Quinta-feira, 11 de Junho de 2020

«Touradas em tempos de pandemia»

 

«O desespero destes tristes autodenominados "artistas", marginalizados pela maioria dos que fazem das artes, da criatividade e do talento o seu ganha-pão, é tal que decidiram expor-se da forma mais ridícula e ultrapassada que só as suas mentes limitadas conseguiram (…)»

 

Um texto de Teresa Botelho no Blogue Retalhos de Outono.

 

campo pequeno.jpg

Toureiros acorrentados, fazem pose em frente ao campo pequeno...

Imagem: Farpas Blogue

 

Por Teresa Botelho

 

«Vivemos tempos difíceis e inesperados!

 

A confiança que adquirimos ao longo dos tempos e a catadupa de novas descobertas científicas, tornou-nos afinal tão ignorantes que não nos deixou sequer imaginar que a Natureza nos iria penalizar com um vírus misterioso e incontrolável que nos limitaria as liberdades mais básicas, despertando em cada um de nós o medo e varrendo o mundo de cima a baixo! 

 

A destruição e o desrespeito tocou o insustentável e este Planeta, outrora azul, tornou-se cinzento, após todos os avisos que nos enviou, mas que sempre recusámos ver.

 

Destruímos espécies animais, florestas, ecossistemas, derrubámos e ocupámos tudo o que encontrámos pela frente, poluímos os oceanos e envenenámos o ar, transformando a nossa espécie, numa feroz predadora, empenhada em aniquilar-se a si própria através de selecções raciais, étnicas e especistas.

Mas será que um simples vírus invisível nos irá ensinar alguma coisa?

 

Acreditar em boas intenções, não é coisa que se encontre ao virar da esquina e até o Pai Natal, se calhar já comeu as renas, e prefere agora cruzar os céus de avião...

 

É evidente que o que agora interessa, é domesticar este vírus, sem pensar em qualquer outro, mais feroz que possa aí aparecer, retomando a vidinha de antes, porque a economia assim o dita e as tradições também... 

 

Portugal que é afinal o país que aqui nos interessa analisar, fechou-se,  tentando agora reabrir com máscaras e desinfectante, mas será que andar de máscara, consegue ocultar o íntimo de quem a usa, ou a desinfecção compulsiva é suficiente para limpar a baixeza dos sentimentos de quem sempre fez da tortura o seu espectáculo e desporto favorito?   

 

É sem sombra de espanto que se continua a verificar a ausência de qualquer aprendizagem, a continuação dos argumentos batidos e a pouca noção do ridículo que caracterizam uma certa fasquia menor do nosso povo!

 

Este vírus que afinal, fez questão de só infectar animais humanos, conseguiu a proeza de salvar as centenas de touros que durante alguns meses iriam divertir, à custa das suas vidas e do seu sangue, muitas sanguessugas ávidas dessa aberração a que chamam "arte"!

 

O desespero destes tristes auto denominados "artistas", marginalizados pela maioria dos que fazem das artes, da criatividade e do talento o seu ganha pão, é tal que decidiram expor-se da forma mais ridícula e ultrapassada que só as suas mentes limitadas conseguiram, mas perante esta comédia de protagonistas de meia tigela, talvez este fosse o  tempo dos nossos governantes pensarem que urge dignificar a verdadeira cultura, tão premente nos dias que passam para os portugueses, cada vez mais afastados dela, entre populismos baratos, futilidades, pobreza e profundas lacunas de literacia. 

      

 "A educação não transforma o mundo.  

 Educação muda as pessoas.  

 Pessoas mudam o mundo" 

Paulo Freire (inesquecível amigo dos serões de Bissau)»

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/2020/06/touradas-em-tempos-de-pandemia.html?showComment=1591882254375#c4454274217042182839

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:27

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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2020

Resposta à Associação “Acreditar” a propósito de uma tourada a realizar em Beja para angariação de fundos

 

BEJA.png

 

A propósito do texto que escrevi sob o título «Centro de Paralisia Cerebral alia-se à crueldade de uma tourada para angariar fundos» que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/centro-de-paralisia-cerebral-de-beja-924967

recebi da ACREDITAR - ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE CRIANÇAS COM CANCRO, a seguinte mensagem:

 

Cara Isabel Ferreira,

 

Antes de mais, obrigada por ter entrado em contacto connosco, partilhando a sua opinião sobre uma tourada organizada por terceiros a favor da Acreditar e de uma outra associação.

 

Em relação a esta como a outras questões que dividem a sociedade, a Direcção da Acreditar tem entendido que as opiniões ou posições pessoais dos seus membros não se devem nem podem impor. Tem sido, assim, entendido que não existe o direito de recusar apoios de iniciativas que respeitem a lei, com fundamento nessas opiniões pessoais, tanto mais quando elas não são consensuais entre os membros da própria Associação. Esta iniciativa em concreto, por exemplo, partiu de um avô de uma criança actualmente em tratamento oncológico.

 

Somos uma associação, com 25 anos de existência, constituída por pais, doentes e ex-doentes de cancro pediátrico. Sempre nos orientámos pelo respeito para com todas as formas de estar, credos e orientações políticas, porque é desta diversidade que encontramos o equilíbrio para trabalhar com todos e para todos. É trabalho que só é possível graças ao empenho da sociedade civil e que nos tem permitido dar apoio em todas as fases da doença a milhares de famílias.

 

Foi de boa fé que aceitámos a iniciativa, assim como foi em consciência que suspendemos a nossa participação na iniciativa - por falta de cumprimento por parte da organização do evento dos termos de colaboração entre duas entidades. ​

 

Susana

 

ACREDITAR - ASSOCIAÇÃO DE PAIS 
E AMIGOS DE CRIANÇAS COM CANCRO

 

***

 

Cara Susana,

Agradeço esta sua tentativa de justificar o injustificável.


Começo por dizer-lhe que o que escrevi no meu Blogue não é a minha opinião, aliás, nem sequer é uma opinião, porque a tourada não é uma questão nem de opiniões, nem de gostos. A tourada é uma questão de ÉTICA, de CIVILIZAÇÃO, de EVOLUÇÃO.

 

A tourada não passa de uma prática cruel, violenta e sanguinária, de tortura exercida sobre um ser vivo, que sofre HORRORES, tal como nós sofreríamos se estivéssemos no lugar dele. E isto não é uma opinião. É um FACTO.

 

Esta até pode ser uma questão que divide uma sociedade dividida entre pessoas que evoluíram e pessoas que não evoluíram.

 

As pessoas que evoluíram rejeitam, naturalmente, esta prática medieval, cruel, violenta, grosseira, sanguinária assente na maior das ignorâncias e numa profunda estupidez (e isto não é uma opinião, mas um FACTO comprovado pelas Ciências Biológicas e Ciências da Saúde Mental).

 

As pessoas que NÃO evoluíram, estando mergulhadas num passado onde reinava a ignorância e a estupidez, acham que TORTURAR um Touro é natural, é arte, é cultura, é um bailado, é uma tradição que se deve manter, rejeitando a ÉTICA, a verdadeira Cultura, a verdadeira Arte, a Evolução, a Civilização.

 

Diz a Susana que «em relação a esta como a outras questões que dividem a sociedade, a Direcção da Acreditar tem entendido que as opiniões ou posições pessoais dos seus membros não se devem nem podem impor.» Sim, quando se trata de opiniões ou posições pessoais, penso que é razoável não as imporem. Mas como já referi, a tourada não é uma questão de opiniões, nem de gostos, nem de posições pessoais. A tourada é uma prática cruel e sanguinária, rejeitada pela esmagadora maioria da sociedade, e que já não tem lugar no século XXI depois de Cristo.

 

Diz ainda a Susana que «tem sido, assim, entendido que não existe o direito de recusar apoios de iniciativas que respeitem a lei, com fundamento nessas opiniões pessoais, tanto mais quando elas não são consensuais entre os membros da própria Associação.»

  

É óbvio que uma direcção constituída por pessoas dotadas de empatia (o sentimento mais nobre do ser humano, aquele que nos permite estar no lugar de um Touro, já bastante debilitado, a levar com bandarilhas que lhes rasgam as carnes, por fora e por dentro) rejeitariam, sem pestanejar, apoios de iniciativas que, apesar de “respeitarem” uma lei injusta, não respeitam a VIDA de um ser senciente. O que não é o caso da Direcção da Associação Acreditar.

 

E a VIDA, cara Susana, qualquer VIDA, deve ser respeitada, como tal, ainda mais se essa VIDA pertence a um ser INOFENSIVO e INOCENTE e INDEFESO e SENCIENTE, como é o Touro.

 

Diz a Susana que «esta iniciativa em concreto, por exemplo, partiu de um avô de uma criança actualmente em tratamento oncológico

 

E daí? Justifica-se TORTURAR UM TOURO para que a criança possa fazer o seu tratamento oncológico? Não haverá outro método mais CIVILIZADO de angariar fundos, para esse tratamento, como por exemplo, um FESTIVAL DE MÚSICA? Uma quermesse? É necessário torturar Touros, apenas porque um avô aficionado, assim o impõe? Não seria do BOM SENSO dizer a esse avô, que não é da ÉTICA torturar Touros para angariar fundos para tratamentos de crianças? Não seria da racionalidade dizer a esse avô que há outros modos mais civilizados de ajudar o neto a fazer o tratamento? E quando essa criança crescer, já num tempo em que a tourada representará o que hoje o Circo Romano representa para a civilização actual, ou seja, algo repugnante, e lhe disserem que se curou graças a dinheiros angariados com tortura de Touros, o que sentirá?

 

Lá porque a tourada tem apoio legal dos que não deixam de ser também trogloditas, não significa que a tourada não seja uma prática condenável, no mundo civilizado.

 

A Susana diz que a Acreditar é uma associação com 25 anos de existência, constituída por pais, doentes e ex-doentes de cancro pediátrico e sempre se orientaram pelo respeito para com todas as formas de estar, credos e orientações políticas, porque é desta diversidade que encontramos o equilíbrio para trabalhar com todos e para todos.  

 

Esqueceu-se a Susana de incluir nessas formas a VIDA dos outros animais, aos quais também devemos RESPEITO, até porque não dizem que os humanos é que são os animais racionais? Pois então? Que racionalidade existe na tortura de Touros, para divertir sádicos e angariar fundos para associações de SOLIDARIEDADE SOCIAL?

 

Que solidariedade é essa, que não abrange os outros seres vivos, que connosco partilham o mesmo Planeta, debaixo do mesmo Sol e da mesma Lua?

 

Só haverá equilíbrio para trabalhar com TODOS e para TODOS, quando nesses TODOS estiverem incluídos os animais não-humanos, que os animais humanos, que se dizem racionais têm o dever de proteger, e não de torturar, para se divertirem e ganharem dinheiro com isso.

 

A terminar a Susana diz que foi de boa fé que aceitaram a iniciativa, assim como foi em consciência que suspenderam a vossa participação na iniciativa - por falta de cumprimento por parte da organização do evento dos termos de colaboração entre duas entidades.

 

Como pode dizer que foi de boa fé que aceitaram a iniciativa, se sabem (ou não sabem?) que essa iniciativa não é mais do que uma sessão de tortura de Touros? Ou não saberão nada, mesmo nada de Biologia? Não saberão que o Touro é um animal senciente, dotado de sistema nervoso central e SOFRE exactamente o que um humano sofreria se estivesse numa arena a ser torturado, fora do seu habitat?

Em consciência suspenderam a vossa participação na sessão de tortura de Touros, porque a outra entidade, ou seja, os torturadores de touros (chamar a isto entidade é insultar todas as entidades construtivas) não cumpriram os termos de colaboração?

 

Em consciência, aí sim, nem deveriam ter aceitado a possibilidade de receberem fundos provenientes da tortura de animais tão sencientes como nós.

 

E para que a Susana não vá entender ESTES FACTOS, que lhe narrei, como uma opinião minha, deixo-lhe aqui alguns links, que demonstram, com base na Ciência e em FACTOS REAIS (não com base em ideias, gostos ou opiniões), o que a Associação Acreditar, com boa fé, aceitou, para que o neto de um avô aficionado, pudesse ter o seu tratamento oncológico, quando poderia ter optado por uma iniciativa mais civilizada, como um festival de música, por exemplo.

 

A verdade perversa sobre a tortura de Touros e Cavalos, antes, durante e depois de lide

 «A tourada, razão da existência do Touro bravo?» Ou a queda de um mito...

A tourada vista por um Médico-Veterinário

O sofrimento de um touro diagnosticado por um Médico-Veterinário

 

Leia os textos, por favor, e depois diga, em consciência, se é digno de um ser humano aceitar apoios de uma iniciativa que, respeitando a lei, (injusta) NÃO RESPEITA a vida de seres tão sencientes e inocentes como aqueles que beneficiariam dos dinheiros sujos de sangue derramado sob tortura.


As minhas saudações anti-tauromáquicas,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2020

É inadmissível que uma professora marque como “erro”, os vocábulos que uma aluna do 5º ano de escolaridade escreve correCtamente na sua Língua Materna

 

Esta publicação vai ao cuidado do senhor ministro da Educação, Dr. Tiago Brandão Rodrigues, cuja política (des)educativa está a contribuir para o caos nas escolas, mas pior do que isso, está a contribuir para o DESENCANTO de muitas crianças, que não nasceram parvas, não são nada parvas, nem gostam que as façam de parvas, estudam línguas estrangeiras (como o Inglês e o Castelhano) e ao estudar essas línguas, sabem que aquele “direto” que aparece nos ecrãs das televisões, lê-se “dirêto”, porque lhe falta o , e que todas as palavras mutiladas, que as obrigam a escrever,  não pertencem à Língua Portuguesa.

 

EDUCAÇÃO.jpeg

 

O incidente, referido no título deste texto, foi-me contado pela própria criança, uma menina de 10 anos, quase a completar os onze. Uma menina que sabe que está a ser enganada na escola. Uma menina que lê livros em Português correCto, a par do Português incorreto (incorrêto, como ela pronuncia, e bem). Uma menina que sabe distinguir o que é Português do que é Brasileiro.  Uma menina que sabe que a ortografia que lhe é impingida na escola, é a brasileira. E ela sente-se defraudada, e diz-me: «Mas eu não sou brasileira. Sou portuguesa». Pois é. Claro que é.

 

E haviam de ver a tristeza com que me contou este triste episódio: «A professora marca-me erro quando escrevo os cêse os pês nas palavras portuguesas, como aspeCto e adoPtar...»


 
E isto, senhores professores, que marcam erro quando as crianças escrevem, correCtamente, e senhor Ministro da Educação, um dos que impõe regras mal geradas, NÃO SE FAZ a uma criança que frequenta uma escola para APRENDER, até porque, todos nós sabemos que o AO90 é a maior fraude de todos os tempos, não está em vigor coisa nenhuma,  pois a Resolução do Conselho de Ministros que obrigou à aplicação da grafia brasileira, além de não fazer lei, na prática, funciona apenas como uma ordem por escrito”. Sugiro a leitura do texto inserido neste link:

 

«O Desacordo Ortográfico»

 

"ordem" essa que qualquer professor pode recusar-se a obedecer, porque a tal não é obrigado,  por não existir uma lei que o obrige.

 

Portanto, é ILEGAL marcar erros, quando as crianças escrevem correCtamente a sua Língua Materna, e os professores que agem deste modo, deviam ser penalizados, porque estão na Escola para ENSINAR Português, falado e escrito à Portuguesa, e não para ensinar a grafar à brasileira, apenas para fazer o jeito aos políticos que, por sua vez, andam a fazer o jeito ao Brasil. Por alma de quem?

 

É preciso que os professores, de uma vez por todas, ganhem a consciência de que estão a obedecer a “ordens” mal engendradas,não a cumprir a sua nobre missão de ENSINAR.



Aconselho vivamente a todos os professores que, por ventura, possam andar por aqui a procurar informações fidedignas, a ler o texto inserido neste link:

 

Não existe lei alguma que obrigue um professor a "ensinar" Português segundo a cartilha brasileira, nas escolas portuguesas

 

Aos governantes, para quem envio todos os textos que publico neste Blogue (lido em 145 países, de todos os continentes, onde vivem Portugueses) sugiro que, neste início do ano de 2020,  façam um acto de contrição, e ao menos, uma vez na vida, reconheçam que erraram e estão no caminho errado, até porque manter o monumental erro que foi trocar a grafia portuguesa pela grafia de uma ex-colónia, para fazer o jeito ao Brasil, é uma atitude de profunda fraqueza moral que, a  continuar, colar-se-á à vossa pele como uma tatuagem irremovível.



Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Terça-feira, 19 de Novembro de 2019

«Língua Portuguesa aferrolhada a sete chaves, no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal»

 

Um desabafo revoltoso de Abílio Mendonça de Carvalho, o qual o é também de milhares de Portugueses, de acordo com o próprio.

 

(Nota: os trechos a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue)

 

MNE.png

 

Texto de Abílio Mendonça de Carvalho

 

«Sim, é verdade. A Língua Portuguesa está aferrolhada a sete chaves, cativa das mentiras emanadas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. E quem tem as chaves é o ministro socialista, Augusto Santos Silva. E ele, e só ele, diz o que se pode dizer sobe este cativeiro. E ele, e só ele, é o dono da língua.

 

Isto é um facto confirmado.

 

Estou em crer que o MNE, na pessoa de Augusto Santos Silva, principal envolvido e responsável do esquema do AO/90, deve ter um observatório de supervisão de acordistas.

 

Pelo estilo tirano que lhe é peculiar, Augusto SS conseguiu calar o Presidente da República sobre o AO/90, após a visita que este fez a Moçambique. O PR nunca mais falou do assunto, perfilou-se ao lado dele, limitando-se a emitir opiniões extemporâneas sem nexo, o que demonstra, em minha opinião, “estar-se puramente nas tintas”, e o que faz por aí é só protagonismo… e nada mais.

 

Mas Augusto SS conseguiu também calar os partidos políticos, representados no Parlamento, que, obedientemente, aceitam as mentiras emanadas do seu ministério, e não têm sequer ideias próprias. Por toda a parte, toda a gente tem medo de sofrer represálias, de perder os tachos, os privilégios, ou que se lhes instaurem processos disciplinares. Então existe uma nota ministerial chapa cinco, que todos têm de saber de cor e salteado, como bons paus-mandados, e depois papagueá-la, quando são questionados a este respeito.

 

Entretanto, “O Lugar da Língua Portuguesa», da Isabel A. Ferreira, a quem agradeço, uma vez mais, a abertura do blogue, para a publicação deste meu desabafo revoltoso, o qual o é também de milhares de portugueses, publicou algumas denúncias das fraudes e mentiras em que o AO/90 está assentado, e é de estranhar todo este silêncio por parte dos desacordistas, do presidente da República, dos partidos políticos, da própria comunicação social, tão preocupada com as fraudes de tantos vigaristas em tantos lugares-chave da função pública, mas quanto às fraudes do AO/90, andam todos muito calados, numa cumplicidade, deveras notória.

 

Já era (é) tempo de a justiça fazer alguma coisa, a este respeito, mas como estamos em Portugal, já sabemos como ela funciona, ou melhor, como não funciona, e é talvez, baseados nesta premissa, que se anda por aí a fazer de conta que nada foi denunciado, que as mentiras e fraudes não existem, e que a questão do acordo ortográfico é uma não-questão. Inatacável. Um ponto assente.  

 

E como se engana, quem assim cogita.

 

O problema é que o AO/90 não é uma não-questão. O AO/90 é precisamente um problema gravíssimo, que extinguirá a Língua Portuguesa, se não se travar esta onda de ignorância e prepotência dos governantes, iniciada, como se sabe, com Cavaco Silva, que foi levado pela ideia alienígena da uniformização das ortografias portuguesas, pela sua génese, assente na parlapatona e inexacta proposta de Malaca Casteleiro, por Portugal, e de Evanildo Bechara, pelo Brasil, e também pela determinação estapafúrdia em uniformizar o que não é uniformizável no seio   da CPLP, tendo sido estrategicamente excluídos os africanos de língua oficial portuguesa  e os timorenses, que não foram      chamados para esta questão.



 Consequentemente, o AO/90 impôs-se também pela ignorância e prepotência de Santana Lopes e do governo de José Sócrates, e do actual governo, comandado por Augusto Santos Silva, a quem já denominam o
Kaiser e o SS da Língua (o qual anda a fazer o frete a quem bem nós sabemos) pela sua despótica, ilegal e inconstitucional ordem de imposição do AO/90 no Ensino, em Portugal, e em muitos casos, socorrendo-se de vis chantagens: ou aplica o AO/90 ou chumba, ou não se aceitam as teses de mestrado, ou levam com um processo disciplinar, e por aí fora…

 

Os que já passaram por isto deviam denunciar estas prepotências.

 

Supõe-se que os mais prováveis favorecidos deste negócio, que se traduziu no uso ilegal do AO/90 em Portugal, sejam os editores, cujos lucros se ancoram nas negociatas com o Estado português, que é como quem diz, com o Ministério da Educação. Isto é verdade, mas existem outros interesses para além destes: interesses meramente políticos, em que a Língua Portuguesa é a moeda de troca.

 

Daí que se afirme que a Língua Portuguesa está cativa das mentiras emanadas do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, aquele que manda calar.

 

Porquê calar? Porque esperam que ninguém se atreva a ir mais longe, para não terem de admitir publicamente que mentiram e andaram a engendrar fraudes para impor e manter algo que de outro modo seria impossível, pela mais do que óbvia inviabilidade de unificar oito ortografias portuguesas, com características linguísticas e culturais completamente distintas. Só mesmo através da mentira seria possível impor um “acordo” que, aliás nunca o foi, nunca existiu, e não está em vigor na Ordem Jurídica de nenhum país, que integra esse organismo (que tresanda a resquícios coloniais, e a interesses político-diplomáticos) denominado CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e, consequentemente, nem sequer na Ordem Jurídica Internacional.

 

Por isso, é urgente combater, em todas as frentes, incluindo, nas escolas, aliás, particularmente nas escolas, a imposição do AO/90, pelo prepotente e ignorante poder político.

 

É que conforme, li algures numa rede social, «é fácil ser valente e autoritário quando se enfrenta quem não pode prejudicar-nos, ou penalizar material, física ou espiritualmente. Mas a Humanidade só evoluiu com aqueles que correram esses riscos reais. Se Sócrates (o filósofo grego, não o ex-governante que nos impingiu coercivamente o AO90), Cristo, Galileu, Darwin, Aristides de Sousa Mendes, Churchill, Stauffenberg, Einstein, Mandela, Xanana Gusmão, Gandhi ou as bravas mulheres do Curdistão Sírio não tivessem optado por vencer o medo, por enfrentar corajosamente os poderes imensos e implacáveis que ousaram desafiar, a civilização humana não teria avançado um milímetro».

 

Precisa-se urgentemente de rebentar com as grades dos calabouços do MNE, onde encerraram a Língua Portuguesa, consumida por um fogo de mentiras, para que ela se liberte e renasça das cinzas.

 

Ao que li neste Blogue, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (ILC-AO) finalmente foi admitida na Assembleia da República. E este é o momento ideal para rebentar com as referidas grades. Assim haja coragem política por parte da oposição ao governo despótico de António Costa e dos seus autómatos ministros.

 

Espera-se também que, finalmente, o presidente da República Portuguesa dê o ar da sua (des)graça e se imiscua nesta questão, que, mais do que tirar selfies, é de crucial importância para o nosso País, que está em vias de ser colonizado.»

 

Abílio Mendonça de Carvalho

Lamego, 19 de Novembro de 2019

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019

António Costa diz que quer “promover o sucesso escolar” sem chumbar os alunos até ao 9º ano, mas não diz que um aluno que repete o ano, sai mais caro ao Estado, do que um quase analfabeto

 

Como se promove o sucesso escolar com base no insucesso?

 

O sucesso escolar só é promovido com SABER, não com ignorância.

 

A falta de uma política de Ensino, baseada no SABER e na má preparação dos professores (nem todos felizmente) e no  caos em que se transformou o ensino da Língua Portuguesa, importante PILAR para todas as disciplinas, porque é a Língua que gera a LITERACIA, e na  trapalhada em que o ensino se tornou, está na base do elevado índice de insucesso escolar, em Portugal, país com o maior índice de analfabetismo (sem contar com os analfabetos funcionais que por aí  já circulam, incluindo na classe docente), como pode comprovar-se neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/portugal-tem-a-taxa-de-analfabetismo-96078

 

Mas vamos dar voz à professora Teresa Botelho, e ao professor universitário Fernando Alberto II.

 

escola.png

 

Texto de Teresa Botelho, que subscrevo na totalidade.

 

«Explique-me quem puder, onde vai parar a literacia e a cultura deste país, porque se os erros ortográficos já fervem em muitos comentários que por aí leio, como será se acabarem as retenções e os meninos forem para as escolas só porque sim?

 

Se nesta altura do ano ainda faltam professores em muitas escolas, onde vão arranjar quem dê apoio aos alunos que transitam para o ano seguinte sem saberem nada do que ficou para trás e quantas horas lectivas a mais se irão acrescentar à carga horária normal para os recuperar?

 

Poupa-se em profissionais no SNS, carrega-se nos impostos, financiam-se bancos e formam-se ignorantes nas escolas, porque um aluno que repete, sai mais caro ao Estado, do que um quase analfabeto a prazo com 635€ mensais que trabalha 40h por semana.

 

Não se fala em conteúdos, novas estratégias, alterações de programas, nem incentivos à aprendizagem, porque isso custa dinheiro. O que com isto se pretende, não é a valorização das competências dos nossos jovens, mas sim o aumento de um falso sucesso, para as estatísticas.

 

Sinto-me ultrajada perante tamanha manobra suja de poupança, à custa das gerações futuras (sobretudo as mais carenciadas) que não terão acesso a escolas privadas, a explicações, ou a famílias que os saibam apoiar, porque são esses que jamais conseguirão os conhecimentos necessários para entrarem numa universidade, ou para terem qualquer outra formação que os faça ter um futuro.

 

Este é afinal, o socialismo das desigualdades, da vigarice e da rasteira mascarada de uma competência saloia e elitista que parece que poucos ainda se dignaram desmascarar, porque ainda engolem tudo o que lhes é vendido!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/terezabotelho?__tn__=%2CdC-R-R&eid=ARAreTmemjhpuEPQs0o3jENpZSnR5-vGE9wlmy3s4pyTbgb61cRLzjix-7qk7wrN0PA_A4t4hDQ_XNNT&hc_ref=ARSenvNK9QwWEFBbU9G5o1UyLsYY5W3VHbeRJhOaFgPptiVIjUXC3dIDUOp17ojQ2-A&fref=nf

 

***

Eis um curto texto que o Professor Fernando Alberto II, publicou no Facebook, e que gerou um comentário de uma professora, o qual, infelizmente, é o pão nosso de cada dia de muitas mais professoras, incluindo de universitárias, protagonistas de comentários de pasmar, com ordinarices à mistura!!!!! (Tenho uma colecção deles, não os publico, porque o meu Blogue não é uma tasca rasca).

 

«Sempre estive a par da grande ilegalidade e inconstitucionalidade, que é este falso e traiçoeiro "Acordo Ortográfico, de 1990". Ninguém o encomendou nem ninguém o quer. Temos de lutar para que seja definitivamente ANULADO.»

 

Comentários:

 

Elsa Bernardes Temos que lutar por melhores salários e condições de vida mais dignas, isso sim! Acordo ortográfico? Que importa isso na nossa vida? Fernando, acho que há causas mais importantes para direcionares a tua atenção. 

  

Fernando Alberto II Esses problemas sempre existiram em Portugal, não são de agora.

 

Fernando Alberto II Este falso "Acordo Ortográfico, de 1990", é que é um grave problema surgido há poucos anos e, sem qualquer necessidade.

 

Isabel A. Ferreira Inacreditável, o seu comentário, Elsa Bernardes!
Na sua vidinha, que já vai adiantada, o Acordo Ortográfico pode não importar nada. Mas importa na VIDA das crianças e jovens estudantes, que estão a ser enganados e a aprender incorreCTamente a Língua Materna deles. Serão os analfabetos funcionais do futuro, se nada se fizer, para travar esta tragédia linguística. O que adianta bolso cheio, num cérebro vazio?

A Causa da Língua Portuguesa é uma causa das mais importantes, da actualidade, porque está em causa a IDENTIDADE PORTUGUESA e o analfabetismo funcional

Eu nem acredito, que alguém que está ligada ao ENSINO, possa ter uma visão tão economicista da nobre MISSÃO de ENSINAR. Nem acredito! Não admira que os jovens cheguem às universidades sem saberem escrever e com um elevado grau de ILITERACIA, o que implica numa ignorância de quase tudo.

 

Fernando Alberto II Não há dúvida de que tem razão, cara amiga Isabel A. Ferreira pois, o que eu noto, infelizmente, para grande desgosto meu, nas Universidades por onde tenho passado, quando os alunos entram no ensino Superior para se licenciarem no Curso por si escolhido, conseguem acabar esse mesmo Curso, com maior ou menor dificuldade mas, quanto à sua cultura geral, às Ciências Sociais e Humanas, Linguística, Semântica, Morfologia, Sintaxe, Gramática, Conjugações verbais, diferença entre verbos regulares e irregulares, Geografia Política, Ciências Políticas, Ciência Histórica, etc...etc..etc.., infelizmente, não sabem nada de nada, nada, mesmo nada de nada, nada, absolutamente nada de nada. Quanto a mim, infelizmente, a maior parte faz muito má figura, quando entra no mercado do trabalho.

 

Isabel A. Ferreira Pois, é uma vergonha. A Cultura Culta do futuro está comprometida, caro amigo. Não sei como se há-de corrigir este gravíssimo erro.

 

Fernando Alberto II Como já deve ter tido oportunidade de verificar, a maior parte das pessoas são extremamente materialistas e, não lhes interessa para nada o conhecimento e a cultura. Como referiu e bem, no futuro vamos ser um "povo materialista rico, com os bolsos cheios de dinheiro mas, com a CABEÇA ÔCA, SEM CÉREBRO pois, o que conta é o dinheiro, o materialismo CAPITALISTA/SELVAGEM.

 

 Fonte:

https://www.facebook.com/profile.php?id=100013357123117

 

***

 

Posto isto, aqui fica uma amostra deste nosso triste Portugal, que caiu em mãos erradas.  

 

Espero que tal governo caia. Espero que haja uma forte oposição, de todos os restantes partidos com assento na Assembleia da República, a estas políticas socialistas desastrosas, porque comprometem seriamente o futuro das próximas gerações, e atira Portugal para o charco.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2019

AS TOURADAS ESTÃO EM FRANCA DECADÊNCIA EM PORTUGAL

 

Valeu (vale) a pena LUTAR.

Esta é uma CAUSA já ganha.

 

«Olhando para este gráfico percebemos que as touradas estão a acabar em Portugal. Não vale a pena tentar iludir a opinião pública, ou confundir as pessoas com mentiras. As touradas estão em queda acentuada nos últimos 10 anos e vão acabar por desaparecer, pelo seu carácter violento e de grande crueldade com os animais.

Avancemos para um país onde o sofrimento e o sangue de animais inocentes não é um espectáculo, mas sim uma barbaridade(Plataforma BASTA»

 

Untitled.png

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2571542259543231/?type=3&theater&ifg=1

 

(Nota: corrigiu-se a grafia acordista da fonte do Gráfico, porque a grafia do Acordo Ortográfico de 1990 é ilegal em Portugal, e este Blogue não pactua com ilegalidades).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Segunda-feira, 3 de Junho de 2019

FALEM MAL DO PAN, MAS FALEM DO PAN!

 

Anda por aí uma onda de medrosos a falar mal do PAN, nas televisões, nos jornais...

É óptimo que o PAN esteja a dar tanto que falar. É sinal de que está no caminho certo: incomoda e agita as consciências amodorradas.

Tanta gente com medo do PAN! A isso chama-se ser poderoso! Têm medo de quê e porquê?

E eles, os que falam mal do PAN, nem se apercebem disso.

 

Untitled.png

 

A propósito, deixem-me que vos conte algo:

 

À conta de eu, pela primeira vez, ter apelado ao voto de um Partido Político, o PAN, este meu Blogue perdeu dois seguidores. Mas o que me interessa é a elevada audiência de novos e velhos visitantes e a divulgação das mensagens por 140 países, de todos os continentes. Por isso, parafraseando o Ricardo Araújo Pereira, apetece-me dizer que isto é gente que não sabe estar, em Democracia, e gente assim, não me interessa e só vem dar razão à razão por que, nestas eleições, decidi dar a cara por um Partido, do qual sou simpatizante (não posso?), se bem que com algumas reservas, porque nem tudo no PAN me agrada, e eles sabem disso. É preciso um pouco mais de coerência.

 

E por que fiz isto? Não tenho de dar satisfações das minhas atitudes a ninguém, mas talvez seja bom dizer que eu, como cidadã portuguesa, dotada de um forte sentido de dever cívico, pela primeira vez, senti-me na obrigação de sugerir que é preciso deixar entrar uma lufada de ar fresco no actual mofoso Sistema político, onde sempre os mesmos dizem e fazem as mesmas coisas, e o nosso País não avança, e, em alguns aspectos retrocedeu a olhos vistos.

 

Aliás, o nosso País está na cauda da Europa em quase tudo, e isto significa que algo vai mal na República de Portugal.

 

É preciso que outras vozes sejam ouvidas. É preciso OUSAR, e logo veremos o que acontece.

 

Os partidos políticos, que até agora estiveram no poleiro, incluindo a “geringonça”, que usurpou o Poder, pois, bem ou mal, não foi o PS que ganhou as últimas eleições legislativas, e o Bloco de Esquerda e o PCP acolitaram essa usurpação (isto não é uma atitude democrática) já mostraram o que valem, e o que valem está cotado muito por baixo.

 

É preciso MUDAR alguma coisa no Sistema, constituído por vários sistemas caducos que impregnam a (pseudo) democracia portuguesa de uma viscosidade inaceitável, e o PAN, a meu ver (não posso?) é um dos partidos que podem trazer algo de novo ao Sistema e fazer alguma diferença, porque é preciso AVANÇAR para algures, porque nós estamos estagnados.

 

Mas, a ver vamos, porque o Poder tem muito poder, e nem todos os que chegam ao Poder têm capacidade para não se deixarem enredar nas manhas e artimanhas desse Poder, que lhes acena com requebrados e piscar de olhos, à moda de uma odalisca, e não resistem a tanta sedução.

 

A ver vamos o que faz o PAN, que chegou para vencer.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2019

A MINHA MENSAGEM DE ANO NOVO PARA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

 

MARCELO E BOLSONARO.pngBrazil's President Jair Bolsonaro, right, shakes hands with the President of Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, during a bilateral meeting at the Presidential Palace, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Jan. 2, 2019. (AP Photo/Eraldo Peres)

Source: AP

Fonte da imagem: http://www.bta.bg/en/gallery/image/5438367

 

Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa,

Digníssimo Presidente da República Portuguesa,

 

É com muita atenção que sigo o que diz e o que faz o Presidente da República Portuguesa, em representação do Povo Português, e, pertencendo eu ao povo, e não tendo escolhido V. Exa. para me representar, por vezes, sinto-me bastante desassossegada, com as suas atitudes.

 

Não sou das que critique V. Exa., por ter ido à tomada de posse do presidente Jair Bolsonaro. Afinal, Portugal mantém uma relação de amizade com TODAS as suas ex-colónias, e não seria de bom tom recusar o convite para estar presente. O que me surpreendeu, foi que o Presidente da República do meu País, numa atitude que transcende a sua competência, tivesse dito que «o mundo acordou com uma má notícia», logo depois de Jair Bolsonaro ter sido o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, e vá agora ao Brasil prestar homenagem ao protagonista dessa má notícia, que de repente passa a ser um irmão, e passar a mensagem de que o Brasil faz parte da CPLP (um resquício do colonialismo), porque interesses mais altos se levantaram, destacando-se a importância da “cooperação económica e bilateral» e da CPLP , defendendo que «não há CPLP forte sem uma aposta forte do Brasil”.

 

Para V. Exa., a CPLP representa negócios, estando nestes negócios também incluído o negócio da Língua Portuguesa, que pelo facto de os Brasileiros serem milhões, V. Exa. faz muita questão que seja vendida ao Brasil, impondo a sua versão sul-americana, aos restantes países, ditos lusófonos, cuja maioria não aderiu a esta insensatez, mas que Portugal, tanto quanto nos apercebemos, unilateralmente e inacreditavelmente, anda por aí muito empenhado em impor, sabendo-se, como se sabe, que o AO90 é ilegal e inconstitucional, e viola várias Convenções.

 

Além disso, pelo que li na imprensa brasileira, que não tem de bajular o presidente da República de Portugal, como o faz a imprensa portuguesa, Jair Bolsonaro não conhecia o irmão português, e para os Brasileiros, os destaques foram para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o “premiê” da Hungria, o ultranacionalista Viktor Orbán, e mais importante ainda foi a presença do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

 

Segundo ainda a imprensa brasileira: «Da América do Sul, os presidentes Sebastián Piñera (Chile), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), e Evo Morales (Bolívia) também vão participar da cerimônia de posse presidencial. Também estarão presentes os presidentes de Honduras, Juan Orlando Hernández, e de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, além do primeiro-ministro do Marrocos, Saadeddine Othmani.»  

 

Ora aqui está. Da CPLP não estiveram presentes os presidentes de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, e o da Guiné Equatorial (onde não se fala Português mas pertence á lusofonia) e que, absurdamente, faz parte desta Comunidade de Países de (uma) Língua (que Portugal quer que deixe de ser) Portuguesa. Desconheço se foram convidados ou se enviaram representantes. Nada li a este respeito, tal como Portugal passou um pouco ao lado.

 

Vistas bem as coisas, não considero positivo o balanço a fazer desta deslocação de V. Exa. ao Brasil, ou da tão apregoada unidade da CPLP. O positivo está apenas cá deste lado. A este propósito também não ouvi nenhuma declaração do presidente Bolsonaro.

 

A “empatia natural”, referida por V. Exa., e que facilitou a passagem da mensagem que V Exa. se apressou a levar a Jair Bolsonaro, não me pareceu tão natural assim.

 

Mudando o registo (no Brasil, registro): da mensagem de Ano Novo que V. Exa. deixou aos portugueses, retive duas questões: a do apelo ao voto do povo, para que possa escolher os seus representantes, e não o deixar em mãos alheias, o que é algo muito importante, visto que na última eleição presidencial quem a ganhou foi a Abstenção, somada aos votos Brancos e Nulos; e o facto de V. Exa. dizer aos portugueses para pensarem nos filhos e nos netos.

 

Ora aqui está algo inquietante.

 

De facto, os Portugueses há muito que estão preocupadíssimos com o futuro dos seus filhos e dos seus netos, nascidos em Portugal, sendo, pois, Portugueses também. E agora vou ater-me apenas à questão ligada à minha luta neste meu Blogue: a da preservação da Língua Materna de todos eles, e que V. Exa. não está a levar em conta.

 

Sabemos que sendo V. Exa., também um Português, está preocupado com os filhos e netos de V. Exa., que vivem no Brasil e serão brasileiros (os netos ?).

 

Mas os nossos, nasceram em Portugal, são Portugueses, e têm o direito à sua Língua Materna, greco-latina, indo-europeia, que não é a mesma da dos Brasileiros, na ortografia, na pronúncia, na sintaxe, na concordância, na acentuação, no léxico. E V. Exa. é apenas o Presidente da República de Portugal, não também presidente da República Federativa do Brasil.



E porque ao dirigir-se aos Portugueses, o senhor Presidente da República parece dizer «olhem para o que eu digo, não olhem para o que eu faço» envio a V. Exa. esta particular mensagem de Ano Novo:

 

Senhor Presidente, desejo-lhe um Bom e Próspero Ano Novo, grafado na minha Língua Materna, e porque penso nos meus filhos, e principalmente nos meus netos, que andam a ser analfabetizados, ou seja, andam a ser enganados no que diz respeito à Língua Materna deles, numa escola portuguesa, desejo que V. Exa., tenha a hombridade de ser o Presidente também deles, embora ainda não votem, e zelar pelos interesses deles, porque dos interesses dos filhos e netos brasileiros, tenho certeza de que o presidente Jair Bolsonaro zelará, com toda a firmeza, porque é homem para cumprir o que diz. E ele diz o Brasil acima de TUDO, incluindo  acima de Portugal, obviamente. Tenha V. Exa. a certeza disto.

 

E como gostaria de ver o presidente da República Portuguesa clamar, no fim dos seus discursos: PORTUGAL ACIMA DE TUDO E DE TODOS (os estrangeiros, obviamente), porque uma coisa são as relações de amizade e comerciais com os outros países, e outra coisa é a Independência de Portugal e a preservação dos seus Valores Culturais.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:51

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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2018

O que concluir quando um cidadão confunde indignação com ódio, e espírito crítico com negatividade?

 

Recebi um comentário curioso, que me proponho esmiuçar e divulgar, para servir de LIÇÃO a todos os que pensam com a cabeça do dedo mindinho do pé, e vêm ao meu Blogue fazer “discursos” machistas.

 

Se querem argumentar comigo sejam racionais e tenham um mínimo de conhecimento sobre as matérias que pretendem comentar.

 

É que já não há pachorra para tanta ignorância optativa, uma doença social que, no entanto, tem cura.

 

EINSTEIN.png

 

Vicente Dias comentou o post MONSARAZ - A INACEITÁVEL, INACREDITÁVEL E CONDENÁVEL RESPOSTA DA PRESIDENTE DA CNPDPCJ às 07:22, 06/09/2018 :

Achei muito engraçado o comentário da "harmonia entre os seres", vindo de uma pessoa que odeia o Brasil e os Brasileiros, tem preconceito não apenas contra o Brasil mas contra tantas outras coisas, como demonstra o seu facebook e este mesmo blogue. Quanto ódio, quanta negatividade. Que horror. Isabel A. Ferreira é uma pessoa triste, ou pelo menos é isso o que eu sinto após ter lido este blogue.

 

Senhor Vicente Dias, agradeço o seu comentário, porque ele vai dar-me a oportunidade de lhe dar uma LIÇÃO (gratuita), uma vez que o seu problema, e o de todos aqueles que “pensam” como o senhor, é a grande ignorância que vos avassala; é a iliteracia, que vos faz ler “alhos” quando escrevo “bugalhos”; é um desconhecimento total da Língua Portuguesa, que vos faz confundir INDIGNAÇÃO ou REVOLTA (um direito que me assiste, consignado na Constituição da República Portuguesa) com ÓDIO; é não ter capacidade intelectual para discernir entre SENTIDO CRÍTICO e SEGUIDISMO (qualidade de quem segue ou é defensor incondicional de alguma ideia, teoria ou partido, sem NUNCA SE QUESTIONAR OU FAZER JUÍZOS DE VALOR); e finalmente é aquele complexo de inferioridade que esmaga os do sexo masculino, quando estão diante de uma MULHER que PENSA, que CONTESTA, que DENUNCIA sem papas na língua.

 

Aconselho-o a ouvir, até ao fim, esta grande mulher, de nome CIDINHA CAMPOS, neste vídeo, porque ela e eu temos a mesma GARRA, e quando uma mulher desta qualidade moral e cultural fala, os homens CALAM-SE. Ouça principalmente o silêncio dos homens quando a Cidinha começou a falar, e que perdurou durante todo o seu discurso.

 

 

 Nesta brilhante e assertiva intervenção, Cidinha Campos não demonstrou ódio pelos seus parceiros políticos, demonstrou, isso sim, uma legítima REVOLTA igual à minha, quando tenho de abordar as indignidades cometidas por ignorantes do mesmo calibre dos que são “atacados” neste vídeo.

 

Posto isto, passo a responder às suas considerações, às considerações de alguém que olha para os meus textos como um boi para um palácio.

 

1.

Achou muito engraçado o comentário da "harmonia entre os seres", vindo de uma pessoa que odeia o Brasil e os Brasileiros? Pois não me surpreende que tivesse achado engraçado, porque como já referi acima, ao senhor falta-lhe capacidade intelectual para interpretar o que escrevo, sobre Portugal e os Portugueses, sobre o Brasil e os Brasileiros, sobre Espanha e os Espanhóis, o universo em que deambulo, nas minhas mais visíveis causas, e os quais apresentam atitudes bastante censuráveis.

 

Agora preste atenção: uma pessoa de Bem e do Bem não odeia pessoas, nem povos, nem países; eventualmente poderá odiar as atitudes prejudiciais às sociedades humanas, e acções abomináveis contra a VIDA e o Planeta, perpetradas pelos pobres de espírito, (não confundir com pobres em espírito) que deambulam pelo mundo e vivem num nível de evolução ainda muito primitivo, e são, obviamente, passíveis de críticas, para que possam evoluir. De contrário, achariam que as barbaridades que cometem são a coisa certa.

 

2.

A sua incapacidade para compreender as coisas é tanta que não sabe o significado da palavra negatividade e aplica-a incorrectamente. Não sei se já reparou que a negatividade está nos indivíduos que andam neste mundo a praticar acções que prejudicam as sociedades humanas e a VIDA do Planeta, incluindo os outros seres vivos.

 

A negatividade não está em quem DEFENDE a sociedade, a VIDA e o Planeta dos seus predadores.

 

3.

Que horror! digo eu, senhor Vicente Dias! Horrorizo-me com a falta de discernimento e senso comum que infestam a sociedade portuguesa e aqueles portugueses seguidistas, que não têm o mínimo sentido critico, e que se recusam a evoluir. E que se recusam a curar-se da doença social, denominada ignorância optativa.

 

O Professor Pedro Domingos diz que «quem tem falta de senso comum é idiota». Concordo plenamente. E são esses idiotas, que andam por aí a idiotar, que combato veementemente, exercendo o meu direito de cidadania.

 

4.

O senhor também não tem capacidade nem conhecimentos suficientes para avaliar psicologicamente a minha pessoa, por isso, errou no diagnóstico, até porque nem sequer sabe o significado da palavra triste, quando diz que a Isabel A. Ferreira é uma pessoa triste (taciturna, sinistra, trágica, sombria).

 

A Isabel A. Ferreira é tão-só uma pessoa indignada com a ignomínia dos maus, que dilaceram a harmonia entre os seres, e com a incompetência e inércia de governantes que fazem de Portugal o quintal deles, e nos envergonham perante o mundo civilizado.

 

A Isabel A. Ferreira é também insubmissa, tem espírito crítico, é dotada de senso comum, e não anda no mundo só por ver andar os outros.

 

Não é obrigado a ler o que escrevo, mas se lê e isso o incomoda, dou por cumprida a minha missão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:55

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Sábado, 5 de Maio de 2018

A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ EM “PRIGO”…

Ora se está!

Realmente, nunca como agora a Língua Portuguesa correu tanto perigo de se transformar num simples linguajar de analfabetos.

E quem se importa?

Importo-me eu – que a tenho como instrumento não só de trabalho, mas também de lazer, porque ler com prazer é o meu passatempo favorito – e muitos outros que, no entanto, não estão a ser suficientemente ruidosos, para serem ouvidos pelo governo português, perito em fazer ouvidos de mercador.

 

PRIGO.png

 

O que vemos na legenda desta imagem, que nos diz dos “migantes em prigo” não será culpa do AO90, mas é com toda a certeza consequência dele. Porque o AO90, além de assentar na ignorância da Língua, é também um veículo que conduz ao desleixo do Saber Escrever.

 

Para quem tem de escrever em acordês, cheio de palavras mutiladas, mal acentuadas e pessimamente hifenizadas, tanto faz, como tanto fez escrever correctamente ou não. A ordem é para escrever como falam, seguir a oralidade, suprimir as consoantes que não se lêem, tirarem acentos e hífenes, e levam isto à letríssima.

 

Então cortam tudo, a torto e a direito. E os canais de televisão que, ao que parece, são órgãos estatais, pois alguém os obrigou a adoptar o AO90, embora não fossem a tal obrigados, não se limitaram a usar a grafia brasileira, foram ainda mais longe, uma vez que a grafia portuguesa, correcta, escorreita, baseada em regras, não é obrigatória, para quê estarem com preciosismos? Não é verdade? Em acordês não há necessidade de estilo. Qualquer palavreado serve.

 

Quando lemos “migantes em prigo” não sabemos logo o que isto é? Então, para quê estar a queimar neurónios?

 

Isto ultrapassa o razoável.

 

Perante isto, o governo português está mudo. O ministro da Educação está mudo. O presidente da República está mudo. Os tribunais, que ficaram de dar um parecer sobre o AO90, estão mudos. Aquela comissão da Assembleia da República”, que ficou de “estudar o impacto do AO”, está muda.

 

A Academia das Ciências de Lisboa também está muda.

 

Os juristas, que alardeiam a ilegalidade e inconstitucionalidade do AO90, não usam os seus conhecimentos jurídicos para processar o Estado Português. Eu, se soubesse aquele fraseado jurídico, já o teria feito.

 

Nas escolas usa-se da chantagem para impor o AO90, a quem não o quer utilizar, porque a tal não é obrigado: ou escrevem em acordês ou chumbam. E o medo instalou-se, à boa maneira das ditaduras.

 

O AO90 está envolvido num mistério de tal modo obscuro e poderoso, que nenhum argumento racional, conseguiu ainda ter força suficiente para derrubá-lo. Por enquanto.

 

Agora que mistério é este? O que está por trás desta parva teimosia? O que propriamente foi cozinhado à porta fechada entre Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal), paus-mandados de políticos desonestos, ainda está no semi-segredo dos deuses, porque existe uma explicação para tal descalabro, só que essa explicação é tão, mas tão, mas tão macabra que nenhum mortal consegue aceitá-la a bem, levando-a para o domínio dos delírios, e automaticamente descarta-a, por lhe parecer inconcebível. Mas não é.

 

Este “negócio da língua” aglomera vários interesses, e nenhum deles serve Portugal, os Portugueses, e a Cultura Portuguesa, sendo que o principal interessado é o Brasil. Os Brasileiros já o admitiram.

 

Pediram-me uma opinião sobre isto. Fizeram-me algumas perguntas. Qual a minha opinião?

 

Pois é a seguinte:

 

A primeira questão foi: de 27 membros da Academia das Ciências de Lisboa, 25 manifestaram-se contra o AO90, e ainda assim isto foi para diante? Se isto é Democracia? Se em Democracia há espaços para secretismos?

 

Respondi que não, isto não é democracia. É uma ditadura disfarçada de democracia. E numa ditadura disfarçada de democracia haverá espaço para o secretismo? Sem dúvida alguma que há. Para o secretismo e um descomunal obscurantismo, uma oposição sistemática ao desenvolvimento da instrução e do progresso, um estado de completa ignorância.

 

O que está por detrás de toda esta maquinação?

 

Eu tenho uma opinião. Baseada em factos documentados e empíricos. Já os expus neste meu Blogue, sem papas na língua. Sem receio de ser politicamente incorrecta.

 

A maquinação é maquiavélica. Os interesses são, acima de tudo, políticos, mas também económicos, e um desejo secreto, há muito acalentado, de esmagar o Português. E os políticos portugueses, envolvidos nesta maquinação, não saem disto de mãos a abanar.

 

Por que é que ninguém diz abertamente o que se forjou secretamente com os representantes brasileiros? Porquê? E alguém diz abertamente as trafulhices em que está envolvido?

 

Porque é que o nosso presidente da República anda tão encolhidinho, e nada diz a este respeito, desrespeitando, como desrespeita, a Constituição da República Portuguesa, que jurou defender?

 

Sendo ele uma pessoa reconhecidamente influenciável, ora virado para o Norte, ora para o Sul, um narcisista ao mais alto grau, foi há tempos, a Moçambique e lá questionaram-no sobre esta matéria, e ele ponderou reabrir a discussão, mas quando cá chegou, alguém, que poderia ter sido o ministro dos negócios da língua, aconselhá-lo-ia a calar-se (estou a supor), porque ele nunca mais abriu a boca para falar no assunto. Nem de raspão. Um silêncio de defunto. Ora isto faz pensar…

 

Portugal está a ser vendido ao retalho, e os Portugueses estão a ser tomados por lorpas. Até os Brasileiros já o dizem.

 

Até agora, tudo o que os antiacordistas têm falado e escrito sobre esta matéria tem entrado por um ouvido (se é que entra) dos políticos e saído pelo outro.

 

Até agora. Mas não há mal que sempre dure…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:28

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