Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

O AO90 é um tabu tão grande que nenhum jornalista tem permissão de fazer perguntas sobre essa enorme ameaça à Soberania de Portugal, nos debates presidenciais, e, por sua vez, os candidatos nem se atrevem a tocar no assunto

 

Porquê?

E isto é tão verdade que na apresentação do livro «Gouveia e Melo - As Razões», uma iniciativa da Porto Editora, os possíveis (e)leitores foram convidados a fazer perguntas ao candidato Gouveia e Melo, mas... que grande MAS se entrepôs...

Este foi o repto:

PORTO EDITORA.png

Como não pude estar presente, ousei enviar uma pergunta, via e-mail, seguindo a propaganda da editora, conforme imagem acima, publicada na página do Facebook, não querendo perder a oportunidade única de participar na entrevista, ainda que à distância, feita pela autora do livro, Valentina Marcelina... 

 

Esta foi a minha pergunta:


Correspondendo a este repto que a Porto Editora lança aos eleitores que terão de escolher o próximo candidato a Presidente da República Portuguesa, em Janeiro de 2026, eis a pergunta que gostaria de ver respondida:

Vossa Excelência, Senhor Almirante Henrique de Gouveia e Melo, cumpriu e fez cumprir, nas instituições da Marinha, o acordo ortográfico de 1990, porque a tal, naturalmente, foi obrigado – uma vez que as Forças Armadas obedecem ao poder político. Porém, o Candidato à Presidência da República Portuguesa/2026, cidadão Henrique de Gouveia e Melo terá de obedecer a essa imposição ilegal e inconstitucional, comprometendo o juramento que terá de fazer ao assumir o cargo, caso seja eleito como o próximo Presidente da República Portuguesa, ou cumprirá de facto e de jure a Constituição da República Portuguesa, depois de proferir estas palavras: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», algo que os últimos presidentes da República não cumpriram?

A cidadã portuguesa Isabel A. Ferreira

 

***

A partir daqui, troquei alguns e-mails com a Porto Editora, que não posso divulgar, porque é estritamente proibido o uso, distribuição, cópia ou qualquer forma de difusão não autorizada das mensagens e respectivos anexos.

Mas contarei em duas penadas o seguimento desta minha ousadia.

 

A Porto Editora recebeu a minha pergunta e informou-me de que as respostas seriam filmadas e partilhadas.

 

Aguardei a partilha das respostas, que não encontrei em parte alguma.

Entretanto voltei a perguntar e informaram-me de que receberam muitas questões  para pôr ao Almirante, e a sessão alongou-se e foi impossível dar resposta a todos, e nesses todos estava eu e a minha questão, mas também a questão de um amigo que me informou que também tinha participado com a seguinte pergunta sobre o mesmo tema:

O candidato Gouveia e Melo vai cumprir a CRP, defendendo a Língua Portuguesa. Disso não restam dúvidas.

Os dois últimos PRs, neste tema tão importante, NÃO cumpriram a Constituição, pois mantiveram a ilegalidade e a inconstitucionalidade.

Pode o próximo Presidente da República garantir a reposição da legalidade?

M. Figueiredo

 

Entretanto, recebi da Editora duas perguntas e respectivas respostas de Gouveia e Melo, e mais nada, nem sequer onde estariam partilhadas todas as restantes perguntas e respostas. Então decidi responder o seguinte:

Agradeço o envio destas duas amostras de perguntas feitas ao Almirante Gouveia e Melo.

Pergunto: só houve tempo para fazer estas duas perguntas, ou há mais? Se há mais onde posso encontrá-las?

Fui ao Facebook da Porto Editora, e não vi lá nada.

Mais: quero acrescentar que quando enviei a minha pergunta, já sabia que ela jamais seria respondida, ainda que fosse a única pergunta apresentada. O tema que abordei, é dos mais importantes para um candidato a presidente da República responder, porque mexe com  a violação da Constituição da República Portuguesa, com a ilegalidade e inconstitucionalidade de um acto governamental e com a perda da nossa soberania, bem como com a destruição do símbolo maior da Identidade Portuguesa.


E agradeci uma resposta, que até hoje não veio, e jamais virá, porque a questão da Língua Portuguesa é uma questão menor para os candidatos, infelizmente, todos acordistas, para os actuais governantes e para os jornalistas que fazem perguntas nos debates presidenciais, nas televisões.

 

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais/2026 é uma coisa estranha.

Nos debates NÃO se discutem as competências de um Presidente da República, mas competências de primeiros-ministros e afins, e, por vezes, incompetências de políticos de meia-tigela. Passam muito tempo a insultarem-se uns aos outros, o que faz baixar o nível dos debates presidenciais.

É preciso ter em conta que estas eleições são eleições presidenciais, não são eleições legislativas.

 

Nenhum candidato a Presidente da República devia estar pendurado em partidos políticos, porque levam para os debates os VÍCIOS da política partidária, que devem estar fora do cargo da Presidência da República.
 

De modo que, apesar da lista de candidatos ser longa, para mim, não há nenhum que, para já, me encha o olho, a não ser que se comprometa publicamente, com juramento por alma da Mãe, «defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa», lugar onde estão todas as competências do cargo, para que possamos abandonar a designação da República DOS Bananas, sendo os bananas-mor gente que eu cá sei, e que não fizeram mais do que INCUMPRIR a CRP no que à Identidade e Soberania portuguesas diz respeito, consentindo que nos impusessem uma grafia ilegal e inconstitucional. 

 

Por isso, o meu destino será votar em branco, lamentando que a percentagem dos votos em branco e da abstenção (que vislumbro elevada) não possam corresponder a cadeiras vazias, no Parlamento.

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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