Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

MEDINACELI 2014, EL SUFRIMIENTO DE ISLERO

 

Que el mundo quede consciente de este infierno

 

El toro jubilo es una crueldad practicada por cobardes.

 

Gracias activistas, por existieren, por resistieren, por hablaren en nombre de los toros torturados en Medinaceli (Soria), España.

 

 

Medinaceli es un lugar de muerte.

 

Un lugar donde existen monstruos, y donde los que gobiernan a los monstruos son peores que ellos.

 

 

Medinaceli es un infierno.

 

 

 

Islero, último mártir de quienes quieren seguir en la Edad de Bronce

http://www.eldiario.es/caballodenietzsche/Islero-ultimo-quieren-Edad-Bronce_6_325177490.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

A SANGRENTA E BÁRBARA FESTA DE SAN FERMÍN EM PAMPLONA (ESPANHA)

 

Um pouco de história…

 

 

Esta “festa” religiosa onde touros são maltratados e mortos continua a difamar e a insultar toda a Espanha e a Humanidade.

 

Começou na segunda-feira (7 de Julho) a festa de São Firmino de Pamplona, no norte da Espanha, mais um evento que gira em torno da exploração e morte de animais.

 

Em apenas 2 minutos e 25 segundos, cinco touros de Torrestrella, guiados por seis bois, são forçados a realizar os 848,6 metros de percurso pelas estreitas e deslizantes ruas de Pamplona, lotadas de milhares de “corredores”, experientes ou novatos, com alguns tentando aproximar-se o máximo possível dos animais.

 

 A quantidade de pessoas presente na tal corrida seria suficiente, por si só, para provocar um enorme stress aos animais. Após serem obrigados a correr ao lado de uma multidão, os animais sobreviventes são mortos.

 

Na “festa” do ano passado, manifestantes sob organização da ONG PETA fizeram um protesto pelos 48 touros mortos no evento, conforme publicado pela ANDA. Os activistas ficaram sem roupa, dentro de caixões e ostentando placas, representando os animais vitimados. Este ano, a ONG também está a realizar protestos no local.

 

http://www.anda.jor.br/13/07/2014/festa-religiosa-touros-sao-maltratados-mortos-continua-espanha

 

Pamplona, na Espanha, iniciou no domingo dia 06/07, a tradicional celebração de São Firmino, conhecida mundialmente pelas touradas. A psicopatia disfarçada de "festa" acontece nas ruas da cidade até o dia 14 de Julho.

 

A “festa”, sangrenta, de São Firmino acontece em Pamplona desde 1591, em homenagem ao padroeiro da cidade. Uma “festa” com motivo religioso (?), onde turistas e moradores locais, durante nove dias, saem às ruas para acompanhar os espectáculos, procissões, touradas e aos "encierros", que é quando os bois são soltos nas ruas para correr atrás das pessoas.

 

Os animais são soltos desarvorados nas ruas, no meio de uma multidão alcoolizada e ensandecida, que faz de tudo para provocá-los pois, quanto mais "furioso" o deixarem, mais "divertido" se torna a folia dos psicopatas. Vale de tudo - chutos, pontapés, socos, puxão no rabo, pauladas, e todo o tipo de humilhação que o animal possa passar até, claro, ele ser morto.

 

Apesar dos apelos do mundo inteiro, de entidades protectoras dos animais, de protectores dos direitos humanos, pedirem o fim dessa comemoração tão bárbara e cruel, infelizmente essa vergonha mundial continua a acontecer, em pleno século XXI.

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=669881119772532&set=pb.423771731050140.-2207520000.1405375215.&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014

«CRIANÇAS EXPOSTAS À VIOLÊNCIA DAS TOURADAS»

 

Reflexões sobre assuntos actuais, em Portugal, pelo jornalista e escritor irlandês Len Port, no seu Blog «Portugal Newswatch»

 

«Este é o primeiro artigo/reportagem sobre as TOURADAS escrito por um Jornalista Irlandês, em grande parte resultado do trabalho determinado, paciente, persistente, conciliador e motivador que o nosso valoroso Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário algarvio, vem desenvolvendo há anos no Algarve, e que em breve levará ao encerramento da Praça que mais touradas realiza neste belo jardim à beira-mar plantado» 

O círculo começa a apertar-se...

 

Cartaz: «Por favor, não visite este lugar de tortura»

(Foto tirada em Albufeira, em Junho de 2014)

 

Quarta-feira, 9 de Julho de 2014 

 

«Muitos turistas estrangeiros estão involuntariamente a maltratar os seus filhos e a violar a lei, trazendo os jovens menores de idade para touradas, de acordo com os activistas de direitos animais no Algarve.

 

O grupo activista «Cidade de Albufeira Anti Touradas» (CAAT) está a solicitar aos serviços de inspecção do Governo, responsáveis pela segurança em espectáculos públicos, para parar de fazer vista grossa ao acesso ilegal de crianças, com idades inferiores a 12 anos. 

 

Os manifestantes afirmam que muitos jovens estão a ser flagrantemente expostos à crueldade contra os animais, cada vez que uma tourada é realizada no Algarve.

 

Os turistas constituem a grande maioria dos espectadores na praça de touros de Albufeira, o local onde se realiza mais touradas no país. 

 

A Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) confirma que a lei proíbe claramente a entrada de crianças com idade inferir a 12 anos.

 

Não há excepções a esta cláusula. Quando as autoridades não têm certeza da idade da criança, os pais devem ser instados a mostrar um documento que comprove a identidade e idade da criança. Se os pais não o fizerem, a responsabilidade pelo cumprimento da lei será deles. 

 

No início do corrente ano o Comité das Nações Unidas para os Direitos da Criança expressou a sua preocupação acerca desta matéria, e exortou Portugal a investigar os efeitos mentais e emocionais da exposição de crianças à violência das touradas.  

 

Os manifestantes anti-tourada não culpam os turistas por estes, conscientemente, maltratarem os seus filhos ou violarem a lei. A maioria dos pais estrangeiro, britânicos e outros, dizem eles, não têm conhecimento da lei e são eles próprios vítimas da desinformação quanto às touradas serem uma característica aceitável da cultura portuguesa.

 

«Dizem a toda a gente que os touros não são mortos na arena como em Espanha, por isso soa como se as touradas portuguesas fossem inocentes», diz Isabel Searle, líder dos manifestantes. «Mas os turistas não são informados sobre o sofrimento dos touros antes, durante e depois das lutas».

 

Esta forma de entretenimento público ocorre em Portugal, bem como em Espanha, há vários séculos, mas um número crescente de pessoas, em ambos os países estão a exigir que ela seja abolida.

 

As crianças, juntamente com os adultos que assistem a uma tourada em Albufeira podem testemunhar quatro ou cinco touros a serem torturados e trespassados por bandarilhas, num espectáculo que tem a duração de cerca de duas horas.

 

As touradas são realizadas semanalmente, durante os meses de Verão. «Os turistas vão por curiosidade. Eles não estão cientes da crueldade envolvida», disse Mark Evans, um membro do grupo activista.

 

«Eu já vi muitos turistas em estado de choque e, por vezes, fisicamente doentes, após a sua primeira tourada. Eles não vão uma segunda vez».

 

Manifestantes do CAAT, de várias nacionalidades, estão a planear uma outra manifestação pacífica, do lado de fora da arena de Albufeira, na próxima Quarta-feira à noite (16 de Julho) e, novamente, na noite de Sexta-feira, 22 de Agosto. Eles estão a apelar a todos os outros, residentes estrangeiros, bem como portugueses, para se juntarem a eles.

 

Quando questionada sobre permitirem crianças na praça de touros, a polícia disse aos manifestantes que essa era uma questão para a Inspecção-geral das Actividades Culturais (IGAC). Mas este organismo não tem mostrado, até agora, nenhum interesse em aplicar rigorosamente a lei, dizem os activistas.

 

Ao promover a consciencialização dos turistas para a brutalidade envolvida nas touradas, os manifestantes esperam pôr fim às touradas no Algarve, o que pode eventualmente levar a uma proibição em todo o país.

 

Um dos poucos aficionados britânicos que vivem no Algarve, o qual frequenta touradas em Espanha há décadas, disse-nos que o craveira de touradas no Algarve é baixa, porque elas são apenas espectáculos para turistas.

 

Ele concordou que a tourada é um espectáculo violento e observou que, mesmo no seu mais alto nível, é perigosa para os homens que lutam a pé, que são muitas vezes feridos, às vezes fatalmente, quando atingidos por um touro pesando uns 500 quilos. Os Cavalos, que se apresentam nas Corridas de Touro à Portuguesa, também correm risco de morte.

 

Comparado com o gado domesticado, criado para carne, os touros destinados à arena têm um estilo de vida muito melhor, afirmou. Touros de qualidade são mantidos em boas pastagens durante cinco anos antes de entrar na arena em condições físicas superiores, enquanto os bovinos são frequentemente tratados com medicamentos para acelerar o crescimento e mantidos em ambiente miserável antes de serem abatidos com menos de dois anos de idade.

 

Ele não tem certeza que o apoio às touradas diminuiu, e acrescentou que a proibição das touradas na Catalunha foi politicamente motivada, enquanto a sua popularidade na Andaluzia e em algumas terras portuguesas ainda era muito forte. Na França, está a aumentar, disse ele.

 

Vasco Reis, médico veterinário Português aposentado, que estudou touradas, e cuja persistência ajudou a aboli-la no município algarvio de Aljezur, argumenta que as reacções anatómicas, fisiológicas e neurológicas dos touros, cavalos e seres humanos são semelhantes quando são ameaçados, estão assustados ou feridos.

 

«O senso comum diz-nos isso e a ciência confirma-o», diz ele.

 

«É importante mencionar a claustrofobia e o pânico que o touro sente quando é retirado violentamente do campo e transportado num espaço confinado. Em seguida, é constantemente abusado com a intenção de o enfraquecer fisicamente e emocionalmente antes de ser levado para a arena.

 

«Uma vez na arena, o touro é submetido a muita provocação e tortura. Depois vem mais sofrimento com a extracção, sempre violenta e dolorosa, das lanças, rasgando e golpeando a pele para arrancar as bandarilhas.

 

«Quando a tourada acaba, o animal é transportado para longe, desgastado, ferido e febril, numa acidose metabólica tóxica grave, o que o torna muito doente, até a morte num matadouro, alguns dias depois, quando, finalmente, é libertado do seu sofrimento.»

 

O veterinário afirma que os cavalos numa praça de touros sofrem de cansaço e tensão psicológica terrível, porque eles são dominados e encorajados pela força, para enfrentar o touro quando o instinto natural do cavalo é para fugir da situação.

 

«Com um treinamento pesado, as esporas que o ferem, peças na boca e um grilhão ao redor da mandíbula, que é um modo doloroso para dominá-lo, o cavalo corre o risco de morte na arena, quer por ataque cardíaco ou devido às graves feridas que lhe são infligidas».

 

Vasco Reis conclui: «É difícil, se não impossível, acreditar que os toureiros e aqueles que gostam de touradas possam dizer que amam os touros e cavalos, quando eles os submetem a esse tipo de violência.

 

«Eu não posso ajudar, mas pergunto por que uma actividade tão violenta, baseada no sofrimento público destes animais, é permitida continuar, autorizada por lei, ou até mesmo ter adeptos e ser aplaudida e glorificada por alguns. A verdadeira democracia não permite tortura».

 

O texto original, em  Inglês, está no seguinte link:

www.algarvenewswatch.blogspot.com

 

Abram este link:

http://www.algarvedailynews.com/features/legal/2856-children-exposed-to-bullfight-violence

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014

“Taking the Face” – A tourada portuguesa vista por um realizador polaco

 

Se pensam que já viram tudo o que há para ver acerca das touradas, enganam-se.

 

Este é considerado o mais autêntico documentário sobre o mundo das touradas em Portugal e que revela, pela primeira vez e de forma objectiva, aquilo que fica evidente: todo o culto de violência que gira em torno da tauromaquia.

 

 

"Taking the Face – The Portuguese Bullfight" é um documentário assinado pelo polaco Juliusz Kossakowski que foi exibido na sessão de abertura do Artivist Film Festival na segunda passagem por Lisboa (6 de Dezembro 2008) e faz um retrato global da tourada portuguesa, vista pelos olhos de quem não a tem como tradição.

 

O filme acompanha a viagem de um touro “bravo” desde o nascimento até à morte, explicando no seu decorrer alguns rituais polémicos da velha “tradição”.

 

Inteiramente filmado em Portugal e realizado pelos realizadores de Hollywood Matthew Bishop e Juliusz Kossakowski, "Pega de Caras – A Tauromaquia em Portugal" não deixará ninguém indiferente!

 

Depois de o verem nunca mais poderão olhar para a tourada com olhos generosos, e os que olharem é porque no lugar do coração têm uma pedra.

 

Neste documentário poderão conhecer, por um lado, os testemunhos de aficionados, toureiros, forcados e de outros agentes tauromáquicos acerca daquilo que os encanta e lhes interessa na actividade bárbara que é a tauromaquia. Por outro, apresenta os testemunhos de cientistas, filósofos e activistas dos direitos dos animais que deixam fortemente defendido o caso a favor da abolição das touradas.

 

Taking The Face” explora o fenómeno da tourada Portuguesa - um mundo cheio de contradições, paixão, fé e crueldade, a partir da formação de matadores que não podem matar em Portugal; passando pelos forcados coloridos que cobardemente atacam touros moribundos de cabeça erguida, sem armas, e acham que isso é “valentia”; pelos montadores fantasiados e os seus cavalos de dança, para um ritual bizarro do “garfo gigante”; e ainda pelo “espectáculo” de Barrancos - a única brutal excepção à lei (graças a um decreto do aficionado ex-presidente da República, Doutor Jorge Sampaio) a qual proíbe a morte do touro na arena, mas também o matam à revelia da lei, em Monsaraz (e noutros lugares [arenas privadas nas propriedades dos ganadeiros] às escondidas, para treino).

 

Eis o que se faz em Portugal, um país que se diz integrado numa Europa livre e civilizada, mas está à margem dessa civilização, juntamente com Espanha e França, que permitem esta barbárie nos seus territórios.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:50

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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Carta aberta à jornalista Isabel A. Ferreira, criadora do «Arco de Almedina»

 

Recebi esta carta, hoje, e é com emoção que a publico, porque além de ser aberta, contém matéria de interesse público, a favor dos meus amados Touros e Cavalos.

Obrigada, Dr. Vasco Reis, e bem-haja por ser como é.

Isabel A. Ferreira

 

 
É deste modo, livres e belos, que Touros e Cavalos devem estar na Natureza, e é assim que nós, seres sencientes tal como eles, gostamos de vê-los
 
 

Aljezur, 13 de Janeiro de 2014.

 

Cara Isabel,

 

Tenho acompanhado a sua dedicada, generosa, corajosa, persistente acção em defesa do ambiente, dos animais e das pessoas, o que reconheço e agradeço profundamente.

 

A obra é muito extensa, mas vou modestamente lembrar a sua intervenção quando alerta para uma iniciativa com o intuito de aliciar jovens para a tauromaquia, o que está a acontecer numa escola de Alter do Chão.

 

Esta iniciativa é protagonizada por um professor e seus apoiantes, entre os quais estão os pais de alunos.

 

O professor responsável, atingido pelo alerta da Isabel, não se conformou com a denúncia desta iniciativa destinada a criar futuros adeptos e artistas tauromáquicos e fez queixa contra si.

 

Por isso vai a Isabel responder perante autoridades neste dia 13 de Janeiro. 

 

A tauromaquia é uma actividade extremamente cruel para os animais; degradante para os próprios aficionados, artistas, lobistas; extremamente prejudicial para o prestígio do país; deturpador de mentalidades juvenis; profundamente confrangedora para pessoas conscientes e compassivas.

 

Não deve, portanto, ser matéria didáctica.

 

Não obstante, tauromáquicos estão a aproveitar-se da persuasão sobre estes jovens, perante a indiferença ou com a conivência de pais, professores, escolas, institutos de juventude, ministérios, Misericórdias, igrejas, políticos, grande parte da sociedade.

 

Como a sabedoria tradicional ensina, “DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO”, para o bem e para o mal.

 

A Isabel é só uma das muitas pessoas que protestou contra esta perniciosa, escandalosa iniciativa.

 

Creio que não vai ter grandes dificuldades em justificar a sua atitude, feita no melhor interesse do país e das suas pessoas, nomeadamente dos seus jovens.

 

A propósito: há que fazer, desta vez para atingir o bem, algo paralelo ao que os tauromáquicos estão a fazer em escolas para levarem jovens para o mal.

 

Um ponto fundamental e urgente da estratégia abolicionista é, que os respeitadores da Terra, da Vida, da Paz, da Tranquilidade, da Ética, da Compaixão se organizem e contribuam para a educação da juventude no sentido do respeito pelo ambiente e pelos seus seres vivos, vegetais e animais, humanos e não-humanos.

 

Que se apresente e difunda a força dos argumentos do senso comum e da ciência com os meios do contacto directo, do exemplo, da comunicação social, da solidariedade e em texto, palestra, vídeo.

 

Que se produza bom material didáctico e se ponha à disposição de professores e escolas.

 

Além de ser uma acção positiva e libertadora para os animais não-humanos, também o é para a sociedade humana.

 

Os animais juvenis, não-humanos e humanos, são receptivos a experiências que os impressionam e marcam para a vida, de uma maneira geral de maneira tão mais forte, quanto mais precocemente elas acontecem. É mais uma semelhança entre as espécies animais não-humanas e a humana, além do esquema anatómico, a fisiologia, a neurologia, a emotividade, a consciência do que se passa à sua volta, a capacidade de experimentar empatia ou desconfiança, medo, prazer, dor, etc. Animais juvenis aprendem com os progenitores e, por exemplo, a confiar nos humanos, se têm cedo um contacto agradável com gente.

 

Já agora, deixo-lhe a minha opinião a propósito de activismo e de estratégias.

 

O filósofo Arthur Schopenhauer afirmou que:

 

O Homem faz da Terra um inferno para os animais

e

A compaixão universal é a base de toda a moral”.

 

Penso que concordamos com isso!

 

Acho que a Isabel é muito ciente da susceptibilidade dos animais e da terrível exploração e do sofrimento de que são alvo e vítimas.

 

Isso confrange-a, indigna-a, revolta-a. Sofre solidariamente de uma maneira terrível. Faz o possível por alertar para isso, para explicar o porquê da crueldade e, obviamente por ser ciente, professora, sincera, faz o possível por comunicar conhecimento.

 

Não poupa críticas aos que vitimam os animais e que as merecem.

 

Não teme represálias iníquas e vai aguentando críticas de outros abolicionistas motivados por outras estratégias.

 

É um impulso/estratégia seu que obriga à reflexão e à compreensão das pessoas, a que se deve seguir uma opinião e opção de quem a escuta ou lê. Estou certo que assim ajudou a abrir e informou a consciência de muitas pessoas para a preocupação com os animais e para o activismo na sua protecção.

 

Não compartilho da afirmação feita dogma de que atitudes como a sua vão afugentar ignorantes, distraídos e indiferentes. Antes pelo contrário, acho que vão fazê-los pensar e compreender.

 

Não é silenciando ou adoçando a pílula da crueldade que se acordam consciências.

 

Há muitas estratégias para a luta abolicionista.

 

Todas elas podem ser úteis, até as que se interessam mais pelo politicamente correcto, pelos contactos velados, pelo secretismo, por oposição a manifestações, por não se ser reactivo.

 

Mais me parece um distanciamento no sentimento e na preocupação pelo atroz sofrimento dos touros, dos cavalos e das pessoas que sofrem na sua consciência solidária pelas vítimas da tauromaquia.

 

Creio que elas se complementam e, no seu conjunto e solidariedade, fortalecem a luta.

 

Penso que nenhuma tem o direito de monopolizar a luta, de se considerar a única positiva e de criticar as outras.

 

Parece haver, por vezes mais cerimónia e respeito pelo adversário do outro lado da luta, do que pelos que lutam deste lado.

 

Penso que isso leva a divisionismos, frustrações, perdas de energia e de tempo e a deserções.

 

Eu próprio, se este clima prossegue, sou capaz de deixar o contacto com tais “activistas” supercríticos, que certamente não vão sentir a minha falta.

 

Tenho-me dedicado a esta luta por não saber de colegas da profissão que estejam disponíveis.

 

Quem me dera poder retirar-me da luta, já que vou a caminho dos 76 anos de idade!

 

Um abraço de toda a solidariedade e de enorme admiração.

 

Vasco Reis

 

***

Touro, Cavalo, Homem.

 

Nas três espécies:

 

O desenvolvimento embrionário é idêntico nas primeiras fases e pouco diverge nas fases seguintes, além de aspectos morfológicos e de alguns órgãos não essenciais.

 

Pode verificar-se que o esquema anatómico (aparelhos e sistemas) é comum; fisiologia e neurologia são idênticas.

 

A semelhança de sistema nervoso (centros nervosos, nervos) é flagrante.

A partir de encéfalos (central onde se processa o sentir, o pensar, o compreender, o decidir, o reagir) com estruturas correspondentes nas três espécies, é de se esperar que senciência/sentidos, emoções, consciência, sentimentos, estados de disposição, reacções sejam muito semelhantes nas três.

 

Os vários comportamentos confirmam isso mesmo, implicando semelhanças de necessidades (ar, alimento, água, movimento, espaço, liberdade); de sentidos; de consciência do que se passa à volta; de inteligência; de sentimentos; de emoções; de humores; de reacções a agressão, dor, ferimento, susto, prisão, cio; de confiança e desconfiança; de amizade; de sentido de guarda e de protecção; de ligação sentimental maternal, filial, paternal, fraternal, de grupo; de gosto por carícia, por desafio, por provocação, por brincadeira, etc.

 

Agressão a um touro ou a um cavalo - seres sencientes - é causadora de sofrimento, não muito diverso do que sofreria um ser humano em circunstâncias análogas.

 

Sofrimento físico (dor) é fundamental para compelir o ser a defender-se, a afastar-se do agente causador e a procurar segurança e alívio. A dor é assim fundamental e imprescindível para a defesa e a sobrevivência do ser e da espécie.

 

Não é reacção que se ponha de lado com mais ou menos excitação ou com mais ou menos hormonas (ao contrário do que Illera pretende na sua pseudo ciência).

 

As plantas são seres desprovidos de sistema nervoso e, portanto, não podem sentir dor, não têm consciência, não podem reagir rapidamente, não podem fugir. Não sofrem!

 

Vasco Reis, médico-veterinário

 

Aljezur, 13 de Janeiro de 2014.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:41

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