Terça-feira, 20 de Março de 2018

CELEBREMOS ESTA PRIMAVERA...

 

PRIMAVERA.png

 

CELEBREMOS ESTA PRIMAVERA…

 

… sobre o que restou do Verão passado, quando um fogo desesperado queimou Vida, queimou Árvores, queimou Ninhos e milhares de Passarinhos…

 

A Natureza ficou, então, mais pobre, mas mais pobre ainda ficou o Homem pobre de espírito, que não cuida das suas florestas, nem da sua fauna…

 

Celebremos esta Primavera sobre as cinzas que ficaram do Verão passado, quando a Natureza se revoltou contra o artificialismo dos Homens, cegos pela ganância de ter mais e mais… sem medir as consequências dos seus desastrosos actos…

 

Celebremos esta Primavera que chega amedrontada com o futuro que se vislumbra ainda tão incerto…

 

Onde estão as Árvores? Onde estão os Ninhos? Como podem regressar os Passarinhos?

 

Já não se ouvem chilreios, nem o rumorejar da folhagem, quando o sopro de um Vento, ainda sonolento, desperta nas madrugadas…

 

Celebremos esta Primavera como um réquiem para a Vida que deixou de ser, porque o ter se mostrou mais premente e esmagou a essência e a magia contidas nos segredos mais profundos e nos silenciosos gemidos das nossas Florestas…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2016

«FERRO ALVES QUERIA QUE OS TOUROS MARRASSEM MAIS»

 

O relato hilariante, datado de 1935, de uma tourada à corda nos Açores

 

Assim como era naquele tempo, assim é hoje. Nada mudou. O tempo parou ali, e ainda hoje as mulheres soltam uns «ais terroríficos e parturientes» e os homens com «pronunciadas atitudes simiescas, trepam às árvores, encarrapitando-se nos últimos ramos, como se o toiro fosse um animal trepador»…

 

Divirtam-se!...

 

FERDINANDO.jpg

 Cena do filme «Ferdinado, o Touro»

(Para quem estiver interessado em ver (ou rever) esta extraordinária curta-metragem)

 

 

O jornalista e advogado Ferro Alves que esteve nos Açores como deportado, onde participou na “Revolta dos Açores e da Madeira”, em 1931, antes de aderir ao salazarismo, esteve na ilha Terceira durante quinze dias, tendo assistido a uma tourada que descreveu no seu livro “A Mornaça***”, publicado em Lisboa em 1935.

 

Aqui vai um relato do que viu:

 

«Na praça da terra reúnem-se todos os habitantes no meio de uma chinfrineira aguda empunhando cacetes e com mais abundância guarda-chuvas, Esse instrumento antipático e avelhado disfruta aqui de irresistíveis simpatias. Nas janelas apinham-se cachos humanos chilreantes…

 

O cacique local com aspecto importante – as ilhas estão pejadas de odiosos caciques – dirige a função. Munido de uma corneta, ou búzio, o soba do povoado dá o sinal para começar a festa. As mulheres, que no mais recôndito das suas almas escondem a sua adoração pela tragédia, cerram os olhos, soltando uns ais terroríficos de parturientes. Os homens atacados dum pânico súbito fogem em todas as direcções. Alguns, com pronunciadas atitudes simiescas, trepam às árvores, encarrapitando-se nos últimos ramos, como se o toiro fosse um animal trepador.

 

A praça fica deserta e respira-se um ar pressago de dramatismo. Contraídos e anelantes, como nas tardes famosas de Madrid, em que Belmonte alterna com Cagancho, aguardamos a aparição do toiro, fumegando cólera e bramindo vingança. Afinal surge o cornúpeto, que não é toiro, mas simplesmente um novilho, e bastas vezes, uma raquítica vaca, muito enfastiada por ver-se metida em zaragatas. Pois, senhores, e aqui reside o ineditismo do espectáculo, o tal novilho de poucas carnes e de insubsistente acometividade, vem amarrado por uma longa corda de quinze ou vinte metros. O pobre bicho de olhos chorosos, autenticamente bovinos, acossado pelo gritério, dá uma corridita até ao meio da praça, estaca de repente assustado soltando uns mugidos lancinantes, em que bramam desejos insatisfeitos duma boa ração de favas.

 

Aproveitando a indecisão do animalzito nostálgico duma verde campina, onde possa saciar a sua fome, os populares mais atrevidos lançam-se à praça com a chaqueta*** numa mão e o obcecante guarda-chuva na outra. Com estes singulares atavios, que substituem a muleta e as bandarilhas citam o pachorrento animal, que exala uns quantos gemidos a ver se não o metem em sarilhos.

 

Animados pela mansidão do cornúpeto, los diestros, puxam-lhes o rabo, espicaçam-no com a ponta das malditas sombrinhas, provocam-no com lenços escarlates.

 

O animal resolve-se finalmente a investir depois de laboriosa deliberação. Os artistas abandonam a presa e os instrumentos de combate. Se porventura o triste novilho consegue alcançar algum dos seus algozes, rasgando-lhe com uma cornada o fundilho das calças, o gentio delira. Há palmas e vivas, desmaios e chiliques. Os marmanjões que sustentam a corda que prende o bicho puxam dela desesperadamente até que imobilizam completamente o bicharoco. Se este num movimento ocasional se volta, enfrentando-se com os moços de corda, então o pânico é indescritível.

 

Um autêntico salve-se quem puder. Os muros e as árvores são impotentes para conter a correria vertiginosa, alucinada, dos pretensos campinos. Chiam como ratazanas aprisionadas na ratoeira.

 

Felizmente a mornaça contamina não só os homens como os animais. O novilho a breve trecho se fatiga, pára tristonho e rendido entregando-se sem combate à fúria vencedora dos seus inimigos. Docilmente deixa-se conduzir ao curral, com um olhar resignado, de quem pede perdão por ter magoado o traseiro de algum diestro menos veloz. Creio que nestas touradas, apesar de frequentes, nunca houve colhidas que demandassem mais do que um pouco de álcool para friccionar as nádegas dos campónios.

 

Nestas touradas somente tomam parte como aficionados elementos populares. Os filhos dos sobas e régulos, classifico assim as personagens locais, abstêm-se de participar nestes folguedos. A sua seriedade de jarrões impede-os de se misturarem a tudo o que seja dinamismo.

 

O espectáculo termina com a lide de alguma vaca, mãe respeitada de numerosa prole. Insensível aos guarda-chuvas e às chaquetas permanece estática no meio da praça entre as chufas da multidão. Para arrancá-la à sua passividade chegam a picá-la com sovelas. Eu vi uma tão pachorrenta, que um indígena no meio do entusiasmo da assistência, puxava-lhe cinicamente as orelhas. Com a descrição das célebres touradas à corda, cremos dar uma ideia nítida da maneira como a mornaça transforma em insipidez, os mais emocionantes espectáculos.»

 

Açores, 12 de Setembro de 2016

José Ormonde

 

***

*** Mornaça - clima quente e húmido particular dos Açores.

*** Chaqueta – o mesmo que jaqueta (casaco curto)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:19

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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

TOUROS OU ÁRVORES? – UMA MENSAGEM ANTI-TOURADA COM MAIS DE UM SÉCULO

 

(Vale a pena ler, porque é extraordinária)

 

TOURO OU ÁRVORE.png

STÁRICO.jpg

Ricardo Codorníu y Stárico, Engenheiro Florestal e defensor da causa florestal (Cartagena, 1846 – Múrcia, 1923)

 

«Para os tauricidas que dizem que os anti-tourada não têm história

 

Touros ou árvores?

 

A pergunta pode parecer absurda, mas foi feita há pouco mais de cem anos por Ricardo Codorníu y Stárico, conhecido como o “Apóstolo da Árvore”.

 

Acabo de encontrar o extracto de uma conferência sua, realizada em Múrcia em 1909 e confesso-vos o meu assombro ao lê-la.

 

Aqueles Homens, sim, é que eram valentes e modernos e clarividentes.

 

(…)

“Faz já muitos anos que se falava (e não era pouco) da conveniência que seria para a cultura do povo suprimir as corridas de touros, espectáculo repugnante, em alto grau, para todo o espírito nobre, que traz com ele muitos elementos incultos e até mesmo perversão moral, por isso, é em si mesmo, e por que lhe deu a existência e sustenta, o flamenquismo (afición do flamenco) degradante.”

 

E pelo que substituiríeis as corridas de touros? Perguntou, admirado, o jornalista Mariano de Cavia.

 

“Com o "Festival da Árvore", respondeu-lhe o Engenheiro Florestal, para um jornal de Múrcia. Efectivamente, a substituição da “festa” sangrenta pela festa da árvore, representaria um assinalável triunfo da civilização.

 

Ricardo Codorníu indicou-nos o caminho certo.

 

Acabemos com as corridas de touros.

 

A nova festa nacional deve ser a plantação de Árvores (e em Portugal seria bem-vindo um tal festival, devido à perda enorme de milhares de árvores nos incêndios do Verão passado), o respeito pelo meio ambiente, e não o sangrento massacre de inocentes animais.

 

Esta mensagem chega-nos mais de um século depois, mas continua actual (o que significa pouca ou nenhuma evolução a este respeito).

 

Eu estou absolutamente de acordo com esta mudança.

 

E tu, que “festa” preferes: a das Árvores ou a dos Touros?»

 

Fonte:

https://scontent-cdg.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/229467_416064308458276_403927985_n.jpg?oh=1fb4b1cf541c1ca76e0456451193407e&oe=587B8878

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:51

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

«QUANDO NÃO TIVEREM FRUTOS COMAM OS TRONCOS» - DIÁLOGO ENTRE UM HOMO SAPIENS E UM HOMO PARVUS

 

Maria Helena Capeto, uma cientista e escritora que muito prezo, escreveu este curto mas interessantíssimo diálogo, que diz tudo sobre a tentativa que fazemos para passar aos desinformados, as informações necessárias para que evoluam e saiam da ignorância em que estão mergulhados até à ponta dos cabelos.

 

Porém, a missão torna-se impossível, porque assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é o que, por opção, prefere continuar ignorante.

 

SAPIENS - PARVUS.png

Homo Sapiens versus Homo Parvus

 

Sapiens - Não arranques a árvore, colhe só os frutos!

 

Parvus - Eu quero a árvore toda para mim!

 

Sapiens - Se não arrancares a árvore todos vão poder comer os frutos, tu incluído.

 

Parvus - És parvo ou quê? Estão ali mais duas árvores!

 

Sapiens - Mas se arrancas essa, os teus irmãos também arrancam as outras.

 

Parvus - E depois?

 

Sapiens - Depois não há mais frutos para ninguém!

 

Parvus - Mas nós ficamos com eles, por isso não há problema. É tradição.

 

Sapiens - Os frutos vão apodrecer e nem vocês vão ter mais.

 

Parvus - Lá estás tu com as tretas das teorias sempre armado em sabichão! Aprendeste isso onde? Sempre arrancámos as árvores! Não consegues perceber que assim estamos a protegê-las? Se não as arrancássemos já não existiam! Vê se vais aprender alguma coisa de jeito! Se soubesses do que falas ias arrancar as árvores como nós!

 

Sapiens - Desisto. Quando não tiverem frutos comam os troncos!

...

Maria Helena Capeto

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

NÃO FAZ SENTIDO

 

«Os que criticam aqueles que lutam por uma causa são os parasitas da sociedade, os inúteis que, além de não fazerem nada por ninguém, andam no mundo só por ver andar os outros… São uns tristes, uns apoucados, uns pobres diabos…»

(Isabel A. Ferreira)

 

SHUT UP.jpg

 

Há uns dias encontrei várias publicações, tanto de indivíduos como de organizações, a criticarem quem defende os animais: segundo eles, quem defende os animais não se interessa pelas pessoas, os animais são inferiores aos seres humanos e não merecem a ajuda que recebem, mas-que-estupidez-vem-a-ser-esta e sou-tão-bom-a-argumentar-que-preciso-de-insultar. Para ratificar ainda mais a indignação, adicionaram à declaração furiosa uma montagem com duas imagens: a de Aylan Kurdi, a criança síria-curda de três anos que morreu afogada, e a de uma baleia encalhada a ser ajudada por dezenas de pessoas.

 

Primeiramente, preciso de referir como é barbaramente execrável utilizar um registo trágico para criticar uma causa: é uma falta de respeito atroz para com a vítima exposta, visto que estão a aproveitar-se do sucedido para ganhar atenção suficiente e conseguir expor massivamente a sua visão negativa em relação à defesa dos animais. Pelo que eu sei uma causa não prejudica outras, bem como nenhuma causa deve sobrepor-se às outras. As causas não servem para alimentar egos - algo que, infelizmente, não é levado a sério e pode ser perfeitamente visualizado neste tipo de atitudes.

 

Para além disso, quem está a criticar deve conhecer, e muito bem, todos os defensores dos animais deste planeta: é a conclusão que eu tiro, visto que só desta maneira é que pode regurgitar afirmar, com toda a segurança, o que diz em relação aos supracitados.

 

O que vale é que ninguém, mas mesmo ninguém, fica satisfeito quando alguém milita por alguma coisa. Encontra sempre defeitos, torce o nariz, a causa não é nobre o suficiente, mas há coisas mais importantes, e por aí fora.

 

Se luta contra a desflorestação e planta novas árvores é porque não se interessa pelos animais;

 

Se ajuda animais é porque não se importa com as pessoas;

 

Se participa na distribuição de alimentos e roupas para os sem-abrigo é porque despreza as mulheres vítimas de violência doméstica;

 

Se ajuda as mulheres é insensível com as crianças, porque as crianças são mais indefesas do que as mulheres;

 

Se ajuda as crianças é porque esqueceu-se dos órfãos, e esses sim, é que precisam verdadeiramente de atenção;

 

Se vai cuidar de crianças que perderam os pais é porque está a lixar-se para as crianças com cancro;

 

Se visita crianças com cancro é porque deixou a própria família de parte;

 

Se passa algum tempo com a família é porque não quer saber dos outros;

 

Se quer saber dos outros, porque não dá o raio de um rim para alguém que precisa de um para sobreviver;

 

E, francamente, porque diabos deu um rim a um desconhecido quando, sabe-se lá, alguém da sua família poderá futuramente precisar;

 

Isto assim não pode ser;

 

E isto assim também não pode ser;

 

E blá blá blá...

 

Moral da história: preso por ter cão e preso por não ter.

 

Segunda moral da história: nenhuma causa é mais importante do que a outra. Isto não é uma competição para ver quem merece mais a nossa solidariedade.

 

Os animais têm os seus direitos e as suas necessidades, bem como os seres humanos têm os seus direitos e as suas necessidades, e ninguém tem o privilégio divino de dizer o contrário e de menosprezar um, ou outro, ou ambos, só porque possui um determinado juízo de valor.

 

As causas não se movem por esses juízos: movem-se porque há quem sinta compaixão, quem sinta amor e quem se preocupe genuinamente - e quem não compreende e não aceita isso, pura e simplesmente, não empate. Não concorda com a causa, seja ela pelas pessoas, pela natureza ou pelos animais? Então fique sossegado e não arrelie. Vá ler um livro, jogar ping-pong, lavar a loiça, mas deixe de ser troll nas redes sociais e pare de atacar pessoas que não conhece de lado nenhum.

 

É que já não há paciência.

 

Fonte: http://grito-silenciado.blogspot.pt/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

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Quinta-feira, 14 de Junho de 2012

O QUE OS TAURICIDAS NUNCA ENTENDERÃO...

 

 

Das lanças, dos arpões, das espadas da tauromaquia... da crueldade humana te protegeria Touro, com o meu corpo, se me fosse possível...

 

 

Um dia o Touro será deixado livre, para viver em harmonia com a Natureza que lhe pertence, e com a Paz a que tem direito.

 

Muitos animais e plantas povoaram o nosso Planeta muito tempo antes do homem. E cada um cumpriu a sua missão. Harmoniosamente. Animais de todas as espécies. Plantas, desde a miosótis ao mais frondoso plátano. Todos seres muito belos, mais-que-perfeitos. Sensíveis.

 

Só depois veio o homem, o qual encontrou um mundo fervilhando de vida até na mais pequenina fenda, entre os rochedos, à beira-mar.

 

No jardim vivia uma rosa. Viçosa e formosa rosa. O homem veio e disse: «Que linda é a rosa. É minha, pois não sou eu o dono do mundo? Vou levá-la comigo». E o homem arrancou a rosa da roseira, e a rosa murchou, e só o homem é que não viu. E continuou a clamar: «Eu sou o dono do mundo»!

 

Auto-intitulou-se um ser superior, apenas porque falava, pensava, fazia coisas com as mãos, que mais nenhum outro ser conseguia. E, usando dessa pretensa superioridade, desatou então a maltratar os seus companheiros de vida: tortura e mata, por simples prazer, animais, plantas e até outros seres seus semelhantes. Polui as águas dos rios, dos oceanos e das fontes, antes dele tão límpidas. Destrói as florestas que libertam o oxigénio, sem o qual o planeta não respira. E tudo isto o homem vai fazendo em nome da tal superioridade e de interesses escusos, valores que desvalorizam a existência do próprio homem, e exterminam os animais e as plantas.

 

Durante milhares de anos, o planeta, chamado azul, foi azul da cor do céu; foi verde da cor dos prados; loiro da cor das searas; vermelho da cor do sol poente; teve todas as cores do arco-íris enquanto não veio o homem. Depois dele, e em nome da sua superioridade, o que foi um paraíso, durante o reinado dos animais e das plantas, transformou-se em caos.

 

Se o Lobo respeita o homem, porque não há-de o homem respeitar o Lobo?

 

Se a Árvore respeita o homem, porque não há-de o homem respeitar a Árvore? Afinal, somos todos irmãos.

 

Iguais, enquanto resultado do mesmo acto criador.

 

Diferentes no modo como respeitamos a vida.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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