
Esta é a expressão que identifica não só o povo de Barrancos, única localidade troglodita em que, graças ao falecido ex-presidente da República e aficionado Jorge Sampaio, os Touros morrem na arena, entre a histeria dos que praticam e aplaudem, em êxtase, perante os estertores da morte do Touro (*), cuja natureza biológica é senciente (**), esta selvajaria que conduz ao estado deplorável do Touro, evidente nesta imagem, ainda com a espada enterrada no lombo, a sangrar desalmadamente e já perto da morte, que, segundo o Médico-Veterinário Nuno Paixão, é banalizada à frente de toda a gente.
E se esta é a expressão que identifica o povo de Barrancos ou os aficionados desta selvajaria, temos de concordar que não passam de um bando de sádicos e psicopatas, com uma gravíssima deformação mental que os leva a não conseguir discernir o mal que provocam ao animal.

E esta é a expressão que identifica todos os que amam os Touros e os defendem dos seus cruéis torturadores. Nós queremo-los assim, belos, soltos nos prados, a cumprir a sua existência pacífica de bovinos, ruminantes, mansos, amáveis, sensíveis. Não os vemos como alimento, mas como um dos nossos irmãos planetários. Neles vemos a humanidade que não existe nos seus carrascos.
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No passado dia 14 de Setembro, a SIC Notícias, no Jornal Domingo, deu tempo de antena à selvajaria tauromáquica, vulgo tourada, sob o título «Touradas: Tradição ou Crueldade?», onde foi apresentada uma excelente reportagem, que, numa escala elevada ao infinito, mostrou toda a crueldade, a boçalidade, a estupidez, a ignorância, a irracionalidade, a falta de bom senso, de insensatez e de empatia (um dos mais nobres sentimentos, comum a todos os animais que connosco partilham o Planeta), das criaturas que praticam, aplaudem e apoiam a tauromaquia, em todas as suas cruéis vertentes.
Dessa reportagem, da qual consegui o vídeo integral, respigarei em itálico, as intervenções dos trogloditas que mais perturbaram a minha racionalidade. Pareceu-me que eu havia recuado no tempo, e estava a ver uma reportagem emitida numa época em que os homens ainda NÃO tinham desenvolvido a capacidade de pensar, e viviam envoltos em trevas, que não lhes deixavam ver a luz. E eu, ali, no meio deles, chegada do futuro...
Isto é assim:

«Os Touros estão a pastar nos prados, não lhes falta nada, não é lindo? E depois vão para a arena e aquilo é arte [comparem com a imagem que abre este texto] parece um bailado. O Touro é a minha vida, sem o Touro eu não seria nada. Contar sobre o que se faz na arena é muito apelativo».
«Tinha nove anos quando comecei a tourear (...) São sensações difíceis para descrever por palavras».
«Tem de haver respeito (...). Há pessoas que não gostam da nossa profissão [profissão?] Não gera muito dinheiro, mas é uma paixão».
É que é de pequenino que se torce o pepino. E os trogloditas/pepinos foram torcidos de tal forma, que nunca conseguiram chegar a ser grandes.
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Sangue e arte:
«O Touro nasceu para ser agressivo».
Na tourada «há sempre sangue, mas não é sanguinária, nunca foi».
Então alguém diz, lá do alto do seu dessaber: «O animal não sofre. Ponto final».
Existe uma lei de Protecção Animal em Portugal, para Cães e Gatos, deixando de fora os gados bovino e cavalar, que os legisladores NÃO consideram animais, por isso, um cidadão pode ser preso por espancar Cães, mas safa-se se torturar um bovino até à morte, deixando-o num charco de sangue.
O que tenho a dizer do que vi e ouvi na reportagem emitida pela SIC Notícias:
Tudo isto é anormal. Vivemos num País onde a incultura impera, fora e dentro do Parlamento, que continua a chumbar as propostas do PAN [e atenção! eu sou apartidária] em defesa de todos os Animais, e a atribuir, todos os anos, 19 milhões de Euros para o massacre dos Touros.
Os que apareceram na reportagem, da qual uma parte pode ser vista aqui, a fazer a apologia da selvajaria tauromáquica, coitados, não fazem ideia da ignorância e estupidez que demonstraram. Algo que só as pessoas que já evoluíram podem avaliar.
Ao contrário da “arte e cultura” que eles consideram ser a selvajaria tauromáquica, esta não passa de um abominável costume bárbaro, só praticado, aplaudido e apoiado por gente sádica, psicopata e inculta.
A selvajaria tauromáquica nada tem a ver com gosto ou não-gosto, tem a ver com FALTA de Ética, de Civilização e de Evolução.
E não tentem os tauricidas justificar as touradas com as lagostas cozinhadas vivas, ou de matarem animais brutalmente para os omnívoros os comerem, porque é da estupidez justificar uma estupidez com outra estupidez.
A selvajaria tauromáquica NÃO é um espectáculo, é uma prática selvática, que contém cenas cruéis que não se encaixam em nenhuma actividade humana civilizada; a selvajaria tauromáquica NÃO é uma tradição [a tradição cultiva, não tortura], mas sim um costume bárbaro abominável herdado de gente bárbara que nunca saiu da escuridão; a selvajaria tauromáquica NÃO é cultura, porque na Cultura, quer seja erudita quer seja popular, não se encaixa a tortura de seres sencientes para divertir sádicos, psicopatas e gente inculta. Na Cultura constrói-se, não se destrói.
E para quem não sabe e quiser saber, aqui deixarei um link para um texto onde se explica o que é
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Tauromaquia: tradição cruel ou espectáculo cultural?
Pergunta a SIC Notícias.
A notícia acima referida refere que no Alentejo, as praças de Touros continuam a encher-se para ver touradas. É mentira. Cada vez há menos gente a frequentar touradas, e as que vão são oriundas de várias localidades do País, que já evoluíram e acabaram com essa prática bárbara, mas nelas ainda existe um núcleo de trogloditas, principalmente no Norte de Portugal, onde só Ponte de Lima mantém a selvajaria tauromáquica em várias vertentes, e fazem quilómetros para satisfazer o seu sadismo e psicopatia.
Diz a notícia que apesar da polémica em vários sectores da vida nacional, a tradição mantém-se viva na região, onde a tauromaquia é mais do que espectáculo. Tem peso na economia local e continua a ser um traço forte da identidade cultural alentejana.
Acontece que a selvajaria tauromáquica NÃO é tradição portuguesa. Foi introduzida em Portugal pelo sádico Rei espanhol, Filipe I de Espanha, II de Portugal, que quando estava entediado, para se divertir, mandava fazer touradas, com touros de morte, ou autos de fé, onde a santa inquisição queimava pessoas inocentes. Isto diz tudo do carácter desta gente.
E a notícia prossegue, tentando atirar areia para os olhos de quem os tem bem abertos, mas protegidos por óculos que deixam ver e protegem, não os cegando.
É símbolo da identidade do povo alentejano. A tauromaquia atravessa gerações e, para muitos, representa mais do que um espeCtáculo.
Pois sabemos do atraso de vida que se vive no Alentejo. E sabemos também que a tauromaquia atravessou gerações, e hoje é mais do que um espeCtáculo, é um viver à tripa forra com os milhares de Euros públicos que o Estado lhes dá de mão beijada. Parasitas!
A emoção de entrar na praça carrega consigo toda a história do touro. RefleCte o laço que o Alentejo mantém com a tauromaquia e a sua importância para a região.
Acabe-se com os subsídios e então veremos a importância da tauromaquia para a região.
É nesta altura do ano que um pouco por todo o Alentejo se fazem as corridas ou largadas de touros. Praticamente todas as praças ficam cheias.
Algumas ficam cheias de moscas, mesmo com os bilhetes de borla, e de gente que vem de todas as localidades trogloditas do País, em excursões pagas pelas autarquias.

A estes municípios podem faltar o pão, a habitação, a saúde, mas a selvajaria não falta. Esta gente tem o que merece, e nem sequer pode andar por aí a exigir o que não têm. Que vivam dos subsídios que recebem para torturar Touros.
Entre a paixão dos que vivem a tradição e a contestação dos que querem a mudança. As touradas continuam a ser um dos temas mais controversos da cultura portuguesa. Quem é contra as corridas de touros fala sobre uma tradição cruel, ultrapassada e desnecessária.
Eu ainda acrescento mais: para já NÃO é tradição, é costume bárbaro, é cruel, é inútil, e só existe à conta dos subsídios, muito bem acautelados na Assembleia da República, por deputados que se candidatam exclusivamente para os garantir.
A tauromaquia no Alentejo continua a ocupar um lugar importante na vida cultural e social. Para todos os que nela participam, seja dentro ou fora da arena, a tradição é uma herança que querem ver preservada.
A tauromaquia no Alentejo continua a ocupar um lugar importante na vida cultural e social? Querem ver preservado o costume bárbaro herdado de gente bárbara com deformações mentais graves?
É isso que querem para o Alentejo?
Acabe-se com os 19 milhões de Euros que injectam na barbárie e vejam o que acontece.
Vão trabalhar no campo. Invistam esse dinheiro de um modo civilizado: em hortas, em pomares, em searas, em cortiça. Deixem os bovinos em paz, evoluam e vivam para o amanhã, deixando para trás o passado tenebroso que herdaram de gente que nunca evoluiu. Essa é que é a vossa verdadeira herança: as trevas, a ignorância, a estupidez.
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(**) Obriguei-me a ver matar um Touro (nas imagens da reportagem) algo que nunca tinha visto, nem nos meus mais pavorosos pesadelos. Agora posso dizer do horror que tais imagens me provocaram, rasgando-me a alma. Como é possível banalizar a morte de um animal como eu, diante de um povo primitivo, bronco, histérico, a aplaudir os estertores dessa morte, que são exactamente iguais aos do animal-homem? Mas mais incrível é saber que em Portugal, um acto tão bárbaro como este é permitido por lei. A que espécie pertencerão este povo que aplaude, e estes governantes que permitem que uma morte tão cruel possa ser alvo de algo chamado “festa”? À espécie humana NÃO pertencerão, com toda a certeza.
(**) A natureza biológica do Touro é senciente, de acordo com o Médico-Veterinário Nuno Paixão, que participou no debate que se seguiu à emissão da reportagem, abordando também a questão da “selecção artificial” do Touro dito bravo, que não existe na Natureza.
Nuno Paixão, referindo-se a Joaquim Grave, um ganadeiro que promove touradas e diz-se veterinário: «Um veterinário que diz que o Touro não sofre, não é médico-veterinário». Para mim, é um carniceiro.
Isabel A. Ferreira

Um dia, as praças de touros que restarem deixarão de ser locais nos quais se desrespeitam e maltratam Animais. Não faltarão alternativas interessantes. Este mês, decorrerá na maior praça de touros do Alentejo, em parceria com a Câmara Municipal de Portalegre e com entradas grátis, um espectáculo de dança e artes marciais. Que seja um sucesso.
[Fonte complementar: https://radioportalegre.pt/portalegre-elementor-leva.../... ]


E passo a passo, com MUITO trabalho de bastidores, se vai compondo o nosso espectáculo de dia 27...
Na Praça de Touros de Portalegre, para toda a população!!
O que estaria a "moça" a pensar com um ar tão sério?!!
E o Paulo e o Marcelino será que já estão a arquitectar onde vão montar o seu "estaminé"?
Isto aconteceu em Portugal, no mês passado, quando as touradas estavam proibidas.
Quantas mais se realizariam, por aí, ilegalmente, longe dos olhares dos Portugueses, mas do conhecimento das autoridades?
Vamos pedir explicações. Eu escrevi para:
marinhenses.antitouradas@gmail.com
Escrevam também.
Isabel A. Ferreira

Exmas. autoridades,
No passado dia 12/07/2021, decorreu, na praça de touros da Póvoa de São Miguel, um evento no qual foram lidados 6 touros. De acordo com um site tauromáquico, que divulgou as imagens do evento, este “mais pareceu uma corrida de toiros”, o que, de resto, se pode comprovar observando tais imagens aqui: https://parartemplarmandar.com/noticia/5913
Na minha qualidade de cidadã portuguesa, dotada de espírito crítico e de cidadania e que nasceu no século XX depois de Cristo, solicito que me informem se a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) autorizou a realização deste evento, e se a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em articulação com a IGAC, assegurou o cumprimento das regras previstas no Regulamento do (dito) “espectáculo” tauromáquico (aprovado pelo Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de Junho) em matéria de bem-estar animal.
Caso as respostas às minhas duas questões (que ficarei a aguardar, por legítimo direito a elas) sejam negativas, agradeço que considerem, desde já, esta minha mensagem como uma denúncia da situação, que infligiu maus-tratos e sofrimento injustificados a animais sencientes, o que me obriga, em nome da Ética, da Evolução, da Civilização e da Legalidade, a enviar esta mensagem, não só para a IGAC e para a DGAV, como também para o Gabinete de Acção Jurídica do PAN, e para a Provedora Nacional do Animal, solicitando à Provedora Nacional do Animal que, por favor, lhe encaminhe esta mensagem.
Com os meus cumprimentos,
Isabel A. Ferreira
Hoje, 21 de Março, celebra-se o Dia Internacional da Floresta e o Dia Mundial da Árvore.

Poema ao Verde
Todos os anos fala-se, fala-se, fala-se, mas nada se faz para preservar as Florestas e proteger as Árvores das cidades, vilas e aldeias de Portugal.
É triste assistir a esta notória e acelerada degradação do Ambiente, a este insulto à nossa Mãe Natureza.
Numa petição que corre por aí intitulada «Contra o corte ou poda indiscriminados das árvores em Portugal» e que podem assinar aqui:
lê-se o seguinte:
«Assiste-se, desde há uns meses, ao corte indiscriminado e/ou poda das árvores em ambiente urbano, em jardins e ladeando avenidas e estradas sem explicação cabal e de forma arbitrária e criminosa, deixando os locais vazios e as árvores podadas como se fossem tocos estropiados estendidos para o céu. Será que quem está a tratar destes assuntos está habilitado para o fazer, os técnicos camarários estão capacitados para os cargos que tão levianamente exercem? Não seria preferível parar está hemorragia e averiguar o que está a correr mal???»
Pois é, algo está a correr muito mal, na República de Portugal, e não só a este respeito.
O Ministério do Ambiente (entre outros) faz-que-faz, fala demasiado, mas a acção é sempre quase ZERO. Hoje, o ministro do Ambiente e da Ação Climática foi plantar umas árvores para o Alentejo, e a acção vai limitar-se a isso? Que política florestal e arbórea está a ser implementada, de facto, para defender as nossas Florestas e as nossas Árvores?
Daí que hoje, infelizmente, nada há a celebrar no que respeita a Florestas e Árvores, neste nosso País de faz-de-conta-que-se-faz.
No entanto, deixo aqui este ALERTA, e esta intimação:
Amem as Árvores como a vós mesmos, porque as Árvores são VIDA.
Para saberem mais sobre a desgraça que por aí vai quanto à febre maligna que ataca as autarquias portuguesas, cliquem no link abaixo:
Plataforma Em Defesa das Árvores
Isabel A. Ferreira
Quem o diz é Aitor Hernández-Morales, (correspondente em Portugal do Jornal El Mundo). Aitor refere que em 2018 realizaram-se apenas 173 touradas no país vizinho, ou seja, em Portugal, num novo mínimo histórico. O texto está escrito em Castelhano, num site espanhol.
Traduzi-o para Português, e o original vem indicado num link mais abaixo.
Nem tudo o que Aitor Hernández-Morales escreve corresponde à verdade. Por isso, decidi apensar umas NOTAS repondo os factos tal como são.

Texto de Aitor Hernández-Morales
(Traduzido do Castelhano por Isabel A. Ferreira)
«Houve um tempo em que a cidade portuguesa da Póvoa de Varzim era conhecida pela sua afición tauromáquica. No século XVIII, as touradas eram realizadas na praça principal da fortaleza da cidade, e nos anos 40 do século passado, a popularidade da lide entre os habitantes locais era tal que eles exigiram a construção de uma grande praça no centro da cidade.
No entanto, setenta anos depois, as touradas já não entusiasmam os poveiros, e a monumental praça tem os seus dias contados. Durante anos, realizaram-se touradas na cidade, e a arena, construída para acolher os grandes toureiros de então, tem estado meio abandonada. Com a finalidade de melhor aproveitar o recinto (…) a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim anunciou que em poucos meses a praça será demolida; no seu lugar será construído um pavilhão municipal multiusos, com instalações que a autarquia considera ser de maior interesse para os residentes locais.
O destino da Praça de Touros da Póvoa de Varzim é idêntico ao de muitas outras que desapareceram nos últimos anos em Portugal, onde a tauromaquia parece estar em vias de extinção. De acordo com o mais recente relatório da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), entidade estatal encarregada de supervisionar a tauromaquia em terras lusas, em oito anos os eventos tauromáquicos perderam quase metade do seu público, passando dos mais de 680.000 espectadores em 2010, para os 379.000 registados no ano passado. Em 2018, o número de eventos tauromáquicos em Portugal também caiu para mínimos históricos: das mais de 300 touradas realizadas em 2006, apenas 173 ocorreram no ano passado.
O ocaso de uma actividade histórica
Durante séculos a actividade tauromáquica foi um elemento fundamental da cultura portuguesa. Documentos históricos mostram que as touradas já foram realizadas em Portugal no século XII (1), e no século XVI o rei português exigiu a interferência do Papa quando um inquisidor de Lisboa tentou abolir a actividade. No século XIX, surgiu o factor que hoje em dia continua a diferenciar a lide portuguesa da espanhola: as autoridades proibiram a morte do Touro em público, de maneira informal, e assim nasceu a “tourada portuguesa”, na qual o touro morre nos curros da praça, ou directamente no matadouro. (2)
As touradas fascinavam os Lusos do século passado, e em algumas cidades portuguesas a obsessão pelas touradas abeirava a loucura (3). No Porto, havia 11 praças a funcionar ao mesmo tempo e, na cidade vizinha de Espinho, a praça primitiva acolhia um público de mais de 5.000 espectadores. Quando assumiu o poder, o ditador António de Oliveira Salazar reconheceu a força deste sector e decidiu dar-lhe apoio oficial (4). Ao longo do seu regime do Estado Novo (1933-1974) o Governo (Salazar) apoiou a tauromaquia e subsidiou a construção de praças não só em Portugal, mas também nas então colónias portuguesas de Angola e Moçambique (5).
No entanto, a Revolução dos Cravos, em 1974, pôs fim a tudo isso. Tal como o fado, a luta também foi rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Sem apoio institucional, as touradas passaram a depender de um público cada vez mais desinteressado em um sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. (6)
Actualmente existem alguns locais activos nas regiões centro e sul, nas regiões agrárias do Alentejo e Ribatejo, em lugares como Vila Franca de Xira, Évora, Estremoz e Montijo. A praça mourisca do campo pequeno em Lisboa - o equivalente português de Las Ventas em Madrid - foi parcialmente convertida num centro comercial e actualmente acolhe mais concertos e convenções do que touradas.
Um tema apolítico
No país vizinho (Portugal) a tourada não tem cores ideológicas: onde há menos touradas é na região Norte, reduto dos conservadores portugueses, enquanto o Alentejo - feudo tradicional dos comunistas portugueses - foi onde se realizou o maior número de touradas, no ano passado. Ao contrário de Espanha, onde comunidades autónomas como as Ilhas Canárias e a Catalunha promoveram a abolição da tauromaquia, e onde outras como Madrid e Múrcia financiam a lide - em Portugal os políticos têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas (7).
Na Assembleia da República, os deputados rejeitam a proibição das touradas - há um ano a grande maioria votou contra uma proposta que teria abolido a lide em terras lusas - mas também não mantêm a lide com subsídios. A nível local, menos de 10% dos municípios portugueses destinam fundos à prática de actividades tauromáquicas (8).
Desta forma, o futuro do sector é decidido pela lei do mercado, e o desinteresse do público tem um papel determinante no resultado da situação. Embora a tourada portuguesa não desapareça completamente amanhã, a cada ano que passa é menos viável realizar touradas em praças meio vazias.
Embora lamente a tendência, o sociólogo Luís Capucha, presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), clama que «o futuro de um evento popular está nas mãos do povo» e não nas mãos de políticos.
«Lamento que desapareça, porque para os aficionados o Touro é um animal sagrado, que nós respeitamos pela sua bravura, e é uma lástima que se proíba o motivo pelo qual foi criado, ou seja, para lutar pela sua morte digna».
«No entanto, não há necessidade nem que o Parlamento, nem que um autarca proíba as touradas; já existem muitas pessoas para quem os Touros não lhes dizem nada. Se uma cidade quer realizar touradas, que paguem para vê-las. E se não, então não as tenham». (9)
Texto original em Castelhano neste link:
***
NOTAS:
(1) As touradas foram introduzidas em Portugal, pelo Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, na segunda metade do século XVI.
(2) O que na realidade acontece, é que os Touros não morrem nos curros das praças, porque deixam-nos ficar ali a morrer lentamente, sem qualquer lenitivo, dois ou mais dias, até que os levem para o matadouro. Alguns morrem com grande sofrimento, antes de os levarem.
(3) Ainda hoje podemos comprovar essa loucura nas localidades mais atrasadas, onde a tauromaquia está ainda arreigada, como no Ribatejo e Alentejo, em algumas ilhas dos Açores, nomeadamente ilha Terceira, e Ponte de Lima.
(4) Apesar de se ter realizado a Revolução de Abril, que pretendeu acabar com as políticas salazaristas, todos os que vieram substituir Salazar, na dita “democracia”, continuaram, porém, com algumas políticas do ditador, entre elas esta de apoiar a selvajaria tauromáquica institucionalmente.
(5) Que no entanto e entretanto, abandonaram essas práticas bárbaras, levadas pelo colonizador. No que Angolanos e Moçambicanos só mostraram elevação de espírito.
(6) Repondo a verdade: com a Revolução dos Cravos, em 1974, não se pôs fim a tudo isto. Tal como o Fado (que foi declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2011) a Tauromaquia NÃO FOI rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Pois tal actividade continua com APOIO INSTITUCIONAL, e as touradas AINDA EXISTEM, devido a esse apoio institucional. De resto, É VERDADE que existe um público cada vez mais desinteressado num sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. Apenas o PS, o PSD, o PCP e o CDS/PP NÃO consideram ÚTIL esta actividade monárquica e salazarista e reaccionária e cruel e desonesta, por isso, mantêm o apoio institucional.
(7) Os políticos NÃO têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas. Os políticos portugueses, ou melhor, o PS e PCP (que se dizem de esquerda) e o PSD e CDS/PP (da direita) têm-se mantido UNIDOS a favor dos apoios às touradas, enquanto o BE, o PEV e o PAN se têm pautado pelo FIM dos apoios às touradas.
(8) Na Assembleia da República, graças aos deputados do PS e PCP (que se dizem de esquerda) e do PSD e CDS/PP (da direita) os subsídios às touradas mantêm-se, e não fosse isso, as touradas já teriam acabado. Duas dezenas de ganadeiros vivem à tripa forra, à custa desses subsídios, oriundos do erário público. Constituem um grupo de pressão económica aos quais aqueles partidos são completamente subservientes. E, na verdade, dos 308 municípios portugueses, apenas 40 mantêm esta prática bárbara, se bem que em franca decadência.
(9) O “sociólogo” aficionado de touradas, Luís Capucha, considera que um “evento popular” como a tortura de touros está nas mãos de que povo? De uns poucos trogloditas que não evoluíram, e não nas mãos de políticos? Como se engana, o “sociólogo” Capucha. Aliás, fica-lhe bastante mal, como “sociólogo” proferir tamanhas patacoadas, como as que proferiu, chamando SAGRADO ao Touro que vão estraçalhar e matar lentamente, achando que o Touro foi criado para LUTAR por ESSA MORTE LENTA e INDIGNA.
Realmente não há necessidade de se proibirem as touradas, porque elas extinguir-se-ão, naturalmente, pelas mãos de aficionados como o “sociólogo” Capucha, com argumentos tão irracionais, como os que proferiu.
Isabel A. Ferreira
Sim, caçador Manuel Alegre. Se o Cão é um animal mamífero, como nós, o Touro também é um animal mamífero como nós. Ou acha (se ao menos, pensasse!) que uns são mais animais do que outros, à boa maneira dos ditadores? E aqueles animais que o caçador mata, pelo simples gozo de matar? Serão o quê? Ervas daninhas?
E o caçador diz gostar tanto de animais! E o caçador diz também:
«Que prazer me dá matá-los!»
E como Freud explica bem estas mentes deformadas!
Manuel Alegre deixou de ser o poeta.
Os poetas progridem. Integram-se na Cultura Culta. Não se imiscuem com os torturadores de animais sencientes. Não caçam cobardemente animais indefesos. E se o fazem, deixam de ser poetas, para serem simplesmente caçadores.
O poeta Manuel Alegre morreu, no momento em que declarou o que declarou, envergonhando as Artes e as Letras e a Cultura Culta, e a Civilização e o Socialismo (como doutrina política).

Manuel Alegre declara:
“Eu sei que há evolução, sou contra os maus-tratos aos animais, não haja dúvida nenhuma sobre isso. Mas sou pelas pessoas e sou por qualquer coisa de sagrado que há na corrida, qualquer coisa de sagrado muito antigo. Quem não percebe isso também não percebe a poesia, não percebe a literatura”, afirma Manuel Alegre, que presta homenagem ao Partido Comunista Português (PCP) por ser “fiel às tradições” e “não tem medo do PAN, não tem medo do politicamente correcto”.
Como disse o caçador?
Não, não sabe que há evolução. Se soubesse, teria evoluído. E não, não há nada de sagrado na tortura de Touros. Há sadismo. Há psicopatia. Está nos livros. E comparar a tortura de um ser senciente, numa arena (para que um bando de sádicos se divirta), com Poesia e Literatura, é o mesmo que comparar um monte de esterco com um Roseiral. E isto só de alguém que perdeu a noção da virtude.
E Manuel Alegre elogia o Partido Comunista Português que se vende por um punhado de votos, na região mais empobrecida de Portugal (Ribatejo e Alentejo) onde a selvajaria tauromáquica está enraizada e confinada, e onde o PCP consegue eleger alguns poucos presidentes de Câmara, algo que envergonharia o Prémio Nobel José Saramago que, das touradas, tinha esta visão universal, que é a do Senso Comum:
«A violência das touradas ou dos autos-de-fé apraz ao povo que, obscuro e ignorante, se diverte sensualmente com as imagens de morte, esquecendo a miséria em que vive.» in Memorial do Convento.
«(...) As criancinhas ao colo das mães batem palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhando, alguma que não o seja, o povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de sangue. É atroz, é cruel, é obsceno. Mas isso que importa se Cristiano Ronaldo vai jogar pelo Real Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro chora a morte de Michael Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma festa colectiva que se repetirá, implacável, no ano seguinte? É isto cultura? É isto civilização? Ou será antes barbárie?» Junho de 2009 in Outros Cadernos de Saramago, neste link:
Obviamente é barbárie, mas o caçador Manuel Alegre, habituado a matar animais indefesos, não sabe, como não sabem os socialistas trogloditas (porque os há civilizados, mas não se manifestam).
E querem saber uma grande verdade?
Esta polémica ao redor do IVA dos torturadores de Touros, juntamente com a recente e vergonhosa e falaciosa e encomendada reportagem que a aficionada TVI apresentou (só quem não está habituado aos meandros de uma reportagem realizada com cabeça, troncos e membros não se apercebeu) só veio dar votos ao PAN, de quem Manuel Alegre e os seus camaradas (mas não o povo português) morrem de medo.
Isabel A. Ferreira
A notícia diz da irracionalidade que se arrasta por aí como uma gosma peganhenta e insalubre.
Estamos a falar de cenas como as desta imagem, onde Cavalos e Touros, magníficos mamíferos, seres sencientes, são exterminados até à morte para satisfazer os instintos sádicos e assassinos de uma minoria da população portuguesa, que, sendo subsidiada pelo governo português é reduzida, mas poderosa, porque o vil metal pode gerar os piores instintos.

Sabemos que as misericórdias portuguesas (em letra minúscula porque não merecem mais do que isto) que se dizem instituições de solidariedade, são proprietárias de cerca de mais de metade das arenas de tortura do país. E com isto não ficará tudo dito? Porque isto de misericórdia é só no nome, porque, pelo que vemos na imagem, quando se trata de Touros e Cavalos, a misericórdia transforma-se numa impiedade perturbante.
Então o que se passa? A união das misericórdias portuguesas (nem apetece escrever isto com letra maiúscula, de tão baixo que desceram) assinou, no antro de tortura de Estremoz (uma vila civilizacionalmente atrasada) um protocolo com a federação portuguesa das associações taurinas, mais conhecida por prótoiro, qua anda por aí desesperada a tentar pôr de pé a moribunda tauromaquia, e com esta aliança, pretende reanimar as três dezenas e meia de antros de tortura (entre 70 que existem em Portugal) pertencentes às impiedosas misericórdias. E mais, as misericórdias (nem apetece escrever isto com letra maiúscula, de tão baixo que desceram) passam a integrar a direcção da protóiro, diz que para «consolidar a centenária ligação à tauromaquia» destes organismos, que de misericórdia nada têm.
Para justificar esta união, Manuel Lemos, presidente da união de misericórdias portuguesas, refere que as três dezenas e meia de antros de que essa tal união é proprietária, situam-se nas regiões do país onde esta prática selvática, violenta e cruel tem forte implantação, ou seja, no Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo, regiões civilizacionalmente atrasadas, onde ainda se vive em plena Idade Média.
Agora veja-se a até onde chega a hipocrisia desta gente, que vai à missa, engole a hóstia, bate no peito e finge que é católica. Diz Manuel Lemos: «Antes de o Estado social existir, o povo construiu estas praças para que as misericórdias pudessem exercer a sua missão social e humanitária com as receitas destes espectáculos. Eram a sua principal fonte de rendimento. Sei que este é um problema delicado, mas temos uma história e não podemos fazer de conta que ela não existe. Esta manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país.»
Ai têm uma história? Não podem fazer de conta que ela não existe? Acham que esta prática selvática, a que ignorantemente chamam manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país?
Acham mesmo tudo isto? Então e os pelourinhos que encontramos por aí, em quase todas as localidades com histórias? Porque não estão activados também? Penso que se a selvajaria tauromáquica faz sentido nalgumas regiões, os pelourinhos também fazem. Aí se torturavam e matavam seres vivos, muitos, inocentes, indefesos e inofensivos, tal como os Touros e Cavalos.
O senhor Manuel Lemos já ouviu falar de uma coisa chamada EVOLUÇÃO DOS COSTUMES? Não me parece. Então deixo-lhe aqui uma sugestão: leia mais sobre este assunto e tente evoluir, porque a tauromaquia é uma prática primitiva, tosca, praticada por cobardes com deformações de personalidade, para divertir sádicos e encher os bolsos a predadores. Esta é a definição de tauromaquia, no século XXI d.C.. É que não sei se sabe, que o mundo evoluiu, as mentalidades evoluíram, e vocês ficaram parados num tempo em que torturar seres vivos era muito “coltural”…
Os da protóiro, coitados, já se sabe, iludem-se com o facto de lavarem as mãos sujas de sangue, com a suposta caridadezinha… que acham que lhes dá “brilho”, e só se sujam cada vez mais.
Enfim, que a tauromaquia tem os dias contados, é algo dado como certo. Mas não seremos nós, anti-touradas, que iremos acabar com elas. Quem acabará com as touradas serão os próprios tauricidas e seus apoiantes. Com estas atitudes anti-socias, anti-culturais, anti-cristãs, que a Sociedade Portuguesa rejeita, o Mundo rejeita, a Civilização rejeita. E quando uma minoria é rejeitada, acaba por se reduzir à sua própria insignificância até desaparecer.
Estais em minoria. Não significais coisa nenhuma.
Isabel A. Ferreira
… é a história chapa 5 dos aficionados de selvajaria tauromáquica. Obviamente cobardes.
Faço esta denúncia publicamente, para que corra mundo (e já são 151 os países de todos os continentes aonde chega este Blogue) e se saiba que em Portugal isto acontece, com o aval das autoridades portuguesas, que teimam em apoiar o miserabilismo moral e cultural gerado pela cruel e violenta prática da tauromaquia.
Esta história vai ao cuidado do primeiro-ministro de Portugal, dos partidos políticos com assento na Assembleia da República, da Procuradoria-Geral da República, e do senhor Presidente da República.
É que este bullying cibernético acontece frequentemente, e nós, que defendemos a Vida Animal (humana e não-humana), a Ética, a Cultura Culta, a Civilização, a Evolução de Portugal, e combatemos o obscurantismo e a ignorância, não somos os Touros que esta espécie de gente está habituada a atacar e a torturar, para gáudio dos sádicos. Não somos obrigados a aturar esta gente, que não pode ficar impune.

Esta história começou com a publicação deste texto:
Tauromaquia: se a ignorância matasse o fadista José da Câmara estaria morto e enterrado…
A propósito disto, alguém muito incomodado, que vive lá para as bandas do Alentejo, forjou um perfil de Facebook falso, com o nome de ZÉ DA BURRA, e enviou-me uma mensagem privada, com ameaças e “mimos” próprios de cobardes aficionados de selvajaria tauromáquica. Nada a que já não esteja habituada. Desta vez coloquei uma bolinha no palavrão, para não parecer muito mal, uma vez que isto está em formato de imagem.
Então, aceitei a mensagem, só para enviar ao ZÉ, que será da Burra, e ele lá saberá porquê) o seguinte recado: «Aceitei esta mensagem só para lhe dizer que é bastante fácil chegar ao Zé da Burra, que não será bem da Burra, mas da Cela.
Estas ameaças estão a caminho da Polícia Judiciária. Tem a noção do crime que cometeu, não tem? Um crime que tornarei público».
Escusado será dizer que mal eu enviei esta mensagem, o Zé da Burra eliminou o perfil, não sem antes deixar mais um palavrão, desta vez em inglês (fuck you…) à moda dos grosseirões dos filmes americanos.
São assim os aficionados de selvajaria tauromáquica, de “fabrico” parlamentar. Uns grandes cobardes. Não são HOMENS para enfrentar um TOURO inteiro, de frente… nem para enfrentar uma mulher.
O Zé da Burra eliminou o perfil, mas deixou o traseiro de fora…
Sei que não sou a única a receber este tipo de ameaças, enxovalhos e grosserias. Já as recebi de deputadosda Nação. Esta é a linguagem típica dos aficionados, sejam doutores, engenheiros ou simples guardadores de vacas. Estas situações devem ser denunciadas publicamente. Quem recebe este tipo de ameaças tem de reagir, denunciar e apresentar queixa.
São todos muito “valentes” a ameaçar mulheres atrás de um ecrã de computador. Mas quando confrontados, cara a cara, tremem de medo. Como já aconteceu comigo. Típico dos cobardes.
Comportam-se com as mulheres do mesmo modo que se comportam com os touros. São a coisa mais cobarde que existe. Quando pensamos que já não há mais nada para ver neste mundinho medievalesco da tauromaquia, eis que aparece um Zé da Burra ou da Cela para nos mostrar que ainda não vimos tudo. A escala ainda está mais abaixo do que o que podemos imaginar. Os homens das cavernas eram muito mais civilizados do que esta espécie pré-humana. Os homens pré-históricos não tinham esta crueldade, esta maldade entranhada na pele. Viviam para sobreviver, e não andavam a torturar animais, para se divertirem. Tinham, respeito pela Vida e pela Natureza, dois valores preciosos naquela e em todas as épocas. Até os animais não-humanos têm essa percepção. Mudei de ideias quanto ao primitivismo dos homens das cavernas, quando comecei a entrar no mundinho tauromáquico. Chamar Neanthertais aos aficionados de tauromaquia é INSULTAR o homem primitivo, que era moralmente muito mais superior do que estes trogloditas desumanos.
Excelentíssimas autoridades, não têm a percepção de que já BASTA disto? Está na hora de Portugal evoluir.
Manter uma franja populacional, ainda que minoritária, neste nível tão baixo, tão reles, tão incivilizado, não dá prestígio alguma a Portugal e às suas autoridades.
Basta de fabricar Zés da Burra.
Isabel A. Ferreira
A época dos trogloditas é anunciada com pompa, mas sem circunstância, na comunicação social.
É o Portugal terceiro-mundista que sai das cavernas onde esteve enfiado, de dentes afiados e unhacas de fora à espera do momento de atacar e torturar as vítimas indefesas, que lhes servirão para apaziguar os demónios que lhes retorcem as entranhas e os fazem babar de prazer.
Tudo isto é desprezível: a notícia, a prática da barbárie, e todos os que nela estão envolvidos. Todos.
Vai começar a época em que as irracionais bestas humanas atacarão indefesos, inocentes, inofensivos e racionais bovinos e cavalos, para satisfazerem um desejo mórbido e obscuro, como podemos ver neste vídeo, que corre mundo, a sujar o nome de Portugal.
Tauromaquia: crueldade, ignorância, futilidade
A vergonha de Portugal
E a selvajaria só poderia começar em Mourão, no profundo e atrasado Alentejo.
Paulo Pessoa de Carvalho, presidente da associação portuguesa de empresários tauromáquicos (apet), disse estar animado com a temporada selvática que se aproxima, acentuando que nos últimos tempos têm surgido mais empresários a querer investir na tauromaquia, sendo este um sinal de que "é um negócio com interesse”, ou seja, é um negócio chorudo, porque continuam a viver às custas dos parvos que pagam impostos, enquanto chove nas escolas portuguesas.
E tudo isto para que uma minoria sádica e psicopata, com desvios comportamentais e mentais acentuados, possa satisfazer desejos mórbidos, doentios e ir masturbar-se mentalmente para as arenas.
Tudo isto com o apoio do governo português e da igreja católica, que permite que Santas e Santos católicos, a Mãe de Deus e o próprio Deus sejam celebrados com tortura e muito sangue de indefesos seres vivos.
Nem o mais primitivo homem das cavernas tinha um tão primário comportamento.
Acordem! Estamos no século XXI depois de Cristo!!!!!!
Ainda continuam a confundir verdades com insultos?
Neste passado fim-de-semana, tive de ausentar-me, e quando me ausento, desligo-me do mundo ao qual não pertenço, ou seja, ao mundo dos que se recusam a evoluir.
Porém, como tenho um compromisso com a VIDA e com os que não têm voz para se defenderem de primitivos e perversos algozes, hoje, ao regressar a este mundinho, deparo-me com um derrame de comentários de alentejanos de Cuba que foram desenterrar um texto que escrevi em 29 de Setembro de 2015, sob o título «Atraso Civilizacional de um Lugar Alentejano chamado Cuba” inserido neste link:
http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/atraso-civilizacional-de-um-lugar-582422
onde, com palavras correctamente aplicadas, às quais os alentejanos de Cuba, por uma genuína ignorância, chamam de insultos, critico e denuncio o atraso civilizacional e o retrocesso de Cuba quando inaugurou um recinto de tortura de Galgos, os quais, naquela localidade de fim-de-mundo, não são considerados nem cães nem sequer animais como os outros.
Nesse artigo escrevi (e repito, não lhe retirando uma só vírgula):
«Cuba, um lugarejo situado nos confins do Alentejo, com cerca de apenas 3.200 habitantes, em vez de EVOLUIR, retrocede de um modo desprezível.
(disse de um modo desprezível, porque é desprezível o modo como tratam os animais, nomeadamente os Galgos, em Cuba)
A vergonhosa notícia de que foi inaugurado um recinto para tortura de Galgos, que são animais, pelos vistos, não reconhecidos como tais, naquela localidade, só diz do atraso civilizacional em que vive um povo, cujos governantes só têm para lhe oferecer o que há de mais repugnante no carácter dos que se dizem "homens": o seu baixo nível moral, cultural e social.
(disse de baixo nível moral, cultural e social porque fazer o que fazem aos Galgos é tudo isso, e muito mais, como se verá mais adiante)
«Fiquei perplexa, ao ter conhecimento de mais este retrocesso em território português, depois de tudo o que sabemos que se tem passado em Espanha e noutros países...
Os Galgos são Cães bastante sensíveis.
(mas os alentejanos de Cuba acham que são “coisas” feitas de pau, como os “cavalinhos” com que as crianças costumam brincar).
E os Cães, tal como todos os outros animais que habitam o nosso Planeta, não existem para servir de divertimento a sádicos, que se comprazem com o sofrimento alheio.
(e ainda por cima, ganham muito dinheiro, e é isso que os move, à custa do sofrimento de animais tão sencientes).
«Enquanto o mundo evolui, Portugal transforma-se no paraíso dos mentecaptos.
De acordo com uma fonte municipal, nas mãos da CDU, esta iniciativa tem em vista a captação de visitantes e quer afirmar Cuba como a capital dos Galgos de corrida.»
(o que significa dizer que os governantes locais, querem transformar Cuba na capital do “divertimento sádico”)
«Enganam-se aqueles que pretendem promover Cuba deste modo desactualizado e primitivo, explorando e torturando animais, com dinheiros públicos.
Saberão os responsáveis por esta iniciativa retrógrada que, ao contrário do que pensam, só afastarão visitantes?»
Quem, no seu juízo perfeito, irá a Cuba assistir a tão degradante “coisa” (não podemos chamar “àquilo” espectáculo)?
Apenas os parvos.
Inaugurem pavilhões desportivos; escolas de música, de dança e de artes plásticas; salas de teatro...
Enfim, inaugurem algo civilizado que possa chamar a Cuba turistas cultos e oferecer aos jovens locais divertimentos que os façam evoluir.
Agora, inaugurarem uma pista municipal de Galgos é algo que só desprestigia a vila e a coloca no rol das terrinhas portuguesas condenadas ao abandono e ao desprezo da sociedade civilizada.
Abaixo Cuba!»
Quem tiver olhos de ver, olhe bem para os olhos deste desventurado animal, que não nasceu para isto, e veja-se a angústia reflectida no espelho dos seus olhos… E os de Cuba ganham muito dinheiro à custa desta angústia.
O PAN - Pessoas, Animais e Natureza (um partido que levou á Assembleia da República um discurso novo), já denunciou aosMinistério Público os maus tratos a que os galgos estão sujeitos para que energúmenos encham os bolsos, e os sádicos se divirtam.
De entre os vários maus tratos denunciados está a suspeita do uso de drogas estimulantes, como cocaína, cafeína, eritropoietina e anfetaminas, bem como anti-inflamatórios não esteróides ou corticosteróides.
Todos nós sabemos que esta é uma actividade que «representa um negócio altamente lucrativo que vive à custa da exploração do alto nível da actuação dos galgos, pela exigência dos violentos treinos a que são sujeitos, com choques eléctricos, administração de drogas estimulantes altamente prejudiciais à sua saúde e um desgaste brutal».
E todos nós sabemos também que, quando os Galgos, aniquilados pelo uso e abuso de tudo isto, já não dão lucro, são ignobilmente abandonados para morrerem à fome, sem qualquer direito a tratamento, ou abatidos sem dó nem piedade.
Além disto tudo, fazem-se apostas ilegais (e quem também não sabe disto?) até porque em Portugal, tudo o que meta a exploração de animais, faz-se com muita ilegalidade à mistura.
A corrida de galgos não estará regulamentada, mas a corrida de touros está, e as ilegalidades são mais que muitas, e quem de direito não mexe uma palha para fazer valer o regulamento.
Se perguntamos às autoridades se a fiscalização a estas actividades existe, elas não respondem, o que poderá significar que essa fiscalização não existe e tudo se faz na maior das ilegalidades.
Quem tiver olhos de ver continue a reparar na expressão desesperada dos Galgos…
Para aqueles alentejanos de Cuba que enviaram comentários ordinários (porque é assim que os cobardes defendem estas actividades lucrativas e abominábeis, com a intenção de calar as vozes que defendem a Vida, qualquer Vida) acrescento que em muitos países esta prática perversa já foi proibida.
Há pouco tempo leu-se aqui http://domtotal.com/noticia.php?notId=1045793
que o estado australiano de Nova Gales do Sul proibiu a corrida de Galgos depois de uma investigação que revelou o uso de iscas vivas (porcos pequenos, coelhos e gambás, que no final são devorados pelos cães), e o sacrifício de milhares de Cães considerados muito lentos.
De acordo com essa investigação, pelo menos 68 mil Cães foram sacrificados nos últimos doze anos.
Nessa notícia lê-se ainda que "as corridas de Galgos foram proibidas em muitos países e em muitos estados dos Estados Unidos e são legais em apenas oito países do mundo" (tal como as corridas de touros são legais em apenas oito tristes países do mundo, um dos quais, vergonhosamente, é Portugal).
Concluindo:
Alentejanos de Cuba, antes de abrirem essas vossas bocas sujas, para expelirem obscenidades (que é o único modo que sabem utilizar para tentar defender o abuso e tortura de animais sencientes) inteirem-se do que se passa no mundo, ao redor de Cuba, que continua a ser uma vila enterrada no meio do Alentejo, onde a evolução ainda não chegou.
E saibam que não tenho medo de ameaças de cobardes.
Entretanto vejam neste link quem são os atrasados mentais:
http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/cubenses-alentejanos-nao-confundam-583576