Sexta-feira, 30 de Abril de 2021

Quando os ditadores se consideram deuses imortais…

 

Em 30 de Abril de 1945, Adolf Hitler suicida-se no seu bunker.

 

Dedico esta memória aos actuais ditadores, que nos rondam sub-repticiamente, disfaçados de democratas, para que não se esqueçam de que nem são deuses, nem imortais. E deles não rezará a História, se não para os condenar.

 

Faz hoje 76 anos que o ditador Adolf Hitler, Chanceler do Reich (de 1933 a 1945) e Führer ("líder") da Alemanha Nazi de 1934 até 1945, principal instigador da Segunda Guerra Mundial na Europa, e personagem fulcral do Holocausto, se suicidou no seu bunker, e o mundo livrou-se de um dos maiores assassinos da Humanidade (um dos, porque à frente dele estão Stalin, Pol Pot, Mao Tsé-Tung, entre outros).

 

Em 12 de Março de 1938, por ocasião da anexação da Áustria, o "Anschluss", Adolf Hitler regressando de Viena, fez um discurso na estação de comboio de Nordwest, para uma multidão de 20 mil membros dos SA, SS e Juventude Hitleriana, no qual, com a veemência daqueles que se julgam deuses todo-poderosos, esquecendo-se da sua condição desumana, e de que é o FUTURO quem os julgará, disse o seguinte:

«Mostrei, durante a minha vida, que consigo fazer mais do que esses anões que levaram o País à ruína. Daqui a cem anos, o meu nome será visto como o do grande filho deste País!»

 

O que se passa, passados que são ainda 83 anos, sobre este discurso, é que não foram precisos os tais cem anos para que o Mundo o tenha como o grande filho daquilo que nós sabemos, que, cobardemente, se suicidou, por não ter a coragem de enfrentar a justiça dos homens. E os deuses, sendo imortais, que premência terão em se suicidarem?

 

Nenhum ditador, ainda que disfarçado de democrata, permanecerá para além da sua fracassada existência.

 

Isabel A. Ferreira

 

Hitler_salute_in_front_of_lamppost.jpg

Origem da foto: Internet

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:48

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Comentários:
De Arsénio de Sousa Pires a 3 de Maio de 2021 às 00:01
Oportuna lembrança da passagem deste filho da tal "outra" para o Hades.
E temos por aí aprendizes de feiticeiro rondando a mesa da democracia.
Em conversas de tasca, o povo vai tecendo loas ao novo redentor.
O outro até foi eleito democraticamente...
0 povo ressona.
De Isabel A. Ferreira a 3 de Maio de 2021 às 11:48
Verdade, Arsénio. Vivemos tempos assustadores! Se nos viramos para um lado, temos uma ditadura de extrema-esquerda instalada. Se nos viramos para o outro, temos uma ditadura de extrema-direita, em evolução acelerada, por culpa da ditadura instalada, disfarçada de democracia.

E no meio, fica o fiel desta balança, que conforme as conveniências, ora pende para um lado, ora pende para o outro.

E o povo, como diz e muito bem, ressona profundamente...

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