Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020

Uma reflexão em tempo de Pandemia: «Estávamos tão bem nas nossas vidas e agora cai-nos isto em cima! Surpresa ou distracção?»

 

O texto, mais abaixo reproduzido, foi-me enviado, via e-mail por Pedro Belo.

O vídeo, está no Facebook.

 

Ambos reflectem um mesmo problema, em tempos diferentes.

Pandemias sempre as houve, no decurso da História da Humanidade, o problema está na irracionalidade do homem, que não lhe permite aprender com os erros cometidos noutras épocas.

 

A História da Humanidade está cheia destas histórias, mas o homem, que se diz racional, nada aprende com elas. E os episódios repetem-se ad nauseam, desde os tempos mais remotos.

Querem o exemplo maior? Uma inconcebível II Grande Guerra Mundial (1 de Setembro de 1939 - 2 de Setembro de 1945), depois de uma inimaginável I Grande Guerra Mundial, (28 de Julho de 1914 - 11 de Novembro de 1918), apenas num espaço de 21 anos. Vinte e um anos!

 

E, pelo que vemos, o homem continuará a não aprender nada com a Covid-19. E teremos mais do mesmo, para pior, num futuro que podemos antever próximo   porque vivemos num tempo, em que já nos resta pouco tempo para reverter os estragos que o homem, que se diz racional, provocou na casa comum a todas as espécies: o Planeta Terra.

 

Isabel A. Ferreira

 

Pneumónica VS. Covid-19.png

A “pneumónica” matou 50 milhões de pessoas no Mundo. Na imagem de cima, voluntárias australianas em Brisbane. Em baixo, máscaras mais coloridas, tentam evitar a propagação da Covid-19, que já matou cerca de 1,5 milhões de pessoas em todo o Mundo.

 

 ***

 

«Um salmo de David diz: «Nas margens dos rios da Babilónia, Aí nos sentámos, Aí chorámos, Ao recordarmos Sião.»

 

Hoje em pandemia, as pessoas dizem: «Estávamos tão bem nas nossas vidas e agora cai-nos isto em cima!!» 

 

Surpresa ou Distracção?

 

Esta Pandemia tão grave esteve muito tempo em gestação.  Os epidemiologistas há muito que advertem para o surgimento inevitável deuma pandemia e os ambientalistas tinham-nos dito que, quanto mais a actividade humana perturbar o equilíbrio dos sistemas naturais, mais provável será o surgimento de novos agentes patogénicos: cortar florestas ou penetrar em ecossistemas não perturbados anteriormente, por exemplo, muitas vezes para expandir terras agrícolas, expulsa patogénicos que estavam retidos no meio selvagem.

 

A perda de biodiversidade e de habitats espalha doenças entre os animais selvagens. Entretanto, a intensificação da criação de gado e a caça e comércio crescentes de animais selvagens estão a misturar animais como nunca antes, enquanto a agricultura industrial, significando animais mantidos em condições de sobrelotação e de stress, tem baixado as respostas imunitárias.

 

Um grupo de cientistas, escrevendo na revista The Lancet, em 2015, concluiu que as alterações profundas nos sistemas naturais da Terra constituíam uma crescente ameaça à saúde humana, nomeadamente, o surgimento de novas doenças, a par com as alterações climáticas, como uma dessas ameaças.

 

Antes já tinha havido outras 'surpresas' nos últimos dez anos: a SARS e a MERS.

 

Portanto, os poucos que estavam atentos sabiam que isto estava para vir e que, de facto, somos nós que o provocamos, fazendo-o recair sobre nós mesmos.

 

Os ''distraídos'' agora apanhados nesta pandemia pensam que, apesar das indicações claras quanto aos limites ecológicos, podíamos continuar a desfrutar dos frutos do progresso tecnológico e da riqueza sempre crescente, sem que houvesse consequências.

 

Pensam que, com estímulos económicos bem dirigidos e uma busca concertada por uma vacina, iríamos ultrapassar este problema passageiro e que a vida iria recomeçar mais ou menos como era antes. Bem, isso ainda poderá acontecer, mas talvez não aconteça.  E, tal como aqueles que choravam nas margens dos regatos da Babilónia, se não acontecer, não conseguimos, realmente, começar a imaginar o que isso irá, de facto, significar.

 

Então, como é que vivemos nestes tempos, no meio da crise, onde ainda não temos a perspectiva da sua magnitude, da sua duração ou do seu impacto derradeiro?

 

Todos vivemos com um sentido elevado de provisoriedade, o que alguém, recentemente, me descrevia como a exaustão da incerteza.

 

Como é que será o mundo depois disto? Que tipo de recuperação é possível, incluindo para o mundo natural? O que é que podemos esperar e ter expectativa para já?

 

A crise Espiritual da humanidade agrava tudo isto, pois todos estavam apegados - obcecados- presos nas manhas do consumismo/ilusões/fantasias mundanas e nem havia tempo sequer para parar e pensar que somos criados e não nos criámos a nós mesmos... que somos filhos de Alguém .... que temos de estar agradecidos e atentos à nossa Luz interior que nos liga ao Espirito Criativo do Universo e nos equilibra e prepara para receber sejam boas ou más notícias - acontecimentos.

 

É urgente parar para equilibrar, sem estarmos ansiosos a preocupar-nos, a queixar-nos dentro da nossa cabeça, mas em vez disso, a criar espaço, cada dia ou cada semana, para prestar atenção ao que estamos a sentir, ao que é duro, àquilo de que sentimos falta e ao modo como isso nos está a afectar.

 

Nessa paragem sentir que sim, é verdade, fomos surpreendidos, apetece-nos chorar esta situação, tudo bem, choremos e sintamos isso por dentro.

 

Isso abre um espaço dentro de nós, ao nosso redor, abre um espaço para a meditação, para deixarmos ir os nossos pensamentos, as nossas ansiedades, para nos entregarmos a nós mesmos à quietude e ao silêncio, estando simplesmente presentes e disponíveis.»

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2020

«Ainda estamos a tempo de salvar o Planeta»

 

«Temos abusado do Planeta Terra e dos seus recursos, forçando a resiliência da Natureza. Porém, se actuarmos já, poderemos atenuar a crise das alterações climáticas.

 

És capaz de te unir aos milhões de pessoas como nós, que mudámos o nosso consumo e estilo de vida para respeitar o Planeta e os animais? » 💪

 #NoHayPlanetaB

#Não há PlanetaB

PACMA.jpg

PACMA - Partido Animalista

Fonte:

https://www.facebook.com/PartidoAnimalista.PACMA/videos/185015019272741/?notif_id=1580906379256098&notif_t=notify_me_page

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:59

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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019

Numa carta aberta, 11 mil cientistas alertam o Mundo para o sofrimento humano incalculável, se não se tomarem medidas urgentes quanto à crise climática que está a matar o Planeta

 

Ontem, dia 5 de Novembro, no dia em que se assinalaram os 40 anos da primeira Conferência Mundial do Clima, em Genebra, em 1979, mais de onze mil cientistas de 153 países juntaram-se para, numa carta aberta publicada na revista “BioScience”, alertar o mundo para o sofrimento incalculável que as alterações climáticas irão provocar, a menos que haja grandes transformações nas sociedades.

 

Como é possível que os que detém o Poder com a visível indiferença que esta questão lhes merece, não tenham consciência do mal que farão à própria descendência, já nem me refiro à descendência dos restantes habitantes do Planeta, nem à restante fauna e à flora?  

 

E andam eles por aí muito preocupados em encher os bolsos, como se o vil metal servisse para alguma coisa num Planeta sem água, sem alimentos, sem ar puro, sem florestas, sem abelhas, sem fauna, sem flora! Num Planeta inviável, morto.

 

Apesar de alguma coisa estar a ser feita, não é o suficiente, e os governos assobiam para o lado, como se não viessem a ser atingidos pela mesma desgraça que atingirá todo o Planeta, se as medidas necessárias não forem implementadas.

 

Concordo com o meu amigo António Sérgio Marquesquando diz que «do alto das suas torres de marfim, desdenham da ciência, prestam vassalagem ao lobby do carbono fóssil que lhes dita as políticas, e cospem nos restantes mortais, incluindo nos filhos e netos, que certamente desprezam. Trogloditas!»  

 

Clima.png

 

Esta carta aberta aos “poderosos” do mundo, inclui indicadores que os investigadores descrevem como "sinais vitais" relacionados com essa mudança e as áreas que requerem acção global imediata.

 

Alguns desses indicadores da actividade humana são positivos, como a crescente inclusão de fontes de energia renováveis, mas a maioria dos indicadores mostra uma imagem sombria, incluindo a crescente população de animais para consumo humano, perda de florestas e emissões de dióxido de carbono.

 

«Declaramos clara e inequivocamente que o planeta Terra está a enfrentar uma emergência climática (…) e para garantirmos um futuro sustentável, precisamos de mudar a forma como vivemos. Isso implica grandes transformações no modo como a sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais (…) A crise climática já chegou e está a acelerar mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. É mais grave do que se pensava e está a ameaçar ecossistemas naturais e o destino da humanidade (…) Estas reacções climáticas em cadeia podem causar perturbações significativas nos ecossistemas, sociedade e economias, potencialmente tornando vastas áreas da Terra inabitáveis”, asseveraram os cientistas, alertando que não há tempo a perder.

 

O que os cientistas aconselham que se faça? 

 

- Controlo do crescimento da população mundial – actualmente há mais 200 mil pessoas no mundo a cada dia que passa. A população humana deve manter-se estável.

- Reduzir a utilização de combustíveis fósseis através da aplicação de taxas e substituindo-a por energias renováveis.

- Terminar com a destruição de florestas e diminuir o consumo de carne.

- Reduzir as viagens aéreas.

- Reforma do sector de energia.

- Redução de poluentes de curto prazo.

- Restauração de ecossistemas.

- Optimização do sistema alimentar.

- Estabelecimento de uma economia livre de dióxido de carbono.  

 

Dizem os cientistas que outra das actividades humanas com “sinais profundamente perturbadores” no que respeita ao clima, é a actividade aérea, com o número de passageiros a aumentar significativamente. A crise climática está ligada ao excessivo consumo de um estilo de vida rico, dizem os cientistas.

 

E dizem mais: «a boa notícia é que uma mudança transformadora, com justiça social económica para todos, levará a um bem-estar humano muito superior àquele que sentimos actualmente».

Quem está disposto a mudar do estilo de vida esbanjador para o estilo de vida onde apenas o essencial é importante?

 
O professor William Ripple, principal autor desta carta, salientou ter sentido a necessidade de transmitir esta mensagem para que o mundo entenda todas as causas e efeitos desta crise, e não apenas os problemas mais abordados: as emissões de carbono e o aumento da temperatura global.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

QUANDO OS FAMOSOS PROTESTAM NAS RUAS

 

São causas nas quais acreditam e que se dispõem, por serem figuras públicas e influentes, a dar a cara. Não se limitam a dizer que apoiam. Protestos que acontecem aos olhos de todos, ao lado de quem precisa e, às vezes, até com consequências.

 

FAMOSOS NA RUA.jpg

Foto © Eduardo Munoz / Reuters

Leonardo DiCaprio num protesto contra as alterações climáticas, em New York, 21 de Setembro de 2014.

 

Se as figuras públicas portuguesas se empenhassem mais publicamente naquilo que dizem acreditar ou apoiar, e saíssem às ruas dando a cara por causas justas, não se limitando a dizer entre portas que são contra isto ou aquilo ou apoiam isto ou aquilo, e tivessem a coragem de arcar com as consequências desse gesto, as barbaridades que em Portugal se cometem em nome de coisa nenhuma que valha a pena, pura e simplesmente deixariam de existir.

 

Mas para tal é necessário uma coragem que a maioria dessas figuras públicas não tem, pois receia perder cargos, prestígio e privilégios.

 

Quem abraça uma causa, sem medo e inteiramente, abraça a Humanidade.

 

E isso é o que conta. Ou é o que devia contar.

 

(Abrir o link, e clicar na imagem para verem os muitos famosos que saem à rua, para lutarem por aquilo em que acreditam)

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-12-04-Quando-os-famosos-protestam-nas-ruas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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