: amigos, amigos, negócios à parte, para que o caldo não se entorne. Mas todos eles são fundamentalmente países estrangeiros, livres, autónomos. Com culturas próprias, riquíssimas, bastante diversificadas, incluindo as variantes linguísticas. Algo que cada país deve preservar para si próprio.

 

E todos, à excePção de Portugal, estão a preservar as suas culturas e a tratar da vida deles.

 

Portugal é o único que se está nas tintas para a sua Cultura, para a sua Língua e para a sua Identidade.

 

E eu, como cidadã portuguesa LIVRE, envergonho-me dos governantes que actualmente desgovernam Portugal, sem espinha dorsal. No futuro serão recordados como aqueles que optaram pelo lado errado da História. E isto é muito triste.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

«ISTO É CULTURA?»

 

… só se for de Brutos & Tolos!!!

 

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Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2160349924021380&set=a.107657785957281&type=3&theater

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

 

Num momento em que a Cultura e a Civilização foi posta em causa por um poeta, recordemos este magnífico texto de Duarte Belo, fotógrafo, filho do Poeta Ruy Belo

 

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E pensar que este magnífico Touro

é transformado nisto:

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 …por “gente” como esta:

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«O problema destas criaturas é que lhes falta mundo, educação, cultura. A única realidade que conhecem é mesmo esta, dos costumes bárbaros, da brejeirice. Muitos, só conhecem, e mal, o mundinho onde vivem ou quanto muito foram a Badajoz comprar caramelos. Não evoluem, porque não podem. Não têm capacidade. Pararam no tempo. São uns pobres de espírito. São empedernidos, fossilizados. A única esperança é que entrem em extinção, brevemente» (Judite Corte-Real)

 

***

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

«Numa viagem recente atravessei Portugal de norte a sul. Já em terras alentejanas paro o carro para fotografar animais a pastar. Quando me aproximo da cerca, as vacas e os bois levantam a cabeça e olham-me fixamente. Por breves momentos como que se estabeleceu ali um diálogo entre duas espécies biológicas diferentes. Fiz algumas fotografias. Haveria de recordar, mais tarde, outros encontros com animais, outras imagens, num percurso mental pelo meu arquivo fotográfico.

 

Não posso negar que tenho dificuldade em compreender que espectáculo é esse em que se amputa a principal arma de defesa de um animal, os seus chifres, e se o empurra para o centro de uma arena, onde, do alto de um cavalo leve, rápido e ágil, é proporcionada ao cavaleiro a posição dominante e segura para espetar bandarilhas no seu dorso. O sangue não tardará a escorrer pelo seu corpo negro, musculado e pujante. O animal, longe dos horizontes vastos em que cresceu, vai revelar um sofrimento crescente.

 

As touradas são a exibição pública de um confronto entre duas espécies em que há uma que sai sempre derrotada. A aparente manifestação de bravura dos toureiros é o símbolo arcaico de sociedades desiguais em que um macho dominante simbolizava a defesa contra os inimigos da comunidade, fossem eles de tribos rivais ou as próprias intempéries vindas do céu ou os abalos da terra.

 

O mundo mudou. Terá passado o tempo em que as touradas eram elogiadas em páginas de bela literatura. Hoje há enormes problemas ambientais com a que a humanidade se defronta. É o aquecimento global ou a extinção acelerada de numerosas espécies. Está em risco um equilíbrio planetário do qual dependemos para a nossa própria sobrevivência. Poderá parecer que as touradas nenhuma relação têm com os problemas ambientais com que nos deparamos na actualidade, mas têm tudo em comum. É a continuidade de uma atitude arrogante perante a Natureza. Assumamos a nossa condição animal. Será quando nos soubermos reintegrar, regressar, em certa medida, à Natureza, respeitar as outras espécies que connosco partilham esta casa comum, a Terra, que daremos um passo em frente num processo civilizacional que não tem regresso.

 

Há muitas coisas que estão mal na nossa sociedade, há tradições profundamente nefastas que urge ultrapassar. Uma tomada de consciência sobre aquilo que realmente podemos ser como espécie biológica, no contexto desta contemporaneidade, poderá conduzir-nos a uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

 

Talvez apenas o conhecimento nos transporte a estados clarividentes de consciência de tempo, de espaço, de vida. O conhecimento do mundo baseado nessa fascinante narrativa que a ciência nos tem vindo a desvendar, tão sabiamente acompanhada pelas leituras da arte, da poesia, das intuições disruptivas, é uma estrada fascinante. Olhemos longe o horizonte. Projectemos viagens que não signifiquem a anulação, a destruição do outro, seja ele humano ou não. Já nos podemos libertar dessa cruel e bárbara dimensão que ao longo de milénios fez de nós a mais poderosa máquina de sobrevivência e destruição. A extinção das touradas será bom sinal para uma humanidade mais livre, para um mundo melhor.

Duarte Belo»

 

(AVISO: este texto foi corrigido para a grafia portuguesa, via corrector automático, visto a aplicação do AO90 ser ilegal em Portugal).

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

«SER UM INTELECTUAL CULTO NÃO É PARA TODOS…»

 

A propósito do alarido que por aí anda por causa das touradas...

 

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Recebi da Maria Helena Capeto este comentário, que me apraz destacar, porque vem ao encontro do que eu penso acerca dos “intelectais”, e por ser uma descrição primorosa desses tais …

  

Maria Helena Capeto comentou o post A TOURADA DO MIGUEL SOUSA TAVARES às 12:02, 08/11/2018 :

Há criaturas que pese embora pretenderem fazer-se passar por intelectuais, não passam, na minha humilde opinião, de meros broncos, coitados, trazidos para as supostas luzes da ribalta pelos que tremem de medo que os verdadeiros intelectuais e pessoas de cultura possam, ao ocupar o espaço mediático, pôr em risco a estrutura de incultura vigente. Daí termos estes personagens a debitar alarvidades que a maior parte das vezes são dignas, e somente, das maiores gargalhadas tal não é a enormidade do que dizem. Não, não costumo ouvir nem ler tais criaturas. Tenho demasiado apreço pelos meus olhos e ouvidos para me permitir submeter-se a tais avalanches de poluição. Já basta o que basta. Em terras de gente pequena e mentalidade tacanha, realmente o usual é os broncos e ignorantes terem tempo de antena enquanto os cultos intelectuais são silenciados o mais possível, não vá o diabo tecê-las e ao fazerem-se comparações a "bronquice" comece a evidenciar-se em demasia... É verdade que ser um intelectual culto não é para todos. Dá muito trabalho, é preciso ler muito, estudar muito, deixar a tacanhez de lado e permitir que a mentalidade se abra à evolução natural das coisas. O intelectual culto não gosta de viver, e muito menos de se colocar em bicos de pés, à sombra de ninguém. O intelectual culto sabe que cultura não é um processo genético que passa de pais para filhos, o que é uma pena pois talvez não assistíssemos a tão tristes e ridículas figuras. Já agora, e como tal criatura se permite chamar de ignorantes quem defende o fim das touradas e outras barbáries, não vou deixar-lhe aqui nenhuma lição instrutiva (como fez o senhor do texto citado nesta publicação), até porque lições são para quem quer aprender e não para aqueles que, pese embora a ignorância reine soberana, estão convencidos que tudo sabem, mas o simples conselho de que cuide da flagrante ignorância tanto neste assunto como em outros. Ser-lhe-ia deveras salutar e pouparia muita poluição auditiva e visual, o que num momento em que o planeta (que se encontra a atravessar uma agressiva extinção em massa) precisa de toda a nossa atenção qualquer medida anti-poluição é uma excelente medida.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

«GENTE CIVILIZADA TEM DE DEFENDER A EXTINÇÃO DAS TOURADAS…»

 

«… a bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade». 

 

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Por

Joana Amaral Dias

 

A tourada deve ser proibida porque cravar ferros num touro é torturar um animal por entretenimento. Pois, pois é, há uma tradição. Mas se a tradição fosse escritura em pedra, ainda hoje havia escravatura, etc. Tesourar o lombo de um bicho por diversão não é cultura. É sadismo. Que, ainda por cima, vive à conta dos dinheiros públicos, dos cofres dos municípios, da RTP que transmite e que a promove em horário nobre. Se os contribuintes não pagassem esta arena, possivelmente ela já teria desaparecido. Aliás, o Estado não pode nem deve patrocinar a violência, seja ela qual for. Portanto, a Ministra da Cultura não tem nada que manter ou deixar de manter o IVA desta barbárie. O Bloco não tem que pugnar pelo aumento do imposto. Gente civilizada tem é que defender a extinção dessas corridas. Mais nada. A bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade. Por fim, não deixa de ser incrível que o deputado do PAN vote favoravelmente este orçamento quando ele mantém a normalização e a institucionalização da tourada.

 

 

Contudo, não esquecer de que o PAN caminha sobre estilhaços de vidro. Tem de ter cuidado. Os sedentos não devem ir demasiado depressa ao pote da água.
O PAN, com esta atitude de uma no cravo, outra na ferradura, tem dado um grande avanço à causa animal.
E isso é o que mais sobressai, e também importa...
 
 
"Que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo.
O tempo vale ouro para os que tem vontade de viver."

(Miriam Lewer)
 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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