Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

JE SUIS (TAMBÉM) "PATETA"

 

... PORQUE MAIS VALE SER "PATETA" DO QUE TROGLODITA

 

João Paulo Pedrosa ex-deputado e actual militante do Partido Socialista teve a infelicidade de dizer que o deputado do PAN é «um perfeito "pateta"».

 

Mas todos nós sabemos que mais vale ser pateta do que troglodita.

 

André Silva ousou trazer um discurso novo à Assembleia da República, que vive no tempo da maria cachucha. Já foi ignorado. Já se riram dele. Agora atacam-no. Mas no fim ele vencerá (como aconteceu com Gandhi), porque a RAZÃO jamais deixou de vencer.

 

Força, André Silva!

 

Andreé-PAN[1] ANDRÉ.jpg

 

João Paulo Pedrosa apelou aos socialistas para que não apoiassem a proibição de menores de 18 anos de participarem nas actividades tauromáquicas selváticas. E uma boa parte dos socialistas da direita, seguiu estas instruções desinstruídas.

 

Diz o socialista que de início até simpatizou com a causa, ou seja, a de proteger e valorizar os animais de companhia, porque é bem sabido que a lei portuguesa não reconhece os animais que não são de companhia, como animais. Serão pedaços de gelatina: mexem-se, mas não sofrem.

 

JOÃO PAULO.jpg

 

João Paulo Pedrosa, do alto da sua extrema indiferença pelo sofrimento animal, teve a lata de dizer que André Silva «já fez mais pela insensibilidade colectiva sobre os direitos dos animais do que décadas de ignorância lusa», como se a ignorância lusa não esteja concentrada na Assembleia da República, traduzida nos votos de um povo que ainda não evoluiu, e por isso, sugeriu aos socialistas que lhe «dessem uma lição e o mandassem pôr a viola no saco», como se o André Silva seja Homem de pôr a viola no saco, quando tão bem a sabe tocar.

 

Os 64 socialistas de direita, que votaram contra o projecto do PAN, são o exemplo acabado da falta de cultura culta que grassa num órgão do Poder, que deveria pugnar pelo mais básico direito humano, que é o direito à sanidade mental, e faz precisamente o contrário. Mas dadas as circunstâncias, será que a mais são obrigados? É que assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que opta pela ignorância.

 

E como se tratava de beneficiar a saúde mental das crianças portuguesas, a proposta do PAN foi apresentada no Dia Mundial da Criança, esperando-se que os deputados da Nação, no mínimo, tivessem consideração pelas crianças (já não digo pelo deputado do PAN, que é a mosca que os incomoda) e celebrassem esse dia, livrando-as da insanidade mental que grassa entre os que defendem a selvajaria tauromáquica.

 

Enganámo-nos todos.

 

Ficámos a saber que o PCP e metade do PS (porque o CDS/PP e o PSD já conhecemos de ginjeira) são partidos que defendem políticas da direita e actividades cruéis e violentas que as crianças, adolescentes e jovens portugueses podem praticar à margem de todo e qualquer bom senso.

 

Resumindo: Portugal continuará na senda do obscurantismo, até que todos os "PATETAS" portugueses o libertem dos trogloditas.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Comentários:
De Elisabete Sales a 4 de Junho de 2016 às 11:59
Verdadeiramente lamentável! A AR está repleta de mentes rasas sem um pingo de consideração pelo sofrimento animal.
As crianças não devem assistir a touradas como não devem ver filmes de terror porque tourada é um espectáculo violento e faz-lhes mal!
De Isabel A. Ferreira a 6 de Junho de 2016 às 12:09
Com a aprovação desta lei que PERMITE as crianças, adolescentes e jovens portugueses a assistir e a praticar estas práticas selváticas, Portugal recuou SÉCULOS.

Enquanto o mundo EVOLUI, Portugal retrocede.

E a culpa é de um povo que não sabe o que faz, quando vota em PREDADORES.
De Paulo Jorge a 6 de Junho de 2016 às 13:24
Fui despedido sem a emissão de documentos para efeitos de entrega nos organismos oficiais. Sem qualquer indemnizacao...Recorri à justiça que não deu razão pois não era admissível que tivesse sido despedido sem documentação (como é que podia ter documentos se a entidade patronal se recusou a emitir vendo essa via uma forte possibilidade de não pagar a indemizacao). Entretanto a entidade patronal alegou que abandonei o posto de trabalho...Insisti através da Relação que confirmou o Tribunal de Trabalho.
Fizeram pouco de mim, que fui um empregado exemplar durante 15 anos, lutei, lutei, lutei e no final ficaram a rir-se na minha cara e contribui para os cofres da justiça.
Por isso...no fim vences? Não posso estar de acordo. Quem tem mais poder é que vence. Seja verdadeiro ou falso na vida, quem tem mais poder é vencedor. Esta sociedade e o poder, em particular o judicial, não pactua com o pequeno, o pobre, o honesto...O caso que vivi veio trazer-me uma descrença completa na justiça e reforçar o que sempre pensei e considero ser uma das maiores mentiras em democracia: a lei é igual para todos. Nunca foi, não é e nunca será.
De Isabel A. Ferreira a 6 de Junho de 2016 às 14:20
O que eu vou dizer poderá não lhe servir de consolo, Paulo Jorge, mas servirá para engrossar o rol dos que sofreram na pele a mesma situação:
A MIM JÁ ME ACONTECEU O MESMO.

DESPEDIDA. Assim, sem mais nem menos, porque os senhores do PSD assim o quiseram.

O Poder, tenha ou não razão, é quem tem a faca e o queijo na mão.

E em Portugal a LEI NÃO É IGUAL PARA TODOS.
Não é.

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