Terça-feira, 14 de Dezembro de 2021

«Medidas que são necessárias implementar para que seja devolvido a Portugal o prestígio que já teve no passado»

 

Um texto não assinado, recebido via e-mail, com uma série de medidas para acabar com o despesismo estatal, que nos sobrecarrega de impostos, porque BASTA de andarmos aqui todos a trabalhar de sol-a-sol, para que o erário público, que devia ser canalizado para o País e o seu Povo, seja esbanjado em coisas não-essenciais, como as expressas neste texto. 

 

Embora queiram fazer crer que Portugal é muito prestigiado lá fora, e até somos os melhores do mundo (na boca do presidente da República), lá fora, o prestígio de Portugal tem a dimensão de um grão-de-bico, sendo que um grão-de-bico pode encher o papinho de um patinho.


Com as medidas enunciadas a seguir (citação): «recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado».

 

Isabel A. Ferreira

 

Ed675_Tachos.jpg

 

  1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros atestados, motoristas, etc.) dos ex-Presidentes da República [à excepção do General Ramalho Eanes que recusou essas mordomias]

 

  1. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.

 

  1. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

 

  1. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de Euros/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

 

  1. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir, porque não cumprem os outros? E se não são verificados como podem ser auditados?

 

  1. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.

 

  1. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 100 Euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 35 Euros nas Juntas de Freguesia.

 

  1. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.

 

  1. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.

 

  1. Acabar com os motoristas particulares 20h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias...

 

  1. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado. Acabar de vez com carros para ministros e deputados. PR, PM e P. da Assembleia únicos que podiam usufruir.

 

  1. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.

 

  1. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.

 

  1. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. Há Quadros (directores gerais e outros) que, em vez de estarem no Serviço Público, passam o tempo nos seus escritórios de advogados a cuidar dos seus interesses, que não nos dão coisa pública.

 

  1. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do Poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de Penafiel tem sete administradores principescamente pagos... pertencentes às oligarquias locais do partido no Poder.

 

  1. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.

 

  1. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

 

  1. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.

 

  1. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros [Salgados] e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

 

  1. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

 

  1. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

 

  1. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido.

 

  1. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".

 

  1. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

 

  1. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".

 

  1. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.

 

  1. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

 

  1. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

 

  1. Pôr os Bancos e os partidos políticos e sindicatos a pagar impostos.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Comentários:
De Mosaicos em Português a 14 de Dezembro de 2021 às 21:48
Não digo que não.
O 'são necessárias implementar' é que tira muito do impacto que, sem isso, poderia ter...
De Isabel A. Ferreira a 15 de Dezembro de 2021 às 11:16
Parece-me que não entendi totalmente o seu ponto de vista, Mosaicos em Português.

Para além disso, o autor do texto, que não sei quem é, lá teria as suas razões, para dizer o que disse, e do modo como o disse.
De Mosaicos em Português a 15 de Dezembro de 2021 às 15:44
Peço desculpa se não fui claro.
Referia-me ao 'são necessárias implementar' em lugar de 'é necessário implementar'. Apenas isso.
Na mesma linha, publiquei https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/11/um-milhao-de-cidadaos-foi-ou-foram.html, que talvez queira consultar.
De Isabel A. Ferreira a 15 de Dezembro de 2021 às 16:20
Compreendi.

No entanto, dizer «Medidas que são necessárias implementar para…» não está incorreCto. Se dizer «É necessário implementar medidas para….» nos leva a uma interpretação mais direCta ao ponto, é outra história.

O autor do texto lá soube por que usou o “são necessárias” e não o “é necessário”. No fundo, no fundo, e para que se chegue ao busílis da questão, as duas expressões vão dar ao mesmo.

Penso que será muitíssimo mais grave o uso de uma ortografia afastada das raízes da Língua Portuguesa, levando-nos, para uma variante sul-americana, se bem que oriunda da genetriz europeia, do que estas minudências, que não alteram o fluir de uma escrita que se quer correCta.

A Língua Portuguesa é complexa, mas queremo-la, assim, complexa, para poder ser PENSADA. Não a queremos “simplexa”, para facilitar a vida de quem não tem capacidade para PENSAR a Língua.

Agradeço o envio do “link”, cujo conteúdo me agradou mais do que a forma.
De Mosaicos em Português a 15 de Dezembro de 2021 às 17:00
'As medidas são necessárias, ou 'é necessário (tomar medidas)'.
Lamento, mas não encontro fundamentação teórica para aquilo que afirma. Importa-se de ma facultar?
De Anónimo a 15 de Dezembro de 2021 às 17:52
Comentário apagado.
De Mosaicos em Português a 16 de Dezembro de 2021 às 13:08
A relação [das medidas que se seguem] SÃO necessárias.
Diria, antes, que a relação É necessária, com os fundamentos amplamente explanados no texto que referi. Um milhão [de pessoas} FOI, e não FORAM.
Tanto quanto julgo saber, a concordância do predicado dar-se-á com o sujeito, e não com o complemento determinativo. O contrário, será entrar no âmbito do primeiro texto que aqui publiquei, e que acaba por ser, de alguma forma, a razão de ser de aqui estar. https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/02/tanto-faz.html
Bom fim-de-semana!
De Isabel A. Ferreira a 16 de Dezembro de 2021 às 15:02
O senhor, naturalmente, devia ter reparado que aquela RELAÇÃO está ali a mais (ia dizer uma coisa e mudei de ideia) e, por lapso esqueci-me de eliminar a “relação”. Acontece. E agradeço a sua chamada de atenção, tanto que já fui reparar o lapso. E o que quis dizer é exactamente o que agora está na frase.

E obviamente que o senhor tem razão, quando à advertência.

Também será óbvio que, pelas regras gramaticais, devemos dizer que um milhão de pessoas FOI, se bem que haja quem considere que o FORAM não estará errado, porque se refere ao “milhão de pessoas que foram…). Os gramáticos têm a palavra final. Isto levar-nos-á, por exemplo, ao “vende-se casas” ou “vendem-se casas”? Eu, pessoalmente, prefiro o sujeito indefinido (alguém vende casas).

A regra geral é exactamente como diz: a concordância do verbo dar-se-á com o sujeito, e não com os complementos.

Muito obrigada, pelo link. É sempre útil aprender com quem sabe.

Tenha um bom fim-de-semana, e receba os meus melhores cumprimentos.
De Isabel A. Ferreira a 16 de Dezembro de 2021 às 14:37
Como já lhe disse, o autor do texto decidiu escrever o que escreveu, e ele é que deveria fundamentar por que decidiu pelo que decidiu.

Porém, penso que dizer «medidas [sem o artigo, e com o pronome relativo] QUE são necessárias para…» significa dizer que as medidas que se seguem SÃO necessárias para se alcançar um determinado objectivo, ou dizer que «é necessário tomar [as seguintes] medidas para…» se alcançar um determinado objectivo, irá dar ao mesmo: as medidas são tão necessárias implementar, quanto é necessário implementá-las.

O pronome relativo na frase consubstancia a ideia do “é necessário”, pois se são necessárias, é necessário implementá-las. Não vejo aqui nenhuma questão, a não ser uma questão de estilo.

Penso que cada autor tem o direito de usar o que lhe parece melhor expressar, desde que não escreva disparates, numa linguagem incorreCta.


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