Comentários:
De Manuel Cabral a 18 de Fevereiro de 2015 às 00:00
Isabel,
Na verdade conheço essa questão muito bem, já que vivo no Brasil desde 2002, e senti essa aversão ao português - com origem especialmente nas camadas menos cultas - na carne.
Um pequeno exemplo, que se encaixa bem no contexto, passou-se com um sobrinho meu.
Estou no Brasil desde 2002, casei aqui com uma brasileira que tem um sobrinho adolescente.
Naturalmente o rapaz fez referência na escola ao facto da sua tia ter casado com um português, o que serviu de pretexto para uma aula extraordinária de história, em que o ilustre professor apontou os portugueses como causa de todos os males, nomeadamente do morticínio dos índios...
Por isso ter sentido necessidade de lhe agradecer...
Abraço
De Isabel A. Ferreira a 18 de Fevereiro de 2015 às 10:15
Sei o que isso é, Manuel Cabral, porque já passei pelo mesmo, quando estudei no Brasil, e vi-me obrigada a colocar o professor, literalmente, no "lugar dele". Ele era descendente de italianos, ministrava a disciplina de Geografia Económica. E nada sabia sobre Portugal. Tive de lhe dar uma "lição".

Realmente é triste dizer, porque considero o Brasil a minha segunda Pátria, uma vez que aí vivi e aprendi a ler e a escrever (o que depois me obrigou a reaprender a Língua), mas uma demolidora ignorância envolve o ensino brasileiro, que não forma cidadãos para a cultura. Mas tão-somente para a mais profunda incultura.

Por isso, temos o DEVER de os ensinar a História deles próprios.

E não precisa de agradecer. Cumpri o meu DEVER CÍVICO ao escrever este livro.

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