Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

RESPONDENDO AO IVO, QUE RECUSA O MEU ESTUDO SOBRE «TAUROMAQUIA – UMA DOENÇA DO FORO PSIQUIÁTRICO»

 

 

Não sei quem é o Ivo, mas seja quem for, é um daqueles indivíduos a quem a VERDADE aguilhoa, mas não tanto como as bandarilhas cravadas na carne dos Touros…

 

TOURO.jpg

 

O Ivo comentou:

De Ivo a 14 de Setembro de 2016 às 13:33

 

As conclusões a que você chega, que 2o escreve, se baseiam em estudos, mto bem. Algum desses estudos teve por população alvo toureiros? Ganaderos? Cavaleiros? Pessoas que assistem a touradas? Se ñ teve como pode você extrapolar as conclusões desses estudos para essas pessoas? Nenhum cientista que queira ser levado a sério o fará. As suas conclusões são suas e ñ passam de uma opinião sua e de forma alguma se baseiam em factos e mto menos em conclusões dos estudos que fala. Tb eu gostava que esses estudos existissem ou que sejam feitos, recorrendo a métodos científicos e isentos para que as conclusões a que cheguem ñ possam ser colocadas em causa.

 

Eu respondi:

 

Ora vamos lá a ver se nos entendemos.

 

As conclusões a que eu chego, baseiam-se em estudos mais do que comprovados e confirmados. Em factos reais, actos reais, atitudes reais e comportamentos públicos. Certo?

 

Os estudos em que me baseei estão esmiuçados no meu texto, e penso que esta parte está bastante clara, para quem sabe ler e compreende o que está escrito (porque há quem saiba ler, mas não compreende o que está escrito).Certo?

 

Estes estudos fazem-se estudando. E quem os faz não é propriamente quem se dedica à agricultura ou à limpeza de estábulos, profissões bastante dignas, mas que não dão aptidão a ninguém para saber investigar, observar e estudar os comportamentos desviantes de um determinado indivíduo ou grupos sociais. Certo?

 

Quem faz estes estudos, tem de ter conhecimentos aprofundados sobre uma série de disciplinas entre elas a Psicopatologia, Ciências Humanas e Sociais, Sociologia, Psicologia, Ciências do Comportamento, Métodos de Pesquisa e Análise de Dados, e também os Aspectos da Sexualidade Humana (à qual está ligada transtornos comportamentais que um leigo nem imagina, e que constitui o cerne da minha pesquisa), apenas para referir alguns. Certo?

 

Quem faz estes estudos tem o dever ético e profissional de observar à lupa a população alvo que pretende estudar. Certo?

 

Ora, chegados aqui, e tendo em conta tudo o que referi, as conclusões que aqui apresentei, foram baseadas nos estudos efectuados por mim, que não sendo encartada em Psicologia, nem em Psiquiatria, nem em Criminologia, tenho conhecimentos suficientes nestas três áreas (o facto de ter me dedicado ao Jornalismo de Investigação, durante cerca de 15 anos, assim mo exigiu) para poder efectuar um estudo, que já dura há mais de cinco anos, tendo como alvo os toureiros, os ganadeiros, os montadores de cavalos, os forcados e os aficionados, e devo dizer-lhe que todos estes indivíduos deram-me preciosos elementos para chegar às conclusões a que cheguei, e que qualquer cientista encartado chegará, se quiser aproveitar este “comboio que deixei em andamento”.

 

Eu lido com FACTOS. Com ACTOS. Com ATITUDES. Com COMPORTAMENTOS que fazem parte da REALIDADE. Não lido com ilusões, ou fantasias, ou mentiras convenientes e repetidas há séculos, pelos que teimam em manter viva uma prática obsoleta, obscura, primitiva, cruel, violenta, repugnante, que apenas mentes completamente deformadas podem chamar “cultura” ou “arte”.

 

Não meta aqui a palavra OPINIÃO, porque eu só dou opinião quando escrevo artigos de opinião.

 

Portanto, apenas aqueles que têm um interesse mórbido em que a selvajaria tauromáquica se mantenha, colocam em causa (porque lhes convém) as conclusões a que cheguei, baseada em estudos científicos e na análise de dados que fui recolhendo ao longo de cinco anos, no grupo alvo da tauromaquia: toureiros, ganadeiros, montadores de cavalos, forcados, bandarilheiros e aficionados, nos quais estão incluídos governantes, artistas, escritores e gente comum, que tão bem conheço.

 

Chega-lhe isto, ou precisa de mais detalhes?

 

***

O Ivo precisou de mais detalhes e comentou:

 

Comentário no post TAUROMAQUIA - DOENÇA DO FORO PSIQUIÁTRICO

 

 

 

 

 Ñ, ñ chega, li e compreendi mto bem o seu texto e opinião expressa. Tb segui e li os links que disponibilizou, li com atenção e no que escrevi anteriormente ñ coloquei em causa os estudos, nem as suas conclusões, nem a competência de quem os realizou.Você escreve que teve ou tem a um estudo por si efectuado onde estuda pessoas ligadas à tauromaquia. Se o está a fazer deve ter um objectivo para o mm, qual é o objectivo do estudo?Critérios de inclusão e/ou de exclusão? Método do estudo? Idoneidade do(a)(s) investigador(es)? Declaração de interesses? (sendo essa parte mto importante, pq as nossas convicções influenciam as conclusões a que mtas vezes chegamos), e você obviamente ñ é neutra nesta questão. Ñ tem formação nem idoneidade para fazer esse tipo de estudo, ser jornalista de investigação ñ lhe dá essa qualificação. O que eu quis dizer (parece-me que ñ compreendeu o que escrevi), e o que coloquei em causa foram as SUAS conclusões.Em nenhum dos links que disponibilizou se conclui ou sequer se refere que alguém ligado à tauromaquia fez parte dos sujeitos dos estudos, logo ñ se pode concluir que todas as pessoas que de alguma forma estão ligadas à tauromaquia, ou toiricidas como você escreve, sejam todos psicopatas. Se assim fosse e com base no que li daquilo que disponibilizou tb posso afirmar que quem humaniza os animais e lhes atribui características humanas ou os tratar como filhos, sofre de algum distúrbio mental. Acha correcta essa minha afirmação?

Ivo a 14 de Setembro 2016, 22:51

***

E eu respondi:

 

Primeiro: Se o que eu já disse não chega, não chegará apenas para os que se recusam a INTERPRETAR o meu texto à luz da racionalidade. E então o problema será seu. Você leu, leu, leu, mas não entendeu, ou não quis, para não ter de enfrentar a REALIDADE. Se tivesse entendido, teria concluído que EU NÃO DEI OPINIÃO. EU TIREI UMA CONCLUSÃO baseada nos estudos realizados por outros e que eu aproveitei para COMPLETAR O MEU ESTUDO.

 

Já ouviu falar em Ascânio Sobrero? Foi ele que descobriu a nitroglicerina. Mas foi Alfred Nobel que lhe deu a forma final. Quem alia hoje a dinamite a Sobrero? Apenas os que sabem.

 

Isto para dizer que no que respeita à psicopatia dos tauricidas e afins, passa-se mais ou menos a mesma coisa.

 

Alguém tinha de começar.

COMECEI EU.

 

Os especialistas deram-me todos os instrumentos e eu aproveitei-os para traçar o perfil psicológico dos que deambulam pelo mundinho cavernícola da tauromaquia. E este meu Blogue é um manancial para quem quer fazer esse estudo.

 

Está aqui TUDO.

 

E ainda lhe digo mais: não é preciso ser ESPECIALISTA de coisa nenhuma, para chegar à CONCLUSÃO a que EU cheguei. Basta ser um SER HUMANO SENSÍVEL e VER COM OLHOS DE VER tudo o que se passa ao redor da selvajaria tauromáquica. Até uma criança de cinco anos, educada num meio MENTALMENTE SAUDÁVEL dirá diante deste vídeo:

 

 

 ESTES HOMENS SÃO MAUS PARA O TOURO.

 

Nunca dirá ESTES HOMENS SÃO BONS PARA O TOURO.

 

Ora, este “MAUS” na boca de uma criança tem o significado de MALVADOS, MALÉVOLOS.

 

Na boca de um adulto mentalmente saudável significará CRUÉIS.

 

Mas na boca de um psiquiatra, de um psicólogo ou de um sociólogo a palavra “MAUS” soará como PSICOPATAS, SÁDICOS, MENTES DEFORMADAS. E é óbvio que cada doença mental (não estou a falar de deficiência mental) apresenta vários graus. Elevado, médio e baixo.

 

Segundo: respondendo à pergunta qual é o objectivo do MEU estudo? Tenho dois objectivos com o MEU ESTUDO: mostrar ao mundo que a TAUROMAQUIA, implicando comportamentos anti-sociais, cruéis, violentos e sanguinários para com seres que estão catalogados como SENCIENTES (Touros e Cavalos), tão sencientes como os humanos, provocando, com isso, um mal-estar psicológico nos seres humanos sensíveis e mentalmente saudáveis, É UMA ACTIVIDADE NOCIVA às sociedades humana e não humana, e como tal deve ser ABOLIDA; e demonstrar que os indivíduos nela envolvidos, desde os que a praticam, aos que a aplaudem e aos que a promovem e apoiam, sofrem de perturbações mentais, que podem ir desde a psicopatia, ao sadismo ou á simples deformação mental, passando pela IGNORÂNCIA CRASSA à qual se agarram, recusando a VERDADE que lhes é apresentada, perdendo assim o comboio da evolução.

 

E isto tudo tem um nome: COMPORTAMENTO DESVIANTE, ou seja, um comportamento contrário aos PADRÕES E NORMAS aceites como CORRECTOS numa sociedade que já entrou no século XXI d.C., portanto, não ficou parada no século XII, e já não se diverte a torturar seres vivos sencientes, indefesos, inocentes e inofensivos.

 

Exemplos de comportamentos desviantes incluem homicídio, pedofilia, violação, roubo, piromania, vandalismo, bullying, CRUELDADE, SADISMO, independentemente de serem dirigidos contra animais humanos ou não humanos, incluindo TOUROS E CAVALOS.

 

O pior é que os que DEAMBULAM PELO MUNDINHO TAUROMÁQUICO ignoram o facto de estarem a AFECTAR NEGATIVAMENTE A SOCIEDADE, por falta de empatia com o sofrimento dos animais não humanos que TORTURAM PARA SE DIVERTIREM, e também por falta de empatia com o sofrimento que causam aos seres humanos sensíveis e mentalmente saudáveis.

 

Terceiro: não estando eu minimamente preocupada em apresentar um ESTUDO CIENTÍFICO, até porque esses estudos já foram realizados e eu apenas os transferi para uma “população” ATÉ AGORA considerada normal (mas os pedófilos também o foram até há poucos anos) e que é URGENTE DESMASCARAR, não sou obrigada a apresentar critérios, métodos ou declarações de interesse, e é óbvio que não sou NEUTRA (os neutros nunca fizeram evoluir o mundo), nestas questões de TORTURA seja de animais humanos ou não humanos. Não estou aqui na qualidade de CIENTISTA, mas de JORNALISTA SEM PATRÃO (isto é importante dizer porque há patrões que atrapalham, por não ser conveniente dizer alto o que a sociedade precisa de saber sobre os podres das máfias, e como há patrões escravos do poder… fica tudo dito)

 

Quarto: tenho formação e idoneidade suficientes para fazer o que faço, e para daí tirar as MINHAS CONCLUSÕES, que só são colocadas em causa por aqueles a quem NÃO CONVÉM que este ESTUDO seja validado. O que parece ser o seu caso.

 

Quinto: Não, não acho correcta a sua última afirmação, porque animais somos todos nós, e já ficou demonstrado que os animais não humanos têm uma inteligência superior à de muitos destes “humanos” que se dedicam a torturar touros numa arena para se divertirem, e à dos que lá vão aplaudir essa crueldade. E isto é um comportamento de criaturas com mentes completamente DEFORMADAS. Não haverá ninguém que diga o contrário, a não ser os CEGOS MENTAIS.

 

Os animais não humanos já demonstraram que são SUPERIORES àqueles “humanos” que andam no mundo a destruí-lo IRRACIONALMENTE, e a atrapalhar o trabalho construtivo dos outros.

 

Já agora remeto-o para um texto de Josefina Maller que poderá abrir-lhe a mente (se tiver a mente disponível) para aquilo que eu pretendo dizer com o que já disse:

 

POR QUE GOSTO DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS...

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/por-que-gosto-dos-animais-nao-524277

 

Sexto: a sua tentativa de DESVALORIZAR O MEU ESTUDO falhou, até porque existem estudos sobre a psicopatia ligada ao maltrato animal (e aqui estão incluídos TODOS os animais, TOUROS e CAVALOS também).

 

O VOSSO PROBLEMA É ACHAR QUE OS TOUROS E CAVALOS NÃO SÃO ANIMAIS.

 

Pois se souber ler castelhano LEIA e aprenda, e SURPREENDA-SE.

 

EL MALTRATO ANIMAL ES UNA PSICOPATÍA

https://www.psicologiapuebla.com/maltrato-animal-una-psicopatia/

(Esqueci-me de incluir esta preciosa fonte no meu texto, mas vai já para lá…)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016

UM VÍDEO QUE CONFIRMA A PERVERSIDADE PATOLÓGICA DOS TAURICIDAS

 

Ou seja, neste vídeo podemos atestar com precisão a doença mental que afecta os que cruelmente torturam e matam seres vivos, para unicamente satisfazerem  o instinto maléfico e pervertido que lhes corrói as entranhas.

 

Isto acontece em Espanha… às claras… em arenas públicas.

 

Mas acontece também em Portugal… às escondidas…nas arenas privadas das herdades de ganadeiros, com assistência escolhida a dedo, onde psicopatas dão azo ao seu apetite voraz pelo sofrimento atroz das suas vítimas, em autênticos bacanais de sádicos.

 

 

(E depois não gostam que se diga o que vou dizer, com conhecimento de causa)

 

O que aqui vemos, neste vídeo, fazem os torturadores a touros bebés, sencientes e indefesos, tão sencientes e indefesos como crianças humanas de três anos, numa perseguição desigual, totalmente impiedosa e cobarde.

 

O que aqui vemos, aconteceu em Cercedilla, nos arredores de Madrid (Espanha), onde tal, como em Portugal, estes tauricidas actuam com o aval de governantes e padres católicos, uma vez que a esmagadora maioria destes rituais sanguinários realiza-se para celebrar Santos católicos.

 

O que dizer destes governantes que esbanjam os dinheiros públicos, para sustentarem esta psicopatia, estes doentes mentais (não confundir com deficientes mentais, porque estes têm dignidade), que deviam estar encerrados em hospícios privados (e não públicos) a fazer tratamentos psiquiátricos, enquanto metem na prisão, aqueles que, sendo apenas ladrões, roubam uns tostões ao Estado?

 

Esta é a perversão total do comportamento a ter em sociedade.

 

Como é possível, que países como Espanha e Portugal (e também um naco da França), integrados numa Europa mais ou menos civilizada a este nível, podem manter uma prática que vem do século XII, em plena Idade das Trevas?

 

O mundo foi evoluindo, a Europa deixou essas trevas e mergulhou no Século das Luzes, mas Portugal, Espanha e o tal naco de França não se deram conta disso, e não avançaram. Continuam ás escuras.

 

No passado sábado, em Madrid, deu-se um passo gigantesco em direcção a uma mudança. Milhares de espanhóis, mas também cidadãos de outras nacionalidades reuniram-se na maior manifestação contra estas práticas (não lhe chamem tradição) sanguinárias, próprias de sádicos, de gente com mentes deformadas, psicopatas num grau bastante avançado, que não têm mais lugar nas sociedades modernas, civilizadas e evoluídas.

 

Tanto na Psiquiatria como na Criminologia, está mais do que estudado, provado e confirmado o relacionamento destes comportamentos sádicos, agressivos e sanguinários, seja contra animais humanos ou não humanos, a desvios sexuais reprimidos.

 

E os pervertidos da tauromaquia estão incluídos neste rol, uma vez que necessitam de atacar indefesos animais bebés ou touros adultos fragilizados, para se sentirem machos. E elas, para se masturbarem mentalmente. E quem os aplaude satisfazem-se, também mentalmente, delirando com a perversidade das cenas.

 

Basta de subsidiar estes perversos.

 

Nós, pagadores de impostos, não somos obrigados a pagar a tara de tais pervertidos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Domingo, 30 de Agosto de 2015

OS TORTURADORES DE ANIMAIS

 

«Uma das coisas mais perigosas que pode acontecer a uma criança é matar ou torturar um animal e não acontecer nada com ela», afirma a antropóloga Margaret Mead.  

 

Mas isto é algo tão óbvio, mas tão óbvio, que não seria necessário qualquer tipo de “estudo”, se os ditos seres humanos auto-intitulados “racionais” fossem realmente racionais e seres humanos.

 

Vejamos o que dizem os estudiosos, a tal respeito, no Blog «Psicologia Forense», de uma psicóloga brasileira, que se dedica a “tratar” criminosos…

 

TORTURADOR DE ANIMAIS.jpg

«Por detrás de um torturador de animais há um transtorno mental» (Rodrigo Córdoba, presidente da Associação latino-americana de Psicologia)

Origem da foto:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/08/28/presidente-de-la-asoc-latinoamericana-de-psiquiatria-asegura-que-maltratadores-de-animales-pueden-repetir-esta-conducta-en-humanos/

 

«Em qualquer pessoa que, uma vez, chegue à conclusão de que a vida de qualquer animal é indigna de ser vivida, existe o risco de que um dia ela também chegue à conclusão de que a vida humana não vale nada», escreveu certa vez o humanista Albert Schweitzer.

 

Hoje, os actos violentos contra animais são considerados indicadores de transtorno mental. Nos Estados Unidos, estudos têm convencido sociólogos, legisladores e tribunais de que actos de crueldade contra animais merecem sim a nossa atenção. Esses actos podem ser os primeiros sinais de uma doença mental que levará os atacantes a serem violentos com seres humanos.

 

«Assassinos … as suas carreiras muitas vezes começam na infância, torturando ou matando animais», afirmou o agente do FBI, Robert K. Ressler, o mais famoso especialista em serial killers.

 

Ressler não está sozinho.

 

«Uma das coisas mais perigosas que pode acontecer a uma criança é matar ou torturar um animal e não acontecer nada com ela», afirma a antropóloga Margaret Mead.

 

«Desde o tempo em que eu era uma jovem promotora de justiça posso testemunhar a correlação directa entre crueldade de animais e violência contra seres humanos. A tortura de animais é o primeiro indicador doméstico de violência. Uma criança que tortura animais ostenta desprezo pela vida e mais cedo ou mais tarde irá atacar pessoas» refere Jeanine Pirro, Promotora de justiça, do Condado de Westchester, Nova Iorque.

 

A crueldade e violência contra animais podem ser sintomas de um profundo distúrbio. Pesquisas nos campos da psicologia e criminologia mostram que pessoas que começam por torturar animais, seja na infância ou na vida adulta, acabam por cometer as mesmas torturas contra pessoas.

 

O FBI foi o primeiro a descobrir essa ligação. Desde os anos 70, quando as informações de crimes puderam ser reunidas e melhor analisadas em bancos de dados, devido ao avanço da tecnologia informática, conseguiu-se mostrar que os repetidos actos de violência contra animais são uma das características comuns em estupradores e assassinos em série, com psicopatia.

 

Estudos actuais mostram que criminosos violentos são mais susceptíveis de torturar animais. Em 2010, a Universidade da Flórida realizou um estudo com pacientes do seu departamento de psiquiatria que repetidamente torturavam cães e gatos. O estudo mostrou que todos eles mostravam altos níveis de agressividade para com pessoas, inclusive um dos pacientes havia assassinado uma criança.

 

Outro estudo realizado pela Universidade do Noroeste (Boston) e pelo Massachusetts SPCA (Sociedade de Prevenção Contra Crueldade a Animais) concluiu que pessoas que na infância torturam animais, são cinco vezes mais propensas a cometerem crimes violentos contra humanos. Os investigadores entrevistaram centenas de prisioneiros que estão no corredor da morte da Penitenciária de San Quentin, na Califórnia, e mais de 80% deles afirmaram ter cometido maus-tratos contra animais na infância.

 

As crianças podem maltratar animais imitando um membro da família que o faça. Também podem maltratar animais com o intuito de descarregar a sua raiva e ansiedade. Mas também podem maltratar animais pelo simples facto de serem maus. De qualquer forma, deve ficar-se atento.

 

 

A tortura e morte de animais é uma das características presentes em crianças com psicopatia. Já era tempo de as autoridades reconhecerem que a tortura exercida contra qualquer ser vivo é inaceitável e constitui um perigo para a sociedade. Além disso, as crianças devem ser ensinadas a respeitar os animais e cuidar deles. Se uma criança constantemente tortura animais, mesmo após o conselho dos pais, é sinal de que algo deve ser feito.

 

Moradores da cidade-satélite de Alerce Sur, a 14 quilómetros de Puerto Montt, no Chile, estão assustados e consternados. Há cerca de seis meses, em diferentes lugares, animais desaparecem e são encontrados apedrejados e mutilados.

 

A denúncia foi feita por uma mulher que vive na região e relatou os últimos acontecimentos ao Grupo de Educação pelos Animais de Alerce (GEAA). Ela contou que saiu à procura do seu gato e algumas crianças disseram-lhe para ver se estaria num terreno próximo, porque outras crianças da vizinhança praticavam tiro ao alvo com animais, amarrando-os para que não pudessem fugir. A mulher foi ao local indicado e encontrou os corpos de três gatos em estado de decomposição.

 

De acordo com Juan Jose Orellana, director da GEAA, os responsáveis pelos maus-tratos que resultaram nas mortes dos animais seriam três crianças, de 6 a 10 anos, que pertencem a famílias com antecedentes criminais, muito temidas no bairro, e, portanto, os moradores de Alarce Sur não tinham coragem de denunciar o caso à polícia. Ele também relatou que visitou o local e encontrou restos de cães, de gatos e de uma cabra.

 

«Nós sabemos quem são os pais dessas crianças. O grande problema que enfrentamos é que os vizinhos não querem denunciá-las, uma vez que se trata de famílias perigosas, que provocam medo. Infelizmente, até que tenhamos um vídeo ou fotos das crianças cometendo esses actos cruéis, a polícia nada pode fazer. O importante é que elas já estão identificadas e a vizinhança, no anonimato, vai ajudar a reunir provas para denunciar a situação da melhor maneira possível”, referiu Juan Jose Orellana.

 

Este defensor dos animais afirmou também que a grande preocupação da GEAA é que, se essas crianças tão pequenas já são tão cruéis, provavelmente serão futuros criminosos e assassinos, e salientou a importância da educação, do respeito pelos animais nas escolas, para que esses incidentes não aconteçam. «Está cientificamente comprovado que assassinos em série maltratavam e matavam animais quando eram crianças», salientou Juan Jose Orellana.

 

 

É necessário que a sociedade exerça uma pressão maior em escolas e também junto às autoridades judiciais em casos que envolvam tortura de animais.

 

As leis devem deixar bem claro de que a tortura contra seres vivos é inaceitável. Os pais devem observar os filhos, e não podem ignorar quando o filho agir cruelmente contra animais.

 

Juízes, promotores de justiça, agentes da Polícia, assistentes sociais e investigadores devem descrever, em relatórios, a tortura exercida contra animais, uma vez que isso será importante para avaliar se alguém representa uma ameaça à família e à sociedade.

 

Essa análise pode evitar casos como os que passarei a relatar:

 

Foi na infância que o norte-americano Edmund Kemper mostrou os primeiros indícios de comportamento psicopata. Além de brincar com as bonecas da irmã simulando bizarros comportamentos sexuais, o pequeno Kemper gostava de enterrar vivos os gatos que encontrava pela região. Cansado de enterrá-los vivos, o futuro serial killer começou a decapitar gatos e espetar as cabeças deles em varas.

 

Não é difícil imaginar o que uma criança que brinca a decapitar gatos fará quando crescer. Em 1964, aos 15 anos de idade, Edmund Kemper começou o seu reinado de sangue assassinando os avós numa fazenda. Foi internado num hospital psiquiátrico onde testes revelaram ter um QI de 136. Cinco anos depois, saiu do hospital para continuar a matar. Assassinou mais seis pessoas em nove meses. Kemper matava meninas, levava os corpos para o porão da casa da sua mãe e dissecava-os. Decapitava os corpos e fazia sexo com o cadáver sem cabeça.

 

Em Abril de 1973, Edmund Kemper assassinou a própria mãe com um martelo, decapitou-a, e usou a cabeça dela para praticar sexo oral. Retirou as cordas vocais da mãe e atirou-as fora, pois segundo Kemper: «Mesmo morta, ela não parava de gritar comigo!».

 

Depois de assassinar a mãe, Edmund Kemper entregou-se à polícia por vontade própria e disse que gostaria de ser torturado até a morte. Na cadeia tornou-se um prisioneiro exemplar, lendo livros que eram gravados em fita para serem ouvidos por cegos.

 

Perguntado certa vez por um repórter sobre o que ele pensava ao ver uma menina bonita a andar na rua, Kemper respondeu:

 

«Eu fico a imaginar como ficaria a sua cabeça num espeto».

 

***

Os três filhos do canadense Keith Hunter Jesperson não devem ter boas lembranças do pai. O gigante de mais de dois metros de altura costumava torturar gatos no quintal da sua casa para horror dos filhos.

 

«O meu pai costumava matar gatos que andavam pelas redondezas. Uma vez vi-o a partir o rabo de vários gatos e pendurá-los, com um nó, pelo rabo, no varal do quintal. Fui a correr contar à minha mãe, e quando regressámos os gatinhos estavam mortos no chão e o meu pai a rir-se», contou Melissa Moore, filha de Keith, no livro «Silêncio Quebrado: A História Não Dita da Filha de Um Serial Killer.»

 

Este testemunho da filha de Keith Hunter é interessante, pois notamos que o serial killer continuou na vida adulta o que ele fazia quando criança: torturar e matar animais. Keith Hunter teve uma infância difícil, cresceu sem o apoio dos pais e constantemente sofria bullying dos seus colegas devido à sua altura desproporcional. Gostava de torturar pássaros, gatos e cães que ele apanhava nas ruas. Espancava-os com barras de ferro até à morte. Começou aos seis anos esmagando cabeças de esquilos e, segundo ele próprio, aos 20 já tinha matado todos os animais que conhecia.

 

«Eu era Arnold Schwarzenegger. Era como se eu brincasse às guerras. Quando eu olhava para os cães, eles morriam de medo. Agachavam-se e faziam xixi. Ficavam tão assustados ao ver-me que começavam a tremer. Tu chegas ao ponto em que matar não é nada demais. É a mesma sensação (matar animais e humanos). Tu sentes a pressão na garganta deles (animais) tentando respirar. Tu realmente tiras a vida desses animais e não há muita diferença. Eles lutam pelas suas vidas tanto quanto um ser humano» afirmou este serial killer, para espanto de uma repórter que o entrevistou na prisão.

 

Se pensam que os pais deste pequeno monstrinho foram negligentes acertaram. Mas pior do que a negligência é a cumplicidade.

 

«Uma vez o meu pai viu-me a atirar um gato contra o chão e a estrangulá-lo. Ele ficou orgulhoso do que eu fiz com o gato e gabava-se aos vizinhos de como eu me havia livrado dos cães e gatos das redondezas. Isso motivou-me para continuar a matar, e logo comecei a pensar como seria matar um ser humano». Afirmou Keith Hunter.

 

Depois de se separar da mulher, em 1990, começou uma onda de matança nos Estados Unidos que durou cinco anos. As suas vítimas eram prostitutas e mulheres que ele conhecia em bares de estrada (ele era motorista de camião). Matou a esmo durante cinco anos até cometer o erro de matar uma ex-namorada.

 

Keith Hunter confessou mais de 160 assassinatos descrevendo as suas vítimas do sexo feminino como “pilhas de lixo.” Ficou conhecido como “O Assassino da Cara Feliz”, por desenhar um rosto sorrindo nas cenas dos crimes.

 

Existem muitos outros exemplos de assassinos que começaram na infância a torturar e a matar animais. Estes são apenas alguns. A lista é enorme. Assim como a psicopatia, esse tipo de comportamento existe em todas as raças e não é restrito a um grupo específico de pessoas. A maioria dos casos citados envolve norte-americanos por um simples motivo: os Estados Unidos são o país onde mais se estuda estes criminosos. Eles possuem bastantes bancos de dados com todos os tipos de assassinos, criminosos e todos os detalhes dos seus comportamentos.

 

Estudos e pesquisas sobre criminosos e os seus comportamentos é o que não falta por lá (…) dando a falsa impressão de que psicopatas, serial killers, assassinos, spree killers só existem nos Estados Unidos, mas não, eles existem em todos os lugares, em uns mais do que noutros.

 

O objectivo deste texto é deixar claro, principalmente para quem é pai e mãe, que crianças podem, sim, ser más. Deixar claro que o comportamento desrespeitoso, manipulador e mentiroso pode não ser uma simples falta de educação. Existem, sim, crianças psicopatas, e como leram acima, muitas delas tornam-se sádicas assassinas e serial killers quando adultos. O destino delas e de dezenas de outras pessoas podem estar nas suas mãos.

 

Finalizo o post com uma frase do serial killer Keith Hunter Jesperson:

«Esse pensamento de matar um ser humano ficou comigo durante anos, até que uma noite aconteceu. Espanquei uma mulher até quase matá-la, terminei o serviço estrangulando-a. Não procurava mais animais para matar. Agora eu procurava pessoas para matar. E eu matei. Matei, matei e matei, até ao dia em que fui apanhado. Agora estou a pagar por isso, pelo resto da minha vida, atrás das grades. O comportamento criminoso contra animais é um dos sintomas de um futuro assassino. Nós devemos parar com a crueldade sobre qualquer ser vivo antes que isso se torne um problema maior, como aconteceu comigo».

 

Origem do texto (reproduzido para Língua Portuguesa):

http://psicologia-forense.blogspot.pt/2012/12/os-torturadores-de-animais.html

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/08/28/os-torturadores-de-animais-3/

 

***

 

LIGAÇÃO ENTRE A CRUELDADE ANIMAL E TRANSTORNO DE PERSONALIDADE

(Abrir o link)

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/08/27/nuria-querol-presents-ligacao-entre-a-crueldade-animal-e-transtorno-de-personalidade/

 

A CRIMINOLOGIA E O MALTRATO ANIMAL

(Abrir o link)

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/276858.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

«A CRIMINOLOGIA E O MALTRATO ANIMAL»

 

A violência não nasce do nada

 

 

 

«Num interessante artigo reproduzido esta semana nas redes sociais, o catedrático em Psicologia Social, na Universidade Pierre Mèndes-France, de Grenoble, Laurent Bègue, refere-se ao maltrato animal como o novo medidor que serve a criminologia internacional, para analisar a violência extrema que o ser humano pode desenvolver no seio da sociedade.

 

Maltratar um animal é, em muitos casos, a consequência de uma frustração ou de um trauma, e é um comportamento que se adquire na infância, podendo desenvolver-se na adolescência.

 

O maltrato animal nasce no seio familiar ou escolar e depois, através de alterações, pode chegar a converter-se num comportamento anti-social

 

 

 

Os psicopatas costumavam maltratar animais na sua infância e juventude. Esta é uma afirmação do FBI norte-americano depois de ter realizado um estudo baseado em entrevistas a homicidas e psicopatas. Decapitar gatos e esquilos ou disparar contra cães são algumas das crueldades que estes jovens cometeram.

Não estará mais do que explicado o que vemos nesta imagem tenebrosa?

 

 

http://www.elespectador.com/noticias/soyperiodista/articulo-420533-criminologia-y-el-maltrato-animal

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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