Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025

O que espero de um Presidente da República Portuguesa ainda não encontrei em nenhum destes candidatos presidenciais às eleições de 2026, e esse é o grande tabu dos debates

 

 

Candidatos Presidenciais.png

Nem destes, nem de nenhum dos outros candidatos.

 

Nenhum deles sabe escrever correctamente a Língua Oficial de Portugal na sua grafia em vigor, de jure: a de 1945.

E quem não sabe honrar o símbolo maior da Identidade Portuguesa, NÃO serve para ocupar o maior cargo da Nação.

 

Como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos consignados na Constituição da República Portuguesa (CRP), entre eles, o direito de voto, tenho o direito de exigir determinados requisitos para que o próximo presidente da República seja digno de ocupar o trono do Palácio de Belém.

 

O que espero?

 

1 - Espero que o próximo representante da República Portuguesa, cumpra escrupulosamente e acima de tudo, o que, no acto de posse, irá jurar, perante todo o País:

 

«Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido, e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa» [CRP].

 

Funções que, apesar de juradas, até agora não foram cumpridas fielmente pelos investidos, nesta função. Foi o caso do ainda presidente Marcelo Rebelo de Sousa, no que à questão da Língua de Portugal diz respeito.

 

2 - Espero, especificamente, e porque esta é uma das minhas bandeiras, que mantenha intacto, um dos maiores símbolos da identidade portuguesa: a sua Língua, que foi vendida como uma mercadoria menor a um país estrangeiro  cuja única motivação é uma desmedida e insultuosa apetência para espezinhar a Língua de Portugal e fazê-la desaparecer do rol das Línguas cultas indo-europeias.

 

3 - Mas não só. Existem motivos políticos obscuros que estão a destruir, intencionalmente, a Língua de Portugal.

 

Espero que o próximo presidente da República não permita que este linguicídio vá avante, até porque a aplicação do AO90, que o governo português impôs ao funcionalismo público, incluindo os que deveriam ser os primeiros a rejeitar tal imposição, os professores de Língua Portuguesa, é ilegal e inconstitucional, de acordo com abalizados juristas, não estando, deste modo, a ser nem defendida nem cumprida a CRP, por quem de direito.

 

4 - Espero igualmente, que o novo Presidente saiba honrar, com dignidade, a Cultura Portuguesa (a minha outra bandeira) da qual não faz parte a crueldade e a violência contra seres sencientes. Algo que não enobrece um Povo que se quer civilizado, evoluído e culto. Mas também a História de Portugal, que está a ser reescrita ignorantemente, espezinhando a CRP descaradamente.

 

5 - Finalmente espero o que todos esperamos que um Presidente da República faça pelo país que representa, no que respeita à governação do País, à corrupção reinante, às injustiças e desigualdades sociais, enfim, o que todos nós já sabemos, por não ser tabu.

 

Posto isto, como cidadã portuguesa, livre pensadora, com deveres e direitos, só me resta desejar que o próximo Presidente da República não me desiluda, como me desiludiu Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto Presidente da República, como me desiludiu como cidadão comum e como professor universitário com responsabilidades no Ensino, Educação e Cultura Culta.

 

Se o próximo Presidente da República me desiludir, não me terá nunca como uma inimiga, porque a minha genética não permite germinar, dentro de mim, inimizades, mas ter-me-á, seguramente, e com todo o respeito, como uma grande pedra no sapato.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:57

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Comentários:
De Manuel da Rocha a 9 de Dezembro de 2025 às 19:56
Esta eleição, vai ser, muito, estranha.
Maioria, dos candidatos, faz propostas, que, nunca, poderá cumprir... porque, não são capacidades, do Presidente, da República.
Um PR não tem influência, em impostos, leis ou consultadoria.
Vemos, André Ventura, a anunciar 800000000000000000000000000000000, de medidas, que, 100%, são parte legislativa, na qual, o PR, só pode vetar (3 vezes!!!), ou escrever editoriais.
Vemos Marques Mendes, a anunciar que, tem "poderes de sugestão", para com o governo, ao mesmo tempo, que se defende que não é candidato, do PSD/CDS e 533330000000 movimentos cívicos.
Cotrim, a vender a ideia do "Estado, é para morrer, 100% privados, é que é! Vamos privatizar tudo e, contribuintes, paguem 500000000%, do que pagam, agora, problema deles."
Vemos, o Seguro, a tentar respirar, ao mesmo tempo, que anda, submerso, sem ideias.
Depois, há os outros (António Filipe e o Almirante), que falam pouco, dando pontos, ao que é o dever, do PR... em troca, possuem 0,0000000000000001%, de destaques, nas redes sociais.
Ventura, Mendes e Cotrim, irão usar 99,9991%, do dinheiro usado, nesta campanha eleitoral. Ventura irá pagar 983000 euros, por um jantar, para 195 pessoas, num restaurante árabe, para mostrar que aceita migrantes... desde que invistam, 50 milhões, de euros, na economia nacional.
De Isabel A. Ferreira a 10 de Dezembro de 2025 às 15:58
Manuel da Rocha concordo consigo, quando diz que esta eleição vai ser muito estranha.

A campanha eleitoral já é uma coisa estranha.

Nos debates NÃO se discutem as competências de um Presidente da República, mas competências de primeiros-ministros e afins, e, por vezes, incompetências de políticos de meia-tigela. Passam muito tempo a insultarem-se uns aos outros, o que faz baixar o nível dos debates presidenciais.

Nenhum candidato a Presidente da República devia estar pendurado em partidos políticos, porque levam para os debates os VÍCIOS da política partidária, vícios que devem estar afastados do cargo da Presidência da República.

Quanto aos números, não percebo nada de números. A Matemática nunca foi o meu forte, mas uma coisa eu sei: por este andar, não tarda muito, vamos andar todos com os bolsos a abanar, enquanto suas excelências continuarão a desgovernar o País, sem dó nem piedade.

De modo que, caro Manuel da Rocha, apesar da lista de candidatos ser longa, para mim, não há nenhum que, para já, me encha o olho, a não ser que se comprometa publicamente, com juramento por alma da Mãe, «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», lugar onde estão todas as competências do cargo, para que possamos abandonar a designação da República DOS Bananas, sendo os bananas-mor gente que eu cá sei, e que não fizeram mais do que INCUMPRIR a CRP.

Por isso, o meu destino será votar em branco, lamentando que a percentagem dos votos em branco e da abstenção (que vislumbro elevada) não possam corresponder a cadeiras vazias, no Parlamento.

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