Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Theo Boer: “Não existe nenhum sítio onde a eutanásia não se tenha expandido”

 

O investigador holandês Theo Boer é professor de Ética dos Cuidados de Saúde na Universidade Teológica Protestante em Groningen, sendo uma das vozes críticas da legalização da eutanásia no país e tem feito alertas sobre o efeito de “rampa deslizante”, usado como argumento contra a despenalização.

 

Ao início, Theo Boer estava a favor da eutanásia, mas numa entrevista ao Jornal i, o eticista fala do que o fez mudar de opinião.

 

Sugiro uma leitura atenta a este texto, porque nele está implícito algo aterrador: caminhamos para uma sociedade onde a eutanásia, de acordo com uma investigação que está a realizar-se, é já uma das mais importantes causas de morte. Já não são as doenças. E uma pílula, nas mãos de quem já fez 70 anos, pode tornar-se uma diabólica tentação…

Querem despachar o povo, custe o que custar…

 

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Durante quase dez anos Theo Boer pertenceu a um dos comités de revisão dos casos de eutanásia na Holanda, onde participou na análise de mais de 4000 processos, o que o levou a desenvolver estudos sobre o tema.  Este professor de Ética admite que a eutanásia pode ser uma solução em casos excepcionais, mas defende que a legalização deixa as portas abertas para aceitar cada vez mais casos – e está convicto de que o mesmo acontecerá em Portugal. Se há 20 anos foi a favor da descriminalização que tornaria a Holanda um caso de estudo, acredita que o balanço deve levar os países a evitar seguir o mesmo caminho, e refere que a eutanásia passou de um último recurso para uma “maneira padrão de morrer”.

 

 Questionado sobre qual era a sua visão e que tipo de discussão havia na altura entre médicos e Igreja, sendo especialista em Teologia e Ética, Theo Boer referiu que «a partir de meados da década de 1980 participei regularmente em debates com teólogos e médicos. A atmosfera geral na minha igreja – a Holanda é um país protestante e sou membro da maior igreja protestante – era pró-eutanásia. Os meus tutores não eram excepção: sistematicamente desconstruíram todos os argumentos tradicionais contra a eutanásia e substituíram-nos por argumentos teológicos a favor. Alguns desses argumentos “pró” eram duvidosos, por exemplo a visão de que a eutanásia é aceitável porque, após a morte, continuamos vivos, ou a visão de que os seres humanos têm a liberdade de devolver o dom da vida ao seu Doador. Era crítico deste liberalismo, mas ao longo dos anos fiquei convencido de que a lei holandesa da eutanásia era um compromisso seguro e responsável. Um dos motivos para a minha convicção foi o enorme apoio social à eutanásia, combinado com a presença frequente de sintomas intratáveis. Como protestante genuíno achei que era melhor trazer algo para a luz do dia e regulá-lo em vez de permitir que acontecesse em segredo. Estava errado. Trazê-lo para a luz do dia levou a uma procura sem precedentes.

 

Quanto ao que faziam e quais eram as questões mais difíceis de avaliar, durante os dez anos em que Theo Boer foi membro de um dos cinco comités de revisão de casos de eutanásia, este investigador salientou que foi membro entre 2005 e 2014, e que têm cinco comités para cinco regiões [na legislação holandesa, em vez de vários pareceres prévios como prevêem os projectos de lei em Portugal, os médicos reportam os casos a estes comités para uma avaliação a posteriori]. «Éramos três membros: um advogado que preside, um médico e eu como eticista. Revíamos cerca de 40 casos por mês, já depois de a eutanásia ter tido lugar. Os casos mais difíceis para mim eram aqueles em que achava que teria havido possibilidade para um tratamento com sucesso. Por vezes, médico e doente ficavam presos numa estrada em direcção à eutanásia. (…) Os casos mais difíceis que encontrei foi de doentes com uma esperança de vida maior mas que estavam determinados em ter acesso à eutanásia e recusavam discutir alternativas. Pense-se por exemplo num doente que desenvolve uma cegueira, que tem muitos amigos e familiares, mas que diz “se não consigo ver, a vida não vale a pena”. Ou um doente com autismo cuja principal razão para o sofrimento era adaptar-se a novas situações. Em ambos os casos pensei: Estamos a usar uma solução médica para um problema não médico”. Pensei que as pessoas envolvidas deveriam ter investido mais em formas de enfrentar aquelas questões.

 

Sobre o risco darampa deslizanteque o fez mudar a sua percepção sobre a eutanásia, e para a qual tem vindo a alertar o mundo, Theo Boer refere que «no início os números permaneceram estáveis, mas passados alguns anos começaram a aumentar, e hoje são o triplo. Comecei a pensar: como é que é possível se as opções de cuidados paliativos melhoraram tanto? Para muitas pessoas, a eutanásia passou de último recurso para uma maneira padrão de morrer, um direito do doente, com um correspondente dever do lado do médico. Nunca foi essa a intenção da lei, mas funcionou dessa maneira.»

 

E adiantou que «não são 20 anos de experiência, mas 35: a nossa primeira decisão governamental para tolerar e regular a eutanásia remonta a 1985. A maioria de nós no início dos anos 2000 pensou que a melhoria dos cuidados em final de vida (cuidados paliativos) iria reduzir a necessidade de eutanásia, mas aconteceu o contrário, os números triplicaram. Além disso, as razões para ter a eutanásia expandiram-se. No início era para doenças terminais. Agora cada vez mais diz respeito a doentes com uma esperança de vida de anos, alguns de décadas. A eutanásia passou de um último recurso para prevenir uma morte terrível para um último recurso para prevenir uma vida terrível. E o que vemos é que a eutanásia cada vez mais colide com o dever do Governo de prevenir o suicídio.

 

Colocada a questão de que se o acesso à eutanásia não poderia prevenir casos de pessoas que colocam o fim à sua vida de forma violenta, Theo Boer retorquiu que «é um dos argumentos que se ouve repetidamente. Pode ser verdade a nível individual: um doente que tenha a possibilidade de eutanásia poderá abster-se de se matar ou mesmo deixar de procurar a morte. A nível nacional, no entanto, não é verdade. No período entre 2009 e 2019, em que a eutanásia se tornou disponível na Holanda, para pessoas com depressão, Alzheimer, o número de suicídios violentos aumentou 35%. Nos países vizinhos o número de suicídios manteve-se estável ou diminuiu. Na Alemanha, a taxa de suicídio diminuiu 10%. A minha explicação é que as discussões contínuas acerca da morte, como solução em casos de sofrimento severo, criam uma cultura de desespero e cinismo.»

 

Sabe-se que os projectos de lei que estão a ser discutidos em Portugal limitam a morte assistida a doentes adultos com doenças incuráveis e fatais ou lesões definitivas e sofrimento duradouro e insuportável, ficando excluídas pessoas com anomalia psíquica e doença mental, o que se traduz por uma abordagem mais redutora do que a holandesa, contudo, Theo Boer tem vindo a alertar os outros países para que não sigam este exemplo: «Não se deixem seduzir. Não existe uma jurisdição no mundo onde a prática da eutanásia não se tenha expandido. O Canadá é um exemplo importante e trágico. Há cinco anos a eutanásia foi legalizada apenas para doentes terminais. Em Setembro do ano passado, o Tribunal Superior da província de Quebeque decidiu que essa limitação é uma discriminação e determinou que a eutanásia deve estar disponível para qualquer pessoa em sofrimento insuportável. O Governo decidiu então que esta decisão se aplicaria a todas as províncias. Por isso, agora, apesar de todas as cautelas, a eutanásia ficará disponível para doentes psiquiátricos, doentes com demência, doentes idosos e doentes com patologia crónica. Houve alterações semelhantes nos EUA, na Bélgica e na Suíça. Mais uma vez: não se deixem seduzir. Os activistas da eutanásia dirão que é uma questão de compaixão para com as pessoas que estão a morrer. Não conheço nenhuma sociedade de direito à morte que não propague totalmente o direito de qualquer indivíduo capaz a ter uma morte assistida. Nesta visão de longo prazo, a proposta de lei portuguesa é apenas um trampolim para uma maior liberalização. Dentro de cinco anos após a promulgação desta lei, verá processos judiciais a acusar o Governo de discriminação e paternalismo. Quem nega este automatismo é mal informado ou mal-intencionado.»

 

Em Portugal, todos os projectos de lei estabelecem que o pedido para morrer tem de ser repetido várias vezes pelo doente e que este terá de estar consciente no momento da morte, exceptuando uma das iniciativas que determina que o processo pode avançar se a decisão estiver expressa no testamento vital. Contudo, na lei holandesa e de acordo com Theo Boer «(…) decidimos que uma directiva escrita pode substituir o pedido oral. Na minha leitura, era para doentes que, tendo iniciado os procedimentos para eutanásia e pedido ao médico para o fazer, ficassem inconscientes ou delirantes. O artigo legal evoluiu, entretanto, para que pessoas possam ser eutanasiadas com base em directivas antecipadas de vontade feitas meses ou anos antes. Os comités de revisão regionais, que são responsáveis pela interpretação da lei, determinaram em 2008 que a cláusula legal sobre as directivas antecipadas também se aplica a pessoas em estado avançado de demência. É baseado na mesma lei, mas houve uma mudança de interpretação.»

 

Quanto à reacção entre os médicos, Theo Boer refere que «a lei holandesa da eutanásia é uma lei feita por médicos, iniciada a pedido de médicos que nos anos 80 e 90 tinham doentes em sofrimento excruciante e não eram capazes de lhes dar alívio adequado. O que eles pediam era, em caso de emergência, quando estivermos encostados à parede, confiem em nós e não nos criminalizem. Muitos lamentam-no agora: alterou a relação médico-doente no sentido em que agora alguns doentes vêem a eutanásia como um procedimento médico normal. Conheço muitos médicos que hoje recusam a eutanásia. A percentagem que diz que nunca fará eutanásia subiu de 11% em 2002 para 19% em 2006. Entre psiquiatras a percentagem é maior.»

 

Em Portugal, há médicos a favor, contudo, a Ordem dos Médicos não é favorável à eutanásia. Sobre isto Theo Boer salienta que «se os médicos estão contra, não vão por aí. Também é uma visão protestante: cada pessoa é responsável por si própria. Se um doente quer morrer de forma activa, ajudem-nos a encontrar forma de o fazer sem a ajuda de um médico. Essa é a autonomia real» que nada tem a ver com suicídio assistido, mas com suicídio autónomo com meios que não sejam violentos e traumatizantes para os outros.

 

Um dos argumentos contra a legalização da eutanásia em Portugal é precisamente a falta de cuidados paliativos que possam amenizar e não prolongar o sofrimento dos doentes. Em relação a isto Theo Boer refere que o antigo ministro da Saúde, da Holanda, Els Borst, «avançou em 2001 com a legislação da eutanásia, e admitiu-o uma vez: fizemos isto pela ordem contrária, primeiro legalizar a eutanásia e depois melhorar o nosso sistema de cuidados paliativos. Se em 1990 tivéssemos o nível de cuidados paliativos que temos hoje, penso que nunca teríamos legalizado a eutanásia. Pensar que, no ano 2020, os doentes devam solicitar a eutanásia por falta de cuidados paliativos é uma desgraça. Se a morte é uma alternativa mais barata aos cuidados paliativos, essa é uma das coisas mais tristes que podem acontecer num país civilizado. (…) Se os cuidados paliativos não funcionam para todos os doentes, penso que a coisa certa a fazer é procurar maneiras de explicar por que não funcionam e aprender com isso. Se podemos colocar pessoas na Lua e enviar rovers para Marte, também poderemos encontrar novas maneiras de pôr as pessoas confortáveis.»

 

Questionado sobre se viu casos em que os doentes foram pressionados por familiares ou médicos Theo Boer disse: «vi exemplos claros de pressão da família e de pressão por parte dos médicos e documentei-os; no entanto, os Comités de Revisão Regionais proibiram-me de dar detalhes e números, seria uma violação da confidencialidade. A boa notícia é que a eutanásia não se tornou um modelo de negócio. Um clínico geral (na Holanda) recebe 300€ por todo o procedimento. Uma excepção poderá ser a Clínica de Fim de Vida (hoje “Expertisecenter Euthanasia’”) que recebe cerca de 3000 € por cada eutanásia.»

 

Segundo o Jornal i, um artigo recente no The Guardian dizia que hoje em dia um quarto das mortes na Holanda já são de alguma forma induzidas, quer os casos de eutanásia quer os casos de sedação paliativa, em que os doentes em estado terminal são colocados em coma, mas não existe a intenção deliberada de matar. Apesar de as questões que Theo Boer tem vindo a denunciar, morrer-se-á de forma mais digna do que no passado? A esta questão o eticista respondeu: «Penso que em muitos casos, tanto a eutanásia quanto a sedação paliativa podem ser maneiras dignas de morrer, especialmente quando comparadas com os leitos de morte excruciantes do passado, quando os doentes eram deixados a sufocar, a gritar pelas suas mortes. Mas não nos podemos esquecer que uma morte natural, com a ajuda de bons cuidados paliativos, é a mais digna de todas.»

 

Quanto à discussão da disponibilização de um comprimido letal a pessoas com mais de 70 anos, Theo Boer pensa que «embora durante algum tempo tenha havido uma maioria parlamentar para isso, agora acredito que não passará. Dois comités científicos governamentais separados, um em 2016 e outro este ano, concluíram que uma Lei da Vida Completa é imprudente. Seria inseguro, há pouca necessidade prática, minaria a actual Lei da Eutanásia, minaria os programas de prevenção ao suicídio e seria uma discriminação de idosos e pessoas vulneráveis. Ainda assim, o facto de estarmos a discutir essa lei há pelo menos cinco anos é uma indicação de que uma lei de eutanásia levará a práticas novas e mais liberais.»

 

Neste momento da discussão da eutanásia em Portugal a recomendação de Theo Boer é a seguinte: 

«Diria: não legalizem a eutanásia de todo. Deixem ao critério dos médicos disponibilizar o alívio adequado. Se esse alívio, por exemplo, através de doses elevadas de morfina, implicar que, em casos excepcionais, os doentes morram mais cedo, que seja assim. A legalização da eutanásia teve como efeito profanar a profissão de médico: o seu trabalho tornou-se parte de uma agenda social liberal. Penso que a posição deve ser confiar nos médicos e não os perseguir, pois agem nas zonas cinzentas da vida. Mas assim que se legaliza a eutanásia, é como se estivesse a colocar essa acção excepcional na montra de uma loja: ‘Olhe, esta é uma das suas opções legais!’ Os exemplos holandeses e belgas são a prova de que a oferta criará procura. Não há país no mundo em que legalizar a eutanásia tenha sido o fim de uma discussão. Em todos os países, foi o início de novas discussões. Se Portugal legalizar a eutanásia, basta olhar para os Países Baixos para saber onde vão estar daqui a vinte anos.»

 

Deixar essa decisão ao critério dos médicos não aumenta o risco de desigualdades? A este respeito Theo Boer refere que «legalizar a eutanásia não reduz a desigualdade. Mesmo na Holanda liberal, um médico realiza a eutanásia sempre, outro nunca, e um terceiro e um quarto fazem-no cada um em condições diferentes. Se deseja abandonar a desigualdade, a coisa certa a fazer é tornar a eutanásia um ‘procedimento médico normal’ a que todos têm direito. Mas isso seria prejudicial para a ética médica.»

 

À questão «em que casos é a favor da eutanásia», Theo Boer salienta que «em 2020, num país civilizado, penso que a eutanásia não é necessária para prevenir mortes terríveis. Nas excepções em que os cuidados paliativos não são eficazes, podemos querer pôr fim à vida de maneira directa e intencional. Mas isso é uma tragédia e penso que é um erro acharmos que uma tragédia pode ser legalmente regulamentada. No momento em que regulamos uma forma de tragédia, outras tragédias exigirão uma nova liberalização da lei. O que mais me preocupa é que a eutanásia começou a minar a nossa determinação de lidar com as nossas dificuldades. Em vez de dar esperança, enviamos o sinal de que, para alguns doentes, é melhor deixar de existir.

 

Poderá existir, no limite, o argumento individual: enquanto sociedade, porque é que havemos de negar o último pedido de alguém e que não obriga ninguém a fazer o mesmo?

 

Sobre esta questão Theo Boer salienta que «a liberdade de alguns afectará as liberdades de outros. A eutanásia não é apenas uma decisão individual. Se, num barco, uma pessoa que vai à frente saltar, todas as outras serão afectadas. A eutanásia começa com as liberdades de alguns, mas em breve estabelecerá um padrão para outros. Temos estado a fazer essa investigação e, em alguns municípios holandeses, a eutanásia está a tornar-se uma das causas de morte mais importantes.»

 

Fonte em que esta publicação se baseou:  

https://ionline.sapo.pt/artigo/686781/theo-boer-nao-existe-nenhum-sitio-onde-a-eutanasia-nao-se-tenha-expandido-?seccao=Portugal&fbclid=IwAR3KU4fdJbIRx0c01Sfz313XkCe8PDtAUQK7E29aAUo96H0tefMJwFZOl7w#disqus_thread

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:27

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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2020

Para memória futura da tauromaquia em Portugal: quando cerca de 40 deputados socialistas perdem a noção do razoável

 

Como é sabido, cerca de 40 deputados do Partido Socialista foram “obrigados” (dizem eles) a votar contra a sua vontade, pelo aumento do IVA das Touradas. Mas isto não é normal?  

 

E porque (dizem eles) a tal foram obrigados, fizeram uma declaração de voto, e foi então pior a emenda que o soneto, porquanto, nessa declaração, deixaram bem demonstrada uma tremenda falta daquele bom senso e Saber esperados de gente que se candidata a tão elevado cargo público. Uma vergonha!

 

Para que fique registado no Livro Negro da Tauromaquia em Portugal, que está a ser escrito, para memória futura, aqui ficam os nomes dos 38 deputados afectos à selvajaria tauromáquica, que votaram contrariados o aumento do IVA, e a vergonhosa declaração de voto que fizeram, na qual misturaram alhos com bugalhos, numa atitude deveras inaceitável, para quem ocupa o cargo de deputados da Nação.

 

PARLAMENTO.png

 

Que habilitações literárias terão estes deputados, para insistirem na selvajaria tauromáquica como uma “tradição cultural”, ou “cultura do gosto”, completamente insensíveis ao sofrimento atroz dos Touros e dos Cavalos; ou para que usem a ruralidade como expressão da actividade tauromáquica, insultando com esse lixo o verdadeiro mundo rural?

 
 
António Gameiro
Ascenso Simões
Carlos Pereira
Clarisse Campos
Cristina Jesus
Cristina Sousa
Eurídice Pereira
Fernando Paulo
Hugo Costa
João Castro
João Gouveia
João Miguel Nicolau
João Paulo Pedrosa
Joaquim Barreto
Jorge Gomes
José Manuel Carpinteira
José Rui Cruz
Lara Martinho
Lúcia Araújo Silva
Luís Moreira Testa
Manuel Afonso
Mara Lagriminha Coelho
Marcos Perestrello
Maria da Luz Rosinha
Norberto Patinho
Nuno Sá
Palmira Maciel
Pedro Cegonho
Pedro Coimbra
Pedro do Carmo
Raul Castro
Ricardo Leão
Ricardo Pinheiro
Santinho Pacheco
Sérgio Sousa Pinto
Sofia Araújo
Telma Guerreiro
Vera Braz
 
***

Declaração de Voto (*)

 

(Nota: os excertos a negrito, entre parêntesis, são da responsabilidade da autora do Blogue, não são opiniões, mas tão-só factos, mais do que comprovados, e que fazem parte da história negra da tauromaquia em Portugal).



«Portugal é um espaço de tolerância, de respeito pela diferença e de integração da diversidade.

 

(Verdade: mas apenas quando não está em causa a tortura de seres vivos, para divertimento de sádicos e de psicopatas).



Portugal é feito de um conjunto de tradições, de percursos e de inovações, num quadro de memória e respeito pelas comunidades locais e pela sua cultura popular.

 

(Verdade: quando essas tradições, percursos, inovações, memórias e respeito pelas comunidades locais e pela sua cultura popular nada têm a ver com costumes bárbaros que não dignificam o Homem).



É, por isso, absolutamente contraditório com estas realidades a imposição de uma 'cultura do gosto' e é
exatamente por isso que os deputados (**) e deputadas do Partido Socialista subscritores desta declaração assumem-se convictamente defensores da cultura portuguesa, em que se inclui a Tauromaquia, e declaram a oposição material à exclusão dos espetáculos tauromáquicos da lista de taxa reduzida do IVA, passando a estar sujeitos à aplicação da taxa normal de 23%, desde logo, quando este agravamento se aplica apenas a esta atividade cultural, tradicional e parte importante das economias locais de vários pontos do território nacional.

 

(Mentira: porque a tauromaquia não é uma questão de “gosto”, mas de Ética, de Civilização e de Cultura Culta, e os deputados, neste caso, NÃO defendem a cultura Portuguesa, porque a tauromaquia não faz  parte da Cultura, nem sequer é portuguesa, como se sabe, a tauromaquia é um costume bárbaro introduzido em Portugal pelos Reis Filipes de Espanha, além disso, a  tortura de touros NÃO é um espeCtáculo, ou uma aCtividade cultural, é tão-só uma prática sanguinária, não é tradição, mas costume bárbaro, e não é parte importante das economias locais, pois os ganadeiros vivem à custa dos impostos dos portugueses. Que vão plantar batatas!).  

 

Na verdade, o que se apresenta como uma medida fiscal é, antes, uma posição de preconceito relativamente a uma vertente da cultura popular portuguesa, particularmente enraizada em muitas comunidades.

 

(Mentira: como já foi referido, a tauromaquia NÃO É uma vertente da cultura popular portuguesa, mas tão-só uma prática bárbara, que de cultura só se for da BRONCA, enraizada e circunscrita a umas poucas comunidades atrasadas civilizacionalmente vários séculos). 


Observamos, em nome do compromisso e das regras, a disciplina de voto mas não é possível deixar de declarar que não temos defendido, e não defendemos, a medida legislativa apresentada.

 

(EVOLUAM)



De facto, o compromisso determina que a disciplina de voto tem garantia em deliberações concretas: o Programa do Governo, o Orçamento do Estado, as moções de censura e de confiança e os compromissos assumidos no programa eleitoral ou constantes de orientação expressa da Comissão Política Nacional.

Por imposição desse compromisso de disciplina de voto, votaremos favoravelmente o artigo 214o que altera a lista I anexa ao Código do IVA, da proposta de lei n.o 69/XXII/2019 que aprova o Orçamento do Estado para 2020, bem como votaremos contra as propostas de alteração ao Orçamento do Estado, nomeadamente a este mesmo artigo 214o, com os números n.o 272C, 980C, 1112C e 1216C, apresentadas por outros partidos.

 

(EVOLUAM)



Sublinhamos, portanto, que a posição assumida se deve exclusivamente à disciplina de voto.

Estamos na primeira sessão da legislatura e a abordagem do tema da Tauromaquia não acaba aqui.

Reafirmamos também o nosso compromisso com a defesa do Mundo Rural e com as diversas expressões da ruralidade, em linha com o enunciado de uma estratégia nacional de valorização do Interior. É no Mundo Rural e no Interior que uma grande parte da riqueza deste país é gerada, e essa riqueza valoriza os protagonistas desta festa popular, que em muito contribuem para a identidade e as economias locais.
A tauromaquia é, em suma, e também, uma expressão da ruralidade.

 

(Mentira: a tauromaquia NÃO é a expressão da ruralidade. A expressão da ruralidade jamais passou por uma aCtividade que vive da TORTURA de Touros e Cavalos, e isto também não é uma “festa” e muito menos popular. Será a festa de broncos, mas não de gente evoluída).



Continuaremos a defender o direito à cultura plural e diversificada e o princípio constitucional da igualdade e do direito à cultura para todos.

 

(Correcto: defendam tudo o que quiserem, desde que essa cultura e esse direito NÃO colida com o bem-estar de seres vivos, que também são animais, ou não saberão os senhores deputados que os Touros e os Cavalos SÃO ANIMAIS? Acham que são ervas daninhas?



Continuaremos a defender a liberdade de escolha e de acesso aos
espetáculos em igualdade de circunstâncias.

 

(Muito bem: se defenderem a liberdade de escolha e acesso a espeCtáculos civilizados, nada contra. É sinal de que EVOLUÍRAM).



Continuaremos a defender, tal como previsto na Lei, que a tauromaquia constitui uma
atividade cultural, sendo "parte integrante do património da cultura portuguesa", devendo merecer o respeito de quem não aprecia.

 

(Recordando: a tauromaquia NÃO é uma aCtividade cultural, embora seja tida como tal numa lei parva, mas se a lei é parva,  que culpa terá o mundo civilizado? A selvajaria tauromáquica NÃO é parte integrante do património da cultura portuguesa, nem sequer os torturadores de Touros e Cavalos merecem o menor respeito. Respeito merecem os animais que são torturados, para que uns poucos encham os bolsos e se divirtam à custa do sofrimento alheio. E isto não faz parte de nenhuma cultura civilizada, em parte alguma do Planeta e arredores).

Palácio de S. Bento, 4 de
fevereiro de 2020.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/3616803891695573/?type=3&theater&ifg=1

 

(*) Senhores deputados, EVOLUAM e apareçam. Nunca vimos tantos disparates, tanta incultura, tanta ignorância, concentrados num só texto. E uma vez que a declaração de voto é uma peça que envergonha qualquer Assembleia da República, ainda mais vergonhosa se torna com os erros ortográficos marcados a vermelho, porquanto a ortografia que está em vigor é a do AO45, e NÃO a do AO90, até porque esta última é ilegal, por força da de 45 não ter sido revogada. E isto qualquer aluno do 1º ano de Direito deve saber. É básico).

 

(**) Um apedeutismo e redundância:  não é preciso dizer deputados e deputadas, pois deputados é um substantivo colectivo de pessoas – um grupo de pessoas, de membros que fazem parte de uma Assembleia, constituída por eles e elas. Mas também é o plural de deputados, o que neste caso, não se aplica).

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2020

PGR: «Acabaram as investigações a políticos»? Isto será um regresso ao velho “Estado Novo”?

 

PGR DOC.png

 

Isto será assumir que a classe política é intocável?

 

Os políticos estarão acima da Lei, acima da Justiça, acima da Constituição da República Portuguesa?

 

Aos políticos deve ser dado o direito de prevaricar?

 

Os políticos não terão o dever de cumprir o juramento que fazem ao tomarem posse dos cargos públicos que ocupam?

 

E se não o cumprem, não deverão ser demitidos e levados à Justiça, como quaisquer outros cidadãos, que saiam da linha…?

 

E a Justiça, se quer fazer Justiça e ser credível aos olhos dos Portugueses, deverá ter dois pesos e duas medidas? 

 

Os políticos não serão meros serviçais do Povo Português, que lhes paga os salários para que governem, cumprindo as Leis vigentes no País?

 

Serão os políticos uma espécie de deuses todo-poderosos?


Não deverá o poder de um político ter limites: o limite da decência democrática e da Ética política?

 

É que (mais) esta vergonha já ultrapassou as fronteiras de Portugal.

 

A situação criada pela Procuradora-Geral da República, Lucília Gago, abre "precedentes" gravosos para o Estado de Direito. Quem o diz são os Juízes polacos, que alertam para atropelos ao Estado de Direito em Portugal.

 

Em Portugal, todos sabemos que todos sabiam de tudo no caso de Tancos.

 

Em Portugal, todos sabemos que há muitas fraudes e vigarices à espera de investigação por parte de quem de direito.

 

Depois não se admirem que o jovem Rui Pinto, ande a fazer (até porque é do interesse público) o que o Ministério Público já devia ter feito há muito. E mantém-no preso, não porque ele possa fugir ou destruir provas, mas apenas por MEDO de que ele comece a descobrir as carecas que ainda estão por descobrir.

 

Mais uma vergonha para somar a todas as outras vergonhas que têm manchado  a reputação dos órgãos de soberania portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

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Quinta-feira, 6 de Fevereiro de 2020

A “prótoiro” pede ao Presidente da República Portuguesa que vete o diploma que fixa em 23% o IVA para as touradas

 

Como se o Senhor Presidente da República Portuguesa, o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, pudesse expor-se ao ridículo de vetar um acto civilizacional, porque recuar num acto evolutivo não é da inteliência.

 

Só lhe ficaria mal perante o mundo civilizado, para que uma pequena fatia da sociedade portuguesa pudesse continuar a sugar os nossos impostos, para andar por aí a exibir os seus Ferraris e a torturar seres vivos, como uns selváticos!

 

A tortura de Touros, vulgo tauromaquia, até poderia ter sido considerada “cultura” e "arte” no tempo de uma monarquia inculta, num tempo onde imperava a ignorância.

Nos tempos que correm, a tortura de Touros não passa de uma prática selvática, condenável à luz da Ética do século XXI d. C..

 

O Senhor Presidente da República não pretenderá, com certeza, anular um acto civilizacional, tão relevante para a evolução do nosso País.

 

Duvido que o Senhor Presidente da República pretenda a continuidade de imagens brutais e sanguinárias como  a que ilustra este pequeno texto apologético da EVOLUÇÃO. 

 

Isabel A. Ferreira

Morte de Touro.png

 

Ler notícia aqui:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/protoiro-pede-a-marcelo-que-vete-diploma-que-dita-23-de-iva-para-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Sábado, 1 de Fevereiro de 2020

Presidente socialista da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira repudia IVA de 23% para as touradas

 

Pudera! O presidente socialista da Câmara de Vila Franca de Xira repudia o IVA de 23% para as touradas, porque a evolução ainda não chegou a Vila Franca de Xira.

 

Se tivesse chegado, o presidente socialista de Vila Franca de Xira já teria abolido esta prática cruel, violenta e sanguinária do concelho.

 

São opções. E este socialista optou pela involução.

 

Vivemos num país com um socialismo monarquista, com elevada apetência para a barbárie, como no tempo dos Reis Filipes, que a introduziram em Portugal. São 26 os presidentes de Câmara do Partido Socialista contra a subida do IVA das touradas, para 23%.

 

Alberto Mesquita.png

Alberto Mesquita (PS)

 

O socialista Alberto Mesquita fala em preconceito incompatível com a liberdade de escolha de cada um, como se torturar Touros indefesos, inofensivos e inocentes, para divertir sádicos e psicopatas, seja sinónimo de liberdade de escolha de cada um. Por essa ordem de ideias, deixemos então os bombistas-suicidas exercerem a liberdade de escolha deles: a de se rebentarem, levando com eles, pessoas inocentes, inofensivas e indefesas lá para o lugar onde vivem as tais 70 virgens, que os esperam. E não me venham dizer que não é mesma coisa.

 

Só há liberdade de escolha, quando as escolhas são compatíveis com a Ética, com a Evolução, com a Civilização.

 

Tourada BASTA.png

 

Ler notícia neste link:

https://www.jornalvalorlocal.com/presidente-da-cacircmara-de-vila-franca-repudia-iva-de-23-por-cento-para-as-touradas.html?fbclid=IwAR3bn65W7EULXHMNKrYRc3ri1Le4_oQ6ms-nDQ50fchJT0c-tFWGXsTo8z8

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2020

Resposta à Associação “Acreditar” a propósito de uma tourada a realizar em Beja para angariação de fundos

 

BEJA.png

 

A propósito do texto que escrevi sob o título «Centro de Paralisia Cerebral alia-se à crueldade de uma tourada para angariar fundos» que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/centro-de-paralisia-cerebral-de-beja-924967

recebi da ACREDITAR - ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE CRIANÇAS COM CANCRO, a seguinte mensagem:

 

Cara Isabel Ferreira,

 

Antes de mais, obrigada por ter entrado em contacto connosco, partilhando a sua opinião sobre uma tourada organizada por terceiros a favor da Acreditar e de uma outra associação.

 

Em relação a esta como a outras questões que dividem a sociedade, a Direcção da Acreditar tem entendido que as opiniões ou posições pessoais dos seus membros não se devem nem podem impor. Tem sido, assim, entendido que não existe o direito de recusar apoios de iniciativas que respeitem a lei, com fundamento nessas opiniões pessoais, tanto mais quando elas não são consensuais entre os membros da própria Associação. Esta iniciativa em concreto, por exemplo, partiu de um avô de uma criança actualmente em tratamento oncológico.

 

Somos uma associação, com 25 anos de existência, constituída por pais, doentes e ex-doentes de cancro pediátrico. Sempre nos orientámos pelo respeito para com todas as formas de estar, credos e orientações políticas, porque é desta diversidade que encontramos o equilíbrio para trabalhar com todos e para todos. É trabalho que só é possível graças ao empenho da sociedade civil e que nos tem permitido dar apoio em todas as fases da doença a milhares de famílias.

 

Foi de boa fé que aceitámos a iniciativa, assim como foi em consciência que suspendemos a nossa participação na iniciativa - por falta de cumprimento por parte da organização do evento dos termos de colaboração entre duas entidades. ​

 

Susana

 

ACREDITAR - ASSOCIAÇÃO DE PAIS 
E AMIGOS DE CRIANÇAS COM CANCRO

 

***

 

Cara Susana,

Agradeço esta sua tentativa de justificar o injustificável.


Começo por dizer-lhe que o que escrevi no meu Blogue não é a minha opinião, aliás, nem sequer é uma opinião, porque a tourada não é uma questão nem de opiniões, nem de gostos. A tourada é uma questão de ÉTICA, de CIVILIZAÇÃO, de EVOLUÇÃO.

 

A tourada não passa de uma prática cruel, violenta e sanguinária, de tortura exercida sobre um ser vivo, que sofre HORRORES, tal como nós sofreríamos se estivéssemos no lugar dele. E isto não é uma opinião. É um FACTO.

 

Esta até pode ser uma questão que divide uma sociedade dividida entre pessoas que evoluíram e pessoas que não evoluíram.

 

As pessoas que evoluíram rejeitam, naturalmente, esta prática medieval, cruel, violenta, grosseira, sanguinária assente na maior das ignorâncias e numa profunda estupidez (e isto não é uma opinião, mas um FACTO comprovado pelas Ciências Biológicas e Ciências da Saúde Mental).

 

As pessoas que NÃO evoluíram, estando mergulhadas num passado onde reinava a ignorância e a estupidez, acham que TORTURAR um Touro é natural, é arte, é cultura, é um bailado, é uma tradição que se deve manter, rejeitando a ÉTICA, a verdadeira Cultura, a verdadeira Arte, a Evolução, a Civilização.

 

Diz a Susana que «em relação a esta como a outras questões que dividem a sociedade, a Direcção da Acreditar tem entendido que as opiniões ou posições pessoais dos seus membros não se devem nem podem impor.» Sim, quando se trata de opiniões ou posições pessoais, penso que é razoável não as imporem. Mas como já referi, a tourada não é uma questão de opiniões, nem de gostos, nem de posições pessoais. A tourada é uma prática cruel e sanguinária, rejeitada pela esmagadora maioria da sociedade, e que já não tem lugar no século XXI depois de Cristo.

 

Diz ainda a Susana que «tem sido, assim, entendido que não existe o direito de recusar apoios de iniciativas que respeitem a lei, com fundamento nessas opiniões pessoais, tanto mais quando elas não são consensuais entre os membros da própria Associação.»

  

É óbvio que uma direcção constituída por pessoas dotadas de empatia (o sentimento mais nobre do ser humano, aquele que nos permite estar no lugar de um Touro, já bastante debilitado, a levar com bandarilhas que lhes rasgam as carnes, por fora e por dentro) rejeitariam, sem pestanejar, apoios de iniciativas que, apesar de “respeitarem” uma lei injusta, não respeitam a VIDA de um ser senciente. O que não é o caso da Direcção da Associação Acreditar.

 

E a VIDA, cara Susana, qualquer VIDA, deve ser respeitada, como tal, ainda mais se essa VIDA pertence a um ser INOFENSIVO e INOCENTE e INDEFESO e SENCIENTE, como é o Touro.

 

Diz a Susana que «esta iniciativa em concreto, por exemplo, partiu de um avô de uma criança actualmente em tratamento oncológico

 

E daí? Justifica-se TORTURAR UM TOURO para que a criança possa fazer o seu tratamento oncológico? Não haverá outro método mais CIVILIZADO de angariar fundos, para esse tratamento, como por exemplo, um FESTIVAL DE MÚSICA? Uma quermesse? É necessário torturar Touros, apenas porque um avô aficionado, assim o impõe? Não seria do BOM SENSO dizer a esse avô, que não é da ÉTICA torturar Touros para angariar fundos para tratamentos de crianças? Não seria da racionalidade dizer a esse avô que há outros modos mais civilizados de ajudar o neto a fazer o tratamento? E quando essa criança crescer, já num tempo em que a tourada representará o que hoje o Circo Romano representa para a civilização actual, ou seja, algo repugnante, e lhe disserem que se curou graças a dinheiros angariados com tortura de Touros, o que sentirá?

 

Lá porque a tourada tem apoio legal dos que não deixam de ser também trogloditas, não significa que a tourada não seja uma prática condenável, no mundo civilizado.

 

A Susana diz que a Acreditar é uma associação com 25 anos de existência, constituída por pais, doentes e ex-doentes de cancro pediátrico e sempre se orientaram pelo respeito para com todas as formas de estar, credos e orientações políticas, porque é desta diversidade que encontramos o equilíbrio para trabalhar com todos e para todos.  

 

Esqueceu-se a Susana de incluir nessas formas a VIDA dos outros animais, aos quais também devemos RESPEITO, até porque não dizem que os humanos é que são os animais racionais? Pois então? Que racionalidade existe na tortura de Touros, para divertir sádicos e angariar fundos para associações de SOLIDARIEDADE SOCIAL?

 

Que solidariedade é essa, que não abrange os outros seres vivos, que connosco partilham o mesmo Planeta, debaixo do mesmo Sol e da mesma Lua?

 

Só haverá equilíbrio para trabalhar com TODOS e para TODOS, quando nesses TODOS estiverem incluídos os animais não-humanos, que os animais humanos, que se dizem racionais têm o dever de proteger, e não de torturar, para se divertirem e ganharem dinheiro com isso.

 

A terminar a Susana diz que foi de boa fé que aceitaram a iniciativa, assim como foi em consciência que suspenderam a vossa participação na iniciativa - por falta de cumprimento por parte da organização do evento dos termos de colaboração entre duas entidades.

 

Como pode dizer que foi de boa fé que aceitaram a iniciativa, se sabem (ou não sabem?) que essa iniciativa não é mais do que uma sessão de tortura de Touros? Ou não saberão nada, mesmo nada de Biologia? Não saberão que o Touro é um animal senciente, dotado de sistema nervoso central e SOFRE exactamente o que um humano sofreria se estivesse numa arena a ser torturado, fora do seu habitat?

Em consciência suspenderam a vossa participação na sessão de tortura de Touros, porque a outra entidade, ou seja, os torturadores de touros (chamar a isto entidade é insultar todas as entidades construtivas) não cumpriram os termos de colaboração?

 

Em consciência, aí sim, nem deveriam ter aceitado a possibilidade de receberem fundos provenientes da tortura de animais tão sencientes como nós.

 

E para que a Susana não vá entender ESTES FACTOS, que lhe narrei, como uma opinião minha, deixo-lhe aqui alguns links, que demonstram, com base na Ciência e em FACTOS REAIS (não com base em ideias, gostos ou opiniões), o que a Associação Acreditar, com boa fé, aceitou, para que o neto de um avô aficionado, pudesse ter o seu tratamento oncológico, quando poderia ter optado por uma iniciativa mais civilizada, como um festival de música, por exemplo.

 

A verdade perversa sobre a tortura de Touros e Cavalos, antes, durante e depois de lide

 «A tourada, razão da existência do Touro bravo?» Ou a queda de um mito...

A tourada vista por um Médico-Veterinário

O sofrimento de um touro diagnosticado por um Médico-Veterinário

 

Leia os textos, por favor, e depois diga, em consciência, se é digno de um ser humano aceitar apoios de uma iniciativa que, respeitando a lei, (injusta) NÃO RESPEITA a vida de seres tão sencientes e inocentes como aqueles que beneficiariam dos dinheiros sujos de sangue derramado sob tortura.


As minhas saudações anti-tauromáquicas,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019

Se Portugal fosse um Estado de Direito, o AO90 já tinha sido extinto, e as fraudes, que o envolvem, investigadas por quem de direito

 

A palavra vergonha devia ser escolhida para Palavra do Ano 2019.

 

Explicamos porquê.

 

Sá Carneiro.jpg

Origem da imagem: Internet

 

O que se anda por aí a fazer é uma política verdadeiramente vergonhosa, sem um pingo de Ética, sem o mínimo de respeito pelo conceito de Estado de Direito e de Democracia, e sem qualquer consideração pelos Portugueses.


O que está a passar-se no que ao AO90 diz respeito é absolutamente inacreditável, e todos os que continuam a lançar um véu de silêncio sobre as fraudes do AO90, que estão a ser denunciadas no Jornal Público e neste Blogue, conforme pode ser consultado aqui:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/2020-o-ano-da-destruicao-do-malefico-220817

são cúmplices do maior atentado ao Estado de Direito, que já se viu em Portugal.

 

Não é necessário ser-se jurista. Basta ler com atenção as denúncias das fraudes, já publicadas, e consultar as Leis. Mas para não termos dúvidas, também podemos consultar juristas, e eles dir-nos-ão que, com base nas provas tornadas públicas e de acordo com a legislação, parece existirem indícios muitíssimo graves e sérios de práticas de vários crimes da Lei de responsabilidade criminal de titulares de cargos políticos (Lei n.º 34/87), que pode ser consultada neste link:

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/420430/details/normal?p_p_auth=nP9s53SD

  

Contudo, ao que também parece, nem os Partidos Políticos, com assento na Assembleia da República, nem as autoridades judiciais, nem, por mais incrível que pareça, o Presidente da República, que jurou ser o garante da Constituição da República Portuguesa, a qual está a ser violada, nem os muito subservientes órgãos de comunicação social (se não o fossem, já tinham dado o ar da sua graça, tal a ânsia que sempre têm por escândalos, mas haverá escândalos proibidos, que não podem ser abordados), nem os professores de Português, nem os que se dizem ser anti-AO90,  estão interessados em esmiuçar estas graves denúncias, e  remetem-se a um muito esclarecedor silêncio.

 

Porquê? O porquê não é exactamente um mistério, mas tão-só um gato escondido com um enorme rabo de fora.

 

Ontem, li algures no Facebook, como sendo uma óptima notícia, que a Academia das Ciências vai rever o AO90.

 

Vai rever o AO90? Vai rever uma fraude? Vai rever algo que não interessa a ninguém, está mal concebido, e não tem nada que se aproveite?

 

Mas ainda que estivesse bem concebido, e tivesse tudo para aproveitar, o AO90 teria de ser extinto, não por ser bom, mas por ser uma FRAUDE, que viola o Estado de Direito. Segundo as análises, realizadas ao conteúdo das denúncias, comparadas ao exposto na Lei n.º 34/87, tudo indica, como já foi referido acima, que poderemos estar diante de graves indícios de práticas de vários crimes, que necessitam de ser judicialmente validados.

  

Vai rever-se o quê? Algo que está a ser denunciado como a maior fraude de todos os tempos, cometida contra um Estado de Direito Democrático?

 

Tudo isto é um absurdo. É inconcebível. É surrealista. É VERGONHOSO, para os organismos estatais, judiciais e partidários, que têm o DEVER de manter a Constitucionalidade, a Legalidade, a Justiça, a Ordem. Tudo isto está a falhar no que ao AO90 diz respeito. Estamos sem uma Língua que nos identifique como Nação Portuguesa. Estamos sem a NOSSA Língua, na sua forma grafada.


Não será da racionalidade parar para pensar?

 

O caos está instalado. Os prejuízos causados pelo AO90 são incontáveis, mas absolutamente reversíveis. É necessário e urgente regressar à ORDEM.  É necessário e urgente praticar a ÉTICA nos organismos de Estado.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:22

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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2019

O visionário Marcello Caetano viu o futuro de Portugal através da janelinha do chaimite que o transportou para a Pontinha

 

Sem o mínimo saudosismo, obviamente (OBVIAMENTE), mas com uma vénia ao visionário, que previu um futuro que, afinal, estava ali tão perto, trago a campo as palavras que Marcello Caetano proferiu, logo após o 25 de Abril.

Apenas para que se reflicta, sem preconceito.

 

marcelo-caetano_14899.jpg

 

Chamava-se “Bula”, o Chaimite (carro blindado) que no dia 25 de Abril de 1974 transportou Marcello Caetano do Largo do Carmo (Lisboa) até ao posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (Pontinha). Sem resistência. Pelas janelinhas do chaimite, Marcello Caetano viu um outro Portugal a nascer.

 

Não me interessa agora o político Marcello Caetano.

 

Interessa-me o homem que viu o futuro de Portugal, a partir daquele dia em que, sem resistência, deixou de ser o Presidente do Conselho do Estado Novo, e passou a ser visionário.

 

É óbvio que não concordo com tudo o que ele disse. A amarelito está o que se encaixa na actualidade portuguesa. A negrito, o que era o delírio do Estado Novo.

 

Disse ele:

 

"Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa."

 

"Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie, que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República." (*)

 

(Quanta verdade aqui vai neste último parágrafo!)

 

«É ridículo continuar a falar de independência nacional.», sim, é ridículo. Actualmente Portugal verga-se indecorosamente aos interesses dos estrangeiros, e até já nem Língua temos. Os donos disto tudo são os Brasileiros e os Chineses. A pobreza ainda existe. A emigração, se não é em massa, é elevada e qualificada.


Resta-nos o Sol, o Turismo e o servilismo aos interesses estrangeiros
. Dizem os estrangeiros que encontram muita qualidade de vida em Portugal. Mas vão perguntar aos Portugueses que sobrevivem por aí, longe do brilho do Turismo, o que pensam disto. Para os estrangeiros, tudo. Para os Portugueses, pouco, muito pouco, ou mesmo nada.


O último parágrafo que começa “veremos alçados” está genial. Como Marcello Caetano acertou na mouche.

 

A política actual está a ser feita sem ÉTICA, sem HONRA, sem HONESTIDADE.


Quem aguardou o 25 de Abril com grande esperança, numa mudança radical na construção de Portugal, está tremendamente desiludido.

 

É URGENTE um novo 25 de Abril , desta vez, a sério.

 

(*) Ressalve-se aqui as raras e honrosas excepções)

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:41

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019

DISCURSO DE JOÃO MIGUEL TAVARES NO DIA 10 DE JUNHO 2019

 

Muito bom, João Miguel Tavares. Não esperava outro discurso vindo de quem vem. Portugal precisa de mais gente como o Miguel, que esteja atenta e não tenha medo de falar, para que os governantes ouçam e saibam e apreendam que nem todos, no país, andam a dormir.

 

 

Os discursos que  João Miguel Tavares proferiu nas celebrações do Dia 10 de Junho não agradaram às hostes políticas.

 

Porém, nos tempos que correm, onde a Partidocracia domina, e a Democracia é uma falácia, o João disse umas boas verdades, que incomodaram os que nada fizeram e os que nada continuam a fazer para cumprir a Revolução de Abril.

 

Não podemos, nem devemos regressar ao passado, ao antes do 25 de Abril. Obviamente. Não devemos.


Mas também não podemos, nem devemos viver eternamente neste caos, que actualmente está instalado em Portugal. Não há uma Cultura Política. A política não é exercida com ética, com dignidade, com verdade.


Precisamos de um vislumbre de FUTURO, e não o temos.


O João limitou-se a AGITAR as águas, demasiado estagnadas.

De vez em quando é preciso OUSAR. E ele OUSOU.

Por isso, merece o meu aplauso.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE EXTINÇÃO DE TOURADAS…

 

… e a associação internacional de tauromaquia ameaça com tribunais… como se leis idiotas pudessem ter validade “ad aeternum”…

«As pessoas não querem, a cidade não quer, a câmara não quer, quem é esta gente para impor touradas? De todas as vezes que os tribunais espanhóis foram chamados a pronunciarem-se ficou claro que o povo é quem mais ordena. NÃO ÀS TOURADAS!» (CAPT)
in https://www.facebook.com/groups/CampanhaAntitouradasPortugal/permalink/2276297532409013/

 

buenavista.jpg

 

A associação internacional de tauromaquia apresentou uma comunicação formal à cidade de Oviedo, discordando do projecto de reforma da praça de touros Buenavista que visa abolir a tauromaquia.

 

Diz-nos a notícia que «de acordo com as informações públicas emitidas pela sessão e as investigações feitas por entidades amadoras do Principado das Astúrias envolvidas, a Praça de Touros de Oviedo poderia ser usada para diferentes actividades artísticas, desportivas e culturais, excluindo e proibindo a celebração de mostra tauromáquica, para a qual foi construído

 

E a esta atitude chama-se evolução.

 

E vêm os outros e dizem:

«A este respeito, o alcaide foi avisado como presidente da corporação, que as três leis que estão em vigor na Espanha, não só previnem este suposto saque cultural, mas forçam por mandato expresso aos Poderes Públicos Centrais, Autónomos e Municipais, como é o caso, para a conservação e enriquecimento da tauromaquia.»

 

A esta atitude chama-se atraso civilizacional.

 

Portanto, a Praça de Touros Buenavista de Oviedo, pode e deve ser objecto de uma reforma que exclui o uso habitual para o qual foi construído, ou seja, a realização de uma prática bárbara, desadequada aos tempos modernos que, em parte alguma, a não ser nas atrasadas localidades onde ainda se pratica esta barbárie, é considerada património cultural imaterial, mas a tauromaquia não passa de património imaterial da estupidez, nos tempos que correm.

 

A associação internacional de tauromaquia acha que lá por existirem leis idiotas que legitimam esta prática medievalesca, ela (a prática hedionda da tauromaquia), está protegida e não é censurável. Como se enganam!

 

É da racionalidade rejeitar leis que vão contra a Ética e insultam a Humanidade.

 

Torturar animais não faz parte das actividades éticas humanas. São um insulto ao Bom Senso e ao Senso Comum, logo, têm de ser extintas.

 

E queira ou não queira, goste, ou não goste a tal associação internacional de tauromaquia, esta prática será extinta. E já faltou mais tempo.

Fonte da notícia:


https://infocul.pt/cultura/oviedo-propoe-extincao-de-touradas-associacao-internacional-de-tauromaquia-ameaca-com-tribunais/?unapproved=18675&moderation-hash=d568e329e124d59b108ae338380ae778#comment-18675

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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