Domingo, 25 de Abril de 2021

Que “25 de Abril” celebramos hoje: o da ilusão ou o da desconstrução?

 

Passados são já 47 anos, sobre aquela madrugada, na qual, todos os Portugueses pensantes e livres, dotados de Sentido de Cidadania e de Espírito Crítico, depositaram todas as esperanças de ver um Portugal finalmente livre da ignominiosa política despótica que o sufocava.

 

Por tudo o que aqui abordarei, repetindo o que ainda não foi alcançado e o que se destruiu, depois daquele primeiro 25 de Abril, o que teremos para celebrar hoje?

 

Seria da racionalidade que o actual governo, deputados da Nação, presidente da Assembleia da República, presidente da República, autarcas e partidos políticos, fizessem um acto de contrição e pedissem desculpa aos Portugueses, por pouco terem feito pelos ideais de Abril, ainda por cumprir.

 

Portugal é um país em franca decadência moral, social e cultural, e , em quase tudo, está na cauda da Europa, quiçá do Mundo. E disto não nos livra nem o clima, nem as belas paisagens, os monumentos, a gastronomia e a relativa segurança na vida quotidiana. Porque tudo isto é apenas para estrangeiro ver e viver.

 

25 de ABRIL -  Toné.jpg

 

Esta imagem representa a esperança que os jovens, a caminho do Futuro, depositaram na Revolução dos Cravos, sonhando com uma sociedade onde pudessem estudar, tirar um curso, exercer a profissão, na qual tanto investiram, viver e educar os filhos em liberdade…  Quantos deles se arrastam por aí, desempregados, ou com empregos precários?  Quantos deles foram obrigados a emigrar? E não foi para isto que se fez o 25 de Abril.

 

Que 25 de Abril celebramos hoje?

 

Bem, no que me diz respeito, celebro o facto de poder escrever nas linhas, o que até ao dia 25 de Abril de 1974 escrevia nas entrelinhas, através de senhas, para despistar a PIDE. Se bem que, já em “democracia”, no pós-25 de Abril, por ousar dizer verdades inconvenientes, ter sido “importunada” com vários processos judiciais, que acabaram sempre por ser arquivados, porque, obviamente, não era eu a criminosa.

 

Celebro também poder participar em eleições não manipuladas (por enquanto) pelo Poder, para escolher a governação do meu País. Só que foram pouquíssimas as vezes em que os candidatos, que eu tinha como honestos e incorruptíveis, para poderem exercer o Poder, e em quem votei, chegaram ao Poder. Mas não será esta uma particularidade da Democracia?  Não será o Poder o espelho do Povo?

 

Celebro poder viajar para o estrangeiro, sem ter de pedir permissão ao marido.

 

Contudo, NÃO celebro a LIBERDADE de que tanto se fala, quando se fala de Abril, porque LIBERDADE sempre a tive, mesmo com a PIDE a rondar os meus calcanhares; mesmo com a censura a tentar travar-me o PENSAMENTO, porque, para mim, LIBERDADE não é poder fazer ou dizer tudo o que me apetece. Para mim, LIBERDADE é poder PENSAR, ter SENTIDO DE CIDADANIA e ESPÍRITO CRÍTICO, algo que nenhum algoz, por mais autoritário que seja, jamais poderá arrancar de mim, porque, como diz Manuel Freire, na canção que escreveu e compôs, intitulada LIVRE, a qual já cantei com ele (meu primo, em quarta geração), num tempo em que era proibido cantá-la: 



Não há machado que corte
a raiz ao pensamento
(…)
 porque é LIVRE como o vento (…)»

 

E este é o verdadeiro espírito da LIBERDADE, que deveria ser celebrada no 25 de Abril, e não é celebrada, porque o conceito de Liberdade foi amputado, e a tão ansiada DEMOCRACIA PLENA (aquela em que os governantes servem o Povo e o País, e não os lobbies e os seus interesses particulares; aquela em que o Povo é quem mais ordena) está ainda por cumprir,  porque esmagada por governos autoritários, por um Parlamento ao serviço de interesses lobistas, e por presidências da República sem o mínimo sentido de Estado (exceptuando o General Ramalho Eanes).

 

Se o 25 de Abril trouxe à sociedade portuguesa alguns benefícios, os malefícios estão a superar esses benefícios, e Portugal retrocede a olhos vistos nas poucas conquistas que o 25 de Abril lhe trouxe. Em 47 anos desconstruiu-se o País que a Revolução dos Cravos, com boas intenções, tentou construir.

 

Como podemos celebrar Abril, se estamos atolados em corrupção, vigarice, hipocrisia, subserviência, servilismo, ganância, negociatas, enriquecimento ilícito, ignorância optativa, irresponsabilidade, negligência, incompetência, condutas terceiro-mundistas, fraudes, paus-mandados e imposições prepotentes?

 

Portugal serve de motejo a países que, apenas por mero interesse, lhe finge amizade, algo que uma cegueira mental acentuada não permite vislumbrar.

 

Já não somos Portugal. Perdemos a nossa IDENTIDADE e a nossa DIGNIDADE de País livre e independente, ao descartarmos a Língua Portuguesa, substituindo-a por uma mixórdia, cada vez mais bizarra e funesta, que nos envergonha a todos.

 

 Eis o que, passados 47 anos, Portugal continua a ser: 

 

 - Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome, com bairros de lata às portas de Lisboa, e centenas de sem-abrigo, sem esperança alguma.

- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.

- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, e o aumento da Tuberculose (agora disfarçada, pela pandemia, que tomou conta das notícias) diz do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí.

- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.

- Um país com o terceiro pior crescimento económico da Europa.

- Um país que mantém o trabalho precário, e salários miseráveis, enquanto que para a “cultura” da morte (touradas e caça), os subsídios são obesos.

-  Um país com a 3ª maior dívida pública da União Europeia.

- Um país cheio de gritantes desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

- Um país onde ainda há populações que vivem sem água encabada, sem electricidade, sem esgotos, sem telefone.

- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões, que sugam o dinheiro do Povo.

- Um país com um governo que se diz de esquerda a fazer políticas de direita.

- Um país com uma Comunicação Social submissa e servilista.

- Um país onde a Justiça anda de rastos, com processos que demoram tempos infinitos, com o intuito de prescreverem; uma justiça extremamente cara, desigual, lenta, injusta, e, em muitos casos, nomeadamente no que respeita ao MP, anda ao sabor de interesses políticos.

- Um país onde a Constituição da República é violada por quem a deveria defender.

- Um país com uma política e políticos desacreditados.

- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos; um país que os mantêm acorrentados, enjaulados, torturados em público, para gáudio de sádicos e psicopatas.

- Um país com um elevado índice de violência doméstica.

- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.

- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento normal e saudável, o que constitui um crime de lesa-infância. Impunível.

- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho; de secretários; de secretários de secretários; de assessores; de secretários de assessores; de comissões; de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam; de deputados a declararem moradas falsas para receberem subsídios ilícitos; de deputados a declararem habilitações falsas;  e  ex-presidentes da República com gabinetes e mordomias, à excepção do General Ramalho Eanes.

- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, mantendo uma e outra ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.

- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a caírem de podres, e com falta de quase tudo.

- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem; e com tribunais, como o de Monsanto, que parece um galinheiro abandonado.

- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook; e onde droga é traficada, descaradamente.

- Um país cheio de leis e leizinhas inúteis e retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.

- Um país que não promove a Cultura Culta, e apoia a tortura de Touros e Cavalos, a que muitos querem, porque querem, que seja arte e cultura

- Um país que apoia chorudamente a caça, assente em premissas falsas e exterminadoras.

- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais caóticos, desde a implantação da República, onde falta quase tudo, e com a agravante de se estar a enganar as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que não é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância. Impunível.

- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de língua, uma inconcebível mixórdia ortográfica portuguesa, imposta ditatorialmente por políticos pouco ou nada esclarecidos e servilistas, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia. E já sou poucos os que escrevem correctamente a sua Língua Materna.

- Um país onde os governantes não sabem escrever correCtamente, a Língua oficial do País que dizem servir: a Portuguesa. E como referiu Maria Alzira Seixo: «Ao menos, Salazar sabia escrever».

- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas, amigos e amigas, portugueses e portuguesas”, como se esta linguagem, dita inclusiva, viesse resolver as disparidades sociais. Uma desmedida parolice.

- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies (agora suspensas devido à pandemia) e um primeiro-ministro que não tem capacidade para ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.

- Um país, que em 2018/2019 foi marcado por uma constante contestação social, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa, número que continuaria a aumentar em 2020/2021 não fosse a invasão covideira.

- Enfim, um País que perdeu o rumo, e faz de conta que é um país.  

 

Os 47 anos da Revolução dos Cravos não foram ainda suficientes para acabar com todas estas nódoas negras que mancham a  Democracia que deveria ter nascido do 25 de Abril?

 

Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar em mais este 25 de Abril?

 

Como disse Manuel Damas, num texto escrito há dois anos, no Facebook, por esta altura:

 

Não foi para isto que se fez Abril. Falta cumprir Abril, porque falta:

 

- recuperar a Honestidade;

-recuperar a Seriedade;

- recuperar a Dignidade;

- recuperar o Pudor.

- recuperar o Sentido de Estado.

- recuperar o Sentido de Missão no exercício da Política para o Povo e pelo Povo.

 

E acrescento eu:

- Falta também recuperar a vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

***

Uma entrevista ao autor da imagem, que ilustra este texto, a quem faltam apoios para sobreviver da sua ARTE:

 

Entrevista Toné.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:11

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Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

Como os mortos não falam, o assassinato do cidadão ucraniano, Ihor Homeniuk, cai para “ofensa à integridade física, agravada»

 

«O Ministério Público (MP) pediu hoje a condenação dos três inspectores do SEF acusados da morte de um passageiro ucraniano a penas de prisão entre oito e 16 anos pelo crime de ofensas corporais graves, agravada pelo resultado (morte).»

 

Mais uma vergonhosa e grave falha da (in)justiça portuguesa. Mais uma, infelizmente, entre tantas. E isto depois de se ter decidido que os actos de corrupção atribuídos a José Sócrates, não são crimes, e se são crimes, prescreveram.

 

Neste caso, de Ihor, o resultado da autopsia foi desvalorizado: «O médico legista diz que, perante o que observou, "não tem dúvidas" sobre a morte do ucraniano: Ihor morreu por asfixia lenta devido às fracturas e à posição em que estava (de barriga para baixo e algemado com as mãos atrás das costas) durante mais de oito horas. O médico revelou em tribunal que, pela observação do cadáver, sentiu que "algo se passava". De imediato, alertou a Polícia Judiciária. "Não se coadunava com aquilo que era referido, que tinha morrido de causa natural", explicou. Ortopedista admitiu ainda que se Ihor tivesse sido tratado, em relação às fracturas nas costelas, teria sobrevivido.»

 

Ofensa à integridade física e mental estão os tribunais a cometer contra o Povo Português, de um modo completamente IMORAL. É que estas injustiças mexem-nos com o físico e com a mente.

 

E não existe ninguém com suficiente VERGONHA NA CARA para pôr fim a estes descalabros?

 

Que triste País é o País onde não há Justiça, algo próprio de países com regimes ditatoriais.

 

Isabel A. Ferreira

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Ihor Homeniuk

Ler notícia neste link: 

https://sicnoticias.pt/pais/2021-04-12-Morte-de-Ihor-Homeniuk.-Ministerio-Publico-deixa-cair-acusacao-de-homicidio-qualificado-3bbea9e7

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2021

O regresso às trevas

 

TREVAS.jpg

 

Hoje preciso de esquecer o meu cantinho. Sim, sei que ele é muito importante para mim, mas o que no meu País e noutras partes do mundo vem acontecendo obriga-me a deixar o meu pequeno paraíso.

 

Hoje apetece-me voar com as “asas” que tenho o privilégio de possuir, e que me conduzem aonde quer que eu queira ir.

Hoje estarei nos lugares onde ainda se luta por direitos, porque os homens nada aprenderam com as lições da História; estarei com aqueles que ainda precisam de fazer manifestações contra a possibilidade do retorno da “noite de cristal” – uma das grandes vergonhas da Humanidade –  ou para reivindicar direitos que já deveriam, há muito, estar sólidos.

 

Hoje abominarei aqueles cuja existência é um insulto à harmonia cósmica e à vivência dos seres pacíficos.

 

Hoje, nenhum de nós, que nos dizemos humanos, pode ficar indiferente à xenofobia e racismo que pelo mundo grassa; ao reacender de fogueiras nazistas; às atrocidades cometidas nos países onde vigoram ditaduras; à destruição abominável de florestas, de animais, humanos, desumanos e não-humanos, em suma, da Vida; ao racismo ignóbil de gente contra gente; às injustiças que, em nome de uma ignorância disfarçada de poder, são cometidas contra inocentes.

 

Não podemos ignorar os crimes que ficam por punir, apenas porque interesses mais altos se levantam, abrindo caminho à corrupção.

 

A fome grassa em algumas partes do mundo, mas também ainda em Portugal, apenas porque noutros lugares o esbanjamento é criminoso.

 

Hoje, gostaria que este meu grito de revolta contra aqueles que não sabem ser HOMENS, e também contra aqueles outros que não sabem distinguir o trigo do joio humano, fosse ouvido até nas profundezas dos infernos, para que os demónios soubessem que, à face deste nosso Planeta, há, pelo menos, uma voz a dizer NÃO a esta humanidade vazia de sentimentos e valores humanos.

 

Há quem aplauda, quem se curve e faça vénias. Há (por incrível que pareça) quem vote a favor de neonazistas, de xenófobos, de ditadores. Há quem os siga. Há quem dê razão às suas ideias criminosas.

 

Ninguém é superior a ninguém, a não ser, através das suas atitudes humanas.

 

Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão que viveu de 1844 a 1900, e, como todos os homens livres, ele teve a liberdade de pensar e de filosofar, e de expor a sua moral baseada numa cultura da energia vital e na vontade de poder que eleva o homem até à categoria de “super-homem”.

 

Este seu pensamento, porém, serviu de base à doutrina político-social de carácter totalitário e imperialista, baseada na ideia da “raça superior”, por aquele filósofo exposta, e cujos princípios foram adoptados pelo Partido Nacional Socialista, fundado por Hitler (o alucinado), na Alemanha.

 

E nós bem sabemos no que tudo isso deu. Não foi assim há tantos anos, para já se ter esquecido os crimes atrozes cometidos contra a Humanidade, apenas porque um homem sem cérebro assim o quis, e os seus seguidores aplaudiram.

Há gente, contudo, com a memória curta, e visão ainda mais curta, e inteligência muito mais curta ainda, e essa gente nada sabe, de nada se lembra, tão-pouco nada pensa. Por isso aplaude os criminosos; por isso segue os novos hitlers; por isso, tal como autênticos autómatos, tal como meros desenhos animados, essas pessoas bajulam aqueles que não passam, eles próprios, de criaturas inconscientes, dos cancros malignos das sociedades humanas.

 

Todos os dias os vemos na Televisão.

 

Bettrand Russell, um matemático, filósofo e sociólogo britânico, enérgico adversário do uso das armas nucleares, no prefácio do livro «Por que Não Sou Cristão» (tema de uma conferência que ele pronunciou em 1927, em Battersea) tentando explicar a sua hostilidade à ortodoxia religiosa e a sua descrença quanto à existência de Deus, escreveu: «Além do aspecto lógico, há para mim algo mais estranho na escala de valores daqueles que crêem que uma divindade omnipotente, omnisciente e benfazeja, depois de ter preparado o mundo durante milhões de anos, a partir das nebulosas privadas de qualquer vida, se considere completamente recompensada com a aparição final de um Hitler, de um Estaline, e da Bomba H».

 

Creio que Deus não tem nada a ver com as atitudes dos homens. Deus deixou-nos um paraíso, deu inteligência ao homem e brindou-o com o livre-arbítrio, e o que é que os homens fizeram desse paraíso, dessa inteligência, desse livre-arbítrio?

 

Cada vez mais me convenço de que o mal da Humanidade está na ignorância, e na estupidez que ela gera; está na falta de sensibilidade, na falta de bom senso, na falta de cultura, dos indivíduos que ocupam cargos de responsabilidade, tendo de dirigir o destino de tantos outros homens, a maioria deles mergulhada também numa involuntária ignorância, uns, e numa ignorância optativa, outros.  

 

Hoje precisei de esquecer este meu cantinho, porque a minha revolta contra as barbaridades que andam a acontecer no meu País e no mundo, na época em que vivemos, é enorme.

 

Os novos hitlers andam por aí e são aplaudidos, são acolhidos como heróis, são reverenciados.

 

Como posso ficar indiferente a uma humanidade que está a regressar às trevas, em pleno século XXI d. C., quando tudo indicava que todos os homens (e não só alguns) poderiam ser, de facto, seres superiores, em relação a um verme, que nada mais pode fazer do que rastejar, e sendo verme, o que faz, faz muito bem…

 

Hoje, a minha desilusão é imensa!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:27

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

ESTA CAMPANHA ELEITORAL, A MAIS POBREZINHA DE SEMPRE, ESTÁ EM VIAS DE FAZER COM QUE A ABSTENÇÃO GANHE AS ELEIÇÕES EUROPEIAS

 

Apenas através do voto podemos mudar o rumo da Europa.

A abstenção, votos brancos e votos nulos dão razão a quem não a tem.

Por isso VOTEM! Não deixem na mão dos outros o que querem para o vosso futuro.

Mas votem com consciência, penalizando os que nada têm feito pela Europa e muito menos por Portugal.

 

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Apenas quem anda desatento, ou virado para o seu próprio umbigo, ou a assobiar para o lado, ou protegido por uma redoma de vidros esfumados, ou é narcisista nato, ou cego mental, não vê, ou não quer saber do que se passa ao seu redor, a não ser que diga respeito ao futebol, claro.

 

Portugal está confinado a três lados.

 

De um lado estão uma enfiada de corruptos de colarinho branco, que pululam por aí como parasitas, subservientes, ocupando os mais altos cargos administrativos estatais ou a eles ligados, e na governação central e autárquica; ladrões e vigaristas e doutores e engenheiros que compram diplomas; testas de ferro a fingir que são deputados da Nação; os lobistas, os mascarados, os ignorantes optativos portadores do vírus da estupidez, que andam por aí, quais bobos alegres, a tentar enganar um povo desprovido de juízo crítico, que aceita tudo o que lhe impingem, com a ingenuidade dos recém-nascidos.

 

Ao meio está a massa amorfa, de um povo semianalfabeto, a arrastar-se por lugarejos, onde a civilização ainda não chegou, vivendo agarrado a “tradições” medievalescas, profundamente primitivas, situação que o Estado mantém protegida, porque um povo amorfo, amansado, ignorante não levanta ondas, sendo mais fácil de manipular.

 

Do outro lado estão aqueles que vão dando luta ao Poder, que são a pedras nos sapatos dos poderosos, que, no entanto, estão-se nas tintas para o juízo crítico que deles fazem. De tal modo estão agarrados ao “poder” e às vantagens e proveitos que daí retiram que viram as costas à honra, à dignidade, à honestidade, ao bom nome, à vergonha que deviam ter na cara, tudo o que eleva a espécie Homo, à categoria de Sapiens, e deixam-se arrastar pelo chão, reduzindo-se à expressão mais baixa da condição humana.

 

Entre todos estes mortos-vivos e feridos pela ignorância optativa, existe um Portugal para inglês ver: o Portugal da gastronomia gourmet, muito na moda, e da outra, farta e de engorda; das paisagens vinhateiras, das praias algarvias, do turismo de luxo, enfim, nada contra tudo isto, se tudo isto não fosse apenas para inglês ver.

 

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas com uma alma que já foi grande e agora está a definhar, porque o que é estrangeiro é que é moderno, ainda que seja um lixo. E essa alma grande só não se mantém porque os políticos (salvo raríssimas excepções) praticam políticas baixas, rastejam ao menor aceno que venha de fora.

 

E andamos nós aqui a gastar a nossa Língua Portuguesa, na sua versão indo-europeia, dirigindo mensagens a blocos de cimento armado, onde não entra nem um fio de teia de aranha, quando mais ideias para fazer avançar Portugal!


O que se passa em Portugal, no que respeita à política, não se derruba com palavras, mas com atitudes, e com a arma do voto. O pior, é que Portugal é um país pequeno, mas cheio de cobardes e não-pensantes e alienados.

 

Governa-se o país como se os Portugueses fossem umas marionetas, pior do que isso, umas marionetas muito estúpidas.

 

António Costa diz que o país está melhor. O País não está melhor. O país engordou e a gordura não é saudável.

 

Roubo das armas em Tancos, incêndios com muitas mortes, pedreira de Borba, corrupção ao mais alto nível em quase todos os organismos públicos, a Língua feita em farrapos, o ensino de rastos, a roubalheira na banca, que querem mais para avaliar a governação?

 

A morte de mães e filhos no parto aumentou, a mortalidade infantil também aumentou em Portugal é isto é um indicador de um subdesenvolvimento ainda a latejar em Portugal.

 

A violência doméstica tem merecido penas de passarinho. A Convenção de Istambul falha estrondosamente.


Tudo isto e muito mais.

 

Andam por aí a vender Portugal aos turistas como um paraíso, mas peçam-lhes que espreitem debaixo dos tapetes…

 

Eu vou votar. Votarei no partido que tem visão de futuro, não serve lobbies, não está agarrado ao passado, nem anda no mundo só por ver andar os outros.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Terça-feira, 12 de Setembro de 2017

VENCEREMOS!

 

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 É deste modo, livres e em harmonia, que os Touros e Cavalos devem viver. Não nasceram para servir predadores com forma humana e de baixos instintos.

 

Sei que o meu País atravessa um momento onde o caos se instalou, a todos os níveis.

 

Sei que no meu país, existe uma descomunal miséria moral, cultural, social e educacional, avalizada pelos governantes.

 

Sei que a corrupção e o desgoverno imperam ao mais alto nível.

 

Sei que somos roubados descaradamente.

 

Sei que somos vilipendiados nos nossos mais básicos direitos.

 

Sei que os “políticos” são cegos e surdos aos apelos racionais do povo que os elegeu.

 

Sei que entre o povo que se faz de vítima, estão os principais cúmplices e culpados da situação caótica que o nosso País vive.

 

Sei que aos governantes não interessa um povo que pensa, por isso promove a incultura.

 

Sei que o nosso País precisa de uma Revolução a sério, que derrube os corruptos e os vendilhões da Pátria.

 

Sei que uma minoria inculta e abroeirada manipula descaradamente os partidos políticos de maioria que, despudoradamente, se deixam manipular.

 

Sei que essa maioria parlamentar não merece consideração, porque não se dá ao respeito.

 

Sei que a política praticada em Portugal, desde Lisboa aos municípios (com raríssimas excepções) é suja, é podre, é obsoleta, é madrasta, é obscura.

 

Sei que da política e dos políticos fiquei farta, fartíssima, depois de tantos anos a lidar com eles, e conhecer-lhes todas as manhas e artimanhas.

 

Por isso, um dia decidi emprestar a minha voz aos que não têm voz, e entrei numa “guerra” de muitas batalhas, e nela, desde então, continuo firmemente de pé, com as palavras em riste (a minha arma) apontadas para os inimigos dos que decidi defender, apesar de todas as ameaças, apesar das agressões verbais, apesar das dificuldades, apesar dos obstáculos. Isto é como caminhar num mar de estrume.

 

Sei que a selvajaria tauromáquica está pendurada por um fio no meio de um abismo.

 

Está acabada. Ultrapassada. A cair de podre. De velha. Desadequada aos tempos modernos.

 

Mas falta enterrá-la debaixo de uma lei oficial.

 

E para tal, os Touros e os Cavalos precisam de todas as vozes.

 

Não haverá muito mais para dizer.

 

Mas há algo que ainda é necessário fazer: derrubar as mentes velhas, encerrar as escolas de toureio, desmoralizar os aficionados, marginalizar os sádicos, boicotar os seus apoiantes, desfazer o nó entre os governantes e os tauricidas, destruir os falaciosos mitos tauromáquicos, enfim, fechar o cerco a esta minoria sanguinária que anda por aí, em bicos de pés, a tentar segurar um cadáver putrefacto.

 

É preciso um pouco mais de empenho.

 

Travamos a batalha final.

 

É urgente que todas as vozes abolicionistas se ergam para esmagar os últimos “olés” sussurrados, já sem força, que ainda se ouvem por aí…

 

VENCEREMOS! VENCEREMOS! VENCEREMOS!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:27

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

A PROPÓSITO DOS PORCOS QUE TRIUNFARAM PELA PENA DE UM “JORNALISTA”

 

(Aproveito para recomendar a leitura deste livro na Língua Portuguesa original, ou na Língua Inglesa de origem)

 

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O que mudou desde 1945? O nosso idealismo não estará, nos dias que correm, a ser traído pelo poder, pela corrupção e pelas mentiras que os políticos pretendem impingir-nos?

 

António, deixou um comentário ao post OS PORCOS SÃO MUITO MAIS DIGNOS… DO QUE ALGUNS “JORNALISTAS”… às 02:11, 2015-10-14.

 

Comentário:

É óbvio que o programa eleitoral do PAN é um total disparate, porque enquanto elenca um conjunto de valores éticos que visam a protecçao dos animais e do ecossistema, não passa dum conjunto de medidas completamente descabidas sem exequibilidade nenhuma. As propostas do PAN para a política social são uma coisa de fugir - não fazem o menor sentido nenhum. O plano de economia e finanças do PAN é de doidos e impossível de implementar. De resto, a única coisa que sobra são as medidas sem sentido e sem utilidade tipo incluir os animais no agregado familiar, e coisas do género. É um partido cheio de medidas e alternativas sobre como tratar os animais, e como proteger a natureza, mas no que toca a governar um país, não fazem a menor ideia do que estão a fazer. Percebe-se o artigo jornalístico.

 

***

(Antes de responder a este comentário devo lembrar que sou militantemente apartidária, mas não apolítica).

 

***

António, é óbvio que o programa eleitoral do PAN, um programa projectado para o futuro, não é entendível por mentalidades estagnadas.

 

É óbvio que o PAN sabe, tal como Mahtama Gandhi sabia e dizia, que a nobreza de um povo, a grandeza de uma nação e o seu progresso moral, o grau de civilização de uma determinada sociedade podem ser avaliados pela forma como são tratados os seus membros mais vulneráveis, crianças, deficientes, velhos, pobres e naturalmente os animais não-humanos, que fazem parte integrante de uma sociedade constituída pelos Reinos Animal, Vegetal e Mineral.

 

Não é verdade?

 

Pois os governantes portugueses que até agora se sentaram nas bancadas do poder não fizeram nada, absolutamente nada, pelas crianças, pelos deficientes, pelos velhos, pelos pobres e pelos animais não-humanos, até porque as crianças, os deficientes, a maioria dos velhos e pobres e os animais não humanos NÃO VOTAM. Então para quê perder tempo com eles?

 

Não é o que pensam os políticos vulgares?

 

O plano de economia e finanças do PAN não é de doidos nem difícil de implementar, António.

 

Simplesmente é impossível os doidos implementá-lo, por uma razão absolutamente óbvia: incompetência.

 

Só um indivíduo desprovido de sensibilidade e bom senso dirá que o PAN tem medidas sem sentido e sem utilidade «tipo incluir os animais no agregado familiar, e coisas do género»…

 

Pois fique sabendo, António, que em Portugal, para as mentalidadezinhas mesquinhas, estas medidas podem parecer sem sentido, mas nos países evoluídos e civilizados elas já estão implementadas.

 

Dizer que o PAN é um partido cheio de medidas e alternativas sobre como tratar os animais, e como proteger a natureza, mas no que toca a governar um país, não fazem a menor ideia do que estão a fazer, é não saber absolutamente nada da política vigente e dos políticos fixados no poder com supercola.

 

Pois diga-me lá, António, no que toca a governar o país, o que é que os governantes, que até agora governaram, fizeram pelas camadas mais frágeis da sociedade portuguesa? O que é que eles têm feito para proteger a sua fauna humana e não-humana, a sua flora, o seu meio ambiente, as suas florestas, os seus rios? Ou será que isto não tem a menor importância para o País?

 

O António acha que o PAN deveria ter políticas de como encher os bolsos à custa dos impostos dos Portugueses? De como esbanjar dinheiros públicos em coisas absolutamente inúteis, insignificantes e indignas do ser humano?

 

É isso que pretende do PAN?

 

Não, não se percebe o artigo “jornalístico” que deu origem a este comentário.

 

Primeiro porque o artigo não é “jornalístico”. Se fosse jornalístico deveria obedecer à Ética Jornalística, e não obedece.

 

Segundo, porque criticar, apenas por criticar uma filosofia, um modo de estar no mundo global, com olhos postos no futuro, e que as mentezinhas estagnadinhas não compreendem, é altamente pernicioso, contraproducente e não dignifica o jornalismo de opinião.

 

Quem pretende ousar o jornalismo de opinião (e não foi o caso) deve, no mínimo, ter algum conhecimento sobre a matéria que vai opinar, de outro modo corre o risco de fazer triunfar os porcos errados.

 

E atenção! Ao contrário do que os mais “distraídos” acham, os Porcos, são animais bastante inteligentes, por isso, merecem toda a minha consideração e respeito, ao contrário de muitos indivíduos, que andam por aí a armar-se em chico-espertos.

 

144 PORCOS.jpg

 

Ler artigo completo neste link:

https://vista-se.com.br/porcos-os-animais-domesticados-mais-inteligentes-do-mundo/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014

PORTUGAL (TAL COMO O PERDIGÃO DE LUÍS DE CAMÕES) PERDEU A PENA, E NÃO HÁ MAL QUE LHE NÃO VENHA…

 

Nestas últimas semanas, Portugal tem andado na boca do mundo pelos piores motivos: corrupção (activa e passiva), branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal ao mais alto nível.

 

E existe ainda algo que envergonha Portugal e que está envolto num profundo silêncio (e nós gostaríamos de saber porquê), um silêncio que faz parte de uma culpa, talvez, ou de uma desvergonha, mas é algo que existe e é grave, é imoral, é inconstitucional e deve ser também denunciado, e investigado e punido: as ilegalidades cometidas em nome do governo português, no que respeita às actividades tauromáquicas, cujo lobby domina a Assembleia da República Portuguesa.

 

images[1].jpg

 

Não, não digam: lá vem esta com a tauromaquia… Lá vem esta misturar alhos com bugalhos…

 

Não, não misturo alhos com bugalhos. Faz tudo parte da mesma "panelinha".

 

Apenas, nestes últimos anos, tenho aprofundado esta questão, e mergulhado a fundo nos labirintos desta “pornografia” que enxovalha Portugal, e existem dados que nos levam a uma e à mesma coisa: corrupção (activa e passiva) neste mundinho pobre e podre que utiliza dinheiros públicos, para que duas dezenas de famílias portuguesas incultas possam usufruir de privilégios que a Cultura Culta não usufrui. E isto é demasiado grave para um país que se quer civilizado.

 

Porquê proteger a tortura, a violência, a crueldade e a violação dos direitos das crianças que frequentam antros para aprenderem a matar por matar, num País cujos políticos se afundam na arte das artimanhas, ainda que alguns, passivamente?

 

Senhoras e senhores que têm na mão o leme dos Poderes Político, Judicial e Policial: chegou o momento de fazer uma profunda reflexão sobre o que está a passar-se no nosso País, aproveitando esta que foi a maior devastação na credibilidade que nos devia merecer os que ocupam cargos públicos e recebem salários oriundos dos impostos que pagamos para servir Portugal e os Portugueses, e o que fazem? Servem-se ou permitem que se sirvam tão simplesmente a si próprios.

 

O nosso Primeiro-ministro, Dr. Passos Coelho (PSD), a propósito do “deslize” do nosso ex-primeiro-ministro José Sócrates (PS) (quem diria?) disse algo que tem a sua razão de ser: «Os políticos não são todos iguais».

 

Pois não, os políticos não são todos iguais, Dr. Passos Coelho.

 

Concordo plenamente. Os políticos não são todos iguais.

 

Se não vejamos:

 

Os políticos são incompetentes. Mas uns são mais incompetentes do que outros.

 

Os políticos são oportunistas. Mas uns são mais oportunistas do que outros.

 

Os políticos são corruptos. Mas uns são mais corruptos (activos), do que outros (passivos).

 

Tão incompetentes são os que não sabem o que fazem, como aqueles que até sabem fazer mas não fazem, nem se insurgem contra os que não sabem.

 

Tão oportunistas são os que vão para a política para se governarem, como os que vão para a política com a intenção de governar o País, mas nem governam, nem travam as investidas descaradas dos oportunistas que se governam.

 

Tão corruptos são os que se envolvem nos enredos das trafulhices, dos compadrios, do tráfico de influências, da cedência a lobbies obscuros, para disso tirarem proveitos, como os que, tendo conhecimento dessas traficâncias, se remetem ao silêncio, tornando-se cúmplices dessas iniquidades.

 

Não, os políticos não são todos iguais, mas há uma coisa que os torna iguais: o poder pelo poder. E não a vontade legítima de servir o País.

 

E não interessa se eu sou honesto e o outro é desonesto. Isso é lá com ele.

 

Eu não sou desonesto, logo, não posso ser atingido pela desonestidade do outro.

 

Nada mais falso.

 

E então quando se pertence a um Partido Político, ainda mais falso se torna, porque quem cala consente.

 

Não é admissível que, por exemplo, na Assembleia da República, haja políticos “honestos” que, perante a desonestidade dos outros dentro de um mesmo partido, se calem, e sejam cúmplices dessa desonestidade.

 

Quem é verdadeiramente honesto não compactua com a desonestidade. Nunca. E das duas uma: ou denuncia publicamente essa desonestidade, ou abandona o cargo.

 

Se consente na iniquidade do parceiro político, é seu cúmplice.

 

É assim no âmbito dos crimes de sangue, porque não há-de ser assim no mundo da política?

 

A cumplicidade é uma forma de transgressão.

 

Senhoras e senhores que têm na mão o leme dos Poderes Político, Judicial e Policial, Portugal bateu no fundo. No mais fundo que existe.

Chega!

 

É preciso recuperar a credibilidade das instituições políticas, judiciais e policiais.

 

E o momento é este.

 

Aproveite-se o embalo do triste deslize do Engenheiro José Sócrates, ex-Primeiro-ministro de Portugal, e reponha-se os sonhos que o 25 de Abril fez sonhar os Portugueses e nunca foram cumpridos.

 

Que todos os que tenham de sentar-se no banco dos réus se sentem. E não apenas alguns.

 

Aproveite-se para “limpar” o País da corrupção que o devora e o coloca mal visto no mundo, e já agora acabe-se definitivamente com a legitimidade da tortura, da violência, e da crueldade, que também sujam desmedidamente o nome de Portugal e dos Portugueses.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

ROMPENDO OS DOGMAS DA TAUROMAQUIA

 

O Touro de lide não existe, pois não há tal classificação taxonómica

 

 

QUE TE DIZ ESTA IMAGEM?

 

Por: Derecho Sin Fronteras

 

O Touro, erradamente rotulado como “de lide” não é agressivo, tão-só é obrigado a defender a sua vida.

 

As vítimas das arenas são torturadas e assassinadas contra a sua vontade, uma vez que os seus direitos lhes são negados pelo seu carrasco, que justifica a sua atitude com mentiras, ignorância e discriminação.

 

Já chega de sangue como diversão.

 

Já chega de ignorar os direitos de quem tem uma linguagem e aparência diferentes, e permitir que se mascare a ignorância e a corrupção como cultura.

 

A tauromaquia é um crime organizado e legalizado.  

 

A tauromaquia é uma doença social que deve ser erradicada.

 

JÁ!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=526397057430826&set=a.124239214313281.21612.120433714693831&type=1&theater

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:39

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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

«Qual é a ligação da "prótoiro" com o Tribunal Administrativo de Braga?»

 
 
 
 

Por  Prótouro

 

«Que vivemos num país onde a corrupção é palavra de ordem, ninguém tem dúvidas, que essa corrupção é como a lepra também não.

 

A corrupção está instalada em todo o lado. Tirando raras excepções, Portugal é um país de corruptos que se vendem por meras bagatelas.

 

Por outro lado, a promiscuidade entre a política e a tauromaquia é um facto que ninguém pode negar.

 

Muitos políticos têm ligações quer familiares, quer de amizade com ganadeiros de touros de lide, toureiros, etc. E é à conta dessas ligações, que favorecem a indústria tauromáquica.

 

Sim, porque não tenhamos dúvidas, a tauromaquia subsiste porque está protegida e bem por aqueles que governam este país.

 

E essa protecção tem duas vertentes, a económica, que se traduz em subsídios e a do amiguismo que se traduz em bloquear qualquer projecto-lei que tente acabar com os subsídios e com as touradas.

 

A “prótoiro”, graças ao seu envolvimento nos meandros políticos, conseguiu estabelecer uma teia de amizades que obviamente produz os seus frutos.

 

E os frutos estão à vista de todos.

 

Milhares de portugueses, e com razão, interrogam-se porque é que um tribunal deferiu em dois anos consecutivos providências cautelares interpostas pela “prótoiro” na pessoa de Diogo Monteiro, advogado e cacique da federação, para impor touradas numa cidade que as não quer passando por cima das competências camarárias?

 

E porquê esse tribunal?

 

Que conhecimentos ou amizades tem a “prótoiro” nesse tribunal?

 

Convenhamos que toda esta situação é no mínimo obscura e grita clarificação. Impõe-se, portanto, que o tribunal em questão se explique caso contrário, as especulações continuarão.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

 

Fonte:

http://protouro.wordpress.com/2013/08/22/qual-e-a-ligacao-da-protoiro-com-o-tribunal-administrativo-e-fiscal-de-braga/comment-page-1/#comment-1740

 

***

Especulações ou certeza?

 

Os tribunais, numa Democracia, têm de ser tanto ou mais límpidos do que as águas de uma nascente e, essencialmente imparciais. 

 

E o Povo tem o direito de questioná-los.

 

Afinal, quem paga os salários a esses servidores do Povo? 

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:26

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

«INFELIZMENTE, ESTA É A GRANDE FORÇA QUE AS TOURADAS MANTÊM NO NOSSO PAÍS: A CLASSE POLÍTICA... GENTE QUE NÃO REPRESENTA A POPULAÇÃO PORTUGUESA...»

 

 

 

Ricardo, deixou um comentário ao post CARLOS CÉSAR AFIRMOU QUE AÇORIANO QUE SE PREZE GOSTA DE TOURADA À CORDA???? ISTO SERÁ UMA ANEDOTA DE MAU GOSTO? 

 

«Infelizmente, esta é a grande força que as touradas mantêm no país: a classe política.

 

Volto a afirmar: a meu ver existe uma correlação entre a situação que se vive em Portugal e o facto de o nosso parlamento, juntamente com o resto da corja política, serem maioritariamente aficionados.

 

Para começar, esta gente não representa a população portuguesa. É certo e sabido que a esmagadora maioria dos portugueses abomina a tauromaquia, pelo que é inconcebível que os políticos ignorem a vontade do povo em prol dos seus interesses pessoais.

 

O principal problema de Portugal é, e sempre foi, a corrupção. Haverá actividade mais corrupta e putrefacta que a tauromaquia?

 

Se os nossos políticos não respeitam os animais, que garantias temos nós que eles nos respeitam? É tudo uma questão de precedentes.

 

Nos países nórdicos existe legislação severa no tocante aos maus tratos a animais. Não que seja necessário pois a cultura por defeito desses povos torna-a quase inútil, mas o importante aqui é identificar um princípio muito importante: se os políticos são educados (e não obrigados) a respeitar os animais, então logicamente que também irão respeitar os seus eleitores.

 

Resultado: sociedades justas, que garantem qualidade de vida aos seus cidadãos e para as quais a crise não passa de um ligeiro desconforto.

 

Enquanto o povo português insistir em colocar no poder pessoas sem qualquer conjuntura moral, que é que podem esperar? Quem é que me garante que o Carlos César, que aparentemente retira imenso prazer a ver um touro ser torturado até à morte, não retira semelhante prazer em desviar fundos autárquicos para alguma conta offshore, relegando os açorianos a uma tortura parecida à que presencia tão avidamente nas touradas?»

 

***

 

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DO RICARDO.

 

TEMOS O DEVER DE DESTRUIR ESTA ESCÓRIA QUE AFUNDA O PAÍS NO LIXO DA CORRUPÇÃO E DAS POLÍTICAS MENORES QUE SEGUEM.

ABAIXO ESTA CAMBADA DE GOVERNANTES QUE NÃO REPRESENTAM A POPULAÇÃO PORTUGUESA!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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