Quarta-feira, 28 de Abril de 2021

Ecologistas espanhóis destroem cientificamente sete mitos do sector da caça: e o que serve para Espanha, serve para Portugal, onde tudo se passa do mesmo modo

 

Um texto especialmente dedicado aos caçadores portugueses que me enviam comentários parvos,por acharem que sou EU que invento coisas acerca da caça e dos caçadores.

 

«Caçar é provocar susto, sofrimento com ferimento mais ou menos rapidamente mortal, que vitima animais inocentes e nascidos para viver e sobreviver e até por vezes pessoas. Torna insegura a presença na natureza e polui. Incomoda e até indigna muitas pessoas. Existem métodos de controlar populações, equilibrada e responsavelmente, causando menos sofrimento e risco, que deveriam ser estudados, decididos e postos em execução por entidades competentes».

(Dr. Vasco Reis – Médico-Veterinário)

 

PELO FIM DA CAÇA.jpg

Fonte da imagem:  https://www.facebook.com/photo?fbid=3542379542653858&set=gm.432432101345085

 

Os ecologistas destroem sete mitos do sector da caça em Espanha

 

Madrid - La Oficina Nacional de la Caza, que aglutina 80% dos caçadores federados em Espanha, tem por lema: «Fazemos parte da natureza», definindo-se a si mesma como conservacionista (que defende a protecção e a conservação dos recursos naturais e do meio ambiente), “comprometida com o meio ambiente”, “defensores da natureza, da vida selvagem e dos habitats”, e entre as suas missões destaca a de “defender a caça como a actividade mais ética e sustentável na gestão dos espaços naturais”.

 

O mesmo ocorre com outras associações do sector cinegético, como a Aproca, em Castilla La-Mancha: “O objectivo da Aproca é a defesa de uma utilização racional e sustentável do ambiente natural e da floresta, de modo que todas as actividades da Associação sejam desenvolvidas no mais absoluto respeito pelo meio ambiente, pela conservação da natureza, pela preservação e equilíbrio entre a flora e a fauna doméstica e selvagem, e pela protecção de espécies ameaçadas de extinção, bem como as autóctones”, dizem no seu próprio site. (L. Villa (- Luchiva)

 

Devido a mensagens como estas, em que se vincula a actividade da caça a um labor da Natureza, a organização Ecologistas en Acción publicou um extenso relatório em que desmascara cientificamente alguns dos argumentos do sector e os mitos que envolvem as actividades da caça que, de acordo com estatísticas oficiais, matam cerca de 25 milhões de animais por ano, em Espanha.

 

«Embora seja verdade que a caça em Espanha a cada ano que passa é praticada por um menor número de caçadores, o sector no seu todo foi se fortalecendo como um lobby social e económico   reagindo assim à crescente consciência ambiental de toda a sociedade», assinala o relatório, elaborado pelo biólogo Roberto Oliveros, a partir de uma compilação de estudos e documentos técnicos e científicos.

 

Os ecologistas resumiram os resultados da sua investigação em sete “verdades sobre o impacto da caça em Espanha” (o mesmo para Portugal):

 

A caça:

 

1 - Consiste em matar animais por diversão ou por negócio

 

A caça sustenta-se basicamente através de duas actividades: uma desportiva ou de competição e outra comercial, baseada no turismo e nas explorações cinegéticas.

 

Advertem os Ecologistas que embora não existam dados oficiais completos e fiáveis ​​sobre o volume de dinheiro gerado pela Fundação FAES, vinculada ao PP, os lucros em 2007 cifram-se em mais de 2.750 milhões de euros. O presidente da Federação Espanhola de Caça, Andrés Gutiérrez Lara, observou que em 2004, além desse montante, a caça movia outros 6.000 milhões em dinheiro sujo, sem facturas.

 

Além disso, os ecologistas destacam que o sector é composto por um pequeno número de pessoas (330.000 federados e 848,243 licenças em 2013), geralmente ricos, como grandes latifundiários, banqueiros, empresários, aristocratas, políticos e membros da magistratura e das forças de segurança. «O seu trabalho nos últimos anos destacou-se pelos ataques às normas de   conservação da natureza e protecção animal a nível europeu e estatal, e por uma total ausência de autocrítica das práticas ilícitas», asseguram.

 

2 - Não é compatível com a conservação da biodiversidade

 

Proveniente apenas da caça directa morrem por ano cerca de 25 milhões de animais em Espanha. A isto deve ser adicionada a perda de biodiversidade pelos efeitos indirectos: caça furtiva e largada de animais, introdução de espécies invasoras ou exóticas, cercas de caça e outras infra-estruturas. Os ecologistas destacam que como resultado da caça, outras espécies emblemáticas e protegidas, como o urso cinzento, o lince ibérico ou o lobo, também são mortos. Além disso, as sanções pelo uso de venenos em áreas de caça têm vindo a aumentar todos os anos. Nem nas áreas naturais mais protegidas, como parques nacionais, foi proibida esta actividade, que goza de uma moratória até 2020, para permanecer activa nestes lugares.

 

3 - Converte os coutos de caça em explorações intensivas e em campos de tiro

 

Cada vez mais a caça é exercida sobre animais criados em explorações agrícolas e libertados em coutos para serem caçados logo de seguida, como 1.350.000 exemplares de perdizes vermelhas lançados em áreas de caça intensiva em 2013. A Ecologistas en Acción observa que isto provoca “graves desequilíbrios nos ecossistemas, deslocando e prejudicando populações autóctones e a propagação de espécies exóticas e / ou invasoras como o Carneiro-da-Barbária, o Muflão-asiático (ovelha) ou a codorniz japonesa.”

 

A província de Guipúzcoa é um dos cenários de caça furtiva de aves em Espanha, algo preocupante se considerarmos que se trata de uma zona importante de trânsito migratório para as aves migratórias.

 

4 - Não serve para controlar nem a fauna nem as superpopulações

 

A Ecologistas en Acción argumenta que é precisamente a prática da caça que muitas vezes provoca a superpopulação de algumas espécies, devido às largadas de animais ou à alimentação   suplementar. Também pelas tentativas de caçar machos, que são os que mais troféus obtêm, gerando uma "descompensação" nas espécies. Além disso, uma recente sentença do Supremo Tribunal considerou que a caça e a pesca “a sua manutenção por tempo indeterminado, não se agravamento longe de servir o propósito de erradicação de espécies exóticas ou invasoras, determinam”.

 

5 - Limita os direitos da maioria dos cidadãos

 

As actividades de caça acumulam denúncias pelo corte de caminhos públicos, cursos de água ou vias pecuárias, por permitir que a caça seja preponderante em florestas públicas e áreas protegidas ou à intenção de causar possíveis inconvenientes involuntários às espécies de caça, como a actual lei de caça de   Castilla-La Mancha. O relatório assegura que uma média de 28 pessoas morrem por ano, e não apenas caçadores, pela utilização de armas de fogo na caça.

 

6 - Não favorece o desenvolvimento rural

 

80% do território espanhol integra coutos de caça com actividade durante a maior parte do ano. Um estudo de 2014 sobre as montanhas da Andaluzia concluiu que as actividades de autoconsumo ambiental, uso recreativo e conservação da biodiversidade ameaçada são mais rentáveis ​​do que a caça em termos económicos. "A caça não só não favorece o desenvolvimento do meio rural, como limita futuras possibilidades de desenvolvimento dos meios menos desenvolvidos economicamente” assinala o relatório.  

 

7 - Não só mata, como também maltrata

 

Estima-se que no final da temporada da caça, por ano, sejam abandonados em Espanha cerca de 50.000 galgos. Outros são enforcados ou atirados a poços, como aconteceu a uma centena de cães na localidade toledana de Villatobas, em 2009. Os ecologistas apontam que tão-pouco as espécies cinegéticas escapam à tortura, tais como as raposas caçadas pelos cães de toca, os javalis caçados com lança, ou o tiro aos pombos, ainda borrachos, etc..

 

Particularmente notável é que “na maioria dos regulamentos cinegéticos se considere os cães e gatos abandonados sujeitos a captura por parte dos caçadores através de disparos ou armadilhas sem que a eles se aplique a lei de protecção animal. Esta medida leva à morte milhares de animais de estimação, com escasso controlo por parte das autoridades” conclui o relatório.

 

Fonte:

http://www.publico.es/sociedad/ecologistas-desmontan-mitos-caza-espana.html?utm_content=buffer403f3&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

 

(Tradução: Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:00

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Quinta-feira, 1 de Abril de 2021

«Tempos de Páscoa»

 

Cristo incendiou a História

Uma outra perspectiva acerca de Jesus Cristo, da autoria de Artur Soares.

 

Jesus Cristo.jpg

(Desenho da autoria de Agonia Sampaio,  premiadíssimo autor de Bandas Desenhadas, oriundo da Póvoa de Varzim)

 

Por Artur Soares

 

«Filho de pais bondosos e justos nasceu entre quatro paredes grosseiras, em pavimento (talvez) sujo e malcheiroso; de limpo só a manjedoura onde o dono dispôs o feno e a aveia.

 

Cresceu como qualquer criança e bem cedo aprendeu a trabalhar na madeira, crescendo em “grande sabedoria”. Analisava atitudes e conhecia como ninguém o ambiente ao redor, ao ponto de deixar estupefactos os intelectuais daquele tempo, pelo que afirmava aos doze anos.

 

Sua Mãe, atenta e justa com tudo que ao filho respeitava, “guardava para si” os actos, acções e a sua maneira de ser. Já homem, senhor absoluto da humanidade, fisicamente forte e alto, rude de aspecto como qualquer homem do seu tempo, inteligente e conhecedor dos sofrimentos e anseios de quem o rodeava, mete pés ao caminho e põe em acção a missão para o que veio: “servir e não ser servido” e o chocar com os ensinamentos do amor àqueles que eram feras, levando sempre tudo até às últimas consequências: morrer pelos testemunhos que dava e pelo plano que ia expondo: este Homem chamou-se Jesus Cristo.

 

Este Homem é! Alma aberta e profunda; Homem de recolhimento e voltado para a vida. O mundo exterior existe para Ele: as aves que debicam os grãos, as que fazem os ninhos nos ramos, as que são apanhadas e se vendem por alguns dinheiros, as crianças que brincam, que lutam, que amuam, os desempregados que esperam na praça por um contrato, a dona de casa que busca a moeda perdida, o amigo importuno que vai de noite bater à porta… tudo isto é cheio de vida, é cheio de humanidade!

 

Alma capaz de admirar ouve a voz da natureza. Nunca se extasia e sente-se à vontade em todas as coisas. Fala dos assuntos mais extraordinários e, às vezes, lê os pensamentos mais dramáticos através duma imagem familiar ou de imagens da natureza.

 

Ensina como só Ele é capaz, cura e ama os doentes, alimenta os famintos, dá esperança aos estáticos e até acalma os ventos e as tempestades. Ele é verdadeiramente Deus!

 

Perseguem-no: dizem que é profeta dos fracos e, afinal, deu força aos definhados e colocou-os mais alto que aos reis; disseram (dizem) que é anunciador duma mensagem doente ou moribunda, mas cura e ressuscita; disseram (dizem) que é anarquista e ensina e pratica a justiça elevando os infelizes!

 

E este Homem, Jesus de Nazaré, tem coração e fala aos corações; é espírito puro e quer purificar espíritos; ama e quer inflamar a todos com amor; tem alma grande e pretende dilatar todas as pequenas almas abandonadas.

 

Este Homem, quando falava às multidões, aos fariseus, homens de letras e comerciantes, muitos abanavam a cabeça com ar de mau agouro e erguiam-se torcendo a boca e fazendo sinais uns aos outros entre irritados e escandalizados e, mal saíam, um murmúrio de prudente desaprovação brotava das grandes barbas negras ou brancas. Mas nenhum ria.

 

Escolheu companheiros, nunca se preocupou com o que havia de vestir e de comer, formou a primeira Igreja e anunciou o Reino de Deus, quando pensavam que vinha para ser o rei da matéria. Por isso o mataram.

 

Mas Cristo está sempre vivo entre os cristãos e em todos que o admiram. Há quem o ame e quem o odeie; há uma paixão pela sua paixão e outra pela sua destruição. Os mercenários não acabam. Estes, geralmente, detestam o que foram, choram o que não têm, receiam o que poderão perder e esquecem-se de viver. Vivem inconformados, rapam o que não lhes pertence, julgam-se únicos nas cadeiras do poder, defendem-se com a mentira e hipocrisia e não conhecem os seus. E o encarniçarem-se contra Cristo, prova que vive.

 

Na verdade, Cristo foi uma fagulha que nasceu entre animais, cresceu numa região desprezada, mas incendiou a história de toda a humanidade! E os que foram pasto para feras e os que tombaram ao fio da espada, bem como aqueles que ainda hoje tombam por causa do Seu Nome, sempre serão adubo para cultivar novas safras de sementes.»

 

(Artur Soares)

 

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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Quinta-feira, 4 de Março de 2021

É dos piores casos de maus-tratos a animais, que acontece em pleno território europeu. E ninguém fala sobre isto.

 

Que Europa será esta, ainda tão troglodita?

***

Animal Save & Care Portugal

 

POR QUE É QUE NINGUÉM ESTÁ A FALAR SOBRE ISTO!?


É dos piores casos de maus-tratos a animais que aconteceu dentro desta indústria vil e cruel que é a pecuária e o transporte de animais vivos por via marítima.


Em pleno território europeu nega-se ajuda a centenas de animais indefesos que apenas têm a morte como alternativa.


Que vergonha Europa! Que falta de compaixão, de decência moral, de humanidade!

Dizemo-nos a sociedade mais igualitária do mundo civilizado, como é que temos coragem de ignorar tamanha crueldade!?


Nada disto tem de existir. Os maltratos contra animais deveriam ser considerados crime, porque é que é tão difícil de entender algo tão simples?

 

Vitelos.jpg

Fonte:  https://www.facebook.com/animalsaveandcareportugal/photos/a.383285528984198/766755420637205/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:28

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Quarta-feira, 3 de Março de 2021

Raiva, muita raiva e repugnância pelas atitudes dos que apoiam quem é capaz de maltratar, deste modo abjecto e cobarde, animais sencientes como nós…

 

As imagens do vídeo são de 2019, mas poderiam ser de hoje, porque nada mudou, uma vez que, em Portugal, a política é a de maltratar e matar, quando se trata de animais que os governantes portugueses NÃO consideram animais: bovinos, suinos, touros, cavalos, cães de corrida, raposas, javalis, lobos, veados, aves, enfim, todos os que não sejam cães e gatos domésticos.

 

PATAV.png

 

A PATAV - Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos divulga imagens inéditas recolhidas dentro dos navios que transportam regularmente bovinos e ovinos de Portugal para Israel.

 

Os vídeos revelam a realidade chocante deste negócio ao mostrar animais - de origem nacional - amontoados, sem espaço, feridos e doentes. Os vídeos evidenciam ainda graves e reiteradas violações à legislação nacional e comunitária.

 

As imagens começam a ser divulgadas no âmbito da recém-criada comissão de inquérito do Parlamento Europeu, que vai investigar as violações à legislação europeia que regula o transporte de animais vivos.

 

Imagens adicionais serão entregues à comissão, aos meios de comunicação social e às autoridades nacionais que o solicitem.

 

Estas imagens são inéditas e foram captadas em diversas viagens ao longo de 2019. Nos vídeos vêem-se os brincos dos animais, que atestam a origem portuguesa dos mesmos.

 

A responsabilidade do Estado português pelo cumprimento da legislação aplicável só termina no momento do desembarque, porém não há qualquer fiscalização a bordo. A PATAV, que desde 2017 tem vindo a denunciar às autoridades e à comunicação social os incumprimentos à legislação no momento do embarque, denuncia agora a situação a bordo. Embora as viagens demorem, em média, 10 dias a maior parte das imagens hoje divulgadas foi recolhida nas primeiras 48 h, ainda em águas territoriais portuguesas.

 

Imagens disponíveis aqui:

https://patav.weebly.com/comunicado-de-imprensa.html

 

(…)

***

Mas não só em Portugal existe esta barbaridade.

Por favor, assinem esta petição.
É importante para os animais que são transportados vivos.
E estes estão em vias de ser sacrificados.

 

https://igualdadanimal.org/actua/transporte-animales

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021

«O Planeta Terra és tu…»

 

Uma ideia, guião e voz de Carlos Chavira.

O vídeo foi produzido com o único propósito de agitar a consciência do nosso Planeta.

 

Pinterest.png 

 

Humanos. Que palavra incrível!

Somos considerados a espécie mais inteligente do Planeta. No entanto…

… somos a pior de todas as espécies.

 

O que fazemos neste mundo? Quem nos trouxe aqui? Qual a nossa missão no Planeta? Talvez nunca possamos entender, mesmo quando parece que a nossa única missão é acabar lentamente com ele e com as suas espécies.

 

Já pensaste que talvez este Planeta não nos pertence, e ainda assim cuidar dele está nas nossas mãos?

 

Os outros animais estavam aqui muito antes de nós. Somos apenas os seus convidados. Temos vindo a invadir o seu território e estamos a destruir o seu habitat.

 

Eles suportaram-nos durante séculos, perdoaram-nos inúmeras vezes e continuamos a ignorar a situação deles.

 

Temos sido os seus sequestradores, os seus assassinos. Ainda assim aceitam-nos como seus donos.

 

Somos a única espécie que ataca, destrói, aniquila, contamina e extingue por ambição ou só para viver um pouco melhor.

 

O mundo é teu, é nosso, é de todos nós. Ainda assim, lembra-te que o mundo também é deles e temos de entender que eles não nada podem fazer para se salvarem e muito menos para salvar o Planeta.

 

O planeta Terra está a morrer, estamos a destruí-lo de forma vertiginosa e ele está faminto de amor. Não lhe sobra muitas forças e apesar de tudo, continua generosamente a dar-nos os melhores espectáculos desde que cá chegámos.

 

O Planeta tem sido o melhor anfitrião da nossa espécie. Não merecerá o nosso reconhecimento?

 

Se nos foi dada a capacidade de falar, pensar, criar, construir e ajudar, porque simplesmente nos calamos, ignoramos, destruímos e matamos?

 

Abre os olhos, tu também estás a morrer junto com o seu Planeta, o único planeta no nosso sistema solar onde nos foi dado o privilégio de viver.

 

Somos milhares de milhões neste Planeta, somos uma espécie pensante, racional, dominante, por que não nos damos conta disso?

 

Somos capazes de conquistar países, a Lua, e inclusive planetas. Ainda assim não somos capazes de conquistar os nossos próprios corações.

 

Toca o teu coração, sente o que está a dizer, ouve aquilo que ele pede de forma gritante e entendamos que precisamos de coexistir no mesmo planeta.

 

Começa por te mudares a ti mesmo. Faz essa proposta a ti mesmo, faz com que os teus filhos saibam e entendam, e que os mais velhos se lembrem que no dia em que a Humanidade deixar de existir e alguma outra espécie encontrar o nosso planeta, verão que fomos uma espécie que se equivocou, que caiu, porém, levantou-se e corrigiu os seus erros.

 

O Planeta já não é o mesmo e já não podemos esperar mais. Todos sabemos o que precisamos de fazer. O tempo urge. O futuro do planeta está nas tuas mãos. Ajuda-o, porque o planeta Terra és tu.

 

Que a indiferença não te vença.

 

Partilha-o agora mesmo, ainda vais a tempo…

 

Carlos Chavira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021

Eu, animal me confesso…

 

 

O Homem é um animal.

 

Biologia, Zoologia, Anatomia, Deontologia, Bioética, Embriologia, Fisiologia, Genética, Reprodução Animal, sinto quase tudo o que estas Ciências descrevem.

 

Aceito como certo, quase tudo o que aqui nos é transmitido.

 

Os ditos animais não-humanos, tal como a maioria dos animais humanos, têm medo da morte. Lutam pela vida, e sentem a aproximação da morte, tal como os humanos.

 

Só quem nunca conviveu com animais, pode dizer que «o animal naturalmente pela sua natureza, enfraquece, extingue-se, acaba». Eles não ACABAM, tal como nós também não acabamos. Eles são feitos da mesma Natureza. Fazem parte da criação do mesmo Deus.

 

Não acabam, e têm uma alma imortal. Têm um caminho a percorrer, tal como nós.

 

Eu sei. Sou tão animal como eles. E assim como consigo "ver" a alma de um humano a espreitar pela janela dos olhos, de igual modo vejo a alma dos não-humanos a espreitar nuns olhos semelhantes aos meus. Em tudo.

 

 Estejam atentos a essa Natureza. E saberão do que estou a falar.

 

Philip Low.png

 

Sou um animal que possui cinco sentidos comuns a todos os outros animais; mas em mim, o instinto, que também possuo, não está tão desenvolvido como nos meus outros irmãos planetários.

 

Sou uma animal com emoções, sentimentos e estados físicos comuns a todos os outros animais: medo, tristeza, alegria, raiva, afecto, sofrimento, dor, cansaço…

 

Sou um animal com necessidades biológicas ou fisiológicas básicas, comuns a todos os outros animais: comer, beber, respirar, dormir, urinar, defecar, reproduzir, ter segurança, abrigo, viver em grupo…

 

Sou um animal que pode padecer de um conjunto de sinais e sintomas específicos comuns a todos os seres vivos, alterando o estado normal da saúde, que também é comum a todos os animais.

 

O vocábulo “doença” vem do latim “dolentia” que significa “dor, padecimento” e eu, como animal, tal como uma infinidade de outros animais, posso padecer de alergia, asma, cancro (em qualquer órgão), catarata, intoxicação, depressão, diabetes, diarreia, gripe, hepatite, pancreatite, hipertensão, HIV (FIV nos gatos), infecção urinária, leucemia, obesidade, osteoporose, hérnias de disco, epilepsia, traumatismos cranianos, tumores cerebrais, fracturas de coluna, entre outras…

 

Para tratar essas doenças existem a Medicina Humana e a Medicina Veterinária. 

 

E se eu, como animal, sinto dor e padeço com todas essas doenças, logo, todos os outros animais sentirão dor e padecerão também…

 

Sou um animal biologicamente semelhante a todos os outros animais nos mecanismos pelos quais nos mantemos vivos, com órgãos e sistemas que desempenham funções vitais: cérebro, coração, pulmão, estômago, fígado, pâncreas, bexiga, rins, intestinos e pele; e os sistemas cardiovascular, digestivo, endócrino, genital, imunitário, muscular, nervoso, respiratório, urinário sensorial, tegumentar…

 

Sou um animal que partilho sequências do meu ADN não só com os meus parentes mais chegados, os símios, mas também com porcos, cães, gatos, bovinos, ratos, e até mesmo com recifes de coral e galinhas.

 

Os meus amigos e companheiros mais recentes, que criei e cuidei com o desvelo com que criei e cuidei dos meus filhos:

 

O meu Ratolinha (ratinho branco de cauda comprida) nasceu, cresceu, e morreu com insuficiência respiratória.

A minha gatinha Mindinha nasceu, cresceu, e morreu intoxicada pelo pólen de uma flor belíssima: a açucena.

A minha cadelinha Josefina nasceu, cresceu, e morreu com problemas degenerativos do foro neurológico.

A minha gatinha Francisquinha nasceu, cresceu e morreu com FIV (sida dos felinos).

A minha gatinha Nany nasceu, cresceu, e morreu de cancro da mama.

A minha gatinha Zézinha nasceu, cresceu e morreu com problemas cardíacos.

O meu cãozinho Platão nasceu, cresceu, e morreu com falência dos órgãos vitais devido a idade avançada. Era cego.

O meu gatinho Napoleão nasceu, viveu, e morreu de complicações derivadas da Diabetes.

 

Sou um animal que nasceu, cresceu e morrerá como todas as coisas, como todos os seres viventes, como todos os restantes animais, certamente com uma qualquer doença das que afectaram os meus amiguinhos patudinhos.

 

Que motivos terei para não os considerar animais como eu?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2021

As palavras que Deus nunca diria…

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2009

 

MINDINHA.jpg

A minha Mindinha - A gatinha mais sensível e meiga, de todas as gatinhas que já me acompanharam na Vida...

 

 

Se há verdades verdadeiras, uma delas é o meu inquestionável gosto pela leitura. Sem livros eu seria infeliz e vaguearia nas trevas. E porque gosto de ler, regresso quase sempre àqueles livros que em mim deixam cicatrizes na alma.

 

Desta vez reli «Da Imortalidade dos Animais – Uma esperança para as criaturas que sofrem», de Eugen Drewermann, uma edição de 1990, da Editorial Inquérito.

 

Precisava de fortalecer a minha esperança numa humanidade mais justa e mais condizente com a realidade da Vida. Não da insignificante vidinha de cada um. Mas de toda a Vida que nos rodeia: animais – humanos e não humanos – e plantas.

 

Este é um daqueles livros que deveria ser divulgado com grandes parangonas, nos meios de comunicação que habitualmente são utilizados para esmagar os nossos sentidos, com notícias de crueldades atrozes perpetradas contra essa Vida, que deveria ser preservada como um bem precioso e único. E ao contrário disso, é delapidada até ao indizível.

 

 «O que é a Vida?

Se usarmos do saber livresco diremos que Vida é o estado de actividade dos animais e das plantas. Deduzimos então que, no mundo conhecido, apenas os animais e as plantas vivem num estado de actividade desde que nascem. Uma pedra também nasce, e ali fica. Quieta. Não cresce. Morre, se a triturarem e a transformarem em pó. E o pó leva-o o vento. E quem chorará a morte de uma pedra? A galinha? Eu? Talvez outra pedra?!

 

Mas as pedras não choram, porque não vivem. A galinha vive. Eu vivo. Ambas choramos. Logo, a galinha e eu somos seres vivos. Somos animais.

 

Outros animais e plantas povoaram o Planeta muito tempo antes do homem. E cada um cumpriu a sua missão. Harmoniosamente. Animais de todas as espécies. Plantas, desde o miosótis ao mais frondoso plátano. Todos seres muito belos, mais-que-perfeitos. Seres sensíveis.

 

Só depois veio o homem, que encontrou um mundo fervilhando de vida até na mais pequenina fenda, entre os rochedos, à beira-mar.

 

No jardim vivia uma rosa. Viçosa e formosa. A rosa. O homem veio e disse: «Que linda é a rosa. É minha, pois não sou eu o dono do mundo? Vou levá-la comigo». E o homem arrancou a rosa da roseira, e a rosa murchou, e só o homem é que não viu. E continuou a clamar: «Eu sou o dono do mundo»!

 

Auto-intitulou-se um ser “superior”, só porque falava, pensava, fazia coisas com as mãos, que mais nenhum outro ser fazia. E, usando dessa pretensa “superioridade”, principiou então a maltratar os seus companheiros de vida: tortura e mata, por simples prazer, animais, plantas e até outros seres seus semelhantes. Polui as águas dos rios, dos oceanos e das fontes, que costumavam ser límpidas. Destrói as florestas que dão o oxigénio, sem o qual o planeta não respira. E tudo isto o homem vai fazendo em nome da tal “superioridade” e de interesses escusos, “valores” que desvalorizam a existência do próprio homem, e exterminam os animais e as plantas.

 

Durante milhares de anos, o planeta chamado azul foi azul da cor do céu; foi verde da cor dos prados; loiro da cor das searas; vermelho da cor do sol poente; teve todas as cores do arco-íris enquanto não veio o homem. Depois dele, e em nome da sua “superioridade”, o que foi um paraíso durante o reinado dos animais e das plantas, transformou-se em caos.

 

Se o lobo respeita o homem, porque não há-de o homem respeitar o lobo?

Se a árvore respeita o homem, porque não há-de o homem respeitar a árvore? Afinal, somos todos irmãos. Iguais, enquanto resultado do mesmo acto criador. Diferentes no modo como respeitamos a vida». (in Manual de Civilidade, da minha autoria).

 

Por esta altura (de touradas e de circos e de outros espectáculos anormais), eu, que tenho os animais não humanos e as plantas como meus irmãos (somos todos seres da mesma criação) necessito de ir buscar aos sábios, o alento que vive nas palavras que pensam e escrevem.

 

«Da Imortalidade dos Animais» começa com um poema que passo a transcrever:

 

«Vejam os animais, os bois,

as ovelhas, os burros;

acreditem, eles também têm alma,

também são seres humanos,

só que têm pêlo e

não podem falar;

são pessoas de tempos passados,

dai-lhes de comer;

vejam as oliveiras

e as vinhas... antigamente,

também elas eram seres humanos,

mas há muito, muito tempo,

e já não conseguem recordar;

mas o homem recorda

e por isso é humano.»

 

Nikos Kazantzakis

(Prestando contas a el Greco)

 

 

Neste poema, o que mais me enterneceu foi “acreditem, eles também têm alma”. Por fim, encontrei alguém que acredita naquilo que eu, desde criança, sempre acreditei.

 

Nunca tive dúvidas de que os animais têm uma alma como eu. Vivi com eles. Entre eles. Criei-os. Amei-os e fui amada por eles. Certo dia, teria eu uns sete anos, deram-me uma porquinha já desmamada. Adoptei-a como se fosse um cão ou um gato. E a minha relação com essa porquinha foi humaníssima. Era inteligente, brincalhona, limpíssima, e gostava de mim, tanto quanto eu gostava dela. Tinha a sua casinha no quintal, apenas para passar a noite. Uma casinha sem portas. Durante o dia, seguia-me para todo o lado. Há hora da sesta, dormia ao Sol, no tapete do meu quarto. Era da família.

 

Da família, foi também uma cabrinha, branquinha, que me ofereceram, quando a porquinha morreu num acidente, ao atravessar a estrada que dava para o fundo do meu quintal. E tal como a porquinha, a cabrinha também tinha alma e comunicava comigo com os seus “més” amorosos, com os seus olhares, com os seus maneios de cabeça. Tal como a porquinha, seguia-me para todo o lado, e gostava de mim tanto quanto eu gostava dela.

 

Vieram depois os pássaros, que faziam os ninhos nas árvores do meu quintal. Mais tarde, os cães, os gatos, e um ratinho branco, com uma história singular. Andava à solta na casa. Dormia onde queria. Por vezes, no meu travesseiro, e no meu ombro, enquanto eu escrevia. Com ele partilhava a maçã do meu pequeno-almoço. Tinha uns olhos penetrantes e melífluos e deixava os seus esconderijos secretos, quando eu o chamava pelo nome: Ratolinha. E ele lá vinha, a correr para a minha mão, onde se aninhava.

 

De todos os animais com quem já convivi, recebi um afecto imenso. Com eles aprendi grandes lições de vida, de felicidade, e também de profunda angústia, quando o momento final se aproximava.

 

E se os animais não têm alma, então também eu não tenho alma.

Tive uma gatinha, a mais sensível e meiga de todas as gatinhas, a qual, quando pressentiu que ia morrer, despediu-se de mim com um “miau” que ainda hoje me dói na alma (e já lá vão alguns anos).

 

A diferença, entre eles e eu, está apenas no verbo: eu utilizo as palavras para comunicar. Eles não. Contudo, comunicam através dos olhos, e é nos olhos dos animais que as suas almas se acolhem, e nos dizem as coisas mais extraordinárias.

 

Por tudo isto, não posso atribuir a Deus aquelas palavras que a Bíblia diz ter Ele proferido ao criar Adão e Eva: «Crescei e multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a Terra (Gn1, 28)».

 

Crescei e multiplicai-vos e enchei a Terra, talvez!

«Sujeitai-a e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a Terra», são palavras que Deus nunca diria. Fazemos parte da sua criação. Todos nós. Animais, humanos e não-humanos, e as plantas.

 

Apenas o homem seria capaz de pronunciar tais palavras, em nome de Deus, como tantas outras coisas fez e disse, em nome de Deus, apenas por conveniência, enchendo de vergonha a Humanidade.

E quem escreveu a Bíblia foram os homens. Não Deus.

 

Uma das vergonhas, entre as muitas outras vergonhas que desonram a essência humana do homem, é o modo como ele trata os animais, torturando-os, massacrando-os, experimentando-os, em nome da economia e da diversão.

 

Na contracapa «Da Imortalidade dos Animais» pode ler-se:

 

«Como corolário de uma tradição religiosa que superlativou o homem como ser imortal, destinado à salvação e à ressurreição, distinguindo-o de todas as outras criaturas terrenas, a nossa civilização despreza os animais e trata-os com uma crueldade inenarrável em nome da economia, da ciência e do espectáculo. Esta breve, mas profunda reflexão sobre a condição dos seres ditos “irracionais” é simultaneamente um manifesto em defesa dos seus direitos e uma busca dos laços que unem os homens aos animais, resultando numa visão renovada da própria espiritualidade humana».

 

Se há livros que deviam fazer parte de um estudo superior obrigatório, é este, para que os jovens possam desenvolver neles a ideia de que todos os seres animados têm alma, e se têm alma, são imortais, e se são imortais… lá nos haveremos de encontrar, e encontrando-nos, se quisermos alcançar um lugar no paraíso, teremos de prestar contas, e nessas contas, entre muitos outros dizeres, teremos de confessar: «Não maltratei nenhum animal», e os animais terão de dizer: «Não temos nenhuma queixa contra esta pessoa…». Coisas dos antigos. Mas eles sabiam o que diziam.

 

E quem assim falar, será o verdadeiro Homem, aquele a quem Deus sorrirá…

 

 

Para completar esta reflexão, eis algumas mensagens que mentes brilhantes nos deixaram acerca deste tema, todos eles Homens intemporais.

 

Chegará o dia em que todo o homem conhecerá o íntimo de um animal. E nesse dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.

 

(Leonardo da Vinci)

 

Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante!

 

Primeiramente, é a solidariedade com todas as criaturas que torna um homem verdadeiramente humano.

 

(Albert Schwweitzer – estadista, Nobel 1952)

 

A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de carácter e pode ser seguramente afirmado que, quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem.

(Arthur Schopenhauer)

 

A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pela maneira como os seus animais são tratados.

(Mahatma Gandhi)

 

A não-violência leva à mais alta ética, a qual é o objectivo de toda a evolução. Até que paremos de prejudicar todos os outros seres viventes, seremos ainda selvagens.

(Thomas Edison)

 

Para a pessoa cuja mente é liberta, há algo ainda mais intolerável no sofrimento dos animais do que no sofrimento dos humanos. Porque no caso dos humanos, pelo menos admite-se que o sofrimento é algo ruim e que aquele que o causa é um criminoso. Contudo, milhares de animais são desnecessariamente assassinados, todos os dias, sem sombra de remorso. E se alguém protesta contra isso, acaba por ser ridicularizado. E isso, por si só, é um crime imperdoável.

(Romain Rolland – Nobel 1915)

 

E só quem teve o privilégio de partilhar a existência com animais sabe que tudo isto é verdade. Eu sempre o soube, desde criança. Eles são meus iguais, porque criaturas da mesma criação. Sofrem e regozijam-se; sentem fome, frio, sede, dor, tal como eu; e quando a morte chega, olham-nos com um olhar que diz tudo o que as palavras não dizem. Eles partem, mas esperam por nós, para confirmarem: «Não temos nenhuma queixa contra esta pessoa».

E então Deus sorrirá…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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Domingo, 31 de Janeiro de 2021

Este é o paraíso terrestre que o irracional “homo predator” está a destruir a um ritmo assustador…

 

É  urgente uma mudança radical de atitude perante o  Planeta  Terra.

Não nos esqueçamos que a Mãe Natureza é a medida de todas as coisas.

 O "homo predator" é o responsável-mor pela degradação do meio ambiente.

Aprendam a ser racionais como os restantes animais, que connosco partilham a Terra. Eles sabem como a preservar.

Que espécie de "homo" é o homem? 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2020

Quem vem a público dizer que o massacre de 540 animais numa montaria realizada na Quinta da Torre Bela, em Azambuja, nada tem a ver com “caça” está a mentir

 

Os caçadores portugueses, com medo de perderem as regalias que lhes dão, para matar animais indefesos e darem aso a primitivos instintos assassinos, apressaram-se a vir a público repudiar a carnificina de Azambuja, e dizer que aquilo nada tem a ver com a caça.

Matar animais indefesos, nada tem a ver com caça?

Então, vejamos.

 

Veado.png

E pensar que belos veados como este, foram cruelmente chacinados, para satisfazer os instintos assassinos de caçadores! A nossa revolta é infinita!

 

Capture.PNG

Bárbaros espanhóis.jpg

Fonte da imagem: Internet

A barbaridade que vemos nas imagens que têm corrido mundo e que envergonham a HUMANIDADE, não é mais do que o resultado da cobarde actividade da CAÇA. Da caça não faz parte a ÉTICA. Da caça faz parte um VAZIO DE EMPATIA pelos outros seres vivos que connosco partilham o Planeta. Seja caça turística, desportiva ou para encher alheiras, a CAÇA é uma actividade cujos principais ingredientes são a COBARDIA e o sádico prazer de MATAR.

 

E não se pense que esta matança é caso único. Por todo Portugal, as montarias, batidas às raposas e caçadas deste género, são o pão nosso de cada dia, só que ficam no segredo dos demónios, por serem algo antinatural, anti-humano, antitudo o que diz respeito aos valores éticos da nova humanidade.

 

A era da caça ficou lá muito para trás. O Homo Sapiens Sapiens não tem mais necessidade de caçar para se alimentar. A caça, hoje, serve apenas para gozo de criaturas que não pertencem propriamente à espécie humana, mas a uma variante da espécie humana que ainda não evoluiu.

 

Desta vez, sem o menor pejo, vieram vangloriar-se desta monstruosa matança, nas redes sociais, demonstrando bem aquilo que são: simplesmente uns bárbaros.

 

Deixo-vos um parecer científico sobre a caça, pelo Dr. Vasco Reis, único Médico-Veterinário que dá a cara pela defesa dos animais

 

«Caçar é assustar, ferir, provocar sofrimento e matar»

 

No entanto, há quem chame desporto a esta actividade, que pode provocar paixão e ser elogiada pelos adeptos. Envolve muitas verbas.

 

Pois, se há gosto no contacto com a natureza e no exercício físico, isso deve acontecer sem a arma a tiracolo ou apontada, aumentando muito a concentração para a desfrutar.

 

Para muita gente, os animais vivos são bem mais belos e interessantes do que mortos e ensanguentados.

 

Pode disparar-se também, mas com máquinas fotográficas ou de filmar e assim conseguirem-se, de modo pacífico, belos troféus em imagens.

 

O tiro ao alvo (mas não aos pombos) é uma boa alternativa para treino da pontaria, para fazer o gosto ao dedo, para proporcionar convívio.

 

Hoje em dia, a caça em Portugal mal se justifica até para servir as pessoas que se alimentam de carne pois, em geral, para se obter o mesmo valor nutritivo é preciso abaterem-se muitos mais animais dentre as espécies cinegéticas do que animais das espécies domesticadas, criadas e com o destino imposto pelo consumo para servirem de alimento.

 

Poupar-se-iam, portanto, muito mais vidas no caso de opção por esta possibilidade. Aliás, o consumo de carne é absolutamente dispensável e nem é dos alimentos mais saudáveis. A experiência dos vegetarianos e dos veganos demonstra isso mesmo, enquanto poupa o sacrifício de animais, protege o ambiente, serve a economia, é eticamente louvável.

 

A caça provoca enorme susto aos animais, sejam eles alvejados ou não. Mesmo se a morte for rápida, trata-se sempre de um impacto violentíssimo.

 

Se o animal ficar ferido, sem morte rápida, ficará em terrível sofrimento.

 

Espécies cinegéticas estão a ser criadas para serem lançadas perante os canos de caçadores, sofrendo estes animais os mesmos terríveis choques.

 

O sofrimento está presente durante a criação em recintos fechados e apertados.

 

Cartuchos e restos de projécteis espalhados pela natureza são prejudiciais, provocando poluição física e visual.

 

Em parques naturais de Portugal é permitida a caça. Impõe-se, por isso, a pergunta:

 

Mas que parques naturais são estes, que não protegem a sua fauna e a tranquilidade ambiental?

 

A caça contribui para a diminuição ou quase extinção e até mesmo extinção dos animais das espécies designadas por cinegéticas.

 

Acontecem acidentes que vitimam pessoas.

 

Muitos cães de caça estão sujeitos a condições deficientes de tratamento e de manutenção. Alimentação, espaço, protecção contra intempéries, contenção, desparasitação, etc. muitas vezes não permitem uma razoável qualidade de vida para estes animais.

 

Num acto de profunda crueldade, muitos cães de caça são abandonados, porque não satisfazem o caçador. Outros são abatidos com maior ou menor sofrimento.

 

Em Portugal existem milhares de caçadores, no meio de cerca de 10 milhões de portugueses. Dentre estes últimos, a maior parte não tem simpatia pela actividade, muitos sentem-se por ela incomodados e reprovam-na, mas pouco se manifestam.

 

Legislação relativamente recente reconhece o direito à não-caça em terrenos de quem o requerer.

 

A caça incomoda pelo ruído, pela perturbação do ambiente, pelo perigo e, também muito, pela angústia e revolta que provoca a quem está consciente do dizimar e do sofrimento que provoca em animais sencientes, dotados de sistema nervoso comparável ao dos caçadores e não caçadores.»

 

Fonte:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/280973.html


***

 Por tudo o que aqui ficou exposto, é urgente actuar em duas frentes:

 

incriminar todos os envolvidos nesta matança;

acabar com esta actividade, que mexe com muito dinheiro, mas o dinheiro não é tudo. A VIDA é que é tudo, para nós, animais humanos, e para os outros, animais não-humanos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2020

«Seremos mesmo humanos ou seremos apenas pessoas?»

 

Lisbon Animal Save

«Seremos mesmo humanos ou seremos apenas pessoas?

Demonstrar humanidade na relação que temos com os animais requer bondade e compaixão. Explorar, escravizar, torturar e assassinar seres sencientes indefesos não são atitudes humanas.

Quando conseguimos respeitar os animais, a sua maternidade e o seu direito à vida, colocamos à vista toda a nossa humanidade, toda a nossa empatia e deixamos finalmente de ser apenas pessoas.»

 

Lisbon Animal Save.jpg

Fonte: https://www.facebook.com/lisbonanimalsave/posts/2602181523425336

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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