De Manuel Carlos a 3 de Setembro de 2014 às 16:40
"Todos os povos têm virtudes e defeitos. Portugal não foge à regra. Contudo, o maior defeito do povo Português é o de não acreditar nas suas virtudes, e encolher-se perante os juízos menores que dele fazem os que desconhecem a grandeza do seu percurso histórico, e de como sempre conseguiu manter-se na corda bamba, sem nunca perder completamente o equilíbrio.

E isso não é coisa pouca!
São essas virtudes que pretendo realçar nesta crónica."

Isabel A. Ferreira

O que Mudou??
De Isabel A. Ferreira a 3 de Setembro de 2014 às 18:52
Manuel Carlos, não sei qual é a sua intenção.

Não percebi este seu comentário, que considero muito descabido.

Para se fazer uma CITAÇÃO não basta retirar uma frase do seu contexto. Caiu no erro do jornalista que CONTESTEI.

Estas minhas palavras foram escritas num determinado contexto histórico-político: o tempo da monarquia e da colonização.

Estamos em 2014. Numa república das bananas, com uma democracia de faz-de-conta.

O que eu disse do povo VALOROSO daquele tempo, não o digo do povo DESVALOROSO do nosso tempo.

E as VIRTUDES que pretendi realçar na minha crónica, são as virtudes de um tempo em que Portugal foi GRANDE, e as virtudes de um Príncipe e mais tarde Rei, D. João VI, que salvou Portugal das GARRAS de Napoleão Bonaparte.

Hoje, Portugal pertence a muitos países, e é um país pequeno, que retrocedeu séculos. Um pequeno país, mundialmente quase desconhecido (só será conhecido pelo Ronaldo, peloo Eusébio e pelo Figo, e pela Amália, vá lá…) e o que é conhecido, politicamente falando… é uma autêntica tragédia. Uma VERGONHA.

A República quase nada trouxe de novo. Politicamente foi mais do mesmo.

O 25 de Abril que, supostamente devia ter LIBERTADO PORTUGAL do fascismo, não cortou o mal pela raiz e cá ficaram todos os fascistas mais os seus descendentes, que ainda predominam por aí… por isso continuamos com um atraso civilizacional e cultural bastante acentuado.

Por isso somos um país que, apesar de territorialmente ser pequeno, já foi GRANDE, muito grande, e hoje é um zezinho ninguém, de uma pobreza moral, social e cultural gigantesca.

O que mudou?

TUDO.

Enfim…

Aqui deixo o texto que citou dentro do contexto, para que se PERCEBA o que eu quis dizer.

***
NOTA INTRODUTÓRIA DA CONTESTAÇÃO DO LIVRO «1808» DE LAURENTINO GOMES

A presente crónica «De como Portugal tem o dever de defender a sua Honra e a sua História» nasceu da indignação de ver o meu país amesquinhado no livro, apesar de tudo, interessante, «1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil», da autoria do muito ilustre jornalista brasileiro Laurentino Gomes.

Uma vez mais, Portugal e os Portugueses foram expostos ao ridículo, publicamente.

Basta!

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas não deve deixar que o amesquinhem deste modo tão acintoso, porque a sua alma é grande. Um povo deve celebrar os valores do seu país mais do que gritar ao mundo as suas desvirtudes. Estas devem ser redimidas na intimidade da sua auto-estima.

E porque tudo vale a pena quando a alma não é pequena (citando Fernando Pessoa), este pretende ser o meu contributo no sentido de resgatar o bom-nome de Portugal.

Todos os povos têm virtudes e defeitos. Portugal não foge à regra. Contudo, o maior defeito do povo Português é o de não acreditar nas suas virtudes, e encolher-se perante os juízos menores que dele fazem os que desconhecem a grandeza do seu percurso histórico, e de como sempre conseguiu manter-se na corda bamba, sem nunca perder completamente o equilíbrio.

E isso não é coisa pouca!

São essas virtudes que pretendo realçar nesta crónica.

Isabel A. Ferreira
Maio de 2008

E para se entender melhor, melhor será ler o livro por inteiro.
De m a 4 de Setembro de 2014 às 10:12
Tenho estado a ver o seu blog desde o inicio, e em algum momento ele mudou, porque não existia tanta escrita agressiva, e por favor não me entenda mal, não estou a criticar a Senhora nem a fazer juízos de valor, apenas acho que no inicio era mais agradável e agora está muito diferente, por isso perguntei, o que mudou.

Cordiais cumprimentos
De Isabel A. Ferreira a 4 de Setembro de 2014 às 15:05
Suponho que este “éme” pequenino que me dirigiu este comentário, hoje, seja o Manuel Carlos do comentário de ontem. Correcto?

Quem poderia adivinhar o que quis dizer com aquela citação? E com a pergunta «o que mudou»?

Pois vou responder-lhe, e a resposta de hoje, não será igual à resposta de ontem.

Ontem não percebi a pergunta, e respondi-lhe no contexto da "Contestação".

Hoje percebo.

Então o que mudou?

NADA. Absolutamente NADA.

E isso fez toda a diferença.

Nada mudou desde que iniciei, neste Blog (que foi criado com a intenção de divulgar a Literatura - minha e a de outros escritores), a luta pela Abolição da Tauromaquia em Portugal.

Coloquei aqui à disposição de TODOS os envolvidos nesta selvajaria tauromáquica (desde aficionados comuns, a autoridades de todo o género, incluindo a igreja católica) TODA a informação científica e não científica disponível sobre este costume bárbaro.

E enviei a TODOS, os textos aqui publicados.

No início, pensei que a tauromaquia AINDA existia em Portugal por falta de informação. Por uma IGNORÂNCIA, digamos, INVOLUNTÁRIA. Seria normal.

E o que MUDOU?

NADA.

Contudo, depois de toda a informação, depois de tudo o que aqui foi dito, o maior culpado da existência desta SELVAJARIA, ou seja, o ESTADO PORTUGUÊS, nada fez para pôr fim a este CANCRO SOCIAL, que apenas BENEFICIA cerca de duas dezenas de famílias portuguesas, marialvas e fascistas, com a cumplicidade da igreja católica portuguesa e empresas, cujo único fito é o LUCRO, ainda que assente na TORTURA DE SERES VIVOS E SENCIENTES.

E da boa vontade passei obviamente NÃO À AGRESSIVIDADE (não confunda os conceitos) mas à INDIGNAÇÃO elevada ao quadrado.

É que posso suportar razoavelmente a IGNORÂNCIA quando ela é fruto do DESCONHECIMENTO.

Mas sinto uma REPULSA, uma REVOLTA, um DESPREZO enorme pelos que, tendo ao seu dispor TODA a informação para deixarem de ser ignorantes, OPTAM PELA IGNORÂNCIA.

E esta é a pior das ignorâncias. É a mais IMPERDOÁVEL das ignorâncias.

Daí a minha mais VEEMENTE INDIGNAÇÃO (à qual tenho direito). Agressividade é outra coisa.

E tem mais: direi como os responsáveis por um excelente Blog, muito mais mordaz do que o meu “FARPAS E CORNADAS”

http://farpasecornadas.blogspot.pt/2014/07/chapeus-ha-muitos.html

que logo no topo tem esta fabulosa advertência, que subscrevo inteiramente:

«O blogue que se segue pode conter linguagem susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores, pelo que se agradece que pense duas vezes antes de espreitar.

Todas as palavras aqui postadas NÃO SÃO OFENSAS GRATUITAS. São pagas, desde há séculos, com o sofrimento de milhares de touros.

Enquanto os aficionados ofenderem a minha sensibilidade, eu sinto-me no direito de ofender a deles.»

O que mudou?

NADA.

Por isso, sinto-me no DIREITO de demonstrar a minha mais veemente INDIGNAÇÃO, utilizando a linguagem mais apropriada a indivíduos que DESCONHECEM o valor da VIDA.

Sabe, a sabedoria tem limites, mas a ESTUPIDEZ é infinita e INSUPORTÁVEL. IRRESPIRÁVEL.
De Manuel Carlos a 4 de Setembro de 2014 às 15:54
Sabe Srª Isabel a minha IGNORÂNCIA é mesmo fruto do DESCONHECIMENTO, porque nem todos podemos ser professores, alguém tem que construir as escolas, mas tenho tentado aprender e esforço-me por isso.
Obrigado
De Isabel A. Ferreira a 4 de Setembro de 2014 às 17:09
Mas o que vem a ser isto???? O que é que lhe deu?????

Manuel Carlos, por que motivo enfiou uma CARAPUÇA que não foi para si?

Por favor, LEIA novamente o que escrevi.

Não seja precipitado.

Os IGNORANTES a que me refiro são as autoridades, os aficionados, os membros da igreja católica e todos os que gravitam ao redor da selvajaria tauromáquica.

Não me pareceu que o Manuel Carlos estivesse incluído nesta gente.

Então????

Por que enfiou uma carapuça que não foi feita para si?

A não ser que eu esteja enganada.
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