Segunda-feira, 14 de Maio de 2018

DE PEQUENINO SE COMEÇA A SER CRUEL…

 

Criança aprende a “arte” da crueldade, sob os olhares de alienados…

Em Portugal existem antros, a que chamam “escolas” de toureio, onde crianças, a partir dos três anos de idade, aprendem a ser tauricidas, cruéis, sádicas...

Nesta imagem, uma criança humana atormenta uma criança não-humana, num acto que implica crueldade.

Quanto a esta violência o que faz a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Portugal?

Nada. Absolutamente nada, apesar de todas as denúncias.

Eu lamento e revolto-me, porque TODAS as crianças têm direito a uma infância saudável, e a estas nem sequer lhes dão infância, e muito menos saudável.

A CPCJ mostra-se incompetente naquilo que faz, logo, inútil. E, nós, portugueses, a pagar-lhes os salários!

 

TOUREIO CRIANÇAS.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/CrueltyFreeWorld/photos/a.792248167529224.1073741828.368534609900584/1721606114593420/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:06

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Domingo, 25 de Março de 2018

MAIS UMA VERGONHA PARA PORTUGAL…

 

A tantas misérias morais, culturais, políticas e sociais que envergonham Portugal aos olhos do mundo, soma-se mais esta:

 

PILOTO.png

 

Portugal é um país que bate o recorde de casos insólitos, únicos, ou quase, no mundo.

 

Este episódio do co-piloto embriagado, não será único no mundo, e propriamente culpa do governo português, mas é, com toda a certeza, fruto de uma política que não incentiva ao brio profissional, vindo o pior exemplo dos palácios de São Bento  e de Belém.   

 

Eis alguns casos insólitos, de que estou a lembrar-me, neste momento (mas há mais):

 

1 – Nos incêndios do Verão passado, morreram para cima de uma centena de seres humanos (fora os milhares de seres não-humanos), algo que não acontece em parte nenhuma do mundo, atacada por incêndios, como os da Califórnia ou os da Austrália, por exemplo. Ardem casas e bens, e obviamente os animais, donos florestas, mas não morrem pessoas.

 

2 – Rouba-se armas do paiol do Exército Português, bem nas barbas dos militares, sem que ninguém se dê conta…

 

3 – Tem-se uma CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) que, em vez de proteger o Superior Interesse das Crianças, as atira para instituições e adopções, algumas delas ilegais, retirando-as das Mães, simplesmente por motivos de pobreza, enquanto que outras crianças, são atiradas para escolas de toureio, e ninguém as protege dos progenitores, nem da crueldade a que são submetidas, nesses antros de formação de algozes de seres vivos sencientes.

 

4 – Adopta-se ilegalmente, a grafia de uma ex-colónia, em detrimento da grafia portuguesa, e com isto engana-se as crianças, que vão para as escolas aprender a ler e a escrever, formam-se os semianalfabetos do futuro e destruindo-se o maior símbolo identitário de Portugal – a Língua Portuguesa.

 

Isto só num país a fingir que é país, com um regime político autocrata, em que o povo paga os salários dos governantes para que os governantes sirvam o povo, e os governantes servem apenas os lobbies que bem entendem, e pisam na vontade do povo.

 

Como me envergonho de disto tudo!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

EM PORTUGAL HÁ DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS QUE CORREM AS CRIANÇAS NAS MÃOS DOS PROGENITORES

 

Tuoireirinho.jpg

 

 

A propósito de um texto que publiquei, e que pode ser recordado aqui

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-696884

no qual Hélder Milheiro, que preside à federação portuguesa de tauromaquia, diz que numa escola de toureio «o que se aprende é a coreografia (afinal sempre há uma coreografia para as bailarinas de collants cor-de-rosa). Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor», Carlos Borges, um jurista meu amigo, referiu o seguinte:

 

«Acho muita graça dizerem que pedem o "visto prévio" da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) para as criancinhas actuarem em tais pseudo-espectáculos... Pois então das duas, uma: ou a CPCJ é duplamente motivo de censura (porque dá assentimento a práticas que, no mínimo, fariam qualquer pai ou mãe ficar sem os seus filhos, por exposição gratuita ao risco de vida, o que nos termos do Código Penal é crime; e porque perde o seus preciosíssimos tempo e recursos a avaliar práticas que logo deveriam ser comunicadas ao MP e Tribunais - isto se estivéssemos num País decente...), ou o dito cujo inventou semelhante desculpa para camuflar um comportamento mais que condenável!...

 

Em todo o caso, descartada a estupidez dos intervenientes, impunha-se um esclarecimento público da respectiva Comissão sobre o assunto...».

 

Devo referir que várias vezes denunciei à CPCJ casos flagrantes de violação dos direitos das crianças, no que diz respeito à exposição de crianças de tenra idade a estas práticas violentas e cruéis, e numa dessas vezes até fui parar a tribunal, como arguida num processo.

 

Os outros é que levam as crianças para as arenas e ensinam-lhes a “arte suprema” de torturar bezerrinhos, e eu, que denuncio tal crime, é que sou levada a tribunal.

 

Isto só acontece num país que ainda brinca à justiçazinha.

 

A análise que este meu amigo jurista fez está correctíssima. Na verdade, e uma vergonha que a CPCJ dê (como dá) pareceres favoráveis a este crime de exposição de crianças em espectáculos violentos, como são as touradas, permitindo que menores assistam à tortura de touros, ainda que ao colo das progenitoras, que se fossem MÃES não as levariam para um tal lugar; e também dão permissão para que aprendam a torturar bezerros, pois se não permitissem as escolas estariam encerradas. E não estão.

 

A CPCJ terá dois pesos e duas medidas? aliás como quase todas as "autoridades" portuguesas?

 

É que em Portugal todas as crianças são iguais, mas umas são mais iguais do que outras, e os filhos dos aficionados de selvajaria tauromáquica estão fora dessa "igualdade". É como os Touros e os Cavalos, que nas leis portuguesas não são considerados animais, por isso, podem ser torturados barbaramente até à morte.

 

E as crianças, filhas dos aficionados, também não são consideradas crianças, em Portugal. Se fossem seriam protegidas.

 

Sabemos que a ONU alertou Portugal para os riscos das escolas de toureio para crianças, e considerou que as crianças em touradas são «uma das piores formas de trabalho infantil», e o Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas, com vista à eventual proibição da participação de crianças em touradas, até já recomendou a Portugal que «adoptasse as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores». E, entre outras observações, acrescentou: «O Comité, insta também o Estado Português para que adopte medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças».

 

Mas tudo isto deveria ser tão-só recomendado pelo bom senso, pela racionalidade e pela sensibilidade (se os houvesse) dos progenitores, em primeiro lugar, e dos políticos e dos organismos que têm a seu cargo a função de defender as crianças dos predadores (incluindo dos próprios progenitores), em segundo lugar.

 

Mas neste mundinho da crueldade e violência tauromáquicas quem manda é o um rei chamado Vil Metal, ao qual todos prestam muiiiita vassalagem.

 

No portal da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, podemos ler o seguinte:

 

Conceito de criança

 

O artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos da Criança define criança como todo o ser humano até à idade de 18 anos, salvo se atingir a maioridade mais cedo, de acordo com a legislação de cada país.

 

Esta noção coincide com a lei portuguesa, já que considera ser menor quem não tiver completado 18 anos de idade (artigo 122.º do Código Civil).

 

Ao atingir a maioridade o jovem adquire plena capacidade de exercício de direitos e fica habilitado a reger a sua vida e a dispor dos seus bens (artigo 130.º do Código Civil).

 

Depois temos o Conceito de Risco/Perigo

 

Entre outros (que para aqui não interessam) estão:

 

- Sofrer maus tratos físicos ou psíquicos;

 

- Ser obrigada a actividades ou trabalhos excessivos /inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;

 

- Estar sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhe oponham de modo adequado a remover essa situação.

 

Isto é o que se lê nesse portal, mas não é o que se pratica, pois os filhos dos aficionados até aos 18 anos, são obrigados a frequentar escolas de toureio, e a aprender a “arte” de torturar bezerros, e são também obrigados a ir às arenas, assistir à tortura.

 

Dizem os adultos: «A nós, não nos fez mal nenhum

 

Mal sabem eles que esse mal é a insensibilidade com que hoje assistem à tortura de um animal, e a aplaudem com muiiiiito prazer. Numa palavra: esse mal chama-se SADISMO, que faz parte de uma psicopatologia grave, e ataca desde o analfabeto, até aos mais letrados professores catedráticos, presidentes, ministros, juízes, doutores, deputados, etc…

 

Sabemos que em Portugal existem doze escolas de toureio  subsidiadas com dinheiros públicos,  onde crianças, dos 3 aos 18 anos recebem aulas teóricas e práticas com gado vivo, pondo em risco a sua integridade física e mental, e, deste modo, aprendem a tourear, ou seja, a torturar bezerros, nalguns casos também a matar touros, e como em Portugal não é permitido matar touros, excepto nas primitivas localidades de Barrancos (legalmente) e de Monsaraz (ilegalmente), as crianças portuguesas vão matá-los para Espanha, e há quem diga que em PRIVADO, em Portugal, também se mata muitos touros, para divertir os sádicos.

 

Concluindo:

 

A ONU (que bem poderia recomendar a abolição desta prática selvática, porque também perturba mentalmente os adultos que a praticam, aplaudem e apoiam) recomendou que Portugal poupe as crianças desta selvajaria.

 

Porém, em Portugal, os nossos políticos não sabem interpretar as recomendações da ONU, e nem sequer os psicólogos, nem os pedopsiquiatras saem a público para defender estas pobres crianças, destes maus tratos psicológicos e deste abandono às “feras” a que estão votadas.

 

Já vi retirarem crianças a pais com problemas económicos. E em vez de resolverem os problemas económicos dos pais, retiram-lhes as crianças... para mostrarem serviço?  

 

No que respeita à selvajaria tauromáquica, as crianças vivem com progenitores portadores de graves deformações mentais, os quais as obrigam a aprender a crueldade, violando deste modo um dos mais sagrados direitos das crianças: o de viverem uma vida mentalmente e fisicamente saudável.

 

Contudo, estas crianças, “aficionadas à força”, estão abandonadas a um destino cruel, sem que ninguém lhes valha.

 

Por isso aqui deixo um repto público à CPCJ: porquê estas crianças são menos crianças do que todas as outras?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:17

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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

DENÚNCIA À COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS (CPCJ): MUNICÍPIO DE CORUCHE PROMOVE LARGADA DE BEZERRAS PARA CRIANÇAS…

 

… com o nítido objectivo de “fabricar” aficionados de tortura animal, que nem, no futuro, estudos superiores poderão recuperar para a racionalidade…

 

Além de ser uma violência psicológica e uma crueldade para com estas desventuradas bezerrinhas, animais sencientes como os cães e os gatos, é uma violência e uma crueldade também para com as crianças de Coruche, que crescerão mentalmente deformadas.

 

Nenhum país evoluído trata deste modo desnaturado, as suas crianças…

 

Enviado para: cnpcjr@seg-social.pt

 

CORUCHE1.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/municipiocoruche/photos/ms.c.eJxlj8kNwAAIwzaqSLj3X6xSP5XC18IGYMhEBAjG1NaDn8BcCFNJrlqdSuaUVy1aSJlnF33UCupMHdKtZKid1Zvd9HfHKuFXfgHt6EC6.bps.a.10155144120553696.1073742350.403666138695/10155144122623696/?type=3&theater

 

A este propósito sugiro a leitura deste texto muito elucidativo:

Da Violência nas Touradas à Educação Violenta: uma perspectiva psicológica

http://vitorrodriguespsicologo.weebly.com/uploads/3/5/9/1/3591670/touradas-psi.pdf

 

CORUCHE2.jpg

 

CORUCHE3.jpg

 Origem das fotos: Câmara Municipal de Coruche

(como se isto fosse algo muito cultural e educativo para crianças...)

 

https://www.facebook.com/municipiocoruche/photos/ms.c.eJxlj8kNwAAIwzaqSLj3X6xSP5XC18IGYMhEBAjG1NaDn8BcCFNJrlqdSuaUVy1aSJlnF33UCupMHdKtZKid1Zvd9HfHKuFXfgHt6EC6.bps.a.10155144120553696.1073742350.403666138695/10155144121848696/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015

“EL JUANITO” UM FORTE CANDIDATO A ESTROPIADO OU À MORTE PRECOCE

 

João Silva, mais conhecido por “El Juanito”, é um miúdo a quem roubaram a infância. A quem arrancaram a inocência do ser criança.

 Aos quatro anos foi lançado ao mundo da selvajaria tauromáquica e transformado num tauricida, vulgo torturador e matador de touros para diversão, com o aval do governo português e da CPCJ.

 

João Silva ainda é menor de idade.

E só podia ser de Monforte.

 

PDSMOURAO127.JPG

Fonte da imagem

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/02/a-colhida-de-el-juanito-em-mourao.html

Uma colhida sem consequências graves, em Mourão, um destes dias. Já não é a primeira. No ano passado, no dia 30 de Março, “El Juanito” foi colhido na praça de touros de Villanueva del Fresno (Badajoz). Um dia, as coisas poderão correr mal.

E de quem é a culpa?

 

Dos progenitores, que o lançaram  a este mundo de violência e crueldade, aos quatro anos de idade?

 

De uma lei bastarda, que permite esta violência e crueldade?

 

Do governo português, que apoia esta violência e crueldade?

 

Da igreja católica, que abençoa esta violência e crueldade?

 

Da comissão de protecção de crianças e jovens que nada faz para travar esta violência e crueldade contra menores?

 

Segundo foi noticiado, a colhida de "El Juanito" (o ainda menor de idade, dito diestro de Monforte), no acto macabro que, no dia 1 de Fevereiro de 2015, abriu oficialmente a temporada nacional da selvajaria tauromáquica, em Mourão, foram «momentos dramáticos»…

 

Sim… momentos de grande drama que o governo português proporciona, sem o mínimo respeito pela vida humana e não humana, e pelo bem-estar dos seres humanos e não humanos.

 

Se um dia “El Juanito” sai de uma colhida estropiado ou morto, quem aplaudirá?

 

Naturalmente os que promovem estes degradantes “espectáculos” de violência e crueldade que não dignificam o ser humano, nem a cultura de um povo.

 

As vítimas desta falta de humanidade são os touros, em primeiro lugar, pois são barbaramente torturados para entreter pacóvios; depois, as pessoas sensíveis que são vergastadas psicologicamente com esta degradação moral, cultural e social, que lhes esmaga a alma; e por último, os que se lançam (ou, neste caso, são lançados) a uma arena para torturar seres vivos, e de lá saem feridos, estropiados ou mortos.

 

Digam-me: isto será da racionalidade?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:01

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

É PRECISO UM FUTURO PARA AS NOSSAS CRIANÇAS, DOUTOR ARMANDO LEANDRO, PRESIDENTE DA CPCJ (COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS)

 

Faça o favor de olhar, com olhos de ver, para esta imagem.

 

Quantas crianças estão na assistência, ao colo de pais irresponsáveis, e quantas estão na arena vestidinhas à moda dos carrascos?

 

Ou estas crianças vivem à margem da sociedade portuguesa e podem ver os seus direitos a uma infância e a uma educação para a cidadania violados, sem que ninguém se importe?

 

É isto que a CPCJ pretende para o futuro destas e de todas as outras crianças que frequentam os 12 antros de selvajaria tauromáquica, com o aval dessa comissão?

 

428419_10150816688607076_1552051731_n[1] o futuro

 

Tem-se falado ultimamente na “requalificação” da SS (não, não é a Schutzstaffel nazista, mas quase) ou seja, da Segurança Social, e nos possíveis “problemas” que tal irá criar às comissões de protecção de crianças e jovens, espalhadas pelo país, as quais em vez de pugnarem pelo SUPERIOR INTERESSE dessas crianças e jovens, atiram-nos para as arenas, para que aprendam a profissão de carrascos de bovinos.

 

Não foi isso que andaram a discutir recentemente uns deputados aficionados de selvajaria tauromáquica, no parlamento português?

 

E o que fazem essas comissões que agora vêm a público dizer que essa “requalificação” vai colocar em causa o “trabalho” delas?

 

Qual trabalho?

 

O que é que as preocupam?

 

As crianças que ficam sem “apoio”, porque haverá menos gente para as apoiar, ou a diminuição de postos de um trabalho que não se realiza?

 

Como pode o Senhor Doutor Armando Leandro vir a público dizer que está preocupado com a diminuição de meios «mas há um intuito de procurar colmatar esta diferença de meios para garantir às crianças e à família a concretização dos seus direitos».

 

Quais direitos? O direito à prática da violência? Da tortura? Da crueldade contra bovinos bebés, indefesos, inocentes e inofensivos?

 

Como podem dizer que com a “diminuição de meios” as comissões vão funcionar mal, se nem com meios elas funcionam bem?

 

MOITA.jpg

 A propósito desta imagem vejamos o que se diz no Farpas:

«Muito entusiasmo e muitos rasgos de afición e querer, no passado domingo, na praça "Daniel do Nascimento", num festejo de entrada gratuita em que se exibiram os jovens alunos da Escola de Toureio da Moita na comemoração do 2º aniversário do seu renascimento.

Uma das mais antigas e mais produtivas do país - de onde nasceram três matadores de toiros, Luis "Procuna", Nuno "Velásquez" (entretanto passou a bandarilheiro) e Sérgio "Parrita" -, a Escola da Moita foi iniciada pelo Maestro Armando Soares, prosseguiu com Vitor Mendes e renasceu há dois anos tendo como professores o matador "Procuna" e o bandarilheiro Júlio André.

 

Ouvi falar na “dificuldade” da Comissão da Moita, aquela vila portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, onde a prática da selvajaria tauromáquica está implantada como uma doença de pele, e onde muitas crianças frequentam o antro de toureio a que chamam “escola”.

 

E a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Moita já alguma vez se debruçou sobre a existência deste antro onde se ensina a prática da violência a crianças e jovens? Ou a CPCJ da Moita confunde o ensino da violência com o ensino da Matemática ou da Língua Portuguesa?

 

Doutor Armando Leandro, ensinar a violência às crianças não constituirá uma forma de maus-tratos psicológicos e por vezes físicos (quando eles se magoam) e uma forma de negligência grave por parte dos progenitores que enviam os filhos para estes antros, para que aprendam a ser MATADORES de bovinos, por diversão?

 

Isto é coisa que se faça às crianças?

 

Não só o abuso sexual, ou atirar os filhos para água a ferver, queimá-los com pontas de cigarros, bater-lhes até ficarem estropiados ou mortos, constitui crime.

 

Os maus-tratos psicológicos, como é o caso de privar as crianças de uma infância saudável, para as atirar para a violência, também é crime. Ou não será?

 

Ou as famílias aficionadas gozam de alguma protecção especial nas leis portuguesas, para que não sejam penalizadas por este tipo de maus-tratos que impõem aos filhos?

 

Saberá a CPCJ o mal que esta negligência poderá causar ao desenvolvimento mental destas crianças e jovens, um desenvolvimento que se quer saudável, como é do direito delas?

 

E depois ainda há este absurdo, digno de um país quinto-mundista:

 

Dívidas do Estado fecham escola de música do Minho a partir de segunda-feira

 

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4373733

 

Academia de Música de Almada suspende aulas devido a dívida do Governo

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=797079&tm=8&layout=123&visual=61

 

Providências cautelares poderão travar fecho de escolas em pelo menos dez municípios

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/providencias-cautelares-poderao-travar-fecho-de-escolas-em-pelo-menos-dez-municipios-1661414?page=-1

 

E poderia colocar aqui muitas mais notícias da política educacional e cultural desastrosa deste governo, mas estas bastam para dizer o que gostaria de ver noticiado.

 

E o que gostaria de ver noticiado, para bem destas desprotegidas crianças do meu País (isto é, das que estão à mercê de progenitores aficionados de selvajaria tauromáquica), e de Portugal e de todos os portugueses lúcidos, era isto:

 

EM NOME DE «UMA DAS MAIS NOBRES E ELEVADAS ARTES DO AGIR HUMANO – A ARTE DA GRANDE POLÍTICA CIVILIZACIONAL, CULTURAL E ÉTICA *» – O GOVERNO PORTUGUÊS MANDA ENCERRAR TODAS AS “ESCOLAS” DE TOUREIO DO PAÍS, BEM COMO DECRETA A ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA

 

Esta seria a grande notícia do avanço civilizacional necessário em Portugal

 

(* A frase entre aspas é de autoria do Filólogo em Humanidades Clássicas, Fernando Paulo Baptista)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:20

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

CRIANÇAS PORTUGUESAS EM RISCO NAS ESCOLAS DE TAUROMAQUIA = ANTROS DE CRUELDADE, VIOLÊNCIA E DESUMANIDADE

 

Qual o papel das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens nesta área? E o dos “pais”? E o do Governo Português?

 

(Foto: DR - http://diariotaurino.blogspot.pt/2011/12/el-juanito-na-escola-de-toureio-de-vila.html

 

Depois de ter frequentado a escola de toureio de Alter do Chão, esta criança, bezerrista, que dá pelo nome de "El Juanito", filho do bandarilheiro Hugo Silva, ingressou na Escola de Toureio José Falcão, em Vila Franca de Xira. Agora, tem como orientador um tal de Vítor Mendes, e dizem que o pequeno Juanito (pois, é pequeno na idade) sonha em tornar-se um torcionário. Isto lá é sonho de criança?

 

***

Em Portugal existem vários organismos que foram criados para supostamente protegerem as crianças e jovens portugueses que estão em risco, por muitos e variados motivos, entre eles quando são obrigados a actividades (…) inadequadas à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento, como é o caso dos que são enviados para escolas tauromáquicas (antros de crueldade, violência e desumanidade) altamente prejudiciais a um desenvolvimento psíquico saudável e de acordo com as normas da ética e dos valores humanos que regem as sociedades contemporâneas.

 

Podemos confirmar no Portal http://www.cnpcjr.pt/left.asp?11

 

O que são as CPCJ?

 

Nos termos do disposto na Lei n.º 147/99, de 1 de Setembro, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) são instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.

 

Pois o que fazem estas comissões em relação às crianças e jovens que estão expostos à violência que eles próprios exercem sobre bezerros e novilhos, nas várias escolas onde se ensina a torturar seres vivos para diversão?

 

Deixo a pergunta para quem tiver uma resposta positiva.

 

Conceito de perigo

 

Segundo podemos ler no referido Portal, considera-se que a criança ou o jovem está em perigo quando, designadamente, se encontra numa das seguintes situações (para o caso só nos interessa o que está sublinhado)

 

1- Está abandonada ou vive entregue a si própria;

 

2- Sofre maus tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais;

 

3- Não recebe os cuidados ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal;

 

4 - É obrigada a actividade ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;

 

5 - Está sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional;

 

6 - Assume comportamentos ou se entrega a actividades ou consumos que afectem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto lhes oponham de modo adequado a remover essa situação.

 

***

Posto isto, devemos acrescentar que os maiores responsáveis depois do Governo Português, o qual permite a existência destes antros de crueldade, de violência e de desumanidade, são os que se dizem “pais”, que deviam zelar por um desenvolvimento saudável dos seus filhos, e atiram-nos sem o mínimo de consciência, para a toca de carrascos, onde aprendem a torturar bovinos bebés (bezerros e novilhos).

 

Por muito menos, já vi  comissões e magistrados a retirarem os filhos aos “pais”.

 

Estas crianças correm riscos tanto ou mais danosos que os maus tratos físicos (exceptuando a pedofilia e abusos sexuais pelos próprios pais, que é dos crimes mais asquerosos que existem, e as penas para tais crimes são tão leves como as penas das aves…) ou uma pobreza que poderá ser minimizada com a ajuda de instituições existentes para esse efeito.

 

Com tantas instituições de caridade que existem por aí, e assistentes sociais em todas as Câmaras Municipais, nenhuma família pobre em Portugal tem necessidade de passar fome. E se passa é porque as instituições não funcionam.

 

Alguma vez estes organismos pretensamente “protectores” de menores de 6 anos até aos18 anos se dignaram a fazer alguma coisa em prol da saúde mental destes negligenciados pelos próprios “pais”, pelas autoridades e pela sociedade?

 

Quando vem um Ministro da Educação dizer que é preciso investir na educação, é a este “tipo de educação” que está a referir-se? Sim, porque para a educação pedagógica, pelo que vemos, não há verbas para nada, mas para as escolas de toureio, os $$$$$$$$ nunca falham. Nem que se deixe famílias a passar fome, com os cortes de salários.

 

Para touradas e afins… o dinheiro nunca falta. Enfim, são opções de alienados…

 

E os “professores” de toureio. Nomeadamente os que leccdionam em escolas públicas? Esses, envergonham os verdadeiros professores que trabalham em prol de uma educação para a cidadania, seguindo a ética e os valores humanos.

 

A dessensibilização sistemática destas crianças e jovens nestes antros de tortura, onde o desrespeito pela vida de seres sencientes é hediondo e transmitido como algo aceitável e não condenável, está a formar uma geração de monstros, igual à que hoje ainda vamos tendo nessas terrinhas taurinas, onde se verifica um atraso civilizacional desmedido.

 

Isto vai contra todas as leis (que existem em Portugal apenas para constar) de protecção de crianças e jovens.

 

Por isso é premente exigir o fim destas escolas tauromáquicas.

 

É urgente proteger as crianças e jovens de hoje.

 

Não podemos deixar que o futuro venha já a cair de podre. 

 

E principalmente é urgente responsabilizar os “pais” destes inocentes, para que não sejam transformados em corpos sem sensibilidade, sem qualquer empatia pelos outros e sem alma.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:57

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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