Quinta-feira, 2 de Julho de 2015

«QUERIDOS DEFENSORES DA QUEIMA DO GATO»

 

Um excelente texto de uma magnífica jornalista

 

QUEIMA DO GATO.png

Por Filomena Marta

 

(Dedicado muito especialmente a Eduardo Cintra Torres, à CMTV e ao seu dedicado pivot João Ferreira, que até mencionam sociologia e simbologia, como se soubessem com propriedade do que estão a falar)

 

Ora vamos lá ser politicamente incorrectos! Queimar gatos, enterrar galos vivos, lançar cristãos aos leões, queimar bruxas na fogueira, chicotear escravos, enterrar farpas em touros, matar elefantes e rinocerontes pelo marfim e chifres, comer gatos e cães (e outros animais), esfolar animais vivos para lhes tirar o pêlo, espancar focas até à morte, chacinar golfinhos e outras atrocidades NÃO É TRADIÇÃO, É ESTUPIDEZ E DESUMANIDADE.

 

O que na verdade está a tornar-se tradição é usar a palavra tradição como desculpa para as mais variadas barbaridades, próprias de idades medievais, de idades das trevas, quando o Homem era inculto, analfabeto, iletrado, alarve, porco, tinha piolhos e comia com as mãos.

 

O que teimam em fazer, analfabetamente, é confundir tradição com tradicionalismo, sendo este o “apego às tradições ou aos usos antigos; doutrina que faz da tradição a fonte e o critério da verdade”.

 

Os tradicionalistas são os partidários do tradicionalismo, não da tradição no que realmente refere o seu conceito. A tradição, na sua génese, evolui pari passu com a evolução dos povos. Foi essa evolução da tradição que terminou com fenómenos bárbaros como a escravatura, a queima das bruxas, a morte dos cristãos na arena e irá inevitavelmente terminar com fenómenos tradicionalistas que perduraram até aos nossos dias e que cada vez mais são renegados pelas sociedades evoluídas, como as touradas e os maus-tratos contra pessoas e animais. Ficam assim pequenas ilhas de tradicionalistas, que recusam a evolução usurpando para isso a palavra “tradição”.

 

“O gato não morreu” é a frase emblemática que parece coroar a diversão mal disfarçada de criaturas pouco lúcidas e ainda menos racionais que abusam de um meio como a televisão para defender o indefensável. Para mais enganando o público, deliberada e estupidamente, pois apresentam duas imagens totalmente díspares e diferentes daquilo que supostamente seria o mesmo gato: o usado e fotografado dentro do pote de barro com a boca tapada com rede para que o infeliz animal não possa escapar, que é claramente um gato preto e branco, e o gato supostamente sobrevivente incólume da barbárie, filmado numa atitude tranquila e feliz, e que é claramente um colorpoint, ou seja, um gato de pelagem parecida com a raça siamesa. A isto, meus senhores, chama-se aldrabar, atirar areia para os olhos e tapar o sol com a peneira. Apanha-se muito mais depressa um mentiroso do que um coxo, já diz o povo e aí sim, com a sabedoria da tradição.

 

Mas antes de passar para a discussão sobre a tradição propriamente dita, e a forma como está a ser desavergonhadamente usurpado e deturpado o seu significado, passemos em revista as alarvidades ditas pelos habitantes da já tristemente famosa Vila Flor (ou nas sábias palavras do pivot da CMTV “a indignação das pessoas desta localidade com a reacção de crítica generalizada” (nota prévia: se é uma crítica generalizada serão estes habitantes trogloditas que estão certos e todos os outros milhares de pessoas estão erradas?):

 

“Emprestei porque é uma tradição e gosto”.

 

“Nunca ninguém matou um gato, às vezes o gato vinha assim um bocadinho chamuscado, mas quase nada… o meu por acaso nunca “vieram” (atente-se ao “meu” e “vieram”) e eu não tive problemas em emprestar o gato (atente-se ao “emprestar”), porque o gato ninguém lhe faz mal ao gato.”

 

“A queima do gato que é uma tradição que já vem dos meus pais, dos meus avós, a gente nem sabem quando é isto vem… e nunca tivemos problemas.”

 

“Para mim é uma tradição, num é? (algo imperceptível) não morre, o gato não “morrem” (mais qualquer coisa imperceptível) é a queima do gato, mas o gato não morre, o pote cai ao chão e escapa-se… ao saltar pó chão… ao cair o… tá metido dentro do barro, num é? Portanto ao chegar ao chão (mais umas coisas atrapalhadas) aquilo parte e o gato raspa-se logo.”

 

“Atão não morrem… atão se morressem não tinha graça nenhuma, porque o que mete graça é a gente andar ali perto do gato e ele, e ele a a fugir…”

 

E vai daí diz o sorridente pivot: “(…) e o Eduardo tem aqui uma expressão muito engraçada, ‘as redes sociais em fogo queimaram mais os foliões do que os foliões o gato’…”

 

Sorrisos, expressões engraçadas e foliões, eis várias coisas que colidem com uma questão grave, por muito politicamente correctos que desejem ser, por muito insensíveis que se queiram assumir, por muito inteligentes que queiram parecer, com assumpções de sabedoria sociológica e simbólica. Estas demagogias caem por terra apenas com a simples frase “atão se morressem não tinha graça nenhuma”, o que explica liminarmente que esta é uma questão de pura diversão. Ninguém sabe por que é feito, é feito porque sim, porque nem se sabe quando começou, porque os diverte. Expliquem os sábios pivots, comentadores e sociólogos onde se encaixa a “tradição” nisto.

 

Nenhum animal, incluindo o ser humano, reage bem ou prazerosamente a estas quatro coisas, isoladamente e muitos menos simultaneamente: ser enfiado num recipiente encurralado de forma a não poder escapar, sofrer uma queda abrupta de grande altitude, seguida de um estrondo violento e estilhaçar do recipiente onde está encurralado, ter fogo no corpo. É TÃO SIMPLES COMO ISTO! Não existe qualquer ser vivo senciente que retire prazer de uma situação destas, e todo e qualquer ser vivo senciente sente medo, terror e fica traumatizado com uma situação destas.

 

Se fizessem isto a qualquer um dos habitantes alarves e acéfalos desta localidade, gostaria de ver qualquer pessoa - jornalistas, comentadores, sociólogos e simbologistas incluídos, e até os desafio a fazê-lo - a dizer que essa criatura (mesmo acéfala como demonstra ser) não sofre.

 

Mas claro que, ainda por cima, se deve juntar a isto a particularidade de a criatura não o fazer por vontade própria, mas sim porque é enfiada à força e obrigada a sofrer o suplício. Ou vão dizer a seguir que o gato entrou sozinho no pote (e a rede presa à boca do pote é só para o aconchegar), e ronronou de prazer antecipado, sabendo perfeitamente o que lhe ia acontecer?

 

Só uma pessoa totalmente desprovida de cérebro pode defender uma coisa destas, atribuindo-lhe estatuto de tradição.

 

Que fique bem clara a definição de tradição, que em rigorosamente nada se enquadra em rituais macabros de divertimento colectivo… pois então terão também de considerar a bruxaria e o voodoo como “tradições”.

 

“Tradição: (do Latim traditione, entrega), s. f. acto de transmitir ou entregar; transmissão oral de lendas, factos, etc., de pais para filhos; transmissão de valores espirituais de geração em geração; conhecimento ou prática que provém da transmissão oral ou de hábitos inveterados; hábito; uso; notícia de um facto transmitido oralmente ou por testemunho que livros, sucessivamente publicados, confirmam; recordação; memória.”

 

Uma tradição explica-se. Uma tradição é referenciável no tempo. Mesmo que queimar um gato um dia tivesse sido uma tradição, a partir do momento em que a memória se esvai e se perde o sentido e significado essa tradição está morta. A partir daí torna-se apenas e tão só um acto de pura diversão e entretenimento macabro de populações retrógradas e desprovidas de cultura e inteligência.

 

in

http://animasentiens.com/queridos-defensores-queima-gato

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:03

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

HÁ CRIATURAS QUE JÁ NASCEM VELHAS, POR ISSO A EVOLUÇÃO DAS MENTALIDADES ACONTECE TÃO LENTAMENTE…

 

Reflexão ao redor da incapacidade moral e natural de evoluir

 

INCAPACIDADE1.jpg

 

«Muitas vezes, aqueles que defendem os direitos dos animais são vistos como alguém que ama mais um animal do que o seu semelhante humano. Nada de mais errado. A verdade é que as sociedades onde os direitos dos animais não estão protegidos são, por norma, sociedades que não respeitam os direitos humanos na sua totalidade.

 

E porquê? Porque é através da forma como tratamos o outro que nos definimos, e maltratar um animal é assistir ao rebaixamento do ser humano, à sua desumanização, à ignorância mais pura da sua própria condição. Porque o ser humano é, também ele, um animal. Com características que o distinguem dos outros, mas, no entanto, um animal. E ao não respeitar os restantes animais, não se está a respeitar a si próprio.

 

Portugal é um bom exemplo disto mesmo. Faltam leis e, mais importante ainda, falta uma cultura de cidadania bem arreigada, por isso, assistimos à constante violação de direitos, por falta de instrução, de cultura, de humanização. Tanto vemos cães e gatos acorrentados nas varandas dos prédios ou nos quintais das aldeias, como vemos lares de idosos em condições deploráveis.

 

Tudo isto faz parte do mesmo problema.

 

Enquanto não percebermos isso, falharemos em solucioná-lo, enquanto sociedade civil. E é a sociedade civil que tem de intervir para que se mudem as consciências. As leis têm de existir, mas o cumprimento delas está no coração de cada um. Os animais não falam, não se podem defender. Por isso, é importante que nós os possamos defender, possamos ter uma voz activa por eles. Sem excessos, nem fundamentalismos. Apenas com muito amor.

 

Amo muito os animais, como amo muito o ser humano. Defendo-os, como se me defendesse a mim, porque, em última análise, me estou a defender a mim. À minha dignidade. À dignidade da espécie à qual pertenço.»

(Ana Bacalhau)

 

***

O exercício (nunca faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti) não é difícil para eles (aficionados). Eles é que nem sequer querem fazer esse exercício. Não se consegue argumentar com pessoas de mente fechada.

 

Eu desconheço o perfil do amante/defensor das touradas, mas suspeito que uma parte desse grupo esteja ligada ao negócio (criação de touros ou cavalos, roupa dos toureiros e outro equipamento, etc.). Daí a defesa de algo em que têm interesses.

 

Outra parte poderá ser por questões semelhantes ao do clubismo. Aprenderam a gostar, afeiçoaram-se e ficou o gosto. Só não entendo a razão das ameaças de morte ou de outro tipo de violência. Devem ser casos pontuais e de uma minoria de indivíduos.

 

Outra fracção do grupo de aficionados arrisco-me a dizer que são pessoas que defendem a tradição só porque é tradição. No outro oposto existem aqueles que vão nas modas todas e renegam o que é velho. Há que ter espírito crítico e analisar se faz sentido continuar um espectáculo que se baseia na morte e humilhação de alguém, sejam touros, pessoas ou erva do chão.

 

Os toureiros gostam muito de demonstrar as suas capacidades artísticas em cima do cavalo e até podem dizer que admiram muito os animais. Outros podem argumentar que se não fossem as touradas não haveria a preservação de certas espécies de touros e de cavalos. E?? Se eu admirar muito os toureiros e as suas capacidades posso tirar-lhes a vida? Não. Pelos vistos é crime.

 

O livre-arbítrio é um direito que todos temos. No entanto, e o direito a tirar a vida a outro ser, principalmente para lazer? Qual é a entidade que tem autoridade para regular isso?

 

No período do Império Romano, os jogos envolviam a morte de animais e de pessoas. Hoje, os alvos são apenas os animais porque os seres humanos consideram-se demasiado superiores. Nas guerras ainda vemos que há humanos que se consideram superiores a outros (note-se que quem luta são as pessoas comuns e quem os manda lutar são os poderosos).

 

Convém só relembrar que um dos propósitos dos jogos era o de distrair as massas dos problemas do dia-a-dia. Na actualidade, o futebol tem tratado desse assunto muito bem.

(http://ideiasebaleias2.blogs.sapo.pt/touradas-48047)

 

***

«Tantos séculos, tanta luta, por uma Modernidade Civilizacional e ainda em pleno século XXI, temos a bestialidade humana, bem patente, bem visível, praticada por criaturas que, carregam ainda hoje, a escuridão dos tempos, os malefícios da barbárie e há uns cobardes que poderiam mudar por completo este desgraçado estado de coisas e não o fazem e também um povo amorfo a que pertencemos, escolhendo sempre o mesmo género de gentinha...»

(José Costa)

 

***

«O ser humano é um animal superior na medida em que encerra em si essa potencialidade de compaixão, de amar, respeitar, e cuidar de todos os seres vivos e não vivos. A inteligência e outras coisas são consequência dessa potencialidade. Se o ser humano não se comporta assim, e age de forma egoísta e cruel, não passa de um animal inferior. A superioridade é uma potencialidade. Se ele não a usa, não vive plenamente a sua humanidade

(José Alves)

 

***

«(Referindo-se a um aficionado, professor catedrático na Faculdade de Direito na Universidade de Lisboa): Com esta postura revela ser apenas alguém com algum grau de cultura e bem informado, ávido de informação que lhe permita ter o jogo de cintura necessário na política, como afirma. Revela a inconsciência de um conhecimento mais profundo que lhe permita fazer uso do seu intelecto e discernir sobre questões morais sobre o que é certo e errado em situações que envolvem tortura e sofrimento.

 

Revela grande ausência de carácter na postura confortável que partilha com padrões arcaicos de comportamento institucionalizado na sociedade, demonstrando uma real falta de consciência ética e falta de conhecimentos elementares no que diz respeito ao conhecimento das espécies animais.»

(Margarida Farrajota)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:02

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2015

OS CTT CORREIOS DE PORTUGAL NÃO ESTÃO DISPONÍVEIS PARA EVOLUIR

 

E CONTINUAM A CONSIDERAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA COMO UMA QUESTÃO DE “OPINIÕES, VONTADES, GOSTOS E COSTUMES” DOS CLIENTES

 

E eu nem quero acreditar!

 

É que poderiam, pelo menos, reconhecer que a tortura de seres vivos nada tem a ver com “opiniões, vontades, gostos ou costumes”, mas tão-só com uma descomunal falta de ética.

 

ctt_1_1 ESQUERDA.NET2.jpg

 Os CTT Correios de Portugal caíram do cavalo

(A imagem é da esquerda.net)

 

Na sequência do texto referente a este link

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/ctt-confunde-concertos-de-musica-e-525711

 

onde prestei esclarecimentos a dois leitores, e do qual dei conhecimento aos CTT, estes enviaram-me a seguinte inacreditável mensagem (ah! e a propósito, o meu nome não é Isabel Ferreira, mas sim Isabel A. Ferreira)

 

Exma. Senhora

 

Isabel Ferreira,

 

Gostaríamos, desde já, de agradecer o seu contacto, que mereceu a nossa melhor atenção.

 

Informamos que, os CTT Correios de Portugal, são uma empresa nacional e com extrema proximidade ás populações.

 

O respeito pela vontade dos nossos clientes, gostos e costumes têm de ser nosso apanágio.

 

É desta forma, que respeitamos a sua opinião e a de outros.

 

Do mesmo modo colocamos ao dispor, da vontade dos nossos clientes, as ofertas que alguns possam valorizar, sem no nosso caso, nos sentirmos no direito dos adjetivar. 

 

Lembramos que, para qualquer informação ou esclarecimentos mais detalhados, poderá consultar o nosso site www.ctt.pt ou ligar para a Linha CTT, disponível dias úteis e sábados das 8h às 22h, através do 707 26 26 26.

 

Com os melhores cumprimentos,

Carla Santos

 

CTT.png

 

A esta mensagem só tenho a dizer o seguinte:

 

O que os senhores administradores dos CTT Correios de Portugal entendem por “vosso apanágio” é simplesmente o apoio de olhos vendados a um costume bárbaro, que mais de 80% da população portuguesa rejeita, e milhões de pessoas por todo o mundo repudiam e combatem.

 

Esse “vosso apanágio” é a valorização da crueldade e da violência contra um ser vivo inocente, inofensivo e indefeso, encurralado numa arena para ser cobardemente torturado por psicopatas, para que um bando de alienados aplauda o sofrimento atroz infligido a esse animal, quem tem um ADN semelhante ao meu, que também sou um animal, e por isso sei dar valor à VIDA e ao SOFRIMENTO de um ser senciente.

 

Esse “vosso apanágio” é fruto de um desconhecimento total do que biologicamente é um Touro e um Cavalo.

 

E para que não cristalizem a ideia de que “vender bilhetes para a selvajaria tauromáquica» é do foro das «opiniões, vontades, gostos e costumes de clientes», fiquem a saber que esta selvajaria nada tem a ver com opiniões, vontades, gostos ou costumes, mas tão-só com Ética, Civilidade, Civilização, Evolução, Cultura Culta, Humanismo, Empatia, Misericórdia, Compaixão, Dignidade… enfim, com todos os valores que enobrecem os verdadeiros Seres Humanos.

 

E não sou eu que o digo. São os homens sábios que, felizmente, sempre existiram no mundo.

 

O que faz falta em Portugal é o culto da Leitura das obras desses Homens Sábios.

 

Mas o que fazer, num país onde o Ensino e a Educação deixam tanto a desejar?

 

Senhores administradores dos CTT Correios de Portugal, o que pedimos é muito simples: não confundam um espectáculo como este:

 

 

com uma prática bárbara como esta:

 

Por favor, façam esse favor a vós próprios.

 

Aos CTT não basta pretenderem ser respeitáveis, devem PARECER respeitáveis.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:10

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2015

“ESTRELA DE FERRO” PARA O MUNICÍPIO DE LISBOA CIDADE PRÓ-TOURADA

 

Uma capital da velha Europa que em 2015 ainda mantém a prática da selvajaria tauromáquica tal como em 1580, quando Filipe I de Portugal (II de Espanha) introduziu este costume bárbaro para recrear uma realeza decadente e inculta, não merece outra coisa senão ser distinguida pelos abolicionistas com a “Estrela de Ferro” que, este ano, “galardoará” todos os municípios portugueses, associações, instituições e empresas que apesar de toda a contestação a nível mundial, ainda teimam em apoiar este costume bárbaro, que não dignifica Portugal nem os Portugueses, em pleno século XXI.

 

FERRO LISBOA.png

Origem da imagem do Brasão de Lisboa:

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:LSB.png

 

O socialista e aficionado António Costa que, por coincidência, hoje pediu a demissão das suas funções como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, teve oportunidade de retirar a capital de Portugal do rol das localidades portadoras de um atraso civilizacional vergonhoso, nos tempos que correm.

 

Mas não o fez.

 

Pelo contrário, teve a ousadia de atribuir a medalha de mérito municipal grau ouro (decisão unânime da edilidade em Setembro de 2009), a um forcado, que mais não fez do que, cobardemente, torturar touros moribundos, indefesos, feridos na alma e no corpo, ao longo de uma vida completamente inútil.

 

Algo que nem os mais primitivos homens das cavernas o fizeram.

Com este acto insólito, aquele “galardão” municipal perdeu todo o seu significado simbólico, e o socialista e aficionado António Costa, candidato a primeiro-ministro de Portugal entrou para a lista dos proscritos que aplaudem o sofrimento de um ser vivo para se divertirem à maneira dos broncos.

17446965_6jJtn[1] ANTÓNIO COSTA.jpg

Abrir este link para mais informação acerca deste acto insólito

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tortura-gratuita-e-humilhacao-de-475652

 

A arena do campo pequeno, em pleno coração de Lisboa, continua de portas abertas á selvajaria tauromáquica.

 

Desde 2013, quando se declarou oficiosamente a Abolição da Tauromaquia, não houve qualquer esforço por parte dos responsáveis autárquicos, nem dos deputados da Assembleia da República (sediada em Lisboa) para limpar Lisboa desta nódoa negra, que besunta as belezas naturais e a história gloriosa da antiga Olisipo.

 

O ferro é considerado um metal vil.

 

E vil é a condição da capital de Lisboa, como uma cidade pró-tourada. A vergonha da Europa.

 

É urgente limpar esta nódoa, para que Lisboa possa respirar plenamente o ar cristalino da modernidade, e poder receber a “Estrela Dourada” dos que pugnam pela Evolução, pela Cultura Culta e pela Civilização.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

GRATIDÃO

 

GRATIDÃO.png

 

Gratidão!

 

A própria palavra já diz tudo: estar grato, estar agradecido.

 

Mas que significará de facto gratidão?

 

Pode ter muitos significados, mas o mais importante é estar sempre grato, agradecido por tudo o que nos é dado, pela natureza, pela vida, pelos que nos rodeiam, por Deus.

 

Devemos ser gratos por todas as oportunidades positivas e por todas as dádivas que a vida e a natureza nos dão.

 

Ter uma vida com conforto é uma dádiva da vida e da natureza; ter saúde é uma dádiva; ter pessoas que nos amam é uma dádiva de imenso valor, e como tal devemos de estar permanentemente gratos à vida e à natureza por tudo o que nos dão.

 

Aliada à gratidão está a compaixão.

 

Devemos também sentir compaixão por aqueles que realmente precisam, por aqueles cujo único conforto é simplesmente uma manta e um cartão para poderem dormir quentes à noite - na rua...

 

Ter gratidão implica ter compaixão por aqueles que são considerados como apenas servindo para o usufruto dos assim chamados humanos. Os animais não humanos também merecem e precisam da nossa compaixão para assim poderem viver uma vida tranquila e feliz, sem terem que passar pelo sofrimento duma vida confinada entre grades, e duma morte antecipada para o belo prazer dos humanos.

 

A gratidão é um sentimento que devemos ter sempre presente, tanto para connosco próprios, que devemos de estar sempre gratos com tudo o que temos, como também deve gerar compaixão para com os demais pois todos precisam de amor e compaixão.

 

A gratidão é uma das maiores medidas do carácter de uma pessoa.

 

Uma pessoa grata é humilde, fiel, companheira e amiga leal dos amigos.

 

Uma pessoa ingrata tende a ser egoísta, traiçoeira, individualista e amiga apenas de si mesma.

 

A gratidão é o caminho da evolução.

 

A gratidão é o sentimento comum a todas as grandes almas.

 

Com profunda gratidão,

 

Graça & Rui

 

ORIENTE NO PORTO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015

OUVI DIZER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DO MONTIJO ESBANJOU TRÊS MIL EUROS NA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA E ATRIBUIU APENAS DUZENTOS E CINQUENTA EUROS À LIGA DE AMIGOS DO HOSPITAL

 

Será verdade?

 

Ouvi dizer que desses três mil euros, que saíram do bolso do povo, mil e quinhentos foram para um grupo de cobardes que ataca touros moribundos, e que dá pelo nome de forcados, e os restantes mil e quinhentos foram para o que chamam de “tertúlia” tauromáquica.

 

E ouvi dizer também que a Liga de Amigos do Hospital do Montijo recebeu apenas uns míseros 250 Euros.

MONTIJO.jpg

Nem acreditei.

Mas garantem-me que é verdade. E a ser verdade, o governo português continua na senda do apoio à tortura, do apoio à incultura. Do apoio à ignorância.

 

É vergonhoso. Imoral. Anti-ético. Absurdo. Bizarro. Insólito. Macabro.

 

Portugal continua mergulhado nas trevas. Em todos os sentidos.

Quando começará a trilhar o caminho da evolução?

 

Não é de governantes lúcidos lançar o país nesta vergonhosa degradação moral, cultural e social.

 

Um governo, que dá mais apoio à crueldade do que à bondade, é um governo para descartar.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:28

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Domingo, 8 de Fevereiro de 2015

EIS O QUE FALTA AOS QUE PRATICAM, APLAUDEM, APOIAM E PROMOVEM A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Um cérebro para pensar, um coração para sentir e atitude para gerar empatia pela Vida, pelo Outro, pela Harmonia, pela Paz, pela Humanidade, pela Ética, pela Evolução, pela Civilização, pela Cultura e pela Racionalidade

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***

Agora veja-se uma radiografia dos que praticam, aplaudem, apoiam e promovem a selvajaria tauromáquica

 

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Não é triste ter um íntimo assim?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

«Sorte de varas ou teimosia azarada?»

 

 

Sorte de varas.jpeg

 

Por José Manuel Santos Narciso

 

Mais uma vez, está na primeira linha das preocupações de milhares de cidadãos dos Açores a questão da “sorte de varas”, mais comumente chamada de “touradas picadas”. É já a terceira tentativa, em pouco mais de dez anos, para legalizar nos Açores aquilo que muitos consideram de retrocesso civilizacional e de barbárie contra os touros.

 

Tudo pode ter a força de uma opinião. Os interesses económicos e a luta de poderes e satisfação de caprichos estão no seu direito de apresentar as propostas que quiserem. Desta feita contavam fazê-lo de forma sub-reptícia, intercalando uma excepção sempre negada num projecto abrangente em que ela (a excepção da sorte de varas) iria aparecer disfarçadamente e disfarçadamente poderia ser aprovada.

 

Mas, felizmente, os tempos mudaram muito, desde 2002 e mesmo desde 2009. Se em 2002, e como muito bem se lê na peça jornalística a este propósito publicada pelo Diário dos Açores, foi o Tribunal Constitucional que obstou a consumação de tal sorte, em 2009 terá pesado a opinião do então presidente do Governo regional.

 

Agora, os deputados que quiserem deixar o seu nome ligado a tão polémica decisão, terão de confrontar-se com um fenómeno novo, ou pelo menos com muito mais força, que são as redes sociais e os movimentos de cidadania que envolvem sensibilidades suprapartidárias e que não podem ser esquecidas ou desprezadas, sob pena de graves consequências e sequelas.

 

Para os defensores do NÃO, a questão que se põe é fundamentalmente a do respeito pelos animais, neste caso, o touro, por sinal constante dos símbolos heráldicos da Região. Num momento em que por todo o Ocidente se intensifica a luta anti-taurina, torna-se no mínimo inoportuno este novo esboçar de retrocesso que pretendem introduzir.

 

Mas há uma coisa mais grave que tudo isto. Uma eventual aprovação de excepção da sorte de varas para os Açores seria uma machadada mortal na aspiração de inscrever as touradas à corda na lista do património mundial da Unesco. Independentemente de se concordar ou não com tal classificação, uma coisa são as touradas à corda, essas sim essencialmente populares e outra é querer fazer valer aquilo que se pode considerar de “pseudo-arte, falsa cultura e inventada tradição”.

 

Mesmo que surja a proposta, mesmo que não seja aprovada, ou sendo, seja chumbada pelo Tribunal Constitucional, com os mesmos argumentos com que o foi em 2002, para os ambientalistas, para os defensores dos direitos dos animais e para o bom nome dos Açores, ficará sempre o labéu consubstanciado nesta pretensão. Há coisas que o evoluir da mentalidade e da sensibilidade humana não perdoa. Uma delas é a forma como se pode usar o sofrimento de outros seres vivos para gáudio dos humanos, cobrindo-os com a capa da tradição ou da cultura. A luta, a bravura e arte do ser humano perante a nobreza de um animal como o touro não devem fazer-se com o sofrimento do animal, porque é possível fazê-lo de forma diferente.

 

Manda a evolução que muitas coisas aceitáveis há séculos passados hoje sejam repudiadas, como execráveis e abjectas. E é nesta visão humanista que esperamos o bom-senso que venha fazer arrepiar caminho neste processo que iria criar clivagens muito profundas e perigosas na sociedade açoriana, porque isto não é questão de uma ilha, e se calhar, nem é de uma Região. Aqui estamos perante o dilema de ser ou não consequentes com o que pensamos sobre o direito dos animais em que se inclui o do não sofrimento. E todas as formas que ainda existem de os fazer sofrer não são justificação para a criação ou retorno de mais uma. Seria uma teimosia muito azarada!

 

Santos Narciso

Fonte

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=841483969250242&set=gm.1441296362827491&type=1&theater

Corridas picadas" nos Açores Nunca

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:53

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Sábado, 31 de Janeiro de 2015

TOURADAS EM PORTUGAL CONTINUAM EM QUEDA ACENTUADA

 

Boas notícias!

 

Foi assim em 2014. Diminui a 'afición', aumenta a vontade de evolução.

 

TOURADAS EM QUEDA.png

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/908800029150804/?type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

O DELÍRIO DOS TAURICIDAS AÇORIANOS

 

Nos Açores em vez de discutirem EVOLUÇÃO discutem o modo mais baixo de atirarem o nome do arquipélago para o lixo.

 

Tourada à corda não pode ser contaminada pela de

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:54

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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