Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

CORTA-SE NO ENSINO ARTÍSTICO E DÁ-SE PARA O ENSINO DE TOUREIO A CRIANÇAS

 

HJFCAZEO ENSINO ARTÍSTICO.jpg

 (Foto de Arquivo - créditos: LUSA )

 

Hoje, dezenas de professores e alunos concentraram-se frente ao Ministério da Educação, numa manifestação contra os cortes no ensino artístico.

 

Luísa Marcelino, professora de contrabaixo em várias escolas de música e uma das organizadoras desta manifestação, salientou que «O objectivo (do governo) é acabar com o ensino artístico para as massas e ficar apenas para as elites», prevendo que as escolas privadas do ensino artístico especializado percam este ano lectivo 7.000 alunos e que muitas não conseguirão resistir aos cortes nas verbas.

 

Decidiu-se realizar este protesto depois de as escolas de ensino artístico especializado terem tido conhecimento dos valores que iriam receber do Ministério da Educação e Ciência para garantir a oferta de ensino da música e da dança aos alunos das escolas públicas, apesar de Nuno Crato garantir que as verbas atribuídas serão semelhantes às do ano passado (55 milhões de euros).

 

Contudo, os directores das escolas falam em cortes substanciais e já começaram a avisar vários encarregados de educação de que os seus filhos iriam ser retirados das turmas em que estavam inscritos, e de acordo com um levantamento feito pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) junto de 30% das escolas, há menos 2.519 alunos apoiados em relação ao ano passado.

 

Fonte

http://lifestyle.sapo.pt/familia/noticias-familia/artigos/dezenas-de-professores-e-alunos-concentrados-em-protesto-contra-cortes-no-ensino-artistico

 

No entanto…

 

                                                   

… EXISTEM “ESCOLAS” DE TOUREIO FINANCIADAS COM OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES

 

Portugal tem 12 “escolas” onde crianças aprendem a tourear, nalguns casos também a matar touros, segundo um relatório da organização Franz Weber, que motivou uma recomendação da ONU para que se protejam os menores da violência das touradas.

 

Embora estas “escolas” não sejam reconhecidas pelo Estado português (seria demasiado atrevimento), não havendo qualquer legislação que regule a sua actividade, o facto é que elas existem e são financiadas com os nossos impostos, despendidos maioritariamente pelas autarquias onde estão inseridas, apesar das graves carências sociais que por aí grassam.

 

Essas "escolas" (leia-se antros de violência e tortura onde se dão aulas práticas e teóricas a crianças, com gado vivo... e onde se aprende a espetar bandarilhas nos animais e a matá-los) são:

 

A “academia” de toureio do campo pequeno; “escola” de toureio José Falcão (Vila Franca de Xira); “escola” de toureio da Golegã; “escola” de toureio de Palmela; “escola” de toureio de Almeirim; “escola” de toureio de Coruche; “escola” de toureio da Moita; “escola” de toureio Joaquim Gonçalves (Santarém): “escola” de toureio de Alter do Chão; “escola” de toureio da Azambuja.

 

Para disfarçar e tornar viáveis estes antros, as principais “escolas” de toureio estão registadas como “associações culturais”.

 

Ler mais sobre “escolas” de toureio neste link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/e-urgente-encerrar-todas-as-escolas-de-397446

 

JUANITO.jpg

 “ El Juanito” um matador de Touros fabricado na “escola” de toureio de Alter do Chão (Portalegre). Hoje terá 16 anos de idade, mas apresentou-se pela primeira vez na arena de tortura de Monforte com apenas 4 anos de idade. Aos 14 anos MATOU o seu primeiro Touro (ou seja, um Bezerro).

 

Para fabricar matadores de seres vivos, com o vil objectivo de divertir sádicos, existe dinheiro. Para formar bons músicos é o que se vê!

 

Isto diz tudo da política cultural de governantes que, por motivos nada nobres, valorizam a cultura da violência e da crueldade, e desprezam a Cultura Culta.

 

Origem da foto:

http://diariotaurino.blogspot.pt/2011/12/el-juanito-na-escola-de-toureio-de-vila.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2015

FALTAM VERBAS PARA APOIAR ESCOLAS DE ENSINO ESPECIAL, MAS PARA OS DOZE ANTROS DE TOUREIO OS APOIOS NÃO FALTAM

 

Isto é imoral, é inversão de valores, é privilegiar a violência e a crueldade, é marginalizar crianças inocentes, é capar o futuro.

 

ENSINO ESPECIAL.jpg

(Origem da foto: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/colegios-de-ensino-especial-reabrem-sem-dinheiro-1681250

 

É inadmissível que num Estado que se diz de Direito se pratique uma política tão distorcida, tão prejudicial à camada mais frágil da sociedade, ou seja, às crianças dependentes dos adultos para progredirem moralmente e intelectualmente, tanto as que necessitam de um ensino especializado, para poderem viver com dignidade e serem integradas na comunidade, como é de seu direito, como as que são forçadas a entrar numa arena para aprenderem a ser algozes e assassinas de seres vivos para mera diversão de alienados.

 

Que governantes e dirigentes são estes que, deste modo vil, violam a Constituição da República Portuguesa e os mais elementares Direitos das Crianças e permitem que a umas falte o ensino de que necessitam, e a outras lhes incutam sementes de violência e crueldade para que no futuro próximo (já livre da praga da tauromaquia), sejam marginalizadas por continuarem ligadas a um passado sangrento e vergonhoso, que não fará parte desse futuro?

 

O que pretenderão os actuais governantes e dirigentes portugueses com esta postura obscura que não pugna pela evolução da sociedade, muito pelo contrário, enterra-a num passado que o 25 de Abril não conseguiu destruir, porque não foram cortadas pela raiz as ervas daninhas que, durante anos a fio, impediram o crescimento das árvores do conhecimento e da liberdade, que são a base da evolução de um povo?

 

Essas ervas daninhas continuam por aí, infiltradas em partidos políticos com assento na Assembleia da República, lugar onde não se pratica uma Política de Estado, mas uma potiliquice de partidos vendidos a lobbies.

 

E eis-nos chegados a 2015 ainda com cenas do calibre desta que vemos na imagem: uma criança que frequenta o Clube Taurino de Alter do Chão, integrado no Agrupamento de Escolas daquele concelho alentejano, o qual é uma estrutura de “ensino” estatal (não é insólito?), onde cerca de 50 menores, alguns deles com 4/5 anos aprendem as disciplinas da violência, da crueldade, da tortura, da insensibilidade, da desumanidade praticadas contra um bovino bebé, indefeso, inocente e inofensivo, quase tanto como os seus pequenos algozes, a quem não é perguntado se querem ou não querem aquela vida de malfeitores.

 

CRIANÇA DE ALTER DO CHÃO.jpg

Criança de Alter do Chão aprende como maltratar um bovino bebé

(Origem da foto: http://diariotaurino.blogspot.pt/2011/07/alter-do-chao-parrita-ja-e-professor.html

 

Numa época em que por todo o mundo milhares de pessoas contestam esta forma cruel e primitiva de divertir uma minoria ridícula e inculta, e muitas cidades estão a rejeitar este costume bárbaro que envergonha a modernidade, os governantes e dirigentes portugueses teimam em continuar a fomentar e a apoiar antros de tortura de bovinos bebés e a formar monstrinhos para os lançar num futuro sem futuro.

 

E para que se tenha uma ideia de quão ridícula e perniciosa é esta politiquice de apoio a antros de toureio, deixo aqui alguns dos que eles chamam “objectivos” para “moldar a personalidade” de crianças que nada sabem da vida e nunca virão a saber se as condenarem a esta violência e obscuridade, praticados (por exemplo) na Escola de Toureio de Alter do Chão (com dinheiros públicos):

 

- Fazem colóquios e visitas a ganadarias e coudelarias (onde lhes falam de ética e de como devemos respeitar os touros e os cavalos, que também são animais, tanto quanto (agora por lei) devemos respeitar os animais cães e gatos?)

 

- Formar bons aficionados, fomentar o espírito de grupo e o contacto directo com a realidade tauromáquica (onde lhes falam de ser bom aficionado da empatia para com todos os seres vivos? Do espírito de grupo para construírem um futuro onde a violência e a crueldade não têm lugar? Contacto directo com a tortura, o sangue, a dor, o sofrimento dos bovinos nas arenas para divertir sádicos, algo que devem rejeitar veementemente se querem ser gente?)

 

- (Esta é a mais caricata) Melhorar a formação intelectual e social dos jovens, fomentar o espírito de partilha e prestigiar a escola e a comunidade de Alter do Chão (formação intelectual com a leitura de bons livros de Ciências Sociais, História, Literatura, Filosofia, Política? Melhorar a formação social levando as crianças a teatros, ou a visitar museus, exposições de arte? Partilhar conhecimentos e saberes sobre os mais básicos direitos dos Homens, das Crianças e dos Animais? Prestigiar a Escola de Alter do Chão, colocando-a ao nível do Colégio Luso-Francês do Porto, por exemplo?)

 

- Reunião semanal para analisar as notícias taurinas que marcaram os últimos dias e, nesses encontros, são projectadas novas iniciativas a desenvolver em prol da tauromaquia (falar-lhes-ão dos fracassos da tourada, da falta de público, da abolição dessa tragédia bovina em muitas cidades, e dos estropiamentos e das mortes dos toureiros nas arenas? Projectam iniciativas para incutir nas crianças a empatia pelos seres vivos que sofrem como elas, quando são feridas nas suas próprias carnes?)

 

- Um dos momentos altos da vida do clube taurino é a recepção a toureiros na escola (dirão às crianças que os toureiros ou os forcados não passam de cobardes que atacam e torturam animais indefesos para exibirem uma virilidade que não têm? Levarão á escola escritores ou poetas para lhes falarem de palavras benévolas e da poesia das flores?)

 

Francamente!

 

Que futuro pretenderão os governantes e dirigentes portugueses para as crianças portuguesas mais desprotegidas: as portadoras de deficiências e as que são obrigadas a frequentar antros de violência, crueldade e tortura?

Seria pedir muito que respondessem a esta pergunta tão simples?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:51

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

QUANDO A MOITA E ALTER DO CHÃO SE UNEM PARA INTERCAMBIAREM INCULTURA E SELVAJARIA TAUROMÁQUICA…

 

Com o apoio do Estado Português

 

Eu tenho por hábito usar as palavras no seu significado mais puro, para definir determinadas situações. E não vou atrás do cientismo baseado em conclusões demasiado “masculinas” que não me dizem nada.

 

É que existe um modo de pensar masculino, e um modo de pensar feminino. E também sou da “escola” de que a intuição é o melhor caminho para o conhecimento.

 

Na Natureza não há “predadores” a não ser o animal humano,  apesar de andar sempre a ouvir falar em animais “predadores” e até “assassinos”. Fico irritada quando ouço uma coisa dessas. Baleias assassinas? Quando na Natureza a única criatura com competência para assassinar não só os da sua espécie como os das outras espécies é unicamente o animal humano predador?

 

Os animais não humanos seguem apenas os seus instintos de sobrevivência, sofrem (e muito) com a adversidade planetária, e com o mal que o animal humano predador lhes causa.

 

Claro que se comem vivos uns aos outros, o que não significa que sejam cruéis e assassinos e bárbaros. Não têm outra opção. Ou têm?

 

A minha posição é a de alguém que vê as coisas não pelo prisma do homem mas pelo prisma da Natureza tal como ela é. Apenas isso.

 

A tourada não é um “acto de predação”. Além de uma diversão macabra (que faz lembrar os tempos medievais, quando as pessoas gostavam de se atolar no sangue dos inocentes, e até épocas mais antigas, em que as mentalidades eram primitivas e perversas) a tourada é um acto praticado por predadores, torturadores e profissionais da morte.

 

Não concordo com o termo científico “predação” para designar a caça não desportiva e muito menos a alimentação, e ainda muito menos aceito a designação de organismos “inferiores” (os não humanos) e “superiores” (os ditos humanos). Isto é ideia masculina. A designação certa será “mais indefesos” (para os não humanos) e “mais cruéis” (para os ditos humanos) porque o significado de “inferior” não é “fraco”.

 

Para finalizar, gostaria de referir que, ainda enquanto estudante de História, nunca aceitei TUDO o que os professores, os cientistas, os mestres, os investigadores, me impingiam. Quando não concordava com alguma teoria eu contestava-a apresentando uma outra, baseada naquela intuição que leva ao conhecimento (que muitos estudiosos seguem, e acredito mais nestes, por serem mais autênticos). E por que não?

 

Nem sempre a Ciência está certa. Muitas teorias que se davam como certas no tempo em que eu estudava, hoje estão postas de parte. As que permanecem são as oriundas da intuição, quase sempre infalível, dos espíritos esclarecidos.

 

Explicar esta intuição que leva à sabedoria, daria um belo tratado.

 

Isto para dizer que dois municípios portugueses (Moita e Alter do Chão), que deviam pugnar pelo desenvolvimento moral, social e cultural do povo, oferece-lhes o que de mais baixo existe à face da Terra: tortura de seres vivos, completamente indefesos (até os cornos lhes cortam a sangue frio) para se divertirem como parvos.

 

E tudo isto com a cumplicidade do Estado Português.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:10

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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

DIZ QUE A "GALA" DA TAUROMAQUIA "ENCHEU" CINE-TEATRO DE ALTER DO CHÃO

 

FOI A OSTENTAÇÃO DA MEDIOCRIDADE E DA INCIVILIDADE, A QUE CHAMAM “GALA”, QUE CONTOU COM A PRESENÇA DE APROXIMADAMENTE 250 PESSOAS (DIZEM, MAS NÃO MOSTRAM) NUM UNIVERSO DE CERCA DE TRÊS MIL E TAL HABITANTES

 

 

(origem da foto)

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=646973175362235&set=gm.770109086350554&type=1&theater

 

Em Alter do Chão, o Clube Taurino do Agrupamento de Escolas (instituição pública afecta ao Ministério da Educação) realizou uma “gala” tauromáquica, que, como não podia deixar de ser, contou com a presença de aficionados terceirenses, muito convictos da “solenidade” de tão “relevante evento social”, que mereceu até um apontamento num jornal local.

 

Tendo em conta que a tauromaquia é uma prática violenta, vincada pela crueldade, pela tortura, pelo apreço à carnificina sobre seres vivos, esta “gala” que teve, com certeza, o apoio de entidades oficiais (locais e não só), caracterizou-se pela ostentação da mediocridade e da incivilidade, intrínsecas a esta prática, já praticamente morta.

 

Acrescente-se que Alter do Chão, tem uma população residente envelhecida, caracterizada quanto à instrução, pelas baixas qualificações, na medida em que a maioria dessa população possui apenas o 1º ciclo do ensino básico, registando-se no concelho uma taxa de analfabetismo de 19, 8%.

 

Num tempo em que o mundo tenta encontrar um caminho para a harmonia entre todo os seres vivos, em Alter do Chão, uma terrinha das mais atrasadas de Portugal, fazem-se “galas” para enaltecer algo que envergonha o ser humano, desprestigia o concelho e desrespeita a Vida.

 

Pior do que isto é esta ostentação da mediocridade e incivilidade ter sido organizada por uma instituição escolar afecta ao Estado Português.

 

Senhor Ministro Nuno Crato, onde está a coerência da política de V. Exa. para a Educação de crianças e jovens portugueses, quando mantém activa uma escola de toureio, onde são violadas várias normas consignadas na Constituição da República Portuguesa?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:46

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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

QUANDO AS TOURADAS FOREM UM MITO URBANO

 

Um excelente texto, ainda actual, muito bem concebido e politicamente correcto

Aficionados, aprendam alguma coisinha… Vá!

 

 

 

 

Por JOÃO PEDRO SANTOS

  

As touradas nunca deveriam ter sido criadas, nunca deveriam ter sido mantidas, mas definitivamente devem ter um final ruinoso em Portugal.

 

No dia 08 de Maio, vai ser recebido pelo Primeiro-Ministro o autor do movimento em defesa da abolição das touradas que venceu o concurso promovido pelo website do Governo, no âmbito da iniciativa 'O Meu Movimento' que pressupunha a criação de um movimento cívico por uma Causa, no portal do Governo, com a respetiva angariação de apoiantes através das redes sociais.

 

Trata-se de mais um marco inequívoco da luta contra o mal-estar público que ainda se vive na sociedade portuguesa que coexiste com um espetáculo de gozo lúdico, em prejuízo de touros e cavalos, obrigados a participar numa cultura sanguinária e vil, que teima ainda em marcar lugar entre nós.

 

Quando se fala em mitos urbanos, associamos a histórias macabras de terror doentio que nos abalam a certeza e nos aceleram a pulsação. Assim será um dia com as touradas, quando ouvirmos falar destes crimes de sangue e sofrimento, pois não se compreende outro modo de aceitar e conviver com uma prática tão bárbara e desestruturante da sanidade mental humana.

 

Quando leio que localidades como Pombal e Alter do Chão, entre outras, estabelecem as touradas como Património Cultural Imaterial nestes Concelhos, algo vai mal no humanismo destes autarcas.

 

Quando descubro que a pega de touros, aspira a tornar-se Património Cultural Imaterial da Humanidade, sob o aval da UNESCO, algo turvou a mente dos nossos autarcas que deveriam estimular a promoção de valores elevados e tradições positivas que dignifiquem Portugal e os Portugueses e não a vanglória a práticas violentas de antropocentrismo cínico e frustrado.

 

Compreendo que estas medidas são mais uma tentativa de blindar a legitimidade das touradas por decretos-lei e património cultural, mas denuncia acima de tudo o receio doentio de olhar a realidade de nojo e vergonha no qual as touradas cobrem todos os portugueses.

 

As touradas nunca deveriam ter sido criadas, nunca deveriam ter sido mantidas, mas definitivamente devem ter um final ruinoso em Portugal.

 

Acredito que é inevitável reconhecer a fraqueza que as touradas representam para qualquer povo que vai ter de reconhecer um dia, que errou profundamente durante centenas de anos em manter uma tradição que nos rebaixa e vexa sobremaneira. Também sei que o acesso crescente a mais informação e a mais estudos científicos permitirão a mais portugueses a tomada de consciência do óbvio: os touros e cavalos são animais sencientes, que sentem dor, sofrimento, stress e, ao qual devemos, no mínimo, a dignidade de lhes permitir terem a sua vida da forma mais natural possível, sem a perversidade humana das touradas.

 

Os mitos urbanos relatam-se em sites de internet, filmes ou em conversas de amigos, na tentativa de fazer passar um medo coletivo que nos une, de alguma forma bizarra, mas nunca deixa de ser ficcional. Ao contrário, as touradas são reais e encarnam o receio que teimamos em manter na memória para nos lembrarmos que somos o topo da cadeira alimentar, intelectual e moral.

 

Apesar de todos os nossos avanços tecnológicos, sociais, económicos e éticos, ainda existem pessoas que resistem a soltar-se de um passado coletivo de sangue e morte, que teve o seu começo em episódios de guerras, escravatura e massacres, que deixaram de fazer sentido atualmente, mas que persistiram no tempo, num formato mais velado, como as touradas, onde toda a violência e frustração são supostamente libertadas contra os touros.

 

A mudança social está a acontecer, quer queiramos ou não. Não podemos caminhar para o futuro, com a cabeça virada para trás, olhando saudosamente o passado e este espetáculo atroz. Assim morrerão as touradas.

 

 

Fonte: http://www.esquerda.net/opiniao/quando-touradas-forem-um-mito-urbano/23043#comment-6292

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

«A CUMPLICIDADE DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO (NUNO CRATO) COM A TAUROMAQUIA»

 

 

Nesta escola pública ensina-se às crianças a tortura, a violência, a maldade, enfim, os rituais macabros ligados à tauromaquia… Depois admiram-se das más notas às disciplinas-chave, nomeadamente a Língua Portuguesa, uma autêntica tragédia ao nível dos novos “senhores doutores”…

 

 

«De acordo com um blogue tauromáquico, a empresa tauromáquica “Toiros +” percorreu diversas escolas, (Portalegre, Monforte, Alter do Chão, Arronches, Cabeço de Vide e Fronteira), para promocionar a tauromaquia. Exemplos perfeitos de terriolas onde a evolução não chegou e provavelmente nunca chegará.

 

Nessa digressão foram oferecidos 500 convites às crianças para marcarem presença no festival taurino promovido pela empresa, em Cabeço de Vide, dia 23 de Março.

 

É escandaloso e totalmente inaceitável, que neste país esta gente se movimente livremente em espaços de ensino público para disseminar um espectáculo bárbaro.

 

São escolas públicas, dependentes do Ministério da Educação e onde todos os funcionários são pagos com o dinheiro dos contribuintes.

 

Sr. Ministro da Educação, desde quando é que é permitido que este tipo de gente deambule em recintos onde a palavra de ordem é educar para inculcarem em crianças de tenra idade que tortura é cultura?

 

Em qualquer país civilizado, a escola é um lugar onde se privilegia a educação, o saber e a cultura. Franquear as portas a este tipo de gente num santuário que deve e deveria ser o da educação, é permitir o total abandalhamento do sistema educativo, é permitir que futuramente estas crianças sejam futuros adultos insensíveis para os quais a vida nada vale seja ela a de um animal humano, ou de um animal não humano.

 

Sr. Ministro ao permitir estas investidas do sector tauromáquico nas escolas do nosso país não só V. Exa., está a permitir que se cometa um crime contra crianças inocentes, como em última instância está a ser cúmplice desse mesmo crime.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

 

(Tenham também em conta os comentários ao texto).

 

http://protouro.wordpress.com/2013/03/14/a-cumplicidade-do-ministro-da-educacao-com-a-tauromaquia/#comments

 

***

Pois é, PRÓTOURO.

 

O actual ministro da educação (assim, com letra minúscula, pois não merece mais), Nuno Crato, está-se completamente nas tintas para a cultura, para a educação ou para a instrução das crianças portuguesas, aliás como todos os que já passaram por aquele ministério.

 

Várias vezes foi interpelado a este respeito, e outras tantas recebemos respostas evasivas, o que nos dá a certeza de que  o ministério da educação do Governo de Portugal é cúmplice de crimes contra as crianças.

 

Não é só a pedofilia ou violência doméstica ou as violações sexuais ou maus tratos que são crimes contra crianças.

 

Este tipo de "educação" que lhes querem impor é também um crime maior, porque em vez de FORMAR CIDADÃOS RESPONSÁVEIS PARA A VIDA, estão a criar os futuros MONSTROS da sociedade, iguais àqueles que deambulam por aí, com o CADÁVER DA TAUROMAQUIA ÀS COSTAS.

 

Isto é extremamente lamentável, senhor ministro Nuno Crato, que ficará no Livro Negro da Tauromaquia, como o ministro da educação que, em 2013, teve oportunidade de sair das Trevas e nada fez.

 

(Texto enviado a Nuno Crato)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

FORCADOS VÃO À ESCOLA EM ALTER DO CHÃO ENSINAR COMO SE PEGA UM TOURO DEPOIS DE TORTURADO

 

 

 

Reparem na violência desta imagem, e na expressão bacoca do “rabejador”. Foi isto que os “notáveis” forcados foram ensinar às crianças de Alter do Chão? É esta “cultura” que os responsáveis pelo ENSINO pretendem para as crianças de Alter?

 

 

Li esta notícia no seguinte link:

 

http://diariotaurino.blogspot.com/2012/02/forcados-vao-escola.html

 

«Os notáveis forcados Simão Comenda e João Patinhas vão estar presente no Agrupamento de Escolas do Concelho de Alter do Chão no dia 8 pelas 14 horas na biblioteca escolar, a convite do Clube Taurino daquela instituição escolar. Assim, este convite tem como missão aproximar a tauromaquia da escola granjeando assim novos aficionados. O convite foi desde logo aceite pelos distintos forcados, que irão poder falar aos mais novos de uma arte tão genuína portuguesa – a pega do toiro.

 

No final das suas intervenções, os petizes poderão colocar perguntas aos forcados. Como sempre nas organizações do clube Taurino, as entradas são livres e abertas a todas as pessoas que queiram participar»

 

Fiquei completamente siderada! Como é possível?

 

Primeiro com a abertura da notícia: “notáveis forcados”, como se “ser forcado” fosse uma profissão nobre, adequada ao ser humano, uma profissão que dignifica a Humanidade.

 

Depois aquele “a convite do Clube Taurino daquela instituição escolar”!!!!! Uma instituição escolar com Clube Taurino? Isto faz parte do currículo da Escola?

 

Estará na Declaração Universal dos Direitos da Criança aprender como se pega um Touro depois de tbarbaramente orturado?

 

O que terão os “notáveis” forcados para ensinar às crianças? Violência sobre um ser vivo? Isto é possível, no meu País?

 

Permite-se que gente que vive da violência vá a uma BIBLIOTECA ESCOLAR, um lugar sagrado de Cultura Culta, ensinar imbecilidades às crianças?

 

Quem serão os IRRESPONSÁVEIS pelo Ensino em Portugal que permitem esta aberração?

 

Por onde andará a ÉTICA dos profissionais do Ensino?

 

Quando quero divulgar a minha obra para crianças, junto a Escolas ou deslocar-me a Bibliotecas, os senhores da cultura têm a gentileza de NÃO RESPONDEREM à minha solicitação.

 

Mas os “notáveis” forcados podem ir a uma BIBLIOTECA ESCOLAR divulgar a “obra” de como ser COVARDE e atacar um Touro depauperado pela tortura,  depois da lide numa arena.

 

Dirão: «Quando se executa uma pega, oito homens entram na arena, o primeiro é o forcado da cara; os outros sete ajudam-no a imobilizar o touro, havendo um (o rabejador) que segura no rabo do touro, para provocar o seu desequilíbrio e para quando os seus companheiros o largarem este não invista sobre eles.

 

O “rabejador”...! Só isto diz da ESTUPIDEZ e da COVARDIA de uma “pega”.  

 

Por onde andará a LUCIDEZ de quem permite um acto anti-educacional de tamanha gravidade?

 

E ninguém é suficientemente PODEROSO para pôr cobro a esta estupidez.

 

Porquê?

 

Porque o PODER ESTÁ COMPLETAMENTE PODRE.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:32

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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