A propósito de um texto que publiquei, e que pode ser recordado aqui
http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-tourada-e-cultura-a-cultura-da-696884
no qual Hélder Milheiro, que preside à federação portuguesa de tauromaquia, diz que numa escola de toureio «o que se aprende é a coreografia (afinal sempre há uma coreografia para as bailarinas de collants cor-de-rosa). Treina-se com a tourinha (uma espécie de carrinho de mão que faz as vezes do animal) e nem se vê nada parecido com um toiro até aos 14 anos, que é quando se começa a treinar com bezerros. E há sempre enorme preocupação com a segurança: para alguém com menos de 18 anos entrar num espectáculo é preciso a validação da Comissão de Protecção de Menores; os pesos do animal e do toureiro são fiscalizados, está tudo regulado ao pormenor», Carlos Borges, um jurista meu amigo, referiu o seguinte:
«Acho muita graça dizerem que pedem o "visto prévio" da CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) para as criancinhas actuarem em tais pseudo-espectáculos... Pois então das duas, uma: ou a CPCJ é duplamente motivo de censura (porque dá assentimento a práticas que, no mínimo, fariam qualquer pai ou mãe ficar sem os seus filhos, por exposição gratuita ao risco de vida, o que nos termos do Código Penal é crime; e porque perde o seus preciosíssimos tempo e recursos a avaliar práticas que logo deveriam ser comunicadas ao MP e Tribunais - isto se estivéssemos num País decente...), ou o dito cujo inventou semelhante desculpa para camuflar um comportamento mais que condenável!...
Em todo o caso, descartada a estupidez dos intervenientes, impunha-se um esclarecimento público da respectiva Comissão sobre o assunto...».
Devo referir que várias vezes denunciei à CPCJ casos flagrantes de violação dos direitos das crianças, no que diz respeito à exposição de crianças de tenra idade a estas práticas violentas e cruéis, e numa dessas vezes até fui parar a tribunal, como arguida num processo.
Os outros é que levam as crianças para as arenas e ensinam-lhes a “arte suprema” de torturar bezerrinhos, e eu, que denuncio tal crime, é que sou levada a tribunal.
Isto só acontece num país que ainda brinca à justiçazinha.
A análise que este meu amigo jurista fez está correctíssima. Na verdade, e uma vergonha que a CPCJ dê (como dá) pareceres favoráveis a este crime de exposição de crianças em espectáculos violentos, como são as touradas, permitindo que menores assistam à tortura de touros, ainda que ao colo das progenitoras, que se fossem MÃES não as levariam para um tal lugar; e também dão permissão para que aprendam a torturar bezerros, pois se não permitissem as escolas estariam encerradas. E não estão.
A CPCJ terá dois pesos e duas medidas? aliás como quase todas as "autoridades" portuguesas?
É que em Portugal todas as crianças são iguais, mas umas são mais iguais do que outras, e os filhos dos aficionados de selvajaria tauromáquica estão fora dessa "igualdade". É como os Touros e os Cavalos, que nas leis portuguesas não são considerados animais, por isso, podem ser torturados barbaramente até à morte.
E as crianças, filhas dos aficionados, também não são consideradas crianças, em Portugal. Se fossem seriam protegidas.
Sabemos que a ONU alertou Portugal para os riscos das escolas de toureio para crianças, e considerou que as crianças em touradas são «uma das piores formas de trabalho infantil», e o Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas, com vista à eventual proibição da participação de crianças em touradas, até já recomendou a Portugal que «adoptasse as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objectivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e actuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores». E, entre outras observações, acrescentou: «O Comité, insta também o Estado Português para que adopte medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças».
Mas tudo isto deveria ser tão-só recomendado pelo bom senso, pela racionalidade e pela sensibilidade (se os houvesse) dos progenitores, em primeiro lugar, e dos políticos e dos organismos que têm a seu cargo a função de defender as crianças dos predadores (incluindo dos próprios progenitores), em segundo lugar.
Mas neste mundinho da crueldade e violência tauromáquicas quem manda é o um rei chamado Vil Metal, ao qual todos prestam muiiiita vassalagem.
No portal da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, podemos ler o seguinte:
Conceito de criança
O artigo 1.º da Convenção sobre os Direitos da Criança define criança como todo o ser humano até à idade de 18 anos, salvo se atingir a maioridade mais cedo, de acordo com a legislação de cada país.
Esta noção coincide com a lei portuguesa, já que considera ser menor quem não tiver completado 18 anos de idade (artigo 122.º do Código Civil).
Ao atingir a maioridade o jovem adquire plena capacidade de exercício de direitos e fica habilitado a reger a sua vida e a dispor dos seus bens (artigo 130.º do Código Civil).
Depois temos o Conceito de Risco/Perigo
Entre outros (que para aqui não interessam) estão:
- Sofrer maus tratos físicos ou psíquicos;
- Ser obrigada a actividades ou trabalhos excessivos /inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento;
- Estar sujeita, de forma directa ou indirecta, a comportamentos que afectam gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhe oponham de modo adequado a remover essa situação.
Isto é o que se lê nesse portal, mas não é o que se pratica, pois os filhos dos aficionados até aos 18 anos, são obrigados a frequentar escolas de toureio, e a aprender a “arte” de torturar bezerros, e são também obrigados a ir às arenas, assistir à tortura.
Dizem os adultos: «A nós, não nos fez mal nenhum.»
Mal sabem eles que esse mal é a insensibilidade com que hoje assistem à tortura de um animal, e a aplaudem com muiiiiito prazer. Numa palavra: esse mal chama-se SADISMO, que faz parte de uma psicopatologia grave, e ataca desde o analfabeto, até aos mais letrados professores catedráticos, presidentes, ministros, juízes, doutores, deputados, etc…
Sabemos que em Portugal existem doze escolas de toureio subsidiadas com dinheiros públicos, onde crianças, dos 3 aos 18 anos recebem aulas teóricas e práticas com gado vivo, pondo em risco a sua integridade física e mental, e, deste modo, aprendem a tourear, ou seja, a torturar bezerros, nalguns casos também a matar touros, e como em Portugal não é permitido matar touros, excepto nas primitivas localidades de Barrancos (legalmente) e de Monsaraz (ilegalmente), as crianças portuguesas vão matá-los para Espanha, e há quem diga que em PRIVADO, em Portugal, também se mata muitos touros, para divertir os sádicos.
Concluindo:
A ONU (que bem poderia recomendar a abolição desta prática selvática, porque também perturba mentalmente os adultos que a praticam, aplaudem e apoiam) recomendou que Portugal poupe as crianças desta selvajaria.
Porém, em Portugal, os nossos políticos não sabem interpretar as recomendações da ONU, e nem sequer os psicólogos, nem os pedopsiquiatras saem a público para defender estas pobres crianças, destes maus tratos psicológicos e deste abandono às “feras” a que estão votadas.
Já vi retirarem crianças a pais com problemas económicos. E em vez de resolverem os problemas económicos dos pais, retiram-lhes as crianças... para mostrarem serviço?
No que respeita à selvajaria tauromáquica, as crianças vivem com progenitores portadores de graves deformações mentais, os quais as obrigam a aprender a crueldade, violando deste modo um dos mais sagrados direitos das crianças: o de viverem uma vida mentalmente e fisicamente saudável.
Contudo, estas crianças, “aficionadas à força”, estão abandonadas a um destino cruel, sem que ninguém lhes valha.
Por isso aqui deixo um repto público à CPCJ: porquê estas crianças são menos crianças do que todas as outras?
Isabel A. Ferreira
Ouvimos que uma proposta do governo tira apoio financeiro a 46 % dos colégios privados.
O que gostaríamos de ver, ler e ouvir era que os governantes retiram os apoios financeiros (dinheiros públicos) às 12 escolas de toureio existentes em Portugal, onde crianças, desde tenra idade, aprendem a ser tauricidas e sádicos e torturadores de Touros e aprendem a crueldade, a violência, a maldade...
Isso é que era boa notícia para nós, mas principalmente para as crianças que estão à merce dos predadores tauricidas.
Alguma coisa não irá mal na República de Portugal?
Escolas privadas manifestam-se contra opções do Governo
Origem da imagem
http://observador.pt/2016/05/05/escolas-privadas-manifestam-opcoes-do-governo/
Esta publicação tem dois anos.
Em dois anos, o meu pobre país não evoluiu absolutamente nada.
Este desabafo poderia ter sido escrito hoje.
Ainda assim, VENCEREMOS! Mais dia, menos dia, VENCEREMOS!

Sei que o meu País atravessa um momento difícil, onde o caos se instalou a todos os níveis.
Sei que somos desgovernados por corruptos.
Sei que somos roubados descaradamente.
Sei que somos vilipendiados nos nossos mais básicos direitos.
Sei que os “políticos” que temos são cegos e surdos aos apelos que fazemos.
Sei que entre o povo que se faz de vítima, estão os principais cúmplices e culpados da situação caótica que o nosso País vive.
Sei que os governantes não gostam de um povo que pensa, por isso promove a incultura.
Sei que o nosso País precisa de uma Revolução séria, que derrube esses corruptos.
Sei que uma minoria inculta manipula descaradamente a maioria parlamentar que despudoradamente se deixa manipular.
Sei que essa maioria parlamentar não merece consideração, porque não se dá ao respeito.
Sei que a política praticada em Portugal, desde Lisboa aos municípios (com raríssimas excepções) é suja, é podre, é antiquada, é madrasta, é coisa para deitar ao lixo.
Sei que da política e dos políticos fiquei farta, fartíssima, depois de tantos anos a lidar com eles, e conhecer-lhes as manhas e artimanhas.
Por isso, um dia decidi emprestar a minha voz aos que não têm voz, e entrei numa “guerra” de muitas batalhas, e nela, desde então, continuo firmemente de pé, com as palavras em riste (a minha arma) apontadas para os inimigos dos que decidi defender, apesar das ameaças de morte, apesar das dificuldades, apesar dos obstáculos, apesar do processo judicial que me foi interposto...
Sei que a tourada está oficiosamente abolida.
Está acabada. A cair de podre. De velha. Ultrapassada. Desactualizada.
Mas falta enterrá-la debaixo de uma lei oficial.
E para tal, os Touros e os Cavalos precisam de todas as vozes.
Não haverá muito mais para dizer.
Mas há algo que ainda é necessário fazer: derrubar as mentes velhas, encerrar as escolas de toureio, desmoralizar os aficionados, marginalizar os sádicos, boicotar os apoiantes, desfazer o nó entre os governantes e os tauricidas, enfim, fechar o cerco a esta minoria sanguinária que anda por aí, em bicos de pés, a tentar segurar um cadáver.
É preciso um pouco mais de empenho.
Travamos a batalha final.
É urgente que todas as vozes abolicionistas se ergam para esmagar os últimos “olés” que ainda se ouvem por aí…
Venceremos, amigo Touro. Venceremos!
Isabel A. Ferreira
«Transformaram este miúdo num mosnstrinho.
Ele não terá culpa.
A culpa é dos monstros maiores: progenitores, governantes psicopatas e sádicos que vão à arena aplaudir o sofrimento do bezerrinho e a insanidade de uma criança que nem sequer sabe por que está ali… a torturar um animal como ela… (I.A.F.)»
by protouro
Ou como os aficionados pervertem criancinhas com a cumplicidade dos pais que deveriam ser punidos por permitirem que os seus filhos participem em espectáculos onde se torturam e matam animais.
O puto no vídeo abaixo tem 7 anos de idade mas já sofreu uma enorme lavagem cerebral como se pode ver pela atitude e pelas expressões ao tourear um animal que ainda é mais novo que ele e que mal se consegue manter de pé.
Enquanto tal, os broncos nas bancadas aplaudem um espectáculo que é imoral e cruel, porquanto estão em confronto dois animais de tenra idade com uma diferença o puto foi levado para lá por pais incultos e irresponsáveis, enquanto que o bezerro foi levado à força e tudo o que faz é tentar defender-se do miúdo.
Que raio de pais e governantes são estes que permitem que crianças participem em espectáculos onde se maltrata um animal?
Uma sociedade que permite esta aberração e ainda por cima aplaude é uma sociedade putrefacta que cria os seus filhos para que se tornem adultos violentos e sem qualquer compaixão ou empatia!
Prótouro
Pelos touros em liberdade
Fonte:
https://protouro.wordpress.com/2015/09/28/as-perniciosas-escolas-de-toureio/
Hoje, dezenas de professores e alunos concentraram-se em frente ao Ministério da Educação, numa manifestação contra os cortes no ensino artístico.
Luísa Marcelino, professora de contrabaixo em várias escolas de música e uma das organizadoras desta manifestação, salientou que «O objectivo (do governo) é acabar com o ensino artístico para as massas e ficar apenas para as elites», prevendo que as escolas privadas do ensino artístico especializado percam este ano lectivo 7.000 alunos e que muitas não conseguirão resistir aos cortes nas verbas.
Decidiu-se realizar este protesto depois de as escolas de ensino artístico especializado terem tido conhecimento dos valores que iriam receber do Ministério da Educação e Ciência para garantir a oferta de ensino da música e da dança aos alunos das escolas públicas, apesar de Nuno Crato garantir que as verbas atribuídas serão semelhantes às do ano passado (55 milhões de euros).
Contudo, os directores das escolas falam em cortes substanciais e já começaram a avisar vários encarregados de educação de que os seus filhos iriam ser retirados das turmas em que estavam inscritos, e de acordo com um levantamento feito pela Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) junto de 30% das escolas, há menos 2.519 alunos apoiados em relação ao ano passado.
Fonte
No entanto…
… existem "escolas" de toureio financiadas com os impostos dos Portugueses
Portugal tem 12 “escolas” onde crianças aprendem a tourear, nalguns casos também a matar touros, segundo um relatório da organização Franz Weber, que motivou uma recomendação da ONU para que se protejam os menores da violência das touradas.
Embora estas “escolas” não sejam reconhecidas pelo Estado português (seria demasiado atrevimento), não havendo qualquer legislação que regule a sua actividade, o facto é que elas existem e são financiadas com os nossos impostos, despendidos maioritariamente pelas autarquias onde estão inseridas, apesar das graves carências sociais que por aí grassam.
Essas "escolas" (leia-se antros de violência e tortura onde se dão aulas práticas e teóricas a crianças, com gado vivo... e onde se aprende a espetar bandarilhas nos animais e a matá-los) são:
A “academia” de toureio do campo pequeno; “escola” de toureio José Falcão (Vila Franca de Xira); “escola” de toureio da Golegã; “escola” de toureio de Palmela; “escola” de toureio de Almeirim; “escola” de toureio de Coruche; “escola” de toureio da Moita; “escola” de toureio Joaquim Gonçalves (Santarém): “escola” de toureio de Alter do Chão; “escola” de toureio da Azambuja.
Para disfarçar e tornar viáveis estes antros, as principais “escolas” de toureio estão registadas como “associações culturais”.
Ler mais sobre “escolas” de toureio neste link:
http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/e-urgente-encerrar-todas-as-escolas-de-397446

“ El Juanito” um matador de Touros fabricado na “escola” de toureio de Alter do Chão (Portalegre). Hoje terá 16 anos de idade, mas apresentou-se pela primeira vez na arena de tortura de Monforte com apenas 4 anos de idade. Aos 14 anos MATOU o seu primeiro Touro (ou seja, um Bezerro).
Para fabricar matadores de seres vivos, com o vil objectivo de divertir sádicos, existe dinheiro. Para formar bons músicos é o que se vê!
Isto diz tudo da política cultural de governantes que, por motivos nada nobres, valorizam a cultura da violência e da crueldade, e desprezam a Cultura Culta.
Origem da foto:
http://diariotaurino.blogspot.pt/2011/12/el-juanito-na-escola-de-toureio-de-vila.html

Exmo. Senhor Presidente da República,
Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva,
Excelência,
Concedo-me o direito e a liberdade de escrever a Vossa Excelência depois de ter tomado conhecimento de que, no próximo dia 23 de Julho, será entregue a Medalha de Mérito ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém.
Como é do conhecimento público, na sua origem a Ordem do Mérito tinha, entre outros, o objectivo de laurear actos de benemerência pública e actos cívicos que se reflectissem no progresso e prosperidade do País.
Foi com inaudita surpresa, pois, que fui informada de que Vossa Excelência ia premiar um grupo de indivíduos que se dedica unicamente a massacrar um animal, naquilo a que chamam “pega”, numa tourada, quando o Touro já está completamente enfraquecido, moribundo, não só pelas hemorragias internas causadas pelas farpas que lhe foram espetadas, mas também por todo o stress provocado pela sua retirada do pasto e o transporte até à arena, e por toda a actuação cruel anterior à intervenção dos forcados.
É completamente inconcebível ver nesta prática cruel qualquer vislumbre de mérito, por muita imaginação que possamos ter, ou que benefício possa trazer à República Portuguesa, a não ser a desonra.
Esta condecoração é, na opinião de todas as pessoas civilizadas e cultas do mundo, uma afronta a quem realmente se dedica ao serviço comunitário, ao avanço do país, e à sua boa imagem.
A indústria tauromáquica já só existe em oito países dos 193 que existem no Mundo e está, cada vez mais, a ser condenada e repudiada pela opinião pública mundial.
Em 2014, o Comité de Direitos das Crianças da ONU recomendou a Portugal para que tomasse medidas que afastassem as crianças da violência física e psíquica que tal prática representa, contudo, esta recomendação caiu em saco roto, pois existem algumas crianças, em Portugal, que continuam a frequentar os antros de violência tidos como “escolas de toureio”, e a presenciar esta brutalidade e crueldade gratuitas sobre um ser vivo, nas arenas portuguesas, sem que autoridade alguma intervenha.
Os próprios países que ainda mantêm a prática tauromáquica estão, aos poucos, a aboli-la, seja estatalmente ou declarando algumas das suas cidades e vilas livres desses exercícios de violência.
Por tudo isto, solicito a Vossa Excelência que reconsidere esta condecoração e que tome em consideração que Portugal, como um país integrado numa Europa que se quer civilizada, deveria dar um bom exemplo e premiar quem dá um contributo educativo e positivo, ao nosso País, em vez de passar a mensagem de que a violência e o derramamento de sangue de seres vivos indefesos e inocentes devem ser recompensados.
Confiando que Vossa Excelência tomará a decisão mais civilizada e pedagógica para que Portugal não seja enxovalhado no mundo moderno e culto, e especialmente para que os mais jovens, se revejam em valores humanos e não em crueldades, e aprendam a respeitar todos os seres, como é da ética e dos bons costumes, despeço-me com todo o respeito,
Isabel A. Ferreira
(Adaptada da carta original da Associação Animal)
Portugal está em pleno retrocesso. Em tudo.
O estado da Educação, o estado da Cultura, o estado Social, o estado da Saúde, o estado do Estado é absolutamente caótico.
Qualquer dia regressamos às cavernas, porque as trevas obscurecem as mentes, ainda por evoluir, dos que conduzem o destino do país…
Almada Negreiros dizia que «Isto [Portugal] não é um país. É um sítio. E ainda por cima, mal frequentado!» Como estava certo, Almada Negreiros, que viveu entre 1893 e 1970.

O País anda chocado com a violência contra crianças de tenra idade que são barbaramente assassinadas pelos seus progenitores ou por quem tem à sua guarda a vida dessas crianças.
O País anda chocado com a onda de violência doméstica cometida por indivíduos que se entregam ao álcool, na maioria caçadores que, escasseando a caça nos matos, têm de dar gosto ao dedo no gatilho, e vingam-se nas crianças, nas mulheres e nos idosos, o elo mais fraco de uma sociedade assente na prática consentida da violência e da crueldade contra seres vivos. Qualquer ser vivo que viva.
A violência dessa gente é treinada nos animais indefesos que o governo português exclui do Reino Animal, considerando-os “coisas” que podem ser torturadas com crueldade.
(E isto não sou eu que afirmo).
Os progenitores são responsáveis por 45% dos maus tratos às crianças. Dizem as estatísticas.
As comissões de protecção de menores não funcionam. Dizem que não têm verbas, mas as verbas existem, por exemplo, quando se trata de patrocinar as chamadas “escolas” de toureio, antros de violência que transformarão essas crianças nos monstros do futuro. Este é um tipo de maus tratos psicológicos que trará graves consequências para a saúde mental dessas crianças.
E quem se importa? As crianças não votam...
Todo o ser humano que exercer crueldade, mais tarde vai vivenciar em si toda a crueldade que exerceu. Que não haja dúvidas sobre isso!
A política portuguesa de educação é pobre. É dirigida a um conhecimento infrutuoso, que não serve para a vida. é ministrada como se as crianças, os adilçeswcentes e os jovens fossem muito estúpidos. E mais empobrecida ficou com a imposição ilegal do AO90, que empobreceu a Língua Portuguesa, atirando-a para a valeta e fabricando milhares de Analfabetos funcionais.
A Educação Cívica deveria ser obrigatória, a começar pelos políticos que não sabem o que isso é.
Vivemos numa sociedade com gente muito insólita a deambular por aí, sem o mínimo sentido do SER.
No nosso país, civismo, evolução, cultura culta e ética são palavrões obscenos, impronunciáveis, e dos quais os políticos evitam falar.
Nunca tivemos tanta corrupção em Portugal.
É porta sim, porta sim...
Um mal que afecta essencialmente a gente chamada "graúda". E eu pergunto-me: porquê? Esses “graúdos” passarão fome? Passarão sede? Dormirão debaixo da ponte? Precisarão assim tanto de se corromperem?
E pensar que quando morrerem nada levarão com eles a não ser o esqueleto e aquilo que são (ou foram enquanto vivos!) ou seja NADA, e disso terão de prestar contas ao Poder Cósmico.
Portugal não evoluiu. Fez-se muitos progressos tecnológicos. Porém, as mentalidades, na generalidade, ficaram especadas num passado, já muito passado, a cair de podre.
Sempre existiram no mundo mentes brilhantes. Desde a Idade da Pedra.
Se hoje podemos andar de automóvel, é graças a alguém que num tempo muito, muito recuado, inventou a roda.
Mas ainda hoje, continuamos a ter escravos, a fazer guerras em nome de deuses, a praticar crimes contra a Natureza, contra os animais humanos, mas também não-humanos, contra a Humanidade, contra as Crianças, contra as Mulheres, contra os Velhos...
Enfim, hoje, deslocamo-nos de avião, mas existem muitas mulheres que ainda morrem esfaqueadas e baleadas pelos próprios maridos, e crianças assassinadas por quem as gerou.
E a prática da violência e da crueldade é legislada, em Portugal.
Isabel A. Ferreira
ISTO É A VERDADEIRA CULTURA. É ARTE. É A SUBLIMAÇÃO DA EXISTÊNCIA HUMANA
***
Ao contrário deste cisqueiro para onde lançam crianças, arrancando-lhes a inocência da infância.
campo pequeno (Lisboa): numa das mais cruéis modalidades tauromáquicas – a chamada “corrida de touros à portuguesa”
Atente-se nas expressões tristes, contrariadas e acabrunhadas destas crianças, forçadas a fantasiarem-se de paspalhinhos e a entrarem numa arena de tortura de bovinos, e fazerem uma figurinha de meter dó, de tão triste e anormal que é.
E depois não querem que se diga que isto é um crime.
A esses, os governantes portugueses chamam-lhe “artistas tauromáquicos”, aos quais dão todo o apoio financeiro e mais algum.
Os outros, os que cantam “Acordai” à porta do Ministério da Educação, os músicos, enfim, os que se dedicam às Artes Cultas, são tratados como o rebotalho da Cultura Portuguesa.
Isto só acontece num país governando por mentes absolutamente terceiro-mundistas
Origem da foto:
Os professores das escolas de ensino artístico manifestaram-se esta segunda-feira em frente ao Ministério da Educação, com um concerto em protesto pelos salários em atraso.
Os manifestantes transportaram instrumentos musicais, outros optaram por levar cartazes, com expressões "um país sem artistas é um país de curtas vistas".
Mas não é o país que tem curtas vistas. São os governantes.
Para esses (os governantes) apenas os “artistas tauromáquicos” contam…
Está prevista a presença de professores, alunos, pais e encarregados de educação de Ponte de Lima, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Setúbal, Ourém, Tomar, curiosamente, municípios que se fartam de esbanjar dinheiros públicos em práticas selváticas tauromáquicas…
O ensino artístico especializado em Portugal envolve 110 escolas particulares e cooperativas, com cerca de 24 mil alunos e 3.500 professores, e já foram suspensas aulas em várias escolas.
No entanto os 12 antros (ou fábricas de monstrinhos) a que chamam “escolas de toureio” continuam abertos e a tirar a inocência de crianças, ministrando-lhes aulas de violência e crueldade contra bovinos bebés.
E ninguém fala disto. Não convém?
A manifestação de hoje terminou com o coro Lopes Graça a interpretar o "Acordai", com música de Fernando Lopes Graça e letra de José Gomes Ferreira.
Como um pouco de Cultura Culta não fará mal a ninguém, aqui deixo a letra e a música…
ACORDAI
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
***
Acordai governantes!
Portugal precisa de evoluir urgentemente!
Fonte:
Faça o favor de olhar, com olhos de ver, para esta imagem.
Quantas crianças estão na assistência, ao colo de pais irresponsáveis, e quantas estão na arena vestidinhas à moda de carrascos?
Ou estas crianças vivem à margem da sociedade portuguesa e podem ver os seus direitos a uma infância e a uma educação para a cidadania violados, sem que ninguém se importe?
É isto que a CPCJ pretende para o futuro destas e de todas as outras crianças que frequentam os 12 antros de selvajaria tauromáquica, com o aval desta comissão?

Tem-se falado ultimamente na “requalificação” da SS (não, não é a Schutzstaffel nazista, mas quase) ou seja, da Segurança Social, e nos possíveis “problemas” que tal irá criar às comissões de protecção de crianças e jovens, espalhadas pelo país, as quais em vez de pugnarem pelo SUPERIOR INTERESSE dessas crianças e jovens, atiram-nos para as arenas, para que aprendam a profissão de torturadores de bovinos.
Não foi isso que andaram a discutir recentemente uns deputados aficionados de selvajaria tauromáquica, no parlamento português?
E o que fazem essas comissões que agora vêm a público dizer que essa “requalificação” vai colocar em causa o “trabalho” delas?
Qual trabalho?
O que é que as preocupam?
As crianças que ficam sem “apoio”, porque haverá menos gente para as apoiar, ou a diminuição de postos de um trabalho que não se realiza?
Como pode o Senhor Doutor Armando Leandro vir a público dizer que está preocupado com a diminuição de meios «mas há um intuito de procurar colmatar esta diferença de meios para garantir às crianças e à família a concretização dos seus direitos».
Quais direitos? O direito à prática da violência? Da tortura de seres vivos? Da crueldade contra bovinos bebés, indefesos, inocentes e inofensivos?
Como podem dizer que com a “diminuição de meios” as comissões vão funcionar mal, se nem com meios elas funcionam bem?

A propósito desta imagem vejamos o que se diz no Farpas Blogue:
«Muito entusiasmo e muitos rasgos de afición e querer, no passado domingo, na praça "Daniel do Nascimento", num festejo de entrada gratuita em que se exibiram os jovens alunos da Escola de Toureio da Moita na comemoração do 2º aniversário do seu renascimento.
Uma das mais antigas e mais produtivas do país - de onde nasceram três matadores de toiros, Luis "Procuna", Nuno "Velásquez" (entretanto passou a bandarilheiro) e Sérgio "Parrita" -, a Escola da Moita foi iniciada pelo Maestro Armando Soares, prosseguiu com Vitor Mendes e renasceu há dois anos tendo como professores o matador "Procuna" e o bandarilheiro Júlio André.
Ouvi falar na “dificuldade” da Comissão da Moita, aquela vila portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, onde a prática da selvajaria tauromáquica está implantada como uma doença de pele, e onde muitas crianças frequentam o antro de toureio a que chamam “escola”.
E a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Moita já alguma vez se debruçou sobre a existência deste antro ,onde se ensina a prática da violência a crianças e jovens? Ou a CPCJ da Moita confunde o ensino da violência com o ensino da Matemática ou da Língua Portuguesa?
Doutor Armando Leandro, ensinar a violência às crianças não constituirá uma forma de maus-tratos psicológicos e por vezes físicos (quando eles se magoam) e uma forma de negligência grave por parte dos progenitores que enviam os filhos para estes antros, para que aprendam a ser MATADORES de bovinos, por diversão?
Isto é coisa que se faça às crianças?
Não só o abuso sexual, ou atirar os filhos para água a ferver, queimá-los com pontas de cigarros, bater-lhes até ficarem paraplégicos ou mortos, constitui crime.
Os maus-tratos psicológicos, como é o caso de privar as crianças de uma infância saudável, para as atirar para a violência, também é crime. Ou não será?
Ou as famílias aficionadas gozam de alguma protecção especial nas leis portuguesas, para que não sejam penalizadas por este tipo de maus-tratos que impõem aos filhos? por muito menos já vi a CPCJ a retirar os filhos a Pais, desempregados e desesperados, por não ter de lhes dar o que comer. E o que fazem? Em vez de lhes proporcionar um emprego, retiram-lhes as crianças. E isto é algo repugnantemente desumano.
Saberá a CPCJ o mal que esta negligência poderá causar ao desenvolvimento mental destas crianças e jovens, um desenvolvimento que se quer saudável, como é do direito delas?
E depois ainda há este absurdo, digno de um país quinto-mundista:
Dívidas do Estado fecham escola de música do Minho a partir de segunda-feira
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4373733
Academia de Música de Almada suspende aulas devido a dívida do Governo
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=797079&tm=8&layout=123&visual=61
Providências cautelares poderão travar fecho de escolas em pelo menos dez municípios
E poderia colocar aqui muitas mais notícias da política educacional e cultural desastrosa deste governo, mas estas bastam para dizer o que gostaria de ver noticiado.
E o que gostaria de ver noticiado, para bem destas desprotegidas crianças do meu País (isto é, das que estão à mercê de progenitores aficionados de selvajaria tauromáquica), e de Portugal e de todos os portugueses lúcidos, era isto:
Em nome de «uma das mais nobres e elevadas artes do agir humano – a Arte da Grande Política Civilizacional, Cultural e Ética» (*) o governo português manda encerrar todas as “escolas” de toureio do Pais, bem com o decreta a abolição da tauromaquia.
Esta seria a grande notícia do avanço civilizacional necessário em Portugal.
(*) A frase entre aspas é de autoria do Filólogo em Humanidades Clássicas, Fernando Paulo Baptista)
Isabel A. Ferreira