Sábado, 25 de Julho de 2015

COM ARTISTAS DESTES OS CIRCOS NÃO PRECISAM DE ANIMAIS DA SELVA, DO AR E DO MAR

 

Há seres humanos que nasceram para a arte circense.

Os animais da selva, do ar e do mar pertencem à selva, ao ar e ao mar…

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

«FUMAÇA E FOGO NO CIRCO COM ANIMAIS DE CACÁ DIEGUES EM PORTUGAL»

 

Excelente trabalho de Marli Delucca. Um magnífico contributo para a abolição definitiva dos circos que usam e abusam cobardemente de animais indefesos, enjaulados, escravizados, molestados para fazerem o que não é da natureza deles fazer.

 

Esperemos que o Cacá Diegues desista dessa ideia burlesca e retrógrada de vir filmar "O Grande Circo Místico" a Portugal (e só podia ser no circo do Victor Hugo Cardinali (o carrasco maior dos circos) e que de uma vez por todas se acabe com esta miséria moral.

Um texto que é obrigatório ler até ao fim.

 

OLEGÁRIO.png

 

Por: Marli Delucca

 

Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.

 

O incêndio que foi primeiramente percebido pelos defensores dos animais, não para de se alastrar em virtude das informações divulgadas em torno do filme à luz da realidade dos fatos.

 

O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos. O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizem animais mantendo-os em cativeiro forçado, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão dos animais nos circos’.

 

Cacá Diegues disse a Revista Época - “Vou filmar em Lisboa porque quando estava montando a produção descobri que no Brasil é proibido ter animais em circos. Como vou fazer um filme de circo sem um elefante, um macaco? Daí descobri que em Portugal existem ótimos circos

 

Tentando dissipar a fumaça nas palavras do cineasta, fumaça essa que tentou encobrir a realidade, já que o Projeto de Lei que ‘Proíbe Animais em Circo no Brasil’, está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo, é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Onde Há Fumaça, Há Fogo

 

Curiosamente a ‘Proibição de Animais em Circo em todo o Brasil’, foi por várias vezes citada pelo cineasta a diversos outros veículos de comunicação junto da divulgação do filme ‘O Grande Circo Místico’, sem que nenhum desses fizesse qualquer questionamento ou observação sobre as primeiras das várias informações inverídicas que permeiam a produção do mesmo.

 

Tanto no Brasil como em Portugal, os defensores de animais se mobilizaram para dissuadir a produção de utilizar animais nas filmagens, em vão, já que o cineasta se declarou um fascinado por circos em sua coluna no Jornal O Globo, onde escreveu;

 

‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Em outra matéria do Globo, Cacá Diegues diz - “Os fiscais não liberam nem para a gravação”. “Se ficarem sabendo, eles podem acabar interditando as filmagens”. E todas as cenas circenses — ou seja, boa parte do filme vai ser filmado em Portugal. “Não dá para fazer, sem bichos, uma longa que se passa num circo, no início do século vinte”.

 

É um filme difícil de ser produzido e realizado, mas nunca estive tão excitado, relata o site do IG.

 

A produtora do filme Renata de Almeida Magalhães, que é também é esposa do cineasta, em comunicado enviado à Lusa, rejeitou, qualquer ideia de maltrato de animais e que estes serão utilizados em situações de um quotidiano de circo: "Não há nenhum motivo para que sejamos tratados como 'monstros-­que-maltratam-animais'". "A história do Circo Victor Hugo Cardinali assegura-nos que estamos trabalhando com uma das pessoas mais sérias do universo circense".

 

Os defensores dos animais em Portugal, tem uma definição bem diferente da produtora brasileira, e costumam se referir ao mesmo como o ‘confesso abusador de animais’. Depois de ter sido filmado espancando um elefante com o aguilhão, durante uma apresentação do circo que leva seu nome, Victor Hugo Cardinali tentou justificar seu ato à imprensa portuguesa. A confissão foi transmitida pela Rádio Clube Português.

 

As investigações sobre os maus-tratos ocorreram em vários circos portugueses, foram conduzidas pela Animal Defense Internacional – AID e pela ANIMAL ONG Portuguesa de Defesa dos Direitos dos Animais, que emitiu o relatório “Basta de Sofrimento nos Circos”, onde consta;

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais.

 

Tenho amigos em todo o lado disse Victor Hugo Cardinali em entrevista ao “i”. Conheço jornalistas, jogadores, treinadores, gente do teatro e do cinema, presidentes, advogados, engraxadores de sapatos, ladrões, prostitutas.

 

A última citação da imprensa portuguesa sobre o Circo Victor Hugo Cardinali, foi a da apreensão de nove leões pelo Comando Territorial de Lisboa no âmbito de uma ação de fiscalização feita em conjunto com o ICNF. Tal como ocorre no Brasil a ‘apreensão’ foi reformulada. Os leões "ficaram confiados ao dono do circo, que é fiel depositário dos mesmos", mas que "não poderá utilizar os animais [nos espetáculos] enquanto decorre o processo no Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

 

Em Portugal, uma portaria publicada em Outubro de 2009, proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

Cinco anos depois a Lusa foi perguntar aos dois principais circos que pelo Natal “desceram à cidade” como se estão a adaptar aos novos tempos. Apenas um deles, Miguel Chen, do circo com o mesmo nome, aceitou falar sobre o assunto. “Já mandei castrar todos os meus animais”, disse. O silêncio de Victor Hugo Cardinali não é de se estranhar – ele novamente teria que confessar o abuso, já que não castrou seus leões que continuam a exibir uma farta juba. (Após a castração os leões perdem a juba, já que esses ‘cabelos’ param de crescer).

 

«Aqui sou rei, lá fora ninguém me conhece», disse Victor Hugo Cardinali recentemente ao Diário de Notícias.

 

E é quase incontestável o ‘poder’ dele em Portugal – oriundo da conivência de políticos e de empresários que visam lucros independente da segurança das pessoas e do bem-estar dos animais. Apadrinhado pela TV e pela imprensa Portuguesa, que tenta conectar o circo a todo e qualquer tipo de espetáculo como o futebol. – levou um leão a atravessar o estádio lotado de torcedores.

 

As investigações da ADI em diversos países levaram à conclusão de que o uso de violência no treino e condicionamento dos animais é uma ocorrência regular e faz parte da cultura do circo.

 

Envolto em labaredas de inverdades, a produção do filme ‘O Grande Circo Místico’ de Cacá Diegues, já deram início a vários capítulos enigmáticos, listados abaixo, de uma trama que pode se estender muito além do eixo Brasil-Portugal, e que irá prejudicar diversos animais pelo mundo com sua exibição que pretende enaltecer os circos com animais.

 

Em novembro do ano passado à Câmara Municipal de Lisboa em votação aprovada por maioria, deliberou que não emitiria mais licenças a espetáculos circenses que incluam a exibição ou utilização de animais. A recomendação foi feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.

 

Se o filme ‘O Grande Circo Místico’, já tinha obtido uma licença para as filmagens com os animais no circo, essa informação foi omitida da notícia divulgada pela própria Câmara de Lisboa. O documento sobre as informações do ‘Filme Brasileiro filmado em Lisboa’, consta os locais das filmagens que ocorreram entre Janeiro e Março de 2015, e neste documento não aparece o nome do Circo Victor Hugo Cardinali e nem seu endereço. O documento também cita que haverá um apoio estimado da isenção de 9.957,41€, para o orçamento total de 4.500.000,00€, enquanto que no Brasil consta que o custo da produção seria de R$ 13.000.000,00.

 

Cita que no Brasil, a produção está em negociações com a Sony Pictures, que a TV Globo é parceira de mídia o que poderá proporcionar uma entrada forte no mercado. E que por último, preveem que este filme possa ser lançado no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2016 (festival onde o realizador exibiu grande parte dos seus filmes alguns em competição, para além de ter sido júri em todas as suas categorias).

 

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), que é uma das maiores ONGs de proteção animal no Brasil, e que conta com mais de 100 afiliadas, em todas as regiões do país, enviou ofício para a equipe produtora do filme e recebeu uma resposta, que sugere que o cineasta e seus produtores não acreditam que estão cometendo um erro moral ao ilustrar o uso de animais em circo de forma positiva e que não irão ilustrar o sofrimento animal intrínseco ao uso de animais em circos.

 

“Não estamos fazendo nada ilegal. E vou explicar porque também não estamos fazendo nada imoral", afirmou a equipe de produção do filme em resposta enviada ao FNPDA. As justificativas foram de que apenas cavalos, leões, elefantes e pôneis serão usados, e os animais foram adestrados e são atualmente usados nas apresentações do dito "renomado" circense português Victor Hugo Cardinali.

 

"Não posso entender no que isso implica em maltrato aos animais. Seria como considerar que um documentário sobre um circo que tenha animais configure em cumplicidade com suposto maltrato o que, definitivamente não é o caso", adicionou a equipe de produção de Diegues.

 

Com base na resposta da produção do filme, a alegação ‘não estamos fazendo nada ilegal’, não parece uma resposta apropriada para um filme que conforme divulgado por Cacá Diegues foi ‘proibido de ser filmado no Brasil’, enquanto que ao mesmo tempo é permitido que seja financiado por incentivos fiscais federais, já que é produzido com recursos ofertados pela Lei Brasileira do Audiovisual (LEI Nº 8685/93).

 

No Brasil a informação encontrada era que o custo de produção era de R$ 13.000.000,00, e que o filme será uma co-produção Brasil-França-Portugal. Em Portugal consta que apoio do Governo Português foi dado através do Instituto do Cinema e Audiovisual (cerca de 110.000 euros), e com isso também irritou os defensores dos animais.

 

A Associação Vida Animal de Portugal disse em um comunicado, que continuará a tentar chamar a atenção para a legislação desadequada e impedir que Portugal se torne o destino preferencial para quem pretenda explorar animais para entretenimento e não o possa fazer no seu país de origem".

 

Na sequência da petição pela retirada do apoio financeiro do governo português ao filme “O Grande Circo Místico”, a Associação Vida Animal, recebeu do Instituto do Cinema e do Audiovisual a seguinte resposta; ‘A entidade considera que não há fundamento para retirar o financiamento de 110.521,66 euros concedido ao projeto no âmbito do Protocolo Luso-Brasileiro e atribuiu-lhe entretanto outros 200.000 euros de apoio no âmbito do programa Coproduções Minoritárias’.

 

Assim, um projeto que não avançou no Brasil devido à ‘falsa-alegação’ de proibição de utilização de animais na produção, recebe agora 310.521,66 euros (dos quais 195.260,83 já foram pagos) dos cofres públicos portugueses, bem como a anuência das autoridades perante a exploração animal praticada nas filmagens e promovida e romantizada no filme. A íntegra das informações podem ser lidas aqui.

 

- O Poema e suas Adaptações.

 

“O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima, está presente no livro ‘A túnica inconsútil’ foi escrito em 1938. Esse poema originou diversas interpretações ao longo dos anos, como o balé, musicais, e até enredo de escola de samba, que foram adaptadas para a os espetáculos de mesmo nome, e que retrata a saga da ‘real’ família austríaca proprietária do Circo Knie.

 

Além de se dedicar ao desenho, à pintura e à escultura, foi o primeiro artista brasileiro a produzir fotomontagens. Em entrevistas, o autor declarou sua admiração pelo trabalho de Max Ernst, que lhe serviu de inspiração. O artista alemão alcançou a fama no período da Alemanha nazista.

 

- O Circo Knie foi fundado em 1803 pela família Knie e tem existido em sua forma atual desde 1919, quando se mudou de uma arena aberta para uma tenda coberta. O circo é famoso por apresentar números com diversos animais como; ursos polares, leões-marinhos, girafas, rinocerontes, camelos, avestruzes, orangotangos e pinguins – como também elefantes, leões, tigres, macacos, cavalos, lhamas e outros seus animais, e também há algum tempo agora opera um zoológico ( Kinderzoo de Knie ) e um museu em Rapperswil. Em 1999, Franco Knie foi nomeado Melhor Domador de Animais no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo.

 

Atualmente o circo é uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, operados por Fredy e Franco Knie em parceria com a companhia de seguros Swiss Life .

 

A Elefante Patma, nascida em 1961 é um dos animais mais idosos a continuar viva e trabalhando em espetáculos circenses.

 

O Knie Zoo é famoso por oferecer aos visitantes contato direto com os animais. Elefantes carregam de 4 a 6 pessoas em suas costas, Também é possível montar nos camelos, ou conhecer o Zoo, sentado em um vagão de trem que é puxado por um único cavalo! E no Zoo Knie os animais comem toda vez que alguém paga para alimenta-los. E consta que na Europa eles são considerados como um ‘exemplo’ de ‘bem-estar’ aos animais.

 

- Os Animais e o Circo

 

- "Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como". (Saul Kitchener, diretor do San Francisco Zoological Gardens)

 

O posicionamento das pessoas contra a exibição dos animais no circo, advém principalmente das inúmeras denúncias e comprovações de que os animais,

 

O pensamento que os animais nasceram no circo, e apreciam executar ‘truques’ totalmente em desacordo de como viveriam na natureza – advém da forma deturpada como a mídia divulga a questão.

 

CIRCO.png

 

- O Big Brother Circense na TV de Portugal e o Circo Victor Hugo Cardinali

 

O ‘Big Brother Circense’ foi transmitido na televisão pela rede portuguesa TVI, no qual o Circo de Victor Hugo Cardinali foi convidado para integrar a produção do Reality Show. Foi criado pela Endemol a mesma produtora de televisão, que inventou inúmeros outros reality shows, que hoje se repetem pelo mundo. O “Circo das Celebridades” levou um grupo de caras conhecidas da televisão portuguesa a viver e a participar nos espetáculos do circo com animais.

 

A verdadeira intenção do reality que pretendia manter a ilusão do circo com animais, através de sua mensagem subliminar, o qual poderia ter sido ‘vendido' nas joint ventures, nos 23 países, mantidos pela rede de entretenimento ano após ano, foi ‘suspenso’ após a divulgação do vídeo que mostrou Victor Hugo Cardinali a espancar repetidamente um de seus elefantes durante um espetáculo com o aguilhão. O que a maioria das pessoas desconhece é que apesar de ser um pequeno espeto de ferro - em relação ao tamanho do elefante, as espetadas abrem feridas na pele, que se transformam em doloridos abcessos.

 

Sem ter como negar a crueldade, e pressionado pela imprensa Victor Hugo Cardinali confessou no programa de rádio bater nos animais do circo como forma de obter respeito subjugando os animais pela dor. Os patrocinadores do Circo das Celebridades receberam milhares de e-mails dos portugueses contra o reality-show e contra o abusador confesso de animais.

 

A Associação Animal emitiu um comunicado onde citou; “A TVI está a tentar subestimar a inteligência do público, o que é de uma arrogância extrema. A verdade é que as empresas já não estão disponíveis para se associar a este formato”.

 

Em Portugal a lei que criminaliza os maus tratos aos animais, e que prevê multas e até penas de prisão para quem maltrate ou abandone é restrita aos ‘animais de companhia’, ou seja os animais maltratados nas touradas e nos circos não possuem nenhuma lei que os proteja, e seus agressores jamais são punidos.

 

A criminalização dos maus-tratos "não abrange os animais utilizados em exploração agrícola, pecuária ou agro-industrial, assim como os utilizados para fins de espetáculo comercial ou outros fins legalmente previstos". A lei limita o crime aos "animais de companhia". Significa que quem quiser matar um elefante à paulada no circo, ou espetar bandarilhas até a morte do touro, não pagará multa e nem será preso.

 

Tanto a TV como os jornais portugueses há muito apadrinharam os circos do país tanto que chegam a omitir o ‘nome’ do circo quando a notícia depõe contra esses. Quando 2 tigres fugiram após uma distração do tratador ao lavar a jaula e um deles foi para o rio nadar acompanhado por um cachorro era uma atração – o nome do circo que estava na cidade de Régua nunca foi mencionado.

 

Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.

 

A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.

 

Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.

 

Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais

 

E era exatamente assim com os animais de todas as outras espécies que observámos. E ainda pior é o fato de que muitos animais nos circos nunca chegam a sair das suas jaulas e vagões de transporte para atuarem. Vários circos viajaram com animais que não atuaram. Foi o caso de dois macacos, um urso, um leão da montanha, um tigre e dois leões do Circo Roberto Cardinali e de seis tigres do Circo Victor Hugo Cardinali. Estes animais vivem em zoos móveis e completamente abaixo dos padrões mínimos aceitáveis.

 

Os tigres brancos do Circo Victor Hugo Cardinali desfilavam em espetáculos de circo sem qualquer grade a separá-los do público. No Circo Roberto Cardinali, as crianças podiam dar aos macacos garrafas de plástico, pão e pedaços de cartão. No Circo Victor Hugo Cardinali, não havia quaisquer sinais de aviso e o portão estava sempre aberto. Era possível a qualquer pessoa aproximar-se dos setes elefantes africanos, que estavam sem qualquer supervisão, cita o relatório, que pode ser lido na íntegra aqui.

 

Em outra ocasião, nove leões do circo Victor Hugo Cardinali, foram apreendidos pela Guarda Nacional Republicana - GNR, em Lisboa, por estes não terem registo ao abrigo da convenção sobre comércio internacional de animais selvagens – CITES.

 

- A Europa e os Circos

 

O lobby circense é tão forte na Europa, que o Parlamento Europeu fez uma proposta de resolução que reconheceria o circo como parte integrante da cultura da Europa. Ao mesmo tempo que a Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu, estabeleceu uma total proibição para a utilização de primatas superiores, como chimpanzés, gorilas e orangotangos, para fins científicos.

 

A Federação Mundial do Circo, tem como presidente honorária a Princesa de Mônaco – que há anos largou a realeza – pegou os filhos pequenos e foi viver no circo – o caso de amor coincidentemente foi com o dono do Circo Knie, que era domador de elefantes, e que colocou a filha da Princesa Stéphanie de Mônaco - Pauline aos 7 anos de idade, para atuar ao lado e em cima dos elefantes.

 

O Governo Português que tentou dar um passo para o fim dos circos com animais em Portugal, foi processado pela Associação Europeia de Circos, depois de a Comissão Europeia ter esclarecido que o uso de animais em circos era uma questão nacional.

 

As companhias de circo portuguesas que usam animais e a Associação Europeia de Circos – o lobby europeu dos circos com animais – anunciaram que iriam avançar com uma ação judicial, contra o Estado Português pelo fato do Governo ter decidido implementar legislação contra o uso de animais selvagens em circos.

 

A Associação Europeia de Circos alegou que a proibição implementada pelo Governo Português, assim como a proibição do uso de animais selvagens em circos implementada, em 2005, pelo Estado Austríaco, violam o artigo 49 do Tratado Europeu, no sentido em que, supostamente, estas normas violariam as regras do mercado livre e comum.

 

O único aparente avanço em Portugal foi a portaria publicada em Outubro de 2009, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.

 

A portaria 1226/2009, que “proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espetáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em outubro de 2009”, parecia não ter validade no Circo Chen, que em 2011 foi denunciado pela venda das selfies entre criança e filhotes de tigres “com apenas alguns meses”, ilegalmente adquiridos e\ou reproduzidos.

 

- O Circo no Brasil

 

A utilização de animais em circos já é proibida em onze estados brasileiros por constatações de maus-tratos, mas o Projeto de Lei para que a proibição seja ampliada para todo o país está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo (leia aqui), é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.

 

Os circenses hoje têm se organizado em algumas cooperativas, especialmente na região Sudeste. A maioria defende o uso de animais e de crianças trabalhando no picadeiro. A União Brasileira do Circo estima a existência de 2.500 circos e 30 mil artistas em todo o Brasil.

 

A Rede de Apoio ao Circo, tem sua base em Minas Gerais, e a Associação Brasileira de Circo (Abracirco), entidade nacional, foi fundada em 1977. Atualmente a Abracirco está empenhada em aprovar no Congresso a Lei do Circo para que a atividade circense seja regulamentada como um dos bens do patrimônio cultural brasileiro.

 

- O Tráfico de Animais iniciou-se nos Circos

 

Escondida por sob a lona dos circos, mora também o tráfico de animais que movimenta rios de dinheiro. Um dinheiro ‘livre’ de impostos em todo o mundo, usado para corromper governantes e legislações. “Agora também se tornou público que os responsáveis por este circo estão envolvidos com o tráfico de espécies exóticas e protegidas, o que demonstra mais uma vez a falta de sensibilidade que seus trabalhadores demonstram com os animais”.

 

- As Segundas Intenções e as Mensagens Subliminares

 

O site filmeb, descreve a produtora Renata Almeida Magalhães (esposa de Cacá Diegues), como sendo graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura. Já a outra produtora Paula Lavigne, disse a revista Veja "Virei uma prostituta cultural para fazer filme. Eu ofereço sociedade às empresas, mostro as possibilidades de retorno. É troca de interesses".

 

Cacá Diegues também protagonizou a maior polêmica sobre a concessão de patrocínio por empresas estatais, como a Petrobrás que financiou vários de seus filmes.

 

O verdadeiro conceito sobre mensagens subliminares têm sido muito mal interpretado pela maioria da população, as mensagens subliminares possuem um poder muito mais poderoso de influência pelo fato de fazer isso de maneira sutil, pela conivência como determinada coisa por mais absurda que seja, passa a ser normal e então passa a ser mais fácil aceitar tal coisa ou situação. Inserida em histórias e nos filmes, preenchendo o cenário sem destacar sua presença, mas para sempre perpetuada pelo cérebro.

 

O roteiro foi escrito em 2009 por Cacá Diegues com George Moura, é citado pelo cineasta como um "velho sonho". Sob o título de ‘O Grande Circo Místico’, apresenta uma resenha tão inocente quanto a história infantil da Cinderela – um mocinho rico e uma mocinha pobre que se apaixonam mas que não podem viver esse amor em decorrência de tudo e de todos que estão a sua volta. Uma história contada e recontada pelo cinema em clássicos que vão de ‘Casablanca’ de 1942, ao sucesso da trilogia ‘Crepúsculo’. E o motivo das pessoas não perceberem que estão assistindo sempre a mesma ‘história’, é a mensagem que é inserida por trás da ‘história’.

 

O melodrama revivido entre mocinhos e mocinhas, torna-se ínfimo no filme ‘Água para Elefantes’, no qual é impossível ficar indiferente a crueldade na qual os animais são submetidos. A mensagem subliminar repassada ao mundo, é a de que todos os circos com animais deveriam deixar de existir. Mensagem essa reforçada, após a comprovação documentada em vídeo de que - os elefantes usados no filme “Água para Elefantes”, foram verdadeiramente espancados e eletrocutados durante seu treinamento conforme divulgado pela ANDA.

 

Com o título ‘Hoje tem espetáculo’, Cacá Diegues, em sua coluna se declara ‘fascinado’ por circos - “O fascínio que eles exerciam sobre mim se reflete em meus filmes, nas referências de “Quando o carnaval chegar”, “Chuvas de verão” e “Tieta do Agreste”, além da homenagem de “Bye Bye Brasil” a uma daquelas caravanas nordestinas”. E acrescenta; ‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’

 

Mário de Andrade fez o seguinte comentário sobre o autor de ‘O Grande Circo Místico, "Jorge de Lima é um mundo de contradições por explicar e de dificuldades a resolver",

 

Em 1938 o poeta Jorge de Lima já denunciava a ineficácia das organizações mundiais na resolução dos conflitos: E nem o Sinédrio, nem os Conselhos, nem a Liga das Nações nada fizeram, nada resolveram, nada adiantaram. Diante de um mundo caduco, o poeta exclama: «Estrangeiro, amigo, escrevamos para os nossos bisnetos fictícios, a história eterna do homem decaído e do mundo sem jeito.»

 

O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais”, a frase é de Olegario Schmitt, Brasileiro, Poeta, Escritor, Fotógrafo, Editor e Web-Designer.

 

Fonte:

http://muralanimal.blogspot.pt/2015/02/fumaca-e-fogo-no-circo-com-animais-de.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:02

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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014

ESTE ANO DIGAM NÃO AOS CIRCOS COM ANIMAIS

 

Por favor, não comprem, nem ofereçam bilhetes para circos com animais. Estes são prisioneiros e escravos de uma vida para capricho humano. Os treinos para os animais fazerem habilidades são realizados através de castigos físicos e maus tratos durante toda uma vida.

 

Apoiem os circos sem animais.

 

São mais humanos e solidários, numa época que se pretende harmoniosa.

 

CIRCO.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/pages/ALF-FLA-de-Portugal/569879733036361?pnref=story

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:57

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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

A MELHOR NOTÍCIA DO ANO PARA OS ANIMAIS… NO MÉXICO… EM PORTUGAL O ATRASO DE VIDA AINDA É GRANDE…

 

 

(Se bem que falta estender esta liberdade aos Touros, que também são animais no México, como em qualquer parte do mundo)…

 

ANIMA NATURALIS.jpg

 

«Conseguimos!

 

A alegria inunda-nos. Depois de dois anos de trabalho conseguimos que o México proíba os circos com animais selvagens em todo o país.

 

Esta é a melhor notícia do ano para os animais.

 

Acabaram-se as jaulas, a tortura, o cativeiro, o maltrato…

 

Acabou-se uma vida de escravidão para milhares de animais.

 

Conseguimos fazer história.

 

Mas necessitamos de continuar.

 

É o momento de unir as nossas vozes, mais alto do que nunca.

 

Por todos eles, pela libertação deles.

 

Os animais necessitam da nossa ajuda para conseguirem o fim dos maus tratos, do cativeiro e da exploração.

 

Agora não podemos parar.

 

Temos de continuar a somar vitórias todos juntos.

 

A vossa ajuda é imprescindível.

 

Juntam-se à nossa revolução?

 

Somos a esperança de todos os animais

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:37

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014

RESPEITAR E AMAR OS ANIMAIS NÃO É TORTURÁ-LOS NAS ARENAS TAUROMÁQUICAS E CIRCENSES

 

Respeitar e amar os animais, não é submetê-los a tortura, física e psicológica, tal como acontece com a tauromaquia e com os circos com animais. Respeitar e amar os animais é isto:

Kevin Richardson – LION MAN

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2014/12/03/kevin-richardson-lion-man/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:49

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

LISBOA ESTÁ A UM PASSO DE PROIBIR CIRCOS COM ANIMAIS

 

Congratulo-me bastante com esta notícia.

 

Já posso dizer que vejo uma luz ao fundo do túnel.

 

Já era tempo de Lisboa se transformar numa cidade moderna, civilizada, e deixar aqueles laivos medievais que ainda a caracterizam.

 

O PAN está no bom caminho.

 

Agora o próximo passo terá de ser a abolição da selvajaria tauromáquica, para que Lisboa fique completamente limpa.

CIRCO SEM ANIMAIS.png

(Foto: Henry Romero/Reuters)

 

Recomendação contra o licenciamento de circos com animais foi levada à Assembleia Municipal de Lisboa pelo PAN. Proibição depende da aprovação da câmara municipal.

 

Lisboa pode vir a juntar-se ao Funchal na lista de cidades portuguesas que proíbem o licenciamento e a instalação de circos com animais. A decisão está pendente da aprovação da câmara, uma vez que a Assembleia Municipal já debateu e aprovou a recomendação, apresentada pelo Grupo Municipal do PAN (Pessoas, Animais, Natureza)

 

Circo sim, crueldade não — proibição de espectáculos circenses com animais” é o nome da recomendação, debatida e aprovada esta terça-feira, 25 de Novembro, com votos contra do CDS, do MPT, de um deputado do PSD e de outro independente. Três deputados abstiveram-se. Miguel Santos, do PAN, foi o responsável pela apresentação da recomendação.

 

A nova provedora dos animais de Lisboa, Inês Sousa Real, tomou posse esta quarta-feira, 26 de Novembro, e assegurou defender “todos os animais” e “não só “o cão e o gato”, escreve a agência Lusa. Inês Sousa Real garantiu ainda que vai incluir na sua agenda de trabalho os animais utilizados em “espectáculos circenses, touradas, exposições e venda”.

 

"O ser humano, hoje em dia, já não se regozija com o sofrimento dos animais. E os laços sociais que se foram estabelecendo impõem hoje um outro tratamento", justificou, também à Lusa.

 

O PAN salientou, na recomendação que escreveu, o facto as crianças serem “presença assídua nos circos”, em nada beneficiando “do ponto de vista pedagógico”. “Nenhum número do circo que envolve animais constitui uma recriação dos comportamentos que os mesmos teriam se estivessem no seu habitat natural, muito pelo contrário”, lê-se.

 

Já no início de Novembro, o Funchal proibiu a instalação de espectáculos com animais na cidade, numa decisão inédita na altura. A proposta também foi apresentada pelo PAN e aprovada pelo presidente da câmara madeirense, Paulo Cafôfo.

 

(Fonte)

http://p3.publico.pt/node/14765?fb_action_ids=958352160845543&fb_action_types=og.comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:33

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Sábado, 29 de Novembro de 2014

HIPOCRITAMENTE A PÓVOA DE VARZIM ASSOCIA-SE AO MOVIMENTO “CIDADES PELA VIDA”

 

Mas claro que isto é uma posição HIPÓCRITA.

 

Tal como os Encontros pela Paz.

 

O Município da Póvoa de Varzim associa-se a estas iniciativas de VIDA e de PAZ, e depois promove e apoia a tortura (e consequente a morte) de touros, e o tiro aos pombos, e os circos que exploram animais, e a batida às raposas, e as vacadas e garraiadas.

Que moral têm estes autarcas para se associarem a estas iniciativas?

 

CIDADES PELA VIDA.jpg

 

«A exemplo de anos anteriores, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim associa-se à iniciativa mundial “Cidades pela Vida – Cidades contra a Pena de Morte” que acontece no dia 30 de Novembro de cada ano.

 

A convite da Amnistia Internacional Portugal, o município participa da ação de sensibilização, no próximo dia 30 de novembro, procedendo à iluminação da Igreja do Desterro, edifício escolhido pela autarquia poveira para a simbologia desta iniciativa, exprimindo assim a afirmação do valor da vida.

 

O evento surgiu pela primeira vez em 2002, por iniciativa da Comunidade de Sant'Egidio, sediada em Itália, para assinalar o aniversário da abolição da pena de morte no primeiro estado europeu, o Grão-Ducado da Toscana (a Norte de Itália) a 30 de novembro de 1786.

 

Desde então, “Cidades pela Vida – Cidades contra a Pena de Morte” tem vindo a aumentar, todos os anos, o número de participações ao longo do mundo. O crescente número de cidades aderentes à iniciativa mundial transmite a mensagem inequívoca de que a aplicação da pena de morte deve ser abandonada e que os portugueses estão de facto motivados para apoiar a luta pela abolição da pena de morte e, acima de tudo, empenhados na defesa dos direitos humanos.»

***

HIPOCRISIA PURA A DESTE MUNICÍPIO!

VER NOTÍCIA NESTE LINK:

http://www.cm-pvarzim.pt/noticias/povoa-de-varzim-associa-se-ao-movimento-cidades-pela-vida

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Senciência animal segundo António Damásio

 

(Uma informação preciosa para os legisladores portugueses, que talvez não estejam esclarecidos sobre esta matéria, por isso permitem a selvajaria tauromáquica e a tortura dos animais nos circos…)

 

«Estou disposto a acreditar que sempre que o cérebro começa a gerar sentimentos primordiais - e isso poderá acontecer bastante cedo na história evolutiva - os organismos tornam-se sencientes numa forma primitiva. A partir desse momento, poderá vir a desenvolver-se um processo de eu [self] organizado que se acrescenta à mente, garantindo assim o início de mentes mais complexas. Os répteis, por exemplo, merecem esta distinção, as aves mais, e para os mamíferos não há qualquer dúvida».

 

ANTÓNIO DAMÁSIO.jpg

 

António Rosa Damásio (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1944) é um médico neurologista, neurocientista português que trabalha nos estudos do cérebro e das emoções humanas. É professor de Neurociência na University of Southern California. Entre os anos de 1996-2005 Damásio trabalhou no hospital da University of Iowa.

 

Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, onde veio também a doutorar-se. Após uma estadia no Centro de Investigação da Aphasia de Boston (Estados Unidos), regressou ao Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Lisboa.

 

Publicou o seu primeiro livro: «O Erro de Descartes - Emoção, Razão e Cérebro Humano» assim como «O Sentimento de Si» (2001), eleito um dos dez livros do ano pelo New York Times. Também escreveu «Ao encontro de Espinosa». Recebeu, entre muitos outros prémios, o Prémio Pessoa e o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica, em Junho de 2005. Em 2010 editou o seu mais recente livro "O Livro da Consciência"

 

Estudioso de neurobiologia do comportamento humano e investigador das áreas cerebrais responsáveis pela tomada de decisões e conduta. Observou o comportamento em centenas de doentes com lesões no córtex pré-frontal, permitindo concluir que, embora a capacidade intelectual se mantivesse intacta, esses doentes apresentavam mudanças constantes do comportamento social e incapacidade de estabelecer e respeitar regras sociais.

 

Os seus estudos debruçam-se sobre a área designada por ciência cognitiva, e têm sido decisivos para o conhecimento das bases cerebrais da linguagem e da memória.

(fonte)

https://www.facebook.com/lists/461244453889652

***

Se o saber de António Damásio não convencer os legisladores portugueses de que estão completamente errados, quando permitem a selvajaria tauromáquica e a tortura de animais nos Circos, melhor será colocarem os seus cargos à disposição de quem tenha a capacidade de reconhecer os seus próprios erros.

 

Para os que não sabem o que é Senciência recomendo a leitura deste texto fiável:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Senci%C3%AAncia

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:21

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

FUNCHAL NÃO AUTORIZA CIRCOS COM ANIMAIS

 

Aleluia!

Nem todos os governantes são carniceiros em Portugal!

 

Eis um exemplo a seguir no Continente, pelos autarcas que permitem todo o tipo de abuso animal dentro do seu território

 

CIRCOS SEM ANIMAIS NA MADEIRA.jpg

 

«Tigres siberianos, serpentes, crocodilos, focas, póneis e cavalos fazem parte dos espectáculos circenses que, no Funchal, todos os anos animam a quadra natalícia madeirense. Este ano, porque a Câmara Municipal do Funchal foi ganha por uma coligação de seis partidos da oposição de que faz parte o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), a autarquia liderada por Paulo Cafôfo não vai licenciar espectáculos de circo com animais.

 

A proposta partiu do PAN e foi confirmada, esta semana, após uma reunião entre os dirigentes do partido e o presidente da Câmara do Funchal para fazer um balanço do primeiro ano de mandato da coligação ‘Mudança’.

 

Habitualmente, na quadra natalícia, instalam-se no Funchal dois circos, um na Praia Formosa e outro junto ao Madeira Tecnopólo. A menos de um mês da instalação das diversões natalícias, a decisão da Câmara do Funchal poderá ter como consequência a opção circense por concelhos vizinhos ao Funchal (Santa Cruz, Câmara de Lobos, Machico ou Ribeira Brava).

 

É que os dois empresários do circo já estavam de malas aviadas, a contar levar os animais e toda a logística circense do continente para a Madeira. Numa carta dirigida à autarquia, ainda tentaram inverter a decisão de vetar circos com animais, mas não conseguiram demover a coligação.

 

A vereadora do ambiente na Câmara do Funchal, Idalina Perestrelo, ex-dirigente da Quercus, justificou a medida como uma posição “ideológica”, consentânea com os princípios de um dos partidos que legitimou a actual vereação.

 

No passado mês de Junho, Paulo Cafôfo tinha criticado o “desleixo” das anteriores vereações social-democratas em relação à causa animal.

 

A autarquia está também empenhada em acabar com a actividade turística de exploração de aves de rapina para fotografias, na baixa do Funchal».

 

Fonte:

http://www.sol.pt/noticia/117946

 

A REALIDADE DOS ANIMAIS DO CIRCO 

 

Os animais utilizados em circos são escravos dos seus donos e carrascos domadores, que os utilizam com fins lucrativos, sem dó nem piedade

 

Elefantes, ursos, leões, chimpanzés, cães, cavalos, entre muitos outros passam por terríveis práticas de subjugação, a maioria delas com requintes de malvadez

Vejam o vídeo e reflictam...

 

 

Apenas os cegos e surdos mentais são incapazes de verem e ouvirem os apelos da Vida que palpita nestes seres magníficos escravizados por criaturas desalmadas, e quem aplaude esta tristeza não está isento de culpa e é cúmplice da barbárie...

 

Há muito que me recuso a ir a um circo onde utilizem animais não humanos como escravos.

 

Nos circos, apenas o ANIMAL HUMANO deve participar.

 

O tempo da escravatura (humana ou não humana) é de um passado remoto onde imperava a ignorância.

 

Hoje, na era da comunicação global, esta barbárie não tem a mínima justificação.

 

Só não sabe isto quem ainda vive na ignorância desse passado. Quem já nasceu velho. Antigo. Mofoso.

 

NÃO aos circos com animais escravizados!

***

Torrelavega converte-se na primeira cidade livre de circos com animais, na Cantábria…

(Ver notícia neste link)

http://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2014/11/06/torrelavega-se-convierte-en-la-primera-ciudad-libre-de-circos-con-animales-en-cantabria/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Quarta-feira, 9 de Julho de 2014

MAUS TRATOS E ABANDONO DE ANIMAIS VÃO SER PENALIZADOS COM MULTAS E PRISÃO? E A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS NAS ARENAS E DOS ANIMAIS NOS CIRCOS ESTÁ INCLUÍDA?

 

Sim, porque animais não são só Cães e Gatos…

 

Se não está, a lei que poderá ser aprovada, será uma lei hipócrita, como tantas outras, que atiram areia para os olhos do povo, para o manter cego…

 

 Este será um pequeno passo, ajustado às pequenas mentalidades que nos governam.

 

 Não haverá políticos em Portugal, com coragem para dar um grande passo e atravessar o abismo que nos separa da civilização?

 

 

 

O que vemos nesta imagem também são animais, e existe uma lei portuguesa que permite que sejam cobardemente torturados, em público, para divertir sádicos.

 

Onde está a coerência dessa lei que pretende penalizar com multas e prisão os maus-tratos a animais?

 

Apenas os animais de companhia são animais?

 

Os legisladores portugueses deveriam regressar aos bancos da escola básica para aprenderem o básico de Biologia.

 

Se perguntarmos a uma criança de quatro anos, ela dirá que o cavalo, o boi, o leão, o elefante são animais.

 

Mas se perguntarmos à maioria dos deputados da Assembleia da República, não saberão responder, porque fizeram uma lei que exclui estes animais do Reino Animal.

 

Então agora, como manobra de diversão, com o intuito de calar a boca dos que lutam pelos Direitos dos Animais, mandam cá para fora uma leizinha que só reconhece os Cães e Gatos como animais.

 

Um rebuçadinho, para entreter, e desviar a atenção da crueldade que atinge todos os outros animais, e não só os de “companhia”.  

 

«As regulamentações e o direito são uma invenção perigosa do homem. Servem para justificar legitimidades ou recusas, de acordo com as circunstâncias. O sábio não precisa de leisin «O Dia de Aljubarrota», de Luís Rosa, Editorial Presença.

 

O que faz falta aos que se candidatam a políticos é um pouco mais de Cultura Culta, de Cultura Política, de Leituras Nobres, como a dos livros deste escritor Português, Luís Rosa, que (aposto) quase nenhum (ou mesmo nenhum) dos deputados da Nação conhece. E ele é tão-só um dos nossos grandes escritores contemporâneos.

 

Congratulo-me com esta Lei que irá beneficiar os meus queridos amigos Cães e Gatos que, alegadamente, poderão ficar mais protegidos, o que duvido, pois em Portugal, as leis que já existiam para este efeito, nunca foram cumpridas.

 

Só são cumpridas (e aqui-del-rei se não as cumprem), as que permitem a tortura de animais.

 

***

O diploma que será analisado amanhã, prevê que quem infligir maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou pena de multa até 120 dias, que se agrava para prisão até dois anos e multa até 240 dias caso a agressão resulte na morte ou na privação de “importante órgão ou membro” do animal.

 

O abandono de animais de companhia vai também passar a ser punido com pena de prisão até seis meses ou pena de multa até 60 dias, de acordo com o diploma, apresentado esta terça-feira pelo deputado do PSD Cristóvão Forte, no Parlamento.

 

A proposta de substituição que vai a votação final global no dia 10 diploma partiu de projectos de lei do PS e do PSD, que chegaram a acordo na especialidade, encerrando um processo legislativo que se iniciou no final de Novembro passado e que teve origem numa petição, entregue em Outubro de 2012, que solicitava a aprovação de uma nova lei de protecção dos animais, que obteve mais de 40 mil assinaturas.

 

Esta proposta consagra a legitimidade das associações zoófilas legalmente constituídas para «requerer a todas as autoridades e tribunais as medidas preventivas e urgentes necessárias e adequadas para evitar violações da presente lei».

 

Fica ainda estabelecido que as associações zoófilas podem «constituir-se assistentes em todos os processos originados ou relacionados com a violação» das novas normas, ficando dispensadas do pagamento de custas e taxa de justiça.

 

Em declarações aos jornalistas, o deputado do PSD Cristóvão Norte considerou que o diploma, ao prever a criminalização de condutas anteriormente punidas como contra-ordenações, constitui um “grande passo civilizacional” na protecção “directa e reforçada” dos animais de companhia.

 

(Se Cristóvão Norte considera que este diploma constitui um “grande passo civilizacional”, significa que havia um atraso civilizacional quanto a esta matéria. Contudo, este atraso civilizacional continuará a existir, até que todos os animais sejam contemplados, porque nenhum animal humano tem o direito de maltratar um animal não humano. Partilhamos todos o mesmo Planeta, e todos temos as mesmíssimas necessidades e sofrimento.)

 

 

Definitivamente os deputados não sabem mesmo o que é um animal!

 

Fonte:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4014842&page=-1

***
 

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

(Mensagem do deputado Cristóvão Norte)

 

«DIA Histórico - 10 de JULHO

 

Caros amigos,

 

A votação de hoje na especialidade foi adiada por solicitação de um dos Grupos Parlamentares, num exercício de um direito que lhe assiste. É um pequeno contratempo, mas vamos conseguir. Todavia, está garantido que a votação final do projecto será dia 25. Temos que mostrar que o avanço da protecção dos animais - com a criminalização dos maus tratos e do abandono - são um importante avanço civilizacional que deve ser aprofundado. É importante estarmos unidos para este passo, e para outros que todos queremos que se sigam. Espero que estejam presentes nessa votação, se vos for possível. Só assim se demonstra a força imparável desta causa.

 

Um abraço a todos

Cristóvão Norte»

 

***
Senhor Deputado,

 

Dia histórico será o dia em que todos os animais, incluindo touros, cavalos, animais de circo (leões, ursos, elefantes, golfinhos etc.), galos, porcos, vitelos, cabritos, e muitos outros, estejam incluídos neste diploma e os seus carrascos sejam penalizados com multas e prisão.


Outra coisa, o Senhor Deputado baralhou-se. O dia 10 não
é amanhã?

Isto não é bom prenúncio.


E já agora poderia ter referido qual o grupo parlamentar que pediu o adiamento desta votação.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:19

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