Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

EM 45 ANOS DESCONSTRUIU-SE O PAÍS QUE O “25 DE ABRIL” TENTOU CONSTRUIR

 

Os governantes pós-25 de Abril mataram a Revolução dos Cravos. Os sucessivos governos, desde então, sufocaram-na com as cordas da corrupção, das vigarices, da roubalheira, do desgoverno, das falsidades, do desleixo, de condutas terceiro-mundistas, de imposições ditatoriais.

E os cravos de Abril murcharam.

Portugal desconstruiu-se e hoje vive num caos, pendurado no abismo, por um fio de teia de aranha. É a chacota do mundo, que lhe finge amizade, por mero interesse, algo que a cegueira mental não permite vislumbrar.

É urgente uma mudança.

É urgente uma nova Revolução, desta vez, a sério. Sem cravos, sem armas, sem ilusões vãs.

É urgente uma Revolução inteligente, que devolva a Portugal a Dignidade e a Identidade perdidas.

Já não somos Portugal.

 

25 de Abril.png

 

Em 25 de Abril de 1947, um grupo de ousados Capitães, que já estão na História como os Capitães de Abril, abriram uma porta para um futuro que se esperava promissor, sem correntes, sem pides, sem o regime opressivo do Estado Novo, sem mentiras, sem qualquer vestígio do passado. Os Capitães de Abril abriram uma porta para as tão ansiadas Democracia e Liberdade.

 

Mas o Poder é uma célula cancerígena corrosiva, que ataca quem ambiciona o Poder apenas pelo Poder. E depressa a ilusão da Democracia e da Liberdade foi abafada pela ganância e pela incompetência dos que iam jurando, por uma honra que neles não habitava, cumprir a missão que lhes era confiada.

 

E Portugal, que se abriu para o futuro, em Abril de 1974, tem vindo a regredir a olhos vistos, e Abril ainda não se cumpriu.

 

O Povo que, por essa altura, estava unido e pensava que jamais seria vencido, foi sub-repticiamente sendo enganado e alienado pelas manobras de diversão que, entretanto, os governantes foram promovendo, com a ajuda de uma comunicação social servilista, até à alienação total.

 

Foi-se desenvolvendo a política do pão e circo, uma política que nasceu no Império Romano, e que consistia no modo como os imperadores romanos lidavam com o Povo, para mantê-lo subjugado à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. A designação panem et circenses, no original em Latim, tem origem na Sátira X de Juvenal, humorista e poeta romano que, no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse pelos assuntos políticos, e só se preocupava com o pão para a boca (hoje, dinheiro no bolso) e com o divertimento.

 

Os tempos são outros, mas a política romana mantém-se, e o Povo só sai às ruas por motivos ligados ao vil metal. Os bolsos mais ou menos cheios e o futebol, as novelas, os reality shows de má catadura, mantêm o Povo amansado, alienado, distante do que é essencial, cego aos jogos políticos que se jogam em São Bento, e nos vão afastando da evolução.

 

E com esta política, acolitada pelo mais poderoso veículo de comunicação social, a televisão, instalou-se de tal modo no País, que o Povo acabou por ser vencido, sem se dar conta, por um Poder fantasiado de uma “democracia”, que esconde uma prepotência pior do que a de Oliveira Salazar, porque esse, ao menos, fazia as coisas às claras, e sabíamos com que contar.

 

Sim, podemos dizer que muitas coisas mudaram, depois de 25 de Abril de 1974.

 

Por exemplo, podemos votar livremente e escolher quem queremos que nos desgoverne.

 

Porém, de que serve o voto livre, se a maioria dos votantes não faz a mínima ideia do que faz, porque não é esclarecida? O padre da freguesia diz na missa: votem naqueles, e eles votam naqueles, sem saberem que aqueles vão para o Governo gerir os interesses dos lobbies e não os interesses do Povo, os interesses do País. Por isso, Portugal é, hoje, o paraíso de povos de várias nacionalidades, que aqui se abancam, podem e mandam e têm mais privilégios do que os Portugueses, e os portuguesinhos aceitam isto passivamente, servilmente, humildemente, parvamente, achando que o que é estrangeiro é que é bom, é que é moderno, é que é bué fixe.

 

Para complicar ainda mais as coisas, o Zé Povinho é adepto dos partidos políticos, como se os partidos políticos fossem o clube de futebol dele, portanto, vota nas cores dos partidos da sua predilecção, ainda que os candidatos possam ser incompetentes, corruptos, mentirosos e vigaristas. Esta parte não interessa ao Povo.

 

E isto não tem nada a ver com Democracia, mas com cegueira mental, ignorância, alienação, seguidismo.

 

As Democracias só funcionam plenamente quando o Povo é maioritariamente esclarecido, informado, instruído, pensante, dotado de espírito crítico. E não estou a referir-me aos canudos, porque os canudos só dão conhecimento específico em determinadas matérias. Um analfabeto pode ser muito mais esclarecido e informado e instruído e pensante e dotado de espírito crítico do que muitos doutores, que por aí andam de gravata ao peito, sendo a gravata a sua única medalha de mérito.

 

Em Democracia, os governantes são meros serviçais do Povo, que lhes paga o salário chorudo que ganham, para (des)governarem o País.

 

Em Democracia, os governantes, sendo nossos serviçais, têm o dever de responder às questões que o Povo lhes coloca, por escrito ou oralmente. Ora acontece que os governantes remetem-se ao silêncio, desprezando os apelos do Povo. Ignorando o Povo. E este desprezo não faz parte da Democracia que, se for verdadeira, o Povo é que é o detentor do Poder.

 

Daí a pergunta: o 25 de Abril entregou-nos uma Democracia a sério?

 

Os cravos de Abril murcharam, e Portugal não avançou para o futuro. Está prisioneiro de políticas retrógradas e de políticos incompetentes, corruptos, vigaristas, sem honra e sem brio, numa vergonhosa subserviência aos estrangeiros.

 

O Portugal hodierno limita-se a Lisboa, Porto, (e vá lá) Coimbra e ao Algarve, onde quem manda são os estrangeiros. O resto é território terceiro-mundista, nomeadamente o interior do País, onde ainda se vive sem água encanada, sem electricidade, onde ainda se passa fome, na maior miséria. Ao abandono total.

 

Eis o que temos para celebrar na passagem dos 45 anos do 25 de Abril (que os servilistas grafam “25 de abril”):

 

- Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome.

- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.

- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, e o aumento da Tuberculose diz do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí.

- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.

- Um país com o terceiro pior crescimento económico da Europa.

-  Um país com a 3ª maior dívida pública da União Europeia.

- Um país cheio de desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões.

- Um país cheio de berardos a jogar ao gato e ao rato com o dinheiro do Povo.

- Um país onde a Justiça ainda é extremamente cara, desigual, lenta e injusta.

- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos.

- Um país com um elevado índice de violência doméstica.

- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.

- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento normal e saudável, o que constitui um crime de lesa-infância.

- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho, de secretários, de secretários de secretários, de assessores, de secretários de assessores, de comissões, de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam.

- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, mantendo uma e outra ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.

- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a cairem de podres, e com falta de quase tudo.

- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem.

- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook.

- Um país cheio de leis e leizinhas retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.

- Um país que não promove a Cultura Culta, e para o qual apenas a cultura inculta conta, e é assegurada, contra tudo e contra todos.

- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais caóticos, desde a implantação da República, com a agravante de estar a enganar-se as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que não é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância.

- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de língua, uma inconcebível mixórdia ortográfica, imposta ditatorialmente por políticos ignorantes e servilistas, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia. E já sou poucos os que escrevem correctamente. 

- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas”.

- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies, e um primeiro-ministro que não tem capacidade para ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.

- Um país, que em 2018 foi marcado por uma constante contestação social, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa, número que continua a aumentar no corrente ano.

- Enfim, um País que perdeu o rumo, e faz de conta que é um país.

 

Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar neste 25 de Abril?

 

Há o facto de eu poder escrever este texto, sem ir parar ao Campo de Concentração do Tarrafal, o campo da morte lenta, para onde os médicos iam assinar certidões de óbito e não curar, criado pelo Estado Novo, na ilha de Santiago, Cabo Verde, num lugar ironicamente chamado de Chão Bom, de muito má memória.

 

Isabel A. Ferreira

***

Para complementar este texto, leia-se este outro, da autoria de Manuel Damas, publicado no Facebook:

 

45 anos depois...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2332540223434593&set=a.133659383322699&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2019

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PODE SER EVITADA?

 

A maioria dos homens, jovens ou menos jovens, ainda não está preparada para fazer o caminho ao LADO da mulher, que é o lado certo. Ao lado. Nem à frente, nem atrás.

 

O índice de violência doméstica em Portugal é elevadíssimo. Será que assim é porque a mulher ainda não se libertou de certas amarras e desconhece que tem o direito à legítima defesa? Ou será que é porque vivemos num país que cultiva a violência, um país onde a violência é legitimada por lei (refiro-me à violência contra animais não-humanos, seres vivos como nós),  e essa violência acaba por se estender aos humanos?

O que vou expor não será politicamente correcto, mas também não é politicamente correcto o que não se passa ao redor das queixas que se apresentam às autoridades, e as penas que não se aplicam aos violentadores.

Daí que ouse ser politicamente incorrecta no que vou dizer.

 

VIOLÊNCIA.png

Origem da imagem: Internet

 

Numa relação, seja ela qual for, ao primeiro levantamento de mão (e nem precisa chegar-se a vias de facto) a reacção da mulher tem de ser imediata, com intolerância absolutamente ZERO. Levantou a mão com a INTENÇÃO de agredir, não serve para namorar nem um calhau com olhos, e muito menos viver uma relação fora ou sob o mesmo tecto. De modo que... RUA! Para todo o sempre, porque quem levanta a mão uma vez, levanta duas ou três. Sem margem para dúvida.

 

E o segredo do sucesso está na tomada de posição logo na primeira vez.

 

E se, por distracção, se é apanhada desprevenida, e se leva um estalo, nessas alturas para que servem as pernas, senão para dar chutos e pontapés no "lugar certo"? É remedinho santo. Mas existem ainda outros métodos que neutralizam a cobardia dos do sexo oposto, quando estes se metem a “valentões”, e aos quais nem chamo homens, porque ser HOMEM é outra coisa.

 

As mulheres têm o direito à autodefesa. E ao reagirem, não estão a exercer violência, mas tão-só a defender-se. E os cobardes violentadores têm de saber isto.

 

Fina d’Armada, escritora portuguesa que pugnava pelos direitos das mulheres, escreveu certo dia uma crónica, onde contou o que a mãe lhe havia contado sobre uma mulher da sua aldeia, saco de pancada de um marido cavernícola e alcoólico. Um dia, já farta de tanto levar, a senhora, enquanto o marido dormia, atirou-lhe para cima uma panela de água a ferver, que o marcou. A partir de então, o homenzinho nunca mais teve a cobardia de lhe tocar. E até deixou de ir à taberna da aldeia, pela vergonha de ter sido invalidado pela mulher. E continuaram a viver (não muito felizes, obviamente) sob o mesmo tecto.

 

Mas hoje, os tempos são outros.

 

É que os cobardes só são “valentões” diante dos mais frágeis. Mas diante de quem lhes faz frente, tremem dos pés à cabeça, e não se atrevem, sequer a pensar, em agredir a mulher.

 

E já agora, embora esta não seja propriamente uma história de violência doméstica, posso contar a minha experiência com um “valentão” do meu tempo de escola, o qual, embora com outro nome, naquela altura, praticava bullying com os rapazes e meninas do colégio. Era o terror da escola. Todos o temiam, porque era um rapaz enorme, forte e bruto, e muito, muito cobarde, porque só se armava em “valentão” com os mais novos e com as meninas.

 

Um dia chegou a minha vez. Mas eu sabia que aos cobardes devemos enfrentá-los de frente, e se levamos uma, damos três. Assim fui ensinada (e assim ensinei a minha filha e a minha neta). E foi o que fiz. Usei as minhas armas: pernas e mãos. Ao primeiro gesto levou um pontapé bem assente no sítio certo que o deixou no chão. Daí em diante foram tantos os chutos e pontapés, que o deixei a tremer debaixo de uma mesa. É que se eu apanho, quem me dá leva em dobro. Ou em triplo.

 

Escusado será dizer que daí em diante o rapaz nunca mais se meteu com ninguém, e a paz reinou na escola. Acabámos até por ficar amigos. Terminada a escola, a vida levou-nos para lugares diferentes. Um dia mais tarde, já na juventude, soube que ele estava internado no Sobral Cid, hospital psiquiátrico de Coimbra, cidade onde eu frequentava a Universidade. A vida foi-lhe muito madrasta, disseram-me. Não me surpreendi. Decidi ir visitá-lo. Chorou muito, agarrado a mim, quando me viu. Era raro receber visitas. E eu chorei com ele. Viveu alguns anos mais. Mas não muitos mais. Fui ao seu enterro, e o desaguisado da adolescência, tinha há muito sido perdoado. E ele pôde partir em paz.

 

Este não foi o meu único episódio de leva-e-dá, na escola. Na vida de adulta jamais suportaria ser vítima de violência doméstica, por isso nunca aconteceu. É que ser mulher implica, sobretudo, ousar ser livre, embora eu saiba que nem a todas as mulheres a vida concede esse privilégio, contudo, é algo alcançável quando se ousa querer ser realmente livre.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:23

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018

«TAUROMAQUIA: O GOZO ALARVE COM A FRAGILIDADE ALHEIA»

 

Um magnífico texto de André Silva, Deputado da Nação, pelo PAN, descomprometido, e livre das amarras do lobby tauromáquico, instalado na Assembleia da República Portuguesa.

 

Esperamos que aos deputados, aficionados da selvajaria tauromáquica, que ainda vivem no passado, chegue a lucidez suficiente, para que possam interpretar as palavras do Deputado André Silva, um Homem que pertence à modernidade, e os faça catapultar para o Século XXI D.C.

(Os excertos do texto a negrito são da minha responsabilidade)

Isabel A. Ferreira

 

ANDRÉ SILVA.png

 André Silva

 

«Conseguimos saber algo importante sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que são mais fracos do que ela. Mas conseguimos saber quase tudo sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que não têm qualquer poder, os que são impotentes. E os candidatos mais óbvios a este estatuto são os animais. Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

 

O verdadeiro teste moral da humanidade, o mais básico, reside na relação que mantém com os que estão à nossa mercê. E é neste ponto que encontramos a maior derrota da tauromaquia. Sem tibieza, Fernando Araújo dá-nos a mais crua e límpida definição de uma corrida de touros, que consiste na exibição da mais abjecta cobardia de que a espécie humana é capaz, o gozo alarve com a fragilidade e com a dependência alheias.

 

Na falta de argumentos saudáveis e convincentes, ao estertor tauromáquico nada mais resta do que defender ad nauseam que estas manifestações são parte integrante do património cultural português e da sua identidade. Estagnados no tempo em que a maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, tentam fazer-nos acreditar que mutilar e rasgar carne a um animal e fazê-lo cuspir sangue faz parte da nossa herança cultural.

 

VOMITANDO SANGUE.jpg

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Aceitando por um lado que devem ser banidas e condenadas as violências contra animais, tentam fazer-nos crer que infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal é legítimo, desde que se faça num anfiteatro, que o mal-tratador use fato com lantejoulas e que seja acompanhado ao som de cornetas.

 

BARRANCOS.jpg

 Esta deplorável cena troglodita, em Barrancos, leva-nos a um nome: Jorge Sampaio, ex-presidente da República Portuguesa, que não soube defender a Civilização.

 

O país pede uma evolução civilizacional e ética em relação a este assunto, sendo que as tradições reflectem o grau de evolução de uma sociedade, pelo que não é mais aceitável que o argumento da tradição continue a servir para perpetuar a cultura da brutalidade e do sangue que se vive nas arenas. Todas as tradições devem ser colocadas em crise quando atentam contra a vida e integridade de terceiros. As pessoas têm muitas formas de satisfazer o seu direito cultural sem que tenha que passar por infligir sofrimento a animais.

 

Mais de 90% dos portugueses não assiste a touradas e as corridas de touros têm vindo a perder milhares de espectadores todos os anos, tendência confirmada pelos recentes referendos nas universidades de Coimbra e de Évora, onde milhares de estudantes decidiram afastar a violência tauromáquica das suas festas académicas, após várias instituições de ensino superior já o terem feito.

 

Assim, afirmar que a tourada faz parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Tenha a classe política a coragem para acompanhar o desejo de não-violência da esmagadora maioria dos portugueses.

 

André Silva»

***

Comentário, na página, ao texto de André silva, o qual subscrevo:

 

Acontece que a "classe política" é tão cobarde como um toureiro, e a população de certos locais e adepta deste primitivismo é particularmente agressiva. Viu-se na palhaçada de Barrancos onde a população se manifestou mais para ter touradas ilegais do que para ter um centro de saúde decente. E em vez de impor a lei, o Estado rebaixou-se e cedeu perante alguns burgessos ululantes. Uma pena e uma vergonha nacional que se continuem a praticar touradas. (Gustavo Garcia)

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/07/03/p3/cronica/tauromaquia-o-gozo-alarve-com-a-fragilidade-alheia-1836711

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Domingo, 6 de Maio de 2018

GARRAIADA DOS PRÓTOIROS, NA FIGUEIRA DA FOZ, FOI UM FIASCO

Mais um, para somar a todos os outros!

 

GARRAIADA FIGUEIRA.jpg

Foi assim, ontem, na Figueira da Foz: um bando de alcoolizados a massacrar um indefeso bezerro assustado… para bancadas vazias…

Fonte ad Foto: Ana Cláudia

 

Os falsos “estudantes” de Coimbra, quiseram mostrar que a Democracia em Portugal não existe, e lá foram para a Figueira da Foz torturar bezerros, com o aval da autarquia figueirense.

 

Esta garraiada não constou no programa da Queima das Fitas, tão-só na queima da dignidade estudantil, daqueles que deviam aceitar, democraticamente, o resultado do Referendo, com 70.7% dos estudantes a dizerem NÃO a esta prática medievalesca, e não aceitaram.

 

Eles bem querem passar a ideia de que são milhares. Mas coitados, quando estão toldados pelo álcool vêem tudo a quadruplicar.

 

Pobres bezerros, massacrados para uma multidão de assentos vazios.

 

Tenha vergonha, Senhor presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, por ser conivente com a ditadura e com tortura de bezerros indefesos, para uns poucos trogloditas, a cair de bêbados, exibirem a sua invirilidade, porque só os impotentes se arrastam nesta lama, e descarregarem sobre os indefesos animais as suas frustrações.

 

Um HOMEM inteiro, evoluído e civilizado, não precisa disto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:19

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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018

«EXISTE UM FUTURO MELHOR PARA NÓS E PARA OS OUTROS ANIMAIS»

 

QUEIMA.png

 

Texto de :

FARPAS.png

Queima das Farpas

 

 

Com a ratificação do resultado do referendo pelo Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra, acabou oficialmente a garraiada no programa da Queima das Fitas de Coimbra.

 

A constatação de que a maioria dos estudantes não se revê neste tipo de práticas constitui uma vitória inequívoca para os animais e para o progresso da Academia.

 

Começámos este movimento há 3 anos com consciência da missão que tínhamos em mãos e da responsabilidade e compromisso que provavelmente exigiria de nós. Poucas pessoas deram a cara mas foram muitas as que se uniram em torno deste propósito. Foi graças à certeza das nossas convicções e à vontade de mudar a realidade de muitos animais que conseguimos estabelecer esta rede que não deixou cair a Queima das Farpas, apesar de todos os obstáculos que fomos encontrando.

 

O nosso propósito era a abolição da garraiada do programa da Queima das Fitas. Conseguimos!

 

Com o apoio incondicional do Grupo Ecológico da Associação Académica de Coimbra (que travava esta luta desde 1989), criámos um movimento forte, coeso e que, acreditamos, ainda está em crescimento. Com o trabalho que fomos desenvolvendo e a sensibilidade (e coragem!) quer da actual Comissão Central da Queima das Fitas, quer da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, ficaram reunidas as condições necessárias.

 

É um momento de festejos, mas queremos relembrar a todas as pessoas que ficaram sensíveis para o maltrato animal nas garraiadas, que Portugal é um dos últimos 8 países no mundo onde a tauromaquia ainda existe e que as atrocidades que muitos de nós preferem ignorar são infligidas aos animais em arenas por todo o país.

 

À semelhança do que aconteceu até 2017 na cidade de Coimbra, em que a festa de toda a gente pagava o “divertimento” que alguns sentem no tormento de outrem, no nosso país a tauromaquia subsiste graças ao dinheiro que é de todos os contribuintes.

 

Se achas que isto não faz sentido e compreendes, por todos os motivos, a necessidade urgente de abolir estas práticas ou, simplesmente, percebes que é revoltante que toda a gente pague por algo que vai contra os valores da maioria, pedimos-te que faças algo! Está a decorrer uma Iniciativa Legislativa de Cidadã/os para eliminar de vez os subsídios públicos a esta actividade – assina e partilha-a!

http://peticaopublica.com/?pi=PT86673

 

Mexe-te, como nós fizemos há 3 anos! A abolição é possível e está próxima! Existe um futuro melhor para nós e para os outros animais, em que podemos, no mínimo, concordar que não é correcto fazer uma festa da sua tortura e sofrimento…nós caminhamos para lá. Vens connosco?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Terça-feira, 3 de Abril de 2018

CONSELHO DE VETERANOS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DECIDE, AFINAL, RESPEITAR O RESULTADO DO REFERENDO À GARRAIADA

 

70.7% dos Estudantes de Coimbra disse NÃO às garraiadas, e o Conselho de Veteranos, depois de uma votação em que apenas 14 elementos pretenderam ser maioria e rasgar o resultado do Referendo, decidiu, afinal, respeitar a decisão da esmagadora maioria dos estudantes.

 

Não dou os parabéns ao Conselho de Veteranos, porque era seu dever respeitar a decisão tomada democraticamente por 70.7% dos estudantes.

 

Venceu a racionalidade que catapultou a Academia de Coimbra para os tempos modernos.

 

GARRAIADA.jpg

 

Esta imagem, de muito má memória, ficará a perpetuar o tempo em que a Academia de Coimbra esteve mergulhada em trevas medievalescas.

 

Isabel A. Ferreira

 

Origem da imagem:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/veteranos-decidem-acabar-com-garraiada-na-queima-das-fitas-de-coimbra

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Quarta-feira, 14 de Março de 2018

COIMBRA TEM MAIS ENCANTO NA HORA DA DESPEDIDA DA BARBÁRIE... (***)

 

Os estudantes de Coimbra estão de parabéns! E não esperávamos outra atitude!

 

Inequívoca vitória do NÃO à barbárie que conspurcava a Academia Coimbrã como uma gosma viscosa…

 

Num universo de 5.638 eleitores, 70.71% votaram contra a actividade troglodita que as garraiadas representavam…

Apenas 26.69% votou a favor da selvajaria.

 

Foi devolvida a Coimbra a sua verdadeira identidade e dignidade como

Cidade Europeia do Conhecimento

Esperemos que, de hoje em diante, a Academia Coimbrã mantenha este estatuto, agora recuperado.

 

COIMBRA.png

 

Por que haveria uns poucos trogloditas (porque isto de selvajaria tauromáquica tem a ver com uma minoria muito minguada) impor à maioria culta este vergonhoso e cobarde ataque a um ser vivo bebé, para divertir um bando de bêbados?

 

Não, não se choquem com a linguagem, porque a linguagem está adequada ao que vemos nesta imagem chocante e muito rasca…

 

GARRAIADA.jpg

Origem da imagem: Internet 

 

Isto não é Poesia, é selvajaria da mais pura e cobarde…

 

E os prótoiros, que criaram no Facebook uma página a usurpar a identidade dos estudantes de Coimbra, chamada “Coimbra dos Estudantes” , fajutos, obviamente, arrumem as malas e vão pregar para uma ilha deserta de gente e povoada de calhaus, porque a vossa treta, gasta e aparvalhada, não interessa a gente culta.

 

Os jovens já estão fartos de não ver horizontes, e os prótoiros não dão horizontes a ninguém, porque estão fechados num mundo obscuro e muito rasca…

XÔ!!!!

 

(***) Título "roubado" à minha amiga Ana Macedo)

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:44

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Segunda-feira, 12 de Março de 2018

REFERENDO À GARRAIADA EM COIMBRA

 

REFERENDO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:08

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Sábado, 10 de Março de 2018

ESTUDANTES DE COIMBRA (VERDADEIROS) NO DIA 13 VOTEM CONTRA O DIVERTIMENTO DOS BRONCOS – AS GARRAIADAS

 

No Facebook foi criada a página “Coimbra dos Estudantes”, que não é mais do que uma página de falsos estudantes que, em nome dos autênticos estudantes, andam a denegrir o bom nome da Academia de Coimbra.

 

ABRAM OS OLHOS!

 

Jamais as garraiadas identificaram ou identificarão a Universidade de Coimbra.

Ao passarmos na auto-estrada A1 lemos num cartaz:

Coimbra, Cidade do Conhecimento

Não enganem os turistas.

Do CONHECIMENTO não faz parte a IGNORÂNCIA que as garraiadas transmitem…

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sexta-feira, 9 de Março de 2018

COIMBRA DOS ESTUDANTES OU COIMBRA DOS TROGLODITAS?

 

Tanta informação à disposição e ainda andam com isto?

Ainda não aprenderam que as garraiadas são uma actividade cruel e medievalesca?

 

COIMBRA.png

 

Coimbra dos Estudantes, dirijo-me a vós como estudante de Coimbra (não digo ex, porque quem foi estudante na Universidade de Coimbra jamais o deixará de ser), para vos dizer do vosso atraso mental (***) e civilizacional.

 

A verdadeira IDENTIDADE de uma Universidade não está num costume medievalesco, troglodita, parolo, bronco, grosseiro, assente na mais monumental ignorância e estupidez.

 

As garraiadas não são actividades dignas de estudantes universitários, mas de broncos.

 

A verdadeira IDENTIDADE de uma Universidade está no Saber e na Cultura Culta que a classe estudantil possa irradiar.

 

Ponham os olhos na Universidade do Porto, que já foi troglodita, mas recuperou a sua verdadeira Identidade e, acima de tudo, a sua DIGNIDADE.

 

Só esta coisa de referendar a tortura de jovens bovinos, para divertir um grupelho de idiotas, que desconhece o valor da Vida, da Dignidade, da Identidade, da Cultura Culta já demonstra um atraso mental considerável.

 

Mas ainda vão a tempo de evoluir.

 

Mostrem ser HOMENS e não uns cobardolas, que atormentam um ser vivo ainda bebé e indefeso, retirado do seu habitat natural, apenas para que um bando de alcoolizados se masturbem, mostrando toda a sua invirilidade e mentalidade medievalesca.

 

(***) Um atrasado mental é aquele que não evoluiu mentalmente, e nada tem a ver com “deficiente mental”, que é muito mais evoluído do que o atrasado mental.

 

GARRAIADA.png

 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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