Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018

«DE QUE ESTAMOS À ESPERA PARA VOTAR DE VEZ AO ESQUECIMENTO POETAS/POLÍTICOS FALHADOS?»

 

Um excelente texto de Maria Do Carmo Tinoco publicado no Facebook

 

CIRCO.jpg

 

«Nero também achava poético ver os cristãos serem devorados e deleitava-se com os que serviam de archote para os jogos na arena.

 

Tomás de Torquemada também, deveria achar bastante poéticas as fogueiras dos autos de fé e os “artísticos” método usados para extrair as confissões nos calabouços da Inquisição.

 

Estas práticas tradicionais eram tão apelativas que nos autos de fé e demais execuções as pessoas deleitavam-se de tal forma com o sofrimento dos executados, que marcavam lugar para assistirem, com boa visibilidade, ao “espectáculo”.

 

Também foi tradição “exportar” pessoas. Eram literalmente agarradas nas suas terras de origem, agrilhoadas e despachadas para onde fosse necessário.

 

Também foi tradição vendê-las em mercados e feiras.

 

Dirão que estamos a falar de pessoas, mas lembrem-se que nesta época estas pessoas eram tratadas como animais.

 

Se estas práticas ancestrais cederam ao avanço da humanidade, por envergonharem quem as praticou, nomeadamente Portugal, no que à escravatura diz respeito em cujos primeiros passos para abolição fomos pioneiros, hoje em dia, estranhamente, deixamos esta nossa característica de pioneiros em questões de humanidade, desenvolvidas durante o Iluminismo, que dominou a Europa do século XVII até aos nossos dias, ficar relegado para um plano que apenas nos embaça o brilho.

 

Iluminismo, intelectualidade, filosofia, luz, humanidade. Foram grandes dias esses se comparados com o obscurantismo, a violência, o prazer com o sofrimento de seres que são nossos parceiros na jornada, que não foram nascidos para servirem prazeres doentios nem serem instrumentos “da banalidade do mal” que ainda entorpece quem paga para assistir a este flagelo que assola 8 países do Planeta.

 

O ser humano é o único ser que banaliza o mal, que é capaz de o praticar só porque pode e porque a quem o faz e a quem assiste lhes dá prazer. Alguns morrem neste processo hediondo e os demais chamam-lhes depois heróis. Sabe-se lá sob que dúbia perspectiva é que se vê ali heroísmo. Vê-se dor também, para satisfação dos sádicos das bancadas, que se levantam em urros e brados enquanto um animal fica na arena a escorrer sangue e cheio de dores e outro sai em braços não nas melhores condições a sangrar por dentro para vir depois a morrer vitima de uma suposta coragem embrutecida e nada lúcida que o levou a tentar enfrentar um animal ferido, acossado, dolorido.

 

Que profunda estupidez e crueldade em tudo isto, que boçalidade. Que inutilidade de vidas desfeitas de forma bárbara numa arena que teve cabimento há 2 mil anos, mas que hoje já não deveria ter.

 

De que estamos à espera para terminar de vez com esta degradante prática? De que estamos à espera para evoluir? De que estamos à espera para honrar ancestrais que foram mais humanos do que nós? E de que estamos à espera para inverter esta involução que nos agrilhoa e nos torna escravos da boçalidade, da maldade? De que estamos à espera para votar de vez ao esquecimento, poetas/políticos falhados, que nunca conseguiram alcançar a notoriedade com que sonhavam pela sua arte, quer oratória quer escrita?

 

 Maria Do Carmo Tinoco

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:42

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Domingo, 28 de Outubro de 2018

TODA A VERDADE SOBRE AS TOURADAS

 

Tudo o que é feito ao touro antes, durante e depois das touradas

 

VERDADE DA TOURADA.jpg

 Antitourada 

 

1 - PRAÇA DE TOIROS CALAFIA.

 

2 - Um dia fui lá, e fiquei muito assombrado com tudo aquilo que vi...

 

3 - A CORRIDA DE TOIROS PARA MIM, É MATAR POR DIVERSÃO…

 

4 - Talvez já tenhas ouvido dizer que a festa de touros é uma arte, mas não é… É uma ciência... A Ciência da Tortura. E nada na festa brava é genuíno, excepto a dor.

 

5 - Eles acreditam ser muito valentes… mas não o são. Porque, desde pelo menos 24 horas antes de entrar na arena, o touro é mantido numa prisão às escuras, para que ao soltarem-no, a luz e os gritos dos espectadores o assustem e ele tente fugir, saltando as barreiras, o que produz no público a ilusão de que o touro é feroz, mas a condição natural do touro é fugir, NÃO é atacar.

 

6 - Cortam-lhe os cornos para proteger o toureiro. Põem-lhe às costas sacos de areia, durante horas. Batem-lhe nos testículos e nos rins, provocam-lhe diarreia, deitando sulfatos na água que bebe, para que chegue fraco e desorientado à arena. Untam-lhe os olhos com gordura para lhe dificultar a visão e deitam-lhe nas patas uma substância que lhe produz ardor e o impede de ficar quieto, para fazer reluzir a actuação do toureiro.

 

7 - Os cavalos dos picadores: Escolhem-se cavalos que já não têm valor comercial, porque o animal morre em 3 ou 4 corridas no máximo. É muito comum que o animal sofra múltiplas quebras de costelas ou várias perfurações. Coloca-se-lhe uma capa a simular que esta o protege, mas na realidade é para que o público não veja as feridas do cavalo que, com frequência, apresentam vísceras expostas.

 

8 - O trabalho do picador, para mim é degradante… Se o toureiro percebe que o touro investe com muita energia, ordena ao picador que faça o seu trabalho: Consiste em sangrar o touro para o debilitar, cravando-lhe no lombo uma lança que destrói alguns músculos (trapézio, romboideu, espinal e semiespinal, serráteis e transversos laterais) e, além disso, lesiona vasos sanguíneos e nervos. Tudo isto para que o toureiro possa brindar com a sua expressão artística, que se supõe este espectáculo dever ter. Um único golpe forte poderia destroçar imediatamente o touro, por isso, é feito em três tempos, “para maior deleite dos aficionados”.

 

9 - E o das Bandarilhas ainda é pior…As bandarilhas asseguram que a hemorragia continue, por isso, tentam colocá-las justamente no sítio já picado com os ganchos metálicos. O gancho move-se dentro da ferida a cada movimento do touro e com o roçar da muleta, o peso das bandarilhas tem precisamente essa função. Algumas têm um arpão de 8 cm a que chamam "de castigo", que lhe cravam se conseguiu desviar-se da lança do picador. As bandarilhas prolongam o agravamento e aprofundamento das feridas internas. Não há limite para o número de bandarilhas: tantas quantas forem necessárias para destroçar os tecidos e a pele do touro…

 

10 - Tal como está Demostrado, é tudo dum Grande Valor… A perda de sangue e as feridas na espinha dorsal impedem que o touro levante a cabeça de maneira normal, e é quando o toureiro pode aproximar-se mais. Com o touro já próximo do esgotamento, o toureiro já não se preocupa com o perigo e pode até dar-se ao luxo de virar as costas ao touro, depois de um passe especialmente artístico, atirando o peito para fora e pavoneando-se para receber os aplausos do público em histeria. Quando o touro atinge este estado lastimável, o matador entra na arena numa celebração de bravura e de machismo, enfrentando um touro exausto, moribundo e confuso.

 

11 - E falta ainda a famosa Espada! O touro é atravessado por uma ESPADA de 80 cm de comprido, que pode destroçar-lhe o fígado, os pulmões, a pleura, etc., segundo o lugar por onde penetre no corpo do animal. De facto, quando destroça a grande artéria, o touro agoniza com enormes vómitos de sangue. Na hora de matar, se o touro tiver um pouco de sorte, morre duma estocada, mas não como se pensa duma estocada no coração, porque a espada penetra pulmões e diafragma, por vezes uma artéria maior, daí a hemorragia ser mais visível. Por vezes morrem afogados no seu próprio sangue…

 

12 - E a Tortura continua... O touro, numa tentativa desesperada por sobreviver, resiste a cair, e tenta caminhar penosamente até à porta por onde o fizeram entrar, procurando uma saída a tanto maltrato e dor. Mas então apunhalam-no na nuca com o DESCABELLO, uma outra espada que termina numa lâmina de 10 cm. Apesar destes terríveis tormentos, o animal não consegue morrer de imediato pela sua grande força, mas finalmente cai ao solo, porque a espada foi destruindo os seus órgãos internos…

 

13 - Mestres? Artistas? Valentes? Ou antes, Ignorantes, Assassinos e Cobardes…

 

14 - E prossegue… Rematam com a PUNTILLA de 10 cm, com a qual lhe tentam seccionar a espinal-medula, ao nível das vértebras atlas e axis. O touro fica assim paralisado, sem poder sequer realizar movimentos com os músculos respiratórios, pelo que morre por asfixia, muitas vezes afogado no seu próprio sangue, que lhe sai em grandes golfadas pela boca e pelo nariz.

 

15 - O Arrasto… Após lhe terem destroçado as vértebras, o touro perde o controlo sobre o seu corpo desde o pescoço para baixo. No entanto, a cabeça mantém-se intacta, pelo que está consciente de todo o horror que lhe está a acontecer e de como está a ser arrastado para fora da arena.

 

16 - NÃO SEJAS INDIFERENTE À SUA DOR… Consegues ver a lágrima que lhe escorre pela face? Não participes nestes eventos. As corridas de touros são uma tradição cruel que nos denigre como seres humanos.

 

17 - Antonio Gala, ex-toureiro, nascido em 1937, escreveu na crónica dominical do “El País”, a 30 de Julho de 1995, um artigo no qual confessava a sua "conversão" a anti-taurino: “E de repente [o touro] olhou para mim. Com a inocência de todos os animais reflectida nos olhos, mas também implorando. Era a revolta contra a injustiça inexplicável, a súplica face à crueldade desnecessária...”

 

18 - Reflecte, tal como eu… “A comiseração com os animais está tão intimamente unida com a bondade de carácter, que se pode afirmar que quem é cruel com os animais não pode ser boa pessoa.” Schopenhauer. Só os psicopatas gozam com o sofrimento doutros! Tu és um deles? Reflecte! Rejeita-a!!! Esta é uma tradição degradante que NÃO deve continuar …

 

19 - Como podes ajudar? Não assistas a corridas de touros; Não apoies políticos, artistas e comunicadores associados a esta crueldade; Não consumas produtos de empresas que as patrocinem; E o mais importante: Ensina os teus filhos a respeitarem os seres vivos…

 

20 - E, difundindo estas imagens, farás com que quem desfruta destas festas selvagens tome consciência do que faz… Recorda que por cada e-mail que envies podes fazer mudar a maneira de pensar de muita gente… Se tudo isto te tocou ao menos um pouco o Coração, une-te a mim!!!

 

21 - Ou, pelo menos, pensa bem nisto!!!

 

Fonte:

Ver mais fotos neste link:

http://pt.slideshare.net/mobile/AntiTourada/a-verdade-sobre-as-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:17

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

PARA QUE CONSTE QUE MATAR TOUROS E MATAR FILHOS SÃO ACTOS CONDENÁVEIS À LUZ DA ÉTICA

 

Recebi um texto de Artur Soares, que se diz “escritor d’Aldeia”, e que aqui reproduzo, achando ele que me ia atirar pedras…

 

DEFINIÇÃO.png

 

«PARA QUE CONSTE

Toiradas/aborto

 

O matador do touro na arena, pode ser homem bondoso e honesto. Dúvidas, também se podem colocar naqueles que gostam de assistir a tal massacre. E matar o touro na arena, é arte com certeza; mas desejar vê-lo morrer, pode ser falta de chá ou de sensibilidade;

 

Os portugueses atentos, os não feirantes nem alienados perante a vida social que teimam impor, conhecem as razões porque a lei do aborto em Portugal mata aos ziguezagues – a torto e a direito – porque todos, indirectamente, pagam para tais serviços, tais birras ou políticas cancerígenas;

 

Neste nosso enfadonho país em tantas coisas da vida social, hipocritamente chamam criminosos aos matadores de touros na arena. E aos que defendem o aborto e aos que defendem a liberdade de abortar, chamam-lhes democratas e progressistas. Foi pena – para tais defensores e decretantes – que não tivessem tido umas mães libertadas, que lhes fechassem as pernas ao nascer.

 

(In BICADAS DO MEU APARO – Artur Soares – escritor d’Aldeia)

 

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)»

 

***

Senhor Artur Soares,

 

Bateu na porta errada, ao enviar-me este seu texto, a tresandar a ignorância, pretendendo justificar uma estupidez, com outra estupidez, que é algo que me irrita profundamente.

 

Vamos por partes.

Primeira parte:

 

O matador do Touro na arena jamais será bondoso e honesto, e muito menos um homem.

 

O matador do Touro na arena é uma criatura com aspecto humano, mas não passa de um ser desumano com instintos assassinos. Os seres humanos bondosos e honestos jamais irão torturar e matar seres sencientes, indefesos, inocentes e inofensivos, e previamente enfraquecidos, para uma arena, com o intuito de divertir os sádicos. Isso é coisa de psicopatas, algo bastamente estudado pelas Ciências do foro mental.

 

Matar um Touro na arena jamais foi um acto artístico, mas sim, um acto cruel, violento, sanguinário, cobarde, perpetrado por gente que sofre de graves deformações mentais, devido à miséria moral, social e cultural em que foi criada.

 

Os que assistem e gostam de tais actos, são sádicos, e babam-se ao ver SOFRER um ser vivo, seja ele humano ou não-humano. Gostam de ver sangue, esgares, estertores da morte, tudo isso englobado numa descomunal demência colectiva, também provocada pela miséria moral, social e cultural em que foram criados.

 

DE BEM E DO BEM.png

 

Nesta imagem fica explicado que uma pessoa do bem e de bem, jamais se regozija ao ver um torturador de touros morrer na arena. Essa morte pode ser-lhe indiferente, como são indiferentes as mortes dos terroristas, dos assassinos em série, dos que andam por aí a fazer mal à Humanidade. Ninguém chora essas mortes, a não ser a família. O mundo sente alívio e apenas diz que é menos um a espalhar o mal.

 

Os tauricidas correspondem aos terroristas dos Touros. E quando um desses tauricidas morre na arena, diz-se que é menos um a fazer mal aos Touros. E isto não é sinónimo de regozijo. Mas de alívio.

 

A insensibilidade, deixamos para os que torturam Touros e se regozijam (esses sim) com o sofrimento atroz deles, dos Touros).

 

Segunda parte:

 

Já vimos que a tauromaquia é uma estupidez assente na mais profunda ignorância. Tentar justificar esta estupidez com a chacina de crianças no ventre materno, o que socialmente se designa por aborto ou interrupção voluntária da gravidez, é uma outra monumental estupidez.

 

E ainda bem que falou nisto.

 

ABORTO.jpg

 8 semanas, o embrião cresce a uma velocidade impressionante, protegido pelo saco fetal.

Origem da foto:

https://manuelhborbolla.wordpress.com/2015/05/30/la-vida-fetal-y-nuestro-origen-remoto/feto-13/

 

Uma estupidez jamais se justifica com outra estupidez.

 

Não misture a carnificina dos Touros, com a discussão da chacina de inocentes seres vivos dentro do santuário da vida, que é o útero de uma mulher.

 

A cobardia é igual. Matam-se seres indefesos, inocentes e inofensivos, unicamente por interesses dos mais variados. E tanto condeno a chacina de um Touro indefeso, inocente e inofensivo numa arena, como condeno a chacina de um ser, a quem chamariam filho (se o deixassem nascer) também indefeso, inocente e inofensivo dentro do útero materno, um lugar que deve ser de vida e não de morte.

 

Portanto, senhor escritor d’Aldeia, aprenda que jamais deve justificar uma estupidez, com outra estupidez.

 

Bateu à porta errada, mas agradeço que me tivesse enviado este texto, para eu poder publicá-lo com os meus esclarecimentos.

 

A única coisa que este texto tem de lúcido é não seguir o acordo ortográfico de 1990.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Sábado, 4 de Agosto de 2018

MAIS UM FIASCO - OLHEM A MAIORIA QUE ONTEM ATAFULHOU O campo pequeno…

 

Torturar touros para bancadas vazias na principal arena do país, tornou-se recorrente. E eles dizem que são a maioria! Além de cegos e atrasados mentais não sabem fazer contas.

Já se sabe que a tauromaquia assenta na mais profunda ignorância e estupidez, mas também numa cegueira mental que mete dó!

Valeu a cena de pancadaria entre os apoderados dos tauricidas de serviço, que levou um ao hospital e a outra a sentir-se mal, para que ficasse provado que as touradas são pura violência, dentro e fora da arena.

E ainda há parvos que aplaudem, apoiam e promovem “isto”! A começar pelos de "cima"!...

 

CAMPO PEQUENO.jpg

 Fonte:

https://www.facebook.com/JuventudeAntiTouradaPortugalMundo/photos/a.375919462483743.89580.373933776015645/1833161783426163/?type=3&theater&ifg=1

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

«QUANDO O ÓDIO SE VESTE DE LANTEJOULAS»

 

Um belíssimo texto de Raul Tomé, para dizer da vilania da tauromaquia

 

TOURO.jpg

 

«Hoje terás de lutar meu nobre amigo.

 

A noite aproxima-se e o teu oponente já sente o nervoso miudinho a crescer dentro de si. Prepara-se para a ribalta e para os aplausos que ecoam como espingardas por debaixo do mar de luz fervente que inundará aquele indouto povo.

 

Tem o seu melhor fato vestido. As lantejoulas já brilham para o seu serão engalanado.

 

A multidão sequiosa aplaude e espera-o no centro daquela bárbara arena.

 

Pisa a areia e sente cada grão de adrenalina estalar sob a sola imberbe dos seus sapatos.

 

Começa o espectáculo e em poucos segundos ouve a primeira ovação, depois a segunda e ainda uma terceira.

 

O seu fato continua imaculado, mas tem nas mãos a cor da morte, da dor e do sangue que derrama.

 

O seu olhar brilha de ódio e de emoção. E o público rejubila com a sua matança. Sente na boca o sabor escarlate e quente da seiva que faz viver o ser assassino que carrega dentro de si.

 

E tu, ferido, olha-lo com doçura e condescendência. Lutas até ao fim, mas as armas são diferentes. Ele usa o ferro e o ódio contra o amor e a bondade de quem nunca quis lutar.

 

Ele não te desafia, ele impõe. Ele não luta, destrói. Ele não é vilão, é demónio.

 

Mas numa coisa ele tem razão meu corajoso amigo. Ele escolhe lutar contigo porque diz que és nobre e, de facto, a tua nobreza é ímpar… Tu tombas como ele jamais tombaria, lutas como eles jamais lutará… Porque tu não lutas nem por ódio nem por prazer.

 

Tu lutas por tudo aquilo que lhes falta e antes de tombares, os teus olhos inundados de humanidade e dignidade serão farpas que cravarás no coração ignóbil e estéril do teu desprezível assassino.

 

Raul Tomé»

 

Fonte:

http://mundomagazine.pt/2017/09/23/odio-veste-lantejoulas/?utm_content=buffer69be1&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

TAUROMAQUIA: SE A IGNORÂNCIA MATASSE O FADISTA JOSÉ DA CÂMARA ESTARIA MORTO E ENTERRADO…

 

… aliás, estariam mortos e enterrados todos os aficionados de selvajaria tauromáquica, e este assunto estaria resolvido; os Touros (que ficam bravos só quando são torturados pelos seus carrascos) viveriam em paz, no seu habitat natural (que não são as arenas); o mundo ver-se-ia livre desta gente pouca, feia e má; e nós não seríamos agredidos, todos os dias, com estes atentados à nossa inteligência.

 

JOSÉ DA CÂMARA.jpg

 O fadista José da Câmara

 

O fadista José da Câmara numa recente entrevista, onde lhe fazem umas perguntas sobre selvajaria tauromáquica ele diz esta coisa espantosa: «Se desaparecerem as corridas de touros há uma coisa que é certa, os toiros bravos desaparecem e perdem-se milhares de postos de trabalho».

 

Primeira regra: quando se vai para uma entrevista, é da inteligência ir preparado para as eventuais perguntas que possam fazer-nos.

 

O José da Câmara espalhou-se ao comprido, com esta resposta. Pois demonstrou não só uma ignorância crassa sobre os Bovinos, nada sabendo de Biologia, de bois, de vacas, de touros, de bezerros, como também nada sabe do mercado de trabalho, ou sequer o que é TRABALHO.

 

Que grande bojarda! Mais valia ir cantar fados para o meio das arenas.

 

Se não quer morrer ignorante leia estes artigos, José da Câmara, faça esse favor a si próprio:

 

O CHAMADO “TOURO BRAVO”, DIZEM OS AFICIONADOS, AFINAL É UM “PRODUTO ARTIFICIAL”

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-chamado-touro-bravo-dizem-os-396144

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html

 

Pois fique sabendo que quando (não é SE, é QUANDO) as touradas desaparecerem, a coisa que é certa, é que quem desaparece é a raça dos carrascos que os torturam, para divertir os sádicos que ficaram especados na Idade Média. Isso é que é certo, porque os touros, esses, continuarão a existir. O Touro dito bravo não existe na Natureza, logo não se extingue algo que não existe. Não é óbvio?

 

Quantos anos tem, José da Câmara? Nasceu no século XX depois de Cristo, obviamente, conseguiu sobreviver e passou ao século XXI, mas tem os pés fincados no século XIII. Não é coisa de velho?

 

Os aficionados já nasceram velhos. Vivem no passado, têm ideias velhas e carcomidas. Não evoluíram nada, e o pior é que se recusam a evoluir. Triste, muito triste.

 

Quanto aos milhares de postos de trabalho que se perdem, primeiro, não são milhares, nem pouco mais ou menos; segundo, os que vivem à custa da tortura de Touros, não trabalham, exploram os animais, o trabalho dignifica o homem, e esta actividade só desonra quem a pratica, por isso, nem milhares nem postos, e muito menos de “trabalho”; e nada se perderá, e se quem andava a torturar touros quiser fazer alguma coisa de útil DEPOIS de acabarem as touradas, poderão dedicar-se à agricultura: plantem hortas e campos de cereais e vinhas e oliveiras e pomares e sobreiros e façam alguma coisa de útil na sociedade, deixem de ser parasitas que vivem à custa dos nossos impostos. Terão muito trabalhinho pela frente. Deixem os animais em paz, pois o mundo caminha para o vegetarianismo, é mais saudável e condizente com a evolução do homem. Dediquem-se ao cultivo da terra. É mais digno de um ser humano.

 

Dizer que se perdem milhares de postos de trabalho é enganar o ceguinho.

 

E o José da Câmara continuou a dizer disparates. Disse esta coisa ainda mais espantosa: «Eu acho que às vezes é um bocado exagerado ali nos ferros, uns ferros a mais e tal. Agora se um touro bravo não é um bocadinho espicaçado também não reage». Pois acha, porque pensar não consegue, e tal… Os ferros, pois são exagerados, assim como é exagerado tudo o que diz respeito à selvajaria tauromáquica. E trocou tudo. Devia dizer: «Se um touro  não é bastamente espicaçado não fica bravo». E aqui entra a ignorância dos aficionados: um Touro é simplesmente um bovino, um herbívoro manso, e esse sim, existe na natureza. O “bravo” só existe, na arena, quando é torturado. Qualquer animal, humano ou não humano, espicaçado fica bravo.

 

Eu fico uma Isabel brava se investirem contra mim. E Isabéis bravas não existem na Natureza. Existem apenas quando a circunstância o exige. Com os Touros é a mesma coisa.

 

Para a próxima, quando der uma entrevista, o José da Câmara prepare-se melhor, para não dizer disparates que ficam mal  a um fadista.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:43

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Terça-feira, 3 de Outubro de 2017

EU CHAMO-LHES CARRASCOS, SARAMAGO CHAMA-LHES MONSTROS...

 

E vai tudo dar ao mesmo. Quem se deleita com o sofrimento dos Touros, numa arena, são os carrascos de Touros, são monstros. São também sádicos, psicopatas. Atrasados mentais (não confundir com deficientes mentais). Deformados mentais. São a escumalha da humanidade. E não há palavras mansas que possam descrever estes seres desumanos.

 

«Um animal não pode defender-se; se tu te regozijas com a sua dor, desfrutas da tortura, gostas de ver como sofre esse animal… então não és um ser humano, és um monstro!» (José Saramago)

 

Esta carapuça serve a todos os que praticam, aplaudem, apoiam e promovem a selvática prática da tauromaquia.

 

SARAMAGO.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:57

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Sábado, 29 de Julho de 2017

FIGUEIRA DA FOZ FICOU PARADA NUM TEMPO SUBMISSO À IGNORÂNCIA

 

Quando chegamos a uma cidade e nos deparamos com uma arena de tortura de bovinos ainda activa, apenas um pensamento nos ocorre: entrámos num lugar civilizacionalmente atrasado.

 

É o caso da Figueira da Foz que ficou parada no tempo em que uma burguesia parola ia a banhos e aproveitava para ver touradas.

 

Desde o século XIX que a Figueira da Foz promove tortura, crueldade, violência, sofrimento animal, tudo em nome de uma mentalidade tacanha que se recusa a evoluir e opta pela ignorância.

 

Estamos em pleno século XXI, e a Figueira permanece no passado, e a burguesia parola continua a ir a banhos e aproveita para ver touradas.

 

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O antro de tortura de bovinos que catapulta a Figueira da Foz para um passado que já passou 

 

Mas as coisas estão a mudar.

 

Existe uma outra mentalidade evoluída que está a lutar para que a Figueira da Foz deixe esse passado e dê um salto para a modernidade.

 

Na Figueira somos anti-tourada.

 

Somos modernos. Evoluídos. Civilizados.

 

Por isso, no próximo dia 11 de Agosto, quando a RTP1, na senda da parvoíce, optará por transmitir mais um programa de violência em directo, com o aval do presidente da Câmara Municipal (mais um socialista adepto de políticas de direita, a pender para a dinastia filipina, que introduziu esta prática de broncos em Portugal), o qual não tem coragem de elevar a Figueira da Foz ao nível de uma cidade evoluída, lá estaremos para recordar aos envolvidos nesta selvática “diversão” que a Figueira merece coisa melhor.

 

O povo da Figueira da Foz não se identifica com esta selvajaria.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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Domingo, 23 de Julho de 2017

NOITE DE LOUCURA COLECTIVA NA ARENA DE TORTURA DA PÓVOA DE VARZIM

 

Ou a psicopatia no seu mais alto grau.

 

«O olhar do touro na arena é a confirmação da insanidade da tourada.

Ele entra bravo, corre atrás de quem o provoca com o capote, olha para o cavalo com curiosidade e por norma até investe.

E aí começa a música, segue-se a investida e a primeira estocada e vem o barulho de gáudio de quem assiste. O touro reage à dor e corre atrás de quem o tortura para logo de seguida parar. Pára, olha para as bancadas ainda vibrantes com o sofrimento dele e vemos que não entende...

Não entende onde está, não entende por que o tratam assim.

O touro olha com o ar perdido de quem tem à sua frente apenas maldade e loucura.»

 

 

Fonte:

https://www.facebook.com/JuventudeAntiTouradaPortugalMundo/videos/1434092416666437/?hc_ref=ARSDKLnZf7Pk4-yWebtm3LxoCwyUmfS6koHcOzZmqlGyZsOze0Y6XCsdVSZaIz74Nlw

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:34

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Segunda-feira, 17 de Abril de 2017

A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA

 

(Só uma pequena parte)

(Recebido via e-mail)

 

 Quanta imbecilidade! Quanta estupidez! Quanta cobardia! E pensar que tudo isto é permitido por uma lei parva, elaborada por parvos, e mantida por criaturas ainda mais parvas.

 

A tauromaquia é uma actividade onde impera a extrema crueldade contra animais indefesos.

 

Os cavalos sofrem física e psicologicamente. Os touros, totalmente desrespeitados, sofrem ainda mais e por um período de tempo mais alargado.

 

Em termos... muito gerais, e reportando-nos exclusivamente ao período que se inicia algumas horas antes do “espectáculo” em si, estes seres sencientes começam a sofrer e a ficar debilitados durante a fase de preparação para as corridas à portuguesa - seja, por exemplo, durante o transporte ganadaria-praça, em que o stress os faz perder cerca de 10% do seu peso, seja na preparação dos seus cornos.



(Vide sff http://www.youtube.com/watch?v=sKycgcoxedQ) – (Este vídeo foi retirado da circulação, tal era a crueldade visionada).

 

 

Na arena, não faltam sinais de medo, confusão, stress, exaustão, dor e muito sofrimento, sinais estes que, por desconhecimento, nem sempre são identificados.

 

(Vide sff http://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/03/corridas-portuguesa-sinais-de.html  e http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2012/07/embolacao.html) – (Aqui encontram muita informação).

 

Já fora do alcance da vista do público, os ferros/bandarilhas são arrancados, à força, do dorso das vítimas, o que lhes provoca enormes buracos e feridas e um sofrimento-atroz marcado por ensurdecedores berros de dor. Por fim, na quase totalidade dos casos, resta-lhes aguardar um a três dias, em tremenda agonia, pelo abate em matadouro.

 

***

E a esmagadora maioria dos deputados da Nação, que possuem neurónios fundidos, apoia esta inacreditável crueldade.

 

Pergunta-se: e isto é normal?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:41

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