Manuel da Rocha enviou-me o seguinte comentário acerca do texto da autoria de José Moreno, que ontem publiquei sob o título «A mentira conveniente: “A nossa economia precisa de imigrantes”...».
Manuel da Rocha comentou o post A mentira conveniente: «A nossa economia precisa de imigrantes»... às 19:52, 16/11/2025 :
|
Atenção é a outras coisas... 100%, dos emigrantes, não fazem entregas, de comida, em casa. Você estaria disposta a pagar 8 euros, por 1 pepino, 17 euros, por 1 tomate e 22 euros, por 1 Alface? Sim, estes preços, seriam baseados nos 60000 euros, de salário médio anual, dos portugueses. Além de que, 95%, das estruturas produtivas, agrícolas, deixaram de ter funcionários. Porque ninguém vive, no interior, a 150km, da auto-estrada, mais próxima e sem algum carro de 70000 euros. E o produtor, não pode pagar 60000 euros, a cada um, dos 1600 a 4500 trabalhadores, que precisa, para produzir. 89,16%, dos emigrantes, trabalham na agricultura e pecuária. É isto que o Chega, não lhe deixa saber... para eles 5000000% dos emigrantes, vivem em Lisboa, Porto e Setúbal e fazem 100000 horas, anuais, a fazer entregas, de comida. Ninguém questiona porque é que o Chega, anunciou 20 milhões de "ilegais a viver em Portugal", e a nossa população, migrante, pouco passa de 1 milhão e 320000 estão cá, ao abrigo de vistos Gold ou por descendência, de cidadãos portugueses até 5 geração. É isto que devia ser explicado... e não os "20 milhões de imigrantes". Além de que, há outra coisas estranha: Vemos 68,4%, dos nossos emigrantes, na Europa (41,4% no resto do mundo) a votar, no Chega. Não se lembram que foram viver, para outro país, pelas mesmas razões, e passaram por vários bloqueios, até se conseguirem legalizar. Seria interessante que pensassem no porquê de querem 5000000% dos migrantes expulsos, que se lhes tivessem feito, o mesmo, não teriam a vida que têm. |
Porque este é um tema quente, actual e fracturante, decidi publicar a minha resposta ao Manuel da Rocha:
Caro Manuel da Rocha, penso que fui clara na minha introdução ao texto da autoria de José Moreno: aqui não há extremos, nem de direita, nem de esquerda. E eu, sendo suprapartidária, não vou atrás da treta de nenhum partido, por isso escusava de chamar para aqui o Chega. Não me diz nada. Além disso esta NÃO é uma questão de números, mas de PESSOAS.
Além disso não fui eu que escrevi o texto, mas concordo com ele, porque sou da área de História, mas nem precisava de ser, para saber que Portugal NÃO é, nem nunca foi um país de Imigração, com i. Sempre foi e continua a ser um país de Emigração com E, desde o tempo da Expansão Marítima.
E porquê?
Porque Portugal é um país territorialmente pequeno, é pobre, continua a ter milhares de pobres, mas a maior pobreza está na mente dos nossos governantes que não têm políticas para fixar os Portugueses no seu próprio País, para o fazer crescer em todos os aspectos, à excepção territorial, porque já não estamos em tempos de expansões.
Portugal também é um País com milhares de vadios, de parasitas, de preguiçosos, que preferem viver à custa de subsídios, e não estão dispostos a trabalhar no que é preciso, para fazer crescer Portugal. Nem todos podem ser doutores, pelos motivos mais óbvios, embora, à partida, todos devessem ter as mesmas oportunidades de singrar na vida, mas nem sempre é possível, porque na maioria das vezes depende da genética e do percurso de vida e das escolhas de cada um.
Ah! Mas Portugal é um país de idosos, não há mão-de-obra, precisa de Imigrantes blábláblá...
Treta! Falácia!
Precisa de imigrantes para quê? Para andarem por aí aos caídos, sem fazer nada, ou a receber migalhas e a dormir no chão dos tugúrios que os empresários agrícolas lhes oferecem como “casa”? Mão-de-obra barata, para que eu não pague um pepino a oito Euros? Não, obrigada! Prefiro pagar um pepino a oito Euros, do que pagá-lo a um euro, sabendo que é fruto de tráfico humano ou de exploração laboral.
Para não falar nas milhentas lojas de bugigangas, seguidinhas (só aqui num espaço de uns 200 metros, nem tanto, são umas 12, com um indivíduo (chinês, indiano, bengali) à porta a “zicar” num telemóvel, e as lojas vazias, que nem as moscas lá entram. Sabemos o que isto significa, não sabemos? E é isto que queremos para o nosso País?
Portugal precisa de Imigrantes para isto?
Apenas alguns têm privilégios já pré-concebidos, por acordos políticos de má catadura, se é que me faço entender.
Temos de pôr os olhos na realidade, sem palas, sem ideologias políticas a distorcer essa realidade.
E a realidade é esta: não precisamos de Imigrantes, porque somos um País POBRE, sem nada para oferecer, que valha pena! Agora, nem sequer a tranquilidade e a segurança de outrora!!!!
Do que precisamos é de políticas que ponham os vadios, os parasitas (por exemplo, os da tauromaquia), os preguiçosos e todos os que vivem à custa dos nossos impostos, até dos impostos dos mais pobres (vilania das vilanias! e eu conheço tantos!) a trabalharem no que é preciso, e dar condições aos portugueses que Emigram, para que possam fixar-se no seu País de origem. Nos tempos que correm SER EMIGRANTE é dar um salto no desconhecido. E só se emigra por necessidade, não por gosto, ou por motivos de trabalho qualificado, contratado, ou porque se quer viver num País rico e civilizado, para EVOLUIR.
Quanto aos Imigrantes, os países mais RICOS deviam ajudar os países mais POBRES, acabarem com as guerras, com as ditaduras, e dar condições, para que os que precisam de imigrar possam viver tranquilamente nos seus países de origem.
E mais: é preciso acabar com as invasões de imigrantes com segundas intenções. Ou ainda nenhum dos paridos políticos com assento na Assembleia da República Portuguesa, reparou nisso?
Apenas os que vêm por BEM para Portugal são bem-vindos.
Para mafiosos, já basta os que cá temos de origem portuguesa.
Isabel A. Ferreira

Texto de Josefina Maller
Como poderemos falar do Futuro às nossas crianças? Ou melhor, poderemos falar do Futuro às nossas crianças? Não? Sim? Talvez, se partirmos a palavra em três. Assim teremos Fu, que é o dono do restaurante Chinês, ali da esquina; o Tu (quem és tu?); e o Ró (que devemos pronunciar com acento) que é o nome da décima sétima letra do alfabeto grego, que corresponde ao nosso R, ou se quisermos ir pouco mais longe, Ró que representa, em física, a grandeza «resistividade».
Mas do que nos interessa falar é do senhor Fu, do Tu, e do Ró. Como é que três coisas tão diferentes podem ter ligação com o Futuro? Não têm. Então, qual o interesse de falar nisto? Não interessa nada, como diz aquela senhora que nós sabemos. Então porque estou para aqui envolvida neste sarilho?
Não estou. Parece que estou, mas não estou. É um truque que aprendi com os políticos. Eles parecem que estão, mas não estão. Parecem que fazem, mas não fazem... Ao contrário, desfazem.. Parece que dizem «sim, meus queridos eleitores», mas o que querem mesmo dizer é «queriam... queriam...!», parafraseando o grande Jô Soares, aquele que fazia rir com graça, aquele que fazia graça com inteligência, aquele que com inteligência fazia humor, sem precisar de recorrer a ordinarices, como muitos que eu cá sei. Só não sei é como ainda há quem ria dessas ordinarices!
Acho que me desviei das minhas intenções primeiras. Mas quais eram as minhas intenções primeiras? Ah! Sim, dissertar sobre o senhor Fu, o Tu, e o grego Ró (entre nós Erre)! E se de repente não me apetecer dissertar? Não disserto. Esta também é uma atitude que aprendi com os políticos. Por exemplo, os políticos prometem tudo durante as campanhas eleitorais, e depois de eleitos se não lhes apetece cumprir as promessas, não cumprem. Tão simples quanto isto. E quem os obriga?
Ninguém tem essa coragem. Ai de quem tiver! Aí vai papel que não é assinado. Aí vai obra que empanca nas gavetas das secretárias dos gabinetes de quem pode, quer e manda. Aí vai perseguição por coisa nenhuma. É o tens coragem de obrigar um político a cumprir o prometido durante as campanhas eleitorais! O que pensam? Um político não é eleito (salvo raras excepções, mas estes não são políticos, são Homens, com H), mas eu dizia que um político não é eleito para resolver os problemas de uma autarquia ou da Nação! Não! Isso é o que diz o papel. E uma coisa é o que diz o papel e outra coisa é o que o político quer. E quem o impede? Nenhum poder é maior do que o Poder!
Bem, quanto ao senhor Fu, é boa pessoa. Tu, dependendo de quem és tu, também és boa pessoa. O erre, coitado! Errar é humano, dizem. Será? Podemos tentar abordar este assunto, numa outra ocasião. Mas e então quanto ao Futuro? Querem saber? Nunca fui ao Futuro. Do Futuro nada sei.

Na entrevista feita pelo acordista Jornal Expresso a Luís Faro Ramos, presidente do “Camões” – Instituto da Cooperação e da Língua (mas qual língua?) li que fazer do Português uma das línguas oficiais da ONU é uma aposta estratégica do Governo (mas qual governo?). E esta foi uma das razões que levaram Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios dos Estrangeiros, a nomear pela primeira vez um diplomata para dirigir o instituto que tutela a língua e a cooperação.
E aqui colocam-se algumas questões: o tal “Camões” que agora é cooperador dos verdugos da Língua Portuguesa, nesta questão, estará a servir os interesses de quem? De Portugal, como Estado soberano e independente de influências estrangeiras, ou do Portugal subserviente aos interesses do Brasil?
É que a Portugal só interessa apresentar na ONU a Língua Materna Portuguesa, na sua versão culta e europeia, para não destoar das restantes Línguas Maternas cultas (algumas europeias) que fazem parte das línguas oficiais da ONU, a saber: o Inglês (de Inglaterra e não das ex-colónias); o Francês (de França e não das ex-colónias); o Chinês (o mandarim e não nenhum dos dialectos chineses); o Espanhol, (de Espanha e não das ex-colónias); o Árabe culto e não nenhuma das suas variantes; e o Russo, Língua Materna da Rússia e de vários outros países da Eurásia, e não nenhuma das suas variantes.
Ora não podemos apresentar na ONU outra língua que não seja a Língua Materna de Portugal, que é a Língua Portuguesa na sua versão falada e escrita, culta e europeia, e não na variante ortográfica brasileira que tem implicações com a oralidade (por exemplo, os que escrevem “direto” terão forçosamente de ler “dirêto”, sob pena de estarem a pronunciar mal o monstrinho ortográfico), e a qual andam a impingir aos Portugueses.
Sabemos que a aposta estratégica do Governo é a de apresentar à ONU a versão brasileira da Língua Portuguesa, no que respeita à ortografia, até porque foram os Brasileiros que tiveram a ideia primeiro, porque acham que eles são milhões, e nós, os outros escreventes e falantes lusófonos, que incluem os Angolanos, Moçambicanos, Timorenses, Cabo-Verdianos, São-Tomenses e Guineenses somos apenas milhares. Por isso, é tão importante para Santos Silva que os portuguesinhos aceitem o AO90 sem barafustar. A negociata passa por este detalhe. Por isso, o nosso ministro dos negócios DOS estrangeiros anda tão empenhadíssimo nesta negociata, e o “Camões” (quanto desprestígio para o Poeta!) ajuda a esta “missa (ão)”.
Portugal não pode impor-se internacionalmente com uma variante da Língua Portuguesa. Seria o desprestígio total. E penso que a ONU descartará essa possibilidade, a exemplo do que já fez o Vaticano: a Língua Portuguesa deixou de ser língua de trabalho na Cúria Romana, por ter perdido o seu cunho de língua culta europeia...
(Ler notícia aqui)
A SANTA SÉ FARTOU-SE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990
http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-santa-se-fartou-se-do-acordo-22657
LUSOFONIA: BISPOS LAMENTAM SUSPENSÃO DO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO
http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/lusofonia-bispos-lamentam-suspensao-do-48332
Seria uma vergonha, um país europeu impor-se internacionalmente com um dialecto mutilado, e não com a Língua Materna, como todo os outros.
Isabel A. Ferreira