Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021

Eu, animal me confesso…

 

 

O Homem é um animal.

 

Biologia, Zoologia, Anatomia, Deontologia, Bioética, Embriologia, Fisiologia, Genética, Reprodução Animal, sinto quase tudo o que estas Ciências descrevem.

 

Aceito como certo, quase tudo o que aqui nos é transmitido.

 

Os ditos animais não-humanos, tal como a maioria dos animais humanos, têm medo da morte. Lutam pela vida, e sentem a aproximação da morte, tal como os humanos.

 

Só quem nunca conviveu com animais, pode dizer que «o animal naturalmente pela sua natureza, enfraquece, extingue-se, acaba». Eles não ACABAM, tal como nós também não acabamos. Eles são feitos da mesma Natureza. Fazem parte da criação do mesmo Deus.

 

Não acabam, e têm uma alma imortal. Têm um caminho a percorrer, tal como nós.

 

Eu sei. Sou tão animal como eles. E assim como consigo "ver" a alma de um humano a espreitar pela janela dos olhos, de igual modo vejo a alma dos não-humanos a espreitar nuns olhos semelhantes aos meus. Em tudo.

 

 Estejam atentos a essa Natureza. E saberão do que estou a falar.

 

Philip Low.png

 

Sou um animal que possui cinco sentidos comuns a todos os outros animais; mas em mim, o instinto, que também possuo, não está tão desenvolvido como nos meus outros irmãos planetários.

 

Sou uma animal com emoções, sentimentos e estados físicos comuns a todos os outros animais: medo, tristeza, alegria, raiva, afecto, sofrimento, dor, cansaço…

 

Sou um animal com necessidades biológicas ou fisiológicas básicas, comuns a todos os outros animais: comer, beber, respirar, dormir, urinar, defecar, reproduzir, ter segurança, abrigo, viver em grupo…

 

Sou um animal que pode padecer de um conjunto de sinais e sintomas específicos comuns a todos os seres vivos, alterando o estado normal da saúde, que também é comum a todos os animais.

 

O vocábulo “doença” vem do latim “dolentia” que significa “dor, padecimento” e eu, como animal, tal como uma infinidade de outros animais, posso padecer de alergia, asma, cancro (em qualquer órgão), catarata, intoxicação, depressão, diabetes, diarreia, gripe, hepatite, pancreatite, hipertensão, HIV (FIV nos gatos), infecção urinária, leucemia, obesidade, osteoporose, hérnias de disco, epilepsia, traumatismos cranianos, tumores cerebrais, fracturas de coluna, entre outras…

 

Para tratar essas doenças existem a Medicina Humana e a Medicina Veterinária. 

 

E se eu, como animal, sinto dor e padeço com todas essas doenças, logo, todos os outros animais sentirão dor e padecerão também…

 

Sou um animal biologicamente semelhante a todos os outros animais nos mecanismos pelos quais nos mantemos vivos, com órgãos e sistemas que desempenham funções vitais: cérebro, coração, pulmão, estômago, fígado, pâncreas, bexiga, rins, intestinos e pele; e os sistemas cardiovascular, digestivo, endócrino, genital, imunitário, muscular, nervoso, respiratório, urinário sensorial, tegumentar…

 

Sou um animal que partilho sequências do meu ADN não só com os meus parentes mais chegados, os símios, mas também com porcos, cães, gatos, bovinos, ratos, e até mesmo com recifes de coral e galinhas.

 

Os meus amigos e companheiros mais recentes, que criei e cuidei com o desvelo com que criei e cuidei dos meus filhos:

 

O meu Ratolinha (ratinho branco de cauda comprida) nasceu, cresceu, e morreu com insuficiência respiratória.

A minha gatinha Mindinha nasceu, cresceu, e morreu intoxicada pelo pólen de uma flor belíssima: a açucena.

A minha cadelinha Josefina nasceu, cresceu, e morreu com problemas degenerativos do foro neurológico.

A minha gatinha Francisquinha nasceu, cresceu e morreu com FIV (sida dos felinos).

A minha gatinha Nany nasceu, cresceu, e morreu de cancro da mama.

A minha gatinha Zézinha nasceu, cresceu e morreu com problemas cardíacos.

O meu cãozinho Platão nasceu, cresceu, e morreu com falência dos órgãos vitais devido a idade avançada. Era cego.

O meu gatinho Napoleão nasceu, viveu, e morreu de complicações derivadas da Diabetes.

 

Sou um animal que nasceu, cresceu e morrerá como todas as coisas, como todos os seres viventes, como todos os restantes animais, certamente com uma qualquer doença das que afectaram os meus amiguinhos patudinhos.

 

Que motivos terei para não os considerar animais como eu?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

link do post | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos (2)
Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2021

O que esperar de um Presidente da República?

 

Este ano temos sete candidatos à Presidência da República, o mais alto cargo da Nação: aquele que representa Portugal e o Povo Português. Portanto, um cargo que deve ser exercido com dignidade, honestidade, independência total dos restantes poderes, do qual se tenha, sobretudo, a noção da responsabilidade do que é ser Chefe de Estado.

 

É um erro os partidos políticos apresentarem candidatos à Presidência da República. Um Presidente da República tem de estar acima de qualquer partido político, e de qualquer poder, para que possa exercer o cargo com a máxima independência. Tem de ser um candidato independente. O seu princípio tem de ser defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, de acordo com o juramento que faz na tomada de posse do cargo: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa

 

Porém, jurar é fácil. Cumprir o juramento é que são elas!

 

Mas há mais atributos que se requerem de um candidato a Presidente da República.

 

Candidatos às Eleições Presidencais 2021.png

 

Na imagem temos os candidatos à Presidência da República de Portugal, por ordem alfabética, porque isto de pôr uns mais à frente do que outros, seguindo sondagens encomendadas, não é honesto.

 

Todos merecem o nosso respeito. Afinal, são cidadãos que estão a exercer um dever cívico com a firme convicção de que são capazes de representar Portugal e o Povo Português com a máxima hombridade, não estão ali por mera vaidade de poderem ocupar o mais alto cargo da Nação, ou de se aproveitarem dele para segundas intenções. Pelo menos é o que esperamos deles

 

Desde o 25 de Abril que apenas um Presidente da República, eleito pelo Povo português, mereceu nota positiva durante e depois do mandato: o General Ramalho Eanes. Os restantes deixaram um desprestigiante rasto de muita parra e pouca uva.

 

O último deles (o ainda actual), nada fez de brilhante, por Portugal, nestes últimos cinco anos. Absolutamente nada que mereça ser destacado como um feito presidencial.

 

Na Presidência da República precisamos de uma pessoa que pense pela própria cabeça, não seja pau-mandado de ninguém, nem camaleão, nem maria-vai-com-as-outras, e que diga o que tem a dizer, sem papas-na-língua, com firmeza, doa a quem doer.  

 

Precisamos de uma pessoa que tenha a noção do que representa chefiar uma Nação, servindo Portugal e os Portugueses unicamente; não pretender ser mais papista do que o Papa; e não enveredar por outros oceanos e servir interesses que não nos dizem respeito.

 

Precisamos de uma pessoa que execute, na íntegra, o juramento que faz, no momento da investidura do cargo, essencialmente o de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa (CRP).

 

Precisamos de uma pessoa que combata a corrupção e não que a varra para debaixo do tapete; precisamos de uma pessoa que ponha os interesses de Portugal acima dos interesses dos estrangeiros, e que os defenda com garra e convicção. E, neste ponto, quero salientar, particularmente, a questão do Acordo Ortográfico de 1990, cuja aplicação todos os juristas e constitucionalistas são unânimes em considerar inconstitucional e ilegal, mas que uma imponderada conveniente “interpretação” de uma Lei que nem sequer existe, mantém vigente, desrespeitando abusivamente a Constituição da República Portuguesa.

 

Precisamos de uma pessoa que tenha a noção do que representa viver num Estado de Direito e numa Democracia, accionando todos os mecanismos intrínsecos à CRP, para que esse Estado de Direito e essa Democracia sejam uma realidade e não uma vergonhosa farsa. Pois para ditadura já nos bastou a salazarista.

 

Precisamos de uma pessoa que seja popular, mas não popularucha.

 

Precisamos de uma pessoa que tenha a noção do ridículo e se comporte em conformidade com o elevado cargo de Chefe da Nação, que ocupa.

 

Precisamos de uma pessoa que fale, quando deve falar, e se cale, quando deve calar-se.

 

Precisamos de uma pessoa que tenha a noção de que ao ser Presidente da República, está a ser presidente das pessoas, mas também dos animais não-humanos (de todos e não apenas de alguns) e do meio ambiente, e tudo faça, para que os direitos de toda a fauna humana e não-humana, da flora e de tudo o resto que constitui o todo português sejam respeitados, conforme consta na CRP.

 

Enfim, na Presidência da República precisamos de alguém que saiba arregaçar as mangas, e, ao mesmo tempo, honrar as calças ou as saias que veste.

 

E como se instala uma tal pessoa na Presidência da República?

Com atitudes.  

 

Não é com a linguagem pirosa (a expressão pirosa não é minha, é do Miguel Esteves Cardoso, mas concordo totalmente com ele) dita inclusiva, que tem a pretensão de dar visibilidade às mulheres, através de redundâncias linguísticas como convidadas e convidados, todas e todos, eles e elas, amigas e amigos, caras e caros, Portugueses e Portuguesas, que vamos dar oportunidade às mulheres para que ocupem cargos públicos de alta envergadura, e dar-lhes salários iguais aos do homem: o mesmo cargo, o mesmo salário. O que não acontece e jamais acontecerá com pirosices linguísticas.

 

O problema dos candidatos que se apresentam às eleições é que nenhum deles reúne a totalidade das condições aqui apresentadas, e que fazem de um candidato um bom candidato para chefiar a Nação Portuguesa.

 

Se não vejamos:

 

Ana Gomes: escrevi-lhe uma carta a pôr-lhe duas questões (*) que, não só para mim, como para milhares de portugueses, são cruciais para o País, mas por serem tabus e estarem ligadas a lobbies poderosos, que os governantes servem mais do que a Portugal, os órgãos de comunicação social não estão autorizados a abordar publicamente. São elas a questão do Acordo Ortográfico de 1990 (ao serviço dos interesses brasileiros, e que nos está a levar à perda da independência linguística e cultural, o que não é coisa pouca) e a vergonhosa prática medieval de torturar touros numa arena para divertimento, algo que recebe chorudos subsídios, retirados dos impostos dos portugueses, e que mantém Portugal com um pé na Idade Média, ou seja, numa etapa evolutiva ainda muito atrasada, o que também não é coisa pouca.

 

O que sei de Ana Gomes, a este respeito, é que ela usa a pirosa linguagem inclusiva do “todos e todas”, aplica o AO90 na página dela, no Facebook, não sei se está interessada em cumprir a Constituição da República Portuguesa, compelindo o governo a extinguir o AO90, e a repor a Grafia Portuguesa, em Portugal, para podermos recuperar a nossa identidade linguística e cultural.

Quanto às touradas sei que é NIM.

A resposta às minhas questões foi ZERO. Não respondeu. E para zero, zero e meio.

 

André Ventura:  sei que é contra o AO90 (o que não basta) e está ao serviço do lobby tauromáquico. Quanto ao resto, abomino extremismos de direita tanto quanto de esquerda, porque se tocam e fundem. E sabemos ao que pode levar estes extremismos: a horrendas ditaduras. Não aprenderam nada com a História. A postura deste candidato é um ultraje à Democracia.

 

João Ferreira: suponho que, por ser membro do PCP, e este ser contra o AO90, o candidato também o seja. Mas também está ao serviço do lobby tauromáquico, a não ser que se distancie da postura do Partido, a este respeito. Não sei. Mas sei que não condena publicamente as perversas ditaduras comunistas do mundo actual.  Daí que não tenha perfil para presidir aos destinos de um País que se quer livre e democrático.

 

Marcelo Rebelo de Sousa: sabe-se, por ser público, que é aficionado de touradas. [Nem sei como isto é possível, não entendo as pessoas que têm oportunidade de evoluir, afinal chegou a professor universitário, e não evoluíram]. Quanto ao AO90, sabe-se, porque também é público, que é um seu adepto ferrenho e utiliza a grafia brasileira, preconizada pelo dito pseudo-acordo, na página oficial da Presidência, dá entrevistas, como PR, com o sotaque brasileiro, usa expressões brasileiras, e está-se nas tintas para a destruição da Língua Portuguesa, violando, deste modo, a Constituição da República.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, nestes últimos cinco anos, nada fez por Portugal. Absolutamente NADA, mas fez TUDO pelo seu imenso ego. Mais cinco anos a levar com as suas actuações narcisistas será desastroso para Portugal, que continuará a marcar passo. Não se julgue que Portugal é bem-visto lá fora, porque não é. Só quem não viaja, pensa que somos os maiores! Além disso, Marcelo vulgarizou bastamente o cargo de Presidente da República, ao ponto de já ter um cognome que ficará para a História: “Celinho das Selfies”.

 

Por outro lado, tal como Ana Gomes, nunca respondeu às minhas questões, acima de tudo as questões de uma cidadã votante, e dotada de espírito crítico, que transmite o pensar e o sentir de milhares de Portugueses. Para zero,  zero e meio também.

 

Marisa Matias: não tem perfil para Presidente da República. Limita-se a dar visibilidade e a defender o programa político do Bloco de Esquerda, que não serve para pôr em prática na Presidência da República. Além disso é adepta do AO90 e da pirosa linguagem inclusiva do “todos e todas”. É contra as touradas, mas isso não basta para lhe dar um passaporte para Belém.

 

Tiago Mayan Gonçalves: nada sei do que ele pensa, quanto às questões que mais me interessam (a mim e a milhares de Portugueses), por serem tabus. Mas sei que o IL é pró-tourada. Também sei que, no seu site, escreve em mixordês, ou seja, num misto de Português, acordês e brasileirês. As outras questões, não sendo tabus, já sabemos o que todos pensam sobre elas. O candidato, embora demonstrando falta de experiência nestas andanças, parece-me ser uma pessoa equilibrada e inteligente. Contudo, candidatar-se pelo Iniciativa Liberal, é um obstáculo.

 

Vitorino Silva: Genuíno. Inteligente. Trabalhador. Perspicaz. Um verdadeiro filósofo popular. Tem a sabedoria do Povo. Adoro as suas metáforas. Conhece o Portugal profundo. Não tem os vícios nocivos dos políticos “profissionais”, que nada têm de novo, para nos dizer. É alguém em quem se pode confiar. Como cidadão português tem todo o direito de se candidatar a Presidente da República. Afinal, não são os canudos universitários que fazem um bom presidente.  Já todos tivemos oportunidade de o comprovar.  Ser calceteiro não seria o impedimento maior.  Não sei se aderiu ao AO90. Não sei o que pensa sobre isso e sobre as touradas, mas sei que gosta de animais e é bastante carinhoso com eles. Não tive tempo de lhe escrever, e questioná-lo sobre estes dois temas, que, para mim e milhares de Portugueses, são cruciais, e ninguém debate. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: de todos os candidatos aqui apresentados, o Vitorino Silva seria o único a dar-me a honra de uma resposta.  

 

Quem temos para pôr Portugal mexer e a fazê-lo regressar à sua dignidade de País livre e independente? Porque podem crer, neste momento, quando andam todos distraídos com o futebol, as telenovelas e os realities shows, o nosso País não tem uma Língua que o identifique como Nação independente, e está no rol dos sete países (em 193) que mantém práticas primitivas, indignas de seres humanos.

 

E isto, para milhares de Portugueses é de máxima importância, porque nem só de pão vive o homem.

 

***

(*) Um esclarecimento sobre as duas questões (AO90 e touradas) que aqui destaquei por serem tabus, mas também porque têm a ver com a nossa dignidade, enquanto País europeu e civilizado.

 

Eu, que conheço o mundo civilizado, onde pessoas civilizadas se divertem civilizadamente; eu, que domino outras Línguas, para além da minha Língua Materna, sinto-me esmagada pela vergonha que sinto quando vejo o Parlamento Português viabilizar o massacre de mamíferos sencientes, com um ADN semelhante ao dos humanos, e promover uma mixórdia ortográfica, que desprestigia Portugal, transformando-o na colónia de uma ex-colónia. E de todas as coisas, estas duas são realizadas em nome da mais pura estupidez. Isto é algo que não quero para o meu País.

 

E se há algo que me tira do sério é precisamente a estupidez.

 

E a estupidez humana [não há outra], segundo Ernest Renan [escritor, filósofo, teólogo, filólogo e historiador francês] é a única coisa que nos pode dar a noção do infinito…

 

Todas as outras questões, que são trazidas à liça, nos debates presidenciais, e são esmiuçadas publicamente, até à exaustão, não são tabus, e quando se corrompem, não se corrompem devido à estupidez dos seus intervenientes, mas tão-só à mais vergonhosa incompetência, ao mais descarado despudor, à mais indecorosa indignidade e à mais imoral desonestidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos (1)
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020

Quem vem a público dizer que o massacre de 540 animais numa montaria realizada na Quinta da Torre Bela, em Azambuja, nada tem a ver com “caça” está a mentir

 

Os caçadores portugueses, com medo de perderem as regalias que lhes dão, para matar animais indefesos e darem aso a primitivos instintos assassinos, apressaram-se a vir a público repudiar a carnificina de Azambuja, e dizer que aquilo nada tem a ver com a caça.

Matar animais indefesos, nada tem a ver com caça?

Então, vejamos.

 

Veado.png

E pensar que belos veados como este, foram cruelmente chacinados, para satisfazer os instintos assassinos de caçadores! A nossa revolta é infinita!

 

Capture.PNG

Bárbaros espanhóis.jpg

Fonte da imagem: Internet

A barbaridade que vemos nas imagens que têm corrido mundo e que envergonham a HUMANIDADE, não é mais do que o resultado da cobarde actividade da CAÇA. Da caça não faz parte a ÉTICA. Da caça faz parte um VAZIO DE EMPATIA pelos outros seres vivos que connosco partilham o Planeta. Seja caça turística, desportiva ou para encher alheiras, a CAÇA é uma actividade cujos principais ingredientes são a COBARDIA e o sádico prazer de MATAR.

 

E não se pense que esta matança é caso único. Por todo Portugal, as montarias, batidas às raposas e caçadas deste género, são o pão nosso de cada dia, só que ficam no segredo dos demónios, por serem algo antinatural, anti-humano, antitudo o que diz respeito aos valores éticos da nova humanidade.

 

A era da caça ficou lá muito para trás. O Homo Sapiens Sapiens não tem mais necessidade de caçar para se alimentar. A caça, hoje, serve apenas para gozo de criaturas que não pertencem propriamente à espécie humana, mas a uma variante da espécie humana que ainda não evoluiu.

 

Desta vez, sem o menor pejo, vieram vangloriar-se desta monstruosa matança, nas redes sociais, demonstrando bem aquilo que são: simplesmente uns bárbaros.

 

Deixo-vos um parecer científico sobre a caça, pelo Dr. Vasco Reis, único Médico-Veterinário que dá a cara pela defesa dos animais

 

«Caçar é assustar, ferir, provocar sofrimento e matar»

 

No entanto, há quem chame desporto a esta actividade, que pode provocar paixão e ser elogiada pelos adeptos. Envolve muitas verbas.

 

Pois, se há gosto no contacto com a natureza e no exercício físico, isso deve acontecer sem a arma a tiracolo ou apontada, aumentando muito a concentração para a desfrutar.

 

Para muita gente, os animais vivos são bem mais belos e interessantes do que mortos e ensanguentados.

 

Pode disparar-se também, mas com máquinas fotográficas ou de filmar e assim conseguirem-se, de modo pacífico, belos troféus em imagens.

 

O tiro ao alvo (mas não aos pombos) é uma boa alternativa para treino da pontaria, para fazer o gosto ao dedo, para proporcionar convívio.

 

Hoje em dia, a caça em Portugal mal se justifica até para servir as pessoas que se alimentam de carne pois, em geral, para se obter o mesmo valor nutritivo é preciso abaterem-se muitos mais animais dentre as espécies cinegéticas do que animais das espécies domesticadas, criadas e com o destino imposto pelo consumo para servirem de alimento.

 

Poupar-se-iam, portanto, muito mais vidas no caso de opção por esta possibilidade. Aliás, o consumo de carne é absolutamente dispensável e nem é dos alimentos mais saudáveis. A experiência dos vegetarianos e dos veganos demonstra isso mesmo, enquanto poupa o sacrifício de animais, protege o ambiente, serve a economia, é eticamente louvável.

 

A caça provoca enorme susto aos animais, sejam eles alvejados ou não. Mesmo se a morte for rápida, trata-se sempre de um impacto violentíssimo.

 

Se o animal ficar ferido, sem morte rápida, ficará em terrível sofrimento.

 

Espécies cinegéticas estão a ser criadas para serem lançadas perante os canos de caçadores, sofrendo estes animais os mesmos terríveis choques.

 

O sofrimento está presente durante a criação em recintos fechados e apertados.

 

Cartuchos e restos de projécteis espalhados pela natureza são prejudiciais, provocando poluição física e visual.

 

Em parques naturais de Portugal é permitida a caça. Impõe-se, por isso, a pergunta:

 

Mas que parques naturais são estes, que não protegem a sua fauna e a tranquilidade ambiental?

 

A caça contribui para a diminuição ou quase extinção e até mesmo extinção dos animais das espécies designadas por cinegéticas.

 

Acontecem acidentes que vitimam pessoas.

 

Muitos cães de caça estão sujeitos a condições deficientes de tratamento e de manutenção. Alimentação, espaço, protecção contra intempéries, contenção, desparasitação, etc. muitas vezes não permitem uma razoável qualidade de vida para estes animais.

 

Num acto de profunda crueldade, muitos cães de caça são abandonados, porque não satisfazem o caçador. Outros são abatidos com maior ou menor sofrimento.

 

Em Portugal existem milhares de caçadores, no meio de cerca de 10 milhões de portugueses. Dentre estes últimos, a maior parte não tem simpatia pela actividade, muitos sentem-se por ela incomodados e reprovam-na, mas pouco se manifestam.

 

Legislação relativamente recente reconhece o direito à não-caça em terrenos de quem o requerer.

 

A caça incomoda pelo ruído, pela perturbação do ambiente, pelo perigo e, também muito, pela angústia e revolta que provoca a quem está consciente do dizimar e do sofrimento que provoca em animais sencientes, dotados de sistema nervoso comparável ao dos caçadores e não caçadores.»

 

Fonte:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/280973.html


***

 Por tudo o que aqui ficou exposto, é urgente actuar em duas frentes:

 

incriminar todos os envolvidos nesta matança;

acabar com esta actividade, que mexe com muito dinheiro, mas o dinheiro não é tudo. A VIDA é que é tudo, para nós, animais humanos, e para os outros, animais não-humanos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

link do post | Comentar | Ver comentários (8) | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

A minha ligação ao “kósmos”

 

Kosmos.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Eu sou um animal humano com uma forte ligação ao “κόσμος”, kósmos (do grego antigo), em Português, Cosmos, tal como todos os animais não-humanos, e tal como estes, também tenho um instinto de sobrevivência bastante apurado. E é por ele que me regulo.

 

Não sigo as leis dos homens, e não preciso delas para nada. Sigo a Lei Natural, tal como os animais não-humanos, que não elaboram regras, mas SEGUEM regras. Daí o sucesso deles no seio da Natureza. Daí o meu sucesso num mundo dominado por homens.

 

Eu sou apenas MAIS um animal que vive neste Planeta.
Daí que siga o MEU instinto de sobrevivência, tal como todos os outros animais não-humanos, e isso basta-me, para saber como agir diante de perigos iminentes, diante da Vida, diante de todos os outros seres vivos.

 

Até posso ouvir o que dizem estes e aqueles. Mas na hora de decidir, quem decide sou eu.

 

É deste modo que estou neste Planeta, um lugar onde escolhi passar uma temporada da minha existência como ser cósmico, infelizmente, um lugar dominado por mentecaptos, da pior espécie – a espécie Homo Horribilis.

 

Daí que entenda o lamento dos animais humanos e não-humanos; o gemido das florestas, das árvores, das flores, da vegetação; o pranto das águas, dos rios, dos mares, das fontes; a fúria dos ventos, do fogo… e de todos seja uma das vozes que gritam!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:33

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 14 de Abril de 2020

«Estudo: A protecção dos habitats é indispensável para evitar novas pandemias»

 

É urgente ouvir os apelos da Natureza e respeitá-la como se ela fosse um de nós. O problema é que o Homem autoproclamou-se o dono do mundo,  quando é apenas o elo mais fraco da engrenagem cósmica, e a Natureza cansou-se dessa ambição humana e reagiu,  obrigando o Homem a vergar-se, e deixando bem claro que, no Planeta Terra, o Homem é apenas um entre milhares de espécies! (Isabel A. Ferreira)

 

«A única maneira de impedir que novas pandemias explodam é estabelecer relações mais gentis e amigáveis com o meio ambiente e com os nossos companheiros de existência: os animais não-humanos» (Dra. Christine Kreuder Johnson, investigadora e professora da UC Davis.)

 

Macaquinho.png

 

«O risco de disseminação de vírus da vida selvagem para os seres humanos está intrinsecamente ligado ao aumento de contacto entre as pessoas.

 

«O cientista e investigador do Conservation International, Lee Hannah, defende que há quatro maneiras de sobreviver à pandemia actual: uso de máscaras e respiradores, aprimoramento da infra-estrutura de testes, fim do mercado de animais silvestres, principalmente os destinados ao consumo humano, como o de Wuhan, na China, e o quarto e mais importante, cuidar da Natureza.

 

Um artigo publicado pela revista Time, no passado dia 08 de Abril, reforça que a destruição de ecossistemas é a responsável pela transmissão da Covid-19 de animais selvagens para seres humanos. Segundo Lee Hannah a população mundial precisa ser reeducada, e afirma: «Precisamos de dizer às pessoas, agora, que há uma série de coisas que precisamos de fazer quando sairmos desta desordem, para garantir que isso não aconteça novamente».

 

O papel da preservação da biodiversidade na prevenção de doenças vem ganhando terreno. Em 2015, a Organização das Nações Unidas alertou que é necessária uma abordagem mais ecológica no estudo de doenças, em vez de uma abordagem simplista que isola apenas o microorganismo. Isso possibilita que uma compreensão mais rica do desenvolvimento e origem das doenças.

 

flying-foxes-2237209_960_720.jpg

 

Nesse artigo, lê-se ainda  que isto é “um jogo de números”, pois nem todas as espécies de uma comunidade são susceptíveis a uma determinada doença, assim como nem todos são transmissores eficientes. Em ecossistemas bem separados das habitações humanas, os vírus fluem sem causar danos, mas à medida que há um impacto humano nesses locais e com o deslocamento de pessoas pelo mundo, esse equilíbrio acaba.

 

O risco de disseminação de vírus da vida selvagem para os seres humanos está intrinsecamente ligado ao aumento de contacto entre as pessoas. A afirmação é o resultado de uma pesquisa realizada pela Dra. Christine Kreuder Johnson, investigadora e professora da UC Davis. Segundo o estudo, quase metade das novas doenças que saltaram de animais para humanos após 1940 pode ser atribuída a mudanças no uso da terra, agricultura ou caça à vida selvagem.

 

tiger-3424791_960_720.jpg

 

Entre os exemplos citados estão a SARS, Ébola, Nilo Ocidental, Lyme e MERS. A Dra. Christine Kreuder Johnson acredita que há mais de 10 mil vírus transmitidos de animais para seres humanos. A única maneira de impedir que novas pandemias explodam é estabelecer relações mais gentis e amigáveis com o meio ambiente e com os nossos companheiros de existência: os animais não-humanos.

 

Fontes do texto: ANDA

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2020/04/14/estudo-a-proteccao-dos-habitats-e-indispensavel-para-evitar-novas-pandemias/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 5 de Abril de 2020

A Liberdade não é um conceito exclusivo do Ser Humano – Uma reflexão ao redor do nosso confinamento

 

 

Esta bem-apanhada “Visita à Cidade” diz-nos o quanto o Homem está errado, no que respeita ao modo como trata os animais não-humanos.

 

Visita à cidade.jpg

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3053870421301048&set=a.502947543060028&type=3&theater

 

Esta imagem bem poderia ser uma imagem possível, nos tempos que correm, se os animais não estivessem confinados a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, privados da sua liberdade de correr nos campos, na selva, nos matagais, nas florestas, nos desertos, nas montanhas, nas serras, nas planícies, nas savanas; de voar pelo espaço, de deslizar pelos rios, pelos mares, pelos oceanos…

 

A Liberdade é algo inerente a todos os seres vivos. Nenhum animal não-humano deve ser privado da sua liberdade, porque a liberdade é pertença da Vida. Viver sem liberdade não é viver, é arrastar-se no tempo.

 

Que o digam os animais-humanos que cometeram crimes e, por esse motivo, mereceram ser privados da sua liberdade.

 

Contudo, porque nenhum animal não-humano jamais cometeu, comete ou cometeria os crimes hediondos que os animais-humanos cometem, não merecem ser privados da sua liberdade e da razão de ser da própria vida.

 

Todos os seres vivos que nascem, nascem por algum motivo. Nenhum animal-humano ou não-humano nasce por acaso. TODOS (humanos e não-humanos) fazem parte do TODO que mantém (ou deveria manter) o Planeta Terra em perfeita harmonia. E essa harmonia só não existe devido aos desmandos do animal-homem, e jamais do animal não-humano.  

 

Daí que aproveitemos esta imagem para fazer uma reflexão: não é por acaso que o mundo dos homens está a passar por esta privação de liberdade. Reparem que o coronavírus não ataca os não-humanos, pelo contrário, vivem neles. Saibamos dar-lhe valor, e compreender a tristeza profunda (porque eles sentem-na) dos nossos irmãos planetários, que os homens confinam a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, por motivos absolutamente irracionais.

 

Espero que tenham aprendido a lição, porque este vírus, que hoje nos mantém confinados, não veio por acaso, mas com uma finalidade bem definida, e só os cegos-mentais não a entenderá.



O Homem não é o dono do mundo. É apenas o seu guardião. E quem não entender isto, nada sabe da Vida, mas também da Morte, a certeza maior e única de toda a nossa existência.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

Espanha: mais de cem porcos morreram depois de estarem a agonizar durante cinco horas, dentro de um camião acidentado, sem receber nenhum tipo de ajuda…

 

Algo que é preciso denunciar.

E sim, há vítimas a lamentar, quando morrem animais não-humanos seja em que circunstância for.  

O que se passou na A6, em Espanha, é revoltante.

Uma carta pungente que recebi da Igualdad Animal -  uma Organização não Governamental (ONG) sem fins lucrativos de carácter internacional, cujo objectivo é "abolir a escravatura animal, assegurando que os outros animais são considerados iguais aos seres humanos e respeitados como tal".

 

Morte de porquinhos.jpg

 

 

Tras varias horas encerrados y atrapados en el camión sin que nadie hiciera nada, los chillidos de los cerdos iban apagándose. No te puedes imaginar la impotencia que sentimos, no nos dejaban acceder al lugar, tampoco a los periodistas.
 

Depois de várias horas trancados e presos no camião sem ninguém fazer nada, os gritos dos porcos iam diminuindo. Não podes imaginar a impotência que sentimos, porque não nos deixavam aceder ao lugar, nem sequer os jornalistas. 

 


Finalmente llegó una grúa y empezó a sacar cadáveres del camión, y los pocos que quedaron con vida (murieron 130 cerdos) vimos cómo los metían en otro camión, dándoles patadas.

 

Finalmente, chegou uma grua e começou a tirar os cadáveres do camião, e aos poucos que restaram com vida (130 porcos morreram) vimos como os metiam num outro camião, dando-lhes pontapés.
 


Era la primera vez que sentían la luz del sol, después de una vida miserable hacinados en granjas. Era su primer y último viaje: camino del matadero.

 

Era a primeira vez que sentiam a luz do sol, depois de uma vida miserável amontoados em herdades. Era a sua primeira e última viagem: a caminho do matadouro.


 
Pero esta vez al menos estuvimos allí, haciéndolos visibles. Silvia entró en directo en varios medios y dio voz a los animales, consiguiendo que esos gritos fueran escuchados por millones de personas.

 

Mas desta vez pelo menos estávamos lá, tornando-os visíveis. Silvia entrou em directo em vários órgãos de informação e deu voz aos animais, conseguindo que os gritos dos animais fossem ouvidos por milhões de pessoas.

 

Tras estar allí, vinimos a la oficina. Era una mezcla de rabia, impotencia y tristeza lo que sentíamos. Aunque llevemos años documentando el horror que viven los animales, nunca te acostumbras a ello. Sus chillidos en el camión durante horas no los vamos a olvidar.

 

Depois de estarmos lá, chegámos ao escritório. O que sentimos foi uma mistura de raiva, impotência e tristeza. Embora tenhamos documentado o horror que os animais vivem há anos, nunca te acostumas a isto. Não vamos esquecer nunca os gritos dos animais, durante horas, no camião.

 

Y por eso estuvimos trabajando sin descanso para enviar a todos los medios de comunicación las fotografías y los vídeos, y lo más importante, contar lo que había sucedido, que más de cien cerdos habían muerto tras agonizar durante 5 horas en un camión sin recibir ningún tipo de auxilio.

 

E por isso estivemos a trabalhar incansavelmente para enviar a todos os meios de comunicação social as fotografias e os vídeos e, o mais importante, contar o que havia sucedido, ou seja, que mais de cem porcos morreram depois de estarem a agonizar durante cinco horas, dentro de um camião, sem receber nenhum tipo de ajuda.   

 
Junto a ti
  Isabel seguiremos haciendo visible lo invisible.
 
Gracias de corazón,

 

Junto a ti, Isabel, continuaremos a tornar visível o invisível,

 Obrigada de coração,

Igualdade animal.png

xavier.png

Javier Moreno

Co-fundador e Director de Comunicação

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020

Reflexão sobre o direito à vida dos animais não-humanos

 

Em 2016, discutiu-se na Assembleia da República, se os menores de idade deveriam ou não participar ou assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar de “espectáculo" tauromáquico.

 

Na altura, o PEV (partido Os Verdes) pretendeu que ao que se chama erradamente “artistas tauromáquicos” (insultando-se, deste modo, os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tivessem o 12º ano,  como se a instrução pudesse conferir sensibilidade a quem já nasce sem ela, e sem carácter. Tomemos como exemplo os professores universitários que se babam nas arenas, e aplaudem a tortura de Touros e Cavalos, e chamam a isso "arte".

 

A apetência pelo sadismo vem do berço. Há excepções, naturalmente. Gente, que apesar de ter e sido criada para ser sádica, consegue evoluir, no entanto, estes estão em minoria.

 

ROGER OLMOS.png

 

Estamos em 2020, e nada mudou a este respeito. As desafortunadas crianças, que têm a desventura de nascer no seio de famílias tauricidas, continuam a ser arrastadas à força para as arenas e para as escolas de toureio.

 

E quem se importa? Importo-me eu. E muitos mais. Mas não mandamos nada, porque em "democracia"  quem manda são os ditadores disfarçados de democratas.

 

Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI D. C., ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: o de que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

 

O que deve ser discutido na Assembleia da República, urgentemente, e ainda não foi discutido, é a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

 

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito países terceiro-mundistas que ainda mantêm esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

 

***

 

Todos os animais não-humanos têm o direito inapelável à Vida, uma vez que para viver nasceram. Tal como nós. Todos nascemos para viver e morrer. Sem excepção. Mas nascer, viver e morrer é algo que nos transcende, e os que se dizem seres humanos, mas praticam a desumanidade,  não têm o monopólio da Vida. Não são deuses, nem sequer Deus, para se arrogarem ser os donos da Vida. De todas as Vidas.

 

Todos os animais não-humanos merecem o nosso respeito. Mas haverá um limite?

 

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

 

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar: ou eu ou ele.

 

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas... tal como os assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

 

Também aqui: ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

 

Tudo isto é muito complicado. A vida é complicada, e é muito difícil viver.

 

Mas...

Existe um Mas:

 

Todos os animais, humanos e não-humanos têm o direito inapelável à Vida. Devem ser protegidos através da Lei Humana, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos, que nos governam, e que desconhecem a Lei Natural, que consiste em respeitar a Vida, qualquer vida, e protegê-la.

 

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

 

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade moral.

 

Contudo, uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade moral, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente diante da Vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo da Humanidade, desde os tempos mais remotos: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti», que era o que os padres deviam ensinar nas igrejas.

 

E esta é que é a grande questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

Ainda os fogos-de-artifício: um outro modo de poluir o Planeta e molestar os animais humanos e não não-humanos

 

Regresso a este tema, do qual muito se falou logo no início de 2020.

O século vai avançando, mas as mentalidades não o acompanham.

Quem está preocupado com a poluição do nosso Planeta?  

Os que nos governam? Nem por isso. O que é preciso é manter o povo alegrinho, com muitos fogos nos céus.

Por todo o mundo, festeja-se isto e mais aquilo com monumentais fogos-de-artifício, onde se gastam milhares de Euros, provocando uma, também monumental, poluição sonora e atmosférica.

E os malefícios causados pelo deslumbre destes fogos são inumeráveis.

 

Aqui fica mais este alerta, para que à chegada de 2021 todos sejamos poupados à poluição sonora, se bem que quanto à poluição atmosférica eu tenha as minhas dúvidas: o fogo-de-artifício silencioso NÃO POLUIRÁ?

Isabel A. Ferreira

 

FOGO.png

 

Portanto, Evolução precisa-se!, como li algures:

 

Segundo a Agência de Protecção Ambiental dos EUA (EPA) «os fogos-de-artifício causam uma elevada poluição atmosférica num curto período de tempo, deixando partículas de metal, toxinas perigosas, produtos químicos nocivos e fumo a pairar no ar. Algumas destas toxinas nunca chegam a decompor-se completamente, permanecendo no ambiente e envenenando tudo o que contactam. As principais consequências para a saúde humana, decorrentes da proliferação destas partículas, principalmente as finas (com menos de 2,5 milionésimos de metro), são as doenças respiratórias e cardiovasculares, englobando principalmente ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

 

Segundo a Agência Ambiental Alemã num curto período de tempo, os fogos-de-artifício espalham cerca de cinco mil toneladas de partículas finas, responsáveis por aproximadamente 400 mil mortes por ano na Europa, de acordo com estimativas actuais. Apenas na Alemanha, a poluição proveniente deste espectáculo equivale a cerca de um quinto das partículas finas emitidas nas ruas, principalmente pelos carros.»

 

Esta situação pode ser tão perigosa que os médicos recomendam o uso de máscaras, para nos protegermos desta poluição: "Respirar partículas finas põe em perigo a saúde das pessoas, com repercussões que vão desde deficiências temporárias do sistema respiratório a uma maior necessidade de medicamentos para asmáticos com doenças respiratórias ou cardiovasculares graves.»

 

***

 

«ANIMAIS DESAPARECIDOS 🐾 DEVIDO AO FOGO DE ARTIFÍCIO 🎆»

 

Todos os anos, já há muitos anos, os fogos-de-artifício deslumbram milhares de pessoas, que se juntam nas praças e ruas, no dia 31 de Dezembro,  para, às doze badaladas da meia-noite darem as boas vindas ao Novo Ano.

 

Contudo, tal prazer tem custos elevados na saúde dos animais humanos e não-humanos. 

 

De acordo com o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, como resultado disso, dezenas de animais de companhia 🐈🐕  fogem das suas casas, assustados pelo barulho estridente. Mais uma vez, neste início de ano não faltam nas redes sociais apelos de pessoas à procura do seu animal que desapareceu na noite de fim-de-ano e tudo o que lhes resta, agora, é não perder a esperança de o encontrar.»

 

Além disso, o fogo-de-artifício «tem efeitos graves na saúde dos animais, causando-lhes elevados níveis de stress - há mesmo animais que sofrem ataques cardíacos e registos de casos em que morreram. Na noite de fim-de-ano, mais do que em qualquer outra, são precisos cuidados redobrados com os nossos animais: devemos deixá-los dentro de casa e confirmar que tudo está devidamente fechado para impedir que fujam.»

 

Mas tais cuidados também devem ser levados em conta, nos outros dias do ano, por ocasião de festejos de santos, ou outra qualquer comemoração, em que o fogo-de-artifício não pode, porque não pode, faltar.

 

O PAN, consciente destes efeitos, tem vindo a lutar, a nível municipal e por todo o país, pela implementação de fogo-de- artifício silencioso, como já acontece em vários países, onde a evolução está mais adiantada. É que, deste modo, de acordo com o PAN «todos ganham: nós, humanos, que continuamos a usufruir de um espectáculo luminoso, e os nossos amigos de quatro patas, que têm uma noite descansada. Infelizmente, as nossas preocupações não têm vindo a reunir consenso e o resultado, chegado mais um ano novo, está à vista de todos 😔. Mas não baixaremos os braços - por eles e por nós» 🙏

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852/2778327235561687/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 7 de Maio de 2019

PLANETA TERRA EM ALERTA VERMELHO - MAIS DE UM MILHÃO DE ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

 

Nesta estatística está obviamente incluída a Humanidade, porque a Humanidade nada é sem as outras espécies.

A irracionalidade do homem-predador está a conduzir o Planeta à extinção, contudo, continua a agir como se fosse viver eternamente, afundado nos milhões que não come e jamais levará para o Além

Entretanto, o Planeta e as espécies que nele resistem vão sufocando, desaparecendo, lentamente, sofridamente, o que só demonstra que o “homem” não tem capacidade para zelar pelo Planeta.

Deixemos essa tarefa aos outros animais. Eles jamais destruirão o seu habitat, mostrando ser superiores ao “homem” no modo como gerem a própria existência.

 

Untitled.png

É este o mundo que o homem-predador está a construir para as novas gerações. Uma herança pesada e sem futuro. Um deserto de fome, onde as crianças, no mundo dos “homens”, serão as mais afectadas. E os animais não-humanos, que nada fazem para que esta miséria exista, e são os únicos que poderão perpetuar a vida no Planeta serão também afectados, e muitos deles já foram exterminados pelo “homem”.

 

59334830_10155763411011685_7601394005640740864_n.j

Apoiamos a agricultura ecológica e sustentável. Contamos com a tua ajuda? (PACMA)

Com a minha ajuda já contam há muito.

 

⚠️ Mais de um milhão de espécies estão ameaçadas de extinção, segundo o último relatório do IPBES (The Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services) Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos.

O actual sistema alimentar é a principal ameaça à Natureza. Ele consome muitos recursos e provoca:

🌳 75% de desflorestação

🌍 24% das emissões de gases

💧 69% de gasto de água

Se não enfrentarmos essa realidade, estaremos a contribuir para que o Planeta sofra danos irreparáveis ​​que afectarão a vida de todos nós, a vida de todas as espécies humanas e não-humanas, a vida dos vegetais.

Fonte:

https://www.facebook.com/PartidoAnimalista.PACMA/photos/a.82584226684/10155763411001685/?type=3&theater

 

emidio-batista.jpg

 

A brincar se vão dizendo coisas muito sérias. O homem-predador está a construir um mundo onde o lixo é o “ouro” da herança que deixará aos vindouros, e a extinção das espécies, incluindo a extinção da espécie humana, nunca foi tão real como nos tempos que correm. Debaixo do monte deste lixo representado nesta imagem está o “cérebro” insano do homem-predador.


Os nossos descendentes merecerão tão má herança?

 

981741-borboletario-9659_0.jpg

Os insectos, mais do que os Homens, são animais essenciais ao Planeta. Sem polinização, o Planeta morre e nele deixará de existir cenários como o desta belíssima imagem, onde uma Borboleta cumpre escrupulosamente a sua função, sem precisar de leis que a obriguem. O Planeta sobrevive sem o Homem. O Homem não sobrevive sem as Borboletas.

Fonte da imagem: Rêgo/Agência Brasil

 

guerra Skull_minimalist_by_Killopower1.png

 

Esta é uma imagem muito diferente do da Borboleta, no seu habitat impoluto. Este é o resultado da insanidade, da irracionalidade do homem-predador, o único ser capaz de “enfeitar” o Planeta com este cenário macabro. Nenhum outro animal à face da Terra destrói assim o seu próprio habitat.

Fonte da imagem:

https://1.bp.blogspot.com/-YPDcAHfGQjM/T5m4OqRDDMI/AAAAAAAAVrE/2L04SHTYU7E/s1600/guerra+Skull_minimalist_by_Killopower1.png

 

img_os_10_animais_mais_bonitos_do_mundo_21154_paso

 

Este é um tigre de bengala, possuidor de uma aparência majestosa. Símbolo de uma imponência e força, jamais superadas pelo homem. O olhar deste belíssimo animal está entranhado de mistério e mística, e quem o olhar nos olhos fica naturalmente enfeitiçado. Não é por acaso que o Tigre é a personagem principal de mitologias como a grega, a persa, a chinesa.

 

Por inveja, ou outro qualquer sentimento inferior, o homem-predador deleita-se em destruir estas forças da Natureza, que são os Tigres e o habitat em que eles se movem.

 

Por isso, entre o Tigre e o homem-predador, escolho o Tigre para salvar, porque sei que ele jamais destruirá o Planeta Terra.

 

Fonte da imagem do Tigre.

https://www.peritoanimal.com.br/os-10-animais-mais-bonitos-do-mundo-21154.html

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:33

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Março 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

Eu, animal me confesso…

O que esperar de um Presi...

Quem vem a público dizer ...

A minha ligação ao “kósmo...

«Estudo: A protecção dos ...

A Liberdade não é um conc...

Espanha: mais de cem porc...

Reflexão sobre o direito ...

Ainda os fogos-de-artifíc...

PLANETA TERRA EM ALERTA V...

Arquivos

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt