Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

ESTA BRUTALIDADE ACONTECEU ILEGALMENTE EM MONSARAZ NO ANO 2018 DA ERA CRISTÃ

 

Os vídeos são tão chocantes que não me é permitido incorporá-los no Blogue, mas quem quiser ver a brutalidade, a crueldade, a descomunal violência e falta de sentimentos HUMANOS dos trogloditas de Monsaraz, abra os links e excomunguem à vontade os deputados da Nação (à excepção dos do PAN, BE e PEV), os quais permitem tal barbárie, em Portugal, país Europeu, em pleno século XXI da era cristã.

 

Touros de morte em Monsaraz - imagens inéditas (1)

[AVISO: IMAGENS CHOCANTES] - Parte 1

https://www.facebook.com/Basta.pt/videos/2287535081474378

 

Touros de morte em Monsaraz - imagens inéditas (2)

[AVISO: IMAGENS CHOCANTES] - Parte 2

https://www.facebook.com/Basta.pt/videos/vb.143034799060668/840107972780211/?type=2&theater

 

A Plataforma Basta teve acesso a imagens inéditas da sequência da morte de um Touro em Monsaraz, episódio macabro, terrífico, e ILEGAL, que diz da crueldade a que pode chegar um ser que se tem por humano, o qual teve o aval do governo português e o licenciamento da IGAC - Inspecção-Geral das Actividades “Culturais”.



Para ficar mais claro: a IGAC e o governo português foram coniventes com esta ILEGALIDADE.

 

Estas imagens, de extrema crueldade e brutalidade, mostram um Touro completamente indefeso, amarrado pela cabeça, golpeado de forma bárbara por indivíduos sem o mais ínfimo sentimento humano, os quais, para se divertirem, mataram a sangue frio, barbaramente, violentamente vampiricamente, brutalmente, monstruosamente, cobardemente o infeliz Touro, com sucessivas facadas, como se estivessem a abrir um saco de areia, na arena de tortura do Castelo de Monsaraz, no passado dia 8 de Setembro de 2018, da era cristã. Na era pagã nenhuma criatura se divertiu a esfaquear brutalmente, até á morte, um animal indefeso.

 

As imagens são monstruosas, e mostram o que Estado português considera parte integrante da cultura e arte portuguesas, tendo sido esta barbárie devidamente licenciada pela autoridades nacionais.

 

A morte do Touro em Monsaraz é um dos pontos mais altos das Festas de Nosso Senhor Jesus dos Passos, promovidas pela Santa Casa de Misericórdia local (o que seria se não fosse "santa" e de "misericórdia") e que tem como patrocinadores oficiais os vinhos CARMIM e o Sharish GIN (duas marcas a boicotar).

 

A violência e a desumanidade destas imagens devenm ser divulgadas, devem correr mundo para que se saiba que os governantes portugueses apoiam estes actos cruéis, bárbaros, brutais e desumanos.

 

Os Touros e os Cavalos usados nas touradas em Portugal são sujeitos a um tratamento bárbaro e indigno de um país (que se diz) civilizado, não só em Monsaraz, mas em várias arenas de tortura do país, nomeadamente, e aqui legalmente, graças ao ex-presidente Jorge Sampaio, na muito primitiva vila de Barrancos.

 

Imagens como estas, brutais e desumanas, também existem em arenas privadas, em actos que nenhum animal dito selvagem perpetra em relação aos animais que caçam, para sobreviverem.

 

Estas imagens correrão mundo, e o mundo saberá que em Portugal governa um governo troglodita!

 

(Texto baseado no texto original da Plataforma Basta)

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

SANTO CATÓLICO FESTEJADO COM INDESCRITÍVEL CRUELDADE

 

Uma vaquinha amarrada grita de dor ao tentar fugir, nas “festas” de São Mateus, em Cuenca-Espanha

 

Como é possível um tal HORROR em pleno Século XXI depois de Cristo?

 

«A CRUELDADE BRUTAL DOS TOUROS À CORDA»

Por Prótouro – Pelos Touros em Liberdade

 

Não existem adjectivos para qualificar todos os que exploram, abusam e torturam bovinos com a única finalidade de se entreterem.

 

Portanto não é para admirar que a paciência dos defensores dos animais se vá transformando aos poucos em raiva, raiva essa que leva a que muitas pessoas desejem a morte de todos os que abusam de animais.

 

E é exactamente por compreendermos esse desespero e raiva que não criticamos aqueles que se congratulam com a morte de tauricidas e quejandos, porque sabemos, que enquanto a tortura não for abolida estes seres sub-humanos não pararão de torturar e matar animais.

 

E a título de exemplo da raiva que se apodera de nós quando assistimos à barbaridade que é praticada contra bovinos, um vídeo filmado em Cuenca, Espanha mostra o desespero e os gritos lancinantes de uma vaca que tenta libertar-se dos seus algozes.

 

Qualquer vídeo de tortura animal choca-nos, mas este, tocou-nos profundamente porque os gritos de desespero desta vaquinha não param de ecoar nos nossos ouvidos, tal como nunca pararam de ecoar nos nossos ouvidos os gritos de dor dos touros estoqueados vezes sem conta até à morte em Barrancos.

 

Neste caso, tal como em Barrancos não havia música para abafar o sofrimento dos herbívoros que são barbaramente torturados em nome de uma suposta cultura.

 

Suposta cultura essa que continua a ser obscenamente apoiada por legisladores corruptos que há muito que se venderam à tauromáfia e nós perguntamo-nos até quando?

Até quando?

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/09/23/a-crueldade-brutal-dos-touros-a-corda/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:59

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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2018

«A FESTA DE BARRANCOS EM "HONRA DE Nª SR.ª DA CONCEIÇÃO"...»

 

Um texto de Rui M. Palmela, que nos dá um panorama trágico da "festa" diabólica, em Barrancos, em honra de Nossa Senhora da Conceição.

 

Chamo a atenção para os depoimentos absolutamente aberrantes de personalidades que, apesar de todos os estudos, não evoluíram minimamente, e mantêm-se com os pés e mentes bem fincados num tempo das maiores ignorâncias e obscurantismos.

 

 

BARRANCOS.jpg

 O que se passa em Barrancos, graças a Jorge Sampaio, ex-presidente da República Portuguesa,  é do mais desqualificado, do mais grosseiro, do mais bárbaro que possamos imaginar: crueldade, violência, bebedeiras, boçalidade, tudo elevado ao máximo… em nome da Santa… E é esta vergonhosa ignomínia que a igreja católica sustenta.

 

Texto de

Rui M. Palmela

 

«Barrancos é uma vila alentejana onde existe uma tradição centenária sanguinária de matar toiros numa festa religiosa que se realiza ali todos os anos no fim de Agosto "em honra de Nª Srª da Conceição", numa arena improvisada frente à Capela onde se reza e donde sai a procissão, tudo terminando numa diabólica diversão. E a Igreja Católica não se pronuncia cometendo também seu “pecado de omissão” ...

 

No entanto existe uma bula papal que condena estes espectáculos sangrentos onde se lê o seguinte:

 

(...) "Considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas na medida das nossas possibilidades com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição a celebração destes espectáculos"... (in "Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio", tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.)

 

Portugal já foi um país sem touradas no Reinado de D. Maria II, quando pelo um Decreto nº 229 de 1836 se lia o seguinte:

 

“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros"...

 

Porém, as touradas voltaram com a República e se mantêm até hoje com a "Democracia" com partidos de direita à esquerda a apoiarem a sua realização e a chumbarem propostas de sua abolição. Há mesmo figuras públicas bem conhecidas que defendem a tradição barranquenha dos toiros de morte e passo a citar algumas de suas frases que merecem repulsa ou reprovação. Aqui ficam:

 

Nuno da Câmara Pereira (fadista): "eu estou aqui em Barrancos com os cornos para o ar a apoiar a causa barranquenha, dos touros de morte, tradição que dura há séculos".

 

Moita Flores (investigador, criminologista), dizia sobre uma certa providência cautelar da Associação ANIMAL que visava travar o espectáculo dos toiros de morte, e se pronunciou assim: "O juiz que decretou a providência não sabe o que escreve, não sabe o que diz, pela simples razão que não conhece o que se passa em Barrancos, possivelmente nem sabe onde fica". Diário de Notícias 23/8/99.

 

Mafalda Ganhão (jornalista): "Na corrida de morte por exemplo, o touro não é picado para ser destroçado ou humilhado. É sangrado para que descongestione e possa vir ao de cima a sua bravura, corrigindo-lhe alguns defeitos, como a sua forma de investida". Expresso 28/8/99

 

Miguel Sousa Tavares (jornalista e comentador tv): "O que eu defendo em Barrancos é a sobrevivência de uma cultura própria e enraizada localmente e que tenta resistir em face de investidas do pensamento "moderno", "jovem" e "civilizado", de uma elite urbana e arrogantemente convencida da sua suposta superioridade civilizacional". Público 3/9/99.

 

Por fim, o padre Vítor Melícias, é um pseudo 'franciscano' que devia envergonhar-se pela sua obsessão por touradas que nada têm a ver com a doutrina de Francisco de Assis que tratava todos os animais como irmãos e condenava qualquer acto de violência e maus tratos aos seres da Criação.

 

Enfim, a minha opinião de cidadão é de que as touradas em Barrancos deviam ser proibidas com os toiros de morte e se penalizasse criminalmente todos os responsáveis por aquela famigerada 'tradição' que persiste a coberto de uma famigerada "lei de excepção" aprovada em 2002 pelos mesmos partidos políticos que chumbaram recentemente uma proposta do PAN pela sua completa ABOLIÇÃO

 

Rui M. Palmela

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214938431085761&set=a.1309687193754&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018

«TAUROMAQUIA: O GOZO ALARVE COM A FRAGILIDADE ALHEIA»

 

Um magnífico texto de André Silva, Deputado da Nação, pelo PAN, descomprometido, e livre das amarras do lobby tauromáquico, instalado na Assembleia da República Portuguesa.

 

Esperamos que aos deputados, aficionados da selvajaria tauromáquica, que ainda vivem no passado, chegue a lucidez suficiente, para que possam interpretar as palavras do Deputado André Silva, um Homem que pertence à modernidade, e os faça catapultar para o Século XXI D.C.

(Os excertos do texto a negrito são da minha responsabilidade)

Isabel A. Ferreira

 

ANDRÉ SILVA.png

 André Silva

 

«Conseguimos saber algo importante sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que são mais fracos do que ela. Mas conseguimos saber quase tudo sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que não têm qualquer poder, os que são impotentes. E os candidatos mais óbvios a este estatuto são os animais. Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

 

O verdadeiro teste moral da humanidade, o mais básico, reside na relação que mantém com os que estão à nossa mercê. E é neste ponto que encontramos a maior derrota da tauromaquia. Sem tibieza, Fernando Araújo dá-nos a mais crua e límpida definição de uma corrida de touros, que consiste na exibição da mais abjecta cobardia de que a espécie humana é capaz, o gozo alarve com a fragilidade e com a dependência alheias.

 

Na falta de argumentos saudáveis e convincentes, ao estertor tauromáquico nada mais resta do que defender ad nauseam que estas manifestações são parte integrante do património cultural português e da sua identidade. Estagnados no tempo em que a maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, tentam fazer-nos acreditar que mutilar e rasgar carne a um animal e fazê-lo cuspir sangue faz parte da nossa herança cultural.

 

VOMITANDO SANGUE.jpg

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Aceitando por um lado que devem ser banidas e condenadas as violências contra animais, tentam fazer-nos crer que infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal é legítimo, desde que se faça num anfiteatro, que o mal-tratador use fato com lantejoulas e que seja acompanhado ao som de cornetas.

 

BARRANCOS.jpg

 Esta deplorável cena troglodita, em Barrancos, leva-nos a um nome: Jorge Sampaio, ex-presidente da República Portuguesa, que não soube defender a Civilização.

 

O país pede uma evolução civilizacional e ética em relação a este assunto, sendo que as tradições reflectem o grau de evolução de uma sociedade, pelo que não é mais aceitável que o argumento da tradição continue a servir para perpetuar a cultura da brutalidade e do sangue que se vive nas arenas. Todas as tradições devem ser colocadas em crise quando atentam contra a vida e integridade de terceiros. As pessoas têm muitas formas de satisfazer o seu direito cultural sem que tenha que passar por infligir sofrimento a animais.

 

Mais de 90% dos portugueses não assiste a touradas e as corridas de touros têm vindo a perder milhares de espectadores todos os anos, tendência confirmada pelos recentes referendos nas universidades de Coimbra e de Évora, onde milhares de estudantes decidiram afastar a violência tauromáquica das suas festas académicas, após várias instituições de ensino superior já o terem feito.

 

Assim, afirmar que a tourada faz parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Tenha a classe política a coragem para acompanhar o desejo de não-violência da esmagadora maioria dos portugueses.

 

André Silva»

***

Comentário, na página, ao texto de André silva, o qual subscrevo:

 

Acontece que a "classe política" é tão cobarde como um toureiro, e a população de certos locais e adepta deste primitivismo é particularmente agressiva. Viu-se na palhaçada de Barrancos onde a população se manifestou mais para ter touradas ilegais do que para ter um centro de saúde decente. E em vez de impor a lei, o Estado rebaixou-se e cedeu perante alguns burgessos ululantes. Uma pena e uma vergonha nacional que se continuem a praticar touradas. (Gustavo Garcia)

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/07/03/p3/cronica/tauromaquia-o-gozo-alarve-com-a-fragilidade-alheia-1836711

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

TVI COMPROMETIDA COM A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Ontem chamaram-me a atenção para uma reportagem da TVI no Jornal da Noite, em que apresentava a brutalidade nua e crua dos touros de morte em Barrancos, como se estivessem a falar de ópera...

 

Não quis acreditar e fui investigar…

 

BARRANCOS.jpg

 Em nome da “tradição” a estupidez mantém-se numa terra que vive mergulhada num medievalismo tremebundo… Repare-se na expressão do desventurado Touro… entre os aplausos de alienados mentais….

 

Era verdade. Quase no final do telejornal, a TVI mostrou em toda a sua crueza moral, cultural e social uma das mais repugnantes e estúpidas práticas que conspurcam a sociedade portuguesa.

 

E como foi aterrador ver e ouvir aquela gente rude, inculta, encruada, primitiva, num lugar que mais parecia um adro medieval, onde os brutos se divertiam boçalmente.

 

Anda-se a vender por aí um Portugal para inglês ver, esquecendo-se o outro lado, o lado negro, hediondo e feroz de um Portugal selvático.

 

Aquelas imagens que a TVI teve a indignidade de transmitir, mostraram ao país o profundo atraso civilizacional, moral e cultural em que o governo português teima em manter uma população que acredita piamente que aquela selvajaria (avalizada por Jorge Sampaio) é uma “tradição” digna de ser preservada. Dão sangue ao povo, para o manter apaziguado, como nos tempos do Circo Romano. Viu-se crianças a brincar às touradas, imagens que me chocaram profundamente, porque aquelas crianças estão condenadas a ser imbecis o resto da vida, se ninguém fizer nada por elas urgentemente.

 

Ainda se a TVI aproveitasse a filmagem para condenar a brutalidade, a crueldade, a violência e o crime lesa-infância que ali está a ser cometido!!!!

 

Mas não! Ao que se viu, a TVI transmitiu “aquilo” com o mesmo fervor com que transmitiu as cerimónias da ida do Papa Francisco a Fátima.

 

Como é possível que uma estação de televisão desça a um nível tão baixo?

 

Não se contentou em transmitir uma tourada no antro do campo pequeno, a tourada à corda na Terceira e a “festa” do barrete verde em Alcochete. Ainda teve de ir a Barrancos exaltar o inexaltável. Fazer a apologia da selvajaria tauromáquica numa época em que “isto” está a ser repudiado em todo o mundo civilizado.

 

Quanto retrocesso, TV I(NCOERENTE).

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

«BARRANCOS E A VERGONHOSA "TRADIÇÃO"»

 

A selvajaria tauromáquica continua em Barrancos, com o apoio da igreja católica e do governo socialista.

 

Não esquecer que os touros de morte foram introduzidos em Barrancos, em 2002, por Jorge Sampaio (socialista) na qualidade de presidente da República.

 

E pensar que andaram a cometer um regicídio para implantar em Portugal uma República das (e dos) Bananas!!!!! (***)

 

BARRANCOS.jpg

Esta imagem diz tudo sobre o atraso mental de todos os envolvidos nesta prática, desde os que matam, aos que apoiam, aos que aplaudem e aos que dão o seu aval. E veja-se o sofrimento atroz do touro, estampado naquele olhar desesperado... Apenas os desalmados, desprovidos de essência humana, pactuam com este horror.

 

O texto que se segue é da autoria de Rui Palmela

 

«Mais uma vez se realiza na vila alentejana de Barrancos, em finais de Agosto, a festa religiosa que culmina sempre num espectáculo sangrento, frente à capela, com a morte de 3 toiros numa arena improvisada onde o povo vibra de satisfação aplaudindo a barbárie que ali se realiza em “honra de Nª Srª da Conceição”. E a Igreja não reprova ou fica em silêncio cometendo seu “pecado de omissão” ...

 

O espectáculo violento dura 3 dias onde se cumpre um ritual demoníaco de matar um touro por cada dia, “estoqueando” o animal que acaba caindo no chão mergulhado numa poça de sangue. Depois de morto, ou sofrendo horrivelmente sem se poder mexer, os ‘heróis’ da festa cortam-lhe as orelhas, o rabo e as patas como ‘troféus’, enquanto o toiro é arrastado pelo chão, já cadáver, acabando finalmente por ser esquartejado e distribuído pela população como manda a ‘tradição’.

 

Toda esta selvajaria é possível ainda em pleno século XXI com a aprovação do governo português que em 2002 criou uma famigerada “lei de excepção” que garante esse ‘direito’ do povo barranquenho realizar um espectáculo abominável apesar da forte contestação por parte das organizações de Protecção Animal e uma Lei que vigora desde Maio/2017 que reconhece os animais como seres sencientes dotados de sensibilidade e não ‘coisas’ como eram considerados antigamente.

 

Entretanto o PAN (Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza) deverá apresentar na AR uma proposta de lei para proibição destes espectáculos de morte no país, tal como as touradas deviam ser proibidas e transmitidas pela televisão. E já agora cortar todos os subsídios de apoio à Tauromaquia que deve ser suportada apenas pelos seus aficionados e não por todo o povo português que na sua maioria condena toda esta situação.

 

Pausa para reflexão!

 

Rui Palmela»                                                                                

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212176718524673&set=pcb.10212176729004935&type=3&theater

 

 

(***) Denomina-se República das Bananas um país ou região em que há corrupção e desrespeito pela legalidade e interesse público, expressão originalmente aplicada a países latino-americanos ou terceiro-mundistas, mas que se encaixa na perfeição a um Portugal que, fisicamente, é europeu, mas cerebralmente é latino-americano e terceiro-mundista, nestes detalhes grosseiros, até na língua que os actuais republicanos bananas (= gente sem atitude e sem coragem) decidiram importar e impingir aos portugueses.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:05

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Quarta-feira, 19 de Julho de 2017

«NÃO QUEREMOS A "PIOLHEIRA" A QUE O REI D. CARLOS SE REFERIU RECONHECENDO O ESTADO DO PAÍS»

 

PIOLHEIRA.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

Como se esperava, a Indústria Tauromáquica vai-se tornando cada vez mais gulosa, e agora quer acrescentar mais 200.000 euros à soma que anualmente vai sacando do Orçamento de Estado.

 

Devo reconhecer que, para a Tauromaquia, sugar cada vez mais recursos do Orçamento é uma forma inteligente de lucrar e promover esta actividade:

 

  • Quando não há dinheiro para pagar bolsas para Estudantes carenciados (porque foi desviado para o financiamento de Touradas!) cria-se as condições para que menos pessoas estudem e, assim, maior é a probabilidade de terem de ser vassalos dos "senhores do passado" uma vida inteira, daí até terem de apreciar Touradas por necessidade é um saltinho!

 

  • Quando não há dinheiro (porque foi desviado para o financiamento de Touradas!) para comprar equipamentos hospitalares ou dar formação técnica aos funcionários para os conseguirem usar de forma eficiente, deixando, assim, o Serviço Nacional de Saúde de poder dar resposta às solicitações crescentes de uma população cada vez mais idosa e carenciada de cuidados de saúde, as pessoas são forçadas a virar-se para os curandeiros e outras formas de cura "tradicionalmente" aceites no passado... Nada como virarmo-nos para as soluções e mentalidade do passado para começarmos a relativizar a aberração que é uma Tourada!

 

  • Quando não há dinheiro (porque foi desviado para o financiamento de Touradas!) para dar a formação adequada às forças de segurança para que estas façam realmente aquilo que lhes compete fazer, e não sejam cúmplices de crimes, assistimos a acontecimentos como os de Barrancos no tempo em que os Touros de Morte eram proibidos, mas essas forças de segurança nunca faziam nada para os evitar ou, mais recentemente, o Touro de Fogo de Benavente! A Tauromaquia sempre a avançar...

 

No orçamento participativo, votem em projectos que façam deste país um país desenvolvido e não a "Piolheira" a que o Rei D. Carlos se referiu reconhecendo o estado do país.

 

Por exemplo, um projecto que, para além de impedir que mais 200.000 euros sejam canalizados para a Tauromaquia, promove realmente a Cultura e Progresso do país será, por exemplo este:

 

https://opp.gov.pt/projetos/todos/463-cultura-para-todos

 

 

Mas podem consultar o site para mais informações:

https://opp.gov.pt/projetos/todos S

 

Saudações Humano-Animalistas!

Sérgio Paulo

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

CARTA ABERTA DE RUI PALMELA AO PADRE VÍTOR FEITOR PINTO

 

A propósito de um texto que escrevi em 2012, sobre a muito “franciscana” afición do padre Vítor Melícias, o Rui Palmela enviou-me um comentário, onde partilha a Carta Aberta que enviou ao padre Vítor Feitor Pinto, porque isto de padres católicos e touradas, são como unha e carne.

 

Nada sabem da criação do Deus que dizem representar, nem da obediência aos Papas, Pio V, Bento XVI entre outros, nem da Laudato Si’, Carta Encíclica do Papa Francisco, enfim, mas sabem de carnificina q.b.

 

Porque concordo com cada palavra do Rui Palmela, dou destaque à sua Carta e faço também minhas todas as palavras que escreveu…

É urgente que a igreja católica se transforme em Igreja Católica.

 

MELÍCIAS.jpg

GRANDE CORRIDA CARAS em 2 de Maio de 2010 na PRAÇA DE TOUROS DO CAMPO PEQUENO em Lisboa. Padre Victor Melícias (embaixador português junto da UNESCO)

 

Rui Palmela, deixou um comentário ao post «AS TOURADAS, O PADRE MELÍCIAS E A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA» às 00:21, 2017-05-25.

 

Comentário:

 

Entrei casualmente no Blog e aplaudo tudo o que nele se escreve contra a Tauromaquia de que o padre Vítor Melícias é fervoroso aficionado apesar de se dizer "franciscano".

 

Gostaria de partilhar aqui também uma CARTA ABERTA que dirigi há algum tempo ao padre Vítor Feitor Pinto por causa de uma afirmação que ele fez um dia dizendo que "os animais não têm alma"... Em face disso escrevi-lhe uma carta que deixo aqui:

 

Caro sr. Padre Vítor Pinto: Confesso que sempre gostei de o ouvir como homem da Igreja cheio de grande lucidez e sensatez falando das questões humanas cuja cultura não questiono pela sua dimensão, porém surpreendeu-me bastante pela forma como se exprimiu em relação aos animais que tal como diz o Génesis da Criação são criaturas de “almas viventes” criadas por Deus que fazem na Terra o percurso de sua evolução.

 

O homem surgiria muito tempo depois para dominar sobre todas as espécies e direi mesmo que muitos já perderam sua alma e se comportam hoje como 'zombies' sem coração que devoram até ás entranhas seres viventes que confiam no homem, mas este se tornou pior que as bestas-feras que mata todos os dias milhões de animais que sofrem, mas como “não têm alma” são vistos como ‘coisas’ que vivem apenas para a nossa alimentação. É assim que pensa a maioria dos humanos e o sr. padre não é excepção!

 

Agora entendo porque é que muitas pessoas crentes em Deus desprezam e maltratam animais, inclusive com a bênção da Igreja Católica que não reprova as touradas por exemplo, de que o Padre Vítor Melícias é um grande aficionado apesar de se dizer “Franciscano”. Creio que Francisco de Assis ficaria escandalizado com isso e mais ainda a “Nª Srª da Conceição” que vê horrorizada o que se passa em Barrancos por altura das festas em seu nome que culminam com a tortura e morte de toiros frente à Capela, em plena praça pública, tudo feito em nome de uma 'tradição' que a Igreja aprova quando devia condenar esta situação. Mas, é claro, como “os animais não têm alma” (segundo a Igreja), então as pessoas pensam que eles não sofrem como nós e continuam a tratá-los de forma cruel e nisso tem muita responsabilidade a própria Religião. Talvez por isso o Pregador Eclesiastes já dizia o seguinte: ...”

 

O que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego (alma, pneuma, anima); e a vantagem dos filhos dos homens sobre os animais (a este respeito) não é nenhuma. Todos vão para um lugar, todos são pó (matéria perecível) e ao pó (à terra) tornarão. Quem adverte que o fôlego (alma) dos filhos dos homens sobe para cima (para os céus) e que o fôlego (alma) dos animais desce para baixo da terra (ao inferius)? - Eclesiastes, cap. 3:19 a 21, da Bíblia.

 

Portanto, caro senhor Padre Vítor Pinto, espero que cultive melhor a palavra de Deus e não a sua que precisa ser mais repensada e cuidada para não induzir em erro quem lhe pede esclarecimentos ou explicações sobre coisas para as quais deveria estar melhor preparado e não criar mais confusões. Os animais têm mesmo sua alma e sofrem como nós e deveriam ser respeitados e não torturados nem transformados em refeições. É o que penso de minha alma e meu coração!

 

Com os meus cumprimentos,

 

 ***

Já agora, para completar este périplo pelos pecados da igreja católica no que diz respeito a esta matéria, podem consultar o texto abaixo referido, onde esta relação mórbida é abordada.

 

A IGREJA CATÓLICA E A TOURADA

03 de Dezembro de 2012

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/201627.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:01

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

MORTE DO TOURO NA ARENA

 

Em Portugal, acontece em Barrancos (legalmente, graças ao ex-presidente da República, Jorge Sampaio) e em Reguengos de Monsaraz (ilegalmente, graças aos olhos vendados das autoridades), e ás escondidas, por aí, nas herdades dos tauricidas.

 

E em parte alguma se cumpre o RET, mas a IGAC dá o seu aval à ilegalidade, nem se cumprem as mais básicas regras da piedade humana. Aliás, em nenhuma tourada a humanidade está presente.

 

O Touro é assassinado brutalmente. Sofridamente.

 

Quem o diz é o Médico Veterinário, Dr. Vasco Reis, no texto que passo a transcrever, e que espero sirva para abrir os olhos dos cegos mentais.

 

TOURO.jpg

 

«A morte na arena é extremamente sofrida, sem atordoamento, raramente acontece com uma estocada certeira e mesmo se o for, há sempre uma agonia longa e dolorosíssima para a vítima.

 

A estocada é repetida com grande frequência, até "acertar".

 

Para disfarçar a agonia para o público e paralisar movimentos da vítima, espetam, cortam a espinal medula na região da nuca do touro.

 

O animal, em plena consciência e sofrimento, asfixia no próprio sangue, que lhe invade os pulmões.

 

Corte de orelhas e cauda acontece, muitas vezes, ainda em vida.

A morte na arena não é um acto simples, mas sim complexo e acompanhado de enorme sofrimento e aplaudido delirantemente pelos aficionados!!!

 

Vasco Reis (Médico Veterinário)»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=697510327006017&set=a.349975685092818.83194.100002411675648&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:01

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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

O SUBMUNDO DA TAUROMAQUIA

 

(Recordando um texto escrito em 11 de Abril de 2012)

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/95384.html

 

SUBMUNDO.jpg

A imagem da tal “identidade nacional” de um Portugal pequenino, que ainda persiste, com o aval de legisladores portugueses que sofrem de cegueira mental

 

Já tudo foi dito sobre a tauromaquia.

 

Esgotaram-se todas as palavras para definir esta “coisa” a que teimam em chamar “arte” e “cultura” e “identidade nacional”, que deve manter-se por ser tradição.

 

Ora, arte até pode ser, sim, a “arte” covarde de torturar Touros e Cavalos com requintes de malvadez, numa luta absolutamente desigual, onde a covardia do torturador contrasta com a heroicidade do animal, previamente enfraquecido, o qual, ainda assim, luta valorosamente pela sua vida, enquanto é cruelmente flagelado física e psicologicamente, até à extrema exaustão, quando finalmente desiste de viver, e o torturador aproveita para vangloriar-se, levantando os braços, triunfante, como se fosse ele o herói, numa cena sinistra e patética.

 

Será a tauromaquia cultura?

 

Na Universidade aprendi que Cultura é o resultado da acção positiva do Homem sobre a Natureza; é a actividade preparatória que conduz o espírito do Homem a produzir frutos; é a realização de valores espirituais; é o conjunto orgânico dos valores expressos pela actividade intelectual do Homem na sua faceta construtiva.

 

Cultura é posse espiritual; é conquista interior; é a grandeza moral do Homem irradiada no seu agir construtivo; é a capacidade de escolher entre o saber e a erudição, e de ser capaz de utilizar positivamente esse saber.

 

A Cultura produz valores; é o conhecimento elaborado; é a assimilação do saber pela inteligência. Como formação, Cultura é a agilidade do espírito; é capacidade de síntese, de apreciar, de criticar e seleccionar os valores que nos são apresentados.

 

Cultura é, em suma, a atitude positiva do Homem em relação ao mundo.

 

Enquadrar-se-á a tauromaquia neste conjunto de significações de Cultura?

 

Quanto à tradição, só é válido manter uma tradição quando esta dignifica a Humanidade e está conforme a atitude positiva do Homem em relação ao mundo. Estará a tauromaquia dentro deste parâmetro?

 

Dalai Lama diz o seguinte: «A vida é tão preciosa para uma criatura muda quanto é para o Homem. Assim como ele busca a felicidade e teme a dor, assim como ele quer viver e não morrer, todas as outras criaturas anseiam o mesmo». E isto é tão verdade que basta conviver com qualquer animal, qualquer um que seja, para aferirmos esta certeza.

 

Então por que hão-de os tauricidas achar-se no direito de torturar Touros e Cavalos para se divertirem e ganharem dinheiro à custa desta tortura?

 

Nazaré Oliveira, uma abolicionista activista, no seu excelente Blog denominado Suricatina, escreveu um artigo intitulado «A Internet = arma contra as ditaduras», que podem ver neste link:

 

http://suricatina.blogspot.pt/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00Z&updated-max=2013-01-01T00:00:00Z&max-results=41

 

 

Neste artigo, Nazaré Oliveira aborda a informação global e refere: «Não há desculpa para o que desculpa nunca terá: a cumplicidade com os usurpadores do poder e para com a barbárie».

 

E não há mesmo.

 

Sabemos que a tauromaquia é uma prática cruel, que não tem lugar no mundo moderno, e as pessoas que ainda teimam em dirigir-se a uma arena para aplaudir esta barbárie e aquelas que a praticam, não têm desculpa alguma para dizerem «eu não sabia», quando se toca na questão da dor e do sofrimento dos animais.

 

Também não há razão para que os governantes sejam cúmplices desta barbárie.

 

Está tudo escrito e dito e falado e gritado na Internet. Só não sabe quem não quer ou quem é analfabeto ou não tem capacidade intelectual para compreender as palavras que se escrevem e se gritam.

 

No Facebook, esta matéria é tratada por um grupo de cidadãos portugueses, que, não sendo jornalistas, não têm obrigação de informar formando as pessoas, mas fazem-no, por se sentirem insultados na sua humanidade, pela prática subhumana da tauromaquia, fazendo aquilo que os órgãos de comunicação social deveriam fazer, e não fazem. (E até podemos imaginar porquê)!

 

Foi no Facebook que encontrei um texto magnífico da autoria de Luís Martins que, em poucas palavras, nos conduz ao submundo da tauromaquia.

 

 Escreveu ele:

 «Os aficionados tentam de formas cada vez mais desesperadas, tornar a defesa da tauromaquia num reduto inexpugnável. Sabem perfeitamente que não há argumento algum que possa justificar a tortura e o sofrimento de seres vivos sencientes, e isso assusta-os.

 

 Primeiro tentaram de todas as formas colar a tourada à tradição, julgando ser esse o tal argumento que lhes iria proporcionar segurança no seu mórbido reduto. Enganaram-se! Agora, depois de terem comprado a dignidade da Canavilhas, afirmam que o Estado Português considera a tourada como uma forma de Arte, e que a Arte é indiscutível. Segundo os torcionários é apenas uma questão de gosto... ou se gosta ou não!!!

 

Não é preciso muito esforço para desmontar tão débil argumentação. Em primeiro lugar, o Estado é o Povo, e é patente a condenação do Povo Português a essa forma legalizada de tortura em que consiste a tourada.

 

No último inquérito conhecido, 71% dos portugueses manifestou-se contra a tourada! Mais expressividade que isto? O facto da tauromaquia ter conquistado um lugar na Secretaria da Cultura, mais não torna evidente, que os poderes obscuros dos seus defensores, que conseguiram comprar a dignidade de Canavilhas. E fosse ou não a tourada, uma forma de arte!

 

Justifica tal designação o uso da tortura? Quantas formas de violência foram já consideradas formas de arte? Os espectáculos com gladiadores foram durante centenas de anos, considerados formas de arte. Os vestígios que chegam até nós são muitos e variados, como se pode ver pelas fotos.

 

Deveremos exigir a reposição de tais espectáculos?

 

Ou devemos concluir que a designação de forma de arte, em espectáculos que promovem a violência, em vez de classificar o espectáculo, desqualifica quem a faz?

 

Bem podem os torcionários continuar a buscar nas suas mentes reduzidas e limitadas, justificações que só existem nos seus delírios. Essa argumentação caduca só nos ajuda, pela ignorância que traduz, pelo desconforto que revela. Em vão tentam recrutar mais apoiantes para as suas empobrecidas hostes. Não é de certeza com argumentos tão ridículos

 

O que será necessário dizer mais?

 

Ah! Sim! Falta falar nos subsídios que a tauromaquia recebe para poder manter-se neste país, onde não há dinheiro para o que faz falta, mas para torturar Touros e Cavalos há sempre dinheiros públicos.

 

Isto não será insultar o Povo Português? 

 

E aquela iniciativa caricata, de alguns municípios (Barrancos, Sabugal, Vila Franca de Xira) terem elevado a tauromaquia a Património Cultural Imaterial? O que será isso? Uma anedota de mau gosto?

 

Talvez, mas é também o Portugal pequenino, no seu pior.

 

 Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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