Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

Fiquei estupefacta quando li a notícia de que António Costa «elege como objectivo sair da cauda da Europa»…

 

E por que fiquei estupefacta, perguntarão os leitores?

 

António Costa.jpg

Origem da imagem: Internet


Muito simples: porque António Costa, finalmente, ADMITE que Portugal ESTÁ na cauda da Europa, como sempre se disse por aí, mas só ele não acreditava. Até agora foi um tal de encher a boca para dizer que tudo estava bem no Reino de Belém, e o senhor de Belém também sempre encheu a boca para dizer que «os portugueses são os melhores do mundo», quando tudo demonstrava que nem TODOS os portugueses são os melhores do mundo, e que nem tudo o que reluz é ouro, neste nosso pequeno país, que já foi grande e brilhante, e hoje em dia, além de ter perdido a sua identidade linguística, perdeu também a sua dignidade de País independente dos quereres estrangeiros.

 

Quem manda em Portugal?

 

Hoje, resta-nos uma bolha, onde gente conscienciosa, racional, inteligente, gente com mentes brilhantes, dentro e fora de Portugal, se distinguem pelo brilhantismo das suas acções, das suas profissões, do seu saber, da sua competência, dos seus valores humanos, fazendo tudo para não envergonhar o nosso passado e aqueles que tudo fizeram para que pudéssemos ser um Povo e ter um País.

 

Fora dessa bolha, reina uma mediocridade absolutamente inaceitável, porque há quem não tenha dignidade, e mantém Portugal na cauda da Europa, em quase, quase, quase tudo…  

 

E agora vem o Dr. António Costa dizer que «elege como objectivo sair da cauda da Europa», ele, que durante os seis anos do seu mandato, como primeiro-ministro, mais os seus INCOMPETENTES ministros, tudo fizeram para que rastejássemos na cauda da Europa, em matérias cruciais para o nosso desenvolvimento, como Nação livre, e por mais que fosse advertido, por aqueles que não são paus-mandados, nem bajuladores, nem servilistas, nem seguidistas, prevaleceu a política do eu posso, quero e mando, que, esperemos, seja abandonada, neste próximo governo, ainda que a maioria absoluta seja terreno fértil para a continuidade dessa política, que só tem prejudicado o nosso País.

Mas, lá diz o saber do Povo que mais vale tarde do que nunca.

 

António Costa acordaria da profunda sonolência em que se manteve nestes últimos seis anos?

Eu sempre fui como São Tomé: só acredito no que vejo. Aguardarei.



E para sairmos da cauda da Europa não está apenas em causa as actividades financeiro-económicas. Está muito mais. Há que ter brio, há que ter competência, há que ter honestidade, há que combater a CORRUPÇÃO, a ladroagem, a pobreza; há que fazer grandes reformas na Justiça (na qual ninguém já acredita), na Lei Eleitoral, no ENSINO, que anda por um chão de lama, começando por devolver aos alunos a sua Língua Materna, íntegra e intacta - a Língua Portuguesa, anulando o ILEGAL AO90; há que ABOLIR as práticas bárbaras tauromáquicas, que suja o nome de Portugal e põe-no na cauda da Europa (um país civilizado e culto, não se diverte a torturar seres vivos, que já não são considerados OBJECTOS); há que INVESTIR no Serviço Nacional de Saúde; há que INVESTIR na Cultura Culta, na Educação, no Ensino, para que não tenhamos um povo tanso e manso, servilista e seguidista, marionetes nas mãos dos políticos; há que ter comportamentos e políticas inteligentes para o ambiente, para o combate aos incêndios, para a Fauna e Flora de Portugal, para a Habitação; enfim, há que tomar Portugal por um TODO e não só por LISBOA.  

 

Ah! e outra coisa muito importante: há que aprender a falar e a escrever correCtamente o Português, para não envergonhar Portugal, porque é uma vergonha a linguagem dos políticos, que vão fazer discursos em Inglês correcto, mas quando se trata de falar Português é uma miséria franciscana, com a parolice do “todas e todos” e muitos outros erros de estilo, algo que é comum também aos repórteres televisivos, que parecem não ter sequer frequentado a escola básica, e tudo isto também nos põe  na cauda da Europa.

 

Doutor António Costa, louvo esta sua preocupação em retirar Portugal da cauda da Europa, mas terá muito, muito, muito que lhe dar, para que, já não direi, ficarmos no topo, mas pelo menos a meio da tabela, é que Roma e Pavia não se fizeram num dia, e levará o seu tempo, até que se concretize o tanto que se tem de mudar em Portugal, para que possamos acompanhar a civilização dos mais civilizados países da Europa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:42

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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2022

Os Portugueses, que ontem deram a maioria absoluta ao PS, não sabiam que em Democracia não há lugar para o “Absolutismo”?

 

 

Quando o governo caiu e se partiu para novas eleições legislativas, vaticinei que teríamos mais do mesmo… para PIOR.

 

E o PIOR aconteceu:

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Infografia: Rodrigo Machado/RR

 

1º - O Partido Socialista teve maioria absoluta

2º - O Chega e a Iniciativa Liberal chegaram-se à frente.



Sempre se criticou as monarquias absolutas.

Sempre se criticou o Absolutismo.

Sempre se criticou a maioria absoluta dos outros, mas quando um Povo, pouco esclarecido nestas coisas de absolutismos, lhes dá a maioria que eles sempre desejaram, faz-se uma grande festa!

 

E para isto contribuíram duas coisas terríveis: o MEDO da mudança, e o facto de termos um Povo ainda POUCO ESCLARECIDO. E uma Democracia só funciona em pleno numa sociedade maioritariamente esclarecida. E quando digo esclarecida não se julgue que me refiro a canudos universitários, porque já vimos, pelas experiências na política portuguesa, que ter um canudo universitário não é sinónimo de ser-se esclarecido. Além disso, pelas entrevistas de rua que vi na televisão, há gente que tem a bandeira de um partido na mão, mas não sabe de quem é. Como irão votar em consciência?



Ontem, Portugal deu um passo na direcção errada, embora com a legitimidade que o Povo lhe conferiu.  Se já tínhamos um governo do eu quero, posso e mando, o que será agora, com uma maioria? António Costa começou logo por dizer, no seu discurso de vencedor, que não falará com o Chega. Esta não será uma atitude ditatorial, como outras que já teve no anterior mandato? Afinal, o Chega é a terceira força política. Existe. Quer se goste ou não se goste. E se chegou a tal, foi pela má prestação dos que se dizem de esquerda, que não conseguiram convencer os da esquerda, com as suas atitudes, por vezes, dúbias, embora isto de “esquerda/direita” seja coisa da tropa.

 
Além disso, estamos em vias de ter o mesmo primeiro-ministro, que desconhece a Língua Portuguesa, usando redundâncias sem saber o que está a dizer, fazendo discursos numa linguagem insólita, incoerente, onde nem todos são todas, nem os portugueses são as portuguesas, nem os cidadãos são as cidadãs, ou tudo isto no seu vice-versa.

 

Primeiro-ministro.png

Primeiro-ministro, António Costa © Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

 

Tudo isto é muito triste.


Se Portugal já estava na cauda da Europa em tantas coisas; se em Portugal a contestação, em várias frentes, é o pão nosso de cada dia, há tanto tempo; se nestes seis anos de governação, Portugal não avançou no SNS, que continua bastante caótico; se não avançou no Ensino, que continua super-caótico; se não investiu na Cultura CULTA (não a rasteira, que recebe chorudos subsídios) que continua a ser marginalizada;  se não anulou o ILEGAL AO90, que estraçalhou a Língua Portuguesa, violando a Constituição da República Portuguesa, a Lei e o direitos dos cidadãos; não aboliu a tauromaquia, a caça e todas as outras actividades que vivem da tortura de seres vivos, catapultando Portugal para a Idade Média; se não orientou da melhor forma as actividades económico-financeiras do país; se não conseguiu pôr fim à corrupção, à pobreza, à ladroagem que nos cerca por todos os cantos e esquinas; se não conseguiu diminuir o fosso entre ricos e pobres; SE não… SE não … SE não… tanta coisa!!!! Com a maioria absoluta, sem que a democracia plena seja executada, sem o contraponto dos restantes partidos políticos com assento na Assembleia da República, vaticino um tsunami que afundará ainda mais um Portugal que já está afundado, desvirtuado, desconjuntado na sua identidade.


Um povo pouco esclarecido é um maná dos deuses para os governantes.



Esperemos que o novo governo absolutista,  tenha a hombridade de consultar TODOS os outros partidos eleitos, e com assento no Parlamento, conforme as regras democráticas, e não vá governar conforme lhe der na real gana.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:02

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Sábado, 29 de Maio de 2021

Touradas na RTP: 125 cidadãos, anti-Cultura, assinam carta contra a evolução, esquecendo-se de que as touradas e os trogloditas não têm lugar no Futuro

 

Touradas RTP.jpg

 

Sem qualquer surpresa, vemos os nomes de Carlos César, Manuel Alegre, Luís Castro Mendes, João Soares, Gabriela Canavilhas, Francisco José Viegas, e de 26 autarcas (18 socialistas), e de figuras do desporto, dos media, empresários, de 56 deputados de diversos partidos, tudo gente da INCULTURA, com os pés enterrados na Idade Média, sem a mínima visão de futuro.  Dizem que querem defender uma convivência democrática plural e tolerante da cultura, esquecendo-se que em Democracia há lugar para a CULTURA, mas não para a TORTURA de seres vivos, e que a liberdade deles acaba, quando a dos Touros e Cavalos começa.   

 

Também dizem que esperam do Estado «o cumprimento da Constituição da República e das leis que nela se fundamentam, com isenção doutrinária ou ideológica, como forma de respeito pelo dever de tratamento de igualdade de todos os cidadãos, no caso em apreço, o dever da promoção do acesso à cultura, de toda a cultura, sem discriminação, como a lei obriga», esquecendo-se de que em parte alguma da CRP se diz que a TORTURA de Touros e Cavalos faz parte da Cultura Portuguesa.

 

A carta foi dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa, Graça Fonseca, Nuno Artur Silva, Nicolau Santos, Vieira de Andrade e Sebastião Coutinho Póvoas.

 

Chegados aqui não há necessidade de avançar mais nas (des)considerações deste pequeno grupo de cidadãos, que ainda NÃO EVOLUÍRAM, e pior, que se RECUSAM a evoluir, e estão a anos luz da verdadeira Cultura e Ética do mundo contemporâneo.

 

Para memória futura aqui fica o link da carta com os nomes desse grupinho insignificante numericamente e socialmente:  Carta Aberta pela Liberdade de Programação na RTP  

 

Como se sabe, as touradas não dão mais audiência à RTP, que está na cauda dos canais televisivos.

 

Também como se sabe, hoje em dia, só os sádicos, os psicopatas e os trogloditas se divertem com o SOFRIMENTO de um ser vivo. Sentem “orgulho” de ser trogloditas, e isso já diz muito da deformação mental dessa gente.

 

As touradas são uma forma bárbara de maus-tratos a animais sencientes. Ou os Touros e Cavalos não serão animais? Não se pode maltratar um Cão e um Gato, mas os Touros e os Cavalos podem ser massacrados nas arenas, para que os sádicos se divirtam. Isto é algo que está à margem do senso comum e de toda a racionalidade.

 

A transmissão de touradas NÃO É serviço público, que deva ser pago com os impostos dos Portugueses. Ponto final.

 

Cada vez mais este tipo de “diversão” está a ser rejeitado e repudiado pela sociedade que, lentamente (é certo), vai evoluindo e deixando as práticas medievalescas, que não combinam com os festivais de música de Verão, a que milhares de jovens aderem.

 

Às arenas vão sempre os mesmos e poucos, marialvas e betinhos, em excursões pagas pelas autarquias, com dinheiros do Povo. De resto, nem as moscas querem lá por os pés.

 

As touradas só ainda existem, porque o PS, o PSD, o CDS/PP, o PCP, o CHEGA e o IL, fomentam esta política de direita e cujos deputados estão ao serviço do lobby tauromáquico, que enche os bolsos à custa dos impostos que o povo paga, com sacrifício.

 

Não fosse esse servilismo rastejante, as medievalescas touradas, que nasceram para entreter uma realeza decadente, na vizinha Espanha, e que os reis Filipinos espanhóis implantaram em Portugal com todos os seus defeitos, já não existiriam há muito.

 

Mas em Portugal ainda há esta mentalidade pobre de copiar o que de mau se faz no estrangeiro, apenas porque é estrangeiro. E os políticos portugueses e administradores disto e mais daquilo, que, vá-se lá saber porquê, adoram ser servis e vergam-se com muita facilidade ao poderio torpe estrangeiro, infantilmente dizem que sim a tudo, como aqueles bonecos que abanam a cabeça sempre para a frente, a dizer que sim, que sim…

 

Só não dizem que sim aos apelos da Razão, da Lucidez, da Evolução, da Civilização, da Ética e isto porque adoram viver no passado, a rastejar na lama.

 

Há que dizer BASTA a esta vergonhosa situação, que não dignifica a Nação Portuguesa e os Portugueses, que sentem orgulho em ser Portugueses.

 

Está mais do que na hora de o governo português, liderado por um Partido Socialista com uma asa na direita, rejeitar esta política a cheirar à monarquia decadente de outrora.

 

Está mais do que na hora de evoluir, e de caminhar com a espinha dorsal bem erecta, à maneira do Homo Sapiens Sapiens.

 

Pois é certo e seguro que as touradas e os trogloditas que as praticam, apoiam e aplaudem não têm lugar no FUTURO.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:21

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021

Marcelo Rebelo de Sousa: a imagem do cansaço, da frustração, da incompetência, da irresponsabilidade…

 

Todos falharam nesta questão da Covid-19.

António Costa (pelo governo) e Marcelo Rebelo de Sousa (como Chefe de Estado) andaram a brincar aos governantezinhos, e hoje, Portugal, um pequeno país com cerca de 10 milhões de habitantes, é o país do mundo (entre 196) que regista mais casos diários por milhão de habitantes, e é o 2º pior em número de mortos-covid.

 

Por que temos de ser únicos, pela negativa, nestas e em muitas outras matérias cruciais para a vida dos Portugueses?  



O número de mortos por Covid (a acreditarmos nos números) é elevadíssimo.

O número de mortos não-Covid, também está a ser elevadíssimo, por falta de assistência médica: milhares de consultas, cirurgias e tratamentos adiados. Já se morre dentro de ambulâncias, já se morre em casa por covid e por não-covid. Se já se morria sentado numa cadeira nas urgências dos hospitais, antes da pandemia, e as coisas pioraram substancialmente, depois da pandemia.

Neste e em muitos outros aspectos estamos ao nível de um país terceiro-mundista.

 

O que se passará na cabeça dos nossos governantes? Com esta de quererem agradar a gregos e a troianos, estão a atirar o País para o abismo.

 

Querem acabar com Portugal e com os Portugueses, ou isto é mesmo falta de competência e lucidez da classe política?

 

Todos estão a falhar em todas as outras questões relevantes para o País:  ambiente, economia, transportes, justiça, bem-estar e qualidade de vida, ensino, educação, cultura, e na questão da Língua, que está a mergulhar Portugal num analfabetismo funcional sem precedentes.

 

Anda-se por aí a fazer-de-conta que somos um País. E isto é muito, muito triste…

 

Isabel A. Ferreira

 

Marcelo Rebelo de Sousa.png

Fonte da imagem: https://executivedigest.sapo.pt/covid-19-governo-nao-conseguiu-antecipar-terceira-vaga-admite-marcelo/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2021

«A “Prótoiro” É Perita em Dar Tiros nos Pés»

 

O novo delírio dos desesperados "prótoiros".

Isabel A. Ferreira

 

prótoiro.jpg

 

«A “Prótoiro” É Perita em Dar Tiros nos Pés»

 

«O ano mal começou e os aficionados já andam às turras. Tudo porque a federação da treta gastou uma pipa de massa num outdoor posicionado em frente da Assembleia da República com a foto de António Costa e André Silva com a afirmação “Já conheces os novos pais dos teus filhos? “

 

A provocaçãozinha tem a ver com o facto da eventual proibição de menores de 18 anos assistirem ou participarem em espectáculos bárbaros vulgo touradas.

 

A “prótoiro” achou que a ideia era genial, no entanto, esqueceu-se que quem os alimenta poderia não gostar.

 

E a prova  é que o gestor do Campo Pequeno veio a terreno chamar-lhes idiotas porque abusaram da imagem do Primeiro-Ministro considerando que a tauromaquia não tem a ver com política e que devido a tal facto a empresa que o mesmo gere deixa de fazer parte da APET-Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos.

 

Uma vez mais se prova que a “prótoiro” é uma anedota que só existe para sugar dinheiro aos aficionados.

 

Pela nossa parte só podemos dizer que os abolicionistas agradecem à “prótoiro” a publicidade dada ao PAN!

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

Fonte:  https://protouro.wordpress.com/2021/01/07/a-protoiro-e-perita-em-dar-tiros-nos-pes/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2020

«Os inquéritos do Eduardinho»: análise das aventuras e desventuras do Ministro da Administração Interna de Portugal

 

Uma excelente análise por Teresa Botelho, no seu Blogue Retalhos de Outono:

 

«Quando se entra na chamada 3ª idade, temos duas escolhas que poderão depender da postura mais ou menos alerta de cada um, obrigando alguns a seguir o bando sem questionar o que os rodeia, numa rendição morna e passiva ao sistema, com um encolher de ombros tolerante, mesmo perante o intolerável e outros a intervir, partindo a loiça e dizendo, alto e bom som, o que lhes dá na telha sem medo nem preconceitos!»

 

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Foto: José Sena Goulão/ Lusa 

 

«Ouvimos repetidamente dizer que em Portugal, os Direitos Humanos são respeitados!  

 

Ouvimos igualmente dizer que Portugal é um Estado de Direito, onde as liberdades e a dignidade humana são respeitadas, mas será que são mesmo, ou isso só acontece às vezes quando convém?

 

O dever de respeitar o outro, seja qual for a sua origem, cor, género, opções sexuais, religião, etc., faz parte de uma ética sociocultural que cada um de nós deveria adoptar a cada passo e sem desvios...

 

O "orgulhosamente sós", apregoado numa das épocas mais sinistras da nossa História, foi finalmente trocado pelos novos tempos que tiveram o privilégio de nos escancararem as portas para um mundo até então ignorado, habitado por outras gentes e diferentes culturas que bem ou mal, nos vão ensinando que a vida não pode ser a "Alegoria da Caverna", mas sim o normal mar de conhecimento e experiências que nos obrigam a sair do isolamento e da ignorância, para que possamos reflectir com clareza, para além das fronteiras acanhadas em que nascemos. 

 

Quando se entra na chamada 3ª idade, temos duas escolhas que poderão depender da postura mais ou menos alerta de cada um, obrigando alguns a seguir o bando sem questionar o que os rodeia, numa rendição morna e passiva ao sistema, com um encolher de ombros tolerante, mesmo perante o intolerável e outros a intervir, partindo a loiça e dizendo, alto e bom som, o que lhes dá na telha sem medo nem preconceitos! 

 

É por pertencer ao segundo grupo que hoje decidi dar largas à minha revolta, pela tentativa, felizmente frustrada, de encobrimento do assassinato e tortura de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa, por inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fonteiras (SEF), no dia 12 de Março do corrente ano e por ter tido conhecimento da forma criminosa como são tratados muitos dos que, vindos de outros países, ousam entrar em Portugal pelo aeroporto, ingenuamente convencidos que aqui encontrarão respeito, decência e melhores condições de vida!   

 

Posto isto, é com profunda repulsa que coloco como rosto principal deste caso, em concreto, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pela forma imoral como pretendeu ocultar e depois arrastar o caso no tempo, até um possível esquecimento e  desvalorizando o valor de uma vida que era seu dever proteger!

 

A ele, junto igualmente uma vasta trupe em altos cargos públicos, assim como uma instituição pública, cujo vergonhoso intuito de passar incólume entre os "pingos da chuva", fugindo cobardemente à justiça e às responsabilidades, com a absurda desculpa de que os nove meses em que todos eles fizeram silêncio sobre a morte de um inocente, se deveu apenas à pandemia!   

 

A todos esses indigentes, despojados de humanidade e valores,  junto ainda o Presidente da República, tão pródigo na distribuição de afectos e generoso com os "pobrezinhos", sobretudo quando as televisões estão por perto, ou nos supermercados, quando empurra sorridente o carrinho de alimentos para o Banco Alimentar, não se lembrando sequer que neste caso, uma mulher e duas crianças, perderam além do seu sustento, um ente querido, porque o Estado que ele próprio representa, torturou e matou barbaramente, o importante pilar de apoio a uma família!  

 

Este é sem dúvida um caso de contornos sinistros que ao mesmo tempo nos mostra que além de sermos governados por gente sem caracter, escrúpulos, nem princípios, temos também um "cavalinho de cortesias" em Belém, presente em qualquer evento público, que lhe possa encher o inflamado ego, cangalheiro oficial em funerais mediáticos e missas, mas cuja presença, afinal não passa de  hipocrisia, porque só quando percebeu que a sua falha institucional de apoio às vítimas, era criticada em véspera de eleições, é que achou por bem, dar ao país uma falsa justificação, facilmente desmontada, já que em outros casos, nunca o desenrolar de qualquer inquérito judicial, foi entrave às suas frequentes aparições "caridosas" e opiniões, por isso, poderemos aqui facilmente afirmar que as últimas explicações dadas, quanto à omissão deste caso, não passaram de uma deslavada mentira!     

 

Sem dúvida que esta pandemia tem tido as costas largas, mas é estranho que só agora, a incúria e os lapsos do Ministro Cabrita, tenham sido notados, porque desde 2017, após os grandes incêndios que tantas vítimas causaram e após todos os inquéritos noticiados e encomendados para mostrarem serviço que posteriormente se perderam em qualquer arquivo morto do Ministério, como aconteceu com o caso das golas inflamáveis, ou  certas agressões policiais comprovadas e divulgadas pela comunicação social, assim como o rol de incompetências e irresponsabilidades que pesam sobre um ministro que há muito deveria ter tido a dignidade de se demitir, em vez de representar o triste papel de qualquer garotinho que rouba o lanche do amigo e acusa os colegas, para que outros sejam punidos no seu lugar.

 

Parece obvio que, pelo menos, perante este último escândalo, só o indecente compadrio com o 1º Ministro, o consegue ainda manter em funções! 

 

Um ministro que se vitimiza cobardemente numa conferência de imprensa, declarando-se incompreendido e abandonado, ao longo de um discurso choramingão próprio de um desgraçadinho sem rumo,  acabando por lançar as culpas à Comunicação Social, por esta ter cumprido as suas funções de informar os factos que ele próprio tentou ocultar e achando que mais uma vez passaria incólume com a  "corajosa" demissão, apesar de tardia, da directora do SEF, é sem dúvida a imagem de um país decadente, governado por sabujos incompetentes sem brio que escondem e sacodem os seus erros uns para os outros, arrastando a maioria dos processos mais mediáticos durante anos, com a conivência de uma Justiça podre e a evidente falta de sentido de Estado, caracterizada pela impunidade dos criminosos do regime e por uma falta de honestidade que nos deveria envergonhar a todos!

 

Se a cultura deste povo tivesse sido considerada prioritária ao longo dos anos e empenhada no alicerçar dos valores essenciais à formação de sociedades informadas e exigentes na análise e defesa de uma verdadeira democracia, Portugal seria decerto um país mais respeitado e não o filho bastardo de uma Europa que nos critica,  antevendo as nossas falhas e fragilidades, como alimento preferido de corruptos, exploradores dos mais fracos e fonte de radicalismos xenófobos, imorais e ideologias enganadoras que nos levarão ao caos e a um maior descrédito. 

 

No primeiro governo de António Costa, entregaram-se os Ministérios da Administração Interna a Eduardo Cabrita, (após a demissão da anterior ministra, durante os incêndios que vitimaram dezenas de pessoas) e o Ministério do Mar e Pescas, à sua esposa. 

 

Choveram as críticas de nepotismo e de favorecimento a uma família, cujos laços de amizade com o 1º Ministro, eram sobejamente conhecidas, mas no 2º governo, entre desentendimentos e arrufos, o Ministério do Mar, lá conseguiu sair da família, mas manteve-se na Administração Interna, o amigo Cabrita, visto constarem no seu currículo obras notáveis como os Kits Aldeia Segura, com as 70 mil golas anti fumo, adquiridas por ajuste directo ao marido de uma autarca do PS da zona de Guimarães e vendidas ao Estado pelo dobro do seu valor, mas embora o Ministério Público, tenha constituído até hoje 18 arguidos por uso fraudulento de subsídios, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento de capitais, alguns deles, ainda se mantêm em altas funções no Ministério Cabrita, após a demissão dos restantes.   

 

Ao longo de 3 anos de silêncio, buscas e vários adiamentos dos referidos processos, ainda não se sabe se irão ou não a julgamento o que colocaria igualmente o Ministro Cabrita em cheque, como aconteceu com Azeredo Lopes no caso de Tancos que por não ser tão chegado à família Costa, teve menos sorte!

 

A tentativa do "passa culpas", é a face dos cobardes e basta estar atento às várias intervenções deste Ministro ao longo dos seus dois infelizes mandatos, para se perceber que além da insegurança, ou obsessão compulsiva com que se defende de qualquer pergunta menos fácil, olhando de soslaio e movendo repetidamente a cabeça da direita para a esquerda e vice versa, vai anunciando inquéritos a torto e a direito, sem consequências nem fim à vista, no desejo talvez de mostrar a competência que sempre lhe faltou e que decerto sabe que tem. 

 

Têm sido também "resolvidos" com inquéritos, os escândalos mais mediáticos de agressões policiais, muitos deles com comportamentos racistas, ou até a proibição de socorro aos animais do canil ilegal de Santo Tirso que poderia ter poupado a vida a centenas de animais e que gerou uma onda de revolta popular e uma audição parlamentar ao Ministro, mas que pelos vistos, não passou de fogo de vista, porque já é sabido de antemão que mesmo que a indignação dos populares seja grande, rapidamente acalmam e se conformam, com as mãos cheias de nada que lhes são oferecidas .

 

De qualquer forma, a tentativa de encobrimento desta morte macabra no aeroporto, talvez seja a gota de água que faltava para alguma limpeza tanto da instituição SEF da qual ainda nos falta saber muita coisa, como do Ministério da Administração Interna, com o Ministro na vanguarda, mas será que neste país ainda há decoro, ou só se fazem demissões cosméticas, como a da directora do SEF, para depois se comprar o seu silêncio com um alto cargo no Reino Unido, ligado à imigração e um salário mensal de doze mil euros.

 

Finalmente e como a conversa já vai longa, embora muito tenha ainda ficado por dizer, o conselho que eu daria ao senhor Cabrita, é que meta os botões de pânico, na gaveta suja dos seus inquéritos,   mais a sua postura de vítima e assuma-se pelo menos uma vez na vida, trocando, se for capaz, a imagem dada pelo seu sobrenome fofinho, pela dignidade de um "Cabra Macho" corajoso e demita-se quanto antes, nem que o Costa tussa...»

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/2020/12/os-inqueritos-do-eduardinho.html?showComment=1608048279600#c2440744880957700927

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:47

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020

OE2021: Bloco de Esquerda desertou da esquerda para a direita?

 

Dr. António Costa, e quando o Partido Socialista deserta da esquerda para a direita e se associa ao Chega, à Iniciativa Liberal, ao CDS/PP, ao PSD e ao PCP (outro que deserta da esquerda para a direita) para apoiar as touradas?

 

OE2021.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2020

Sedentos de sangue e barbárie encheram a arena de Santarém com bilhetes oferecidos pela Câmara Municipal escalabitana

 

Vieram de todos os lados de Portugal. Ali estiveram TODOS os sedentos de sangue e os ansiosos por se babarem com a tortura de seres vivos.

Todos ao molho e fé em Deus, seguindo as "recomendações" da DGS.

Não se julgue que eram muitos. Eram apenas TODOS os trogloditas que restam em Portugal, o bastante para encherem uma arena.  

 

E os Portugueses do BEM, do BOM e do BELO a pagarem para esta barbárie!

E dizer que para a CULTURA CULTA os nossos impostos não chegam!

Isto não só é vergonhoso como desprestigiante para Portugal.

 

Será que a senhora Ursula von der Lyen, presidente da Comissão Europeia, a qual numa recente intervenção disse que Portugal é um exemplo a seguir em várias áreas, sabe que os impostos dos portugueses estão a ser esbanjados nesta actividade repugnante?


Seria de todo interessante que António Costa levasse a Senhora von der Lyen a assistir a uma tourada, para que ela fique a saber onde o governo português esbanja os impostos dos Portugueses. Talvez mudasse de ideias quando diz que "Portugal é um exemplo a seguir".

 

BARBÁRIE.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/3604005402963573/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2020

«Não haverá apoios extraordinários à tauromaquia» garante António Costa, primeiro-ministro de Portugal

 

Em resposta à questão de André Silva, deputado do PAN - Pessoas - Ambiente - Animais, o primeiro-ministro António Costa, deixou claro que o Governo não tenciona dar nenhum apoio extraordinário à tauromaquia, apesar das tentativas infrutíferas desta indústria e das reuniões secretas com o Presidente da República! 🙌

 

Todos nós, que pugnamos por uma sociedade mais humana, mais culta, mais civilizada, onde a violência e a crueldade contra animais não-humanos não tenham lugar, ficaremos atentos, esperando que o nosso primeiro-ministro mantenha a palavra. E, já agora, não basta não dar apoios extraordinários (até porque os ordinários continuam a ser dados) é preciso abolir, definitivamente, esta prática onde a brutalidade impera, para que não se continue a violentar os bovinos, privadamente, como a seguir se contará.

 

(Ver, mais abaixo, o vídeo onde André Silva questiona António Costa).

 

TENTA.png

Tentas ilegais privadas

 

Pedimos desculpa pela imagem, mas há ainda quem pense que os touros têm uma vida de luxo no campo, o que não é verdade. Esta imagem foi captada numa "tenta" realizada na Herdade Monte Cadema no passado dia 30 de Maio de 2020, onde vários animais foram sujeitos às agressões de bandarilhas e da vara dos picadores. Todos os anos, à porta fechada, os criadores de touros de lide fazem este tipo de práticas na ilegalidade e longe dos olhares do público. A isto juntam-se os treinos dos cavaleiros [montadores de cavalos] tauromáquicos, bandarilheiros e forcados.

 

É mentira que estes animais sejam muito bem tratados no campo como nos tentam fazer crer.

Uma vergonha para Portugal e para o mundo(Plataforma BASTA)

(fonte: Farpas blogue)

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/3251608991536551/?type=3&theater

 

Para complementar a informação, sugere-se a consulta deste link, onde o médico-veterinário, Dr. Vasco Reis, conta os horrores desta prática bárbara:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-vista-por-um-medico-814909


Esta é "fresquinha":

 

Tenta ilegal.jpg

 

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3266240090076828&set=p.3266240090076828&type=3&theater

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:54

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Terça-feira, 31 de Março de 2020

«A guerra ibero-holandesa»

 

Uma extraordinária Lição de História, recebida via e-mail, a propósito das considerações do Primeiro-Ministro de Portugal, ao dizer que o discurso do Ministro das Finanças holandês o repugnava, quando este Bóer, disse que a Espanha não devia ser ajudada da catástrofe em que o coronavírus está a deixá-la, porque depois não conseguia pagar a dívida. 

 

Costa.jpg

António Costa criticou as conclusões do Conselho Europeu extraordinário LUSA/ANTÓNIO PEDRO SANTOS

Origem da foto:

https://www.publico.pt/2020/03/27/politica/noticia/costa-considera-ministro-holandes-erepugnante-antiue-declaracao-ministro-holandes-1909736

 

«Não vou discutir a questão dos Eurobonds, que já é velha e em que a posição dos diversos países europeus não mudou. O que me ocorre comentar é o acinte do ministro holandês para com a Espanha.

Porquê em especial a Espanha?

 

Há coisas da História que ficam na memória colectiva dos povos, não tanto enquanto memória dos factos, mas como memória emocional, em ódios e estimas. E o facto é que há na Holanda um ressentimento secular contra Espanha e também contra Portugal, como se constata em blogs e ciber-grupos quando se fala dos Descobrimentos ibéricos. Donde vem isso?

 

É que a Espanha e a Holanda travaram uma guerra durante 80 anos, entre 1568 e 1648! A qual acabou com a vitória holandesa na Europa, mas a derrota no Ultramar espanhol. É uma longa história, que não vou desenvolver, mas referir apenas que, sem justificação, a Holanda alargou essa guerra a Portugal, no que foi sem dúvida a primeira guerra imperialista moderna da História europeia.

 

Por cá é pouco conhecida, como tudo o que respeita à História do nosso império ultramarino, mas essa guerra foi a guerra mais longa que Portugal travou na sua História, a seguir à guerra contra os mouros.

 

Basicamente, a Holanda procurou roubar a Portugal o seu império ultramarino. Começou por piratear sistematicamente os nossos galeões e caravelas, e no Oriente tirou-nos tudo o que pôde - Ceilão, as Molucas (actual Indonésia, de que só nos deixou Timor), o comércio com o Japão, e só não nos tirou Macau por que o imperador chinês nos protegeu, ao contrário do imperador japonês.

 

Na África tirou-nos o Cabo, não conseguiu tirar Moçambique, mas tentou também tirar-nos o Brasil e as colónias da África atlântica. Que foi onde a guerra foi mais acesa e longa.

 

A guerra no Brasil foi pela apropriação das plantações de açúcar, e durou 65 anos. Foram os próprios brasileiros quem derrotou e expulsou os holandeses, embora estes tenham depois ido plantar açúcar na Guiana. Como o açúcar brasileiro (que todos os outros depois copiaram no Haiti, em Cuba, etc.) era uma agro-indústria inviável sem os escravos africanos, a Holanda tomou-nos São Tomé e Príncipe, a Mina na costa da Guiné, e em 1640, quando já não éramos súbditos dos espanhóis e, portanto, sem desculpa, Luanda. Mas apenas Luanda, nunca conseguindo desalojar os portugueses das suas posições no interior, graças aos nossos aliados africanos e também à ajuda brasileira.

 

Também no Brasil, como em Angola, os holandeses nunca conseguiram passar de algumas cidades costeiras para o interior. No interior dominaram sempre os portugueses, os luso-brasileiros, e em Angola os luso-africanos. No Brasil os luso-brasileiros mantiveram cercadas as cidades costeiras sob domínio holandês, desbaratando-os quando tentavam penetrar no interior. E foram os brasileiros quem financiou, construiu e equipou a armada que foi a Luanda e a São Tomé recuperar aquelas fontes de escravos para as plantações de açúcar. A historiografia brasileira oficial considera que foi nessa guerra que se forjou a sua nacionalidade, com a luta combinada de destacamentos luso-brasileiros brancos, tropas índias, e tropas negras formadas por ex-escravos. Todos juntos contra os holandeses.

 

A questão religiosa foi importante, neste desfecho da guerra luso-holandesa. A aversão calvinista dos holandeses aos ícones religiosos católicos, aos santinhos e aos andores com a Nossa Senhora, às relíquias sagradas e ao Papa, não colhia apoio entre africanos e índios cristianizados pelos estimados jesuítas. Pelo contrário, escandalizava-os.

 

A Holanda perdeu essa guerra no Atlântico, portanto, mas ficou ressentida.

 

Nota: a Holanda era a parte norte de uma nação mais vasta, os "países baixos", cuja parte sul acabou por ficar do lado espanhol. Não só com a maioria católica do sul que não se revia no calvinismo holandês, como de parte dos próprios protestantes de outras igrejas, dada a intolerância calvinista. Essa parte sul acabou por conseguir a sua independência em 1830 e é desde então a Bélgica. Com quem Portugal sempre se deu bem.

 

A História tem muita força...

 

OBS: 
Bem esteve o António Costa quando afirmou que o discurso do Ministro das Finanças holandês, o repugnava, quando este calmeirão  Bóer, disse que a Espanha não devia ser ajudada da catástrofe em que o coronavírus  a está a deixar   porque depois não conseguia pagar a dívida.  

Com os melhores cumprimentos 

José Abílio Mourato

Portalegre 

 

Só há paz na aldeia, enquanto houver água no poço

(Anónimo)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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