Sábado, 29 de Dezembro de 2018

A TAUROMAQUIA NÃO É COMPATÍVEL COM A ESSÊNCIA HUMANA

 

Respondendo a Francisco Laranjeira sobre a abominável prática das touradas.

Os NINS nunca fizeram evoluir a Humanidade.

 

Anónimo comentou o comentário NUNCA AS TOURADAS LEVARAM TANTA PANCADA COMO NESTES ÚLTIMOS DIAS PORQUE SE CÃO COMO NÓS, TOURO COMO NÓS. PORQUE NÃO? às 19:22, 28/12/2018 :

Dª.Isabel Ferreira: Sobre as touradas já me pronunciei aqui neste espaço. Como disse antes, quando se me deparar a oportunidade de dar o meu voto não terei duvidas de que votarei contra as touradas. Ponto. Paralelamente a este espectaculo grotesco; existem outros de que pouco ou nada se fala e talvez me impressionem mais do q as touradas: são os animais selvagens retidos nos Zoos. Isto é que eu considero absolutamete vergonhoso, ver leões, tigres, elefantes, macacos e outros animais selvagens, moribundos, cheios de moscas, apodrecerem, fedorentos, coisa absolutamente vergonhosa. E os animais no circo também não fazem sentido algum. De resto, quando a Assembleia da Republica não proibe tais espectaculos o que poderei eu fazer humilde cidadão. Melhores cumprimentos. Francisco Laranjeira.

 

PESSOAS DE BEM.png

 

 

Senhor Francisco Laranjeira, do modo como fala, dá-me a sensação de que, embora não goste de touradas, não as condena. Aceita-as, como algo normal, na sociedade do Século XXI depois de Cristo. E nesta questão não podemos ser NIM.

 

Imagine a existência, HOJE, de uma “homada”, ou seja, de uma prática em que um leão esfomeado estraçalha um homem encurralado numa arena, onde uma turba ensandecida aplaude, em delírio, cada dentada, cada golpe na carne, cada pingo de sangue que mancha a arena, como no tempo do Circo Romano. O que teria a dizer? Também aceitaria, para não interferir na LIBERDADE de quem delira com esta luta DESIGUAL?



Sabia que a capacidade de se colocar no lugar do outro, seja esse outro um animal humano ou um animal não-humano, é uma das funções mais importantes da inteligência humana, porque demonstra o grau de maturidade do ser humano (Augusto Cury, médico psiquiatra brasileiro dixit)?

 

Sabia que “não faças aos outros (sejam esses outros humanos ou não-humanos) o que não gostas que te façam a ti” é o preceito máximo, que percorre a existência do Ser Humano, desde tempos imemoráveis, e faz parte da ESSÊNCIA HUMANA?

 

Sabia que a EMPATIA é o sentimento mais nobre do ser humano? Aquele que nos permite colocarmo-nos no lugar dos outros e sentir a dor dos outros?

 

Não basta VOTAR contra. Tem de se SER CONTRA esta “coisa” abominável, que não faz parte dos valores humanos: torturar um ser vivo para se divertirem com o atroz sofrimento dele.

 

Quanto ao resto, saiba que no mundo existem milhares de pessoas a lutar contra isto: jardins zoológicos e circos com animais, a que acrescento as corridas de cavalos e de galgos, as rinhas de galos, a CAÇA e a PESCA desportivas, o uso das charretes, a matança de animais nos matadouros sem o mínimo respeito pela dor deles, enfim, todas as situações que envolvam INDEFESOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS à mercê de carrascos DESUMANOS estão no mesmo patamar das touradas, e são abomináveis, e são condenáveis, e devemos lutar pela abolição de tudo isto, que não é compatível com a essência humana.



E se os deputados da Nação, que se recusam a evoluir, não  proíbem tais práticas (não lhes chame espectáculos, porque um espectáculo implica algo ADMIRÁVEL, e não BÁRBARO) o que poderá fazer um humilde cidadão?

 

O humilde cidadão poderá simplesmente NÃO VOTAR neles, e escolher deputados que tenham a capacidade de se colocarem no lugar dos outros, que não façam aos outros o que não gostam que lhes façam a eles, e que tenham EMPATIA pela restante fauna que com eles partilham o mesmo PLANETA.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

«CAÇA: MASSACRE EM CASTANHEIRA DE PÊRA»

 

Este é o resultado de uma caçada em Castanheira de Pêra.

E dizem eles que gostam dos animais. Que os alimentam. Que fazem isto para preservar a espécie e o equilíbrio do ecossistema. E se não fossem eles, estes animais já não existiriam.

O planeta Terra perdeu 60% dos seus animais selvagens em 44 anos, por causa da caça ilegal, mas também da caça legalizada. Porque quando eles, os caçadores, decidem divertir-se com a morte de indefesos animais, matam assim, às manadas, e exibem os animais mortos como troféus.

Nem os homens mais primitivos eram assim tão primitivos.

E eles, os caçadores, pretendem eu os respeitemos!... E não merecem mais do que o nosso desprezo e asco.

CAÇA.jpg

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/PortuguesesDireitosTodosAnimais/photos/a.1000462433307229/2080700811950047/?type=3&theater

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

VITAL MOREIRA CONTRA MANUEL ALEGRE E A BARBÁRIE TAUROMÁQUICA

 

No Blogue Causa Nossa, Vital Moreira responde à Carta Aberta que o triste Manuel Alegre escreveu a António Costa, defendendo as touradas, considerando que que «não faz nenhum sentido invocar a liberdade do gosto contra uma prática violenta, cruel, sangrenta e degradante, para satisfação sádica de protagonistas e espectadores, à maneira dos espectáculos circenses da antiga Roma”.

 

VITAL.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

Vital Moreira discorda em absoluto da "carta aberta" de Manuel Alegre, em defesa das touradas e da redução do IVA nos respectivos espectáculos, em primeiro lugar, por não fazer sentido misturar as touradas com a caça, como se fosse a mesma a oposição a uma e a outra ou como se fossem as mesmas razões a motivá-la. A razão básica contra as touradas está no facto de elas serem um espectáculo e consistirem em infligir um suplício prolongado a animais para proveito pessoal dos toureiros e para gáudio público, o que se não verifica na caça, refere Vital Moreira, assinalando que não consta que o gosto pelas touradas integre os direitos fundamentais constitucionalmente protegidos...

 

Para o constitucionalista, tampouco cabe invocar a "tradição", de resto cada vez mais acantonada, desde logo porque ao longo dos tempos a história da civilização e do progresso humano foi, em grande medida, uma luta da razão contra as tradições que exploram os sentimentos e instintos menos louváveis dos homens. Há muitos outros gostos e tradições que o desenvolvimento humano e cultural tornou intoleráveis.

 

Para Vital Moreira, parece inteiramente descabido o argumento de que uma eventual proibição nacional das touradas - que, aliás, não está iminente - seja equivalente a uma "ditadura política do gosto" e um sinal de "totalitarismo" emergente.

 

Nada de mais despropositado!, salienta Vital Moreira, acrescentando: «Que eu saiba, entre os muitos países que consideram as touradas como "barbárie" - como os países escandinavos ou anglo-saxónicos - contam-se alguns dos países mais livres e das democracias mais liberais do mundo!

 

Nunca me impressionou o argumento dos escritores e artistas que manifesta(ra)m o seu apreço pelas touradas. Para além de serem uma pequena minoria, a verdade é que ao longo da história as piores práticas da humanidade sempre encontraram quem as defendesse entre a elite intelectual, desde a escravatura aos tratos cruéis, desumanos ou degradantes, até que o Iluminismo as proscreveu ou tornou insustentáveis. Tenho para mim que dentro de poucas décadas, quando as touradas forem uma má memória na história nacional, os intelectuais que hoje as defendem sejam olhados com a mesma estranheza com que hoje olhamos os defensores pretéritos de outras "tradições" execráveis.

 

E Vital Moreira diz não se surpreender ao ver as touradas defendidas pela direita mais tradicional, porque elas fazem parte integrante da cultura "marialva" que ela privilegiadamente encarna, tendo enormes dificuldades em compreender - afastado o diletantismo político ou intelectual - o que leva alguma esquerda a admirar um espectáculo tão violento e tão sangrento, assente no sofrimento causado a seres vivos indefesos, para gozo público.

 

Por último, o constitucionalista acrescenta que não lhe parece que haja motivo para tão grande alarme público dos amantes da indústria da tortura-de-animais-na-arena-para-gáudio-público e do poderoso lobby económico, político e mediático que a suporta e promove. Afinal, trata-se somente de criar uma pequena diferença de IVA em relação a outros espectáculos. Infelizmente, não se trata de um primeiro passo para abolição das touradas. Para isso, os tempos ainda estão para vir...

 

Fonte:

https://causa-nossa.blogspot.com/2018/11/a-barbarie-tauromaquica-7-contra-manuel.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

CARTA ABERTA DE MANUEL ALEGRE A ANTÓNIO COSTA ENTERRA O PS, A LIBERDADE E A DEMOCRACIA

 

 

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André Silva, deputado do PAN, reage à Carta Aberta de Manuel Alegre 

 

Hoje, Portugal pasmou com a Carta Aberta que Manuel Alegre escreveu a António Costa, pondo-se do lado da incultura e da incivilização, pedindo para os pobrezinhos da tauromaquia, para a continuidade da barbárie, algo que não combina com Liberdade, com Democracia, com Socialismo.

 

Manuel Alegre, não sabe, mas com a sua atitude anti-civilização, só está a favorecer o PAN e a enterrar o PS. Porque o discurso dele, de Manuel Alegre, é realmente de um conservador monarquista, não de um socialista contemporâneo.

 

E tal atitude antidemocrática só prejudica o PS. E ainda bem, porque os Portugueses já estão fartos das políticas retrógradas de quem está com os pés fincados no passado, e se recusa a evoluir. Pode ser que tudo isto contribua para uma mudança. PS, PSD, PCP e CDS/PP são todos farinha do mesmo saco, no que respeita ao apoio às práticas medievalescas (touradas e caça) quando o mundo grita por Evolução.

 

Confrontado com a Carta Aberta de Manuel Alegre, o deputado do PAN (partido Pessoas-Animais-Natureza) André Silva, referiu que a reacção de Manuel Alegre, que se manifesta contra o que diz ser o "fanatismo do politicamente correcto", é normal num conservador. O deputado do PAN considera ainda que as reacções como as de Manuel Alegre, são normais quando se quer dar passos civilizacionais e se está preso a uma cultura do passado, mas que aos poucos se vai destruindo.

 

Para André Silva, não estão apenas em causa os gostos das pessoas, mas também implicações na vida de terceiros, ou seja, dos animais envolvidos nessas práticas, seres sencientes, e acrescenta que a sociedade portuguesa do século XXI não aceita mais a utilização de animais para entretenimento.

 

Para ouvir as declarações de André Silva, clicar neste link:

https://www.rtp.pt/noticias/politica/manuel-alegre-esta-agarrado-ao-passado-diz-deputado-do-pan_a1109841

 

***

Mas afinal, o que tanto traz agitado Manuel Alegre, o caçador?

 

«Carta aberta a António Costa

 

É chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto.

 

Antes mesmo de ele existir, já eu apoiava este Governo que tem vindo a espantar o diabo tantas vezes anunciado. Portugal, apesar das dificuldades, é hoje uma boa excepção, numa Europa e num Mundo marcados por um processo de desconsolidação da Democracia e pela emergência de várias formas de populismo. Os partidos tradicionais estão em decadência, alguns em vias de desaparecimento. E a revolta popular contra o sistema já não está do lado da esquerda, passou para a direita, estimulada e manipulada pela hegemonia do poder financeiro global.

 

Devíamos estar atentos. Mas às vezes a euforia conduz à distracção. Eu, por exemplo, vivo uma situação paradoxal. Apoio esta solução governativa, o PS está no poder e, no entanto, por vezes sinto a minha liberdade pessoal ameaçada. Não por causa do que se passa no Mundo. Mas porque o diabo esconde-se nos detalhes. Está no fundamentalismo do politicamente correcto, na tentação de interferir nos gostos e comportamentos das pessoas, no protagonismo de alguns deputados e governantes que ninguém mandatou para reordenarem ou desordenarem a nossa civilização.

 

(Liberdade pessoal ameaçada, a liberdade de matar animais indefesos, para passar o tempo? Fundamentalismo do politicamente correcto, na tentação de interferir nos gostos, quando o que aqui está em causa não são gostos, mas passos evolutivos, que todos os deputados da Nação deviam dar, para reordenarem a nossa civilização, corrompida por actividades bárbaras, e o que fazem? Vergam-se aos lobbies da barbárie).

 

O deputado do PAN foi legitimamente eleito. Com pouco votos, mas foi. Tem o direito de defender as suas opiniões. Mas não pode virar o país do avesso, com a cumplicidade dos fundamentalistas de outros partidos (com a honrosa excepção do PCP) e o calculismo dos que pensam que, em certas circunstâncias, o voto dele pode ser útil para a maioria. Uma espécie de um novo deputado “limiano”, salvo o devido respeito. O facto é que um deputado, um só, traz milhares de portugueses inquietos. Isto não é normal nem saudável numa Democracia pluralista. De modo que é chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto. É uma questão de liberdade. Liberdade para não gostar de touradas. Mas liberdade para gostar. Liberdade para não gostar da caça. Mas liberdade para gostar. Algo que não se pode decidir por decreto nem por decisões impostas por maiorias tácticas e conjunturais, Não é democrático. Para mim, que sou um velho resistente, cheira a totalitarismo. E não aceito.

 

(Pois Manuel Alegre está redondamente enganado e vê-se que vive na sua bolha de caçador e não vê o que o rodeia. O deputado André Silva não traz milhares de Portugueses inquietos. Traz apenas alvoroçadas umas centenas de caçadores e tauricidas, porque os restantes Portugueses clamam pela abolição dessas práticas trogloditas. E na caça ou na tourada não há liberdade para gostar, porque essas práticas não são uma questão de gosto, mas de Ética Civilizacional, que é um conceito que caçadores e tauricidas desconhecem. E um socialista, que devia ser progressista, segue os valores retrógrados monarquistas e ditatoriais, que o 25 de Abril não foi capaz de banir.)

 

Por isso, meu caro António Costa, peço-lhe que intervenha a favor de valores essenciais do PS: o pluralismo, a tolerância, o respeito pela opinião do outro. Peço-lhe que interceda pela descida de 6% do IVA para todos os espectáculos, sem discriminar a tauromaquia, já que os prejudicados serão os mais pobres, os trabalhadores que tornam possível este espectáculo. Peço-lhe que se oponha à proposta do PAN para alterar a Lei 92/95, que vem comprometer várias actividades do mundo da caça, como provas de Santo Huberto, largadas cinegéticas e cetraria – Património Mundial da Humanidade. A alteração da referida Lei provocará danos irreversíveis em muitas associações e clubes de caçadores, clubes de tiro desportivo, campos de treino e caça. Estão em causa centenas de postos de trabalho e elevadas perdas económicas para o País, sobretudo para aquelas regiões onde a empregabilidade e a actividade económica estão quase exclusivamente ligadas à caça. Sim, meu caro António Costa, trata-se de uma tradição cultural e social que é parte integrante da nossa civilização. É, também, um problema que diz respeito ao emprego e à vida de milhares de pessoas. E é, sobretudo, uma questão de liberdade, que sempre foi a a essência e a alma do Partido Socialista. Militante histórico do PS; escritor

 

(Que discurso mais minguado, rogar ao caro António que mantenha o IVA para os pobrezinhos torturadores de Touros, que recebem milhares de Euros, provenientes dos impostos dos portugueses, para comprar Ferraris e Porches, e torturar seres sencientes. Este último parágrafo desta Carta Aberta, mostra a mesquinhez de espírito de um indivíduo que perdeu a noção da realidade do século XXI D.C., e do que é o verdadeiro Socialismo. Não, isto não é sobretudo uma questão de liberdade, que sempre foi a essência e a alma do Partido Socialista, porque essa essência e alma do Partido Socialista perdeu-se ao negarem o progresso, a evolução da nossa descarrilada sociedade. Além disso, ser militante histórico do PS e escritor não são habilitações suficientes para levar o diploma de Progressista. Não me vou repetir. Deixo aqui o que já escrevi sobre esta posição retrógrada de alguém que se diz socialista, mas perdeu a noção do que ser socialista requer:

 

O CAÇADOR MANUEL ALEGRE FICOU MELINDRADO PORQUE A MINISTRA DA CULTURA DEFENDEU A CIVILIZAÇÃO

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-cacador-manuel-alegre-ficou-841604?utm_source=posts&utm_content=1541609491

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da Carta Aberta:

https://www.publico.pt/2018/11/07/politica/opiniao/carta-aberta-antonio-costa-1850064?fbclid=IwAR1MGCydxWzqY5wsmQPU5WC7gaVG-ldrO55jG93NDcB3PlH91F_Y31-NtIM#comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:03

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2018

O CAÇADOR MANUEL ALEGRE FICOU MELINDRADO PORQUE A MINISTRA DA CULTURA DEFENDEU A CIVILIZAÇÃO

 

Pois é! É que a caça está no mesmo patamar das touradas, ou seja, ambas são práticas bárbaras, onde se tortura e mata animais indefesos, por mero divertimento.

 

Os caçadores matam animais e dizem que fazem muito por eles (animais) e pela Natureza, como se nós fôssemos muito estúpidos.

A etapa de caçador, no percurso evolutivo do homem, é a etapa mais primitiva. De caçador passou a colector, de colector a agricultor, e hoje o Homem vai à Lua.

Manuel Alegre é caçador. Não seria preciso dizer mais nada.

Mas vou dizer, porque me repugna os poetas que gostam de matar ou ver matar e torturar animais indefesos, algo que não faz parte da Cultura e da Civilização do Homem Contemporâneo.

 

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Origem da imagem: Internet

 

O ex-candidato presidencial Manuel Alegre manifestou-se esta quinta-feira muito incomodado com as declarações da ministra da Cultura, Graça Fonseca, sobre as touradas no Parlamento. "É este tipo de intolerâncias que cria os Bolsonaros", disse Manuel Alegre ao jornal PÚBLICO.

 

Contudo, de acordo com Leonardo Boff, com o qual estou completamente de acordo, «tudo tem limites, também a tolerância, pois nem tudo vale neste mundo. Os profetas de ontem e de hoje sacrificaram as suas vidas porque ergueram a sua voz e tiveram a coragem de dizer: "não te é permitido fazer o que fazes". Há situações em que a tolerância significa cumplicidade com o crime, omissão culposa, insensibilidade ética ou comodismo. Não devemos ter tolerância com aqueles que têm poder de erradicar a vida do Planeta e de destruir grande parte da biosfera

 

Não devemos ter tolerância com aqueles que se divertem a matar e a torturar animais indefesos, porque tal não faz parte da Ética, da Civilização, da Evolução Humana.

 

Não podemos ser tolerantes com gente que não respeita a Vida. A vida de qualquer ser vivo é tão importante para ele, como a nossa vida é importante para nós. Daí que não possamos ser tolerantes com gente que mata e tortura animais apenas para se divertir ou passar o tempo.

 

Não podemos ser tolerantes com os trogloditas, sejam eles caçadores/poetas, ou escritores, ou pintores, ou presidentes da República, ou tauricidas.

 

Incomodado com a posição defendida pela ministra da Cultura relativamente às touradas, Manuel Alegre assume que "atitudes como" a de Graça Fonseca "colocam a democracia em causa".

 

Mas qual democracia? Torturar e matar animais não-humanos é uma atitude antidemocrática, porque não farás aos outros (sejam esses outros animais humanos ou não-humanos) o que não gostas que te façam a ti. E este é um princípio democrático, que remonta quase ao início dos tempos. Um preceito universal já conhecido dos povos muito antigos.

 

Ao explicar que o Governo não pretende recuar no fim da isenção do IVA para toureiros, Graça Fonseca disse: "Quanto à tauromaquia não é uma questão de gosto, é de civilização e manteremos como está". O CDS logo se indignou, no hemiciclo e fora dele, mas agora também os socialistas estão a mostrar o seu desagrado.

 

Eu direi: estão a mostrar o seu IMO. Não estão a demonstrar o seu desagrado. Os socialistas (não serão todos, mas como não se manifestam, são medidos pelo mesmo alqueire) estão de conluio com as máfias tauromáquica e da caça. Os socialistas apoiam estas políticas carniceiras de direita, e que já foram monárquicas.

 

E Manuel Alegre diz ao PÚBLICO, esta coisa espantosa: «O que está aqui em causa com as suas (da Ministra da Cultura) declarações é a liberdade de uma grande tradição ibérica reflectida por muitos escritores e artistas de todas as áreas. (…) Agora são as touradas, depois há-de ser a caça e depois o livro que podemos ou não ler ou o filme que podemos ou não ver".

 

Pois. O problema aqui é que a caça pode vir a ser atingida pela flecha certeira da Civilização. O que vale é que os caçadores são uma espécie em extinção. A nova geração é feita de outro barro. Jamais a Cultura Culta, da qual fazem parte os livros e os filmes, estarão no mesmo saco da caça e das touradas.

 

Como é possível aliar um costume bárbaro, introduzido em Portugal pelo rei espanhol Filipe I (II de Espanha, e que não regulava lá muito bem da cabeça) a uma tradição ibérica, reflectida por muitos escritores e artistas de todas as áreas, como se os tais escritores e artistas, que os trogloditas tanto gostam de citar, fossem deuses intocáveis ou gente de boa índole, e não tivessem grandes pancas, ou não fossem cruéis como Picasso, ou com graves problemas psicológicos, como Hemingway (que se suicidou) e Garcia Lorca. Além disso, na época dessa gente não se sabia o que hoje se sabe sobre a senciência animal. Mas a dúvida persistirá: uma vez bárbaro, bárbaro para sempre. Os contemporâneos têm toda a informação, e continuam aficionados, porque pau que nasce torto nunca se endireita (são raros os que se endireitam), e o facto de serem artistas ou escritores ou frequentarem universidades não implica que tenham boa índole. Os maiores assassinos da História da Humanidade foram (e são) gente com cursos e cargos dos mais superiores. Porque isto da boa índole, do carácter, do IMO forma-se no berço.

 

Manuel Alegre diz que a introdução do IVA agora decidida "é uma perseguição aos toureiros e a uma actividade que mexe com milhares de pessoas". Mas que milhares de pessoas? Talvez umas centenas. Contudo, uma actividade sangrenta, brutal, irracional, inculta, estúpida, cruel e desumana, ainda que mexa com centenas de pessoas, não pode justificar a sua existência. Essas pessoas que vão plantar batatas, porque plantar batatas também alimenta bocas. Poderá não dar para comprar Ferraris e Porches, mas alimenta bocas.

 

E Manuel Alegre não se contentou a fazer uma triste figura com estas declarações anti-civilização. Teve o desplante de deixar um aviso a Graça Fonseca e a outros políticos, como se ele fosse o dono do mundo, e disse esta coisa incrível: "Falar de touradas pode dar muita visibilidade, mas há problemas mais graves de que os deputados e governantes não falam, como por exemplo o desaparecimento dos cavalos marinhos da Ria Formosa ou a proliferação de eucaliptos por todo o país".

 

Pois o governo da geringonça não fala desses problemas e de muitos outros mais, aliás muito cabeludos, como o da ilegalidade do acordo ortográfico de 1990, por exemplo, porque não lhes convém, o que não tira que a actual Ministra da Cultura, confrontada com a pergunta da deputada do CDS/PP, não tivesse o direito e o dever de lhe responder adequadamente, colocando a questão no plano da Civilização.

 

Era o que mais faltava, um caçador vir admoestar uma Ministra da Cultura, a mais culta que já tivemos desde há longos, longos anos, apenas porque esta defendeu a Civilização!

 

E Manuel Alegre conclui, de um modo, inacreditável, apenas condizente com mentalidade da direita: «Isto não é uma questão de gostar ou não gostar. Isto não pode ser uma questão de natureza filosófica como a ministra quer fazer crer».

 

Pois esta coisa das touradas só é uma questão filosófica, uma questão social, uma questão cultural, uma questão moral, uma questão civilizacional, que a senhora Ministra da Cultura, sendo uma senhora culta, teve a lucidez e a coragem de levar para um hemiciclo que, na sua maioria, pugna pela incultura e pela incivilização.

 

E nós, a esmagadora maioria dos Portugueses, estamos com a senhora Ministra da Cultura, e vaiamos o poeta da carnificina.

 

Faço inteiramente minhas as palavras do Comandante Manuel Figueiredo, um dos muitos portugueses que enviaram à senhora Ministra Graça Fonseca, o seu apoio:

 

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Para terminar, diz a notícia que o primeiro socialista a mostrar a sua indignação foi o deputado Luís Moreira Testa, que escreveu no Facebook: «Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Ernest Hemingway ou Federico García Lorca. É desta civilização que eu faço parte, mas também da de Goya, Dalí ou Picasso e de tantos outros, como Jorge Sampaio ou Manuel Alegre».

 

Pois o senhor Luís Moreira Testa tem todo o direito de expressar o que lhe vai na alma, e os seus gostos literários e de amizade. Contudo, é preciso dizer que a todos os cidadãos citados, falta-lhes o sentimento maior que faz de um ser, um verdadeiro Ser Humano: a empatia. Dir-se-á, igualmente, que todos esses senhores ficarão para a História, quando a bárbara tauromaquia estiver extinta, como ficaram os imperadores romanos, apoiantes do bárbaro Circo Romano, ou seja, serão lembrados como seres incivilizados, incultos, primitivos, dotados de instintos cruéis, ou seja, ficarão lembrados como seres desumanos.

 

Todos esses nomes já constam do Livro Negro da Tauromaquia, facto que não dá prestígio a nenhum deles.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.publico.pt/2018/11/01/politica/noticia/manuel-alegre-tipo-intolerancias-touradas-cria-bolsonaros-1849611#comments

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

«SALVEM AS RAPOSAS»

 

RAPOSA.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/256322287821476/photos/a.419244928195877/1838525406267815/?type=3&theater

 

«Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos».

Essa é que é essa!

 

MEC.jpg

 

Texto de MIGUEL ESTEVES CARDOSO

 

 SALVEM AS RAPOSAS

 

Contaram-me esta história numa praia do Algarve, mas não sei se é verdade. Quando está muito calor há raposas que entram dentro de água para se refrescarem. Riem-se aos gritos da excitação e do alívio. Às vezes aproveitam para almoçar uma gaivota. As gaivotas sabem a tripa de peixe, mas as raposas não se importam.

 

Disse-nos que as raposas dormem nas dunas durante o dia. À noite ouvem-se as raposinhas a rir em voz alta, como se estivessem a acicatar-se umas às outras. Seja verdade ou não, é altura de dignificar as raposas e de proibir a caça delas. Merecem, no mínimo, a mesma protecção que os lobos.

 

As raposas são animais encantadores, engraçados e afectuosos, com um lugar central no nosso imaginário. Em Portugal podem ser caçadas entre Outubro e Janeiro com matilhas de até 50 cães. Oscar Wilde descrevia esta caça como "the unspeakable in pursuit of the inedible". É um acto de grande coragem uma data de seres humanos a ver 50 cães a despedaçar uma raposa até à morte.

 

O Bloco, o PEV e o PAN apresentaram projectos de lei para acabar com esta barbaridade, mas os outros partidos vão chumbá-los, claro. Têm medo de perder os votos dos caçadores. Demonizam a raposa como se estivéssemos na Idade Média.

 

Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos. Muitos ainda não votam. Quando votarem terão morrido um número maior de defensores da caça.

 

Tal como acontece em quase todas as fábulas, a raposa acabará por ganhar. E havemos de nos rir com ela.»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/10/06/sociedade/cronica/salvem-as-raposas-1846398#comments

 

***

Na verdade, os partidos que servem os lobbies que pugnam pela crueldade, pela violência, pela matança brutal de animais indefesos, em nome do divertimento, ou de práticas economicistas, chumbaram a proposta do PAN.

 

Mas não se pense que o PAN perdeu prestígio com esta aparente derrota. De cada vez que um projecto de evolução, apresentado pelo PAN,  ou por outro qualquer partido político, é chumbado no Parlamento Português, são os partidos trogloditas, que ficam do lado da incultura e da involução, que perdem prestígio e credibilidade.

Portanto, ó caçadores desnaturados, o vosso riso de escárnio, não se compara ao riso límpido das Raposas, animais muito mais dignos e racionais do que qualquer um dos que as matam por mero instinto assassino.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

A GRANDE FALÁCIA DA CAÇA E DOS CAÇADORES

 

«Os caçadores nem desejam o bem-estar animal nem procuram o equilíbrio da biodiversidade.

 

O único desejo que têm em mente é o bem-estar do seu ego e o equilíbrio da sua arma».

(Pedro Neves)

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 19:02

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

MINISTRO DO AMBIENTE PROMOVE MATANÇA DE INDEFESOS ANIMAIS SILVESTRES

 

 

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, diz querer fomentar a caça…

Será que não existe nenhum ministro humanista neste governo?

Um ministro do Ambiente deveria banir a matança cobarde de animais silvestres apenas para que uma “elite” possuída de instintos primitivos e desadequados ao Século XXI possa divertir-se à custa do sofrimento de seres indefesos.

O ministro do Ambiente, contesta as críticas dos caçadores e salienta uma série de medidas tomadas pelo governo que vão ao encontro de algumas reivindicações do sector. 

É triste constatar que em Portugal o governo só vai ao encontro das reivindicações de carniceiros.

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Imagens como esta dizem de um país que promove práticas cavernícolas…

 

O ministro reconhece a importância da caça e salienta que continuará a tomar medidas no sentido de fomentar esta matança.

 

Que importância terá a caça para a Nação e para a Fauna autóctone portuguesa?

 

Os governantes portugueses só ouvem as reivindicações de sectores que envolvem muita parra (€€€€€€€) e pouca uva.

 

Terão medo de levar um tiro de caçadeira? Porque este tipo de violência é o que mais existe em Portugal. A maioria dos crimes é cometida por caçadores, com caçadeiras.

 

As reivindicações dos trabalhadores, dos estudantes, dos ecologistas, dos que lutam pelo bem-estar animal, dos que defendem a Língua Portuguesa, essas não são consideradas, apesar de envolverem milhares de portugueses.

 

As minorias parasitas, que nada fazem em prol da sociedade, é que são ouvidas pelos ministros.

 

Que espécie de políticos temos nós, que em vez de fomentar a evolução, fomenta o retrocesso?

 

Aqui há tempos os Ecologistas espanhóis desmascaram cientificamente sete mitos do sector da caça, que pode ser consultado aqui (é só clicar):

«A CAÇA É UMA ABERRAÇÃO»

 

 

De acordo com o médico veterinário Dr. Vasco Reis, «Caçar é provocar susto, sofrimento com ferimento mais ou menos rapidamente mortal, que vitima animais inocentes e nascidos para viver e sobreviver e até por vezes pessoas. Torna insegura a presença na natureza e polui. Incomoda e até indigna muitas pessoas. Existem métodos de controlar populações, equilibrada e responsavelmente, causando menos sofrimento e risco, que deveriam ser estudados, decididos e postos em execução por entidades competentes».

 

A caça é uma prática obsoleta. Estamos no século XXI D. C.

 

Não é preciso a intervenção do “homem”, para se repor o que quer que seja. Isso é um argumento falacioso, usado pelos que se divertem a MATAR seres indefesos.

 

A Natureza encarrega-se de repor a ordem natural das coisas.

 

Um País que não sabe defender a sua Fauna e a sua Flora não merece ser considerado um País; e os políticos que dão ouvidos a matadores, são políticos a fingir, porque não fazem EVOLUIR o país.

 

Quando o ministro do Ambiente fala sobre as vantagens do ordenamento cinegético e da gestão e exploração cinegética sustentável para a conservação dos recursos naturais, enquanto actividade geradora de desenvolvimento rural, actividade que promove a gestão do território e que possibilita o fomento de espécies e o maneio de habitat, pretende enganar quem?????

 

A caça e os caçadores pertencem a uma época primitiva, que já não existe. Então por que insistir nesta aberração?

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/02/05/sociedade/noticia/ministro-diz-querer-fomentar-a-caca-1760415

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

O PROBLEMA É QUE A BESTA HUMANA SE RECUSA A EVOLUIR

 

A propósito de um comentário ao texto de André Silva (deputado do PAN) sobre a caça.

 

besta humana.png

 Origem da imagem: Internet

 

Monteiro, deixou um comentário ao post «NÃO GOSTO DE CAÇA: SEREI EXTREMISTA?» às 19:59, 2017-02-03. Comentário: Infelizmente, o PAN, que tanto ama os animais (e bem), anda a promover a eutanásia e outras formas de extermínio dos humanos (de CERTOS humanos). A Guerra os Humanos: https://www.youtube.com/watch?v=jqu_Xv12Cc4 Sou contra a tourada, mas não sou contra os seres humanos.

***

Monteiro:

 

As pessoas inteligentes têm obrigação de PENSAR um pouco antes de comentar.

 

Têm obrigação de saber discernir as coisas. De separar as águas.

 

O seu comentário peca por misturar alhos com bugalhos.

 

Não sou advogada, e o PAN não me encomendou nenhuma defesa, mas abomino injustiças e esta vossa mania de confundir as coisas e de ver chifres na cabeça de um cavalo.

 

De uma vez por todas: quem é defensor dos animais, OBVIAMENTE é defensor dos animais HUMANOS e dos animais NÃO HUMANOS, na mesma medida. Repito: na mesma medida.

 

Animais somos todos nós, e todos nós temos direito à vida. E a vida será sagrada para cada um, de igual modo: do cão ao gato; da formiga ao piolho; do homem ao touro.

 

Ninguém anda a promover o “EXTERMÍNIO” dos humanos. E a EUTANÁSIA é algo que só diz respeito a quem a quiser cometer. O PAN (e não só o PAN) está a defender a DESCRIMINALIZAÇÃO da Eutanásia, para que esta possa ser realizada sem CULPA, e as pessoas que desejem MORRER (e apenas essas) com dignidade, o façam legalmente, e não às escondidas, ou suicidando-se aí pelos cantos…

 

O PAN (e não só) não pretende “EXTERMINAR” ninguém. Isto é uma ideia absolutamente primária, de quem não sabe o que diz.

 

Se essa lei for aprovada, ainda que a ideia fosse “EXTERMINAR” pessoas, (e este termo é seu e está bastante mal aplicado neste contexto. No contexto do ABORTO está mais adequado e, aí sim, extermina-se seres vivos, sem o consentimento deles) não seriam “exterminadas” se ELAS NÃO QUISESSEM.

 

Ninguém obrigará ninguém a cometer eutanásia. Isto é um problema de consciência de cada um: dos que querem ser eutanasiados e dos que eutanasiarem.

 

O vídeo que apresentou é tão estúpido, mas tão estúpido que chega a ser irracional, mais irracional do que se tivesse sido realizado por um rinoceronte que, esse sim, é um animal RACIONAL e jamais confundiria os conceitos.

 

E outra coisa: quem é CONTRA AS TOURADAS é obviamente a FAVOR DOS SERES HUMANOS. Uma coisa está ligada à outra como unha e carne.

 

Não sei de onde foi tirar essa ideia estapafúrdia de que se se é contra as touradas é-se contra os seres humanos. É a coisa mais idiota que já ouvi na vida.

 

Talvez a sua confusão resida no facto de um defensor dos animais não considerar (eu não considero) “ser humano” a BESTA HUMANA, que tortura e sente prazer em torturar animais: HUMANOS e NÃO HUMANOS, porque a BESTA HUMANA também se deleita a torturar seres humanos (veja-se o que os tauricidas e os caçadores fazem connosco: torturam-nos a alma, com as suas práticas mórbidas, cruéis, violentas e cobardes).

 

A BESTA HUMANA é uma subespécie que ainda não evoluiu. Mas daí a dizer que queremos “exterminá-los” vão milhares de anos-luz.

 

O que queremos é que a BESTA HUMANA EVOLUA.

 

O problema é que a BESTA HUMANA SE RECUSA A EVOLUIR, e isso tira-nos do sério, pelo menos a mim, a ignorância optativa tira-me do sério.

 

Fui clara?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:53

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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2017

«NÃO GOSTO DE CAÇA: SEREI EXTREMISTA?»

 

Excelente artigo, de André Silva, deputado do PAN na Assembleia da República.

 

Apenas um Ser Humano, dotado de uma mente superior, lúcido e avançado no tempo, escreveria deste modo um artigo sobre uma prática que já não se justifica no século XXI D.C., e que só existe por dois motivos: interesses económicos obscuros e porque existem ainda criaturas que não evoluíram e carregam instintos assassinos que precisam de exorcizar, divertindo-se a MATAR cobardemente animais indefesos.

 

A caça, hoje em dia, é uma prática exclusiva de COBARDES

(I.A.F.)

 

ANDRÉ SILVA.jpg

 André Silva

 

Texto de André Silva

 

«Ofegava de exaustão e tropeçava nos galhos secos dos trilhos, nem se atrevia a olhar para trás. Saber qual seria o seu destino se os seus perseguidores o capturassem era o que lhe dava combustível para continuar, num movimento de auto preservação instintivo. Os filhos, desprotegidos, já tinham sido mortos. A aflição da perseguição durava já há muitas horas, a energia vital finava. Não percebia porque o queriam matar. Sentia o troar forte dos cavalos mesmo atrás de si, o ladrar dos cães, treinados para o efeito, e os brados eufóricos dos líderes da "corrida". Se o alcançassem seria encurralado e, sem defesa ou escapatória possível, seria espancado com paus até à morte pelos acossadores ou mordido e dilacerado pelos cães. Precisava continuar a correr pela vida…

 

A Lei da Caça vem dizer que a caça à raposa e ao saca-rabos pode ser exercida de salto, à espera e de batida, podendo ainda a raposa ser caçada a corricão. O processo de caça a corricão é aquele em que o caçador se desloca a pé ou a cavalo para capturar espécies cinegéticas com o auxílio de cães de caça, com ou sem pau, no qual podem ser utilizados até 50 cães.

 

Estes são os métodos, permitidos na Lei de Bases Gerais da Caça, para perseguir e matar raposas e saca-rabos. Estes são os métodos que os predadores humanos, ditos "evoluídos", utilizam para conviverem e se divertirem aos fins-de- semana numa actividade que lhes proporciona "prazer de viver", conforme ouvimos dizer frequentemente. Uma área económica "muito importante", lá vão tentando convencer-nos também, o mesmo é dizer que estes modos medievais de nos relacionarmos com as outras formas de vida dão lucro. Ah, e defendem que o fazem sempre em harmonia com a natureza, como não poderia deixar de ser. E fazem sempre questão de nos lembrar que não há ninguém que goste mais de animais do que aqueles que os perseguem, os espancam e os matam. Haverá conceitos de harmonia e de equilíbrio mais elevados que aquele que se baseia em divertimento e confraternização em torno de rituais de violência contra seres sensíveis?

 

A caça à raposa é uma actividade legal no nosso país. Mas significa que é eticamente correcta? Diz-nos a História da humanidade que uma das maiores manifestações de violência são leis injustas que subjugam os mais fracos e indefesos aos interesses dos que detêm poder.

 

Carimbar de extremistas e fundamentalistas as opiniões e perspectivas diferentes das nossas é, desde sempre, a forma menos sofisticada e mais fácil de tentar manter tudo como está. Para quê mudar leis injustas e práticas violentas? Para não se colocar em crise as tradições, mesmo que isso signifique continuar a estimular crueldades injustificadas.

 

É irresistível a tentação de invocar conhecimentos científicos como argumentos em defesa de interesses políticos ou corporativos. São vários os argumentos que tentam justificar essa "nobre" actividade da caça à raposa e a utilização de substrato científico para tentar iludir os incautos é, por demais, "sedutora", porque tem funcionado. Para os argumentos de que a raposa não tem predadores, representando uma ameaça para outras espécies, existem várias explicações e soluções científicas. A gestão de um ecossistema, tanto quanto se sabe hoje, consiste em criar condições para que este se mantenha estável, sem perturbação antrópica. Esclarecendo, para não confundir os leitores: as populações de presas são moduladas pelas populações de predadores, mas o reverso também é verdadeiro. As populações de predadores também são moduladas pelas populações de presas. Quando a densidade populacional de predadores é muito elevada as presas diminuem a sua taxa de reprodução, o que tem como consequência a diminuição da população de predadores.

 

É o que se chama controlo retroactivo de predadores. Interferir com estes sistemas que são dinâmicos por definição dinâmicos só prejudica as suas dinâmicas naturais. A caça é uma das actividades que mais perturba a vida selvagem. Provoca perturbações nas populações locais das espécies-alvo, mas igualmente das espécies não visadas. Os seres humanos são reconhecidos pela fauna como potenciais predadores e quando detectam a sua presença, os animais adoptam comportamentos de fuga para sobrevivência. A energia disponível de um animal é finita e é gerida de acordo com as suas actividades vitais (procura de alimento, abrigo, defesa de território, reprodução, cuidados parentais, etc.). O aumento do gasto energético nos comportamentos de fuga causa diminuição da aptidão e redução do sucesso reprodutor. A sobrevivência dos juvenis depende principalmente dos cuidados parentais. Se os progenitores abandonam o ninho devido à perturbação antrópica, este abandono pode ser letal. A fuga representa um dispêndio energético suplementar imediato e, frequentemente, o abandono do ninho ou da prole.

 

É também importante sabermos que os distúrbios causados pela caça não só afectam as espécies-alvo, mas quase todas as espécies presentes no território de caça. O balanço não necessita de tender sempre para o lado dos predadores. Se não confundirmos a natureza da fauna com a parte oportunista e competitiva da natureza humana, talvez consigamos analisar estas questões com uma mente verdadeiramente aberta à mudança. E se não for possível aceitar a diferença de pontos de vista, éticos e científicos, respeitá-la com dignidade é uma aprendizagem bem mais nobre do que caçar outras espécies de forma cruel para manter interesses financeiros, tradições bolorentas e "prazeres" levianos.»

 

________

André Silva nasceu a 2 de Abril de 1976, formado em Engenharia Civil e vegetariano, é deputado e porta-voz do PAN, Pessoas - Animais - Natureza

 

Fonte:

http://www.sabado.pt/opiniao/convidados/andre_silva/detalhe/nao_gosto_de_caca_serei_extremista.html

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:21

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