Domingo, 19 de Maio de 2019

«DIZEM QUE O TOURO É BRAVO, MAS…»

 

O Touro só é "BRAVO " quando o ATACAM. Eu também sou BRAVA, quando me atacam. O que tenho de comum com o Touro? Ambos somos animais, com um ADN muito, muito semelhante. Sentimos dor, sentimos fome, sentimos sede, sentimos alegria, sentimos cansaço, sangramos, sentimos afecto, somos dotados de um sistema nervoso central, temos fígado, temos coração, e quem não sabe isto é extremamente ignorante.

Os tauricidas, que vão enganar os cegos mentais, caro Mário Amorim.

 

Touro.png

 

touro2.png

Christophe Thomas, um jovem agricultor francês, comprou o Touro Fadjen, que apelidavam de “bravo”, e que estava separado para uma corrida em Barcelona. Thomas tratou e passou a cuidar dele com muito carinho e respeito. E o “bravo” passou a ser o que ele era na realidade: um bovino brincalhão, amistoso, dócil, pacífico e um bom companheiro. Tal como o cão e o gato.

 

«Dizem que o touro é bravo, mas a sua suposta bravura, não corresponde à realidade. Depois, eles nunca mostraram provas cientificas, cientificamente provadas, que provassem esta afirmação.

 

O Touro, é na realidade, um ser dócil. É um dos seres mais dóceis que existe.

 

Como prova o Fadjen, o touro, é um ser, que se for tratado com amor, amizade, companheirismo, respeito e ternura, oferece amor, amizade, companheirismo, respeito e ternura a quem o soube tratar bem.

 

Por tanto; tudo que o que os defensores da tauromaquia, afirmam sobre o touro, é mentira!

 

Mário Amorim

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2019/05/19/dizem-que-o-touro-e-bravo-mas/comment-page-1/?unapproved=2757&moderation-hash=ec787f3b95d7546e04cab6c2b189617d#comment-2757

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:51

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 5 de Abril de 2019

OS TOUROS E CAVALOS SOFREM ANTES, DURANTE E DEPOIS DOS “ESPECTÁCULOS” TAUROMÁQUICOS

 

Porque estamos em plena época da aberração tauromáquica, aqui vos deixo mais um excelente contributo do Dr. Vasco Reis, único Médico Veterinário português que dá a cara pela causa da Abolição das Touradas.

 

Este texto é baseado na Ciência Médico-Veterinária, na Etologia (disciplina da Zoologia que estuda o comportamento animal) e na experiência profissional e desportiva do autor, escrito por ocasião do II FÓRUM DA CULTURA TAURINA NOS AÇORES, e que trago à liça por considerá-lo crucial para o esclarecimento daqueles que ainda têm dúvidas quanto o que é esta “coisa” a que chamam de “tauro (touro) maquia (lucro, dinheiro)”, e que não passa, literalmente, de lucro à custa da tortura de Touros.

 

tauromaquia.jpg

Um triste “espectáculo” de baixo nível cultural e artístico, onde Touros e Cavalos sofrem para gozo de um escasso número de sádicos também de baixo nível intelectual e moral. Valeu a pena? Vieram mais ricos espiritualmente? Encheram a alma com imagens de  rara beleza…?

 

A VERDADEIRA REALIDADE DA TAUROMAQUIA

***

Por VASCO REIS - Médico Veterinário

 

VASCO REIS.jpg

O activista Dr. Vasco Reis, na sua luta pela extinção de uma prática que não dignifica a Humanidade.

 

«Está anunciado o II Fórum da Cultura Taurina com especialistas de 9 países que se reúnem durante 3 dias na Ilha Terceira, a campeã da “afición” no Arquipélago.

 

Os efeitos do fórum serão evidentes, visto que a tauromaquia é uma modalidade que assenta em primeira linha na exploração violenta e cruel do touro, sempre, e do cavalo nos programas em que ele é utilizado como veículo do actor tauromáquico e obrigado a tornar-se “cúmplice” da lide, sofrendo ansiedade e esgotamento e arriscando ferimento e morte.

 

O fórum está a ser considerado como um momento de reflexão, de prestígio para os Açores, de promoção da atractibilidade da Região e como reforço do turismo.

 

Considero que, quanto à influência sobre o turismo, as vertentes serão duas e opostas:

 

Poderá atrair aficionados, gente que sob a designação de arte, aprecia a violência e as fases impressionantes do massacre do touro e as arrancadas e as fintas do cavalo dominado pelo cavaleiro. Poderá também atrair gente tornada curiosa pela publicidade enganosa da organização.

Por outro lado, irá afastar turistas conscientes e compassivos, que vão preferir outros destinos, onde tal espectáculo de massacre não seja permitido.

 

Quanto à influência sobre o prestígio dos Açores, só pode ser muito negativa, porque publicita o facto de que a Região Autónoma, parte de Portugal (que também é atingido), pertence ao retrógrado grupo dos únicos 9 países do Planeta, onde touros e cavalos são massacrados legalmente.



Falta referir-me ao momento de reflexão, que bem necessário é e para o qual eu pretendo contribuir com muito empenho, argumentando resumidamente com o que a Ciência Médico-Veterinária, a Etologia e a minha experiência profissional e desportiva me ensinaram.

 

A ciência, fundamentada na investigação anatómica, fisiológica e neurológica dos animais usados na tauromaquia, confirma o que o senso comum revela: touros e cavalos sofrem antes, durante e depois dos espectáculos tauromáquicos.

 

O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa e prolongada ansiedade a partir do momento em que é retirado do campo, seguindo-se repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.

 

O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.

 

Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam subsistir.

 

Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.



É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

 

A ciência revela que anatomia, fisiologia e neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.



As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.



O especismo é uma atitude que, arrogantemente, coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais, como quiser.



A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos bem, outras, quase consideradas como objectos.

 

Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto e à dor.

 

É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.



"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um pensamento superior do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

 

A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.



O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, couro, músculos, tendões, órgãos vitais, esgotam, por vezes acabam por matar o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento para gáudio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e a morte de um animal.

 

Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutar e a matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.

 

O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e a língua e esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.

 

Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte, pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.

 

O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.

 

Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário, estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.



E o espectáculo é ainda legal em Portugal e mais oito países, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio, de prosa e de poesia. Que tristeza.

 

Tauromaquia é a “arte” de dominar e massacrar touros e cavalos e organizar com isso espectáculos para recreação de aficionados ou de simples curiosos.

 

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.

 

São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha e atentatória da reputação internacional de Portugal, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem! Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-á isso algum gozo?

 

Será isso admirável, corajoso, heróico?

 

Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.

 

Os campos podem ser utilizados de outro modo.

A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia.

Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.

Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado e esgotado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos leais e entre iguais, onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como o boxe, a luta livre e outros e que exigem espírito de equipa, como o rugby por exemplo, considerado desporto de cavalheiros.

 

Aconselho, pela sua mensagem, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha de que resultou a votação que levou à proibição de corridas de touros naquela região autónoma espanhola, facto que está tendo enorme repercussão mundial.

 

Fundamentado no acima exposto, anseio pela proibição das corridas de touros em Portugal e no mundo. Não quero nem posso admitir que qualquer região ou nação seja vergonhosamente conhecida no seu trato aos animais como sendo uma região ou nação bárbara, retrógrada e cruel.



Na certeza de que V. Exas. tomarão em consideração esta minha mensagem assino-me

 

Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário desde 1967,

Actualmente aposentado em Aljezur.

 

Permitam-me o seguinte curto extracto do meu currículo, o qual ilustra alguma da minha experiência prática que dita muitas das minhas opiniões:

Trabalhei 7 anos na Suíça, 10 anos na Alemanha, 3 anos nos Açores (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe afición e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas na minha qualidade de médico veterinário municipal) e 21 anos em Portugal Continental.

Trabalhei sempre, entre outras espécies, com bovinos e cavalos.

Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de dois cavalos polivalentes.

Conheço bem os cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.

Fui entusiástico jogador de rugby durante três anos.

 

Vasco Reis»

 

Nota: escusado será dizer que  este saber do Dr. Vasco Reis, entrou por um ouvido e saiu pelo outro, dos que têm o poder de acabar com esta prática bárbara. E isto acontece porque em cérebros mirrados se não entra nem um grão de poeira, como poderá entrar a Sabedoria?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 5 de Julho de 2018

SOU UM ANIMAL

 

Eu sou um animal, mas não sou superior a nenhum outro animal, quer humano ou não-humano. Sou feita da mesma poeira cósmica de que são feitos todos os outros animais. O meu ADN contém os mesmos elementos do ADN de todos outros animais. Tenho as mesmas necessidades físicas de todos os outros animais. Quando morrer transformar-me-ei em pó, como todos os outros animais.

 

DARWIN.jpg

 

Sou iluminada pelo mesmo Sol e pela mesma Lua.

 

Comunico-me com todos os animais humanos e não-humanos do mesmo modo: falando. Sei falar, sei ler e escrever, sei raciocinar, mas sou incapaz de me orientar na selva, construir um ninho, um formigueiro, uma colmeia, voar... sobreviver no fundo do mar...

 

Diante das forças da Natureza, vulcões, fogo, tremores de terra, tempestades, tsunamis, a minha condição de ser humano iguala-me à de um lagarto: ambos seremos destruídos num ápice, e apodreceremos do mesmo modo. E no final, o que restar de mim não se diferenciará de nenhum outro animal. E a minha racionalidade não me livrará do mesmo destino do lagarto.

 

Mas, contudo, faço uma excepção: sou superior apenas à besta humana.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 2 de Abril de 2018

AS GRANDES MENTIRAS E AS GRANDES VERDADES DA TAUROMAQUIA

 

O mundo tauromáquico assenta em três grandes pilares:

Mentira, Ignorância e Estupidez.

 

Durante séculos mentiu-se, ignorou-se o óbvio e praticaram-se (e continuam apraticar-se) os mais estúpidos actos, em nome deste divertimento de brutos:

 

 

Hoje, não podem dizer que não há informação. Ela existe às carradas, mas ainda assim, as mentes atrasadas recusam-se a informar-se e a acatar o desenvolvimento científico, que coloca os Touros e os Cavalos no rol dos seres mais sencientes do Planeta.

 

E como a ignorância é muita, e a vontade de evoluir é nula, os adeptos desta prática selvática mentem para si próprios, porque recusam a realidade e a evolução.

 

Por isso espalham por aí estas grandes mentiras em que a tauromaquia assenta. Mas para as grandes mentiras, existem as grandes verdades.

 

A maioria dos Portugueses gosta de touradas

– Mentira

 

A esmagadora maioria dos Portugueses abomina as touradas

- Verdade

 

Cada vez mais Portugueses vão assistir a touradas

– Mentira

 

Cada vez mais Portugueses se afastam das touradas

- Verdade

 

Os tauricidas dizem que amam o Touro

– Mentira

 

Os tauricidas amam torturar o Touro

- Verdade

 

A tauromaquia não é financiada com dinheiros públicos

– Mentira

 

A tauromaquia é financiada com os impostos dos Portugueses

- Verdade

 

A tauromaquia subsidia-se a si própria

– Mentira

 

A tauromaquia sem o financiamento do Estado Português desaparecia

- Verdade

 

O touro vive como um rei durante quatro anos

– Mentira

 

Durante quatro anos o Touro sofre as maiores sevícias, para se tornar “bravo” para a lide

- Verdade

 

O Touro nasceu para ser toureado

– Mentira

 

O Touro é um bovino, herbívoro e manso, que nasceu para viver tranquilamente a pastar nos prados

- Verdade

 

O Touro gosta de ser toureado

– Mentira

 

O Touro, como animal que é, não gosta de ser toureado, e a prova disso é quando, na arena, ele manda um carrasco, desta para melhor, em legítima defesa

- Verdade

 

O touro não é torturado, física e psicologicamente antes de uma corrida

– Mentira

 

O Touro é torturado barbaramente, física e psicologicamente, antes da corrida

- Verdade

 

O Touro não é torturado nas corridas de touros

– Mentira

 

O Touro é torturado barbaramente, antes, durante e depois da lide

- Verdade

 

O touro não sente dor

– Mentira

 

O Touro, sendo um animal mamífero, possuidor de um sistema nervoso central sente dor tal como os homens

- Verdade

 

O Touro não sofre

– Mentira

 

O Touro, ser senciente, tem emoções e sofre tal como os homens sensíveis

- Verdade

 

E todas estas verdades estão comprovadas cientificamente, e que não estivessem, basta ser-se humano para não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nós.

 

Não é esta a regra de ouro dos cristãos?

 

E não é a actividade tauromáquica apoiada pela igreja católica? Então onde fica a compaixão cristã, a regra de ouro, a piedade pelo sofrimento de um animal que tem um ADN semelhante ao do Homem?

 

Vivemos tempos bárbaros, governados por bárbaros, em pleno retrocesso…


Em suma, uma vergonha!

 

Isabel A. Ferreira

 

Tema inspirado no texto do Mário Amorim:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2018/03/29/a-mentira-compulsiva-e-um-indicio-claro-de-uma-mente-psicopata/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:06

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 21 de Março de 2018

SABEM POR QUE OS CAVALOS (AB)USADOS NA TAUROMAQUIA NÃO RELINCHAM?

 

  Recordo hoje um texto que escrevi em 2014, a propósito da tortura que a tauromaquia é, também para os Cavalos, e não só para os Touros, dois magníficos animais não-humanos, sencientes, que não mereciam tão cruel sorte.

 

Um texto assente na realidade e não em alucinações de algozes.

 

CAVALO1.jpg

 O que se vê a vermelho, no abdómen do Cavalo, não é sumo de tomate, mas um sangue tão real como o dos humanos…

 

 

Na tauromaquia Touros e Cavalos são torturados impiedosamente.

 

Uns, de uma maneira, outros, de outra.

 

Nos Cavalos, são utilizados uns instrumentos de tortura como os que se vêm nesta foto.

 

CAVALO2.jpg

 

CAVALO3.jpg

 

Contudo, os Cavalos não relincham.

 

Sofrem calados o seu descomunal tormento.

 

Os Cavalos! Animais extremamente sensíveis e tão, tão inteligentes!

 

Porquê?

 

Porque lhes cortam as cordas vocais, para que eles não relinchem de dor, e não só pelos golpes das esporas, mas também pelo ferro serrilhado que lhes colocam dentro da boca, e que lhes deixa o céu-da-boca em ferida!

 

É isto a tauromaquia.

 

É isto a que chamam “cultura” e “arte”.

 

É disto que o Parlamento Português e a Igreja Católica são cúmplices.

 

Não será esta uma prática abominável?

 

A propósito desta abominação, recebi, na altura, um comentário que diz da total alienação mental em que vive esta gente da tauromaquia, que ainda por cima não sabe distinguir homem e mulher:

 

Comentário:

 

De BOA noite a 7 de Julho de 2014 às 00:57

 

Amigo não posso deixar de o informar que como muitos, pouco percebe do que esta a falar, e um concelho de alguém que não concorda consigo, mas que respeita a sua opinião, certifique-se do que diz antes de o colocar para outras pessoas lerem. Aconselho vivamente a participar de perto na criação de touros e de cavalos, e ver quem tem maior amor por eles.

 

Sendo que com essa experiência terá talvez a alguma resposta para as suas duvidas que me parece ter, mas que por mais que lhe tenta-se explicar não iria querer entender. Não me costumo dar ao trabalho de prenunciar sobre estes assunto, pois só vejo a reclamar, quem não faz minimamente nada de bom para estes animais, apenas se limitam a colocar mensagens e a fazer manifestações. Gostava de de o ver também a cuidar, a ter o simples trabalho de os cuidar, de colher os fenos, tratar dos sistemas de agua, das rações, noites por dormir quando estão doentes, tratamentos caros que se fazem para doenças, na esperança que melhore, ( infelizmente nem algumas pessoas tem esses luxos e esses animais sim tem) e tudo estes compromissos que tem o sei ilustre tratador. Depois veja se mais uma vez tem razão para tais argumentos. certamente verá atitudes mais severas, mas deixo para pensar:" será melhor a educação de uma criança que tem tudo o que quer, sem que quando faça algo de mal a chamem a atenção, ou será um homem ( ou mulher) melhor se for corrigido quando ainda criança?" Espero telo ajudado

 

***

 

É obvio que alguém com um discurso bizarro destes, ajuda bastante a compreendermos a mente deformada dos que nascem e vivem para a crueldade, com a agravante de que estão convencidos de que eles é que têm razão, e nós nada sabemos.

 

Só esta de “aconselhar” a participar na criação de Touros e Cavalos e ver “quem tem maior amor por eles” é algo de uma mente completamente desequilibrada, que não tem a noção de que criar Touros e Cavalos com todos os cuidados com a finalidade de serem torturados é algo macabro, cruel, cínico, hipócrita, impróprio, insultuoso e assente numa desmedida ignorância.  

 

Depois, o resto do discurso desta criatura é de uma total absurdez.

E a pergunta a fazer é esta: terão estes torturadores de Touros e Cavalos culpa desta ignorância entranhada no ADN deles, recusando-se a evoluir?

 

A resposta é não, não têm culpa.

 

A culpa é do nosso sistema político, dos governantes que temos, também eles, na sua maioria, absurdamente avessos à evolução.

 

E enquanto estiverem no Poder, partidos políticos apostados em manter a ignorância, este povinho, que vive alienado no mundo do embuste, jamais optará pela Cultura Culta, e Portugal continuará mergulhado no mais ignominioso obscurantismo.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Domingo, 10 de Setembro de 2017

AS LÁGRIMAS DE CROCODILO DOS QUE LEVARAM À MORTE O FORCADO PEDRO PRIMA

 

Primeira observação: na imagem abaixo, pode ver-se crianças que assistiram, ao vivo, praticamente à morte do forcado. E se isto não é violento para uma criança, o que será violento????

 

Segunda observação: o forcado Pedro Prima foi atirado para a morte, pelos sádicos que, naquele dia, se encontravam naquela arena, e o aplaudiram, como se ele, o forcado, estivesse a salvar a vida daquele Touro (e isto sim, seria heroísmo).

 

Terceira observação: o Touro, atacado pelo bando de forcados, encontrava-se já ferido, debilitado, cansado, em grande sofrimento, perfurado por bandarilhas, e a sangrar, copiosamente, por dentro e por fora, numa palavra: estava moribundo, e se isto não é ser carrasco (verdugos, algozes) de um ser vivo, os terroristas são santos…

 

MORTE DE FORCADO.png

Origem da imagem:

http://www.jn.pt/local/noticias/beja/beja/interior/morreu-o-jovem-forcado-dos-amadores-de-cuba-ferido-durante-corrida-de-touros-8751039.html

 

O texto que escrevi, sobre este episódio (que pode ser recordado neste link)

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/morreu-um-forcado-quando-torturava-um-738420

e em que coloquei o ponto no principal I, ou seja, na INSANIDADE desta prática selvática, gerou uma inacreditável onda de histerismo (perturbação mental) entre os aficionados de selvajaria tauromáquica, que se “atiraram” a mim, selvaticamente, como os tauricidas, cobardemente, se atiram aos Touros.

 

Este fenómeno foi analisado ao pormenor, por quem de direito, e chegou-se a esta aterradora conclusão: mas não é óbvio que o forcado morreu a satisfazer as taras dos psicopatas que pagam bilhete para aplaudir esta barbárie?

 

São os aficionados, providos de maus instintos, que têm as mãos sujas do sangue de Pedro Primo, e por todos os outros que já morreram ou ficaram aleijados nas arenas, e dos que vão continuar a morrer e a ficar tetraplégicos, se não se acabar já com esta carnificina inútil, insana e inglória.

 

Depois do mal feito, e ainda o corpo do malfadado forcado não tinha arrefecido, já os aficionados andavam por aí, na comunicação social, a aproveitar-se desta morte, para fazer propaganda à selvajaria tauromáquica, porque no fundo, estão-se nas tintas para estas mortes, o que lhes interessa é garantir o futuro da barbárie.

 

Se, na realidade, se importassem com a vida do forcado, não o atirariam para a arena, nem aplaudiriam uma façanhice tão indigna de seres humanos.

 

Os aficionados, os que andaram por este Blog e na minha página do Facebook a destilar o veneno que lhes corrói as entranhas, os maus instintos gravados no seu ADN, e a ignorância e estupidez em que assentam as suas crenças tauromáquicas, são os verdadeiros culpados pela morte do Pedro Prima, e numa tentativa de exorcizarem essa culpa, escolheram-me para bode expiatório.

 

Agora vêm para aqui chorar lágrimas de crocodilo e a atirar-me pedras, como se eles não fossem os verdadeiros culpados da morte do Pedro Prima.

 

E para aqueles que não sabem o que são “lágrimas de crocodilo” aqui deixo a origem desta expressão que tão bem assenta aos aficionados. Esta expressão surgiu a partir da observação do comportamento dos crocodilos na Natureza.

 

Os crocodilos, quando capturam uma presa, mordem-na com muita força, para que morram sem sofrimento (ao contrário dos tauricidas que adoram ver o Touro sofrer).  Para isso, precisam de abrir muito a boca, o que provoca uma pressão nas glândulas lacrimais, fazendo-os lacrimejar. Deste modo, o crocodilo parece chorar sempre que devora a sua presa. E as lágrimas soltam-se, com total ausência de emoções ou sentimentos.

 

É como quando descascamos e picamos cebolas bravas.

 

Logo, um aficionado que chora “lágrimas de crocodilo” é tido como hipócrita e aproveitador, pois tenta ganhar a confiança das pessoas, fingindo que se importa com a morte dos que ele atira para as arenas e aplaude.

 

É que uma coisa é morrer em pleno exercício de uma actividade digna do Homem, e outra coisa é morrer quando se está a maltratar um ser vivo moribundo, para divertir um bando de sádicos.

 

O que mexeu convosco, foi o facto de eu ter destruído mitos tauromáquicos.

 

Tenham vergonha!

A Vida para vocês, aficionados, vale ZERO, se não valesse, não seriam aficionados de TORTURA.

 

E vão procurar bodes expiatórios entre os que praticam, aplaudem, apoiam e promovem esta selvajaria que mata animais não humanos e animais desumanos.


Os animais humanos, não frequentam antros tauromáquicos.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:27

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 19 de Junho de 2017

NA ILHA TERCEIRA (AÇORES-PORTUGAL) A ESTUPIDEZ CONTINUA...

 

O povo da ilha Terceira foi atacado pelo vírus da estupidez, há um longuíssimo tempo. Este é um vírus que provoca um bloqueio nos neurónios e as criaturas não conseguem raciocinar normalmente. Trata-se de uma doença para a qual existe cura, porém, estupidamente, os governantes, também atacados por este vírus, não permitem que esta doença seja erradicada, porque lhes convém manter um povo bronco e submisso.

 

Investigadores norte-americanos encontraram o micróbio com impacto fundamental nas funções cognitivas dos indivíduos. A mentalidade fica completamente deformada, aparvalhada, e o resultado é o que podemos ver neste vídeo.

 

 É assim que os broncos se divertem, na ilha Terceira (Açores): com marradas, gritos, histeria, muito álcool e muita, muita estupidez… E depois querem ser considerados “gente” normal… O fulano do vídeo não morreu. Para a próxima estará lá outra vez. Só desistem quando morrem…

 

(Para que confirmem)

Cientistas descobrem o Vírus causador da Estupidez Humana!!!

(Se bem que a estupidez só pode ser humana. Nenhum animal não humano é estúpido)

48903da4677aa4dc76e8efbfd4a9d3b2.jpg

 

O que nós sempre achámos que era um problema de nascença ou até mesmo de educação, afinal é mesmo a causa de um vírus que afecta a capacidade cognitiva dos humanos, limitando a aprendizagem e a memória, tornando-os assim menos inteligentes.

 

Este vírus chama-se ATCV-1 e foi descoberto, acidentalmente a partir de um estudo sobre micróbios na garganta, por cientistas da Universidade John Hopkins e da Universidade de Nebraska.

 

De acordo com o jornal britânico «The Independent», os cientistas da Johns Hopkins Medical School e da Universidade de Nebraska encontraram o vírus quando estavam a estudar micróbios na garganta, para uma outra investigação. De forma surpreendente, os pesquisadores descobriram ADN nas gargantas de indivíduos saudáveis que coincidia com o ADN de um vírus conhecido por afectar as algas verdes.

 

«Este é o exemplo perfeito de que os microorganismos “inócuos” podem afectar o nosso comportamento e cérebro», explicou Robert Yolken, um virologista que liderou o estudo original.

 

Por norma, este apenas existia em algas verdes presentes nos lagos e nos rios, mas nunca tinha sido encontrado no corpo humano.

 

Por isso, da próxima vez que encontrarem alguém estúpido, pensem que afinal ele pode ser apenas uma vítima deste vírus e aconselha-o a dirigir-se ao hospital mais próximo… se mesmo assim não ficar melhor, é porque é mesmo um nível de estupidez que nem a ciência consegue curar!

 

Este será o caso dos portugueses adeptos do divertimento mais estúpido existente em Portugal: touradas à corda, de praça, à portuguesa, e todos os outros (circo, corridas, festas de matança de porcos) que envolvem o uso e abuso de animais não humanos.

 

Fontes:

http://www.ela-e-ele.com/cientistas-descobrem-o-virus-causador-da-estupidez-humana/

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/microbio/descoberto-virus-responsavel-pela-estupidez

http://www.dn.pt/ciencia/interior/e-normal-a-estupidez-propagarse-e-um-virus-4231562.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:14

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAUROMÁQUICO ESTÁ SENTADO NO PODER TUDO É POSSÍVEL…

 

Mas… há sempre um mas…

Não acredito no que li

 

CMTV.jpg

 

O Farpas Blogue anunciou, há dias, que a CMTV poderá vir a emitir uma tourada.

 

Isto não me surpreendeu muito, até porque o Correio da Manhã promove touradas.

 

Todos nós sabemos, e a CMTV, também saberá que a tauromaquia é uma forma cruel de tortura de touros, animais sencientes, animais como nós.

 

A CMTV também sabe que por todo o mundo civilizado existe uma forte e crescente contestação social a esta actividade que vem de um tempo onde imperava a ignorância mais profunda.

 

Porém, o mundo evoluiu, os conhecimentos são outros e talvez por isso a SIC e a TVI, canais televisivos com grande audiência em Portugal, deixaram de transmitir touradas.

 

A RTP lá continua a transmitir violência e crueldade contra seres sencientes em directo, por motivos que todos nós sabemos: uma subserviência demasiado óbvia ao lobby tauromáquico, na mão de umas poucas famílias.

 

Ora, tendo em conta que a CMTV é uma estação televisiva que diz “buscar um olhar português sobre o pulsar contínuo do País e do Mundo” e “não se verga a interesses particulares”, é estranho que o Farpas Blogue tenha tornado pública uma notícia que se não é falsa é no mínimo insólita.

 

É preciso fazer Portugal evoluir. E todos esperamos que o Grupo Cofina não permita que se beneficie a indústria tauromáquica, e se continue a realizar a Corrida Vidas/Correio da Manhã, que em nada prestigia o Grupo, a TV e a comunicação social.

 

O que espero da CMTV é que, em vez de considerar sequer a possibilidade de emitir touradas, apresente uma reportagem séria sobre os bastidores da tauromaquia – o lado desconhecido e mórbido da vida de um ser senciente, um bovino, um herbívoro, um mamífero superior, com um ADN semelhante ao do ser humano, e que sofre horrores antes, durante e depois da lide, conforme podemos constatar neste link:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Apelo, portanto, para a sensibilidade e o bom senso dos que, pretendendo prestar um bom serviço televisivo aos Portugueses, não cedam à tentação de transmitir violência e crueldade, tornando ainda mais cruel e violento o mundo em que vivemos.

 

Isabel A. Ferreira

(Fonte: Marinhenses Anti-Touradas)

 

Enviem os vossos protestos para:

sede@cofina.pt; geral@cmjornal.pt; secretariaproducao@cmjornal.pt; publicidade@cofina.pt; marketing@cofina.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

UM COMENTÁRIO DESPREZÍVEL A PROPÓSITO DA PROPOSTA DO PAN DE PROIBIR O USO DE CARROÇAS PUXADAS A CAVALO

 

 

Pois, ó rico, se a si lhe deu um fanico, a nós deu-nos um grande asco quando lemos este comentário, por ser retrógrado, desactual, desadequado e impróprio para seres evoluídos

 

COMENTÁRIO.jpg

 

Não que nos surpreendesse tal arengada, porque estamos fartos de saber que acéfalos não pensam, nem têm sentimentos e seguem os instintos primitivos de seres que ainda não evoluíram.

 

Mas sempre ouvimos dizer que água mole em pedra dura tanto dá até que fura, portanto não desistimos.

 

E ainda que ninguém encomendasse qualquer sermão, ele aqui vai desafrontadamente…

 

O PAN também não desiste, porque está representado na Assembleia da República Portuguesa pelo André Silva, um Homem evoluído, avançado no tempo, um espírito do futuro, que trouxe àquele lugar velho (que é o hemiciclo da AR, onde uma esmagadora maioria de gente que, apesar de nova, já nasceu velha se senta, e faz discursos velhos, e aprova leis retrógradas no que concerne aos Direitos dos Animais e das Crianças), um discurso novo e adequado aos tempos modernos e ao avanço dos conhecimentos que hoje temos sobre a senciência animal, e que os que optam pela ignorância e recusam esse conhecimento desconhecem.

 

A proposta do PAN quanto á proibição do uso de carroças, charretes e “charabans” (charabãs) de tracção animal provém de uma mente aberta, arejada, evoluída, futurista, uma mente do século XXIII (assim 23 ou mais) depois de Cristo.

 

O que diria a rainha de Inglaterra?

 

E o que nos interessa o que diria a rainha de Inglaterra, uma nonagenária que não evoluiu o suficiente para saber que os Cavalos não nasceram para servir o pré-humano (aquele que ainda não evoluiu para Homem), e são seres extremamente sensíveis, e sofrem horrores a puxar carroças para que rainhas andem de traseiro tremido em cima delas.

 

E sim, há-de chegar o dia em que vai ser proibido montar Cavalos.

 

E sabe porquê rico?

 

Dizemos-lhe, para que não diga que não lhe disseram: Porque não é só o esforço físico que muito custa aos Cavalos. São os ferros na boca que magoam e ferem as gengivas, a língua, o palato, a mandíbula (se for barbela), a pressão dolorosa sobre o chanfro se for serrilha, dor e ferida por um arreio mal adaptado, e os malditos chicotes. E isto não é coisa nossa. Isto é o saber do Médico Veterinário, Dr. Vasco Reis, que durante vários anos cuidou de Cavalos, no estrangeiro.

 

Mas os cavalgadores não podem ver (ou não lhes interessa ver) os esgares de dor que os Cavalos mostram, quando são montados, quando puxam carroças, arados, charretes, enfim, quando são usados e abusados pelos pré-humanos.

 

O rico do PAN é rico, sim. Mas é rico em sentimentos, em sensibilidade, em inteligência, em saber, em evolução, em ética, em essência humana, e claro quando se fala em touradas, tanto defende o Touro como o Cavalo, obviamente, pois ambos estão incluídos nesta selvajaria.

 

Mas há aqui um detalhe que urge salientar: o PAN ou outro qualquer partido anti-tourada, não pode levar para a Assembleia da República uma proposta abolicionista destas práticas cruéis primitivas, por um motivo simples: é que o lobby tauromáquico está lá instalado de mala e cuia, e se não passa um projecto de lei de protecção às crianças para que não assistam nem pratiquem estes horrores, como há-de passar um projecto de lei para proteger os animais, que para a esmagadora maioria dos deputados da Nação são apenas os Gatos e os Cães que não sejam de circo ou de corrida?

 

A proposta abolicionista só fará sentido quando Portugal estiver representado por deputados evoluídos. Contudo, até lá, estas práticas bárbaras deixarão de existir porque a juventude prefere assistir ao Festival Super Bock Super Rock, e outros que tais, do que ver torturar bovinos indefesos, numa arena cheia de sádicos.

 

Apenas uma minoria inculta, retrógrada e a cair de velha (em idade, uns, e em mentalidade, outros) se dispõe a ir a uma arena de tortura.

Ó rico, não admira que não consiga entender onde quer chegar o deputado do PAN. E sabe porquê? Porque ele está distanciado de si milhares de anos-luz. E não só de si, como também de todos os que se recusam a ver o óbvio e a evoluir.

 

E quer saber, o deputado do PAN nunca iria propor que as carroças, as charretes e os seus “charabans” só poderiam circular se puxados por ricos encartados para o efeito, porque o deputado do PAN é um Homem civilizado.

 

Mas que apetece dizer que seria uma boa ideia, lá isso apetece. Assim os ricos iriam sentir o que custa puxar carroças, e talvez mudassem de ideia e evoluíssem e deixassem os Cavalos em paz.

 

Sabe, rico, dizer que “gosta muito de animais” e depois os tortura ou gosta de os ver torturados, não é de seres humanos.

 

Quem defende um Cavalo defende de igual modo um Homem, porque ambos são animais com ADN muito, muito semelhante.

 

Mas não nos peça para defender um rico, como o que escreveu este comentário, porque só defendemos animais humanos e não humanos. Não defendemos animais pré-humanos.

 

E corram, corram bastante até perderem o fôlego, para ver se ainda conseguem alcançar o comboio da evolução, que já percorreu vários séculos, e vocês ainda não se deram conta de ele ter passado pela vossa rua…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:45

link do post | Comentar | Ver comentários (4) | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

GARRAIADA: O DUX VETERANORUM DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DESCONHECE O SIGNIFICADO DE “VIOLÊNCIA”

 

Que vergonha!

 

João Luís Jesus, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, consulte um dicionário e aprenda o significado de “violência” e sinta as vibrações da ignorância das suas declarações a tanger ao seu redor…

 

GARRAIADA.jpg

(Imagem: Arquivo Global Imagens)

 

Isto que vemos na imagem pode não fazer sangue, mas é violência, é crueldade, é brutalidade exercida sobre um ser senciente, que se vê bruscamente retirado do seu habitat (o que só por si é já uma violência), depois é rudemente enfiado num transporte (o que é outra violência) e depois de várias horas submetido à escuridão desse transporte, sem água e sem alimentos (o que é outra violência) é finalmente e estupidamente atirado a uma arena (o que é outra violência), onde o esperam uma cambada de bêbados que, sadicamente, o torturam de todas as maneiras (o que é o máximo das violências) e ainda que não lhe espetem farpas e bandarilhas e não o sangrem, estão a violentá-lo brutalmente.

 

E chamam a isto “divertimento de estudantes do ensino superior”?

 

Disse o dux: «Acabou-se com a parte violenta da Garraiada».

 

Como disse, João Luís Jesus?

 

É dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, diz-se estudante do Ensino Superior, e fala como um ignorante, desconhecendo o significado da palavra VIOLÊNCIA?

 

Para sua informação, violência é brutalidade, atrocidade, crueldade, não só física como também psicológica, e tudo isso continua a existir na prática primitiva e parva da “garraiada”, que não é tradição na Queima das Fitas de Coimbra, mas tão-só um costumezinho bárbaro e primitivo, infiltrado numa festa que devia ser de estudantes do ensino SUPERIOR e não passa de uma brincadeira de muito mau gosto de rapaziada de baixo nível moral, cultural e social. E até podem dizer que são filhinhos do papá e da mamã, muito endinheirados, porque isto não muda a vossa condição de apoucados.

 

Ao dizerem que se retirou os (cobardes) toureiros e forcados e montadores de cavalos e os sanguinários bandarilheiros, das garraiadas de Coimbra significa apenas que poderá eventualmente não haver SANGUE. E apenas isso.

 

Mas sangue não é sinónimo de violência, dux veteranorum.

 

Você pode ser brutalmente espancado (que é o que acontece aos garraios) e não ficar a sangrar, e isso não significa que não tenha sido vítima de violência.

 

INTELIGÊNCIA.jpg

 

Experimente colocar-se no lugar do garraio. Deixe que o agarrem pelos cabelos (uma vez que não tem rabo) e andem consigo às voltas na arena, ao som dos gritos histéricos de uma assistência sádica e sedenta de parvoíce, e depois diga-me se gostou.

 

O dux, achando que estava a dizer algo muito cultural, afirmou que no lugar do que chamou “novilhada popular", será introduzida "uma actividade ligada à tauromaquia", com prática e tradição em Espanha, em que “profissionais” vão dar um "espectáculo de acrobacias, de forma divertida, em que não há qualquer contacto directo com o animal».

 

Barbarismos vindos de Espanha?

 

Não terão os falsos estudantes do “ensino superior” nada mais civilizado para se divertirem a não ser à custa do tormento de um animal, que é atirado a uma arena, e mesmo que ninguém lhe toque, está a sofrer horrores psicologicamente, porque o seu lugar não é numa arena, mas sim num prado, a ruminar as ervas pacificamente?

 

Não conseguirá o dux veteranorum de Coimbra avaliar a situação anormal a que é atirado um animal não humano retirado do seu habitat natural?

 

Apregoam que a “garraiada”, começará com um desfile de fitados, e termina com a “vacada”, em que estudantes fazem pegas a garraios, sendo "introduzidas regras" para que não haja "tantos estudantes de volta do animal", protegendo "ao máximo" o garraio e garantindo "o mínimo de contacto".

 

Mas serão assim tão incapazes de fazer a vossa festa apenas animais humanos? Não sabem divertir-se civilizadamente, sem ser a torturar animais não humanos, ainda que digam não lhes toquem?

 

Não são capazes de pensar? De agir conforme a ética humana (sim porque até os animais não humanbos têm uma ética)? E andam vocês a estudar numa universidade para quê?

 

Ainda de acordo com o dux, «com estas alterações, cujos pormenores ainda estão "em fase de estudo", será possível anular "a violência que era contestada", "salvaguardar a integridade do animal" e manter, ao mesmo tempo, "a tradição tauromáquica na Queima das Fitas».

 

A violência tão contestada continuará a existir, enquanto o vosso divertimento assentar na tortura (ainda que psicológica) de um animal indefeso, inocente e inofensivo, que não tem voz para dizer NÃO QUERO ESTAR ALI, e que sente esse tormento tanto quanto sentiria o dux veteranorum se um bando de terroristas islâmicos o apanhassem para brincar à torturazinha psicológica.

 

O sentimento de medo é exactamente o mesmo. É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

 

A ciência revela que a anatomia, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. O ADN destes três animais é quase coincidente.

 

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.

 

Estes pseudo-estudantes do ensino “superior” de Coimbra serão tão incapazes de fazer este raciocínio básico?

 

12963497_1715122238729456_7022357356895491936_n[1]

Lamentável que os organizadores da Queima das Fitas não tenham tido a lucidez da Queima das Farpas.
Origem da imagem:

https://www.facebook.com/Queima.das.Farpas/photos/a.1585670385007976.1073741828.1568326173409064/1715122238729456/?type=3&theater

 

Ponham os olhos na evolução da Academia do Porto, que em boa hora aboliu esta prática mesquinha, medíocre, que só diz da inferioridade e da vulgaridade de quem a executa.

 

Para terminar, farei minhas as palavras que Carlos Loures escreveu a propósito desta falta de lucidez que se chama tauromaquia:

 

«Não há tolerância que possa ser invocada para desculpar o gosto pelas touradas, aquilo que em bom português se designa por afición. Como, a não ser por uma tara, ou por uma perversão do carácter, pode alguém gostar de ver um animal a ser torturado? Se o aficionado professa a fé católica, está a pecar, se pensa que é boa pessoa, desiluda-se, é um monstro, se se julga culto, um intelectual, por assim dizer, não pense uma coisa dessas, porque é uma besta. Se é nobre e usa um brasão num anel, nesse caso, está certo – a nobreza diz bem com a tourada – em termos de fé, no plano da ética, no da cultura…

Não há nada para compreender. Quem se diverte com a tortura de um animal é um sádico. Quem procura esconder o sadismo sob uma capa de mística, a não ser que seja nobre, é um estúpido

 

Evolua, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, para poder ser digno de liderar uma academia civilizada.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

link do post | Comentar | Ver comentários (1) | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

«DIZEM QUE O TOURO É BRAV...

OS TOUROS E CAVALOS SOFRE...

SOU UM ANIMAL

AS GRANDES MENTIRAS E AS ...

SABEM POR QUE OS CAVALOS ...

AS LÁGRIMAS DE CROCODILO ...

NA ILHA TERCEIRA (AÇORES-...

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAU...

UM COMENTÁRIO DESPREZÍVEL...

GARRAIADA: O DUX VETERANO...

Arquivos

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt