A tauromaquia é uma actividade que repugna as pessoas que já evoluíram, que vivem no século XXI d. C., numa Europa constituída por mais ou menos 50 países (dependendo dos critérios geográficos e políticos), onde apenas em três países os governantes continuam a apoiar legalmente esta aberração medieval: Espanha, Portugal e sul de França. Mundialmente, entre 193 países, eram oito países, e hoje são apenas sete (a Colômbia já aboliu esta prática selvática), resta na América Latina a Venezuela, Peru, Equador, México, e na Europa Espanha, sul de França e Portugal
Não é uma vergonha?
É ! obviamente.
O Jornalista Octávio dos Santos, enviou-me um texto que escreveu em 2019, sobre esta matéria, considerando que eu pudesse estar interessada, uma vez que estamos em sintonia na aversão que sentimos em relação a algo tão cruel, como a tortura de Touros.
Obviamente que estou sempre interessada nos textos que pessoas evoluídas escrevem sobre práticas retrógradas apoiadas por governantes retrógrados.
É esse texto que passo a transcrever, na íntegra, agradecendo ao Octávio dos Santos o facto de mo ter enviado.
Isabel A. Ferreira
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Sim, é uma questão de civilização

Por Octávio dos Santos
Graça Fonseca, a actual ministra da Cultura do actual (des)governo de Portugal, poderá ter cometido no final do ano passado, pouco depois de tomar posse, e em menos de um mês, três gaffes de âmbito comunicacional… e cultural. Ou não? Digamos que ela «apostou numa tripla», mas em vez de «um», «xis» e «dois» foi «não», «talvez» e «sim»: não, o Museu de Évora não fica a sul do rio Sado; talvez que seja bom não ler jornais portugueses durante quatro dias – já que vários mais não são do que pasquins propagandísticos e, ainda por cima, cheios de aberrações ortográficas; e, sim, a tauromaquia é uma questão de civilização… ou, mais concreta e correctamente, de falta dela. E ninguém será mais culpado pela manutenção e até agravamento desta peculiar forma de obscurantismo no nosso país do que Jorge Sampaio, que em 2002, enquanto Presidente da República, pugnou publicamente pela «re-legalização», que se concretizou, da variante mais ofensiva, mais degradante, da «festa brava» que é a morte do touro na arena, em Barrancos e não só.
Tema verdadeiramente fracturante no nosso país, a tauromaquia assume especial importância no Ribatejo; e, nesta região, há um concelho em especial que se tem auto-prejudicado por privilegiar reiteradamente essa actividade: o de Vila Franca de Xira. Como que antecipando a controvérsia desencadeada pelas declarações de Graça Fonseca quatro meses depois, em Junho a Turismo de Portugal informou a câmara municipal de que não apoiaria institucionalmente a festa do Colete Encarnado, a mais importante da sede do município, e que se realiza no primeiro fim-de-semana de Julho. Sendo a edilidade vilafranquense presidida, desde 1998, pelo Partido Socialista, primeiro por Maria da Luz Rosinha e depois por Alberto Mesquita, pode-se afirmar que se tratou de uma significativa desfeita, uma sonora desconsideração, mesmo que indirecta, por parte do Largo do Rato a uma das suas mais fiéis «sucursais». A persistente defesa que uma figura tão grada do PS como Manuel Alegre faz da tauromaquia não poderá conter para sempre a inevitável, e desejável, erosão da adesão àquele vergonhoso «espetáculo» - porque nele se espeta efectivamente. Porém, nem a humilhação institucional sofrida às mãos dos seus próprios «camaradas» parece conter a dedicação e o entusiasmo dos aficcionados de Vila Franca de Xira, que querem dar o próximo passo na «consagração» cultural da tourada: criar um museu. Neste momento aquela cidade alberga dois: o (seu) Museu Municipal, com, obviamente, um carácter concelhio; e o Museu do Neo-Realismo, de âmbito nacional (e até internacional), inaugurado na cidade sede do concelho em 2007 depois de alguns anos de indecisão sobre se deveria ficar em Alhandra (onde decorre a acção, inspirada em pessoas e em acontecimentos reais, de «Esteiros» de Soeiro Pereira Gomes), então originando uma polémica em que também se envolveu Eduardo Prado Coelho, que defendeu em 2000, nas páginas do Público, a localização em VFX sem total conhecimento dos factos, tendo eu confrontado-o sobre isso igualmente neste jornal.
Mais do que um Museu da Tauromaquia, justificar-se-ia que Vila Franca de Xira tivesse, se não a sede, pelo menos um pólo ou delegação de um eventual – e também surpreendentemente controverso – Museu das Descobertas. Porquê? Por dois factos principais. Primeiro, foi em Alhandra, isto é, dentro do território que hoje corresponde ao município de Vila Franca de Xira, que nasceu Afonso de Albuquerque… que dá nome, curiosamente, à praça onde se situam os paços do concelho de VFX (na placa respectiva, antiga, ainda está «Affonso»!); em 2015, ano em que se assinalaram os 500 anos da morte do «César do Oriente», realizou-se, por minha iniciativa, um colóquio (na Biblioteca Nacional e no Palácio da Independência, complementado por uma mostra na Torre do Tombo) dedicado ao grande soldado, marinheiro, conquistador, diplomata; convidada desde o início para participar na evocação da efeméride, a Junta de Freguesia de Alhandra, liderada pelo seu presidente, Mário Cantiga, homenageou em 2018 o mais ilustre filho da terra com a inauguração de uma pintura mural perto do Tejo, junto à qual foi colocada uma placa comemorativa cujo texto foi escrito por mim após honroso convite daquela autarquia ribeirinha. Segundo, foi de Vila Franca de Xira que partiu a expedição comandada por Bartolomeu Dias que viria a dobrar o Cabo das Tormentas.
No entanto, não é só nas navegações do passado distante que os habitantes do concelho de Vila Franca de Xira podem encontrar o seu maior motivo de orgulho; nas do passado próximo e do presente, também. Em 2018 assinalaram-se os 100 anos da fundação das Oficinas de Material Aeronáutico em Alverca, «apenas» a mais antiga base aérea portuguesa em funcionamento constante, e uma das mais antigas do Mundo – e que merece(ra)m uma exposição no Núcleo Museológico de Alverca, mais um trabalho de uma equipa liderada pela sua coordenadora, Anabela Ferreira, que vale a pena visitar. Nas OGMA, hoje uma das três maiores empresas do concelho (as outras duas são a Cimpor, em Alhandra, e a Central de Cervejas, em Vialonga), não só se fabrica(ra)m e repara(ra)m aviões: também foi o espaço de descolagem e de aterragem de voos para, e de, outros pontos do Mundo, da América, África, Ásia, vários com carácter pioneiro. E foi também o local inicial do Museu do Ar, cuja sede seria transferida para Sintra porque, da parte da câmara municipal de VFX, desde pelo menos meados da década de 80 – eu estava então no jornal regional Notícias de Alverca, que desenvolveu uma campanha de sensibilização para o problema – foi evidente a negligência da autarquia em encontrar uma solução que permitisse a expansão do museu e a sua (total) permanência em Alverca. Mas, lá está, não era em Vila Franca de Xira propriamente dita e não era sobre touros e toureiros nem sobre Alves Redol, pelo que não era um espaço prioritário.
Este concelho poderia ser um caso de estudo pelas contradições, pelo desperdício de oportunidades, pelas indefinições. Que se notam, curiosamente, também a um nível gráfico: depois de anos em que o símbolo do município foi uma vela, estilização da de um barco antigo recuperado que é utilizado para passeios no Tejo, 2019 viu a aplicação de uma nova «identidade visual» assente no conceito «ligações fortes» e que tem como elemento central a ponte Marechal Carmona, talvez o maior ex-libris do concelho. É verdade que uma (boa) imagem institucional é um instrumento fundamental numa actividade conducente a um maior desenvolvimento assente na atracção de novos moradores, investidores e turistas. Todavia, nenhuns arranjos estéticos serão suficientes para atenuar, e muito menos apagar, o impacto negativo, na percepção pública em geral e na comunicação social em particular, de actos inéticos de tortura de animais para diversão de uma muito pequena minoria.
Público, 2019/2/8
Num país onde cuidar e salvar a vida a um animal ou o próprio IVA do pão é de 23%, o Governo optou por querer baixar o IVA das touradas, como se fosse um bem essencial!

[Este é o símbolo do retrocesso civilizacional de Portugal] ![]()
Ao reduzir o IVA dos espectáculos tauromáquicos, o Governo está a conceder um incentivo à prática da violência e maus-tratos a animais, a conceder mais uma regalia a quem maltrata animais e a criar uma situação de grande injustiça e incoerência em termos de promoção do bem-estar animal, uma vez que, actualmente, a alimentação animal e os serviços médico-veterinários são taxados a 23%.
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Consideramos inaceitável este retrocesso e convidamos-vos a assinar e partilhar a Carta Aberta!
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT123240

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Que retrocesso, Senhor Primeiro-Ministro!
Enquanto nos restantes seis países (a Colômbia já saiu desta cena medieval) as coisas avançam para a abolição da TORTURA DE TOUROS, em Portugal retrocede-se.
E não só se retrocede nesta actividade de trogloditas para trogloditas.
Retrocedeu também na substituição da NOSSA grafia, por uma grafia TRUNCADA!!!!!
Retrocedeu-se no Ensino.
Retrocedeu-se na Saúde.
Etc. ... porque o retrocesso está em muita, muita coisa!!!!!
Tudo isto é uma enoooooorme vergonha!!!!!
Isabel A. Ferreira
TRIUNFO HISTÓRICO
Colômbia elimina a tourada e os touros celebram, e nós também estamos felizes por eles ![]()
“A morte não é mais um espectáculo”.
Obrigado Colômbia!

Fonte:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=122179088798061097&set=a.122095966886061097
A sondagem contou com a participação de 7500 pessoas, 2500 das quais portuguesas. 77% diz-se contra as touradas por ser uma forma de maus-tratos a animais que é financiada com o dinheiro dos impostos.
Texto de
in

A maioria dos portugueses, franceses e espanhóis que participaram num inquérito sobre tauromaquia disse ser contra esta “tradição” que, defendem, é uma forma de maus-tratos financiada com o dinheiro dos impostos.
A sondagem, realizada pela empresa de estudos de mercado Ipsos I&O Public, contou com a participação de 7500 pessoas (2500 em cada país). Portugal, Espanha e França foram escolhidos porque são os únicos países europeus que continuam a permitir touradas, incluindo em festas religiosas.
Feitas as contas, 77% dos participantes declarou ser contra esta prática que inflige dor e sofrimento aos animais; 58% são a favor da proibição e apenas 11% apoiam a tauromaquia, evento que descrevem como “agradável”, lê-se no comunicado enviado ao P3.
O inquérito realizado a pedido da ONG dos Países Baixos CAS International, salienta ainda que apenas uma em cada cinco pessoas consideram que as touradas são uma “tradição valiosa”. No entanto e de uma forma geral, 74% acredita que a União Europeia deveria proteger o bem-estar dos animais, inclusive nas chamadas “tradições culturais”, como é o caso das touradas, em vez de deixar o tema à responsabilidade dos Estados-membros.
Depois dos espectáculos, acrescenta o estudo, os touros morrem de forma “lenta e dolorosa” e a carne destina-se ao consumo humano.
Além do sofrimento animal, grande parte dos participantes do estudo disse ser contra as touradas porque são financiadas com dinheiros nacionais ou europeus resultantes do pagamento de impostos. De acordo com o inquérito, “cerca de 200 milhões de euros por ano” destinam-se, sob a forma de subsídios agrícolas, às touradas.
Maus-tratos preocupam esquerda e direita
Segundo a Ipsos I&O Public, a sondagem inclui eleitores de esquerda, direita e do centro. Os participantes, lê-se no comunicado, foram questionados sobre o partido em que votaram nas últimas eleições de cada país. Os temas sobre os maus-tratos a animais e as responsabilidades da União Europeia em relação ao bem-estar dos mesmos são preocupações transversais aos eleitores de todas as facções políticas.
“De um modo geral, as mulheres foram mais críticas em relação às touradas do que os homens”, acrescentam.
Outra das críticas apontadas à tauromaquia é o facto de os eventos permitirem a entrada de crianças. Para 65% dos inquiridos, os menores de 18 anos deveriam ser proibidos de assistir a touradas por entenderem que se trata de violência.
Sobre isto, o inquérito recorda que, em 2014, o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas pediu aos Estados-membros para recusarem a entrada de menores de 18 anos nas touradas. Portugal foi o único país que aprovou um decreto-lei com a medida, em 2021, durante um Conselho de Ministros do Governo de António Costa, mas que nunca chegou a ser publicado.
A idade mínima para assistir a eventos tauromáquicos passaria de 12 para 16 anos, “contudo, até hoje, esta mudança de classificação etária ainda não foi promulgada”, declarou Rita Silva, Presidente da ANIMAL, membro fundador e coordenador da Rede Internacional Anti-Tauromaquia, citada pelo comunicado.
“Lamentavelmente, continuamos a desrespeitar a recomendação da ONU e a classificação continua a ser de 12 anos”, acrescentou.
No início de Maio, o Ministério da Cultura de Espanha decidiu suspender, pelo menos este ano, o Prémio Nacional de Tauromaquia, mas o objectivo é acabar definitivamente com a distinção. A medida foi anunciada pelo ministro da Cultura do país, Ernest Urtasun, que afirmou antes de assumir o cargo que privilegiaria a protecção e o bem-estar dos animais à tauromaquia.
Segundo o estudo, em Espanha realizam-se 18 mil espectáculos por ano.
Dias depois da suspensão do prémio, escreve o Guardian, a empresa Pages, que gere a praça de touros de Sevilha, ofereceu bilhetes gratuitos a crianças com menos de 8 anos por acreditar ser “a melhor forma de introduzir as touradas aos mais pequenos”.
Em Portugal, 2023 foi o ano com menos touradas de sempre. No total, conforme noticiou o P3, foram realizados 166 eventos tauromáquicos neste ano. Em 2014 foram 221.
Além dos três países europeus do inquérito, México, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela também permitem touradas.
Parabéns Colômbia SEM touradas!
O México também está a caminho de abolir as Touradas!
Portugal marca passo.
Não avança! Não evolui! Não se civiviliza!
Ao menos algures, no Planeta, o HOMEM avança em direcção ao progresso!
Isabel A. Ferreira


As imagens dizem tudo
Crueldade, cobardia, estupidez, violência, aberração, psicopatia, sadismo, tudo isto classifica o que se vê neste vídeo. A tourada é uma actividade sanguinária praticada em várias cidades de qpenas oito países terceiro-mundistas, em que Portugal se inclui.
Centenas de milhares de Touros morrem todos os anos, em Portugal, na Espanha e França (que pertencem à Europa civilizada, não sabemos como…); e na Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e México.
Há quem pretenda que isto seja “arte”, “cultura”, “património cultural imaterial”, «bem de interesse cultural" e se perpetue indefinidamente… Mas quem assim pretende, é portador de uma mente DEFORMADA.
Mas o ano de 2013 é o ano limite…
Vamos ver se entre os governantes dos referidos países tauricidas há Homens Inteiros…
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Arsénio Pires, deixou um comentário ao post A creldade das touradas às 14:42, 2013-01-22.
Comentário:
Imagens da realidade tauricida difíceis de contemplar! Imagens de horror que só mentecaptos, psicopatas e sádicos poderão classificar de "cultura"! Quem pode ficar insensível perante tal atrocidade? Quem poderá contemplar tal VERGONHA HUMANA sem se conter e gritar: - ABAIXO com as touradas! Acabemos com esta "coisa" que rebaixa o Homem ao mais ínfimo grau de todos os seres vivos! Nenhum animal IRRACIONAL é capaz de tal atitude de divertimento com o sofrimento e morte de seres vivos e sensíveis! E o Homem é que é RACIONAL? Onde está a RAZÃO? Estamos no séc. 21 e 2013 é o ano do fim desta VERGONHA MUNDIAL! ABAIXO com as touradas! TAURICIDAS, mudem de rumo e deixem de viver à custa do sangue de seres indefesos!
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É absolutamente inconcebível que tais imagens ainda façam parte da vida dos dias de hoje, Arsénio.
É inacreditável que governantes permitam tal demência nos seus países, com a cumplicidade de uma Igreja Católica que abençoa os tauricidas.
É imoral. É cruel. É violento. É macabro!
Morra atourada!! Morra a psicopatia e sadismo taurinos!
Isabel A. Ferreira
Eis algo que pode fazer sair Portugal do rol dos países terceiro-mundistas. A saber: Portugal, Espanha, França, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador e Costa Rica".
Cristina Rodrigues apresentou, ontem, na Assembleia da República, um projecto de lei, no qual propõe a abolição das touradas e a criação de apoios para reconverter as praças de Touros em espaços culturais, através da aprovação em Orçamento do Estado de uma verba específica para esse efeito.
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Cristina Rodrigues justifica a necessidade de levar adiante este projecto «não só pelo crescente desinteresse da sociedade portuguesa na tourada e, por oposição, a evolução que tem ocorrido relativamente à protecção e bem-estar dos animais e ao crescente reconhecimento dos seus direitos, sendo a tourada um evento que já não deve ter lugar nos dias de hoje».
Cristina Rodrigues considera ainda que é «urgente que Portugal dê mais este passo e deixe de integrar o reduzido grupo de países que ainda admitem esta actividade bárbara, considerando que «a tauromaquia é uma actividade que tem vindo a sofrer um grande declínio, existindo cada vez menos pessoas, em Portugal e no mundo, a concordar com a utilização de animais para fins de entretenimento".
Cristina Rodrigues salienta que a tauromaquia, para além da dor física, provoca no Touro um elevado nível de stress e que, apesar de os animais não morrerem na arena [excepto em Barrancos, legalmente, graças ao ex-presidente Jorge Sampaio, e em Monsaraz, ilegalmente, graças ao fechar-de-olhos das autoridades, que apesar de se dizerem competentes, são de uma incompetência inacreditável!] são abatidos dias depois, se coincidir com um feriado ou fim-de-semana, por os matadouros estarem fechados, ficando os animais a sofrer e as morrer lentamente, uma vez que nas praças não há condições para os abater depois das corridas. Assim é que é.
Cristina Rodrigues refere também que a Lei de Protecção aos Animais «consagra no n.º 1 do artigo 1.º, expressamente, a proibição de todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal».
Acrescente-se que esta Lei não considera ANIMAIS os Touros e os Cavalos envolvidos nas touradas. Se considerasse, não haveria touradas, uma vez que estas são tortura pura para os desventurados Touros e Cavalos.
Cristina Rodrigues considera que a excepção às touradas, prevista nesta lei, só vem confirmar que o legislador estava bem ciente de que se trata de maltratos injustificados, e citando o estatuto jurídico dos animais, salienta que esta legislação "determina expressamente que os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica em virtude da sua natureza".
Cristina Rodrigues dá ainda como exemplo a aprovação, pelo Parlamento Europeu, de uma emenda para que os fundos da Política Agrária Comum não sejam usados para apoiar a reprodução ou a criação de Touros destinados às actividades tauromáquicas, e lembrou igualmente a proposta de José Manuel Fernandes (PSD) e de Gérard Deprez, que pediam que os fundos não fossem usados para financiar as actividades letais da tauromaquia.
Posto isto, esperamos todos que os restantes deputados da Nação, tenham em consideração esta exposição da Deputada não-inscrita, Cristina Rodrigues, e rumem em direcção à EVOLUÇÃO.
Isabel A. Ferreira
Como todos sabemos, a tauromaquia tem os dias contados, não apenas na Península Ibérica, como no mundo, porque não sendo esta coisa nem arte nem cultura, apenas se encaixa numa prática bárbara tortura de seres vivos, que, nos tempos que correm, já não faz mais sentido em parte alguma do mundo civilizado.
Em Portugal, já foram encerrados três antros de tortura: em Viana do Castelo, Póvoa de Varzim e Albufeira.
Em Espanha, Colômbia e México várias localidades declararam-se anti-touradas.
Mas há mais notícias boas.




Sobre esta praça de Touros ler mais aqui:

in:
https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685/3987768987923301/
O que se passou na Colômbia foi um acto verdadeiramente democrático: o Congresso havia já declarado os animais não-humanos como seres sencientes, a esmagadora maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade, logo, não se justificava mantê-la.
Na Colômbia vive-se em Democracia.
Em Portugal, não. Em Portugal a esmagadora maioria do povo português também rechaça esta actividade medievalesca, mas os governantes portugueses não cedem à vontade do povo, logo, o regime vigente em Portugal não é democrático, nem pouco mais ou menos.
Em Portugal, vive-se numa ditadura socialista.

Imagen de ilustración | AFP
A Câmara de Representantes da Colômbia, através da sua conta do Twitter, informou que aprovou, em segundo debate, um projecto de lei que pretende pôr fim às actividades taurinas, no país, por serem consideradas uma tortura para os animais.
Trata-se de um projecto «pelo qual se eliminam as práticas taurinas em Território Nacional e se determinam outras disposições», e que foi aprovado por 70 votos a favor e 18 contra, sendo considerada uma grande satisfação que o Congresso da República tenha se pronunciado positivamente pela eliminação das corridas de Touros, bem como as novilhadas, as lides, as bezerradas e as tentas.
«Todo aquele que cause a morte, dilaceração e tortura aos animais, depois de ter sido o Congresso a declará-los seres sencientes, será incoerente com a realidade» explicou Nicolás Echeverry, um dos defensores do projecto.
Este congressista disse ainda que «uma grande maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade», e acrescentou que é a primeira vez na História da Colômbia que um projecto anti-taurino passa no seu segundo debate em plenário da Câmara.
Por sua vez, o representante e autor do projecto, Óscar de Jesús Hurtado, explicou à RCN Rádio que a norma «visa proibir a prática de actividades de entretenimento e de expressão cultural com animais, porque o clamor do povo pede-lhes para eliminá-las.»
E isto sim, é Democracia.
Brevemente retiraremos, com prazer, a Colômbia da lista dos oito países terceiro-mundistas que ainda mantém esta prática medievalesca como forma de divertimento.
Fonte da notícia:
Uma verdade indesmentível, tanto em Espanha como em Portugal, mas também na França, na Colômbia, México, Peru, Venezuela, Equador e Costa Rica
São oito (entre 193 países) os últimos redutos da estupidez humana.

Fonte: