Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Theo Boer: “Não existe nenhum sítio onde a eutanásia não se tenha expandido”

 

O investigador holandês Theo Boer é professor de Ética dos Cuidados de Saúde na Universidade Teológica Protestante em Groningen, sendo uma das vozes críticas da legalização da eutanásia no país e tem feito alertas sobre o efeito de “rampa deslizante”, usado como argumento contra a despenalização.

 

Ao início, Theo Boer estava a favor da eutanásia, mas numa entrevista ao Jornal i, o eticista fala do que o fez mudar de opinião.

 

Sugiro uma leitura atenta a este texto, porque nele está implícito algo aterrador: caminhamos para uma sociedade onde a eutanásia, de acordo com uma investigação que está a realizar-se, é já uma das mais importantes causas de morte. Já não são as doenças. E uma pílula, nas mãos de quem já fez 70 anos, pode tornar-se uma diabólica tentação…

Querem despachar o povo, custe o que custar…

 

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Durante quase dez anos Theo Boer pertenceu a um dos comités de revisão dos casos de eutanásia na Holanda, onde participou na análise de mais de 4000 processos, o que o levou a desenvolver estudos sobre o tema.  Este professor de Ética admite que a eutanásia pode ser uma solução em casos excepcionais, mas defende que a legalização deixa as portas abertas para aceitar cada vez mais casos – e está convicto de que o mesmo acontecerá em Portugal. Se há 20 anos foi a favor da descriminalização que tornaria a Holanda um caso de estudo, acredita que o balanço deve levar os países a evitar seguir o mesmo caminho, e refere que a eutanásia passou de um último recurso para uma “maneira padrão de morrer”.

 

 Questionado sobre qual era a sua visão e que tipo de discussão havia na altura entre médicos e Igreja, sendo especialista em Teologia e Ética, Theo Boer referiu que «a partir de meados da década de 1980 participei regularmente em debates com teólogos e médicos. A atmosfera geral na minha igreja – a Holanda é um país protestante e sou membro da maior igreja protestante – era pró-eutanásia. Os meus tutores não eram excepção: sistematicamente desconstruíram todos os argumentos tradicionais contra a eutanásia e substituíram-nos por argumentos teológicos a favor. Alguns desses argumentos “pró” eram duvidosos, por exemplo a visão de que a eutanásia é aceitável porque, após a morte, continuamos vivos, ou a visão de que os seres humanos têm a liberdade de devolver o dom da vida ao seu Doador. Era crítico deste liberalismo, mas ao longo dos anos fiquei convencido de que a lei holandesa da eutanásia era um compromisso seguro e responsável. Um dos motivos para a minha convicção foi o enorme apoio social à eutanásia, combinado com a presença frequente de sintomas intratáveis. Como protestante genuíno achei que era melhor trazer algo para a luz do dia e regulá-lo em vez de permitir que acontecesse em segredo. Estava errado. Trazê-lo para a luz do dia levou a uma procura sem precedentes.

 

Quanto ao que faziam e quais eram as questões mais difíceis de avaliar, durante os dez anos em que Theo Boer foi membro de um dos cinco comités de revisão de casos de eutanásia, este investigador salientou que foi membro entre 2005 e 2014, e que têm cinco comités para cinco regiões [na legislação holandesa, em vez de vários pareceres prévios como prevêem os projectos de lei em Portugal, os médicos reportam os casos a estes comités para uma avaliação a posteriori]. «Éramos três membros: um advogado que preside, um médico e eu como eticista. Revíamos cerca de 40 casos por mês, já depois de a eutanásia ter tido lugar. Os casos mais difíceis para mim eram aqueles em que achava que teria havido possibilidade para um tratamento com sucesso. Por vezes, médico e doente ficavam presos numa estrada em direcção à eutanásia. (…) Os casos mais difíceis que encontrei foi de doentes com uma esperança de vida maior mas que estavam determinados em ter acesso à eutanásia e recusavam discutir alternativas. Pense-se por exemplo num doente que desenvolve uma cegueira, que tem muitos amigos e familiares, mas que diz “se não consigo ver, a vida não vale a pena”. Ou um doente com autismo cuja principal razão para o sofrimento era adaptar-se a novas situações. Em ambos os casos pensei: Estamos a usar uma solução médica para um problema não médico”. Pensei que as pessoas envolvidas deveriam ter investido mais em formas de enfrentar aquelas questões.

 

Sobre o risco darampa deslizanteque o fez mudar a sua percepção sobre a eutanásia, e para a qual tem vindo a alertar o mundo, Theo Boer refere que «no início os números permaneceram estáveis, mas passados alguns anos começaram a aumentar, e hoje são o triplo. Comecei a pensar: como é que é possível se as opções de cuidados paliativos melhoraram tanto? Para muitas pessoas, a eutanásia passou de último recurso para uma maneira padrão de morrer, um direito do doente, com um correspondente dever do lado do médico. Nunca foi essa a intenção da lei, mas funcionou dessa maneira.»

 

E adiantou que «não são 20 anos de experiência, mas 35: a nossa primeira decisão governamental para tolerar e regular a eutanásia remonta a 1985. A maioria de nós no início dos anos 2000 pensou que a melhoria dos cuidados em final de vida (cuidados paliativos) iria reduzir a necessidade de eutanásia, mas aconteceu o contrário, os números triplicaram. Além disso, as razões para ter a eutanásia expandiram-se. No início era para doenças terminais. Agora cada vez mais diz respeito a doentes com uma esperança de vida de anos, alguns de décadas. A eutanásia passou de um último recurso para prevenir uma morte terrível para um último recurso para prevenir uma vida terrível. E o que vemos é que a eutanásia cada vez mais colide com o dever do Governo de prevenir o suicídio.

 

Colocada a questão de que se o acesso à eutanásia não poderia prevenir casos de pessoas que colocam o fim à sua vida de forma violenta, Theo Boer retorquiu que «é um dos argumentos que se ouve repetidamente. Pode ser verdade a nível individual: um doente que tenha a possibilidade de eutanásia poderá abster-se de se matar ou mesmo deixar de procurar a morte. A nível nacional, no entanto, não é verdade. No período entre 2009 e 2019, em que a eutanásia se tornou disponível na Holanda, para pessoas com depressão, Alzheimer, o número de suicídios violentos aumentou 35%. Nos países vizinhos o número de suicídios manteve-se estável ou diminuiu. Na Alemanha, a taxa de suicídio diminuiu 10%. A minha explicação é que as discussões contínuas acerca da morte, como solução em casos de sofrimento severo, criam uma cultura de desespero e cinismo.»

 

Sabe-se que os projectos de lei que estão a ser discutidos em Portugal limitam a morte assistida a doentes adultos com doenças incuráveis e fatais ou lesões definitivas e sofrimento duradouro e insuportável, ficando excluídas pessoas com anomalia psíquica e doença mental, o que se traduz por uma abordagem mais redutora do que a holandesa, contudo, Theo Boer tem vindo a alertar os outros países para que não sigam este exemplo: «Não se deixem seduzir. Não existe uma jurisdição no mundo onde a prática da eutanásia não se tenha expandido. O Canadá é um exemplo importante e trágico. Há cinco anos a eutanásia foi legalizada apenas para doentes terminais. Em Setembro do ano passado, o Tribunal Superior da província de Quebeque decidiu que essa limitação é uma discriminação e determinou que a eutanásia deve estar disponível para qualquer pessoa em sofrimento insuportável. O Governo decidiu então que esta decisão se aplicaria a todas as províncias. Por isso, agora, apesar de todas as cautelas, a eutanásia ficará disponível para doentes psiquiátricos, doentes com demência, doentes idosos e doentes com patologia crónica. Houve alterações semelhantes nos EUA, na Bélgica e na Suíça. Mais uma vez: não se deixem seduzir. Os activistas da eutanásia dirão que é uma questão de compaixão para com as pessoas que estão a morrer. Não conheço nenhuma sociedade de direito à morte que não propague totalmente o direito de qualquer indivíduo capaz a ter uma morte assistida. Nesta visão de longo prazo, a proposta de lei portuguesa é apenas um trampolim para uma maior liberalização. Dentro de cinco anos após a promulgação desta lei, verá processos judiciais a acusar o Governo de discriminação e paternalismo. Quem nega este automatismo é mal informado ou mal-intencionado.»

 

Em Portugal, todos os projectos de lei estabelecem que o pedido para morrer tem de ser repetido várias vezes pelo doente e que este terá de estar consciente no momento da morte, exceptuando uma das iniciativas que determina que o processo pode avançar se a decisão estiver expressa no testamento vital. Contudo, na lei holandesa e de acordo com Theo Boer «(…) decidimos que uma directiva escrita pode substituir o pedido oral. Na minha leitura, era para doentes que, tendo iniciado os procedimentos para eutanásia e pedido ao médico para o fazer, ficassem inconscientes ou delirantes. O artigo legal evoluiu, entretanto, para que pessoas possam ser eutanasiadas com base em directivas antecipadas de vontade feitas meses ou anos antes. Os comités de revisão regionais, que são responsáveis pela interpretação da lei, determinaram em 2008 que a cláusula legal sobre as directivas antecipadas também se aplica a pessoas em estado avançado de demência. É baseado na mesma lei, mas houve uma mudança de interpretação.»

 

Quanto à reacção entre os médicos, Theo Boer refere que «a lei holandesa da eutanásia é uma lei feita por médicos, iniciada a pedido de médicos que nos anos 80 e 90 tinham doentes em sofrimento excruciante e não eram capazes de lhes dar alívio adequado. O que eles pediam era, em caso de emergência, quando estivermos encostados à parede, confiem em nós e não nos criminalizem. Muitos lamentam-no agora: alterou a relação médico-doente no sentido em que agora alguns doentes vêem a eutanásia como um procedimento médico normal. Conheço muitos médicos que hoje recusam a eutanásia. A percentagem que diz que nunca fará eutanásia subiu de 11% em 2002 para 19% em 2006. Entre psiquiatras a percentagem é maior.»

 

Em Portugal, há médicos a favor, contudo, a Ordem dos Médicos não é favorável à eutanásia. Sobre isto Theo Boer salienta que «se os médicos estão contra, não vão por aí. Também é uma visão protestante: cada pessoa é responsável por si própria. Se um doente quer morrer de forma activa, ajudem-nos a encontrar forma de o fazer sem a ajuda de um médico. Essa é a autonomia real» que nada tem a ver com suicídio assistido, mas com suicídio autónomo com meios que não sejam violentos e traumatizantes para os outros.

 

Um dos argumentos contra a legalização da eutanásia em Portugal é precisamente a falta de cuidados paliativos que possam amenizar e não prolongar o sofrimento dos doentes. Em relação a isto Theo Boer refere que o antigo ministro da Saúde, da Holanda, Els Borst, «avançou em 2001 com a legislação da eutanásia, e admitiu-o uma vez: fizemos isto pela ordem contrária, primeiro legalizar a eutanásia e depois melhorar o nosso sistema de cuidados paliativos. Se em 1990 tivéssemos o nível de cuidados paliativos que temos hoje, penso que nunca teríamos legalizado a eutanásia. Pensar que, no ano 2020, os doentes devam solicitar a eutanásia por falta de cuidados paliativos é uma desgraça. Se a morte é uma alternativa mais barata aos cuidados paliativos, essa é uma das coisas mais tristes que podem acontecer num país civilizado. (…) Se os cuidados paliativos não funcionam para todos os doentes, penso que a coisa certa a fazer é procurar maneiras de explicar por que não funcionam e aprender com isso. Se podemos colocar pessoas na Lua e enviar rovers para Marte, também poderemos encontrar novas maneiras de pôr as pessoas confortáveis.»

 

Questionado sobre se viu casos em que os doentes foram pressionados por familiares ou médicos Theo Boer disse: «vi exemplos claros de pressão da família e de pressão por parte dos médicos e documentei-os; no entanto, os Comités de Revisão Regionais proibiram-me de dar detalhes e números, seria uma violação da confidencialidade. A boa notícia é que a eutanásia não se tornou um modelo de negócio. Um clínico geral (na Holanda) recebe 300€ por todo o procedimento. Uma excepção poderá ser a Clínica de Fim de Vida (hoje “Expertisecenter Euthanasia’”) que recebe cerca de 3000 € por cada eutanásia.»

 

Segundo o Jornal i, um artigo recente no The Guardian dizia que hoje em dia um quarto das mortes na Holanda já são de alguma forma induzidas, quer os casos de eutanásia quer os casos de sedação paliativa, em que os doentes em estado terminal são colocados em coma, mas não existe a intenção deliberada de matar. Apesar de as questões que Theo Boer tem vindo a denunciar, morrer-se-á de forma mais digna do que no passado? A esta questão o eticista respondeu: «Penso que em muitos casos, tanto a eutanásia quanto a sedação paliativa podem ser maneiras dignas de morrer, especialmente quando comparadas com os leitos de morte excruciantes do passado, quando os doentes eram deixados a sufocar, a gritar pelas suas mortes. Mas não nos podemos esquecer que uma morte natural, com a ajuda de bons cuidados paliativos, é a mais digna de todas.»

 

Quanto à discussão da disponibilização de um comprimido letal a pessoas com mais de 70 anos, Theo Boer pensa que «embora durante algum tempo tenha havido uma maioria parlamentar para isso, agora acredito que não passará. Dois comités científicos governamentais separados, um em 2016 e outro este ano, concluíram que uma Lei da Vida Completa é imprudente. Seria inseguro, há pouca necessidade prática, minaria a actual Lei da Eutanásia, minaria os programas de prevenção ao suicídio e seria uma discriminação de idosos e pessoas vulneráveis. Ainda assim, o facto de estarmos a discutir essa lei há pelo menos cinco anos é uma indicação de que uma lei de eutanásia levará a práticas novas e mais liberais.»

 

Neste momento da discussão da eutanásia em Portugal a recomendação de Theo Boer é a seguinte: 

«Diria: não legalizem a eutanásia de todo. Deixem ao critério dos médicos disponibilizar o alívio adequado. Se esse alívio, por exemplo, através de doses elevadas de morfina, implicar que, em casos excepcionais, os doentes morram mais cedo, que seja assim. A legalização da eutanásia teve como efeito profanar a profissão de médico: o seu trabalho tornou-se parte de uma agenda social liberal. Penso que a posição deve ser confiar nos médicos e não os perseguir, pois agem nas zonas cinzentas da vida. Mas assim que se legaliza a eutanásia, é como se estivesse a colocar essa acção excepcional na montra de uma loja: ‘Olhe, esta é uma das suas opções legais!’ Os exemplos holandeses e belgas são a prova de que a oferta criará procura. Não há país no mundo em que legalizar a eutanásia tenha sido o fim de uma discussão. Em todos os países, foi o início de novas discussões. Se Portugal legalizar a eutanásia, basta olhar para os Países Baixos para saber onde vão estar daqui a vinte anos.»

 

Deixar essa decisão ao critério dos médicos não aumenta o risco de desigualdades? A este respeito Theo Boer refere que «legalizar a eutanásia não reduz a desigualdade. Mesmo na Holanda liberal, um médico realiza a eutanásia sempre, outro nunca, e um terceiro e um quarto fazem-no cada um em condições diferentes. Se deseja abandonar a desigualdade, a coisa certa a fazer é tornar a eutanásia um ‘procedimento médico normal’ a que todos têm direito. Mas isso seria prejudicial para a ética médica.»

 

À questão «em que casos é a favor da eutanásia», Theo Boer salienta que «em 2020, num país civilizado, penso que a eutanásia não é necessária para prevenir mortes terríveis. Nas excepções em que os cuidados paliativos não são eficazes, podemos querer pôr fim à vida de maneira directa e intencional. Mas isso é uma tragédia e penso que é um erro acharmos que uma tragédia pode ser legalmente regulamentada. No momento em que regulamos uma forma de tragédia, outras tragédias exigirão uma nova liberalização da lei. O que mais me preocupa é que a eutanásia começou a minar a nossa determinação de lidar com as nossas dificuldades. Em vez de dar esperança, enviamos o sinal de que, para alguns doentes, é melhor deixar de existir.

 

Poderá existir, no limite, o argumento individual: enquanto sociedade, porque é que havemos de negar o último pedido de alguém e que não obriga ninguém a fazer o mesmo?

 

Sobre esta questão Theo Boer salienta que «a liberdade de alguns afectará as liberdades de outros. A eutanásia não é apenas uma decisão individual. Se, num barco, uma pessoa que vai à frente saltar, todas as outras serão afectadas. A eutanásia começa com as liberdades de alguns, mas em breve estabelecerá um padrão para outros. Temos estado a fazer essa investigação e, em alguns municípios holandeses, a eutanásia está a tornar-se uma das causas de morte mais importantes.»

 

Fonte em que esta publicação se baseou:  

https://ionline.sapo.pt/artigo/686781/theo-boer-nao-existe-nenhum-sitio-onde-a-eutanasia-nao-se-tenha-expandido-?seccao=Portugal&fbclid=IwAR3KU4fdJbIRx0c01Sfz313XkCe8PDtAUQK7E29aAUo96H0tefMJwFZOl7w#disqus_thread

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:27

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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2018

O QUE FARÁ O MUNDO PARA QUE ESTE ABOMINÁVEL ACTO NÃO TORNE A REPETIR-SE?

 

Macaquinhos e humanos foram utilizados em testes de emissões de escapes de carros…

Os humanos estariam lá por vontade própria, por dinheiro... talvez!

 

Os macaquinhos foram levados à força, cobardemente... É como se tivessem lá posto crianças humanas de três anos de idade... Um acto inqualificável, nos tempos que correm... Os energúmenos que praticaram tal acto deviam ser devidamente punidos, por crime cometido contra a Vida de outrem. E não importa quem é esse "outrem".

 

Quanta cobardia!!!!

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Volkswagen, Daimler e BMW financiaram estudo que testou os efeitos nocivos das emissões de gases de motores a gasóleo em humanos e macacos.

 

«Caso é denunciado no documentário "Dirty Money" da Netflix. Imagem: Netflix

 

Três dos principais fabricantes de automóveis alemães - Volkswagen, Daimler (empresa dona da Mercedes-Benz) e BMW - financiaram um estudo que testou os efeitos das emissões dos escapes de veículos a gasóleo em humanos e macacos.

 

O governo alemão já denunciou as experiências, afirmando que a exposição de humanos e macacos a fumos tóxicos "é inaceitável". A ministra alemã do Ambiente, Barbara Hendricks, classificou os testes como "abomináveis".

 

"Os testes em macacos ou até mesmo humanos não podem ser justificados de maneira ética", afirmou o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert.

 

Estas experiências são "absurdas e abomináveis", criticou o político social-democrata Stephan Weil, que é também membro do conselho de supervisão da Volkswagen. "O lóbi não pode ser uma desculpa para tais testes", disse Weil citado pela BBC.

 

Os políticos alemães referiam-se às experiências que sujeitaram humanos e macacos à exposição de gases do escape de veículos a gasóleo com o objectivo de mostrar que a nova tecnologia deste tipo de motores era mais limpa e menos nociva.

 

A notícia foi avançada pelo jornal "The New York Times" na semana passada e foi também retratada no documentário "Dirty Money", que começou a ser emitido na plataforma de "streaming" Netflix na sexta-feira.

 

O estudo foi encomendado ao Grupo Europeu de Pesquisa sobre Meio Ambiente e Saúde no Sector dos Transportes (conhecido pela sigla EUGT, o acrónimo em alemão) e financiado pelas três marcas alemãs. A investigação terá sido projectada após a denúncia de que os gases do escape deste tipo de combustível eram cancerígenos.

 

A pesquisa tinha por objectivo mostrar que a mais recente tecnologia dos veículos a gasóleo tinha resolvido o problema do excesso de emissões associadas a uma série de doenças pulmonares e culpado por dezenas de milhares de mortes prematuras, dados que constam de um relatório da Comissão Europeia.

 

Testes com humanos na Alemanha, com macacos nos EUA

 

As experiências dos testes de emissões de gases de escape de carros com motores a gasóleo decorreram durante um mês, num laboratório em Aachen, no oeste da Alemanha, segundo o jornal "Stuttgarter Zeitung".

 

 

Durante os testes, 19 homens e seis mulheres foram expostos a diferentes concentrações de emissões de dióxido de nitrogénio (um gás extremamente tóxico e irritante). Os testes com humanos terão acontecido em 2016.

 

A experiência com macacos foi levada a cabo num laboratório em Albuquerque, no Novo México, nos Estados Unidos, em 2014, segundo o "New York Times".

 

Dez macacos foram colocados em câmaras herméticas a ver desenhos animados enquanto inalavam os fumos do escape, primeiro, de uma carrinha Ford (modelo de 1999) e, depois, de um Volkswagen Beetle a gasóleo (modelo de 2012), fornecido pela marca. Os fabricantes queriam usar os resultados da experiência para provar que a nova tecnologia "diesel" era mais limpa e menos maligna que a anterior.

 

O carro usado na experiência foi um dos muitos veículos cujo "software" foi manipulado para dar resultados de emissões mais baixos do que eram na realidade, um escândalo revelado em 2015.

 

Os testes de emissões feitos com macacos foram agora revelados na sequência de um dos muitos processos legais contra a Volkswagen que decorrem nos tribunais dos Estados Unidos.

 

Novo capítulo no escândalo das emissões poluentes

 

As três construtoras alemãs já vieram a público condenar a realização do estudo, que, apesar de ter sido levado a cabo nos Estados Unidos, foi pedido pelo centro de investigação europeu (e financiado pelos três fabricantes alemães).

 

Organizações de defesa dos direitos dos animais, como a PETA, não poupam nas críticas à experiência com os macacos e pedem à Volkswagen o fim imediato dos testes com animais.

 

Ainda não foi possível apurar se os três fabricantes alemães tinham ou não conhecimento da utilização de humanos e macacos para a realização dos testes, segundo a agência Reuters.

 

As três marcas já comunicaram que está em curso uma investigação aprofundada aos estudos realizados pelo gabinete europeu que fechou portas no final do ano passado.

 

 

 

O grupo Volkswagen afirma, em comunicado, que "os testes feitos em animais contradizem os princípios éticos" da marca.

 

Na mesma linha, a Daimler afirmou também que "condena veementemente a experiência", que "viola os valores e princípios da marca".

 

Por seu lado, o grupo BMW "condena os estudos levados a cabo pelo EUGT" e reforça que "não realiza testes em animais".

 

Fonte:

http://rr.sapo.pt/noticia/104208/humanos-usados-em-testes-de-emissoes-de-carros

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:10

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Segunda-feira, 16 de Março de 2015

MAPA ALERTA TURISTAS PARA ZONAS EM PORTUGAL ONDE HÁ MÁS PRÁTICAS COM ANIMAIS

 

«Enquanto os animais não humanos não forem considerados seres tão sencientes como os animais humanos (está provado cientificamente que o são) os países que mantém práticas primitivas e bárbaras contra esses seres deveriam ser penalizados de algum modo»

 

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 Um forcado ataca um touro moribundo e embolado... depois não gostam que lhes chamem cobardes...

 

Touradas, jardins zoológicos, passeios de charrete e a possibilidade de nadar com golfinhos são exemplos sobre Portugal recolhidos num mapa digital, promovido por uma fundação espanhola, que pretende alertar os turistas para más práticas relacionadas com animais.

 

O mapa, um projecto da fundação de defesa animal FAADA, de Barcelona, está disponível em www.turismo-responsable.com

e foi criado para dar a conhecer aos turistas as actividades com animais existentes nos vários países para que "possam viajar de forma responsável", disse a coordenadora da FAADA, Giovanna Constantini, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

 

Sobre Portugal, o mapa dá como exemplo as corridas de touros, sublinhando que, em algumas localidades, existe permissão para matar o touro na arena.

 

O mapa cita também uma investigação de 2011 sobre 10 zoológicos portugueses, realizada pela Born Free Foundation (Reino Unido), cujos resultados mostraram que os parques zoológicos autorizados não estavam totalmente de acordo com as normas da União Europeia, enquanto outros operavam sem licença.

 

Segundo a informação, os zoológicos não dão "qualquer contribuição significativa à conservação das espécies", sendo que a conservação da maioria dos animais nestes parques não é considerada prioritária.

 

"Das espécies ameaçadas, apenas 57 por cento faziam parte de um programa europeu de criação em cativeiro", adianta o texto.

 

Acrescenta ainda que a informação disponibilizada aos visitantes sobre a conservação era inadequada, muitos parques fomentavam o contacto directo entre os animais selvagens e o público e organizavam espectáculos com animais sem qualquer mais-valia educativa.

 

Na informação sobre Portugal é ainda mostrada preocupação com os passeios em carros puxados por cavalos (charretes).

 

"Numerosos animais são explorados além dos seus limites, enquanto levam turistas por terrenos acidentados, debaixo do sol, sem água ou descanso. Sofrem insolações, feridas e são espancados em consequência destas 'experiências turísticas' em que os benefícios económicos para os proprietários estão sempre acima do bem-estar dos animais", afirma-se no texto.

 

Nadar com golfinhos é outra das actividades apontada no mapa, que considera que esta prática, que acontece sobretudo no Algarve, tem "graves implicações para os animais e pode ser perigosa para as pessoas".

 

No mapa, que está online há uma semana, aparecem todos os países e as actividades que fazem com animais para atrair turistas, desde os passeios com elefantes em muitos países asiáticos até às tradicionais corridas de carros de cavalos na Alemanha ou aos passeios em camelo no Egipto.

 

Alerta também para as tradições vendidas turisticamente, como os pacotes de caça na África do Sul, onde os turistas podem caçar leões em reservas.

 

As lutas com galos nos países da América do Sul, como Peru, Bolívia ou Colômbia, ou o treino de macacos para roubar turistas são outros exemplos que constam do mapa.

 

Segundo Giovanna Constantini, um dos países que mais maltrata os animais é a Tailândia, onde 3.800 dos 5 mil elefantes do país se encontram em cativeiro, sendo na sua maioria usados para passeios ou exibidos em espectáculos.

 

Sobre Espanha, a informação disponibilizada afirma que as touradas se fazem com animais "drogados e confundidos, que são apunhalados várias vezes até à morte".

 

O mapa visa alertar os viajantes para a exploração turística dos animais, revelando o que se esconde por detrás de cada espectáculo ou transporte animal.

 

O mapa indica ainda, em cada país, uma lista de centros de recolha e projectos de voluntariado que trabalham na conservação e no tratamento de animais, bem como de organizações não-governamentais de protecção de animais.

 

Lusa/SOL

 

Fonte:

http://www.sol.pt/noticia/126950

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:10

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

«Se amam os Cavalos não os montem»»

 

Porque simplesmente os Cavalos, seres extremamente sensíveis, não nasceram para ser montados, e sofrem horrores quando os usam para tal...

 

 

(O texto que se segue é de Sônia Teresinha Felipe, doutora em filosofia moral e teoria política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, professora da graduação e pós-graduação em filosofia, e do doutorado interdisciplinar em ciências humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil), orienta dissertações e teses nas áreas de teorias da justiça, ética animal e ética ambiental. É pesquisadora permanente do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, autora de «Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas», Edufsc, 2007, e, «Por uma questão de princípios», Boiteux, 2003. 

 

Sônia T. Felipe

 

«Ama os cavalos? Não os monte! (Drª. phil. Sônia T. Felipe) [20/11/2014]»

 

«Não existe monta sem sofrimento para os Cavalos, quer o montador tenha consciência da agonia e tormento do Cavalo, seja bondoso, ou um psicopata que “ama" tanto o seu cavalo a ponto de odiá-lo e chicoteá-lo quando não consegue fazê-lo entender o que quer.

 

O que importa é o que o corpo e o espírito do cavalo sentem, quando há qualquer "disciplina", "domação", “quebra” e “castigo”. O cavalo sempre sofre. A única forma de ele não sofrer é não ser montado nem encilhado. E, não sendo montado nem encilhado, não há desporto de qualquer tipo: bigas, troikas, corridas em plano raso, vaquejadas, touradas, rodeios, olimpíadas, polo, cavalhadas e tudo o que hoje existe porque o Cavalo paga com a sua dor e não raro com a sua vida o gozo de quem o monta.

 

Quando leio e escrevo sobre a agonia dos cavalos, concentro-me nos cavalos. E faço-o, exactamente, porque quem os monta e lhes passa o freio (o ferro) sobre a língua nunca pensou nem entendeu nada de anatomia e fisiologia de cavalos. Pode até ter tido muita aula prática de equitação, mas não teve luz alguma sobre o que se passa debaixo do seu traseiro bem acomodado sobre o lombo de outro animal, tão ou mais sensível do que aquele que o monta.

 

Se eu escrever uma linha dizendo que há pessoas boazinhas com os cavalos, todas, leia-se, todas as pessoas vão se aconchegar nessa linha. Só existe um tipo de pessoa boa para os cavalos: a que não os monta. A que cuida deles e a deixa viver a seu modo. Rara pessoa humana, rara pessoa equina, a que tem tal chance de vida, em paz, sem a agonia dos ferimentos invisíveis aos olhos de toda gente e também de quem a monta.

 

E os cavalos continuarão a ser montados na manhã seguinte, a ter o ferro cruzando a sua língua na manhã seguinte, a receber chicotadas na manhã seguinte, a ter uma sela amarrada sobre o seu lombo para levar uma sedentária ou um sedentário, por horas, sobre a sua coluna, sofrendo, no galope, cada golpe do peso de quem o monta e da sela que nunca é desenhada para respeitar a singularidade do corpo do animal. O cavalo sofrerá tudo isso na manhã seguinte àquela na qual a pessoa leu algo e se classificou como pertencendo ao grupo das que "amam" cavalos.

 

Quem ama os Cavalos não os monta!

 

Escrevo para o animal. É o meu dever. Quem não coloca freio nem cabresto, não coloca sela, não usa esporas, não usa chicote, quem controla o animal apenas comunicando-se com ele, sem qualquer meio repressivo e doloroso (só os Nevzorov sabem fazer isso!), não precisa de se magoar com o que eu escrevo.

 

E quem faz tudo de mal ao Cavalo em nome do "amor" que tem por ele, deve ir para um analista. Os Cavalos não são seres masoquistas. Se estão com um sádico montado no seu lombo, é porque o sádico é um psicopata, quer tenha consciência de si, quer não. Há muita gente que "ama" o seu cão de estimação. Ama tanto que o condena à prisão perpétua e à solidão. Tranca-o no apartamento sozinho a semana toda, de manhã até à noite, para ter algo vivo à sua espera quando chega  exausto do trabalho ou das noitadas. Isso não é amor. É escravização. É privação. É condenação.

 

Entendo bem a angústia de quem conhece pessoas sem maldade que dizem amar os Cavalos e não querem machucá-los. Mas não tem excepção na equitação e na tracção. Usou freio, rédeas, esporas e chicote, é sessão de sadismo puro. Mesmo que a pessoa não veja toda a dor que causa.

 

E quem está sentado atrás da cabeça do Cavalo não vê a dor dele. E a dor que ele sente dentro da boca é indescritível. E a dor de uma úlcera também é indescritível. E a de uma pata lesada, idem. E a dor do pulmão, pelo esforço extraordinário de puxar uma carga morta ou levá-la sobre a coluna, idem.

 

E exactamente por serem indescritíveis todas as dores do Cavalo é que ele obedece. Porque o seu espírito evoluiu para não gritar de dor, pois, na natureza, o cavalo, assim como a vaca, não recebem ajuda de ninguém quando estão feridos. Pelo contrário, se gritarem de dor os predadores os elegem como alvo na próxima rodada.

 

Então, o Cavalo estrebucha, mastiga o freio nervosamente, balança a cabeça de um lado para o outro, dá ré, recusa-se a seguir, tudo isso porque está doendo demais e ele não tem como avisar ao peso morto sobre as suas costas. Ao peso morto que vive causando toda essa dor a ele sem “sentir” no próprio corpo, porque o corpo do peso morto sente mesmo é prazer em estar lá em cima, seguindo o seu passeio ou fazendo o “seu (?) “desporto” preferido.

 

Não porque tenha gostado da prática ou do peso da gorda e do gordo, da magra e do magro, sentados sobre a sua coluna, é que o cavalo segue. Não. Ele obedece porque é um animal fisiológico. A sua existência é o seu sentir. E ele sente horrores de dores com tudo o que fazem para que ele faça o que não tem interesse ou motivação natural alguma para fazer.

 

E, quando o cavalo obedece, é porque tem memória viva de que uma dor ainda maior virá, caso não siga em frente: uma puxada firme das rédeas, que lhe produzem o choque no sistema dos nervos craniais, uma chibatada sobre as carnes já inflamadas pelas chibatadas do dia anterior, dos minutos anteriores.

 

E, muitas vezes, não é somente na boca que a lesão é manifesta. É nas patas que está uma inflamação. É no lombo, pelo atrito do corpo da montaria impactando com a sela as partes da carne do animal, a cada passo, a cada galope. É no estômago. É no pulmão.

 

Até ao ano de 2008, Alexander Nevzorov (Nevzorov Haute École) ainda montava 5 minutos ao dia, podendo chegar a 15, excepcionalmente. Desde 2008, a monta foi definitivamente abolida das suas práticas. Ele escreve: "The year 2008 was a turning point in the history of the School. This was the year that we fully rejected horseback riding. The horse is not intended for riding even the slightest degree. Not physiologically, not anatomically, not psychologically. I had come a pretty long way to have this realization, and it is based not only on my feelings but first of all on the results of long term research. I understand how difficult is to accept this fact. But the ability to abandon horseback riding is a guarantee of a true, high relationship with the horse. Today horseback riding is a turning point of our history. Now we comprehend and bring into this world another beauty - the beauthy of a conversation with the horse as an equal." The horse crucified and risen, 2011, p. 223. Por quê?

 

Porque as carnes ficam inflamadas. A Lydia Nevzorova é fisiologista. Ela faz os exames de termografia computadorizada nos cavalos, e, pelas imagens coloridas, detecta cada área do corpo inflamada e grau dessa inflamação. Esse exame é muito caro. Só os "cavalos ricos" são examinados para a detecção das áreas de inflamação. E o são apenas quando começam os fracassos nas competições, quando eles não têm mais forças psicológicas para obedecer, apesar da dor das puxadas das rédeas na sua face e boca, ou das chicotadas e esporadas. Quando, apesar de toda essa dor, ainda assim o animal não mais obedece, se o "dono" é rico, então o leva para o exame termográfico computadorizado. E o que Lydia Nevzorova encontra é um corpo inflamado da boca às patas, quando não ao ânus (no caso de choques eléctricos).

 

As fotos são impactantes. Na foto de um Cavalo sem inflamação alguma, a de um não usado para montaria, a imagem do corpo todo aparece em azul, sem manchas luminosas. Os animais montados e lesados nas patas, nos tendões, na nuca, no dorso, nos flancos, aparecem com as lesões todas em cores de ondas longas, mais vivas, evidenciando os machucados invisíveis a olho nu. E esses ferimentos internos estão ali todos os dias nos quais o animal é montado e quem o monta não vê. Todos os dias. Cego pelo seu amor à prática, o equitador nada vê.

 

É um tormento ter o corpo todo inflamado. E ser usado todo o dia para dar a um humano prazeres que só existem à custa dessa dor. E a maldade não é minha, nem do cavalo. E tudo isso sempre foi guardado como segredo, a sete chaves, para que ninguém pudesse abrir os olhos e ver o que está fazendo, quando monta um cavalo. Não está só a montar o animal. Está, literalmente, a levá-lo para mais uma sessão de tortura.

 

(Texto transcrito para Língua Portuguesa)

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

ÁGUA – UMA OPERAÇÃO SECRETA

UM ESCÂNDALO, DENTRO DA UNIÃO EUROPEIA
 

Temos de terçar armas neste crime contra a Humanidade!
Por favor divulguem o mais possível e denunciem as negociatas (escondidas).
Exija-se do Poder Político - a começar pelas autarquias - a renúncia a tamanho atentado!

(Recebido via-email)

 

 

Água - Uma operação da União Europeia que começou a ser experimentada em Paços de Ferreira. Reportagem no programa de tv alemão Ard Monitor. Legendado em português (clique em CC no canto inferior direito do vídeo para activar as legendas)

 

***

O IMI, a ÁGUA e a ELECTRICIDADE vão colocar 90% no limiar da pobreza.

 

Em Portugal, na Europa, no Mundo inteiro.

 

Nós pensávamos que se tivéssemos uma casinha, tínhamos uma velhice descansada...

 

Um vídeo com origem na Alemanha e legendado em português (clicar em cc no lado direito da barra inferior do vídeo) sobre um assunto na ordem do dia, a entrega da água aos interesses privados, interessante, assertivo e pedagógico.

 

Vale a pena para ver como se tecem as linhas de força dos negócios na UE e divulgar.

 

É PARA ISTO QUE SERVE A COMISSÃO EUROPEIA?

 

MELHOR SERÁ DEITÁ-LA AO LIXO.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:34

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Segunda-feira, 18 de Março de 2013

«ELES PAVONEIAM-SE COBARDEMENTE EM ARENAS, OSTENTANDO UMA COMBINAÇÃO DE COLLANTS COR-DE-ROSA E LANTEJOULAS…»

 

 

 

 

 A HORA DO RISO, POR RICARDO

 

(Para entenderem o que o Ricardo quer dizer, têm de abrir primeiro a publicação d’«O Blá, Blá, Blá…»)

 

 

Ricardo, deixou um comentário ao post O BLÁ BLÁ BLÁ DE SEMPRE DOS AFICIONADOS… FALAM, FALAM E NÃO DIZEM NADA QUE SE APROVEITE… às 22:09, 2013-03-17.

 

Comentário:

«Este comentário merece ser analisado pois contém todos os pré-conceitos e clichés característicos da filosofia (ou ausência de) aficionada.

 

Quase que tenho pena deste individuo*, tal é o estado de ilusão em que se encontra, mas não é mais do que o resultado de anos e anos de lavagem cerebral.

 

A imagem que este sujeito tem de um "animalista" (conceito bacoco inventado pelos aficionados para descrever o resto do mundo) é a imagem que tem vindo a ser insistida pelo lobby tauromáquico, na sua frustrada tentativa de delimitar e definir o seu "inimigo".

 

É uma imagem completamente falsa, uma triste tentativa de criar uma figura ridicularizável com o qual se tentam vingar de o facto de os aficionados serem motivo de chacota de toda a sociedade.

Eles pavoneiam-se cobardemente em arenas, ostentando uma combinação de collants cor-de-rosa e lantejoulas que faz chorar os olhos de um daltónico e depois os "animalistas" é que são ridículos.

 

A forma como os aficionados inferem sobre características tão específicas das pessoas que condenam a sua actividade leva-me a crer que eles são omnipresentes.

 

Volta e meia lá vem um aficionado acusar abolicionistas de comer carne ou (neste caso) sapateira. Pergunto então: será que seguem os manifestantes depois das touradas? Será que vão até às casas deles para verem o que têm no frigorífico? Talvez recolham fezes para depois analisar, quem sabe?

 

Ao que parece, o Luís leu "algures" que alguém na Alemanha ou Austrália (aproximadamente, uma vez que um dos países é logo ao lado do outro...) que uma mulher que pertencia a uma associação de protecção de animais foi acusada de zoofilia. É suposto isso denegrir os abolicionistas? Em que sentido?

 

E se eu disser que li algures que no México ou em Espanha, um toureiro foi encontrado com centenas de Gigabytes de pornografia infantil no seu computador? Em que sentido é a minha afirmação menos fiável que a sua?

 

Este comentário limita-se a fazer conjecturas sem qualquer base lógica para tal. Tenta ser insultuoso ou talvez até provocador, mas acaba apenas por enaltecer a estupidez e falta de inteligência que é tão característica da comunidade aficionada

 

***

Boa, Ricardo! Esta foi na “mouche”.

E como eles gostam de dizer: quem não gosta, não leia…

Porque o facto de ler ou não ler não implica TORTURA para ninguém.

 

* O indivíduo a que o Ricardo se refere é Luís Soares, o autor do comentário (não o vão confundir com o torcionário da imagem).

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:41

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Quinta-feira, 14 de Março de 2013

O BLÁ BLÁ BLÁ DE SEMPRE DOS AFICIONADOS… FALAM, FALAM E NÃO DIZEM NADA QUE SE APROVEITE…

 

 

 

Ó LUÍS SOARES, A ÚNICA COISA QUE ME APRAZ DIZER É QUE ME PARECE QUE JÁ ESTAVA COM UNS COPOS A MAIS QUANDO ESCREVEU ESTE COMENTÁRIO, QUE, PEÇO DESCULPA, DIZ DE UMA MENTE MUITO EMPANCADINHA…

 

SE NESTE MOMENTO ESTÁ MAIS SÓBRIO… RELEIA O QUE ESCREVEU…

 

APRE!!!!

 

***

 

Luis Soares disse sobre «A DOR DOS OUTROS CAUSA-NOS DOR»: REFLEXÃO AO REDOR DA VACADA ISCALINA na Quinta-feira, 14 de Março de 2013 às 01:42:

 

«Boas, não resisti e vim dar uma vista de olhos... Também ouvi essa notícia dos universitários, e apostei comigo mesmo de que estaria algo sobre isto no seu blog.

 

Ganhei! :D não quero ir em defesa do \"eu\" pq não sei o que ele disse. vocês \"defensores\" dos animais, São um pouco hipócritas, pq criticam os aficionados mas São os primeiros a pedir sapateira numa marisqueira, esquecendo se que esta vai viva para a panela.

 

Meus senhores, eu também nao gosto do carnaval... Será que devia criar um grupo para acabar com o carnaval? (já sei, blá blá blá não sofre ninguém).

 

O touro é um animal nobre.

Extremamente respeitado por qualquer aficionado! Falando por mim, é o meu animal favorito, quando posso vou para o mato só para o apreciar! É um animal bravo! Aquilo que acontece numa tourada, é um misto de emoções, que só um aficionado, e pessoas com juizo/inteligência emocional sabem apreciar.

 

Vocês, não querendo ser rude, não me parecem pessoas normais, imagino-vos sozinhos, cheios de gatos e cães casa. Sem qualquer tipo de respeito. Pelo menos esta ultima está confirmada, tendo em conta as vossas formas de manifestação. Li algures sobre uma mulher que foi acusada, creio que na Austrália ou Alemanha, por zoofilia. Essa mesma mulher, pertencia a um grupo qualquer dos protetores dos animais. Não serão vocês obcecados? Pode ser uma doença. Pelo menos no artigo assim o dizia. Os esforços todos e a indignação toda... Quanto ao álcool e os touros estarem juntos...

 

Meu caro amigo... Ainda bem! Mas sempre podem tentar proibir a produção e venda de cerveja.. assim como assim, as pessoas evoluíram. A cerveja já é uma coisa com mil anos... Vamos beber pepsi que é recente. Ser anti taurino nao passa disso, uma moda.. por mim façam lá o que quiserem...

 

Mas por favor... Quando vou a uma tourada, nao me ocuparem o parque se estacionamento ou espaços para quem vai ao espetáculo. Vão de metro ou a pé, não libertaram dióxido de carbono..nao há tanta poluição.. se não é por nós.

 

Seja pelos animais... :D agora a sério. Nao gostam, não vão. É arte e cultura. E não o podem negar.

Isso de usar argumentos como os dos impostos é ridículo... Os meus impostos também vão para desempregados que nao querem trabalhar e preferem estar a receber, perdão, a mamar do estado (q sou eu e vocês...) E mesmo assim faço os meus descontos... E não São poucos.

 

Mas continuem a lutar contra as touradas. Não vos leva a lado nenhum (basta ver o exemplo de barrancos). Enquanto isso, os impostos vão subindo, o desemprego aumentando, os ordenados diminuindo... Façam qualquer útil vá lá...

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Luís Soares»

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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