Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

AGENDADO PARA HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DEBATE DO PROJECTO DE LEI DO PAN COM VISTA À ABOLIÇÃO DAS TOURADAS EM PORTUGAL

 

É a primeira vez que tal acontecerá na Assembleia da República, maioritariamente constituída por servidores do lobby tauromáquico.

 

Neste projecto apresenta-se uma "extensa análise dos espectáculos tauromáquicos do ponto de vista histórico, social e cultural com recurso a estudos científicos de organizações nacionais e internacionais sobre as implicações nocivas e transversais que a prática tem nas crianças, nos jovens e adultos, bem como nos animais envolvidos".

 

Esperemos que vença a EVOLUÇÃO!

 

O PAN está em minoiria, mas vai abrindo caminho...

 

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 Em Portugal, cada vez menos pessoas aderem a este “entretenimento”, onde o gosto pelo derramamento de sangue e pelo sofrimento de um animal senciente e completamente indefeso, demonstra o carácter sádico da afición. Torturar Touros, para os assentos vazios das arenas é já algo recorrente em Portugal. A realidade é que em 2017, o número de touradas foi o mais baixo de sempre. Então, para quê insistir em algo que só catapulta o país para o rol dos países com práticas terceiro-mundistas, dirigidas a uma minoria, cada vez mais minoria?

 

Até agora o PAN tem apresentado diferentes iniciativas legislativas com vista, por exemplo, a proibir a RTP de transmitir touradas, impedir o financiamento público ou vedar a participação no espectáculo a menores de 18 anos, mas esta é a primeira vez que avança com um projecto de lei para abolir por completo as corridas de touros.

 

Para o PAN o direito ao entretenimento, ainda que disfarçado de herança cultural, não deve poder prevalecer sobre o respeito pela liberdade, pela vida e pela integridade física e psicológica de animais que são sensíveis e que sentem dor, por um lado, nem sobre o ideal de sociedade que rejeita a violência, por outro.

 

André Silva, único deputado do PAN, na Assembleia da República, considera que «a identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que os divide. Forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e evolução civilizacional».

 

De acordo ainda com PAN, «valorizar a cultura enquanto sistema complexo de códigos e padrões partilhados por uma sociedade, passa inevitavelmente por sermos capazes de medir a aceitação e receptividade, por essa mesma sociedade, das respectivas manifestações culturais. No que respeita aos espectáculos tauromáquicos a realidade não corresponde à opção do legislador que os eleva à condição de cultura. Dos 308 municípios do país, apenas 44 têm actividade taurina, i.e., 14,8%. Em 2017 realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 foram na praça de Albufeira e 13 na de Lisboa, sendo que em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano. A praça que organiza mais corridas de touros por ano é orientada para o turismo e não para satisfazer qualquer vontade do público local.

 

Ano após ano, as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público no nosso país. Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% do seu público. A indústria tauromáquica tem um peso cada vez mais insignificante em Portugal, não obstante todo o investimento em marketing para transformar a sua imagem associada à brutalidade e decadência e os vários apoios e subsídios públicos directos e indirectos.

 

Massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa e foram sendo banidos paulatinamente em praticamente todos os países deste continente. Dos 193 países do Mundo apenas 8 têm actividade tauromáquica.

 

Para o PAN afirmar que estas práticas fazem parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1585-pan-debate-abolicao-corridas-touros-portugal.html

 

A falácia da prótoiro

 

Em comunicado, a federação portuguesa de tauromaquia já reagiu a este passo de gigante em direcção à EVOLUÇÃO, considerando-o antidemocrático, como se uma Democracia autêntica pudesse estar ligada a algo que nasceu na monarquia e pertence a um passado já remoto, onde reinava a ignorância e não havia entretenimentos civilizados.

 

Desesperada, a prótoiro lança, então, a falácia de que o PAN «não representa mais de 75 mil pessoas em todo o país e procura com estas investidas (repare-se na terminologia tauromáquica - investidas) inverter a queda nas sondagens e evitar o desaparecimento do único deputado com assento parlamentar".

 

Engana-se a protóiro: o PAN está a subir nas sondagens; nas últimas eleições conseguiu aumentar consideravelmente o número de deputados nas assembleias municipais, em todo o país (é só ver os números) e com a descrença crescente nos partidos que já passaram pelo governo e mostraram toda a sua incompetência, não é de surpreender que o PAN esteja a ganhar terreno. É que já não vivemos no tempo da mariquinhas

 

Depois pretende a prótoiro impingir-nos a mentira de que em 2017 o número de touradas aumentou. A treta não diz com a careta, ou seja, os números da protóiro não batem certo com a realidade, porque não só se realizou menos touradas, como baixou consideravelmente o número de espectadores.

 

TAUROMAQUIA EM QUEDA.jpg

 

Ver artigo completo aqui:

 

ESTATÍSTICAS OFICIAIS ANIMADORAS – TAUROMAQUIA EM QUEDA

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/estatisticas-oficiais-animadoras-767251

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:47

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

REFLEXÃO SOBRE O DIREITO À VIDA DOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS

 

Em 2016, discutiu-se na Assembleia da República, se os menores de idade deveriam ou não participar ou assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar “espectáculo" tauromáquico.

 

Na altura, o PEV (partido Os Verdes) pretendeu que ao que se chama erradamente “artistas tauromáquicos” (insultando-se, deste modo, os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tivessem o 12º ano, como se instrução combinasse com atraso civilizacional.

 

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Estamos em 2018, e nada mudou a este respeito. As desafortunadas crianças, que têm o azar de nascer no seio de famílias tauricidas, continuam a ser arrastadas à força para as arenas e para as escolas de toureio.

 

E quem se importa? Importo-me eu. E uns poucos mais.

 

Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI D. C., ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

 

O que deve ser discutido na Assembleia da República, urgentemente, e ainda não foi discutido, é a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

 

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito tristes países que ainda mantém esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

 

***

 

Todos os animais não-humanos têm o direito inapelável à Vida, uma vez que para viver nasceram. Tal como nós. Todos nascemos para viver e morrer. Sem excepção. Mas nascer, viver e morrer é algo que nos transcende, e os que se dizem seres humanos, não têm o monopólio da Vida. Não são deuses, nem sequer Deus, para se arrogarem ser os donos da Vida. De todas as Vidas.

 

Todos os animais não-humanos merecem o nosso respeito. Mas haverá um limite?

 

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

 

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar: ou eu ou ele.

 

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas... Bem como assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

 

Também aqui: ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

 

Tudo isto é muito complicado. A vida é complicada, e é muito difícil viver. Mas...

 

Existe um Mas:

 

Todos os animais, humanos e não-humanos têm direito inapelável à Vida. Devem ser protegidos através da Lei Humana, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos, que nos governam, e que desconhecem a Lei Natural, que consiste em respeitar a Vida, qualquer vida, e protegê-la.

 

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

 

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade mental.

 

Contudo, uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade mental, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente diante da Vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti».

 

E esta é que é a grande questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:33

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2018

PELA EVOLUÇÃO...

 

O PAN realiza duas conferências onde se abordarão temas que, SE vivêssemos numa Democracia civilizacionalmente evoluída, não necessitariam de ser abordados.

Mas enfim… é preciso evoluir…

«GARRAIADA – Perspectivas Sobre o Bem-estar Animal»

(no dia 8 de Maio, pelas 20h30, no Hotel Dom Fernando, em Évora)

e

«FIM DOS ABATES – A Mudança de Paradigma»

(no dia 15 de Maio, pelas 15h30, na Assembleia da República, Centro de Acolhimento ao Cidadão)

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2018

A BARBÁRIE EM VILA MEÃ (VISEU) NO SEU MELHOR

 

Matança de porco em Vila Meã - Sobral, Mortágua (Viseu)

 

Atentem neste cartaz da

Associação Recreativa, Social, Cultural e Desportiva de Vila Meã

 

É a maior demonstração do lado quinto-mundista de Portugal, do lado hipócrita dos governantes, que, apesar da existência de algumas leis que declaram proteger os animais, e uma até que reconhece a sua natureza de seres vivos dotados de sensibilidade, permitem que se mate publicamente, num ritual bárbaro, o terceiro animal mais inteligente a seguir ao Homem inteligente (porque os há completamente irracionais, como os que levam a cabo estes actos bárbaros e medievalescos).

 

 

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Isto vai acontecer em Vila Meã, Sobral Mortágua (Viseu) num país cujos governantes apoiam costumes sanguinários.

 

Matar brutalmente animais em público, diante de crianças, é algo inconcebível num país que se quer evoluído e civilizado; num país que se quer de primeiro-mundo.  

  

MANDEMOS UMA QUEIXA PARA:

 

(ASAE) - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

Tel. 217 983 600

Email: correio.asae@asae.pt

 

Unidade Operacional I - Porto

 

Tel. 225 070 900

CC:

julio.norte@cm-mortagua.pt

 

 O SEPNA não pode fazer nada.

 

(Sugestão de texto):

 

Exmos. Srs.

 

Tomei conhecimento, através deste vergonhoso cartaz, da prática ilegal e macabra que se realizará daqui a duas semanas, em Vila Meã.

 

Venho por este meio alertar Vossas Exas. para este facto impróprio de um país visitado por tantos estrangeiros que já se manifestam nas redes sociais perante o cartaz.

 

Não desejamos passar a imagem medieval que ele traduz e muito menos a cena degradante que se irá desenrolar, caso a vossa intervenção não seja atempada e eficaz.

 

Atenciosamente,

(Nome)

Isabel A. Ferreira

 

(Peço desculpa à Câmara Municipal de Amarante por ter confundido Vila Meã de Viseu, com Vila Meã de Amarante)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Terça-feira, 13 de Março de 2018

«ANIMAIS EM ESPAÇOS DE RESTAURAÇÃO: O QUE MUDA COM ESTA LEI?»

 

«Nos últimos dias foram muitas as notícias, opiniões e comentários sobre a nova lei que permitirá a permanência de animais em estabelecimentos de restauração e que é o resultado de propostas trabalhadas e aprovadas unanimemente por todos os partidos da Assembleia da República.» (PAN)

 

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Foto: Tom Williams/ Getty Images

 

Aos partidos PS, PSD, PCP e CDS/PP, de vez em quando, lá lhes dão para concordar com algo que tenha a ver com evolução, no que respeita aos animais não-humanos, pretendendo, deste modo, atirar uma areiazinha para os olhos dos Defensores dos Animais. Porque levar animais aos restaurantes (o que apesar da lei, não vai ser obrigatório, para quem tem animais) este tipo de lei, não implica esvaziar os bolsos dos “amiguinhos”, como no caso das touradas, em que os Bovinos e Cavalos não são considerados animais, nem de companhia, nem de pecuária, estes partidos, que aglomeram os maiores aficionados da barbárie, unem-se, e não há propostas, por mais civilizadas que sejam, que eles aprovem por unanimidade.

 

 

Não é interessante? Pois é!

Quem não os conhecer que os compre.

 

***

 

Mas afinal, o que muda com esta lei? Aqui ficam as respostas do PAN – Pessoas, Animais – Natureza

 

 

1º Liberdades

 

Esta lei trata de duas liberdades. Por um lado, a de os proprietários fazerem uma escolha sobre se querem ou não permitir a entrada de animais nos seus estabelecimentos e poderem regulamentar sobre que e quantos animais podem entrar. Por outro, a liberdade de os cidadãos escolherem que tipo de estabelecimento comercial pretendem frequentar.

 

2º - Sinalização

 

Nem todos os restaurantes permitirão a entrada a animais. Os que o fizerem terão à entrada um dístico sinalizando essa possibilidade. Haverá certamente diferentes opções para todos os gostos ou visões. Aqui, não se trata de uma imposição: trata-se de dar às pessoas uma nova possibilidade de escolha. As pessoas que são alérgicas ou têm fobias têm, como sempre tiveram, a possibilidade de escolher frequentar outros locais, tal como uma pessoa que não gosta de determinada comida tem a possibilidade de escolher frequentar outros locais.

 

 

3º - Uma lei sobre animais de companhia

 

Esta lei exclui os animais de pecuária. A legislação portuguesa já define o que são animais de companhia e a legislação relativa aos animais de pecuária também distingue que espécies se incluem neste âmbito. Assim, o proprietário do estabelecimento pode escolher entre permitir a entrada a todo o espectro de animais de companhia (mesmo os exóticos desde que devidamente acondicionados) ou permitir apenas a entrada de cães e de gatos.

 

 

4º Higiene e segurança

 

Os proprietários podem definir quais são as áreas em que os animais podem permanecer. No entanto, estes não podem circular livremente nos estabelecimentos, estando totalmente impedida a sua permanência nas zonas de serviço e junto aos locais onde são expostos alimentos para venda. Pode ainda ser recusado o acesso ou permanência aos animais que, pelas suas características, comportamentos, eventual doença ou falta de higiene, perturbem o normal funcionamento. A admissão dos animais está dependente de estes permanecerem com trela curta ou devidamente acondicionados.

 

Quanto a possíveis conflitos, os princípios que regem as relações socais também orientam esta nova possibilidade de escolha que se abre à população, e as responsabilidades são imputadas aos detentores dos animais. Em todo o caso, caberá às autoridades fiscalizar o cumprimento da lei por parte dos estabelecimentos, responsabilizar as pessoas e receber e articular as denúncias, como já acontece com outras matérias.

 

5º Adequar a lei às dinâmicas sociais

 

Alemanha, França, Itália, Suíça, Holanda, Irlanda, entre tantos outros países, permitem a entrada de animais em estabelecimentos comerciais. Aliás, muitos destes países produzem legislação mais ampla e avançada a pensar no bem-estar e na protecção dos direitos dos animais. Em Portugal, muito há ainda por fazer. Sempre e quando existe uma mudança de consciência e de paradigma, os processos de aceitação e implementação são lentos. Passo a passo, caminhamos rumo à empatia por todos os seres.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/pan-pessoas-animais-natureza/animais-em-espa%C3%A7os-de-restaura%C3%A7%C3%A3o-o-que-muda-com-esta-lei/1708215899239498/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Sábado, 10 de Março de 2018

ASSUNÇÃO CRISTAS E AS TOURADAS

 

Assunção Cristas afirmou hoje que gosta de touradas, mas não tem tempo de ir às touradas, e acrescentou esta coisa espantosa:  “Olho para a tourada como um bailado”...

E isto é algo que fica muito bem a uma líder partidária, que sonha ser primeira-ministra de Portugal.

A candidata a chefe de governo reitera o compromisso de chegar a todos… Pois temos pena, mas chegará apenas aos que se recusam a evoluir. Aos incultos.

Sabemos que o CDS/PP é um partido que não acompanhou os tempos, não evoluiu, tem políticas já gastas, rotas, apodrecidas, tem os pés fincados no passado, e estará representado na Assembleia da República para servir lobbies, nomeadamente o lobby tauromáquico, e não propriamente para servir Portugal.

 E quem dá o pouco que tem a mais não é obrigado...

 

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As juventudes partidárias são sempre mais conservadoras do que os próprios partidos, defende Assunção Cristas, em entrevista ao Expresso. Questionada sobre uma tourada organizada pela Juventude Popular, assegura que gosta do espectáculo mas, se pensar “muito, muito, muito, muito”, é capaz de ter pena dos animais...

Fonte da entrevista:

http://expresso.sapo.pt/politica/2018-03-10-Assuncao-Cristas-Olho-para-a-tourada-como-um-bailado#gs.qljIMI4


Pois... se pensar muito, muito, muito, muito... que é algo que, deduz-se, não faz habitualmente...

 

 Pergunta-se:

 

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Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2018/03/10/assuncao-cristas-e-as-touradas/comment-page-1/#comment-1554

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:52

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Sexta-feira, 2 de Março de 2018

OS DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS SÃO UMA ILHA RODEADA DE IDIOTAS POR TODOS OS LADOS

 

E o pior, é que esses idiotas podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

 

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E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado), meu amigo: eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não-humanos?

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da Assembleia da República; ainda são considerados "coisas" (apesar da lei que diz o contrário) sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não- humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de não ser idiota não traz vantagem, num mundo onde ser idiota faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

Os visionários, esses, que verdadeiramente fazem avançar o mundo, sempre atraíram a inveja dos mesquinhos.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam, mas nada fazem de útil em prol de uma Humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora, que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando dos seus actos, pedra sobre pedra, para glória futura.»

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018

AO90 – DESVINCULAÇÃO PROPOSTA PELO PCP REJEITADA PELO PS, PSD, CDS E BE

 

Uma vergonha.

 

Nada que já não fosse esperado, dada a subserviência que reina na Assembleia da República no que respeita à versão simplex da Língua Portuguesa, ou seja, ao dialecto/crioulo brasileiro, mais fácil de aprender…

 

O único que manteve a racionalidade na defesa da desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990 foi o PCP que, não detendo a maioria parlamentar, não conseguiu levar a água ao seu moinho.

 

 

Conclusão: a Inteligência não venceu no Parlamento. Temos uns deputados vendidos. Impatrióticos e altamente subservientes ao Brasil (salvo honrosas excePções).

 

Quero aqui deixar uma mensagem, especialmente para o deputado Jorge Campos, que defendeu a posição do Bloco de Esquerda, neste breve, infrutífero e pobre debate considerando que «o abandono do AO de 1990 acarretaria riscos, nomeadamente a nível de tratados internacionais e de manuais escolares».

 

Que tratados internacionais são esses? Este desacordo não faz parte de nenhum tratado internacional, por motivos que os juristas já explicaram. E que fizesse! O que interessa um tratado internacional que prejudica Portugal, os Portugueses e a sua Cultura Linguística? O que é mais importante?

 

E que riscos acarretaria para os manuais escolares? Não se destroem milhares de manuais, para se fazerem outros? Então destruam-se os manuais abrasileirados e editem-se manuais que não enganem as crianças portuguesas.

 

A insistência em prolongar o caos ortográfico instalado, terá consequências inimagináveis num futuro que já começou.

 

Mas a luta continuará, até que a Racionalidade vença.

 

O que temos de fazer é colocar gente inteligente no Poder.

 

Não foi por acaso que, precisamente ontem, o presidente da República e o ministro dos negócios da Língua estavam em São Tomé e Príncipe a inaugurar uma escola de Língua Portuguesa. Resta saber que língua. A Portuguesa ou o dialecto brasileiro, que querem impingir ao países ex-lusófonos? Sim, porque a lusofonia já não existe. Nem sequer é obrigatória existir.

 

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É este, erradamente, chamado português brasileiro que o Brasil e, vá-se lá saber por alma de quem, também Portugal, querem impingir aos restantes países da já injustificável CPLP.

 

Cada povo seguiu o seu rumo, e na África e em Timor, apesar da Língua oficial ser a Portuguesa, os dialectos autóctones, que são bastantes, prevalecem sobre a língua herdada do ex-colonizador. E muito bem.

 

No Brasil, porém, a situação é outra.

 

Ora, foi Portugal que levou a esses mundos a Língua Portuguesa, e esses mundos só têm duas coisas a fazer: ou respeitam, na íntegra, a língua que herdaram e livremente adoptaram, ou desvinculam-se dela e criam e abraçam os seus próprios dialectos, que são muito válidos, mas não lhes chamem português daqui ou dali, porque Português, Português, só o de Portugal, que a ex-colónias adoptam ou não.

 

O Brasil (conforme podemos ver nesta imagem) foi o único que nunca cumpriu os acordos assinados com Portugal e que dele se desvinculou, em 1943, quando criou um dialecto próprio a que, erradamente, chamou Português Brasileiro.

 

Não há um Português brasileiro versus um Português europeu. Não há. O Português, a Língua Portuguesa é de Portugal, pois foi Portugal que lhe deu o nome, e sendo Portugal um país europeu, é óbvio que a língua é europeia. Indo-europeia. Assim como a Língua Inglesa é da Inglaterra, a Língua Castelhana, de Espanha, a Língua Alemã, da Alemanha. Bem como o Latim era a Língua do Latium (Lácio) uma região da Itália Central, onde a cidade de Roma foi fundada, e não da Península Ibérica. Ponto.

 

O Brasil, ao desvincular-se, por opção (nada contra) da Língua Portuguesa, não criou um português brasileiro, mas sim um dialeto (grafado à moda do Brasil, e que deve ler-se “dialêto”) brasileiro, ou crioulo brasileiro, oriundo da Língua Portuguesa. E é este dialeto brasileiro que o Brasil deve adoptar, assim como Cabo Verde adoptou o Crioulo Cabo-verdiano como Língua Oficial de Cabo Verde, passando a Língua Portuguesa para língua estrangeira.

 

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Será este o novo mapa que se pretende produzir com o AO90? Estarão todos os países aqui mencionados dispostos a esta imposição?

 

O Brasil devia seguir o bom exemplo de Cabo Verde. Ficar com o seu dialeto/crioulo brasileiro e cortar definitivamente o cordão umbilical com Portugal. E ter a Língua Portuguesa como língua estrangeira. É que amigos, amigos, negócios à parte. Esta foi sempre a melhor política.

 

E Portugal, devia ter vergonha na cara, por rejeitar a ortografia portuguesa, a única em vigor em Portugal, para a substituir pelo dialecto/crioulo brasileiro. Pois se já temos a maior taxa de analfabetos da Europa, essa taxa irá aumentar consideravelmente, se a Inteligência não se instalar no Parlamento Português.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:35

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

EM PORTUGAL EXISTE UMA LEI QUE PERMITE AOS PSICOPATAS TORTURAREM EM PÚBLICO UM SER VIVO

 

Como se isto por si só já não fosse uma anormalidade desmedida, existe ainda um regulamento tauromáquico,  que nos remete para um passado muito, muito remoto, caracterizado por uma descomunal ignorância, que pretende atirar areia aos olhos de quem os tem abertos para a modernidade.

 

 

Esta é a máscara da crueldade

 

Um destes dias ouvi um psiquiatra forense caracterizar um psicopata deste modo: uma criatura que não tem empatia pelo outro, pelo sofrimento do outro, e pior do que isso, sente um prazer mórbido com o sofrimento do outro.

 

Isto a propósito do psicopata inglês que assassinou brutalmente, cruelmente, com todos os requintes de malvadez (inclusive filmando os estertores de dor da vítima, enquanto a massacrava), um português que sofria de esquizofrenia “passiva”, isto é, um ser humano que não reagia agressivamente a coisa nenhuma.

 

Pois este “outro” pode ser um ser humano ou um ser não-humano. A psicopatia é a mesma.

 

Os psicopatas tauromáquicos (os que praticam, os que aplaudem, os que legislam e os que promovem e apoiam esta selvajaria) não têm empatia pelos seres vivos, nem pelo sofrimento atroz que se inflige aos seres vivos, e pior do que isso, sentem um prazer patológico com o sofrimento dos seres vivos torturados (neste caso os bovinos e os cavalos), excluídos do Reino Animal, não se sabe bem a que propósito.

 

Estes psicopatas tauromáquicos são portadores de uma desordem de personalidade, caracterizada por um comportamento anti-social, uma diminuição da capacidade de sentir empatia/remorso e um baixo controlo comportamental. E estão-se nas tintas para a dor dos outros. São extremamente egoistas. E o que interessa são eles, eles e depois eles.

 

Dito isto, e sabendo que estes psicopatas podem fazer o que fazem publicamente, protegidos por uma lei parva e ilegal, mas aprovada na Assembleia da República e (ainda) vigente, como podemos respeitar ou aceitar uns governantes que transformam a psicopatia em algo viável socialmente?

 

Isto não é de doidos?

 

***

TOURADAS COM NOVO REGULAMENTO A MEIO DA ÉPOCA OU O DESPUDOR LEGISLATIVO

 

Abram o link e leiam

http://expresso.sapo.pt/touradas-com-novo-regulamento-a-meio-da-epoca=f885674

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:15

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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

MATP CONTESTA TOURADAS À CORDA COMO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL DE PORTUGAL

 

A proposta partiu de Lara Martinho, deputada do Partido Socialista, oriunda da ilha Terceira (só podia ser!), eleita pelos Açores, para a Assembleia da República Portuguesa, talvez com este único intuito...

 

Que vergonha! Que disparate! Que falta de lucidez, senhora deputada!

 

Isto é inacreditável, vindo de uma “socialista”!!!! Isto só acontece num país com uma “costela” terceiro-mundista!

 

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Como se este “divertimento”, do mais boçal que se possa imaginar, pudesse alguma vez ser elevado a património de alguma coisa! Só se fosse «Património Imaterial da Estupidez»! Basta olhar para a imagem e ver o nível “coltural” desta prática troglodita!!! Isto é mesmo de quem nunca saiu da toca, e desconhece os divertimentos cultos, civilizados e dignos de uma Humanidade evoluída.

 

O Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal (MATP) contesta a proposta da deputada Lara Martinho, do PS, eleita pelos Açores, para a Assembleia da República, que pretende incluir as “touradas à corda”, na lista de Património Cultural Imaterial.

 

No Comunicado emitido pelo MATP, pode ler-se: «Como se não houvesse mais nada de verdadeiramente útil para fazer em defesa da sua terra, os Açores, a deputada do Partido Socialista, Lara Martinho, da Ilha Terceira, propôs, na Assembleia da República, que a tourada à corda seja classificada como Património Cultural Imaterial de Portugal (…) Se esta pretensão já é má, péssima é a opinião do ministro que devia ser da Cultura, e que admitiu que tal seja possível».

 

Um ministro da Incultura Socialista, está-se a ver! Mas haverá alguém no seu juízo perfeito, que lhe passe pela cabeça, fazer desta prática, completamente imbecil, que anualmente causa, em média, mais de 300 feridos e por vezes mortos, património de alguma coisa?

 

Entretanto, na Internet, está a circular uma Petição Pública, que conta com cerca de três mil assinaturas, contra as touradas à corda. O MATP já se pronunciou negativamente sobre a referida proposta e é uma das organizações subscritoras da Petição que, entre outros assuntos, denuncia as intenções de se colocar esta prática medievalesca na lista do Património Cultural Imaterial!!! Para o MATP, as touradas, com corda ou sem corda, devem ser colocadas no seu devido lugar, ou seja, no caixote do lixo da História.

 

Só em entre Maio e Outubro de 2017, teve lugar, na ilha Terceira, um total de 215 touradas à corda. E isto, só por si, diz do monumental atraso civilizacional em que vive o povo terceirense, que se recusa a evoluir, numa ilha (a Terceira) que é a vergonha, a nódoa negra do Arquipélago dos Açores.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia: Diário Insular, 16 de Janeiro de 2018.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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