Quinta-feira, 23 de Março de 2023

«Bicadas do Meu Aparo»: “A Ciência e o Cientista”, por Artur Soares

 

Nos dois dias seguintes, nada mais ouvi do velho e regressei ao país. Mas, em toda a viagem, não deixei de pensar porque é que o senhor Yanekang não deu seguimento à Clínica do pai, uma vez que na hora que passa em Portugal, se justificava mais uma remessa de portugueses que fossem em busca de aumento de inteligência para melhor servirem e descorromperem Portugal.

 

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Fonte da imagem: https://intemocional.cosap.pt/sobre/

 

Um amigo de longa data, que há uns anos constituiu família com uma jovem chinesa que conheceu em Moçambique, aquando da sua participação na guerra colonial, contactou-me por escrito. Mudada a situação política no país devido ao derrube da segunda república em Portugal, pelas Forças Armadas, o meu amigo Santix partiu para a China, cidade de Shenyang, com a mulher, e terra natal dos seus sogros.

 

Devido à nossa amizade, convidou a deslocar-me à China a fim de ser padrinho de baptismo dum seu neto, uma vez que tinha tudo organizado para – à revelia dos Católicos do Estado – se iniciar a cerimónia por um Diácono acreditado pelo Vaticano.

 

Organizei a viagem, dei instruções prévias aos criados que me acompanharam e segui para a China, ao encontro do ex-companheiro de guerra. Então, num clima de medo e num local com várias cavernas - onde se reúnem os católicos pro-Vaticano - procedeu-se ao baptismo do bebé.

 

O senhor Yanekang, avô da mulher do Santix, é um homem de noventa anos, magro, de olhos-tremoço, lúcido e bom poliglota.

 

- Sabe – dizia-me o senhor Yanekang – sinto-me feliz por a minha neta ter casado com um português. Portugal tem na minha vida grande influência, pois deve-se a muitos portugueses o sucesso da fortuna que recebi do meu pai, de gente doutras nações, mas, sobretudo de portugueses.

 

- Mas, desculpe interrompê-lo, senhor Yanekang. Não estou a entender como herdou de seu pai fortuna, graças a muitos portugueses?!

 

- Eu explico: meu pai, que lhe circulava nas veias sangue russo e chinês, foi um cientista na área da medicina, grande investigador e, conquistou, através de alguns anos, fama, na experiência de beneficiação de inteligência de chimpanzés. Anos depois, sabedor das fragilidades cerebrais dos Primatas e dos sucessos então obtidos, iniciou a experiência de aumentar a inteligência a humanos, embora se viesse a provar anos mais tarde que o aumento de inteligência em pessoas era temporário. Isto é, um estúpido, um incapaz, regressaria sempre ao seu estado normal. Então meu pai, que começou a ganhar muita fama, solicitavam-lhe famílias de grande peso económico, melhoramentos cerebrais nos filhos e conseguiu fazer de, praticamente todos, bons políticos, economistas, médicos, advogados, etc..

 

Como sabe – continuou o filho do cientista – tivemos cérebros que dominaram a Rússia, a China, França, Itália, Espanha, Alemanha, mas, de Portugal, foi a grande avalanche: o maior número de cérebros melhorados, foram do seu país. Meu pai, a portugueses, melhorou idiotas, pasmados, imbecis, pretensiosos, cretinos e, em todos, fez sucesso! Uns eram maus alunos e deram advogados; outros, eram introvertidos e deram políticos bem-falantes; outros ainda, eram militares de carreira banais e deram coronéis e generais.

 

- Mas pelos meus apontamentos - continuou o senhor Yanekang – neste momento, os benefícios desse aumento de inteligência nas gentes do seu país, terminou-lhes o prazo. Verifico que, os que eram imbecis e idiotas regressaram à imbecilidade e à idiotice e, como deve calcular, essa é a razão por que no seu país ninguém se entende: as crises não se resolvem e o povo sofre, porque a inteligência então ministrada/aumentada, caducou.

 

- Mas, senhor Yanekang – pode dizer-me quem foram os homens do meu país que se submeteram a essa alteração para aumento de inteligência?

 

- Bem. Eu não vou quebrar o sigilo profissional de meu pai, uma vez que ele nunca o quebrou. Apenas lhe digo que a Clínica de Melhoramentos de Cérebros, tinha a sua sede aqui em Shenyang e uma filial em Pevek, na Rússia. Os interessados foram melhorados ao cérebro, portanto, na China e na Rússia. Agora dizer-lhe quem foram os portugueses que recorreram a tais serviços, não posso, mas, se o amigo for de inteligência afiada como penso que é, não deve ter dúvidas quanto aos imbecis, pasmados e pretensiosos que se vêem em Portugal. Se dúvidas tiver veja mais televisão, pois esses, quase todos passam no ecrã.

 

Nos dois dias seguintes, nada mais ouvi do velho e regressei ao país. Mas, em toda a viagem, não deixei de pensar porque é que o senhor Yanekang não deu seguimento à Clínica do pai, uma vez que na hora que passa em Portugal, se justificava mais uma remessa de portugueses que fossem em busca de aumento de inteligência para melhor servirem e descorromperem Portugal.

 

(Artur Soares – escritor d’Aldeia)

 

(O autor não segue o novo Acordo Ortográfico).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:36

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Terça-feira, 14 de Março de 2023

«Bicadas do Meu Aparo» - “Animalidade e Consciência”», por Artur Soares

 

Dizem-me os filósofos que a ciência não busca devidamente - e por ordem de prioridades - os conhecimentos mais indispensáveis às necessidades e à felicidade do homem. Os cientistas, por sua vez, dizem-me que a filosofia não sabe explicar – com rigor - as descobertas científicas alcançadas.

 

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Fonte da imagem:  https://www.madrimasd.org/blogs/universo/2013/09/13/144426

 

Reconheço a minha ignorância, ou limites, quer de uma quer da outra: ciência e filosofia. Porém, tenho conhecimento que a filosofia foi uma grande senhora há cem anos: entrava pelas instituições, habitava nos palácios reais, comandava os estabelecimentos de ensino, as religiões e anotava os desvios socias, com os seus comportamentos anárquicos e por aí fora.

 

A ciência não dominava nesses tempos longínquos. Actuava despercebidamente, envergonhadamente, incerta, medrosa e poucas vezes concluía, com certezas, da sua acção praticada.

 

Pelo que, embora a filosofia tenha sido desviada do ensino, ela continua activa, vai explicando o que pode, pela simples razão de que é a filosofia que explica a ciência.

 

Os filósofos, queixam-se-me, e eu limito-me a escutá-los, pois melhor não sei fazer.

 

 Dizem-me que a ciência não consegue explicar a existência de Deus e a da alma no homem. Apenas dizem que o homem e a natureza sofrem e/ou beneficiam da evolução, defendida por Charles Darwin. Mas a filosofia exige que a ciência diga de onde vem o poder, de o homem e da natureza, terem a evolução.

 

De Deus, dizem os cientistas, ainda não conseguimos lá chegar. A alma, concretamente, também não, pois não sentimos que o indivíduo possa ser duas coisas: corpo e alma, pois é um individuo, um só ser que está à vista.

 

Ora os filósofos, embora aceitem que a ciência prova que o homem tem consciência – diferente de alma – acusam-nos dessa banal afirmação, porque qualquer lorpa – dizem os filósofos – sabe que o homem tem consciência total de si mesmo: tem a sensação do desejo, da dor, do amor, da raiva, da imagem, da tristeza ou da alegria, da felicidade ou infelicidade e muitos mais atributos.

 

Queixam-se ainda os filósofos, de que a ciência, em relação aos animais, pouco avançou. Apenas descobriram que os animais têm (somente) o instinto de caçar para comer e o instinto de defesa. Pelo que, diz a ciência, logo que os animais não tenham fome e não se sintam em perigo, dormem e fazem sexo – mas não têm a consciência desse gasto nem a consciência do amor aos filhos que a fêmea pariu.

 

Sendo verdade que a ciência pouco ou nada se preocupa em descobrir a existência de Deus e da alma (no homem), preocupou-se apenas em recordar á Humanidade que o homem é dotado de consciência com os atributos acima descritos.

 

Se a consciência tem a lei gravada em si, como pensar, agir, julgar, podemos dizer também que o raciocínio vem da consciência. E que dirão a filosofia e a ciência, da inconsciência que existe na humanidade, sobretudo em homens inteligentes ou de grandes responsabilidades sociais?

 

Ora a inconsciência, se estamos de acordo, define/tem-na o animal e o homem. Logo, a inconsciência é irracional e o mais que pode conseguir é actuar pelo faro, do qual não tem consciência.

 

E se estamos de acordo que há homens inconscientes, pois podem estar endemoninhados, desnorteados, exaltados, fanáticos e muito mais estados de inconsciência, porque não apontar meia dúzia de inconscientes bem conhecidos do planeta e da história, de homens sem Deus ou com Ele, sem alma ou com ela?

 

Que consciência terá tido um Lenine e um Stalin da União Soviética, um Trotsky e um Mao Tsé-Tung da China, um Kin Jong-Um da Coreia do Norte ou um Vladimir Putin, invasor da Ucrânia ou de um Hitler da II guerra mundial? E que dizer da consciência de um Trump da América e de um Bolsonaro do Brasil, de um José Sócrates e de um Ricardo Salgado em Portugal?

 

Toda esta canalhocracia, é consciente ou inconsciente? Têm Deus e alma ou são portadores de instinto e faro como a animalidade? A ciência ainda não estudou a inconsciência de muitos homens e a filosofia, por isso mesmo, não pode explicar mais nada. Portanto, avenham-se.

 

A ciência que conheço, é a tarimba da vida e, a filosofia que anuncio é a paz, a justiça social e o bem comum, que tardam.

 

Artur Soares

 

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:28

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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2023

A propósito do modismo disseminado por aí, que vê o passado pelo prisma do presente, descontextualizando a NOSSA História

 

Deana Barroqueiro é uma das mais destacadas escritoras de romance histórico português, do século XXI, com uma vasta obra, predominantemente de personagens e acontecimentos do Renascimento e Descobrimentos Portugueses, período que estuda há mais de trinta anos. (Wikipédia).

 

Sou sua leitora assídua e atesto a sua escrita correCta e escorreita, seguindo fontes fidedignas, e não baseada no modismo luso-brasileiro, disseminado por aí, que vê o passado pelo prisma do presente, descontextualizando a NOSSA História, e apresentando-a assente numa lavagem cerebral que uma esquerda ignorante se propôs a fazer aos que ainda não estão preparados para separar o trigo do joio, demonstrando, com tal atitude, uma descomunal ignorância optativa, pois quando lhes apresentamos o CONHECIMENTO recusam-se a adquiri-lo.

 

Deana Barroqueiro, na sua página do Facebook, publicou um texto que passo a transcrever, onde diz da sua indignação:
 

Deana Barroqueiro

 

O meu "post" anterior e a minha irritação foram provocados pelas reacções de alguns indivíduos a dois textos que escrevi - um sobre o mau jornalismo e outro de uma exposição sobre os Descobrimentos Portugueses de que fiz parte.

 

Recebi insultos num e noutro. Em alguns destes, pude ver que as pessoas não leram ou não compreenderam o meu texto (no do jornalismo eu apenas criticava o formato e a incompetência do jornalista e não a ideologia). No dos Descobrimentos Portugueses, estão sempre a bater na mesma tecla da escravatura, a extraordinária Expansão Portuguesa dos séculos XV e XVI é sinónimo de escravatura e de nada mais. Todos os ramos da Ciência (Medicina, Botânica, Geografia, Astronomia, Cartografia, Navegação, construção naval, etc.), Literatura, Artes e, sobretudo, o Conhecimento e adaptação de alimentos, com as suas trocas em todo o mundo, feita pelos Portugueses, nada disso conta para esta gente.


Escravatura era uma forma de economia, a nível mundial, os traficantes portugueses substituíram os traficantes muçulmanos (que o faziam já há muitos séculos, seguidos pelos espanhóis, holandeses, franceses, ingleses, ainda no séc. XX).

 

Não podemos ver esse tempo com os olhos do séc. XXI. E nós fomos um dos primeiros países a abolir a escravatura. As pessoas não lêem, ainda menos estudam os temas, mas opinam e têm certezas inabaláveis sobre os assuntos. E insultam a quem nem sequer conhecem. Não há pachorra! Portanto vou passar a exercer censura na minha página: vou correr com todos os que me insultarem e aos meus amigos e apagarei todas as mensagens das conspirações malucas que esta gente espalha pela Net. E jamais pedirei desculpa seja a que grupo for, pelo que ponho nos meus livros. 

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10223971567016861&set=a.1109924468158

 

***

Muito bem, Deana Barroqueiro. Desse mal também eu sofro, quando escrevo sobre esses temas.


A ignorância impera entre os novos jornalistas, os políticos moderneiros e os seus seguidistas, que nada lêem, nada estudam, nada compreendem, e o único argumento que apresentam é o insulto, que só a eles fica mal.

Não podemos permitir que a ignorância  crie raízes em Portugal.


Parabéns, pelo seu texto.

 

Isabel A. Ferreira

 

Karl Popper.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:07

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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2021

Hoje celebra-se o Dia Mundial dos Animais Não-Humanos

 

A data foi escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha teve em conta o facto do dia 04 de Outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o Santo Padroeiro dos Animais Não-Humanos.

 

Direitos dos Animais.png

Deixamos aqui um apelo aos governantes:  

 

«A grandeza de um país e a sua evolução podem ser medidas pela maneira como trata os seus animais não-humanos» (Mahatma Gandhi).

 

Em Portugal, nem grandeza, nem evolução. Em Portugal, massacram-se seres vivos para diversão, e as leis de protecção animal são apenas para constar no papel.

 

Vamos recordar aqui a Declaração Universal dos Direitos do Animal Não-Humano, porque ANIMAIS somos todos nós

 

E daqui fazemos um apelo aos governantes para que considerem que TODOS os animais têm direitos, mas só os animais humanos têm o PODER e o DEVER de defender esses direitos. E não o fazem porque se julgam seres superiores aos outros seres.

 

E como estão enganados!


Contudo, maltratar animais não-humanos indefesos, é exactamente o mesmo que maltratar crianças com a idade de três anos, porque diz-nos a Ciência que os animais não-humanos têm um entendimento igual aos de uma criança de três anos.

 

A Declaração Universal dos Dioreitos dos Animais Nã-Humanos foi proclamada em Assembleia, pela UNESCO, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978

 

Preâmbulo

 

Considerando que todo o Animal tem direitos. Considerando que o desconhecimento e desrespeito desses direitos conduziram e continuam a conduzir o homem a cometer crimes contra a Natureza e contra os animais não-humanos. Considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana do direito à existência das outras espécies de animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo. Considerando que o homem comete genocídios e que existe a ameaça de os continuar a cometer. Considerando que o respeito pelos animais não humanos, por parte do homem, está relacionado com o respeito dos homens entre eles próprios. Considerando que faz parte da educação, ensinar, desde a infância, a observar, compreender, respeitar e amar os animais,

 

 

PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

 

Princípios gerais

 

Artigo 1º

 

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

 

Artigo 2.º

 

  1. Todo o animal não humano tem o direito a ser respeitado.
  2. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito; tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais não-humanos.
  3. Todos os animais não-humanos têm direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

 

Artigo 3.º

 

  1. Nenhum animal não-humano será submetido a maus-tratos nem a actos cruéis [e pensar que a época da crueldade tauromáquica está adecorrer, com o aval dos governantes!]
  2. Se a morte de um animal não-humanos é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

 

Artigo 4.º

 

  1. Todo o animal não-humano pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.
  2. Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito [zoológicos e lugares afins]

 

Artigo 5.º

 

  1. Todo o animal não-humano pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.
  2. Toda a modificação desse ritmo ou dessas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito [isto é o que mais há por aí].

 

Artigo 6.º

 

  1. Todo o animal não-humano que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural.
  2. O abandono de um animal não-humano é um acto cruel e degradante [que devia ser punido severamente, e não é].

 

Artigo 7.º

 

Todo o animal não-humano de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso [se bem que os animais não nasceram com a finalidade de servir o animal humano].

 

Artigo 8.º

 

  1. A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, científicas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.
  2. As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas [embora já existam, há quem opte por sacrificar barbaramente animais não-humanos, completamente indefesos, impunemente].

 

Artigo 9.º

 

Quando um animal não-humano é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado, sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor [nada disto é cumprido, e no entanto, também é desnecessário, nos tempos que correm, quando existem muitas outras alternativas para uma alimentação humana completa e equilibrada].

 

Artigo 10.º

 

  1. Nenhum animal não-humano deve ser explorado para entretenimento do homem.
  2. As exibições de animais não-humanos e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal [não-humano, mas também do animal humano, pois só diz da inferioridade moral deste último].

 

Artigo 11.º

 

Todo o acto que implique a morte de um animal não-humano, sem necessidade, é um biocí­dio, ou seja, um crime contra a vida

 

Artigo 12.º

 

  1. Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie. [estão lembrados do massacre da Quinta da Torre Bela, ou dos Golfinhos na Dinamarca? O que aconteceu aos matadores?]
  2. A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

 

Artigo 13.º

 

  1. Um animal não-humano morto deve ser tratado com respeito [mas são atirados ao lixo, como de lixo se tratasse].
  2. As cenas de violência nas quais os animais não-humanos são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

 

Artigo 14.º

 

  1. Os organismos de protecção e salvaguarda dos animais não-humanos devem ser representados a nível governamental [os governos, em Portugal, estão-se nas tintas para a salvaguarda e protecção animal, ainda que hajam duas ou três leis de faz-de-conta].
  2. Os direitos dos animais não-humanos devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem [isto não tem sido aplicado em Portugal. Veja-se o que, actualmente, está a acontecer em Vila Franca de Xira, onde 99 bovinos vão ser massacrados em nome do entretenimento, com o aval dos governantes].

 

***

Este texto Declaração Universal dos Direitos do Animal foi adoptado pela Liga Internacional dos Direitos do Animal Não-Humano e das Ligas Nacionais filiadas após a 3ª reunião sobre os direitos do animal, celebrados em Londres nos dias 21 a 23 de Setembro de 1977.


A declaração proclamada em 15 de Outubro de 1978 pela Liga Internacional, Ligas Nacionais e pelas pessoas físicas que se associam a elas, foi aprovada pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e posteriormente, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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Segunda-feira, 22 de Março de 2021

M. A. E. - Movimento Acção Ética

 

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Lisboa, 10 de Março de 2021

 

Actualmente, a sociedade vive momentos de grande insegurança e incertezas. Mais do que nunca é urgente reflectir sobre o modo como vivemos, tomamos decisões, agimos e organizamos a nossa sociedade.   

 

Diante desta constatação, António Bagão Félix (economista), Paulo Otero (jurista), Pedro Afonso (médico psiquiatra) e Victor Gil (médico cardiologista) fundaram, a 1 de Janeiro de 2021, Dia Mundial da Paz, o MAE – Movimento Acção Ética.

 

Sob a divisa “Vida, Humanismo e Ciência” e entendendo que não há remédios técnicos para males éticos, o Movimento Acção Ética (MAE) apresenta-se hoje publicamente, como iniciativa cívica que visa propor abordagens, reflexões, estudos e contributos em torno das questões éticas actuais.

 

MAE tem na sua génese a vontade e determinação de pessoas de diferentes gerações, formação académica e percurso profissional, para quem o primado da ética é inseparável da razão de ser das acções pessoais e dos códigos de conduta profissionais ou institucionais.

 

Nos propósitos fundacionais humanistas e personalistas do MAE estará sempre a necessidade de combater a indiferença cívica, o minimalismo e relativismo éticos e o défice de responsabilidade pessoal e social.

 

Entre os vários princípios enformadores que estão na base do MAE, destacam-se:

 

- O valor inviolável e inegociável da vida humana;

- O respeito integral pelos princípios da dignidade e da centralidade da pessoa;

- A consideração da dignidade como propriedade inalienável de cada um e de todos os seres humanos, sem condições ou restrições;

- O respeito pela autonomia da pessoa, que existe por si e em si, repudiando visões programadas do ser humano;

- O ideal de equidade, tratando igualmente o que é igual e diferentemente o que é desigual, na medida dessa desigualdade;

- A harmoniosa conjugação entre direitos e deveres, bem como entre liberdade e responsabilidade;

- A consagração do valor da solidariedade como um princípio ordenador da vida em sociedade, uma virtude moral e um dever social;

 

O MAE propõe, assim, a ética centrada na pessoa e na valorização da vida humana, combatendo a indiferença e o relativismo ético, desejando contribuir para uma maior consciencialização dos imperativos éticos e para uma ética do futuro que não seja uma ética para o futuro, mas para hoje.

 

O MAE é aberto à participação das pessoas de boa vontade e de livre arbítrio, por neste movimento não caberem quaisquer formas de dependência.

 

Acesso à versão completa da “Carta Programática e de Princípios do MAE”

 

Sobre os Fundadores do MAE

 

Contactos do MAE:

Site acaoetica.pt

Facebook/Messenger: @MAE.movimentocivico

E-mail info@acaoetica.pt

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020

«Brilhante reportagem sobre touradas em Portugal»

 

Recordemos este texto de 2016. Infelizmente actualíssimo, comprovando-se que, em Portugal, a EVOLUÇÃO é algo que custa a encaixar, nomedamente, nas mentes dos governantes e dos parlamentares, os quais mantêm acesa a chama desta prática selvática, sem se aperceberem de que não têm lugar no pódio de gente civilizada

 

Reportagem espectacular sobre touradas. Todos os argumentos, todos os factos, todas as razões num brilhante trabalho.

"O Touro é um animal que, quando uma mosca pousa no seu dorso... ele afasta-a com a cauda. Ele é hipersensível".

 

COBARDE.jpg

 

Por Cláudia Vantacich

 

«O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia. A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães. Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos. Por vezes, os Touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem. Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais os que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.»

 

Cláudia Vantacich

***

As touradas: Violência, Crueldade, Ignorância, Futilidade

A vergonha de Portugal

 

 

Fonte:

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/05/brilhante-reportagem-sobre-touradas-em.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:00

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

«Mensagem: planeta Terra em perigo…»

 

Planeta Terra em perigo.... Planeta Terra em perigo... Planeta Terra em perigo...”

 

Existem pessoas que têm o dom de ver o invisível. De ouvir as vozes da Natureza. De sentir a Força Cósmica, que tudo conduz.

Idalete Giga é uma dessas pessoas.

O Planeta GEME, e parece que só os que têm vestes de luz ouvem esses gemidos.

O Planeta é uma Entidade Viva, mais poderosa do que os mais “poderosos” governantes do mundo. Estes têm a força das armas, que nada podem contra as forças da Natureza.

Li algures que a Humanidade tem um prazo: 2050. Daí que seja oportuno, em 2019, ouvir esta voz que nos entrega a Mensagem.

 

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Origem da imagem: Internet

 

Por Idalete Giga

 

«Planeta Terra em perigo.... Planeta Terra em perigo... Planeta Terra em perigo...”

 

Esta estranha mensagem ressoava no meu cérebro cada vez com mais intensidade. Há três dias que navegávamos no mar dos Açores, sobre a mais alta montanha submarina que, segundo a Verdadeira Sabedoria, foi submersa quando do desaparecimento da Atlântida.

 

A noite tinha descido e o céu foi ficando, pouco a pouco, salpicado de estrelas. O Atlas (navio de pesquisa aero-submarina) parecia uma minúscula ilha flutuante na imensidão do oceano. Éramos um grupo de dezasseis investigadores, oito homens e oito mulheres. O objectivo do meu trabalho era a pesquisa ufológica. Passava assim grande parte do tempo na torre de radar observando o céu e fazendo gráficos dia e noite.

 

Foi numa noite coroada de estrelas e de um silêncio misterioso, que aconteceu uma série de factos inesperados. Comecei a levitar e, sem o mínimo esforço, deslocava-me do quadro de radar para o telescópio e vice-versa. Bastava fazer um pequeno gesto acima do ombro e eis que cada vez subia mais alto. Ao mesmo tempo, apoderou-se de mim um sentimento de saudade por algo longínquo e indefinido. Nesse momento todo o meu corpo estremeceu. Deixei de levitar. Estaria a entrar noutra dimensão? Iria enlouquecer? Comecei então a ouvir aquela voz que repetia sem cessar: - planeta Terra em perigo... planeta Terra em perigo... planeta Terra em perigo – A voz, quase imperceptível no princípio, começou a aumentar de intensidade a ponto de me provocar tonturas e náuseas. Estava incapaz de raciocinar. Mas tinha a certeza que algo mais iria acontecer. Não me enganei. Agora, a mesma voz, menos intensa, quase me segredava: - desce ao convés. Não tenhas medo. Todos os povos do planeta Terra terão de conhecer a nossa mensagem.

 

Surpreendida com estas palavras, desci rapidamente. Olhei da popa à proa e nada vi. Durante alguns minutos contemplei o céu cheio de estrelas que cintilavam mais do que era habitual. Nesses breves minutos senti como se estivesse a viajar numa nave perdida na imensidão do cosmos a milhares de anos-luz da minha estrela. Fui então despertada desta contemplação por coros de crianças acompanhados por sons belíssimos de harpa. De todos os lados surgiam sons que se transformavam, como por magia, em luzinhas de todas as cores que iluminavam a noite e envolviam, ao mesmo tempo, todo o Atlas como pequeninos seres feéricos numa dança cheia de harmonia. A minha surpresa aumentou quando comecei a perceber o que cantavam as vozes misteriosas. Era esta a mensagem:

 

Enquanto a Terra geme

Os Mestres velam

Chegou a hora colorida

E já se ouve

A Música do Cosmos

Mais um pouco

E a luz girará

Ninguém será de ninguém

Porque todos são Um

O Mundo avança

Ao som das Harpas Eternas

Os iluminados

Na caminhada cósmica

Estão aqui

Tudo invadem

Tudo inundam à sua volta

Atraindo as mentes

Sedentas de Luz

E de verdade

Mais um pouco e

Ninguém será de ninguém

Porque todos são Um

Numa pátria comum

- O UNIVERSO -

Uma lei única

Nos unirá

- o Amor Fraterno-

E a caminhada cósmica

Continuará

Até ao INFINITO...

 

Esta palavra “Infinito” era repetida várias vezes pelas crianças e, como um eco, ia-se perdendo na imensidão da noite. Eu só queria eternizar toda aquela beleza que estava a contemplar com todo o meu ser. Mas o fim estava próximo. Os coros, a pouco e pouco, foram-se escoando e com eles a fantástica dança colorida. Olhei mais uma vez as estrelas tentando captar algo que eu já não podia alcançar. Tudo se desvaneceu. Durante momentos perdi a noção do tempo, do espaço e até de mim própria, sentindo-me uma estranha num mundo estranho. Olhei de novo o céu e vi uma luzinha minúscula a aproximar-se do navio. Em poucos segundos, uma enorme bola prateada imobilizou-se no ar, sobre a minha cabeça e dela se desprendeu um estranho papel, quase transparente, irradiando uma luz rosa-violeta e no qual estavam gravadas em letras luminosas estas palavras:

 

EM NOME DOS MESTRES SUPERIORES DAS COMUNIDADES GALÁCTICAS DO UNIVERSO INTEIRO VIMOS AVISAR TODOS OS GOVERNOS DO PLANETA TERRA QUE CESSEM TODAS AS EXPERIÊNCIAS NUCLEARES. AS SONDAS DETECTORAS DE VENENOS QUE ENVIAMOS AO VOSSO PLANETA DESDE O PRINCÍPIO DO SÉCULO XX, INVISÍVEIS PARA OS VOSSOS OLHOS, PROVARAM-NOS QUE TODA A VIDA NA TERRA ESTÁ EM PERIGO. A TERRA É UM SER VIVENTE E GEME DESESPERADAMENTE. OS SEUS GEMIDOS FORAM OUVIDOS EM TODO O UNIVERSO. EIS O QUE FEZ A VOSSA CIVILIZAÇÃO:

 

- Destruiu o equilíbrio ecológico em todo o planeta, violando as Sábias Leis da Natureza.

- Envenenou o ar, a terra, os oceanos, os rios, os lagos.

- Destruiu milhares de espécies animais e vegetais e as que ainda vivem estão em perigo de extinção dentro de pouco tempo.

- Esventrou e violou a terra até à exaustão para lhe arrancar o ouro, a prata, os diamantes que constituíam o equilíbrio cósmico vibratório do centro do planeta.

- Inventou a moeda e tornou-se escravo do dinheiro das formas mais hediondas.

- Colocou a Ciência ao serviço dos tiranos e poderosos.

- Inventou seitas e falsas religiões e, em nome de Deus, perseguiu e matou milhões e milhões de inocentes.

- Perverteu a Beleza e a Arte.

- Escravizou e destruiu todos os povos do planeta com políticas corruptas. As guerras, a fome, a pobreza, a ignorância são uma constante.

 

A VOSSA CIVILIZAÇÃO AUTODESTRUIU-SE! ESTÁ, POIS, NO FIM.

MAS OLHAI! ENTRE VÓS HÁ SERES SUPERIORES QUE VOS AJUDARÃO A CONSTRUIR UMA NOVA TERRA. NELA SÓ HABITARÃO OS QUE TIVEREM VESTES DE LUZ...

 

Aqui terminou o meu estranho sonho. Acordei pronunciando as palavras “vestes de luz, vestes de luz, vestes de luz ...”

 

Idalete Giga

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:45

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Domingo, 28 de Outubro de 2018

Toda a verdade sobre as touradas

 

Tudo o que é feito ao touro antes, durante e depois das touradas

 

VERDADE DA TOURADA.jpg

 Antitourada 

 

1 - PRAÇA DE TOIROS CALAFIA.

 

2 - Um dia fui lá, e fiquei muito assombrado com tudo aquilo que vi...

 

3 - A CORRIDA DE TOIROS PARA MIM, É MATAR POR DIVERSÃO…

 

4 - Talvez já tenhas ouvido dizer que a festa de touros é uma arte, mas não é… É uma ciência... A Ciência da Tortura. E nada na festa brava é genuíno, excepto a dor.

 

5 - Eles acreditam ser muito valentes… mas não o são. Porque, desde pelo menos 24 horas antes de entrar na arena, o touro é mantido numa prisão às escuras, para que ao soltarem-no, a luz e os gritos dos espectadores o assustem e ele tente fugir, saltando as barreiras, o que produz no público a ilusão de que o touro é feroz, mas a condição natural do touro é fugir, NÃO é atacar.

 

6 - Cortam-lhe os cornos para proteger o toureiro. Põem-lhe às costas sacos de areia, durante horas. Batem-lhe nos testículos e nos rins, provocam-lhe diarreia, deitando sulfatos na água que bebe, para que chegue fraco e desorientado à arena. Untam-lhe os olhos com gordura para lhe dificultar a visão e deitam-lhe nas patas uma substância que lhe produz ardor e o impede de ficar quieto, para fazer reluzir a actuação do toureiro.

 

7 - Os cavalos dos picadores: Escolhem-se cavalos que já não têm valor comercial, porque o animal morre em 3 ou 4 corridas no máximo. É muito comum que o animal sofra múltiplas quebras de costelas ou várias perfurações. Coloca-se-lhe uma capa a simular que esta o protege, mas na realidade é para que o público não veja as feridas do cavalo que, com frequência, apresentam vísceras expostas.

 

8 - O trabalho do picador, para mim é degradante… Se o toureiro percebe que o touro investe com muita energia, ordena ao picador que faça o seu trabalho: Consiste em sangrar o touro para o debilitar, cravando-lhe no lombo uma lança que destrói alguns músculos (trapézio, romboideu, espinal e semiespinal, serráteis e transversos laterais) e, além disso, lesiona vasos sanguíneos e nervos. Tudo isto para que o toureiro possa brindar com a sua expressão artística, que se supõe este espectáculo dever ter. Um único golpe forte poderia destroçar imediatamente o touro, por isso, é feito em três tempos, “para maior deleite dos aficionados”.

 

9 - E o das Bandarilhas ainda é pior…As bandarilhas asseguram que a hemorragia continue, por isso, tentam colocá-las justamente no sítio já picado com os ganchos metálicos. O gancho move-se dentro da ferida a cada movimento do touro e com o roçar da muleta, o peso das bandarilhas tem precisamente essa função. Algumas têm um arpão de 8 cm a que chamam "de castigo", que lhe cravam se conseguiu desviar-se da lança do picador. As bandarilhas prolongam o agravamento e aprofundamento das feridas internas. Não há limite para o número de bandarilhas: tantas quantas forem necessárias para destroçar os tecidos e a pele do touro…

 

10 - Tal como está Demostrado, é tudo dum Grande Valor… A perda de sangue e as feridas na espinha dorsal impedem que o touro levante a cabeça de maneira normal, e é quando o toureiro pode aproximar-se mais. Com o touro já próximo do esgotamento, o toureiro já não se preocupa com o perigo e pode até dar-se ao luxo de virar as costas ao touro, depois de um passe especialmente artístico, atirando o peito para fora e pavoneando-se para receber os aplausos do público em histeria. Quando o touro atinge este estado lastimável, o matador entra na arena numa celebração de bravura e de machismo, enfrentando um touro exausto, moribundo e confuso.

 

11 - E falta ainda a famosa Espada! O touro é atravessado por uma ESPADA de 80 cm de comprido, que pode destroçar-lhe o fígado, os pulmões, a pleura, etc., segundo o lugar por onde penetre no corpo do animal. De facto, quando destroça a grande artéria, o touro agoniza com enormes vómitos de sangue. Na hora de matar, se o touro tiver um pouco de sorte, morre duma estocada, mas não como se pensa duma estocada no coração, porque a espada penetra pulmões e diafragma, por vezes uma artéria maior, daí a hemorragia ser mais visível. Por vezes morrem afogados no seu próprio sangue…

 

12 - E a Tortura continua... O touro, numa tentativa desesperada por sobreviver, resiste a cair, e tenta caminhar penosamente até à porta por onde o fizeram entrar, procurando uma saída a tanto maltrato e dor. Mas então apunhalam-no na nuca com o DESCABELLO, uma outra espada que termina numa lâmina de 10 cm. Apesar destes terríveis tormentos, o animal não consegue morrer de imediato pela sua grande força, mas finalmente cai ao solo, porque a espada foi destruindo os seus órgãos internos…

 

13 - Mestres? Artistas? Valentes? Ou antes, Ignorantes, Assassinos e Cobardes…

 

14 - E prossegue… Rematam com a PUNTILLA de 10 cm, com a qual lhe tentam seccionar a espinal-medula, ao nível das vértebras atlas e axis. O touro fica assim paralisado, sem poder sequer realizar movimentos com os músculos respiratórios, pelo que morre por asfixia, muitas vezes afogado no seu próprio sangue, que lhe sai em grandes golfadas pela boca e pelo nariz.

 

15 - O Arrasto… Após lhe terem destroçado as vértebras, o touro perde o controlo sobre o seu corpo desde o pescoço para baixo. No entanto, a cabeça mantém-se intacta, pelo que está consciente de todo o horror que lhe está a acontecer e de como está a ser arrastado para fora da arena.

 

16 - NÃO SEJAS INDIFERENTE À SUA DOR… Consegues ver a lágrima que lhe escorre pela face? Não participes nestes eventos. As corridas de touros são uma tradição cruel que nos denigre como seres humanos.

 

17 - Antonio Gala, ex-toureiro, nascido em 1937, escreveu na crónica dominical do “El País”, a 30 de Julho de 1995, um artigo no qual confessava a sua "conversão" a anti-taurino: “E de repente [o touro] olhou para mim. Com a inocência de todos os animais reflectida nos olhos, mas também implorando. Era a revolta contra a injustiça inexplicável, a súplica face à crueldade desnecessária...”

 

18 - Reflecte, tal como eu… “A comiseração com os animais está tão intimamente unida com a bondade de carácter, que se pode afirmar que quem é cruel com os animais não pode ser boa pessoa.” Schopenhauer. Só os psicopatas gozam com o sofrimento doutros! Tu és um deles? Reflecte! Rejeita-a!!! Esta é uma tradição degradante que NÃO deve continuar …

 

19 - Como podes ajudar? Não assistas a corridas de touros; Não apoies políticos, artistas e comunicadores associados a esta crueldade; Não consumas produtos de empresas que as patrocinem; E o mais importante: Ensina os teus filhos a respeitarem os seres vivos…

 

20 - E, difundindo estas imagens, farás com que quem desfruta destas festas selvagens tome consciência do que faz… Recorda que por cada e-mail que envies podes fazer mudar a maneira de pensar de muita gente… Se tudo isto te tocou ao menos um pouco o Coração, une-te a mim!!!

 

21 - Ou, pelo menos, pensa bem nisto!!!

 

Fonte:

Ver mais fotos neste link:

http://pt.slideshare.net/mobile/AntiTourada/a-verdade-sobre-as-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:17

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Sábado, 3 de Março de 2018

NÃO HÁ DIFERENÇA ALGUMA ENTRE UMA CRIANÇA HUMANA E UM ANIMAL NÃO-HUMANO

 

Diz Morrissey. Mas a Ciência comprova-o...

E nem precisava de comprová-lo.

Basta conviver com animais não-humanos e ter crianças por perto, e estar atento a todos os sentidos de uns e de outros, para constatar que os sentidos dos não-humanos diferem dos nossos apenas por serem muito mais apurados do que os sentidos humanos…

 

MOPRRISSEY.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

«TENTATIVA DE CONTRADITÓRIO A UM AMIGO LICENCIADO, QUE AFIRMA ACREDITAR QUE AS PLANTAS SOFREM!»

 

Para os que nos “atiram” com o sofrimento das alfaces... quando querem justificar o consumo de animais, que eles dizem que não sofrem…

 

ALFACES.jpg

Imagem: Internet

 

Texto do Dr. Vasco Reis (Médico-Veterinário)

 

«As plantas são seres de vida vegetativa. Desenvolvem reacções a estímulos físicos, químicos, bioquímicos. Assim, assimilam, sintetizam a partir do que assimilam, crescem, reproduzem-se, sem consciência, sem raciocínio, sem decisão voluntária.

 

Pergunto: sentem como e que tipo de estímulos e com que finalidade útil? Onde estão as estruturas sensoriais? Algo comparável a órgãos de sentidos, nervos, Sistema Nervoso Central? Há várias décadas que opino, servindo-me de argumentos da ciência, da lógica, da filosofia.

 

Filosofemos: a natureza, que parece ser utilitária, não iria dar capacidade de sofrimento, sensibilidade álgica ou capacidade de sentir pânico a seres que não podem fugir daquilo que os fere, a seca, o fogo, o corte, certo? Sabes que há pseudocientistas que afirmam coisas de fantasia ou que servem interesses dos que fazem negócio com produtos de origem animal para a alimentação e que pretendem invalidar o argumento da compaixão e empatia dos vegetarianos e veganos, que para pouparem os seres sencientes animais, optam e servem-se exclusivamente dos seres não sencientes vegetais para se alimentarem? Não podemos acreditar em tudo o que se publica!!! Há muita asneira! Há muita vigarice! Acredito que a natureza "deu" a TODOS OS ANIMAIS a capacidade de sentirem desconfiança, medo, etc., e dor física para se afastarem do perigo ameaçador ou que já os fere. Isso é essencial para a fuga e tentativa de sobrevivência. Não teria sentido para as plantas!!! Abraço!»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:42

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